Especial | Jean Vigo

*Na foto de abertura: Boris Kaufman e Jean Vigo programando cena de O Atalante.

Jean Vigo nasceu em Paris, em 26 abril de 1905. Teve uma vida tumultuada desde a infância, teve exemplos de educação política de casa (seu pai era anarquista), dirigiu apenas quatro filmes — todos de grande importância para se entender o cinema da época — e viveu apenas 29 anos. Realizador de um cinema vanguardista, Vigo conseguiu um casamento entre a narratividade e a poesia, entre a ficção e o documentário, entre a classificação e a não-classificação em gêneros de seus filmes que até hoje nos impressiona.

Eu conheci a obra de Jean Vigo há alguns anos e, com o lançamento de seus quatro filmes no mercado Home Video aqui no Brasil, pude ter contato direto com sua obra e partir para uma análise apaixonada e ao mesmo tempo crítica, um tipo de análise que o leitor pode acompanhar nos textos abaixo. Jean Vigo é um dos diretores que eu gostaria que mais pessoas conhecessem, até porque, poucos entendem que para se ter uma obra de grande importância para o cinema não é preciso um grande número de filmes. Desejo a todos uma ótima leitura. E bem vindos ao mundo de Jean Vigo!

* NOTA: Há dois livros muito importantes sobre Jean Vigo, ambos escritos pelo mestre Paulo Emílio Sales Gomes: Vigo, Vulgo Almereyda e Jean Vigo. A publicação das obras no Brasil é da Editora Cosac Naify.

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FILMOGRAFIA COMPLETA

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O Atalante

1934

o-atalante

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.