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Crítica | X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

por Guilherme Coral
448 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

O filme mais ambicioso dos mutantes até hoje, Dias de Um Futuro Esquecido é baseado no arco de mesmo nome da HQ The Uncanny X-Men. Não ouso comparar o longa com Os Vingadores, como muitos têm feito, por se tratar de um problema inteiramente diferente que envolve viagem no tempo e a divisão da carga dramática em dois centros. É uma obra que tem tudo para fracassar em proporções homéricas, mas o que vemos é o total oposto disso.

Nova Iorque, 2023. Vemos uma cidade completamente destruída, ocultada nas sombras de nuvens negras, algo similar ao presente de Matrix. Perante toda essa distopia, encontramos um grupo de mutantes lutando pela sua sobrevivência contra os terríveis Sentinelas – máquinas destruidoras capazes de se adaptarem aos poderes de seu oponente quase que instantaneamente. As esperanças pouco a pouco se extinguem até que Kitty Pryde (Ellen Page) consegue enviar ao passado a mente de Bishop (Omar Sy, de Intocáveis) para que este possa avisar aos outros sobre a vinda dos robôs. Não é a primeira vez que tal plano foi utilizado e logo ele se torna a única chance de sobrevivência do grupo.

Em seguida, os mutantes se encontram com Charles Xavier. De volta à sua velha aparência sem a menor explicação, este propõe que a sua mente seja enviada para o passado a fim de evitar sequer a aprovação da lei anti-mutantes que possibilitou a criação dos Sentinelas. O destino é 1973. Seu cérebro, porém, por mais poderoso que seja, não aguentaria tal viagem, cabendo a Wolverine (Hugh Jackman) a missão de evitar que aquele futuro passe a existir.

Bryan Singer conduz seu mais novo filme de maneira orgânica, utilizando Logan para unir as narrativas do futuro e passado. A desculpa empregada para trocar o papel de Kitty pelo Carcaju se encaixa perfeitamente dentro da trama, apesar de os poderes de Pryde não entrarem no conceito de viagem no tempo. Este é apenas o primeiro dos deslizes do longa que, por mais que afetem um fator central da trama, podem ser facilmente perdoados perante as qualidades da obra.

Utilizar Wolverine como elemento de coesão do filme, contudo, poderia trazer um grande problema: o foco exagerado no personagem que já conta para si com dois filmes solo, além de já ter recebido muita atenção em toda a trilogia original dos X-Men. Felizmente, o roteiro de Simon Kinberg, junto da montagem de John Ottman, permite que o foco flua de personagem a personagem sem tornar a narrativa confusa.

Quando paramos para perceber, Logan não é mais o foco da história. Chega a ser impressionante como é fácil entender toda a trama do longa, considerando que estamos tratando de diversos personagens e duas linhas temporais distintas. Ora acompanhamos Magneto no passado, ora vemos o grupo de mutantes no futuro, ou até mesmo Mercúrio, que conta com momentos somente para ele, roubando completamente a cena através não só da atuação de Evan Peters (de American Horror Story), como da própria retratação inesquecivelmente cômica dada ao personagem, que se encaixa perfeitamente dentro da proposta e personalidade do personagem em 1973.

É claro que, falando de atores, não podemos esquecer dos trabalhos de James MacAvoy e Hugh Jackman, que finalmente têm um bom roteiro para se destacar. MacAvoy, no papel do jovem Xavier, nos traz uma figura depressiva e viciada em seu tipo especial de droga, um homem cujos sonhos foram, aparentemente, destruídos e que não acredita nos propósitos nobres de outrora. Wolverine, por sua vez, atua surpreendentemente como a voz da razão, demonstrando uma grande evolução do personagem dentro de toda a franquia. É claro, porém, que não faltam momentos da clássica falta de paciência do Carcaju.

Por outro lado, a história não conduz bem personagens como o jovem Magneto (Michael Fassbender) e Trask (Peter Dinklage). O primeiro está inserido em situações demasiado forçadas pelo texto, que soam como desculpa para o desenrolar dos acontecimentos, enquanto que o segundo não ganha qualquer espaço, tornando-se mais um antagonista genérico dos filmes dos X-Men, algo como o Senador Kelly no primeiro longa-metragem.

Se Bolivar é uma figura sem força dentro da trama, temos, por outro lado, os Sentinelas. Estes sim são um elemento verdadeiramente ameaçador, criando uma expressiva tensão em todos os momentos em que aparecem. Tal fator se intensifica pela retratação sombria do futuro e o uso da violência, que nos faz sentir como se a vida de todos ali realmente estivessem em perigo. As cenas de ação entre os mutantes e as máquinas são consideravelmente bem conduzidas, em especial levando-se em conta os portais de Blink, que garantem uma dinâmica bastante criativa para as lutas. Os efeitos utilizados são impressionantes e mesclam bem com o live action. Minha única ressalva é quanto à Colossus, que aparenta extremamente artificial em sua forma de aço orgânico.

Tais cenas de embate, embora possam parecer desnecessárias para a trama, contribuem para a diferença de tom entre as duas épocas retratadas na obra. O que vemos no futuro são lutas sérias de vida ou morte, enquanto que, no passado, diversas sequências de ação contam com uma veia mais cômica, que, aos poucos, se torna mais séria conforme a narrativa progride. Neste sentido, vemos uma fórmula similar à utilizada em Primeira Classe, o que acaba gerando a sensação de que o papel de Magneto foi apenas reciclado neste novo filme.

Os deslizes do roteiro voltam a se apresentar, novamente, no encerramento, que não conta com toda a ousadia do quadrinho original, apresentando claramente o resultado da empreitada de Wolverine. É um final satisfatório, mas que perde a potência de um fim em aberto que poderia ter sido facilmente exibido.

Por fim, não posso deixar de comentar a trilha sonora da obra. John Ottman certamente nos traz melodias que captam toda a carga dramática do futuro e consegue transformar suas músicas a fim de captar a essência da tonalidade que vemos do presente. Ainda assim, não somos apresentados a músicas tão marcantes quanto em Primeira Classe. Em diversos momentos do longa, esperava ouvir a ameaçadora melodia do tema de Magneto, composta por Henry Jackman, mas ela se mostrou ausente.

Dinâmico, fluido e orgânico, Dias de Um Futuro Esquecido consegue mesclar não só duas linhas temporais, como dezenas de personagens e focos dramáticos. É um filme que não tem medo de deixar personagens grandes em segundo plano, a favor da história, conseguindo trazer um longa dos X-Men e não só de Magneto ou Wolverine. Tem sim seus deslizes de roteiro e uma trilha não tão marcante como poderia ser. Ainda assim é, facilmente, um dos melhores longas-metragens dos X-Men e que certamente abrirá caminho para uma nova geração de filmes dos mutantes. Definitivamente, a fita está longe de ser o desastre que poderia ter sido e que muitos esperavam.

Obs.: Fiquem até o final dos créditos.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past – EUA / Reino Unido, 2014)
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Simon Kinberg, baseado na história de Jane Goldman, Simon Kinberg e Matthew Vaughn
Elenco: Hugh Jackman, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Halle Berry, Nicholas Hoult, Ellen Page, Peter Dinklage, Shawn Ashmore, Omar Sy, Evan Peters, Josh Helman, Daniel Cudmore, Bingbing Fan, Adan Canto, Booboo Stewart, Ian McKellen, Patrick Stewart, Lucas Till, Evan Jonigkeit, Mark Camacho. 
Duração: 131 min.

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33 comentários

Gabriel Leão 14 de fevereiro de 2021 - 20:06

Gostei muito desse filme, apesar dos furos de continuidade, acho que como obra isolada ele funciona muito bem. Eu o considero o melhor filme dos X-mens e um dos melhores filmes de super-heróis já feitos.

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planocritico 14 de fevereiro de 2021 - 21:00

Eu gosto mais de Primeira Classe, mas gosto também desse. Já viu a Edição Vampira? Temos a crítica aqui: https://www.planocritico.com/critica-x-men-dias-de-um-futuro-esquecido-edicao-vampira/

Abs,
Ritter.

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Gabriel Leão 14 de fevereiro de 2021 - 21:01

Não sabia que existia essa versão até ver no acervo de críticas de vocês. Onde encontro esse filme?

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planocritico 14 de fevereiro de 2021 - 21:01

Eu comprei em DVD ou Blu-ray no Brasil mesmo há algum tempo. Não sei mais onde tem essa versão além do iTunes com conta americana. Aliás, procurei e tem para vender o Blu-Ray na Amazon.com.br ainda: https://www.amazon.com.br/X-Men-Futuro-Esquecido-Edi%C3%A7%C3%A3o-Vampira/dp/B07R3CC3MV/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=22VW6AR4B0MLC&dchild=1&keywords=dias+de+um+futuro+esquecido+blu-ray&qid=1613327245&sprefix=dias+de+um+fu%2Caps%2C371&sr=8-1

Abs,
Ritter.

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Beatriz Lynch 9 de maio de 2020 - 18:00

Melhor filme dos X-men de longe, toda a trama de viagem no tempo foi muito bem feita, toda a relação entre os Magnetos, os Professores X e a Mistica, as atuaçoes, as cenas de ação e a trilha sonora são excelentes. Acho dificil um dia superarem esse, mas do MCU esperamos tudo.

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Anônimo 15 de setembro de 2018 - 02:39
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Felipe 13 de junho de 2015 - 19:06

Se wolverine ficou sob a custodia da Mistica então ele não terá o esqueleto de adamantium… Certo?

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Mateus Woszak 17 de junho de 2014 - 10:53

Contém spoilers, ok? Para quem não gosta disso, rs…

O filme é… legal. Maaaaaaas, gostei mais de Primeira Classe.

Fui assistir depois de ler N críticas (normalmente assistimos assim que sai) e a maioria falava muito bem do filme, que era fora de série, que era o melhor de herói, isso e aquilo. Pois bem… ele é legal, e só! E estou desconsiderando os furos do roteiro na cronologia X-Men.

Lógico que todo filme tem sua licença poética para adaptar as aventuras dos quadrinhos para o cinema, isso e aquilo, mas pra mim, o mote principal, o uso dos poderes da Mística nos Sentinelas, não faz sentido pelo simples fato de Mística somente se transformar em outra pessoa e, no caso dos X-Mens, não ter os poderes dela. Quem adquire os poderes dos outros é Vampira, logo seu DNA somente transformaria os Sentinelas em outra forma e não conseguiriam adaptar/absorver os poderes. Mas é compreensível que optaram por isso para dar mais destaque a oscarizada Jeniffer Lawrence.

A história é boa, bem amarrada, apesar desse furo. Blink está fenomenal em cena, com seus portais. E ela praticamente não tem uma fala sequer. Xavier jovem e Wolverine conduzem bem a película, sem chamarem o filme todo pra si.

A tão falada participação de Mercúrio se resume a uma cena – muito legal por sinal – e simplesmente o descartam no longa. Ao meu ver, pra variar, que rouba a cena é o jovem Magneto, principalmente quando “rouba” o estádio e os sentinelas.

Fera tornou-se um Hulk, pois mesmo com soro, ele se transforma no monstro quando provocado, fizeram uma competição com o Golias Esmeralda aí, e nem precisa falar que se sai melhor…

Ah, e só a presença de Ellen Page/Kitty Prade/Lince Negra/O raio que o parta já é motivo de sobra para ver o filme. Linda como sempre! 🙂

Enfim, acho que seria melhor ter assistido sem ler tantas críticas positivas. Acabei um pouco frustrado.

Mas é um bom filme, 3D dispensável. Curte a franquia? Gosta dos Mutantes? Não perca tempo e vá se divertir com o longa! Mas não se iluda com as críticas positivas.

P.S. – Há cenas pós-créditos, com Apocalipse e seus quatro go-go-boys do fim do mundo!

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Guilherme Coral 17 de junho de 2014 - 15:17

Mateus, muito obrigado pelo comentário!

Concordo com diversos pontos que você colocou, como já disse em minha crítica. Também prefiro o First Class e acho que DoFP está longe de ser o melhor filme de super-heróis já feito!

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Beatriz Lynch 9 de maio de 2020 - 17:55

Pois eu prefiro beeeeem mais esse do que Primeira Classe.

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Luís 10 de junho de 2014 - 04:19

Gostei muito da crítica! Concordo também com quase tudo. Porém, uma coisa eu discordo muuuuito: o papel do Magneto na trama. Na minha opinião, foi extremamente condizente com a personalidade do vilão: imprevisível e racional. O final ficou perfeito, mas quem mais se transformou com o ocorrido realmente foi a Mística e o Xavier.

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Guilherme Coral 11 de junho de 2014 - 01:15

Muito obrigado Luis (tanto pelo elogio quanto pelo comentário em si)! A questão do Magneto realmente é complicada. É algo que ele faria? Sim, com certeza! O que eu gostaria é justamente um indício dessas ações dele antes delas acontecerem. Como um diálogo entre ele e o Charles ou simples trocas de olhares – achei que foi muito da água para o vinho, muito embora tenha a ver com o personagem. Como eu disse, é complicado hahaha

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Luís 11 de junho de 2014 - 17:26

Teria que ver o filme pela terceira vez para analisar isso, porque pelo que vi, rolaram vários olhares e tudo mais. A intenção de Magneto (SPOILERS à frente) foi amedrontar as pessoas para não subjugar os mutantes, utilizando-se de violência. Lá atrás em X-Men First Class ele diz que a paz não é uma opção e nesse ele continua disposto à guerra para estabelecer sua raça. O Magneto é o tipo de vilão que não sai matando pessoas aleatoriamente, sem um motivo, e neste filme ele continuou desta forma. Incrível o que ele fez para controlar os sentinelas do passado. Incrível!

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Guilherme Coral 12 de junho de 2014 - 14:07

Concordo, Luís. O desenrolar da trama não me incomodou, só o momento da “mudança” em si. Pessoalmente prefiro Magneto como vilão mesmo.

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Edgard Machado 2 de junho de 2014 - 14:57

Excelente crítica! Achei o filme ótimo, muito embora tenha as diferenças com a HQ. Agora o que resta de dúvida é como será em 2016… se mantém os atores para criar uma identidade, ou se novos virão… BTW, muito embora seja a Kitty a Telepata, no cinema faz mas sentido do que se fosse a Rachel, já que teoricamente pelo que de informações tem os que não conhecem a HQ, Scot e Jean estariam “mortos”!.

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Thiago Biller 25 de maio de 2014 - 18:07

Concordo com quase tudo que foi dito na critica, principalmente com o final que podia ter sido melhor ainda, como foi o do Esepetacular Homem Aranha 2 por exemplo( que por alguns momentos de deu um De javu de Dark Night de 2008),

so discordo da opinião sobre Magneto, achei ele bem encaixado no filme, na realidade Foi o personagem e a atuação que mais gostei segudio de perto pela Mistica (Que fez eu achar mais deprimente ainda a Catwoman de Rises) e Charles Xavier (A Versão do futuro tambem ficou muito boa como O MOTIVADOR)

Lamentei que o Mercurio tenha aparecido so num momento do filme porque ele fecha o arco de personagens que achei otimos no filme, Wolverine também ficou bom, em si a maioria dos mutantes ficaram bem encaixados no filme

Durante anos eu venho criticando a Marvel com seus filmes fracos e infantis, mas agora ela recuperou o meu respeito depois desta trinca de ótimos filmes que lançou em seguida (Capitão América 2, O Espetacular Homem-Aranha 2 e X-Men Dias de um Futuro Esquecido).. Esperando pelos proximos.

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Bruno Medeiros 23 de maio de 2014 - 12:51

Gostei do filme e concordo com os problemas do longa que você apresentou na crítica.

Só um pitaco, eu gostei da trilha sonora mas fiquei decepcionado por que não tocou o tema do Magneto do Primeira Classe. #Chateado

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Guilherme Coral 23 de maio de 2014 - 13:27

Também senti falta da música no filme, Bruno! Ela se encaixaria perfeitamente em várias sequências.

Responder
Renan Oliveira 22 de maio de 2014 - 17:56

Um dos melhores longas dos x-men é sacanagem, é um dos melhores filmes sobre super-heróis ja feito, fazia tempo que eu não saia euforico do cinema, assim como praticamente todos onde eu assisti a pré-estreia. O FILME É SIMPLESMENTE SENSACIONAL!

Responder
Guilherme Coral 23 de maio de 2014 - 13:28

Também saí muito animado do cinema – meu lado fã gritando por aí!

Responder
Renato Demetrius 22 de maio de 2014 - 05:31

Velho… na boa… vc tambem eh leitor assiduo das hq’s ha muitos anos como eu? fui para o cinema hoje pensando em ter síncopes por roteiros e destoamentos da historia, mas o que vi foi completamente o oposto… sem duvida NENHUMA foi o melhor filme feito de x-men, pra nao dizer o unico. Tu conseguiu fazer a unica critica (até agora) que eu concordo em 90% pelo menos… FODA!!!

Parabens….

Responder
Guilherme Coral 23 de maio de 2014 - 13:26

Muito obrigado, Renato! Leio e vejo (aquela animação sensacional dos anos 90) X-Men desde que me lembro por gente. Não tenho o costume de acompanhar os quadrinhos, geralmente saio pegando histórias aqui e lá mesmo, salvo algumas exceções que li sequencialmente, como o Ultimate X-Men.
Acho que o filme captou bem o espírito do arco dos quadrinhos.
Mais uma vez, obrigado!

Responder
Janna 23 de maio de 2014 - 21:10

Buscando compreender como um leitor assíduo da HQ, consiga engolir uma Kitty TELEPATA.

Responder
Guilherme Coral 24 de maio de 2014 - 15:48

Isso requer uma boa dose de suspensão de descrença!

Responder
Renato Demetrius 25 de maio de 2014 - 23:18

e muita dose de meditação e mantras… kkkkk

Responder
Renato Demetrius 25 de maio de 2014 - 23:18

se for pra olhar assim, janna, a gnt ta fudido… como engolir uma blink da era do apocalipse sem ter tio uma era do apocalispe, como engolir um mancha solar e apache em idades normais, como ter o bishop, como o Alex estar no vietnam com o groxo, enfim… como o filme aconteceu…

Minha visao de filme FODA foi literalmente relevando muitas coisas. como disse no comentario inicial, em questao dos FILMES de x-men, foi o melhor, aonde vc consegue superar todos os erros de adaptação tranquilamente… todos os outros eu nao consegui…

Responder
Janna 27 de maio de 2014 - 23:06

Eis o problema, eu sou péssima em conseguir relevar esses erros GRITANTES de adaptação.

Responder
Luís 10 de junho de 2014 - 04:15

Janna.. sou super fã das hqs! Na verdade a Kitty não é telepata no filme. Ela consegue deixar não apenas o corpo intangível, mas também a mente em relação ao tempo. Por mais que ela pudesse ver o que o Wolverine estivesse vendo.. e isso não fica claro… ela não manipula a mente dele. Achei um interessante poder secundário que poderia ser aderido às hqs.

Responder
Janna 13 de junho de 2014 - 14:36

No caso o que eu acho estranho de acontecer, por que mesmo que tenha a desculpa do “o poder dela evoluiu com o tempo que se passou”, vemos uma Kitty já adulta no All The New sem nenhuma mudança significativa em suas habilidades.

Mesmo por que até onde eu sei a intangibilidade dela se baseia em diminuir a densidade das próprias moléculas pra atravessar objetos sólidos, ou seja: matéria. Agora como aplicar um princípio – mesmo que fantasioso – físico a uma grandeza psíquica? Eu pelo menos não consigo engolir.

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jcesarfe 21 de maio de 2014 - 13:35

Sua critica me deixou mais animado para assistir, mas vou esperar até domingo.

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Guilherme Coral 21 de maio de 2014 - 15:13

Vale a pena ver no cinema. O 3D, como sempre, não faz falta, então veja da maneira que preferir!

Responder
jcesarfe 22 de maio de 2014 - 13:04

Como em várias criticas que você cita, e na maioria de filmes que assisti, existe um problema sério quanto a tecnologia 3D, que parece não ser utilizada de fato. Vocês poderiam fazer um levantamento sobre esse assunto, pois se antes era uma tecnologia que prometia uma revolução, agora parece cada dia mais decrépita.

Responder
Guilherme Coral 23 de maio de 2014 - 13:30

Ótima sugestão, jcesarfe! Com certeza é algo que gostaríamos de comentar por aqui, até para dar uma luz sobre quais filmes você deve ou não assistir em 3D. Muito obrigado!

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