Editorial | Retrospectiva: O Plano Crítico em 2019

Último dia de 2019. Último dia da década de 2010. E vamos nós ao sétimo Editorial do Plano Crítico (o quinto que eu escrevo). Um editorial nos tempos do cólera.

Em meio a inúmeras loucuras teóricas e práticas que vimos crescer neste ano por todos os lados, vocês não fazem ideia do quanto eu fico feliz de o Plano Crítico manter-se firme e forte em contato com vocês, curtindo uma loucura que faz bem e, na maioria das vezes, edifica, faz rir, melhora o nosso dia. Digo “na maioria das vezes” porque vocês sabem… de vez em quando aparecem uns perdidos do PLANOVERSO se comportando de um jeito que não condiz com a nossa família da boa maluquice. Mas no fim acaba sendo divertido, porque é assim que a gente ganha apelidos como SantiGADO, que a gente ganha o melhor lema do Universo — e que levamos com muito orgulho até hoje: “crítico arrombado bosta lixo prepotente do caralho” — e até títulos pomposos como os que eu recebi esse ano: “crítico de merda sem cultura” e o meu favorito, “zé ninguém da crítica, sem fama e sem dinheiro” (não mentiu, né, mores?).

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Nossa caminhada este ano começou com a crítica de um filme aniversariante, Minha Rainha (1929), escrita por um tal de Luiz Santiago. No decorrer do ano tivemos o encerramento de diversos Especiais dentro daquele padrão megalomaníaco que a gente gosta. De diretores, publicamos a obra de Tim BurtonAlejandro JodorowskyManoel de OliveiraYasujiro Ozu (mais um Especial anual conduzido apenas por mim e pelo Ritter), Quentin TarantinoMartin Scorsese. E também publicamos Especiais abordando outras áreas, como o índice com todos os títulos da Bonelli que temos aqui no site (projeto em andamento, sempre), o Especial Disney, a cronologia de publicações das Graphic MSP, o Especial sobre as obras de Stephen King e, por último, a reunião de todo o nosso material sobre o Universo Watchmen. Como material de preparação para lançamentos, vale destacar a maratona de críticas do Ritter sobre os quadrinhos da Capitã Marvel; as críticas de tudo quanto é coisa de tubarão, do Leonardo; as minhas críticas de filmes kaiju ou de uma porrada de coisas da Patrulha do Destino e Shazam, assim como o Ritter sobre coisas do Coringa e (junto com o Giba) de Star Wars. Também tivemos mais uma edição do Outubro do Terror, desta vez com 2 temas (giallo, com críticas minhas; e filmes sobre forças da natureza e slasher, com críticas do Leonardo).

plano crítico obscuro e de nicho

Prêmio PC de Frase do Ano. Esta foi proferida por “Pranto Dolores Pitangas” em resposta a um comentário meu sobre o comentário de um outro leitor. 🕳️🌐💻👾

E como é comum nas famílias, nós crescemos também, ganhando mais três colunistas agora no segundo semestre: Iann (em setembro), Fernando (em novembro) e Michel (em dezembro). Infelizmente nenhuma mulher ainda. Uma moça entrou em contato conosco, estávamos conversando, mas não deu certo. Vamos torcer para que em 2020 um hormônio diferente apareça por aqui também! Chega de tanto homem! ( ͡° ͜ʖ ͡°)

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Terminamos o ano com o cumulativo de 11.072 textos publicados no site, além de 164.977 comentários espalhados por diversas publicações. E nós temos estes números graças a vocês, fiéis leitores, que nos acompanharam diariamente, nos leram, comentaram e divulgaram o nosso trabalho. E é por isso que mais um ano estou aqui para abraçá-los, para dizer MUITO OBRIGADO pela jornada neste 2019, pelas brincadeiras, pelas conversas, elogios, pedidos, perguntas, alfinetadas, respostas e compartilhamento de muitos sentimentos e teorias. Obrigado, galera, por chegarem junto e por permanecerem junto também. Vocês é quem dão o sentido final para o trabalho que fazemos aqui e espero que continuemos essa caminhada falando sobre arte, entretenimento e todas as coisas que envolvem essas áreas. Desejo a todos vocês, de coração, um excelente Ano-Novo, uma maravilhosa passagem para 2020, para essa década que logo mais irá começar. Um gigantesco abraço. Seguimos lado a lado! Feliz 2020!!!

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.