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Entenda Melhor | Infecção, Globalização e as Alegorias de Extermínio

Uma análise da globalização como fator preponderante para o aumento da paranóia social em torno dos microorganismos.

por Leonardo Campos
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Algo que estudamos na fase escolar, mas que nos acompanha para o resto de nossas vidas, pois fazemos parte deste fenômeno que mudou completamente toda a conexão entre os continentes que forma o nosso globo terrestre: a globalização. Fenômeno que intensificou as interconexões econômicas, culturais e políticas entre os países, trouxe consigo uma série de impactos positivos e negativos. Dentre estes, um dos efeitos mais dramáticos foi o aumento da preocupação e da paranoia ocidental em relação a infecções, doenças e pandemias, tema deste breve, mas creio que elucidativo artigo que teve como ponto de partida, um dos depoimentos e a narração do documentário Pura Raiva: Os Bastidores de Extermínio, filme que chega em sua terceira jornada, produção que reflete, dentre tantos temas, como os avanços da globalização contribuíram para essa inquietação crescente, analisando fatores como mobilidade, disseminação de informações e desigualdades na saúde. Lançado em 2002, quase duas décadas antes da última pandemia que vivenciamos com muito temor e incerteza em 2020, o filme nos trouxe, alegoricamente, situações possíveis diante de uma catástrofe mundial promovida por microorganismos, tudo isso, salvaguardadas as devidas proporções comparativas, afinal, estamos diante de uma produção ficcional, combinado? Há, no entanto, um fator preponderante para que esses medos sociais se espalhem com maior velocidade: o mencionado fenômeno da globalização.

Como podemos observar em nossa movimentação cotidiana e nas notícias veiculadas pelos telejornais, um dos aspectos mais significativos da globalização é a intensificação da mobilidade de pessoas e mercadorias. Com a expansão das rotas aéreas e marítimas, bem como o aumento do comércio internacional, a velocidade com que os patógenos podem se espalhar pelo planeta cresceu exponencialmente. Doenças provenientes de infecções/contaminações que antes estavam denominadas a regiões específicas podem agora atravessar continentes em questão de horas. Por exemplo, o surto de SARS em 2003 ou a pandemia de COVID-19 em 2020 evidenciaram como uma infecção que emerge em uma parte do mundo pode rapidamente ganhar escala global, atingindo todos os continentes. Essa rápida disseminação desencadeia um estado de alerta e uma sensação de vulnerabilidade. A ideia de que uma doença até então desconhecida possa surgir e se espalhar rapidamente acentua a paranoia, levando a um ciclo de medo e reatividade. E é neste momento que as metáforas de Extermínio se delineiam mais. Diante do caos e da sensação de pânico, o humano se transforma, colocando para fora os seus instintos primitivos dominados pelas regulações da vida em sociedade. É o tal do “salve-se quem puder”.

Além da mobilidade, a forma como a informação é disseminada na era da globalização também desempenha um papel crucial na intensificação da paranoia. A internet e as redes sociais possibilitaram uma circulação muito mais rápida de informações, mas também de desinformações. O pânico em massa pode ser amplificado por notícias alarmantes e teorias da conspiração que prometem explicações simples para problemas complexos. As imagens de surtos em outras partes do mundo instantaneamente se tornam virais, criando uma percepção distorcida da realidade. Em meio a essa avalanche de informações, a capacidade da população de avaliar criticamente os dados disponíveis é frequentemente comprometida, levando ao aumento do medo e da desconfiança em relação a doenças contagiosas. Quantas vezes, durante a pandemia de 2020, contemplamos conteúdos questionáveis, sem embasamento científico, que nos deixava, cada vez mais, temerosos e também em dúvida sobre como proceder diante da pandemia que matou milhares de pessoas ao redor de todo o planeta? Agora imaginem as imagens monstruosas dos infectados de Extermínio circulando por ai? Caos total, não é mesmo?

Por outro lado, a globalização também trouxe à tona as desigualdades existentes nas políticas de saúde global. Os países ocidentais, em muitos casos, têm acesso a melhores recursos de saúde e pesquisas mais avançadas. Isso gera uma sensação de que são mais vulneráveis a doenças que emergem em países com menos infraestrutura de saúde. O medo de que uma nova doença se origina em uma região menos desenvolvida e chegue aos países ocidentais, com consequências catastróficas, é exacerbado por narrativas que frequentemente desumanizam as populações de regiões afetadas. Esse temor, aliado a um discurso que muitas vezes considera essas doenças como “exóticas” e “típicas” de países em desenvolvimento, reforça tanto a paranoia quanto o estigma que rodeia as infecções e as pessoas afetadas por elas. Ademais, as respostas institucionais a surtos de doenças têm, frequentemente velozes, e, em muitos casos, excessivamente reativas, refletindo a paranoia acumulada na sociedade ocidental.  Medidas como o fechamento de fronteiras, a quarentena rigorosa e a desconfiança generalizada em relação a viagens internacionais são respostas que, embora possam ser necessárias em certos contextos, muitas vezes revelam um pânico subjacente que ignora a dimensão humana das crises de saúde. Essa postura pode resultar em consequências indesejadas, tanto econômicas quanto sociais, corroendo a confiança nas instituições e nas comunidades globais.

Assim, em linhas gerais, os avanços da globalização, embora tenham promovido benefícios significativos em termos de intercâmbio cultural e econômico, também intensificaram a paranoia ocidental sobre infecções, doenças e pandemias. A mobilidade acentuada de pessoas, a rápida disseminação de informações e as desigualdades nas políticas de saúde têm alimentado um estado de medo e desconfiança que permeia as sociedades ocidentais. Ao longo dos 113 minutos do filme dirigido por Danny Boyle, temos estabelecida uma proposta de entretenimento anterior ao advento e popularização das redes sociais, mas que já vivenciava muito intensamente os desdobramentos da globalização. Com texto dramático afiado, o filme se inicia com uma crítica à sociedade moderna e ao tratamento de animais. A liberação de um vírus letal durante uma experiência científica resulta em um apocalipse zumbi, questionando a ética na bioengenharia e as consequências de interferir na natureza.  Em seu desenvolvimento, a narrativa destaca a brutalidade e a desumanização que surgem em situações extremas, refletindo os instintos de sobrevivência e a fragilidade da civilização. O comportamento dos “infectados” e dos humanos em situações de estresse intensifica este tema que coaduna com as relações humanas em crise.

A interdependência e o conflito entre os personagens principais, como Jim, Selena, e os sobreviventes que encontram, demonstra que a alienação social pode ser tanto uma necessidade de proteção quanto uma fonte de conflito e desconfiança. Além disso, a desolação de Londres, retratada através de cenas evocativas de locais icônicos vazios, enfatiza a ideia de um mundo em colapso. O contraste entre a vida urbana vibrante e sua devastação psicológica impacta a percepção do espectador sobre a fragilidade da vida moderna. E, nesta dinâmica de caos global, mas radiografado apenas pelo ponto de vista do espaço britânico, região cenográfica de Extermínio, o tema da fuga é central, abordando o desespero dos personagens em busca de segurança e esperança. As estratégias de sobrevivência revelam tanto a adaptabilidade e resiliência humana quanto a deterioração moral em situações de pânico. Ademais, conforme os personagens navegam em um mundo devastado, o filme revela que a sobrevivência não é suficiente; eles enfrentam questões existenciais profundas e a perda de seus antigos valores e modos de vida. Ainda neste painel de metáforas e reflexões, interessante observar que o filme subverte a ideia tradicional de herói ao mostrar que, em meio ao caos, a coragem pode se transformar em crueldade e que nem sempre aqueles que parecem ser os “bons” são dignos de confiança, também abrindo espaço para discussões sobre ações desmedidas da ciência.

Em meio ao caos e aos momentos de tensão, a narrativa sublinha um ceticismo em relação à ciência e ao progresso, sugerindo que a busca insaciável por controle pode levar à autodestruição. O vírus, resultado de manipulação científica, torna-se um símbolo das falhas do humanismo moderno. Isso é potencializado pela firme direção de Danny Boyle e pela trilha sonora, composta por John Murphy, responsáveis por criar uma atmosfera intensa e emocional. O uso de imagens viscerais e ruídos dissonantes intensifica a sensação de medo, solidão, e desespero ao longo do filme que se encerra com uma conclusão ambígua, antes de ganhar a sua continuação igualmente eficiente em 2007. O final do filme, com um vislumbre de esperança, provoca reflexões sobre a sobrevivência da humanidade. A cena final sugere que, apesar do caos, o amor e a conexão entre os personagens podem ser a chave para a recuperação da sociedade, deixando o público em um estado de contemplação sobre o futuro. E, já que estamos versando sobre finais, antes do encerramento deste texto, decidi trafegar por dois tópicos que considero pertinentes em nossa jornada reflexiva, afinal, enquanto escrevo, também aprendo bastante, juntamente com você, que acompanha esta leitura. Sabemos que ficção tem questões sobre liberdade poética, algo que chamamos de suspensão da descrença, na dramaturgia, para que os seus discursos possam funcionar nas engrenagens do entretenimento.

Ao longo da história do cinema, numerosos vírus e bactérias já dominaram personagens e transformaram enredos em representações de medo e pavor diante do inesperado. Aqui, em Extermínio, o responsável pela tragédia é o vírus da raiva, pertencente ao gênero Lyssavirus, um agente infeccioso que causa uma doença viral aguda e quase sempre fatal em mamíferos. A raiva é transmitida principalmente por meio da mordida de um animal infectado, sendo cães a principal fonte de transmissão para os humanos. A doença é caracterizada por sintomas neurológicos que afetam o sistema nervoso central, levando à morte em quase 100% dos casos não tratados. A história do vírus da raiva remonta a milhares de anos. Registros históricos sugerem que a consciência sobre os efeitos da raiva pode ser datada da Mesopotâmia, onde relatos de animais com comportamento anômalo foram observados. No entanto, foi apenas no século XIX que a ciência começou a entender a natureza do vírus. Em 1885, Louis Pasteur desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a raiva, utilizando uma forma atenuada do vírus, que se tornou um marco na história da medicina preventiva. Este avanço não apenas salvou vidas, mas também estabeleceu as bases para o desenvolvimento de vacinas contra outras doenças virais.

A contaminação por vírus da raiva ocorre principalmente através da mordida de animais infectados. Ao morder, o animal transmite a saliva contaminada, que contém o vírus. O vírus começa a se multiplicar localmente na área da ferida e, em seguida, se propaga ao sistema nervoso central. O período de incubação pode variar de semanas a meses, dependendo da localização da mordida e da quantidade de vírus introduzido. Os primeiros sintomas da infecção incluem febre, dor de cabeça e desconforto geral, evoluindo rapidamente para manifestações mais graves, como espasmos musculares, convulsões, paralisia e coma. Após a infecção, o vírus da raiva viaja ao longo dos nervos e, eventualmente, atinge o cérebro, onde causa encefalite. Essa fase da doença é crítica, pois é quando os sintomas se tornam mais evidentes e mortais. O impacto no sistema nervoso é devastador, levando à disfunção respiratória e complicações que culminam em morte. Sem tratamento, como a vacinação pós-exposição imediata, a taxa de mortalidade da raiva é quase universal. As consequências do vírus da raiva são drásticas e têm um forte impacto na saúde pública, especialmente em regiões onde a vacinação de animais e o controle de raiva não são adequados. Nos países em desenvolvimento, a raiva permanece como uma das principais causas de morte por doença infecciosa, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimando que cerca de 59.000 pessoas morrem de raiva anualmente.

A maioria dessas mortes ocorre em áreas rurais onde o acesso à saúde é limitado e a conscientização sobre a prevenção é baixa. Em resposta a esse cenário alarmante, ações têm sido realizadas para erradicar a raiva em países endêmicos. Programas de vacinação em massa de cães e educação da população sobre os perigos da raiva e a importância de buscar tratamento após mordidas são fundamentais. Além disso, a regionalização das estratégias de saúde pública visa proporcionar um controle mais efetivo da doença. Em linhas gerais, caro leitor, a raiva apresentada em Extermínio é metafórica, mas em nossa realidade, o vírus da raiva representa um risco significativo para a saúde humana. Na produção ficcional, o que temos como conexão é uma alegoria com os filmes de zumbis, isto é, tramas sobre infecção, contaminação e transformação do ser humano em monstro. Os filmes de zumbis são frequentemente vistos como pura diversão e entretenimento, mas por detrás das cenas de horror e do apelo visceral dessas narrativas, há um amplo painel de alegorias que refletem questões sociais, políticas e existenciais. A infecção é, sem dúvida, o núcleo da narrativa de zumbis. Ela representa não só uma ameaça física, mas também simbólica. A contaminação, frequentemente vista como um ato viral que afeta a sociedade como um todo e delineia a fragilidade da nossa ordem social.

O filme sugere que a civilização é apenas uma fina camada sobre a brutalidade inerente ao ser humano. A maneira como os infectados se tornam monstros é um reflexo do medo de perder a humanidade, uma transformação que acontece não apenas na forma física, mas também na moral e na ética. Além disso, a noção de contaminação nos filmes de zumbis muitas vezes é refletida em debates sobre saúde pública e epidemias. O apocalipse zumbi, de certa forma, pode ser lido como uma alegoria das pandemias reais que a humanidade enfrenta. A infecção, neste contexto, se torna uma metáfora para a desinformação e a incapacidade das instituições em proteger a população. Assim, o filme não apenas apresenta uma superfície de ação e tensão, mas também nos convida a refletir sobre questões de saúde pública. E, para além de tudo isso, a transformação do humano em monstro, um aspecto crucial na narrativa dos filmes de zumbis, evoca discussões filosóficas sobre o que significa ser humano. Os zumbis, representando a perda total da individualidade e da capacidade de razão, questionam a natureza da alma humana. A criatura monstruosa é uma representação de como a sociedade pode ser deformada por forças externas, em um eco das lutas políticas e sociais contemporâneas. Essa metamorfose, que enreda a noção de contaminação e infecção, nos leva a ponderar sobre a linha tênue entre ser humano e monstro. O que transforma o humano em zumbi? Seria a violência, a impotência diante de crises ou a perda de controle?

Essas questões são particularmente relevantes em um mundo cada vez mais segmentado por divisão social e desigualdade. Os zumbis, frequentemente representando os marginalizados, expõem a vulnerabilidade das estruturas sociais. Se a infecção é uma metáfora para a contaminação de ideias e valores, a transformação em monstro representa alegorias poderosas que exploram temas complexos da condição humana. Ao abordar esses elementos, os diretores não apenas capturam o horror que fascina o público, mas também incitam uma reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea, as fraquezas da civilização e o que realmente significa ser humano. Foi assim no desenvolvimento de Extermínio e Extermínio 2 e será nas reflexões centrais de Extermínio: A Evolução, narrativa que apresenta uma sociedade que aprendeu a lidar com um estado de quarentena sem fim. Tais personagens já deixaram as paranoias com os microorganismos de lado e agora lutam para sobreviver ao avanço do estado pandêmico de raiva que mudou a existência de todos. E isto, para encerramos, nos leva ao questionamento: como um vírus pode se tornar tão devastador para a humanidade? Nos últimos anos, a humanidade tem testemunhado uma crescente paranoia em relação a micro-organismos, especialmente vírus.

Esta preocupação exacerbada não é infundada, dado o impacto devastador que algumas pandemias tiveram em nossa história. A gripe espanhola de 1918, o HIV/AIDS, e mais recentemente, a pandemia de COVID-19, são exemplos que ilustram o potencial destrutivo de agentes patogênicos invisíveis, convocando reflexões profundas sobre nossas vulnerabilidades e a resposta da sociedade diante desses desafios. Em primeiro lugar, é crucial entender como os vírus operam e a rapidez com que podem se propagar. Vírus, como o SARS-CoV-2, que causou a COVID-19, podem se espalhar pelo ar, por superfícies ou contato humano, frequentemente antes que seus portadores apresentem quaisquer sintomas. O modo de transmissão em questão é silencioso e amplifica a dificuldade em controlar surtos, contribuindo para uma sensação de incerteza e medo nas populações. Em consequência, as pessoas tornam-se mais propensas a atitudes paranoicas, levando a um comportamento excessivamente cauteloso, que em alguns casos, pode se traduzir em estigmatizar grupos ou indivíduos considerados “portadores” de doenças. A resposta imunológica da população também desempenha um papel fundamental na forma como experimentamos as ameaças virais. A rápida evolução e mutação dos vírus fogem, muitas vezes, dos mecanismos de defesa até então estabelecidos pela ciência.

E assim, este fenômeno foi evidenciado pelo surgimento de variantes do coronavírus que desafiaram as vacinas desenvolvidas, fazendo com que a confiança do público na ciência e nas soluções médicas fosse severamente testada. A necessidade de atualização constante nas vacinas e o temor de futuras pandemias instigam um ciclo de ansiedade que permeia a sociedade, levando a uma vigilância quase obsessiva em relação a qualquer sinal de mal-estar ou doença. Além disso, a paranoia em relação a micro-organismos não se limita apenas a vírus. Bactérias, fungos e parasitas também geram preocupação, especialmente com a crescente resistência antimicrobiana. A paranoia coletiva pode levar a comportamentos prejudiciais, como o uso excessivo de antibióticos, que, em vez de resolver problemas, podem resultar em um aumento das infecções difíceis de tratar. Essa dinâmica reflete a luta contínua da humanidade: a busca por saúde e segurança, contraposta à inevitável presença dos micro-organismos em nosso meio. Ainda assim, é importante destacar que essa aversão ao desconhecido, que toma forma de paranoia, pode também resultar em ações positivas e necessárias. Ao ficar alerta diante de ameaças, a sociedade mobiliza seus recursos para desenvolver vacinas, medicamentos e melhores práticas de saúde pública.

A pandemia de COVID-19, por exemplo, não só provocou um avanço significativo na biotecnologia e na pesquisa viral, mas também reforçou a importância da solidariedade e da cooperação global para enfrentar crises de saúde. No entanto, a linha entre cautela e paranoia é tênue. A mídia e as redes sociais desempenham um papel crucial na disseminação de informações, muitas vezes exacerbando a ansiedade coletiva. A desinformação pode levar a uma reação desproporcionada, onde fatos científicos são suprimidos por teorias da conspiração ou fake news, dificultando a construção de uma cultura de saúde baseada em evidências. Intensificada pela globalização e pelo advento da maior desinformação com as redes sociais, a paranoia humana diante de microorganismos, em especial vírus, é uma resposta natural às ameaças que esses organismos representam. O medo é um agente poderoso e na maneira como nos comunicamos na contemporaneidade, tudo tende a se espalhar mais rapidamente, de forma ainda mais rápida e letal que a ameaça dos microorganismos. Interessante observar, revendo mais de duas décadas após o seu lançamento, como as metáforas de Extermínio e de sua sequência pareciam antecipar algo que iriamos vivenciar, como já mencionado, na pandemia que nos sacolejou em 2020. É a força do cinema como arte que entrega entretenimento, mas também entrelaça diversos discursos críticos e reflexivos sobre o comportamento humano.

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