Editorial | Retrospectiva: O Plano Crítico em 2018

PLANO CRÍTICO TRAMA FANTASMA EDITORIAL

Último dia de 2018, senhoras e senhores! E eis aqui o 6º Editorial do Plano Crítico!

Este ano, como diluímos um pouco a abordagem das experiências e de alguns momentos nas listas Melhores Leituras em 2018Os Mais Lidos do Plano Crítico em 2018, poderemos ser mais objetivos nesta passagem pelos acontecimentos do ano, começando, como sempre se deve começar: pelo começo!

Os nossos trabalhos do ano começaram na área de lançamentos, com a crítica do Gabriel para Jumanji: Bem-Vindo à Selva e, nos catálogos, com Fernando & Leonardo (dupla sertaneja que irá lançar o primeiro disco em 2019!) escrevendo sobre Jumanji (1995) Sem Essa, Aranha, respectivamente. Eu, na reclusão de gibis do baú do meu avô, abri a sessão de quadrinhos com o europeu Humpá-Pá, O Pele-Vermelha e, seguindo as leituras, Marcelo-FeministO (mais informações sobre isso adiante) trouxe a crítica de O Fio das Missangas, de Mia Couto. Na TV, a primeira temporada criticada foi Wolf Creek – 2ª Temporada e o primeiro episódio, vejam só, foi Black Mirror – 4X03: Crocodile. O pagodeiro do funk psicodélico, Sr. Handerson, abriu a sessão de música com POST-” – Jeff Rosenstock e o chatonildo do Ritter, em pleno 1º de Janeiro, resolveu fazer um convite indecente para os leitores: Vamos Conversar Sobre Star Wars: Os Últimos Jedi?.

Então veio aquele momento onde eu e o Fernando nos reunimos novamente para fazer sacanagens (calma, gente) e publicar mais uma crítica a quatro mãos (( ͡° ͜ʖ ͡°)), desta vez, sobre a inigualável obra-prima do cinema: Cinquenta Tons de Liberdade, que a gente fez questão de marcar como “(Com Spoilers +18)“. Hehehe. E ainda nessa primeira leva agitada do ano tivemos o porreta Pantera Negra e os internacionalmente conhecidos Escama Só de Peixe e Escama Só de Peixe 2, cuja continuação chegaria já no finalzinho do ano, com o polêmico divisor de águas da indústria cinematográfica, o criador do pós-cinema, do pós-ação, do pós-imagem, do pós-pós-pós: Escama Só de Peixe 3.

Além de jogar cadeiras na cara dos coleguinhas por causa de política, 2018 nos ensinou uma porção de outras lições interessantes e aqui eu quero selecionar algumas delas:

  1. De quem você menos espera pode vir um dos filmes mais interessantes do ano;
  2. Se você quiser criar significados demais, vai ser pior;
  3. Ninguém se importa se você está guardando um segredo há mais de 20 anos;
  4. Quem tem boca vai ao México;
  5. Menina tu precisa ver o preço dessa bruzynha, olha só isso, olha só!“… e morreu.

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O SantiGADO, o KomunURSAL e o FeministO

Se você já é interno há tempos em nosso Asilo Arkham, certamente sabe que xingar a gente é perda de tempo… Três anos atrás alguém fez a maior campanha em cima disso e, sem querer, entregou de bandeja a nossa definição favorita para toda a equipe do site, que não vou escrever aqui porque deve ter crianças lendo, mas todo mundo sabe que é o termo “crítico arrombado bosta lixo prepotente do caralho” (CABLIPREC, para os formais). É o nosso lema. Pois bem. No afã das loucuras políticas do ano, Ritter Fan acabou sendo, no resumo da ópera, um KomunURSAL, numa certa discussão de comentários — e a gente ficou rindo por três semanas disso. Daí fomos investigar a vida desse ursalense infiltrado e olha o que descobrimos, ele, em sua mocidade, fazendo uma apresentação histórica:

E depois disso, Ritter foi raptado por Ewoks montados em um MEG.

Poucos dias depois, exatamente em 10 de julho, titio Marcelo foi desmascarado por um iracundo leitor, que nos contou a verdade sobre esse crítico de meia-tigela: ele é um MILITANTE FEMINISTA! Demorou cerca de 5 minutos para a gente cunhar o termo FEMINISTO para o Marcelo, que além de já ser alcunhado de “viciado em filmes franceses preto e branco e fora de foco” tinha agora esse compromisso com “a causa”. Que “causa” é essa, a gente ainda não sabe. Mas ele tinha. E aí chegamos em mim. Eu e Ritter somos os campões de receber xingamentos nos comentários e já enfrentamos inúmeras narrativas engraçadíssimas. Outra hora eu conto a minha favorita para vocês. Agora, na reta final do ano, veio outro clássico. Depois do moço que usou o termo “surra de argumentos” (hahahahahahaha), veio um que disse a frase que marcou meu dezembro:

Assisti e veja se é ok, não seja um gado.

Dois comentários depois eu já era o Rei do Gado. Depois, KinGado. E por fim, SantiGADO (em certo momento o Gabriel me confundiu com uma vaca e disse que queria me ordenhar, o que gerou mais uma nova camada de memes em cima dos memes — uma MetaMeme –, como vocês já podem imaginar…). E vejam só o nível em que está esse mundo. Em pleno ano que fomos desmascarados; que Ritter virou KomunURSAL e que eu tive minha identidade de gado revelada para o mundo; olha só o que aconteceu… a Online Film Critics Society (OFCS) nos aceitou como membros! Tem ou não tem uma conspiração mundial para destacar esses críticos vendidos que recebem milhões da Marvel? Pense! Esse é o Brasil que você quer?

plano critico luiz santiago OFCS

MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!

Além da confirmação do pacto de Ritter com Lucifer, 2018 trouxe algumas marcas interessantes para o site. Iniciamos o Especial Pantera Negra, que deve ser completado com críticas de quadrinhos ao longo do tempo; iniciamos e terminamos os especiais Ron HowardSteven Spielberg e Tim Burton, e eu terminei duas coisas que vinha acompanhado já há algum tempo. Li e escrevi sobre todo o material solo e de pequenas parcerias do Homem Animal e, depois de seis anos, com hiato de até cinco meses entre um texto e outro, terminei os 155 arcos (em 26 Temporadas) da Série Clássica de Doctor Who. Também trouxe uma porrada de coisa da Sergio Bonelli Editore para nossa coluna de quadrinhos. Completamos e republicamos o nosso Especial Kurosawa, com todas as críticas escritas por mim e pelo Ritter. Ressaltamos três dos projetos do Leonardo esse ano, Especial MadonnaOutubro do Terror e Semana da Consciência Negra. E, já na reta final, vimos a 42ª Mostra SP e o Festival do Rio ganharem imenso destaque aqui, com críticas publicadas ao longo de todos os dias dos eventos. E ainda tivemos a passagem do Handerson pela CCXP.

Novos colunistas apareceram por diferentes durações ao longo do ano. Os que realmente se estabeleceram e seguem firmes e fortes são Bruno dos Reis Lisboa PiresRodrigo Pereira (vulgo ciclopista veranista) e Guilherme Almeida. Neste último dia 30, estreou mais um por aqui, com a crítica de Short Cuts: Pedro Pinho. Estamos confiantes de que, em 2019, teremos novamente uma mulher em nosso quadro! Dedos cruzados!

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E no meio de todo esse furor de coisas, comentários, textos, risadas e muito ranger de dentes, temos vocês, queridos leitores e leitoras, que nos acompanham, divulgam, seguem… e que estão constantemente falando conosco. Nós somos imensamente gratos pelo maravilhoso público que vocês são. Pelas longas discussões, pelos pedidos, pelas risadas e provocações. Vocês são o verdadeiro motivo de estarmos aqui, produzindo, pensando em especiais, criando coisas novas, compartilhando ideias, argumentando sobre diversas formas de arte. É muito gratificante ver que temos alcançado vocês e estabelecido um bom diálogo, algo que pretendemos que continue neste ano que vai entrar, e além.

Muito obrigado, galera, de coração! Desejamos, com muito carinho, uma excelente passagem de ano para vocês e seus familiares e amigos. Felicidades a todos! Em 2019 estaremos aqui, e nos sentiremos bastante honrados se vocês nos acompanharem mais esse ano também. Um grandioso abraço a todos! Estes são os votos deste Luiz Santiago bobalhão que vos escreve e também os votos de toda a equipe do site: Ritter Fan, Fernando Campos, Gabriel Carvalho, Leonardo Campos, Marcelo Sobrinho, Giba Hoffmann, Rafael Lima, Roberto Honorato, Handerson OrnelasBruno dos Reis Lisboa Pires, Rodrigo Pereira, Anthonio Delbon, Guilherme Almeida, Pedro Cunha & Pedro Pinho. Feliz 2019! Que a Força esteja com vocês!

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.