Entenda Melhor | Featurettes Para Compreender Martin Scorsese

Martin Scorsese é um dos principais cineastas atuantes no contemporâneo. Em 2019, lançou O Irlandês e comprovou a sua relevância numa era dominada por filmes de super-heróis e outras temáticas demasiadamente escapistas. Conhecer os features sobre o “seu cinema” é reconhecer os mecanismos que engendram um processo de produção, do planejamento à exibição, isto é, crítica genética de primeira linha. Com detalhes pontuais sobre desenvolvimento de narrativas, personagens, direção, design de produção, figurinos, maquiagem, trilha sonora e outros setores da indústria cinematográfica, convido-lhes, leitores, a conhecer o fabuloso mundo de Scorsese, um cineasta que ainda hoje sabe manipular divinamente a mágica linguagem do cinema.

Influência e Reconhecimento: Um Tributo a Martin Scorsese  

Martin Scorsese é como “um” Pollock: a sua tela é uma explosão, afirma um dos entrevistados deste feature que reconhece o talento e a genialidade do cineasta responsável por Taxi Driver, homenageado por Oliver Stone, Robert Kolker, Paul Schrader e, como não podia faltar, Robert De Niro, um dos melhores atores de sua geração e parceiro constante de Scorsese em quase todos os filmes de sua carreira. Detalhista, cuidadoso, excelente no gerenciamento de atores, conhecedor de técnicas bastante específicas, dotado de grande domínio da câmera e conhecer nato da história do cinema. Essa são algumas das diversas características do cineasta, apontadas pelos depoimentos elogiosos dos entrevistados, alguns envolvidos no processo de produção de Taxi Driver, outros por conta das experiencias em situações distintas.

Oliver Stone, um de seus alunos na época em que estudava cinema, conta que as aulas de Scorsese sobre produção eram sempre alegres e intensas. Grande conhecer da linguagem cinematográfica, ele ensinava com prazer e era cinéfilo inveterado. Numa época onde ainda não existia o vídeo, você tinha acesso aos filmes nas salas de cinema ou na televisão. E era isso que Scorsese fazia, ao atravessar madrugadas diante das sessões de filmes em canais diversos ofertados para os telespectadores, além das suas visitas constantes às salas de exibição. Tido como um entusiasmado, Scorsese é apresentado como um intelectual diante das câmeras, realizador que respeita as tradições e quando pode, as reinventa. Dirigido e produzido por Greg Carson, este é um feature importante para os interessados em conhecer o cinema de Scorsese, haja vista as boas imagens de bastidores e excertos de Taxi Driver, editadas por Michael Ruiz e Don Burton, eficientes ao trazer pontos de um filme que representa bem o cinema estadunidense dos anos 1970, uma época revolucionária nos processos de produção, realização e exibição.

Michael Chapman, o diretor de fotografia de Taxi Driver, aponta tópicos sobre a melancolia e solidão do personagem de Robert De Niro no filme que marcou os anos 1970 e a carreira de Martin Scorsese, cineasta que pode se gabar de ter abandonado a docência para produzir um cinema “autoral”, pois diferente de muitos outros realizadores contemporâneos à sua carreira, ele comandou o seu processo criativo sem sofrer as interferências comuns ao sistema de produção onde quanto mais há dinheiro, mais há interrupções, cortes e crises criativas. Influenciado por Alfred Hitchcock, François Truffaut e Jean-Luc Godard, Scorsese emulou o melhor das lições destes cineastas, mas criou para si um modo próprio de criação, ainda muito relevante no cinema contemporâneo, repleto de seguidores de seu extenso legado.

O Legado de Os Bons Companheiros

Tido como visceral, brutal, sem sentimentalismo barato e imprevisível, Os Bons Companheiros é um dos maiores marcos da carreira brilhante de Scorsese. No decorrer de seus 145 minutos, acompanhamos a ascensão e declínio de três gangsters ao longo de três décadas de muitos crimes. Numa de suas edições comemorativas, acompanhamos o feature, uma fonte breve e sucinta, mas repleta de informações de bastidores para os interessados em conhecer o “jeito de filmar” de Scorsese, responsável por inspirar vários realizadores das gerações posteriores, inclusive a estrutura dramática da série A Família Soprano.

Com depoimentos de Antoine Fuqua, Frank Darabont, Joe Carnahan, Richard Linklater, dentre outros cineastas influenciados por Martin Scorsese, o feature detalha os enquadramentos, a condução da movimentação dos personagens em cena, o realismo quase documental da linguagem abordada em cada trecho e o demais traços de virtuosismos cinematográfico da produção, gerenciada por um dos melhores diretores do cinema estadunidense das últimas décadas e, sem dúvidas, de toda a história da sétima arte.

No caso do recurso da narração, considerado como muleta por muitos críticos, a estratégia funciona de maneira reinventada no filme, parte importante para o desenvolvimento dos excelentes personagens e seus conflitos dramáticos. Por meio de seu uso eficiente, o recurso torna os elementos subjetivos da trama mais intensos. Editado por Tyler Hubby, O Legado de Os Bons Companheiros é um feature pontual, objetivo, repleto de cenas ilustrativas para reforçar as informações abordadas. Dentre os depoimentos mais tocantes, temos Frank Darabont afirmando que assistia ao filme constantemente durante das filmagens de Um Sonho de Liberdade. Era a sua estratégia de inspiração para a condução da sua tarefa de diretor.

Cassino: Depois das Filmagens

Cassino é um dos filmes mais grandiosos em termos estéticos, bem como na profundidade dramática dos personagens e de seus conflitos. No feature Cassino: Depois das Filmagens, podemos contemplar o modo de operação do cineasta. Os depoimentos, todos elogiosos, apontam Martin Scorsese como um realizador que participa de todas as etapas de produção. Após as filmagens, isto é, a escolha do elenco, diretor de fotografia, design de produção e da captação de imagens, é a hora de se juntar à Thelma Schoonmaker para a edição e finalização do processo. A montagem, conta um dos entrevistados, é pensada já no roteiro, mesmo que ele não seja coautor do material dramático.

O tempo de duração de seus filmes, uma das questões mais caras de sua carreira, é comentado por uma das pessoas envolvidas na produção executiva. Quanto tempo terá o filme? Sendo “um” Scorsese, a possibilidade de mais que três exibições diárias por sala é menor que a maioria dos filmes lançados semanalmente. Mas, precisamos lembrar, que os filmes dispostos a cada semana não são produções de Scorsese, ou seja, produções épicas e de alto grau de importância para a indústria e história do cinema. Primeira edição digital de Thelma Schoonmaker, Cassino teve os créditos de abertura produzidos por Saul Bass, uma das lendas neste segmento no esquema de produção estadunidense. Dirigido e editado por Laurent Bouzereau, o feature é interessante e elucidativo mergulho no processo de finalização de uma obra-prima de Martin Scorsese.

Gangues de Nova Iorque: Design de Produção e Figurinos

Dois features separados, mas conectados dentro da mesma temática: os aspectos visuais de um dos maiores épicos do cineasta, o resgate da grandiosa Nova Iorque, hoje um centro urbano movido pela mais alta tecnologia, mas que no filme, é apresentada pelo viés de submundo de suas ruas. A história acompanha as gangues rivais da cidade no século XIX, tendo como alguns de seus conflitos o desejo de um jovem em vingar a morte de seu pai, a Guerra Civil Americana e os desdobramentos da imigração irlandesa para o local. No feature Figurinos, acompanhamos a jornada de Sandy Powell, parceira de longa data de Scorsese, na realização da pesquisa e desenvolvimento da indumentária dos personagens. Ela conta que detalhes sobre a classe média e a alta são largamente explorados em livros demais materiais de pesquisa, algo que não é em mesma escala para as classes baixas, ponto nevrálgico do filme.

Focada em pinturas e fotografias da época, a figurinista consegui encontrar os estilos que demarcariam a sua assinatura neste épico que se passa entre 1840 e 1860, lançado em 2002. Sandy Powell parte dos detalhismos históricos para a sua visão artística ampliada, com direito aos incrementos, sem distorcer a proposta realista de Scorsese. Elogiada por Daniel Day-Lewis, ator que afirma ser a profissional uma grande artista da indústria cinematográfica, Powell revela que prefere juntar tecidos de diferentes estilos e à partir de experimentos, começar o seu processo de composição, indo na contramão do que muita gente geralmente faz em seus primeiros passos. As roupas femininas foram as consideradas mais difíceis, além da fundição de culturas com os processos migratórios, algo que é devidamente explorado pelos figurinos apresentados ao longo dos 168 minutos deste épico.

Powell aponta Scorsese como um cineasta bastante competente, de ótima memória, antenado com todos os setores de uma produção sob seu comando. O mesmo é dito por Dante Ferreti, design de produção que trabalhava com o italiano Fellini em Cidade das Mulheres quando conheceu Martin Scorsese, um viajante sempre explorador dos espaços culturais que conhece. A parceria começou em A Época da Inocência, em 1993, depois um salto para Cassino, em 1995. Mergulhado numa extensa pesquisa exploratória em cinco livros, o designer de produção de Scorsese elaborou maquetes, rascunhos, modelos tridimensionais e outros aparatos que ajudaram o cineasta em seu processo de organização do gerenciamento narrativo do filme. Durante cinco meses, a equipe montou os cenários que resgataram, tal como os épicos grandiosos, citados por Scorsese em Uma Viagem Pessoal Pelo Cinema Americano, a versão de Nova Iorque para o século XIX.

Cameron Diaz, encantada, flerta com um candelabro para em média 200 velas, elemento da direção de arte suntuosa, um dos traços significativos da suntuosa produção. Dante Ferreti, ao delinear o processo produtivo com Scorsese, conta que o design de produção de Gangues de Nova Iorque trabalhou freneticamente para permitir que o diretor de fotografia tivesse bastante espaço na escala dos cenários, extensões com amplitude que permitiam ao filme o tom épico proposto desde o roteiro. Para Scorsese, a dimensão visual do setor faz os atores adentrarem ainda mais no clima da produção, organizada também sob a sua assinatura no setor, haja vista os costumeiros storyboards que produz antes e durante o seu processo de filmagem.

A Tortura do Medo: Uma Introdução de Scorsese e Bate-Papo com Thelma Schoonmaker

Dois features bem elucidativos para os que deseja compreender Martin Scorsese e seu cinema fascinante. O primeiro, Uma Introdução de Scorsese, o cineasta faz algumas considerações breves sobre um de seus “achados”, A Tortura do Medo, filme de suspense que enterrou a carreira de Michael Powell, cineasta que logo após o lançamento da produção, foi abnegado pelo público e crítica hipócrita, ambos a considerar o seu “cinema” sujo, abjeto, obsceno demais. Scorsese aponta que a postura de Powell ao ter dirigido o filme nesta época foi algo muito corajoso, “coisa de autor”. O problema é que seu filme estava nas mãos dos distribuidores, responsáveis por engavetar a produção após as polêmicas.

É um feature que nos mostra a postura engajada de Scorsese com o cinema, um intelectual que além de filmar, preocupa-se em resgatar a história do cinema. Ele afirma que na contemporaneidade, somos bombardeados por imagens constantemente. Fascinados por essa captura, os cineastas podem converter a sua arte em loucura. É o que acontece com o traumatizado protagonista de A Tortura do Medo, filme considerado um dos percussores do slasher. Scorsese é bem filosófico ao dizer que em algumas culturas, a relação com a imagem não é tão “obscena” como na maioria dos territórios ocidentais, por exemplo, pois alguns povos acreditam que quando você captura a imagem de uma pessoa, automaticamente destituiu uma porção de suas almas. Curioso, não?

Como qualquer bate-papo com Scorsese é uma aula magna de Cinema, ele traz diversas referências históricas em um feature com menos de quatro minutos. Aponta que A Tortura do Medo foi realizado em eastmancolor, responsável pela aproximação do filme com a estética das revistas pornográficas do período, além de reforçar que a produção é uma metáfora para os caminhos que a arte pode nos levar, haja vista os perigos de adentrarmos no terreno de nossas paixões mais profundas. Em Conversa com Thelma Schoonmaker, a montadora de Scorsese “desde sempre”, somos apresentados às relações entre a postura artística do cineasta e alguns detalhes biográficos de Michael Powell.

No feature, Schoonmaker versa sobre o processo de descoberta, interesse e restauração de A Tortura do Medo, levado para os Estados Unidos para ser relançado por Martin Scorsese, um cineasta engajado e com postura sempre muito crítica que decidiu bancar a restauração do clássico e apresenta-lo numa das edições do Festival de Cinema de Nova Iorque. Francis Ford Coppola foi um dos presentes no evento e ficou atordoado com o potencial do filme, segundo depoimento de Schoonmaker. Um dos melhores momentos do feature é quando ela nos diz que tal como Powell, os filmes de Scorsese não costumam tratar de personagens preto no branco, ou seja, taxados como bandidos ou mocinhos. Ela considera que eles habitam uma zona cinzenta, além de reforçar que Powell foi um incompreendido, tal como Scorsese, às vezes mal interpretado no calor da hora, mas resgatado e ovacionado com a passagem do tempo, algo que ocorreu em diversos casos, sendo Cassino, um dos mais pontuais. Coisa de vanguardista.

Grandes Efeitos, Pequenas Escalas

Um feature do filme A Invenção de Hugo Cabret, material que elucida as relações de Martin Scorsese com os efeitos visuais e especiais. Dono de uma carreira repleta de virtuosismo na direção geral e condução de personagens, além da música impactante e do design de produção sempre apurado, Scorsese trouxe para a sua homenagem ao cinema das primeiras décadas do século XX uma série de referências históricas deslumbrantes, a maioria, produzida graças à junção de efeitos especiais e visuais. Com Scott Beveryl no posto de Supervisor de Efeitos Visuais, a produção contou com a reconstituição de um acidente de trem na estação onde boa parte da história é narrada. Beverly conta que inicialmente, aprofundou-se nos detalhes históricos, pois a pesquisa ampla e profunda é parte das demandas em um filme de Martin Scorsese.

Logo mais, reproduziram com exatidão a tal cena, apresentada por meio de fotos do livro homônimo e de arquivos. A ideia, então, era reconstituir o acontecimento da maneira mais fidedigna possível, tendo como recursos os efeitos computadorizados, mas também as miniaturas, fumaças, enfim, todos os aparatos do cinema de George Mélies. Dirigido e editado por John Ott, o feature nos apresenta uma equipe bastante envolvida, ciente dos prazos e orçamentos, além da necessidade de criar uma cena que dependa dos efeitos visuais, mas não seja exclusivamente refém de suas possibilidades narrativas. Vidro, madeira, papel e outros utensílios estiveram ao lado dos softwares mais sofisticados da era do cinema digital.

A Época do Glamour: Cabelo e Maquiagem e A Trilha Sonora de Howard em O Aviador

Dois features do filme O Aviador, produção lançada em 2004 que versa sobre a vida de Howard Hughes, interpretado por Leonardo DiCaprio, jovem que após receber uma herança de seu pai, torna-se grande investidor da indústria do cinema, ainda em desenvolvimento de seus desdobramentos funcionais e estéticos. Por sua vida, passam estrelas imortalizadas pelo imaginário hollywoodiano, dentre elas, Katherine Hepburn, Ava Gardner e Jean Harlow. Para apresentar tais personagens numa história rica em detalhes, bem ao estilo Scorsese, a equipe de maquiagem e design de penteados fez um trabalho de pesquisa intenso, tendo em vista alcançar o resultado deslumbrante observado no decorrer dos 170 minutos de filme.

Morag Ross, responsável pela maquiagem, e Kathryn Blondell, estilista dos penteados, acompanharam as orientações do design de produção e de Scorsese para a concepção visual dos personagens, tendo fotos de revistas e outros arquivos, além dos filmes como material de estudo. Elas falam sobre a importância do culto à imagem neste período, prévia para o contemporâneo, tendo como diferencial o desejo de se parecer perfeita diante do público. Eram atrizes com talento dramático, mas também dotadas de imagens fabricadas pelos produtores para torna-las verdadeiras deusas do olimpo hollywoodiano. A Max Factors, empresa focada em maquiagem na época, tornou-se a responsável por vender ao público, isto é, as pessoas comuns, as maquiagens que antes eram exclusividade das beldades do cinema.

Conectadas ao trabalho da figurinista Sandy Powell, as duas profissionais entregam no feature algumas curiosidades de bastidores, juntamente como uma aula breve, mas eficiente sobre um período específico da história do cinema estadunidense. Dentre as suas missões, estava a abordagem das sardas e das ondulações nos cabelos da ruiva Hepburn, a sensualidade e sedução da boca voluptuosa de Gardner e os penteados de Harlow, a primeira loira platinada hollywoodiana, artistas de uma época bastante glamourosa, tanto no visual quanto na música, setor radiografado no feature A Trilha Sonora de Howard Shore, outro mergulho profundo numa importante seara, afinal, a trilha e o som no cinema de Scorsese são tópicos que sempre merecem destaque, principalmente em seus filmes baseados em fontes históricas.

Produzida com a Flemish Orquestra no Leuven Theater, na Bélgica, Howard Shore aparece nos primeiros instantes do feature em sua posição de trabalho, como orquestrador e compositor, para depois aparecer em plano médio, por meio dos depoimentos em que revela as suas estratégias de criação. Ele diz que começa com as palavras. Parte do roteiro, para logo adiante, ir até fontes históricas (livros, artigos, revistas) da época do filme, tendo em vista compreender o que se pensava e consumia sobre música no período. Para O Aviador, Shore leu cinco biografias de Howard Hughes, analisou trilhas sonoras de diversos filmes e buscou registros sobre o que tocava nas rádios. Após a imersão, começou a compor, antes mesmo de ter algumas cenas da produção como inspiração. Para os momentos científicos, onde Hughes desenvolvia o seu interesse pela aviação, campo tecnológico de seu interesse, o compositor trouxe sons mecânicos para delinear os projetos deste personagem que na “vida real”, foi um dos grandes colaboradores do desenvolvimento da tecnologia de aviação.

Há, ainda, a presença de música clássica, em especial, Bach, além de trilhas famosas do cinema dos anos 1930. Para dar o tom que desejava na representação da velocidade, um tema constante na vida de Howard Hughes, o músico apostou nas fugas e cânones, técnicas pontuais para alcançar os efeitos necessários de sua textura percussiva. No caso das fugas, temos a presença de composição imitativa, polifônica e contrapontista, isto é, duas ou mais vozes melódicas, simultâneas, o que permitiu o entrelaçamento de vozes. O cânone, tida como uma espécie de corrida onde a última voz não consegue alcançar a anterior, mas todas seguem uma sequência, sendo que a primeira linha melódica continua o seu caminho até o desfecho. Assim é a trilha sonora de O Aviador, eloquente como o filme e o cinema de Martin Scorsese de uma maneira bem geral, realizador que além de excelente diretor, entende a história e os mecanismos que engendram a indústria cinematográfica, o seu campo de atuação.

LEONARDO CAMPOS . . . . Tudo começou numa tempestuosa Sexta-feira 13, no começo dos anos 1990. Fui seduzido pelas narrativas que apresentavam o medo como prato principal, para logo depois, conhecer outros gêneros e me apaixonar pelas reflexões críticas. No carnaval de 2001, deixei de curtir a folia para me aventurar na história de amor do musical Moulin Rouge, descobri Tudo sobre minha mãe e, concomitantemente, a relação com o cinema.