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Crítica | X-Men – O Confronto Final

por Rafael W. Oliveira
384 views (a partir de agosto de 2020)

Quando lançado no começo dos anos 2000, a primeira incursão dos famosos mutantes no cinema, X-Men – O Filme alcançou grande repercussão no meio das produções de super-heróis, ao optar por uma abordagem mais série e adulta, e que claramente fazia uma crítica ao preconceito e a dificuldade da sociedade em aceitar aquilo que é diferente. Na produção seguinte, X-Men 2, o cineasta Bryan Singer (de Os Suspeitos) realizou um feito ainda maior, alcançando um maior sucesso de público e crítica, com aquele que ainda é considerado o melhor de toda a série.

Porém, quando Singer anunciou sua saída do comando do terceiro filme, o burburinho e a desconfiança foram inevitáveis. O comando foi dado a Brett Ratner, responsável por algumas produções divertidas (como A Hora do Rush), mas que não parecia ter maturidade suficiente para dirigir uma produção do tipo. X-Men: O Confronto Final embarcou nos cinemas com a tarefa de ser igualmente bom, ou ainda melhor que seus antecessores, mas acabou decepcionando aqueles que esperavam um filme com a mesma qualidade das realizações de Singer.

A trama gira em torno da descoberta de uma possível “cura” para o gene mutante. Dessa forma, os integrantes da raça poderiam escolher entre continuar do jeito que são ou tornar-se humanos, o que gera uma espécie de cisão, já que existem os que aceitam sua condição e os que querem deixar de ser “diferentes” de toda forma. No meio disso, Jean Grey, retorna como uma força mais poderosa que qualquer mutante já visto e acaba por causar danos irreparáveis por não poder controlar seu próprio poder.

Levando o tom crítico dos filmes anteriores a um novo nível, o principal problema de O Confronto Final é não saber explorar este novo passo de maneira tão intensa ou completa como os filmes de Bryan Singer. Boa parte da discussão fica na superficialidade, algo que com certeza não teria acontecido nas mãos se Singer tivesse permanecido no comando. Assim, O Confronto Final é menos ambicioso e ousado, mas não menos divertido, funcionando muito bem como um veículo de entretenimento.

Aproveitando sua experiência com produções mais movimentadas, Ratner conduz o filme de maneira frenética, ágil, sempre mantendo a ação como prioridade. Neste sentido, o filme se mostra uma ótima opção, já que suascenas de ação são muito bem dirigidas, enriquecidas ainda por alguns momentos mais dramáticos. A cena da ponte, por exemplo, é digna de estar entre as melhores da série, devido a sua grandiosidade e impacto. Apenas alguns efeitos especiais decepcionam, diminuindo o brilho de algumas cenas, mas nada muito grave.

O elenco continua como um dos principais responsáveis pela qualidade dos filmes. Hugh Jackman continua provando de que é a escolha perfeita para interpretar Wolverine, encarnando toda a fúria e incerteza que tomam conta do personagem. Da mesma forma, Ian McKellen segue impecável como Magneto, enquanto que Halle Berry e sua Tempestade, enfim, ganham seu devido espaço. Mas torna-se incompreensível a velocidade com que a produção descarta alguns personagens, como Ciclope e Mística, ambos com uma participação mínima e de pouca relevância para a trama. Da mesma forma, outros novos personagens, como o Anjo (Ben Foster) não recebem o destaque merecido, servindo apenas como mera curiosidade.

Entre seus erros e acertos, X-Men: O Confronto Final alcança um resultado positivo, graças ao bom nível de diversão que proporciona. Funciona melhor se analisado isoladamente, já que sai perdendo quando comparado com os anteriores, mais bem definidos dentro de seus propósitos. Apesar de tudo, vale a pena.

X-Men – O Confronto Final (X-Men – The Last Stand, EUA/Canadá, 2006)
Roteiro: Zak Penn, Simon Kinberg
Direção: Brett Ratner
Elenco: Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Patrick Stewart, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, James Marsden, Rebeca Romijn, Shawn Ashmore, Aaron Stanford, Vinnie Jones, Ellen Page, Ben Foster
Duração: 104 min.

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13 comentários

Bruno Lima 24 de janeiro de 2018 - 02:09

Um filme muito fraco diante dos anteriores! A personagem principal foi meia q deixada de lado! A Phoenix é a protagonista da franquia, pois tudo gira ao redor dela! Desnecessário a trama da cura! Ja bastava a trama de Jean Grey! Filme curto D+! Retner é um diretor medíocre!

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Maria do bairro 4 de janeiro de 2018 - 21:19

Única trilogia de filmes de heróis que eu gosto! Todos me prendem. Já assisti 300 vezes e sempre quando passa na TV assisto de novo. Gosto muito da crítica social do filme! E esse com a história da cura me parece uma crítica a “cura gay”. Maravilhoso!!!

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Rafael W. Oliveira 4 de janeiro de 2018 - 23:33

A primeira trilogia é sensacional mesmo.

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Rafael W. Oliveira 4 de janeiro de 2018 - 23:33

A primeira trilogia é sensacional mesmo.

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Bruno Lima 24 de janeiro de 2018 - 02:06

Tb perdi as contas

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Claudinei Maciel 27 de maio de 2016 - 19:09

Concordo que Hugh Jackman foi uma ótima escolha para o papel de Wolverine, mas eu acho que o maior problema dos filmes dos X-Men é a EXCESSIVA importância dada a esse personagem. TUDO gira sempre em torno desse personagem, o que para mim, que curtia muito os quadrinhos é apenas irritante.
Confesso que sempre gostei daquela frase de Magneto no primeiro filme onde diz que Wolverine se acha mais importante do que é já que ele queria a Vampira. Mas depois, teve o sacrifício e etc, e sempre é Logan quem salva o dia.
TODOS os filmes foram assim e a gaiatice do Deadpool em acentuar isso é que me lavou a alma.
X-Men 1 e 2 são excelentes. O reboot funcionou para mim até a chegada do salvador Wolverine em Dias de Um Futuro Esquecido.
Longa vida aos X-Men sem esse personagem que já me encheu!!!

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Claudinei Maciel 27 de maio de 2016 - 19:09

Concordo que Hugh Jackman foi uma ótima escolha para o papel de Wolverine, mas eu acho que o maior problema dos filmes dos X-Men é a EXCESSIVA importância dada a esse personagem. TUDO gira sempre em torno desse personagem, o que para mim, que curtia muito os quadrinhos é apenas irritante.
Confesso que sempre gostei daquela frase de Magneto no primeiro filme onde diz que Wolverine se acha mais importante do que é já que ele queria a Vampira. Mas depois, teve o sacrifício e etc, e sempre é Logan quem salva o dia.
TODOS os filmes foram assim e a gaiatice do Deadpool em acentuar isso é que me lavou a alma.
X-Men 1 e 2 são excelentes. O reboot funcionou para mim até a chegada do salvador Wolverine em Dias de Um Futuro Esquecido.
Longa vida aos X-Men sem esse personagem que já me encheu!!!

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Thiago Queiroz 18 de setembro de 2014 - 16:16

Gostaria de pedir uma breve explicação quanto a saga x-men pois acontecimentos ocorridos em x-men o confronto final não condiz com as histórias dos filmes que seguem em sequência tornando a compreensão das continuacoes um tanto quanto confusas, alguns exemplos são a morte do professor Xavier, Jean e o seu amado ciclope, os poderes perdidos de magneto, dentre outros.

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Guilherme Coral 20 de setembro de 2014 - 19:02

Thiago, Jean e Ciclope realmente morreram, somente voltam quando eles alteram o futuro em DoFP. Já Xavier transferiu sua mente para outro corpo – como conseguiu sua aparência de volta, só Singer sabe.
Magneto, por sua vez, recuperou seus poderes aos poucos, como vimos na cena final do xadrex em O Confronto Final.

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Bruno Lima 24 de janeiro de 2018 - 02:07

Ah ele na verdade projeta sua aparencia para as pessoas igual a q emma frosta fazia nos quadrinhos!

Responder
Bruno Lima 24 de janeiro de 2018 - 02:07

Ah ele na verdade projeta sua aparencia para as pessoas igual a q emma frosta fazia nos quadrinhos!

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Rafael Gardiolo 26 de maio de 2014 - 02:43

Acho uma injustiça a fama que esse filme pegou. Considero no nível dos dois primeiros, talvez até melhor que o primeiro, visto que os filmes de super-heróis evoluíram desde, e graças ao, primeiro X-Men.

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jcesarfe 1 de maio de 2014 - 18:27

Podem até me condenar, mas eu não troco os novos filmes dos filhos do átomo por essa trilogia sem graças. Achava as histórias fracas, mal escritas, a trilha sonora inexistente, as atuações, (exceto o de sempre, o cara de garras), muito ruins e os vilões resumidamente Magneto. Cheguei a sonhar que iam colocar os Sentinelas nessa filme e que podiam até enfiar o apocalipse, fizeram foi é nada era mil vezes melhor ler a HQ do que perder 2 horas vendo aquilo.

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