Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Edge of Destruction (Arco #3)

Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Edge of Destruction (Arco #3)

por Luiz Santiago
120 views (a partir de agosto de 2020)

Equipe: 1º Doutor, Susan, Ian e Barbara
Espaço-tempo: Universo, 13.73 bilhões a.C. (Big Bang)

É de conhecimento geral que Doctor Who foi criada como uma série temporária, apenas para uma adequação de horários na BBC, enquanto um outro programa aguardava a estreia. No início, foram encomendados 13 episódios para os criadores da série, e após a exibição do último deles, a diretoria da emissora iria analisar a audiência e a recepção da crítica para ver o que faria com o show. Se contarmos os dois primeiros arcos da temporada, teremos 11 episódios, faltando apenas dois para a finalização de Doctor Who, em sua concepção original.

Para preencher a obrigação dos 13 primeiros capítulos encomendados, foram escritos essas duas maravilhosas pérolas da primeira fase da série, uma dupla de episódios que formam o arco The Edge of Destruction, também conhecido como Inside the Spaceship. Consta também que os episódios foram escritos às pressas porque a BBC já tinha manifestado interesse em dar continuidade à saga do Doutor, mas o roteiro do próximo arco, Marco Polo, ainda não estava pronto, logo, se a série não entrasse em hiato, o que se seguiria à história dos Daleks (arco #2)?

Os dois episódios que o compõem The Edge of Destruction formam uma espécie de “momento teatral” do início da série, onde não existe inimigo algum e todo o espaço que os quatro protagonistas possui é o interior da TARDIS. Embora o primeiro capítulo seja um tanto irregular, a sua sequência, The Brink of Disaster, apaga todos os pecados do roteiro e os exageros na atuação cometidos anteriormente. Além de um excelente desfecho para a história, o cliffhanger é bem construído, não fugindo da atmosfera de paz que marca o desfecho da trama, mas apresentando a possibilidade de perigo no futuro.

Ao sair do planeta Skaro, no final do arco dos Daleks, a TARDIS acaba sofrendo mais uma falha em seu equipamento, o que a levará para a origem do Universo. Por conta dos recursos financeiros escassos, não foi possível à produção fazer nenhuma demonstração do Big Bang, mas temos certeza de que a nave se encontrava num momento de poderosa explosão de energia, como nos indica esta fala do Doutor:

Eu sei… Eu sei! Eu disse que precisaria da força de todo um sistema solar para tirar a energia da minha nave. Nós estamos bem no início de um novo Sistema Solar. Lá fora, os átomos estão se colidindo constantemente. Se fundindo, coagulando. Em um minuto, pequenos pedaços de matéria são criados. E então o processo se repete sucessivamente, até que a poeira se forme. Poeira, então, se transforma em algo sólido. O nascimento de um sol e seus planetas!

Num primeiro momento, o espectador passa por uma confusão de sentimentos e percepções. Não há como não rir do cabelo de Susan, ou ficar espantado com o lado psicótico que ela desenvolve quando é nocauteada pela energia da TARDIS. E essa é uma das coisas mais geniais do episódio: a exploração de lugares e funções da máquina, até então não apresentados. Um dos mais interessantes é a capacidade que a nave tem em guardar em sua memória todas as suas viagens, por isso que a vemos mostrar uma sequência de sua passagem pelo Planeta Quinnis, do 4º Universo, do qual Susan e o Doutor afirmam lembrar-se.

O desfecho da história mostra que o lado ranzinza e zangado do 1º Doutor só encobre um coração enorme e uma bondade muito grande. Particularmente gosto muito do diálogo final dele com Barbara, e no modo como a sua confiança e relação pessoal com seus companheiros começa a apresentar sensíveis transformações.

The Edge of Destruction (Arco #3) – 1ª Temporada

Roteiro: David Whitaker
Diretor: Frank Cox, Richard Martin
Elenco: William Hartnell, William Russell, Jacqueline Hill, Carole Ann Ford

Audiência média: 10,15 milhões

2 Episódios (exibidos entre 8 e 15 de fevereiro de 1964):
1. – The Edge of Destruction
2. – The Brink of Disaster

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23 comentários

Bruno 16 de janeiro de 2020 - 14:30

Gente, eu adorei esse mini arco! Me senti vendi um episódio de Além da Imaginação! Amei o Doutor bravo e depois se entendendo com os professores, e também amei a Barbara aqui.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de janeiro de 2020 - 14:49

Foda, né? É o tipo de história que começa de uma forma que você não faz ideia do quanto vai crescer e se tornar maravilhosa! Eu fiquei besta também.
E o que é legal é justamente isso, no final desse arco, o 1º Doutor começa a dar sinais de amolecimento. É uma jornada ótima ver isso acontecer…

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Bruno 16 de janeiro de 2020 - 15:18

Luiz, eu tô muito encantado até agora. Comecei anteontem a série clássica, finalmente depois de quase cinco anos, e tô bobo cas coisa ainda. E rindo de outras porque não sou de ferro.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de janeiro de 2020 - 17:52

Não tem como não rir de algumas coisas. Os gritos da Susan a cada 2 minutos, por exemplo HUAHAUHAUAHUAHAUAUHA

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Rafael Lima 1 de abril de 2017 - 02:16

Então, eu já fico no meio termo. Acho que esse arco não chega a ser ótimo, mas esta há anos luz de ser a porcaria que alguns pintam.

Meus maiores problemas com este arco são no começo mesmo. A direção de atores da ums escorregada. O Ian parece estar mais sofrendo sonolência de drogas do que qualquer outra coisa. Entendi que a idéia era mostrar a tripulação da TARDIS confusa e atordoada, mas a mise en scene não me desceu.

Claro que depois as coisas melhoram um pouco. Como você já disse, não tem como não rir (e até ter um pouco de medo) de Susan, a louca da tesoura. E o cliffhanger do primeiro capítulo continua fresco na minha memória.

Concordo com a resenha quando diz que é no segundo episódio que o arco diz a que veio. Nem vou me estender muito pra não ficar redundante, mas não tem como não sentir um quentinho no coração com a ultima cena entre Barbara eo Doutor.

Alias, esse é um grande arco para a professora, e um dos grandes momentos de Jacqueline Hill na série. Ela realmente se faz ser ouvida pelo Doutor ao lembrar tudo que eles haviam vivido até ali. A briga e reconciliação dos dois é praticamente o coração do arco.

Ps: No fim, Susan estava quase certa. Havia uma inteligência na nave além dos tripulantes. Ela só não se ligou que essa inteligência era a própria TARDISi

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Luiz Santiago 1 de abril de 2017 - 11:39

O jogo de realidade, a ideia de criação do Universo, todo o esquema temporal e de energia simplesmente me conquistaram, a despeito do começo que, concordo com você, é estranho mesmo. hehehe

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Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 18:00

Esse é o meu episódio favorito dessa primeira temporada! Eu considero esse um dos arcos mais incompreendidos pelo grande público, quase ninguém vê a grandiosidade do roteiro, o que pelo que visto não é o seu caso @luizsantiago:disqus. A introdução do conceito da TARDIS ser uma nave viva e inteligente é extremamente bem feito, além é claro do clima do episódio, o primeiro que tem realmente um clima de mistério.

Os atores conseguem demonstrar o máximo de suas capacidades em um episódio tão escasso de personagens, William Hartnell consegue ser cada vez melhor em seu papel, principalmente nas cenas do “confronto” em relação aos dois professores, no monólogo e principalmente na reconciliação com Bárbara. Falando na professora de História, o destaque que ela ganha é imenso, demonstrando um conhecimento acumulado das aventuras a ponto de identificar as pistas e ter raciocínios melhores que o Doutor.

Carole Ann Ford, por sua vez, finalmente consegue uma brecha no roteiro e mostra a que veio nas cenas em que age como a louca da tesoura (eu confesso que deu um medinho da Susan psiicótica), o que infelizmente é abandonado durante quase toda sua estadia a borda da TARDIS. Ian, por outro lado é o reconciliador e já demonstra que não se abala por nada, mesmo sendo acusado e ameaçado pelo Doutor.

No fim, o saldo é positivíssimo por parte do filler da série nascida como um tapa-buraco que consegue acrescentar mais à mitologia de Doctor Who do que vários episódios focados nisso (na minha opinião mais do que quase todos os arcos da era black & white, exceto The War Games).

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 22:51

OBA!!! Mais alguém para o time dos que gostam desse arco. Sério, eu até hoje não entendo a raiva que o povo tem com essa maravilha. O conceito de abordagem filosófica e ao mesmo tempo prática para a criação do Universo é lindo. Além de mostrar, em um ambiente claustrofóbico, o Doutor e seus companheiros.

Susan psicótica realmente dá um medinho! Aliás, eu acho que aqui todos eles apresentam coisas muito boas em cena. Esses enredos mais fechados propiciam isso para os atores.

Você fala desse acrescentar mais em relação aos fillers ou à fase P&B como um todo? Porque aí eu colocaria vários outros arcos, especialmente os que trazem a criação de vilões como Daleks, Ice Warriors, Cybermen, Grande Inteligência, Salamander (eu AMO essa versão malvada do Doutor!)… Mas se for dos fillers, eu concordo, esse é um dos mais bem executados e mais ricos para a a série.

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 23:01

Eu falo por parte da mitologia dos time lords, eu olhei agora pro comentário é vi que não deixei isso claro. Esse é um dos únicos pontos da fase P&B, não há destaque no passado do Doutor , com exceção desse arco, por parte da TARDIS, The Time Meddler, e The War Games.

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 23:12

Ah, sim! Agora entendi seu ponto! É verdade mesmo.

The Time Meddler… outra maravilha dessa fase. Esse Monge é maravilhoso!

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 23:12

Ah, sim! Agora entendi seu ponto! É verdade mesmo.

The Time Meddler… outra maravilha dessa fase. Esse Monge é maravilhoso!

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 23:01

Eu falo por parte da mitologia dos time lords, eu olhei agora pro comentário é vi que não deixei isso claro. Esse é um dos únicos pontos da fase P&B, não há destaque no passado do Doutor , com exceção desse arco, por parte da TARDIS, The Time Meddler, e The War Games.

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Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 22:51

OBA!!! Mais alguém para o time dos que gostam desse arco. Sério, eu até hoje não entendo a raiva que o povo tem com essa maravilha. O conceito de abordagem filosófica e ao mesmo tempo prática para a criação do Universo é lindo. Além de mostrar, em um ambiente claustrofóbico, o Doutor e seus companheiros.

Susan psicótica realmente dá um medinho! Aliás, eu acho que aqui todos eles apresentam coisas muito boas em cena. Esses enredos mais fechados propiciam isso para os atores.

Você fala desse acrescentar mais em relação aos fillers ou à fase P&B como um todo? Porque aí eu colocaria vários outros arcos, especialmente os que trazem a criação de vilões como Daleks, Ice Warriors, Cybermen, Grande Inteligência, Salamander (eu AMO essa versão malvada do Doutor!)… Mas se for dos fillers, eu concordo, esse é um dos mais bem executados e mais ricos para a a série.

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 18:00

Esse é o meu episódio favorito dessa primeira temporada! Eu considero esse um dos arcos mais incompreendidos pelo grande público, quase ninguém vê a grandiosidade do roteiro, o que pelo que visto não é o seu caso @luizsantiago:disqus. A introdução do conceito da TARDIS ser uma nave viva e inteligente é extremamente bem feito, além é claro do clima do episódio, o primeiro que tem realmente um clima de mistério.

Os atores conseguem demonstrar o máximo de suas capacidades em um episódio tão escasso de personagens, William Hartnell consegue ser cada vez melhor em seu papel, principalmente nas cenas do “confronto” em relação aos dois professores, no monólogo e principalmente na reconciliação com Bárbara. Falando na professora de História, o destaque que ela ganha é imenso, demonstrando um conhecimento acumulado das aventuras a ponto de identificar as pistas e ter raciocínios melhores que o Doutor.

Carole Ann Ford, por sua vez, finalmente consegue uma brecha no roteiro e mostra a que veio nas cenas em que age como a louca da tesoura (eu confesso que deu um medinho da Susan psiicótica), o que infelizmente é abandonado durante quase toda sua estadia a borda da TARDIS. Ian, por outro lado é o reconciliador e já demonstra que não se abala por nada, mesmo sendo acusado e ameaçado pelo Doutor.

No fim, o saldo é positivíssimo por parte do filler da série nascida como um tapa-buraco que consegue acrescentar mais à mitologia de Doctor Who do que vários episódios focados nisso (na minha opinião mais do que quase todos os arcos da era black & white, exceto The War Games).

Responder
Tiago Lima 2 de outubro de 2015 - 19:48

Awn, que episódio gostoso! Não o achei ruim não. Pelo contrario.

Pelos recursos escassos da época foi um episódio muito criativo, diga-se de passagem. A referencia que o @RilsonJoás citas nos comentário foi ótima, por que por mim passou batido.

Gostei também que foi a primeira vez que mencionam que a TARDIS tem uma inteligência própria e possa estar viva.

De fato o monólogo do Doutor foi brilhante, uma grande sacada e através dele podemos ver a grandeza da atuação do Hartnell. Aquela risadinha no final, que dá a impressão ” eu consegui desvendar o mistério” mostra as nuancias futuras da loucura do Doutor.

E é interessante que, quando começamos a ver a serie clássica, muitas referencias vamos entender no futuro. No episódio especial de 50 anos quando o Matt Smith fica de pé com todas as encarnações atrás ele segura o paleto/ sobretudo, dos mesmo jeito que o Hartnell faz. Incrível!

Responder
Luiz Santiago 2 de outubro de 2015 - 21:19

Quando eu comecei a ver a clássica eu tive essa mesma sensação, de que muitas coisas do futuro seriam ligadas a esse momento da série. E é uma coisa maravilhosa ter essa visão, porque te dá uma segurança e amplitude de análise grandiosas.

Cara, juro que dos whovians que eu conheço e que viram a clássica, os únicos que gostaram desse arco foram você e o @disqus_fYzC6RP299:disqus. E isso é incompreensível pra mim, porque é um arco ótimo, bastante teórico sobre a essência da ficção científica e passado no momento em que tudo se iniciou… Pra mim, é maravilhoso!

E no final, com o Doutor ficando mais fofinho com a Barbara? Você vai ver que daqui pra frente ele já vai estar mais acostumado com os professores que ele sequestrou. haahhaha

Responder
Rilson Joás 4 de agosto de 2015 - 02:12

Que episódio inteligente e interessante, começamos com o Doctor duro dos primeiros episódios e terminamos com o primeiro episódio em que eu senti um carinho pelo Primeiro Doctor. Também vimos várias habitações da Tardis e terminamos com uma ótima referência ao Chesterton original, que era conhecido por ser gordo, por rir de si mesmo e por ser um mestre do senso comum, aspecto esse que se vê um pouco no Ian. Pra ilustrar a minha comparação:

https://albanychesterton.files.wordpress.com/2012/08/chesterton.jpg

https://derekwho.files.wordpress.com/2014/03/chesterton-in-a-funny-cloak.jpg

Responder
Luiz Santiago 4 de agosto de 2015 - 09:26

Que máximo, essa referência! Muito legal mesmo!
Normalmente as pessoas não gostam muito desse arco… uma pena… Eu o acho genial!

Responder
Luiz Santiago 4 de agosto de 2015 - 09:56

Só uma pergunta: está acompanhando a série clássica de forma cronológica? Pretende ver todos? To curioso!

Responder
Rilson Joás 4 de agosto de 2015 - 13:58

As pessoas devem achar estranho porque o episódio é inteiro na Tardis, e ter pouca “ação”. Mas isso foi o bom do episódio pra mim, pareceu um mistério de Sherlock Holmes, temos coisas estranhas e poucos minutos pra saber o que significam. Lembrou em certo sentido Midnight. Um grupo encerrado numa nave e em constante tensão.

Sobre como assisto a série clássica, pelo menos com o Primeiro Doctor estou tendo 2 tipos de episódios: Os que estavam na lista que você me deu, por tanto obrigatórios, e os que a sinopse me agrada ou bastante referenciados, que são opcionais. Estou indo pra terceira temporada. Ver todos, infelizmente, demandaria um tempo e uma disposição que não sei se tenho. Por enquanto vou como o Doctor, me adaptando ao que encontro pela frente.

Responder
Luiz Santiago 5 de agosto de 2015 - 14:46

Poxa, fico muito feliz que tenha levado aquela lista em consideração! E essa fórmula é bacana: pegar os essenciais mais os que tem sinopses que te agradam. Sensacional! E já já você acaba a era do 1º Doutor!

Quero vê-lo por aqui para a gente trocar ideias sobre os arcos que assistir. É raro ter leitores que veem a Série Clássica, falta com quem trocar ideias sobre. hahahahaha

E quando for passar para o 2º Doutor, eu já me ofereço para fazer a listinha! 😀

Sobre esse arco, acho extremamente curiosa e interessante a ideia deles voltarem para a origem do Universo e ter esse colapso de energia. É como você disse, lembra Midnight pela “falta de ação”. Mas eu adoro. 🙂

Responder
Rilson Joás 12 de agosto de 2015 - 22:17

Estou me aventurando na série clássica e não me arrependo. Tem muitos arcos gloriosos que poderiam ser reaproveitados e mais valorizados.

Estou indo pra The Ark, e estou gostando muito do primeiro Doctor, e a listinha que você me passou vai até The War Games. Vou seguir comentando, o pessoal que fica só na Série Moderna perde muito.

Luiz Santiago 12 de agosto de 2015 - 22:45

Disse tudo!!! Quem não vê a clássica, por qualquer tipo de preconceito que tenha, perde muito. Tem MUITA coisa interessante para se ver! Muita mesmo!

E concordo em mais uma coisa: esses arcos poderiam ser mais aproveitados e valorizados. Se bem que na 9ª Temporada o Moffat parece que teve um alto ataque de nostalgia. Teve muitas referências à era clássica. 🙂

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