Entenda Melhor | Featurettes Para Compreender Cronenberg

Depois de ensaiar o colapso de uma sociedade tomada pela selvageria num experimento insano de um médico que decidiu bancar o cientista louco, David Cronenberg retornou com Enraivecida na Fúria do Sexo, dois anos após o lançamento de Calafrios. Ele já tinha uma experiência prévia com produções desenvolvidas em outros circuitos, antes de se tornar um realizador do sistema de exibição das salas de cinema canadenses em meados dos anos 1970. Foi o começo de uma era nova para o diretor, bem como para o público e a história do cinema. Com um ritmo e estilo de produção semelhante ao que na década anterior foi conceituado como “cinema de autor”, Cronenberg entregou ao público obras que se parecem partes integrantes de uma série que o acompanha ao longo de toda a sua carreira, com a mudança estética e de gênero entre um filme e outro, mas com discussões que se complementam cada vez que uma narrativa sob a sua direção é lançada nos cinemas, para ser amada e pouquíssimas vezes odiada ou incompreendida. Ao instigar a reflexão e debate, o cineasta foge da polêmica sem embasamento e levanta desde o seu primeiro filme, questões sobre identidade, comportamento humano, avanços tecnológicos, dentre outros tópicos temáticos. A reflexão que você encontrará por aqui é metalinguística, embasada em featurettes que expõe os bastidores de produção do realizador e ilustram o seu modus operandi conceitual. Embarque nessa viagem panorâmica sobre a ética e a estética no cinema de David Cronenberg. Vamos nessa?

Uma Entrevista Sobre Enraivecida na Fúria do Sexo

Depois de ter causado alvoroço no público e na crítica canadense com Calafrios, o cineasta retornou em 1977 com Enraivecida na Fúria do Sexo, detalhado em algumas observações muito interessantes de Uma Entrevista com David Cronenberg, um dos featurettes da Coleção Zumbis no Cinema, em seu segundo volume. Apesar do filme ter dado retorno para os valores financiados pelo governo em seus editais de cultura, o diretor alega que ficou sete anos na geladeira, pois como delineia numa retomada de conversa com um dos patrocinadores, “a principal crítica sobre o filme saiu numa revista que no máximo 100 pessoas vão ler”, afirmativa que teve como retorno o seguinte: “serão as 100 pessoas erradas”. Ainda assim, como podemos observar com a continuidade de sua carreira, Cronenberg manteve os parâmetros polêmicos para as suas histórias, ainda mais grandiosas nos filmes subsequentes. Ao contar que teve dificuldades em criar o texto, o cineasta revelou que o orçamento não é o grande arbitrário no jogo da produção, pois os lapsos de criatividade e a indecisão sobre a história ter conteúdo suficiente para ser contada são algumas das dificuldades que surgem no percurso.

Para Cronenberg, Enraivecida na Fúria do Sexo foi o seu primeiro grande épico. O momento em que ele sentiu domínio da técnica ganhar firmeza, juntamente com a sua capacidade de controle do processo de criação e gestão da equipe técnica e do elenco. Sissy Spacey, sua primeira opção para o filme, foi descartada depois que o produtor demonstrou desinteresse, ao alegar que o sotaque texano da atriz podia atrapalhar o desenvolvimento da proposta da personagem principal. A atriz estava em alta no terror por causa do sucesso de Carrie – A Estranha, tradução intersemiótica do irregular livro de Stephen King, magistralmente comandada por Brian De Palma. Consciente do subtexto que depois seria interpretado como uma previsão dos impactos da epidemia da AIDS nos anos 1980, David Cronenberg reflete sobre a difícil convivência entre política e cinema, traça algumas questões sobre o legado de seus filmes, comenta sobre o a sua inserção no campo de produção do terror e reforça tudo que as nossas interpretações já delinearam na crítica há eras: a repressão sofrida pela civilização, motivo para o festival de horror apresentados em seus primeiros filmes, antecipações da discussão sobre identidade e tecnologia.

O Making-of de Filhos do Medo

Lançado em 1979, Filhos do Medo possui alguns documentários e especiais de TV que mergulham em seu processo de realização para nos fazer compreender um pouco mais ambições de David Cronenberg ainda em sua primeira fase, momento de amadurecimento para o que viria a ser uma carreira cheia de filmes controversos e nunca indiferentes diante do público e da crítica. No featurette de 31 minutos intitulado O Making-Of de Filhos do Medo, de Cronenberg, acompanhamos a atriz Samantha Eggar a falar sobre o desenvolvimento de seu personagem, uma mulher de necessidades dramáticas complexas e perfil psicológico robusto, algo com um tom shakespeariano, segundo as suas interpretações. Ela é o personagem sem o mesmo tempo em cena que muitos outros, mas permanece por todo o filme onipresente, nas passagens onde envia o seu recado por meio dos monstros que habitam essa assustadora e imersiva. Adiante, o produtor Pierre David expõe os interesses do setor de cultura canadense em busca de uma indústria própria, menos dependente do ritmo de distribuição de filmes estadunidenses como obras centrais de entretenimento no país, dominação global que sabemos, não foi um problema exclusivo do Canadá, mas de todos os países envolvidos no processo de globalização ocidental. Não apenas um, mas diversos depoentes interpretam o filme como um dos mais crus de Cronenberg no que tange ao processo de ilustração dos relacionamentos humanos.

Ainda sobre os depoimentos lúcidos e interessantes de Samantha Eggar, a atriz declara que um dos detalhes interessantes da equipe técnica era a formação dos envolvidos no processo. Pessoas com pesquisas, mestrado e doutorado, circulavam por diversos setores, revelação que nos ajuda a entender o tom cerebral dos filmes de Cronenberg além do roteiro em si, mas no desenvolvimento estético. Ela também conta com humor como foi a elaboração dos efeitos especiais para a sua mórbida gravidez, algo que envolveu preservativos, sangue falso e muita gosma. Joe Blasco, responsável pelos efeitos de Calafrios e Enraivecida Na Fúria do Sexo conta como foi produzir os parasitas em ambos os filmes, num featurette que se faz importante na análise mais geral da carreira do cineasta durante o período em questão. Mark Irwin, diretor de fotografia, analisa Filhos do Medo e o sistema de produção canadense da época, traça algumas interpretações do texto e o magnetismo do estilo de Cronenberg com as temáticas voltadas ao cientificismo e a tecnologia. Dentro de sua seara profissional, ele conta como foi captar algumas imagens na época, em especial, o uso de noite americana para a realização de algumas cenas noturnas em plena luz do dia, numa era previa aos filtros digitais dos aplicativos do cinema contemporâneo. Filmado próximo do mês de dezembro, Filhos do Medo teve enfrentou alguns desafios na iluminação para seguir o texto de Cronenberg, mas o resultado final foi positivo.

Criando os Efeitos Especiais de Scanners – A Sua Mente Pode Destruir

O terror visceral de David Cronenberg ganhou nova forma no desenvolvimento de Scanners, lançado em 1981. No featurette com mesmo título deste tópico, os envolvidos na equipe técnica comentam o processo de realização da maquiagem e demais efeitos especiais de um filme onde as pessoas literalmente explodem. A primeira cena gravada segundo Mark Irwin, foi o trecho do sangramento no nariz da mulher grávida que tem o feto a se mexer e praticamente escaneá-la diante de seu espaço físico. O diretor de fotografia traça outras peculiaridades na produção de imagens para o filme, em depoimentos acompanhados pelas declarações de Stephen Dupus e Chris Wallas, ambos integrantes da equipe de efeitos especiais. No geral, as entrevistas são otimistas e flertam com profissionais que se dizem satisfeitos em ter trabalhado num sistema de produção tão colaborativo, com pessoas engajadas além das questões financeiras para fazer o filme funcionar. O trabalho dos dublês é exaltado, as cenas com fogo, em especial, a explosão do posto de gasolina, é apresentada como uma das mais complicadas, dentre outros detalhes que não ganham mais destaque que a icônica cena da explosão da cabeça de um personagem, trecho que ganhou o imaginário cultural e é conhecido até por pessoas que sequer sabem da existência de um cineasta chamado David Cronenberg. É o poder de reprodutibilidade de suas imagens, um ponto de discussão interessante para refletir o cinema conceitual do canadense.

O Making-of de Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Lançado em 1983, Videodrome – A Síndrome do Vídeo é uma produção que expõe David Cronenberg ainda mais estabelecido no esquema de produção industrial, com efeitos especiais inovadores e experimentações estéticas que ganharia maior amplitude em A Mosca, uma de suas realizações mais ovacionadas, veiculado posteriormente. No featurette de 9 minutos intitulado O Making-Of de Videodrome, de Cronenberg, acompanhamos o cineasta a versar sobre o seu processo criativo e interpretar o impacto cultural do filme. Para o diretor, a narrativa não é em si uma crítica a televisão, tampouco uma análise exata do corpo humano e suas extensões tecnológicas, algo que nós, no terreno da estética da recepção, não concordamos em totalidade, afinal, o filme pode ser muitas coisas, inclusive interpretado como algo além das “intenções” de seu autor que fala ser a sua produção, uma reflexão sobre os extremos alcançados por pessoas que desejam fazer acontecer os seus ideais. Neste caso, a análise se volta ao personagem de James Woods, uma figura obstinada, envolvida num esquema surrealista, exaltado pela maquiagem de Rick Baker, apresentada em pormenores no featurette que também traz Cronenberg declarando que o seu cinema tem um público fragmentado que nem sempre compreende de imediato as pulsões filosóficas que gravitam em torno de suas histórias.

Perfil de Cronenberg: Considerações Sobre A Mosca

Em 1986, o cineasta trouxe uma nova combinação de ideias. Depois de ter assinado o roteiro dos filmes antecessores, com A Mosca, Cronenberg comandou o texto de Charles Edward Pogue, dramaturgo inspirado no conto de George Langelaan. Como sabemos, na trama, um cientista perde o controle de sua experiência que envolve teletransporte. O que era uma promessa se torna uma derrota e o caos é estabelecido diante dos personagens que gravitam em torno do cientista tomado pela ânsia de poder desmedido. Em Perfil de Cronenberg, featurette da produção, alguns membros da equipe técnica e do elenco comentam a experiência em trabalhar com o diretor, momento peculiar na vida de todo artista que desempenha a arte dramática. Remake do clássico A Mosca da Cabeça Branca, a produção que também dialoga com alguns elementos de Franz Kafka, retratados com a fusão entre aprofundamento psicológicos e efeitos especiais produzidos com eficiência por Chris Walas, supervisor do setor, interessado em estabelecer a sensação de asco e permitir que o grotesco impere em prol do horror narrativo.

Efeitos Muito Especiais e A Psicologia em Gêmeos – Mórbida Semelhança

Para adentrar no universo da crítica genética de Gêmeos – Mórbida Semelhança, dispomos de três featurettes complementares e muito interessantes sobre o polêmico filme interpretado por Jeremy Irons, ator que desenvolve a dualidade dos irmãos Beverly e Elliot, gêmeos unificados desde a infância, mas que encontram no ardente desejo por uma atriz, a derrocada desta “parceria genética” até então com momentos de altos e baixos, mas relativamente bem-sucedida. Semelhante ao conteúdo do trailer, o Making-Of começa com a narração que explica um pouco da vida dos personagens, tendo em vista situar o espectador diante do que será proposto na narrativa de horror dirigida por David Cronenberg, o mesmo do premiado A Mosca. Um dos pontos mais altos do featurette é o cineasta comentando sobre os gêmeos na cultura cinematográfica. Ele afirma que no geral, os personagens são apresentados pela comédia rasgada ou pelo mal puro. No caso da comédia, são as trapalhadas por causa das dimensões físicas, idênticas. Já no terror, o maniqueísmo do bonzinho contra o irmão psicopata, dupla malvado e aterrorizante. Ele quis quebrar essa corrente e trouxe personagens ambíguos. Jeremy Irons, também presente, mesmo que de maneira muito breve, comenta os desafios técnicos e dramáticos no desempenho das cenas com e sem dublês, além da atuação, algo que lhe pediu um mergulho de muita intensidade no tema.

Adiante, no featurette intitulado Efeitos Muito Especiais, os produtores contam como foi produzir com a tela dividida, numa era da computação que ainda tateava na indústria cinematográfica. O trabalho do dublê também é valorizado, apontado como importante para equilibrar o desempenho de Jeremy Irons no espaço física da realização que marcou a carreira do ator, já consagrado, além de dar mais força ao cinema de Cronenberg. Ademais, em A Psicologia por Trás de Gêmeos, featurette com padrão documental, haja vista os seus 30 minutos de duração, acompanhamos as interpretações de três profissionais franceses, com stills e breves cenas do filme, mas nenhum membro da equipe técnica. É um featurette sobre a recepção e as possibilidades interpretativas Nils Tavernier, Fabrice Bak e Jean-François Bac, depoentes de campos distintos, da Psicologia e Imunologia. No geral, os três reforçam momentos importantes do filme para ilustrar a figura dos gêmeos da cultura popular, algo que causa fascinação e está presente na mitologia desde as culturas da Antiguidade. Essa notoriedade, algumas vezes indesejada, haja vista o caráter de observação que na cultura do espetáculo constante, pode ganhar contornos invasivos, é elevado aos extremos pelo violento filme de Cronenberg, uma narrativa sobre identidade, duplos, comportamento humano e padrões. O cartaz, também analisado por um dos entrevistados, já indica a ideia de fusão e dissociação.

Atos de Violência: Os Bastidores de Marcas da Violência em Oito Atos

Dividido em oito artes, o featurette intitulado Atos de Violência é um percurso generoso de quase uma hora nos bastidores de Marcas da Violência, uma travessia profunda pela dramaturgia de Cronenberg e suas novas preocupações temáticas, ainda voltadas ao processo de formação cultural de nossas identidades, temas abordados anteriormente de maneira mais visceral, revestidas pelo horror em seu estado mais puro, fisicamente apresentado ao público em consonância com as questões psicológicas. Logo nos primeiros instantes, o cineasta reforça que em Marcas da Violência, a questão da identidade é tratada como algo de dentro para fora. Somos informados que ele não valoriza tanto os storyboards, tampouco ensaio, pois em sua metodologia de criação, prefere ir aos sets, observar os atores e equipe técnica em circulação e sentir a atmosfera do que será realizado junto aos demais envolvidos, em especial, diretor de fotografia, design de produção e supervisores de efeitos visuais e especiais.

Cada uma das oito passagens é intercalada com uma claquete que anuncia o próximo tema. Depois da abordagem preambular, o diretor conta que a violência infelizmente é parte inevitável da nossa cultura e que ao menos em seu cinema está na instância da representação. Suas preocupações mudaram ao longo dos anos, algo que pouco aconteceu com a sua equipe, quase sempre formada pelos membros fidelizados ao longo dos anos de poucos, mas substanciais filmes de grande expressividade dramática e estética. Na seara das curiosidades, Viggo Mortensen, em sua primeira parceria com Cronenberg, surpreendeu Carol Spier, design de produção, ao trazer objetos constantemente para a composição dos cenários, numa demonstração de ator que se interessa pela direção de arte e adereços como espaço para a maior formação do personagem que será encenado para o público.

Para a sua composição, a cada viagem nos intervalos das filmagens, o ator trazia objetos que via pelo caminho. Eram pequenas coisas que ele acreditava ser parte do personagem, um duplo dentro de sua jornada dupla. Ele interpreta Tom Stall que na verdade já foi outro homem num passado que envolve identidades enterradas em prol de uma nova existência. Conforme Spier, o ator representou seu personagem como um esquizofrênico. Dava para ver exatamente cada faceta desse duplo, bem como o entre-lugar que demarcava a saída de um e a entrada do “outro” em cena. John Hurt, ao pensar em seu personagem, diz que associou a trajetória com o irmão conforme o trajeto bíblico de Caim e Abel, arquétipos das bases da humanidade. Ademais, sobre as questões sexuais do casal central, David Cronenberg afirma que é um ponto importante para delinear os personagens em cena, pois as relações sexuais das “duas versões” de Viggo Mortensen, com a mesma mulher, interpretada por Maria Belo, são surpreendentes.

Marcado Para Toda a Vida: Uma Análise Genética de Senhores do Crime

Da mesma maneira que ocorre em Marcas da Violência, a questão da identidade em Senhores do Crime se apresenta de dentro para fora. As transformações grotescas, utilizadas por David Cronenberg para revelar celeumas humanas nos filmes A Mosca, Filhos do Medo, dentre outros, ocorrem aqui por meio de outras estratégias narrativas. No desenvolvimento do roteiro de Steve Knight, Cronenberg percebeu que a questão das tatuagens passava de maneira muito sutil pela trama, sem o aprofundamento da versão final. Mais uma vez, Viggo Mortensen mostrou-se um ator além do padrão tradicional e mergulhou profundamente não apenas num método, mas também na busca por informações que o ajudasse a compreender melhor a temática da narrativa na qual esteve mergulhado durante a sua segunda parceria bem-sucedida com Cronenberg.

No featurette, acompanhamos a evolução de seu personagem com as tatuagens e seus significados, marcas de expressão que delineiam a trajetória deste enigmático homem envolvido na máfia russa em plena ação no centro de Londres, local de aparência gélida na fotografia do filme, mas quente na circulação dos acontecimentos que pulsam entre os mafiosos que atuam ilegalmente pela região. A maquiagem das cenas de violência explícita ganham algum destaque, trecho acompanhado pelos depoimentos do elenco em relação ao tom autoral de Cronenberg, um cineasta que deixa a sua marca registrada quando é parte da vitrine dramática de atores como Mortensen e Naomi Watts, atriz que segundo o cineasta, era a sua primeira opção desde o começo da empreitada para a concretização do projeto de Senhores do Crime. Para um filme que não é voltado ao romance, a química da dupla é um dos pontos fortes que permitiram o sucesso da história diante do público e da crítica.

Em Segredos e Histórias, aprofundamos nas questões sobre códigos e condutas entre os mafiosos que atuam em suas respectivas regiões. Neste featurette, Cronenberg conta que durante as filmagens, um atrito real ocorreu bem próximo das locações, numa espécie de representação real dos temas transformados em ficção em Senhores do Crime. Ao falar sobre máfia e cinema, um dos envolvidos comenta sobre os métodos de atuação dentro deste segmento, algo que ganhou um tom mais próprio no filme, haja vista alguns modelos pré-estabelecidos e desejáveis, tais como personagens icônicos de Marlon Brandon e Al Pacino. Viggo Mortensen, em sua genialidade, comenta sobre as pesquisas que realizou e trouxe para David Cronenberg, tendo em vista incrementar novos elementos para o filme que funciona como uma continuidade dos dilemas morais da parceria antecessora. Seria a violência, também, uma força do bem?

LEONARDO CAMPOS . . . . Tudo começou numa tempestuosa Sexta-feira 13, no começo dos anos 1990. Fui seduzido pelas narrativas que apresentavam o medo como prato principal, para logo depois, conhecer outros gêneros e me apaixonar pelas reflexões críticas. No carnaval de 2001, deixei de curtir a folia para me aventurar na história de amor do musical Moulin Rouge, descobri Tudo sobre minha mãe e, concomitantemente, a relação com o cinema.