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Entenda Melhor | Em Qual Ordem Devo Assistir Star Wars?

por Iann Jeliel
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Ordem
  • Para aqueles que nunca assistiram a Star Wars, fiquem tranquilos, o texto não contém spoilers!

Um dos grandes questionamentos entre fãs na hora de apresentar a maior saga da cultura pop de todos os tempos a novas gerações que não a conhecem ainda. Por qual ordem começar? Parece uma discussão de fácil resposta para quem não faz parte do meio, pensando “Ué, pelo início, não?”. Com Star Wars não é tão simples assim, é preciso entender uma série de contextos para ter noção por que essa pode não ser a escolha ideal. São basicamente 3 tipos principais de ordens a se escolher: de lançamento, cronológica e a mista (que pode ter diversas formas). Então, antes de saber qual a melhor entre elas é preciso entender como é cada uma, já que a ordem de lançamento não é a mesma que a cronológica.
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Entendendo a Ordem de Lançamento

O primeiro filme, nomeado na época de seu lançamento (1977) apenas como Star Wars, começa a dita primeira trilogia, ou trilogia clássica, que seria seguida pelos filmes O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983), intitulados assim na época. Mais de 15 anos depois, uma nova trilogia seria lançada, conhecida como trilogia prequel, por narrar eventos ocorridos antes da antiga trilogia, que seria relançada com algumas adições pouco antes da estreia do primeiro filme dessa nova. Ao ser relançada, George Lucas, criador da saga, também trocou os títulos para ficar coerente de forma cronológica, assim Star Wars se tornaria Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca se tornaria Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca e o Retorno de Jedi se tornaria Star Wars – Episódio VI: o Retorno de Jedi, em outras palavras, os episódios 4, 5 e 6, mesmo sendo lançados anteriormente.

Seguindo com a lógica de títulos, em 1999, era lançado Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma, seguido por Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones (2002), finalizando com Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith (2005). Em 2012, a LucasFilms, produtora de George Lucas, que havia concebido todos os filmes até então, foi comprada pela Disney, que prometeu continuar a saga clássica em uma nova trilogia denominada trilogia moderna, iniciada em 2015, com Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força, além de fazer vários spin-off, histórias paralelas aos acontecimentos da saga principal, mas que fazem parte do universo total da franquia. O primeiro deles foi Rogue One (2016) e o segundo Han Solo (2018), lançado depois do segundo capítulo da trilogia moderna, Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi (2017), que se concluiu recentemente em Star Wars – Episódio IX: A Ascensão Skywalker (2019)..

 

Entendendo a Ordem Cronológica

Como separado anteriormente, existe a trilogia prequel, a clássica e a moderna, sendo essa a ordem cronológica de suas histórias. Os spin-off Han Solo e Rogue One se passam entre a trilogia prequel e a clássica, acontecendo nessa ordem na cronologia principal. Há também as séries de TV animadas canônicas no universo, lançadas respectivamente na mesma ordem que se passam cronologicamente: Clone Wars (2008-2020), posicionada entre os episódios II e III, Rebels (2014-2018), posicionada entre a trilogia prequel e a clássica, e Ressistance (2018-2020), posicionada durante a trilogia moderna, além da série em live-action The Mandalorian (2019-presente), posicionada entre a trilogia clássica e a moderna.

O mapa acima divulgado oficialmente pela Disney + traz essa timeline descrita de modo visualmente didático, contudo é preciso reforçar que Clone Wars tem duas séries, essa de 2008, canônica, e a de 2003, de Genndy Tartakovsky, não canônica, parte do selo “Legends” do universo expandido. Para entender esses “selos”, acesse este artigo, e para ter uma visão mais completa da cronologia de acontecimentos de Star Wars, acesse este outro.
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Entendendo Ordens Mistas e Qual a Melhor Delas!

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Ao contrário do que a lógica diz, a ordem cronológica não é a ideal para um leigo assistir a Star Wars, pelo simples fato de começar pelo episódio I. Não que ele seja ou tenha sido uma unanimidade negativa em algum momento, mas fato é que a mágica encantadora de Star Wars não surgiu daí e/ou não é tão presente nele e na trilogia prequel como um todo. Ainda que várias pessoas da geração 2000 (eu incluso) tenham sido apresentadas a Star Wars por esses filmes, guardando no coração um carinho especial por eles, fato é que visual e narrativamente estão muito datados em vários aspectos para se assistir hoje. Toda a sensação é que se o sentimento de deslumbre da ópera espacial já era questionado à época, agora é quase inexistente pelo mau envelhecimento das reges técnicas que transformam universo e mitologia tão únicos de Star Wars em algo artificial, e isso faz toda a diferença para a apresentação da saga a um público novo.

Sem acreditar no universo, boa parte dos motivos que tornam essa franquia algo único são perdidos, ainda que esse aspecto visual melhore no decorrer dessa trilogia, para um leigo é mais provável se encantar com o universo em sua essência original que tem de sobra no primeiro clássico de 1977. Sem contar que muito do aspecto emblemático cinematográfico de Star Wars parte da grande virada da história original, a qual a trilogia prequel está disposta a explicar como aconteceu. Assim, ela perde o fator complementar para com suas “continuações” historicamente passadas antes, virando quase spoilers no sentido de entregar informações fundamentais que fizeram os originais serem tão marcantes. Assim, pode-se dizer que assistir pela primeira vez a Star Wars em ordem cronológica ou de lançamento traz duas sensações completamente diferentes, sendo a segunda mais sustentável na forma de entender por que Star Wars mexe tanto com a cabeça das pessoas.

O mais recomendado, portanto, é seguir o curso histórico da franquia, mas dá para fazer isso sem necessariamente seguir a ordem de lançamento, pois nela a trilogia moderna perde o sequenciamento pela presença dos spin-off no meio. Fora que incluindo as séries, outras pausas acontecem durante essas maratonas. Portanto, mesclar a sequência de lançamento com a ordem de cronologia pode ser o melhor caminho. Há diversas ordens nesse sentido, uma muito recomendada é a conhecida “Machete Order”, que consta em assistir aos episódios IV, V, e depois do momento da grande reviravolta ao final do 5, começar a assistir à trilogia prequel a partir do episódio II – para entender o contexto dela ter acontecido – e depois o episódio III, voltar para fechar a trilogia clássica, e então continuar normalmente a cronologia com a trilogia moderna. Contudo, não sou a favor que se descarte algum filme como essa ordem prega com o primeiro (por mais que tenha sua qualidade duvidosa), fora que desconsidera também os spin-off e  as séries e tem uma gigantesca quebra de continuidade emocional ao parar a trilogia clássica no meio para entender contextos que são plenamente entendíveis durante a trilogia.

Há uma outra ordem, também bem recomendada, chamada “Flashback Order”, que está mais próxima do ideal. Consta em assistir ao episódio IV, depois pular para os spin-off, Han Solo e Rogue One (nessa sequência), para completar informações do primeiro filme, assistir ao episódio V, e depois da reviravolta pular para a trilogia prequel na íntegra para entender o que levou a ela, depois seguir normalmente a cronologia a partir do episódio VI. O ruim dessa ordem é essa mesma quebra no episódio V, que ao meu ver não é tão sentida no episódio IV por ser um filme mais fechadinho em si, e as histórias dos spin-off são de fato mais complementadoras do que participantes de um outro arco de personagem. Cada trilogia é pensada em um arco isolado para seu protagonista, a clássica do Luke, a prequel do Anakin e a moderna de Rey & Kylo Ren, assim, não se deve quebrar essas trilogias no meio com o arco de outra, algo levantado pela “Alternating Order”, disparadamente a pior forma de ver Star Wars, onde se vê o primeiro filme de cada trilogia, depois o segundo e o final (IV, I, VII, V, II, VIII, VI, III, IX) – JAMAIS USEM ESSA PARA APRESENTAR ALGUÉM A STAR WARS!
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“Plano Crítico Order”

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Enfim, não estamos aqui para complicar, e sim solucionar, apresentando a vocês uma ordem ideal, que leva em conta todas essas variáveis qualitativas das outras e todos os filmes e séries canônicas disponíveis no audiovisual:

  1. Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977)
  2. Rogue One: Uma História Star Wars (2016)
  3. Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980)
  4. Star Wars – Episódio VI: O Retorno de Jedi (1983)
  5. Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)
  6. Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones (2002)
  7. Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith (1999)
  8. Star Wars – Clone Wars (2008-2020) – Filme + Série
  9. Han Solo: Uma História Star Wars (2018)
  10. Star Wars – Rebels (2014-2018)
  11. Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força (2015)
  12. Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi (2017)
  13. Star Wars – Episódio IX: A Ascensão Skywalker (2019)
  14. Star Wars Ressistance (2018-2020)
  15. The Mandalorian (2019-)

Iniciando pela trilogia clássica, como deve ser, com uma pequena pausa em Rogue One para fornecer um maior peso dramático à guerra da galáxia, além de contextualizar melhor a funcionalidade da Estrela da Morte para quem fica sem entender isso no episódio IV. Passando normalmente para a trilogia prequel, sequenciada de Clone Wars como complemento. Depois, indo a Han Solo como um complemento de ambas as trilogias e Rebels para contextualizar a grande virada do final de Han Solo e fechar definitivamente o ciclo para a trilogia clássica. Então, iniciar a trilogia moderna e fechá-la com Resistance de complemento. O único adendo a essa ordem vai para The Mandalorian, que é a única obra ainda em andamento de Star Wars por enquanto. Deixamos essa para o final porque a esta altura você será fã de Star Wars e vai acompanhar tudo, obviamente, conforme seus lançamentos. Contudo, em sua futura finalização, acredito que poderá ser encaixada antes de O Despertar da Força, como é sua posição cronológica original.
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Obviamente, não existe ordem “certa” e universal para se assistir a Star Wars, cada um vai na que preferir, especialmente se você já assistiu à maioria dos filmes e é fã da saga, tanto faz a ordem que escolher, ela não vai interferir em nada no seu gosto pela franquia. Já para apresentação a pessoas novas, acredite, esses cuidados fazem muita diferença! Se possível, busquem as versões originais dos filmes da trilogia clássica, aquelas sem as adições de George Lucas pré-lançamento da trilogia prequel. Assim, evitamos algumas das bizarras inserções de computação gráfica em filmes feitos numa época em que isso ainda não era realidade, ou outras modificações da história questionáveis, como o “Quem atira primeiro?” da cena do Han Solo, o “NOOOOOOO” do Darth Vader ou Hayden Christensen aparecendo como fantasma de Anakin. Entretanto, não é necessário ser tão chato a esse ponto, para uma primeira assistida, mesmo com essas versões modificadas, a admiração para com Star Wars sendo visto pela primeira vez muda muito pouco ou quase nada.

Boa maratona a todos e… Que a força esteja com vocês!

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