In Loco #8 | CCXP 2018: Painel Turma da Mônica – Laços

Nesse último sábado, dia 8 de dezembro, foi realizado no Auditório Ultra da CCXP 2018 o Painel de divulgação do longa Turma da Mônica: Laços onde era apresentado o elenco infantil que interpreta o eterno e apaixonante grupo de personagens de Maurício de Souza.

Comandado pelo diretor do filme, Daniel Rezende (Bingo), o painel contou com a presença do criador Maurício de Sousa, sua filha Mônica – inspiração para a personagem – e o elenco principal do filme, formado por Kevin Vechiatto (Cebolinha), Giulia Benite (Mônica), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). A interação entre os participantes do painel era ótima, sobretudo as crianças, que roubaram a cena. Não faltaram elogios por parte dos adultos do palco a respeito do talento de cada uma delas para o papel. Maurício de Sousa parecia genuinamente sincero e emocionado ao dizer que havia encontrado um grupo de crianças que transmitisse perfeitamente o que ele acreditava serem seus personagens. E apenas alguns minutos com as crianças já nos permite acreditar firmemente nisso: o grupo esbanja carisma, demonstra ter desenvolvido uma química enorme entre eles, contando casos, cantarolando e provocando overdoses de fofura. Como Maurício disse, era como se eles tivessem se tornado aqueles personagens.

Daniel Rezende, em tom de bom humor, tentava controlar as crianças, o que parecia impossível já que o show foi totalmente delas, tomando a fala a todo instantes, seja para cantar ou para contar histórias do set de filmagens. Logo de início, o diretor não poupou tempo e exibiu um belíssimo e emocionante making off do filme. É de comover qualquer um que já leu na infância os quadrinhos de Maurício. Trechos de algumas cenas corroboram o que Rezende já havia dito: se trata de um conto sobre a amizade, lembrando em momentos o clássico oitentista Conta Comigo. Logo em seguida deu play no trailer do longa, exibido com exclusividade para a CCXP e que deve ir ao ar no Youtube semana que vem.

No trailer, somos apresentados ao plot da história: o cachorro de Cebolinha, Floquinho, desaparece e o garoto desenvolve um plano infalível para encontrá-lo. Através do plano, somos apresentados a cada personagem e suas características marcantes que todo brasileiro conhece bem. Magali, a magricela que come de tudo; Cascão e seu guarda-chuva contra seu enorme medo de água; Mônica, a menina mais forte do bairro do limoeiro, e Cebolinha junto a seu insaciável desejo de se tornar o dono da rua. Cenas do filme são dedicadas a apresentar a interação entre os personagens enquanto observamos a bela fotografia do longa (destaque para a inteligente sacada de luzes verdes em Floquinho para aproximar o animal do que conhecemos nos quadrinhos). Para encerrar o trailer, a grande surpresa: uma curta cena de Cebolinha entrando em uma cabana e se deparando com o famoso personagem Louco, interpretado por nada menos que Rodrigo Santoro!

Ainda teve espaço para Rezende dar play em um vídeo de Santoro pedindo desculpas por não estar presente, fazendo ótimos trejeitos típicos do Louco (acreditem, a expectativa para sua atuação será grande) e desfilar elogios ao elenco mirim e toda a produção do longa.

Como bem lembrou Mônica, Laços é baseado no primeiro volume de uma trilogia de graphic novels feita pelos irmãos Victor e Lu Cafaggi. Por fim, a mesma indagou do diretor: isso significa que teremos continuações? E embora inicialmente responder com uma típica resposta sem confirmações, deixa bastante claro que o objetivo é claramente filmar, sim, os volumes Lições e Lembranças. Não houve forma mais fofa de fechar o painel: Daniel chamou Victor Cafaggi, que estava no auditório, para subir ao palco e todos juntos darem um enorme e massivo abraço.

Toda a produção garantiu que o filme fará o público chorar. A julgar apenas pelo material apresentado, isso não será muito difícil. Agora o que resta é esperar até dia 27 de julho para essas fortes emoções.

Créditos de Imagens: CCXP/ I Hate Flash

HANDERSON ORNELAS. . . Estudante de engenharia química, cantor de chuveiro e tocador de guitarra de ar. Seja através dos versos ácidos de Kendrick Lamar, a atitude de Bruce Springsteen, ou a honestidade de Tim Maia, por seus fones de ouvido ecoam ondas indistinguíveis. Vai do sangue de Tarantino à sutileza de Miyazaki, viajando de uma galáxia muito, muito distante até Nárnia. Desbravador de podcasts e amante de indie games, segue a vida com um senso de humor peculiar e a certeza de que tudo passa - menos os memes.