Home FilmesCríticas Crítica | X-Men: Fênix Negra (2019)

Crítica | X-Men: Fênix Negra (2019)

por Gabriel Carvalho
367 views (a partir de agosto de 2020)

“Eles temem o que não entendem. E o que não entendem, procuram destruir.”

O encerramento de uma franquia que começou com X-Men, em 2000, e que se conclui mediante a compra da Fox pela Disney, Fênix Negra é a despedida de uma série com muitos altos e baixos. Na esperança de um canto de cisne, esse capítulo é, contudo, o mais entediante em duas décadas de produções cinematográficas envolvendo os tais mutantes. Simon Kinberg, assumindo pela primeiríssima vez o comando de qualquer longa-metragem, depois de sucessivamente produzir e roteirizar projetos relacionados aos X-Men, parece readaptar o arco da Fênix Negra sem muitas motivações. O material que inspira a obra é o mesmo do problemático X-Men: O Confronto Final: a prestigiada Saga da Fênix Negra, que marcou gerações de amantes de quadrinhos, contando a narrativa de sacrifício de uma das personagens mais queridas naquela mídia. Entretanto, se na ocasião da primeira e notoriamente bagunçada adaptação desse arco tínhamos algum pingo de criatividade, em cenas espaçadas que eram minimamente inventivas, Fênix Negra parece se limitar justamente em sua simplicidade, que recorre a um caminho preguiçoso para recontar essa história.

X-Men nunca foi tão desinteressante, tão pobre em elementos, quanto nesse projeto. O longa em questão, por exemplo, não se importa em explorar cada um dos personagens, que servem mais como acessórios narrativos e partes de algumas cenas de ação. O mundo em si nunca soou tão vazio, o que inclusive contraria a noção de, agora, essa super-equipe ser apoiada pelo governo dos Estados Unidos, amada por todos. X-Men, em contrapartida, também nunca se importou tanto com uma concisão narrativa, rejeitando uma quantidade maior de caminhos, preferindo explorar, supostamente com precisão, poucos. O enredo traz o primeiro contato de Jean Grey (Sophie Turner) com uma força cósmica que a mutante acaba absorvendo, impulsionando os seus poderes e os seus demônios. Ao mesmo tempo, uma genérica raça alienígena entra na Terra à procura da personagem. Extremamente simples, Simon Kinberg, no roteiro, não é capaz de conciliar essa simplicidade com uma exploração verdadeira do pouco que usufrui. Jean é a sua protagonista, o que é pensado com concreticidade. Contudo, os outros mutantes terminam tornando-se figurantes.

Essa obra, por sinal, é uma das mais curtas da franquia inteira, embora pareça demorar muito mais tempo, em vista de um ponto dramático que é mediocremente construído. O seu começo é, contudo, promissor, por sugerir caminhos instigantes e novidades no universo, como o apoio do governo. Jean Grey traz consigo um passado misterioso, que está escondido em sua mente, e o Professor Xavier (James McAvoy) é o responsável por criar essas barreiras, aponta o enredo. Mas ao passo que a obra induz-nos a pensarmos traços de personalidade mais questionáveis em Charles, Kinberg mostra-se insuficiente como orquestrador de tramas. As motivações que cria são fracas e as revelações bastante anti-climáticas. Os confrontos entre Mística (Jennifer Lawrence) e Xavier, que crê que o seu amigo esteja abrindo mão dos mutantes em troca do prestígio humano, no entanto, até têm um peso a mais, mas nunca vão para frente como prenunciam. A cena acaba com a personagem simplesmente jogando uma frase de efeito, para que Kinberg pretenda ser o roteirista desconstruidor de padrões. Há um fundo feminista que não é bem estruturado aqui, vago.

O que o artista deveria ser, porém, era um bom roteirista, o que não acontece. Magneto/Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) passa um ato e meio sem ser sequer mencionado, surgindo abruptamente na obra como artifício de roteiro. O personagem vive só com outros mutantes, o que poderia ter sido mencionado antes. Basicamente todos os coadjuvantes do longa sofrem por serem mais artifícios que personagens. Fera/Hank McCoy (Nicholas Hoult) é a ponte entre a união do grupo de Magneto e o grupo de Xavier, ambos atrás de Jean Grey. Já dramaticamente a grande parte dos dramas são inoperantes. Simon não aparenta um mínimo interesse nesses tais mutantes. As mudanças neles são porcas. Fera vai de um ponto para outro no seu “arco” de personagem sem qualquer cerimônia. A mesma coisa acontece com Magneto. Os reais coitados são Kodi Smit-McPhee e Alexandra Shipp, que não têm nem a oportunidade de pontuar além de usar seus poderes. Tempestade apresenta brevemente uma rixa com Ciclope/Scott Summers (Tye Sheridan), mas que morre aí. Qualquer busca por mais nuances, outras camadas, Kinberg renega.

Há um senso de apatia generalizado nos atores e no roteiro, o que às vezes culmina no cafona. A música de Hans Zimmer é atmosférica, mas complementa-se mal a essa depressão. Só Turner e McAvoy comprometem-se. McAvoy, porém, é um ator que tem muito mais experiência que Turner, procurando ainda se encontrar como atriz. A sua interpretação, portanto, é apenas razoável, o que é menos que esperaria-se de uma protagonista. Kinberg não é um ajudante nesse sentido, pensando cenas tolas, como a da personagem se revirando na cama durante um pesadelo. Grande parte do texto, por sinal, caminha pela estrada do genérico. Se temos Xavier criando uma associação com uma caneta em uma cena, noutra Scott e Jean movimentam um romance trouxa. Já Jessica Chastain parece que estava devendo algum favor para Kinberg. A sua personagem é imensamente insossa e representa uma versão completamente genérica da raça dos Skrulls, antagonistas em Capitã Marvel. A artista, que é muito melhor do que esse papel a permite ser, denota uma vontade de morrer em cena que não é só maior que a de Jennifer Lawrence, péssima.

Simon Kinberg, como costuma, não pensa muito as oportunidades criativas em seus projetos. O cineasta, na verdade, não tem o menor tato para qualquer responsabilidade enquanto imaginador de cenários, como os das cenas de ação desta produção. A sua coordenação não comporta ritmo, montando a maioria das robóticas sequências com preguiça. Enquanto Bryan Singer usava bem o Mercúrio/Peter Maximoff (Evan Peters), Kinberg simplesmente exclui o personagem na metade do longa. Dos uniformes particulares e coloridos que X-Men Apocalipse sugeria no seu encerramento, o produtor-diretor agora opta por um retorno às cores padronizadas, no clássico esquema azul e amarelo. Consequentemente a isso, no entanto, torna-se enormemente estranho e esteticamente questionável uma equipe em que metade dos personagens são coloridos e justamente suas cores serem a mesma. Parece uma reclamação gratuita, mas não é, pois exemplifica a preguiça dos responsáveis pelo filme em pensarem minimamente o que colocam em cena e o que propõem ali. Há capricho pelo menos nos efeitos visuais, que tiveram tempo a mais para serem confeccionados.

Enxerguemos, porém, Fênix Negra metaforicamente, o que mascara um pouco a sua insipidez. O projeto em questão é realmente mais um degrau descendo as escadas de um conjunto de vários longas problemáticos. O produto não tem espírito, vontade em ser um bom cinema, tesão pelas jornadas. Entretanto, esse é, ao menos, um encerramento que não prevê continuações. Com isso, gera-se inexoravelmente a obra mais impessoal da franquia, pois o longa violentamente retira os suspiros que restavam do peito desses mutantes queridos. Eles provavelmente reaparecerão em próximas oportunidades de novíssimas maneiras, com novos rostos e novos trajes, em um reboot. Até o voice-over na resolução de Fênix Negra quer apresentar um pequeno pensamento acerca de recomeços. Isso marca, portanto, uma conclusão e um recomeço, ou seja, uma morte a estes personagens e a esta cansada saga de obras, que agora meramente prenuncia a esperada ressurreição da franquia, sob o comando da Marvel Studios. Como uma fênix, os X-Men retornarão das cinzas em que se transformaram após mais esse confronto final ocorrer e ninguém se importar.

  • O filme em questão não contém cena pós-créditos.

X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix) – EUA, 2019
Direção: Simon Kinberg
Roteiro: Simon Kinberg
Elenco: Sophie Turner, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Evan Peters, Tye Sheridan, Kodi Smit-McPhee, Alexandra Shipp
Duração: 113 min.

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111 comentários

Gabriel Filipe 26 de abril de 2020 - 10:14

Que saudades das críticas do Gabriel Carvalho no site, dava um prazer de ler ele jogando todo o desgosto pra fora, não que as outras sejam ruins, tds são ótimos, Ritter e Luiz meus favoritos, mas da saudade do Gabriel

Responder
Gabriel Leão Buendía 19 de abril de 2020 - 12:06

Despedida melancólica dos x-mens da fox. Mas, apesar de tudo, não ficou atrás de outras bombas lançadas recentemente, tipo Arlequina, homem formiga 2, liga da justiça. É como eu falo com um amigo, quando todo mundo fala mal, a expectativa vai lá em baixo, e acaba que o filme não parece tão ruim. Porém, se compararmos com outras produções, da mesma saga, a queda é bem evidente. O que eu sinto é um desgaste da série dos mutantes frente ao sucesso do mcu, e a consequente pressão dos fãs para que os mutunas se juntem ao vingadores e cia. Ao que parece, a venda da foz a disney tirou o brio dos realizadores, a sensação é que prosseguiram com o filme apenas para cumprir contrato. Sendo assim, o que esperar de os novos mutantes?

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JC 4 de novembro de 2019 - 20:46

Vi hoje…que coisa tenebrosa….caracas……essa Alien genérica…meu….que bizarro.

Responder
Lucas Casagrande 14 de outubro de 2019 - 16:26

Esse filme conseguiu ser pior que X3 e Wolverine Origins

Pelo amor que bela porcaria preguiçosa, era melhor nem ter feito

Responder
Cleison Miguel 2 de setembro de 2019 - 15:17

O pior longa da franquia, disparado… genérico é a palavra adequada e superou (no mau sentido) X-Men 3 O Confronto Final que figurava (em minha opinião) no pior lugar e vinha seguido de perto por X-Men Apocalipse.

No frigir dos ovos, foram 4 acertos (Primeira Classe, X-Men 2, X-Men 1 e Dias de Um futuro Esquecido – nessa ordem de qualidade) contra 3 erros, portanto, nem tudo foi perdido.

Responder
Mr. Jason Voorhees 29 de julho de 2019 - 00:21

o filme deadpool2 foi melhor muitas vezes, que o fenix negra, deadpool2 tem uma mensagem bacana e com um pouco de humor, isso foi bom, ja fenix negra foi ruim

Responder
Mr. Jason Voorhees 28 de julho de 2019 - 23:54

até a mistica deu uma das maiores mancadas da franquia, e morreu fazendo uma mancada ainda maior, ela obedeceu ao politico e a fenix fedeu com ela, que escoto….

Responder
Mr. Jason Voorhees 28 de julho de 2019 - 23:38

Filme horrível, aquela alienígena desagradável enchendo o saco o tempo todo, e o Charles Xavier pagando de fodão pretensioso e egocêntrico psicopata e politico, esse filme foi PÉSSIMO, os gibis dão de 1000 a 0 dos filmes, dava vontade de ver alguém destroçar o charles xavier, a alien podia ter feito isso. Eu realmente tava com tanta ma sorte nesse dia em que eu comprei o ingresso para ver este filme, que acabei vendo o pior filme que minha sorte podia me dar, horrendo, tava, gritante.

Responder
Pedro Augusto 13 de junho de 2019 - 21:37

Teve alguma cena do mercúrio em câmera lenta com uma música no fundo que nem nos dois filmes anteriores?

Responder
Cleison Miguel 2 de setembro de 2019 - 15:17

é tão curta que nem dá tempo de ouvir a música, desperdício completo do personagem.

Responder
GNewmarks 13 de junho de 2019 - 15:58

Dormi boa parte do filme. E olha que tinha acordado bem tarde no dia.

Responder
Brunno Hard 🎈 11 de junho de 2019 - 02:02

Não sei vocês mas, X-Men 3 (The Last Stand) ficou muito melhor depois desse filme. Dark Phoenix é uma bomba.

Responder
Gabriel Carvalho 11 de junho de 2019 - 16:10

Esse é o pior!!!! Também acho.

Responder
Brunno Hard 🎈 11 de junho de 2019 - 21:34

Obrigado pela interação, Gabriel. E parabéns pela sua crítica. Muito precisa como de costume.

Eu amo a franquia X-Men nos cinemas. Eu assisti a cada um dos últimos filmes nos últimos 20 anos várias e várias vezes e enquanto eu gostava mais do que os outros, eu nunca cheguei a odiar nenhum filme. Fechei os olhos para pequenos erros e perdoei-lhes qualquer coisa. Mas eis que Dark Phoenix estreia. Pouts!

Em vez de estrear forte e deixar uma boa impressão depois de tantos anos, eles fizeram exatamente o oposto. O filme é distorcido, apressado, previsível, plano e globalmente inexpressivo. Tudo parece ‘barato demais’ dos figurinos às decorações dos estúdios. Os atores não se interessam pelo filme e parecem que querem apenas entregar suas fracas falas de roteiro e serem feitos o mais rápido possível. Ninguém na Fox se importou com esse filme, então por que deveríamos? Estou triste pelo que foi feito com a minha amada franquia.

Inacreditável dizer, mas assistam preferencialmente “O Confronto Final” se você quiser assistir a uma interpretação da saga de Phoenix um pouco mais fiel. Não é bom também, mas pelo menos eles tentaram. Algo que não acontece em Dark Phoenix.

Dark Phoenix é uma experiência de visualização monumentalmente tediosa. Falta-lhe a riqueza do material de origem e o talento energético dos filmes anteriores. É um filme horrivelmente preguiçoso, um final deprimente e uma tentativa meio-adaptada de adaptar tal enredo icônico. No mínimo, podemos nos consolar com o fato de que agora acabou, e os X-Men encontrarão uma nova vida quando forem introduzidos no UCM, onde serão salvos dessa farsa absoluta.

Responder
Léon 12 de junho de 2019 - 22:56

Também prefiro 100000000 vezes “O Confronto Final” a este, o qual ainda estou procurando A Fênix Negra. Sequer encontrei A Fênix… (Não, não considerei aquele periquito em chamas como A Fênix). Gosto muito mais da primeira trilogia e do elenco dela que desses, onde acho que se salva um ou dois, mas enfim. Também fico muito triste com o que fizeram com a minha franquia de heróis favoritas do cinema e única equipe da Marvel que gosto (se bem que também gosto de Guardiões, mas enfim).

Torcendo para que a Marvel consiga recuperar meus amados mutantes.

Responder
Gabriel Carvalho 11 de junho de 2019 - 16:10

Volta mais aqui. Está sumido!

Responder
Brunno Hard 🎈 11 de junho de 2019 - 21:05

Eu estive ausente, é verdade. Sofri um acidente de jet-ski em Miami Beach. Mas já está tudo certo. Voltarei mais vezes.

Responder
Anônimo 9 de junho de 2019 - 10:14

devo ter sido o unico que gostou demais desse filme

Responder
Gabriel Carvalho 11 de junho de 2019 - 16:10

Mas que bom que gostou!

Responder
clay alvez 8 de junho de 2019 - 20:46

felizmente eu tive uma opinião completamente diferente e vou comentar pros fãs do mcu me acharem doido kkkkk
QUE FILMAÇO PQP pra mim melhor filme de herois de 2019 sem duvidas
só ficou o furo de roteiro no final que me estressou
eu acho o XCU mil vezes melhor que DCEU e zilhões de vezes melhor que MCU,até pq só tem um filme ruim na minha opinião,e nem venham com essa de cronologia confusa pq a cronologia de Endgame é uma bagunça maior que o CGI de Infinity War

Responder
Anônimo 9 de junho de 2019 - 10:14

cara eu tambem
to pensando em ver o filme novamente semana que vem
achei um filmão
mil vezes melhor que capitã marvel

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 12 de junho de 2019 - 11:46

Pra ser melhor q capitã marvel não precisa de muito esforço né… =/

Responder
Beto Magnun 8 de junho de 2019 - 17:47

Aquele tipo de filme que só pelo trailer já dá pra saber que é uma bomba.

Responder
Teco Sodre 7 de junho de 2019 - 09:59

Sobre a crítica: Gabriel leu minha mente como Xavier.

Sobre o filme: eu esperava um INCÊNDIO, e me veio uma chuvinha murcha de São João.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 19:58

Telepatia pura.

Responder
ABC 6 de junho de 2019 - 17:29

Se considerarmos a Fênix um animal não há nenhuma novidade na critica negativa…

Saudações.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Eu não sei o que fazer comigo mesmo. Eu quero mudar!!!!!

Responder
ABC 7 de junho de 2019 - 12:21

O primeiro passo já foi dado, aceitar a sua condição. Agora resta abrir seu coração para os animais assistindo em sequência “Juntos para sempre” e “Patrulha Canina”.

Saudações.

Responder
Ruqui 6 de junho de 2019 - 15:56

Li por aí que há uma grande conspiração global da Disney que está pagando os críticos de todo o mundo pra detonarem filmes de heroizinho que não são do mcu. Pra mim ou é isso ou o Gabriel, além de filmes com animais, odeia também os X-Men.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Mutante nem é gente.

Responder
Ruqui 7 de junho de 2019 - 22:38

Os fãs da Sophie Turner nas redes sociais me garantiram que é um hino de filme perseguido por ser “diferente”.

Responder
Gabriel Carvalho 8 de junho de 2019 - 11:25

E é diferente. Mas isso não significa ser bom. Que bacana que gostaram, mas fandom é quase um grupo de gente maluca, que está para defender o que quer que exista, mas sem propor um debate, sem pensar uma obra.

E eu estou cansado das gírias dos jovens…

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 7 de junho de 2019 - 08:34

“Li por aí que há uma grande conspiração global da Disney que está
pagando os críticos de todo o mundo pra detonarem filmes de heroizinho
que não são do mcu. Pra mim ou é isso ou o Gabriel, além de filmes com
animais, odeia também os X-Men.”
Omelete e Roberto Sadovski estão no meio?

Responder
Ruqui 7 de junho de 2019 - 22:39

Às vezes esqueço que o Sadovski ainda continua na ativa. Desde o fim da revista Set que não leio nada dele.

Responder
Jason Mota 7 de junho de 2019 - 19:28

Também li por aí que há uma grande leva global de gente influenciada por teorias da conspiração.

Responder
Ruqui 7 de junho de 2019 - 22:26

Nem precisa ler pra constatar. Basta almoçar ou jantar com familiares numa ocasião especial. Se não tiver um terraplanista ali, o terraplanista é você.

Responder
Jason Mota 8 de junho de 2019 - 21:00

Nem tô por dentro dessa palhaçada de terra plana, meu negócio é filmes e séries ohh ordinário.

Responder
Ruqui 9 de junho de 2019 - 14:12

Contexto, meu caro. Não perca o fio da meada.

Léon 12 de junho de 2019 - 23:21

“Se não tiver um terraplanista ali, o terraplanista é você.” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Morrendo com essa. Agora fiquei com medo de ocasiões especiais com familiares e acabar descobrindo que eu sou o terraplanista :O

Responder
Anônimo 7 de junho de 2019 - 21:58
Responder
Ruqui 7 de junho de 2019 - 22:39

Teoria e prática. Demonstração ao vivo.

Responder
pabloREM 6 de junho de 2019 - 13:34

No filme Apocalipse já achei que os bons atores, Fassbender, McAvoy e Lawrence já estavam com cara de tédio, versão “estou aqui só para cumprir contrato e receber o cheque”. E essa Sophie Turner, sério, é uma das piores atrizes da atualidade, só tem moral porque trabalhou naquela série superestimada.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Eu enxergo algum potencial na Turner, mas Kinberg não é diretor experiente o suficiente para saber trabalhar com uma atriz ainda limitada.

Responder
Teco Sodre 7 de junho de 2019 - 09:59

A Turner é um dos menores problemas desse fiasco.

Responder
Alexandre Tessilla 6 de junho de 2019 - 13:06

Parabéns pela crítica! Sou muito fã de X Men e pude presenciar seus altos e baixos nos cinemas. Eu gostaria que encerrasse com chave de ouro, mas pelo jeito não vai rolar. Verei por ser fã, mas vou colocar a expectativa lá embaixo. Talvez eu me surpreenda, um pouco. Aproveitando, esse ano de 2019 está entrando para a história. Tivemos o encerramento do MCU, e ocasionalmente o fim da Marvel na Netflix. Agentes da Shield poderia encerrar esse ano também que já estaria bom demais, e fecharia o ciclo. Os filmes dos X Men estão encerrando, junto com as séries The Gifted e a ótima Legion. Tivemos o final de GOT e TBBT, séries que marcaram uma geração. Tivemos também o encerramento da trilogia iniciada por Corpo Fechado, com “Vidro” (por enquanto). 2019 ainda será muito lembrado futuramente.

Responder
Rômulo Estevan 7 de junho de 2019 - 13:08

Agentes da Shield ja foi renovada para 7 temporada,e duvido muito que agora que a serie esta crescendo sua audiência a cada ep dificilmente vão querer cancelar na 7 temp se continuar assim.

Responder
João Marcos 10 de junho de 2019 - 00:31

Também foi o final da trilogia Como Treinar Seu Dragão, que começou em 2010.

Responder
Alexandre Tessilla 10 de junho de 2019 - 11:57

Ainda não vi nenhum dos filmes, mas está na minha lista.

Responder
George S. Varejão 13 de junho de 2019 - 07:48

E ainda, em dezembro terá o fim da saga dos Skywalker em “Star Wars: A Ascenção Skywalker”.

Responder
Star_Killer 6 de junho de 2019 - 11:25

Tenho mais interesse de ver Os Novos Mutantes do que esse Fenix Negra, acho que vou guardar dinheiro pra ver John Wick 3 e Godzilla 2 que ainda não assisti.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Vê John Wick 3, pelo amor de Deus.

Responder
Huckleberry Hound 6 de junho de 2019 - 09:50

Pelo menos a trilha sonora de Hans Zimmer é divertida?

Responder
George Jaime Nagata 6 de junho de 2019 - 14:41

Achei a trilha do Hans Zimmer bem genérica, barulhenta. Mais uma que ele fez no piloto automático. Acredito ser esta a trilha mais fraca da série.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Eu discordo. Acho que o Zimmer traz uma trilha que combina bastante com alguns elementos de sci-fi da obra, tem textura de atmosfera, mas como todo o resto é meio mequetrefe, o conjunto termina sendo também.

Responder
Teco Sodre 7 de junho de 2019 - 09:59

Até a trilha eu achei bem mais do mesmo. Não gostei de quase nada nesse filme.

Responder
George Jaime Nagata 7 de junho de 2019 - 14:14

A impressão que me deu foi que o Hans Zimmer se limitou a simplesmente aproveitar / reciclar sobras de seus trabalhos mais recentes, principalmente os do Nolan. Ultimamente ele tem atuado mais como sound designer que como compositor.

Responder
Breno Ribeiro 5 de junho de 2019 - 22:01

Nunca assisti um X-Men no cinema. Por ser o último, fazia questão de assisti-lo.

Fazia.

Responder
Diego Guiraldelli 7 de junho de 2019 - 14:47

Exatamente a mesma coisa aqui.

Responder
thiago 5 de junho de 2019 - 22:01

Resumo dos comentários daqui, é agora é esperar o MCU, kkkk

Responder
Wagner 5 de junho de 2019 - 20:21

Filme do século, vem 2 bilhões

Responder
ABC 6 de junho de 2019 - 17:22

Filme do século é o da Patrulha Canina.

Qual personalidade deve se encarregar dessa critica o Gabriel (para ele se redimir do comportamento zoofóbico) ou o Santigado (já acostumado a criticar Patrulhas)?

Saudações.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:37

Eu nunca vou ver esse filme na minha vida. É com o @luizsantiago:disqus.

Responder
Luiz Santi🐂GADO 7 de junho de 2019 - 04:27

👮🐶🚓🐕🚨🐩

Responder
clay alvez 5 de junho de 2019 - 19:58

é isso
agora é esperar o mcu
whitewashing
personagens poderosos virando sem sal
possivelmente um abordamento porco do preconceito da sociedade
vou sentir muita falta da franquia dos x-men na fox

Responder
planocritico 5 de junho de 2019 - 21:19

Whitewashing no MCU? Em que filme isso aconteceu?

– Ritter.

Responder
Juntos e Shallow now 5 de junho de 2019 - 21:29

Acho que ele tá falando da Wanda

Responder
planocritico 5 de junho de 2019 - 21:48

Wanda? A personagem sofreu whitewashing aonde?

– Ritter.

Responder
Juntos e Shallow now 5 de junho de 2019 - 22:10

Não faço ideia, mas sempre que falam de whitewashing citam a Wanda romani

Drica 6 de junho de 2019 - 15:45

Por incrível que pareça, tem gente que acusa a Marvel Studios de ter feito whitewashing nos gêmeos, porque nesse caso eles são considerados ciganos e romenos (e essa população não é branca predominantemente). O problema dessa ideia é que…..a Marvel comics sempre fez eles brancos, então a questão de cor não faz nem sentido de acusar, nunca apareceram de outra maneira a não ser brancos.

planocritico 6 de junho de 2019 - 16:25

A população romani pode não ser predominantemente branca, mas há muitos completamente brancos que passariam fácil por alemães e escandinavos. Além disso, nos filmes, até onde me consta, os dois não foram determinados como sendo romani e sim de um país fictício no leste europeu, onde a etnia pode ser também branca muito facilmente.

E é como você disse: nos quadrinhos eles sempre foram brancos (Pietro até tem cabelo completamente branco), pelo que não houve de forma alguma whitewashing no que se refere a eles.

Abs,
Ritter.

Stella 6 de junho de 2019 - 01:30

Que delírio é esse? A Wanda é branca como a neve sempre foi kkkkk Nerd nutella só passam vergonha.

Responder
Juntos e Shallow now 6 de junho de 2019 - 03:22

Eu não sei, mas esse povo sempre cita a Wanda na hora de falar de Whitewashing

Anônimo 5 de junho de 2019 - 21:29
Responder
planocritico 5 de junho de 2019 - 21:48

Exemplo.

– Ritter.

Responder
Breno Ribeiro 5 de junho de 2019 - 22:01

Don’t feed the troll

GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 5 de junho de 2019 - 22:10

Relaxa Ritter, o @s@disqus_QcQOIoSxaU:disqus é irônico.

Victor 5 de junho de 2019 - 22:01

concordo plenamente, foi foda ver um alemão ariano interpretando o T’Challa…

Responder
Wagner 5 de junho de 2019 - 22:11

Ted, só as pessoas de bem comentam no Plano Crítico
Estou aqui de intruso

Responder
clay alvez 6 de junho de 2019 - 21:19

Wanda e Pietro,tem no xcu tbm mas os atores não usam termos racistas sobre o povo dos proprios personagens

Responder
GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 5 de junho de 2019 - 21:19

“possivelmente um abordamento porco do preconceito da sociedade”
Então não vai mudar nada, dizer que os x-men da fox abordaram bem o preconceito é uma píada.
“personagens poderosos virando sem sal”
Nem preciso lembrar do “Eu sou o FANATICO VADIA” ou do apocalipse, né?

Responder
Anônimo 5 de junho de 2019 - 21:29
Responder
Stella 6 de junho de 2019 - 01:30

A cocaína ta rolando solta.

Responder
Dri Ferro 6 de junho de 2019 - 09:20

O Único problema do Mcu é colocar tudo girando em torno do Tony Cachaça. Os mutantes não surgindo por culpa dele já tá bom haha

Responder
George S. Varejão 13 de junho de 2019 - 07:49

“Whitewashing”?
Tem certeza que você não quis dizer “blackwashing”? Afinal de contas, no MCU Heimdall e Valquíria viraram negros, além de usarem a versão Ultimate do Nick Fury que é negra.

E junto com isso transformaram O Ancião e o Fantasma em mulheres e não usaram o verdadeiro Mandarim pois não podiam usar um vilão chinês e colocaram um ocidental nessa figura antagônica.

Depois dessa, você ainda vai falar como se eles fossem os racistas preconceituosos sendo que eles adoram uma lacração?
Os X-Men do “Singerverso” podem até tentar falar de temas importantes que tem à ver com os personagens, mas só tentam. Na prática, só arranham esses temas e o resultado final e bem sem graça.

Responder
Sabrina 5 de junho de 2019 - 19:23

Pelo jeito esse deve ser tão ruim quanto o Apocalipse . Os x-men nos cinemas é 8 ou 80 tem filmes ótimos como o X2 (um dos melhores filmes de heróis feito até hoje), Logan ,Primeira Classe e Dias de Um Futuro Esquecido .Porém tem filmes horrorosos como Confronto Final ,Origens: Wolverine e Apocalipse .

Responder
Jonathan o Estagiário 6 de junho de 2019 - 11:05

pra mim o saldo é mais positivo do que negativo.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:50

Eu sou um moderado entusiasta da franquia. Só acho do cacete mesmo o X2 e o Logan. O resto tenho minhas ressalvas. Gosto de vários outros mesmo assim. Mas ruim mesmo acho que apenas o Wolverine Origins e o Apocalipse, com o Confronto Final correndo por fora.

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Sabrina 7 de junho de 2019 - 15:57

Na sua opinião a Fênix Negra é melhor que o Apocalipse e Confronto Final .

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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 20:13

Eu prefiro esses dois sim. Os longas citados são uma bagunça completa, mas têm um tom mais descompromissado, mais leve por assim dizer. É possível tirar alguma coisa de espirituoso deles, como passatempo e etcetara. Já “Fênix Negra” tem toda a pinta de um drama sério que não se consolida em um drama bom. É raso, é genérico, é insosso. É disparado o X-Men mais chato já lançado.

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IDRIS ELBA RAMALHO 5 de junho de 2019 - 18:11

Passo longe. Até hoje não assisti o X-men: Apocalipse até o fim. E olha que nunca parei um filme de super-herói no meio.
Simplesmente já deu. Não suporto a nova Mística sem maquiagem, o Fera Lion-Man que só ás vezes se transforma (apesar que isso pode ter mudado nesse filme, sei lá), e todo o elenco de personagens.
Adorei o McAvoy e o Fassbender no First Class, mas o Magneto no Apocalipse tava difícil de engolir…
Obs: O Fassbender der uns tempos pra cá tá com um verdadeiro “toque de merdas”, um ótimo ator, mas que só tá fazendo porcaria. Triste.

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vc falou em pipoca? 5 de junho de 2019 - 18:02

Mesmo que a marvel acabe fazendo grandes mudanças com certeza será um tratamento mais digno que o da fox, sem contar que provavelmente veremos uma grande homenagem ao estilo do John Byrne.

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Glaydson Melo 5 de junho de 2019 - 18:02

Nunca consegui assistir X-Men Apocalipse até o final, e pelo visto não será diferente no caso deste filme. Um pena, os filhos do átomo mereciam um encerramento mais digno.

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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:42

É uma obra bem diferente de “Apocalipse”. “Fênix Negra” é o filme que se leva mais a sério em todo o universo dos mutantes, sendo que não tem muito a oferecer.

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Glaydson Melo 7 de junho de 2019 - 15:48

Infelizmente desperdiçaram pela segunda vez o potencial da saga da Fênix, mesmo que tendo tentado enveredar pela trilha do filme Logan.

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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 16:16

Agora é esperar uns 20 anos até uma nova adaptação. Essa ideia de ficar pulando 10 em 10 anos todo filme dos X-Men foi um lixo, especialmente porque exploraram infimamente o potencial de época de cada uma dessas obras.

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Anônimo 5 de junho de 2019 - 18:02
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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:42

Não é nem ruim propriamente dito. É como se fosse um gigantesco nada.

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Artur Montenegro 5 de junho de 2019 - 16:50

Tava torcendo tanto para dar certo, mas, assim como Apocalipse, vou assistir pra formar minha opinião.

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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:42

Forma lá e depois volta! Também estava torcendo. Tive um sonho na noite antes da cabine que esse filme ia ser do cacete, um puta sci-fi.

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Luiz Santi🐂GADO 5 de junho de 2019 - 15:36

Adorei a trilha sonora dessa obra-prima:

https://www.youtube.com/watch?v=2buqannRSDY

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vc falou em pipoca? 5 de junho de 2019 - 18:02 Responder
Stella 5 de junho de 2019 - 15:36

Crítica excelente. Sobre esse trecho, melhor definição:
”Simon Kinberg, como costuma, não pensa muito as oportunidades criativas em seus projetos. O cineasta, na verdade, não tem o menor tato para qualquer responsabilidade enquanto imaginador de cenários, como os das cenas de ação desta produção”

Como que os executivos permitem a pessoa que roteirizou a bomba Confronto Final, pegar o mesmo projeto e ainda dirigindo de maneira amadora, é um mistério.

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Gabriel Carvalho 5 de junho de 2019 - 15:50

O cara não tem criatividade, simples assim. Falta ver mais filme de ficção-científica, sentar na frente do computador e pensar mais a história, pensar mais os personagens.

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Stella 5 de junho de 2019 - 16:11

Ele e a equipe criativa dele acabaram com reboot de alem da imaginação, muito inferior a Black Mirror que é inspirado.

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Drica 6 de junho de 2019 - 00:05

O que é estranho é que ele já escreveu para Star Wars Rebels e lá ele é bom, de fato tem talento. Mas quando toca na Marvel, o cara não tem boa mão, simplesmente mais erra do que acerta.

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Gabriel Carvalho 6 de junho de 2019 - 13:07

Mas ele fez umas coisas desastrosas além de Marvel. Só ver no IMDB dele. Acho que tem um Triplo X no meio.

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Drica 6 de junho de 2019 - 14:22

Sim, pior que é verdade. Na área do roteiro, em sua grande parte, o cara é um desastre. E o Dias nem pode ser totalmente creditado a ele, porque a história já tava toda pronta para um filme pelo Vaugh e a Jane Goldman.

vc falou em pipoca? 5 de junho de 2019 - 18:02

queriam acabar logo com isso então não quiseram gastar mais tempo atrás de diretor novo

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Drica 6 de junho de 2019 - 00:05

Ele parece ser do tipo que sabe passar confiança, então a Fox deve ter achado de boa “recompensar” o trabalho que ele fez lá.

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Gabriel Carvalho 7 de junho de 2019 - 03:42

Mas não sabe dirigir.

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