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Lista | Agents of S.H.I.E.L.D. – 7ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

por Ritter Fan
1.960 (a partir de agosto de 2020)

Depois de abordar semanalmente cada episódio da 7ª temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. e de analisar a temporada como um todo, é chegada a hora de nosso tradicional ranking de episódios. Digam o que acharam da lista e mandem a ordem de vocês para debatermos!

 

13º Lugar: After, Before

7X08

After, Before tem uma boa dinâmica de dupla e o retorno de uma personagem importante na história da série. E só. A história em si é repleta de momentos preguiçosos que forçam o encaixe de peças – inclusive na literalidade, com uma perna nova para Sousa – sem realmente precisar recorrer a isso. E já passou da hora de Fitz voltar para a série, não é mesmo? Faltam só cinco episódios e nada da cara-metade de Jemma que, a essa altura, está se transformando em uma lembrança distante…

12º Lugar: Adapt or Die

7X06

Infelizmente, porém, tudo que envolve o cativeiro de Daniel e Daisy, por mais que os dois personagens sejam adoráveis, não funcionou em termos dramáticos. Essa subtrama é corrida demais, com um Nathaniel Malick fazendo as vezes de vilão afetado de filmes de 007 tornando-se inumano em questão de minutos (ok, foram horas, mas vocês entenderam) em experimentos off screen e derrubando o teto sobre sua cabeça em um encerramento – pelo momento ao menos – completamente anti-climático que não consegue cumprir sua função de nos fazer sequer temer pelos personagens. Tinha a impressão que Sousa seria usado de maneira um pouco mais eficiente nesse arco dado o destaque que foi sua salvação no arco dos Anos 50, mas, pelo visto, ele foi apenas escolhido como o par da outra personagem que está sendo escanteada na temporada. Resta só torcer para que esse quadro seja revertido, já que, pessoalmente, adoraria ver os dois em uma série spin-off dos Guerreiro Secretos ou algo do gênero.

11º Lugar: Brand New Day

7X11

Talvez o maior problema tenha sido Kora, a meia-irmã de Daisy que, finalmente, ganha a atenção que precisava  receber. Sua presença no Farol, porém, foi daquele tipo burocrático que tenta seguir a linha da vilã-que-parece-boazinha-mas-que-na-verdade-é-vilã-mesmo que cansa um pouco, com o roteiro auto-consciente demais dessa característica, levando os espectadores a joguinhos que vão desde a revelação de um plano de eliminação de pessoas-chave (Insight novamente) que é uma cortina de fumaça para um plano mais maligno ainda de infiltração de Sybil na base e, claro, da eliminação completa da S.H.I.E.L.D. nessa linha temporal nova. Entre May tentando ser psicóloga e Coulson subitamente desenvolvendo habilidades cibernéticas que nunca haviam se manifestado antes, talvez as duas únicas conclusões que decorram dessa linha narrativa que chove, mas não molha, sejam a confirmação de que sim, Jiaying (sou só eu que não consigo escrever o nome da personagem de cabeça?) morreu e que sim, a ação se passa em uma linha temporal nova.

 

10º Lugar: The End is at Hand

7X12

Como seria natural de um episódio que prepara o derradeiro fim da série toda (e escrever isso dá uma tristeza enorme, tenho que confessar…), ele não é muito movimentado, com seu objetivo sendo muito mais construir lentamente o retorno efetivo de Fitz, que mais uma vez chega provavelmente para salvar o dia, mas sem um momento particularmente triunfal, ainda que bacana e nos remetendo ao falecido Enoch. Entre a dissolução do implante cibernético de Jemma que a leva a ficar com as memórias completamente embaralhadas, esquecendo de vez todos os seus amigos, a fuga até o bar de Koenig já cheio de agentes sobreviventes obedecendo a um sinal misterioso que os faz levar 084s para lá e a montagem de um gadget qualquer para trazer Fitz de sei-lá-onde-e-quando-ele-estava, tudo caminha bem compassadamente, como uma corrida de obstáculos simpática.

9º Lugar: Stolen

7X10

Outra vantagem do lado vilanesco da história é que a versão mais nova de ninguém menos do que John Garrett é recrutada por Nathaniel para absorver o poder de teletransporte de Gordon, valendo notar que o saudoso Bill Paxton, que vivera maravilhosamente bem o personagem na série, é substituído por seu filho James Paxton que, por seu turno, faz uma excelente imitação daquele jeito debochado e falastrão de seu pai como Garrett. Uma bela homenagem, não é mesmo? Com isso, qualquer dúvida sobre a função em si de Nathaniel é dissipada, já que ele tem ao seu redor um time potencialmente muito interessante que se conecta umbilicalmente com a história da série como um todo, ainda que Kora, devo confessar, não tenha ainda dito realmente a que veio, talvez porque o espaço aberto para Dianne Doan até o momento tenha sido diminuto.

 

8º Lugar: The New Deal

7X01

Mesmo sendo a última temporada, o roteiro de George Kitson é engenhoso ao relembrar o espectador das situações atuais de cada personagem, começando pela ativação de Coulson e a “atualização” de sua memória – que referencia muito rapidamente grandes eventos desde o Framework -, passando por May fora de combate sendo tratada por Enoch, Yo-Yo recuperando-se da infecção dos Shrikes e ganhando braços novos e, claro, todo o ambiente futurista e altamente tecnológico do novo Zephyr One, com as melhorias feitas por Fitz-Simmons e que basicamente transformaram o avião em um grande DeLorean. Tudo isso é feito nos minutos iniciais, depois do preâmbulo com os Chronicoms assumindo a identidade de uma trinca de policiais, com muita elegância e fluidez, no estilo dos melhores “primeiros episódios” de temporadas, que sempre carregam esse ônus e nem sempre sabem lidar com ele.

7º Lugar: Know Your Onions

7X02

Partindo de onde o episódio anterior parou, Jemma e Elena saem do Zephyr One para usar seus figurinos de época, com a equipe responsável mais uma vez acertando em cheio nos visuais, incluindo maquiagem e penteados. Muito rápida e convenientemente demais, talvez, a cientista que “conhece suas cebolas” – he, he, he – não só salva a vida de Viola, a mulher que entregara o soro para Freddy e foi baleada pelos Chronicoms, como, com base em uma gota do líquido em seu sapato, descobre exatamente o que ele é para a surpresa de absolutamente ninguém: um ingrediente do soro do supersoldado que está a caminho da Alemanha para ser usado, claro, em Johann Schmidt, o futuro Caveira Vermelha, exatamente como aprendemos em Capitão América: O Primeiro Vingador. Muito eficientemente, sem precisar de floreios e malabarismo narrativos, aí está uma conexão direta com o UCM que tantos queriam ver acontecer novamente na série, independentemente se ela está ou não no mesmo universo.

6º Lugar: A Trout in the Milk

7X05

A homenagem às séries setentistas, porém, não param por aí, já que todo o episódio é estruturado ao redor de como a ação nas telinhas era feita naquela época, com divisão em casais, disfarces improváveis, Enoch chegando do nada no último minuto dirigindo um muscle car e toda a trama sendo telegrafada muito claramente, aqui, claro, por intermédio do uso dos Chronicoms e seus poderes de previsão do futuro. Talvez o mais movimentado até agora, A Trout in the Milk é a versão Agents of S.H.I.E.L.D. de Capitão América: O Soldado Invernal (que, por sua vez, é um filme que homenageia os filmes de espionagem setentistas), com o Projeto Insight sendo adiantado 40 anos com a interferência dos alienígenas sintéticos a partir de 1955, com Wilfred Malick, ex-Freddy, à frente. Se pararmos para lembrar da primeira temporada da série, é a partir dos acontecimentos do filme que ela realmente começa a decolar e, agora, temos uma inversão da lógica com momentos de trazer sorrisos aos rostos dos fãs como a menção expressa a Bruce Banner, Nick Fury e aos Vingadores como alvos da arma da Hidra.

5º Lugar: Alien Commies from the Future

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Se uma série ou filme não deve se valer de referências para ser bom, é importante que, quando elas são usadas, elas o sejam por razões muito claras e de maneira orgânica à trama e, felizmente, isso é exatamente o que o roteiro de Nora Zuckerman e Lilla Zuckerman entrega: uma incrivelmente fluida sucessão de referências que estão presentes para impulsionar a narrativa e não para apenas servir de momentos para atiçar a nostalgia ou o conhecimento enciclopédico do espectador. E a maior prova disso é a homenagem que o episódio faz ao gênero sci-fi dos anos 50 que, em seus melhores momentos, servia de alegoria para a Guerra Fria e o medo dos soviéticos, algo que é perfeitamente encapsulado no personagem do sempre ótimo Michael Gaston, o membro do Departamento de Defesa dos EUA Gerald Sharpe, e toda sua interação com Mack e Deke, valendo especial destaque para o final inspirado em De Volta para o Futuro.

4º Lugar: The Totally Excellent Adventures of Mack and The D

7X07

Na verdade, o fato de The Totally Excellent Adventures of Mack and The D (quem é o Bill e quem é o Ted nessa dupla, hein?) passar-se no espaço confinado do Farol cumpre uma função muito clara dentro da homenagem que o roteiro de Brent Fletcher quer fazer aos filmes e séries trash sci-fi de baixo orçamento que marcaram os anos 80 e que vieram para se aproveitar do renascimento do gênero na segunda metade dos anos 70. Essa ambientação é perfeita para que robôs alienígenas malvados emprestados de Chopping Mall e que são a fusão dos Cylons (Battlestar Galactica) com os Número 5 (Um Robô em Curto Circuito) a partir de hilárias sequências de “criação” à la Mulher Nota 1000 ataquem no estilo slasher movies (repare que o casal que morre com litros e litros de sangue sendo despejados na câmera morre porque há a indicação de que eles acabaram de transar, regra número um do que não fazer em filmes de terror) o Esquadrão Classe A formado por variados agentes novatos reunidos por Deke (ou The D) vestidos como os pilotos de Top Gun e que conta com um Coulson virtual em sua versão Max Headroom.

 

3º Lugar: Out of the Past

7X04

Afinal de contas, não satisfeito em lidar com o destino de Daniel Sousa, o episódio é enquadrado exatamente como Billy Wilder fez no clássico Crepúsculo dos Deuses, de 1950: com uma morte na piscina, com direito a um corpo de rosto para baixo que leva a uma narração e, claro, um flashback. E a cereja no bolo é que, exatamente como na obra de Wilder, a narração é do morto, com a diferença que, aqui, só descobrimos essa circunstância ao final, juntamente com a revelação de que o morto não está nada morto. Chega a ser surpreendente essa sofisticação na estrutura do episódio que ainda ganha o já citado MacGuffin na forma de uma maleta com um objeto misterioso (não faço ideia o que poderia ser…) que é uma evidente homenagem ao falcão maltês de Relíquia Macabra.

2º Lugar: What We’re Fighting For

7X13

Percebe-se o carinho dos showrunners com seus personagens a cada minuto que passa e talvez seja por isso que o final alongado como “terapia de grupo” funcione tão maravilhosamente bem. Cada personagem tem seu encaixe perfeito e lógico considerando tudo o que aconteceu com eles ao longo dos anos. Temos Coulson, talvez o personagem que mais passou por transformações desde que foi morto por Loki em Os Vingadores, em uma jornada solitária de auto-redescoberta com uma versão turbinada de Lola, cortesia de Mack, e cujo voo é uma piscadela à cena icônica correspondente da já longínqua 1ª temporada; temos Mack ainda como diretor da S.H.I.E.L.D. no aeroporta-aviões em construção e de sobretudo de couro preto à la Nick Fury; temos Yo-Yo como uma das melhores agentes de Mack (e ainda claramente junto dele romanticamente) trabalhando em missões variadas com Piper e Davis; temos May, sempre a mentora, e agora com toda a empatia do mundo, transferindo seus valiosos conhecimentos na Academia Coulson(!!!) para futuros agentes; temos Daisy em um merecidíssmo final feliz ao lado de Daniel Sousa e de sua irmã viajando pelo espaço no Z3 como astro-diplomatas e, acima de tudo, temos Fitz-Simmons finalmente reunidos para sempre, aposentados (mas não tanto assim, já que Jemma continua trabalhando secretamente com Daisy) e cuidando de sua filhinha. Ah, e Deke, em outra linha temporal, não só fez um nobre sacrifício por seus avós e amigos, como também tem tudo para tornar-se um grande líder da S.H.I.E.L.D. por lá também (além de astro do rock, lógico!). Se eu tivesse que parar e imaginar encerramentos dignos para cada um desses personagens, acho que não conseguiria jamais chegar perto da óbvia simplicidade que Jed Whedon fez aqui.

 

1º Lugar: As I Have Always Been

7X09

Não só Henstridge parece ter a mente científica de Jemma para a decupagem de um episódio, como ela é capaz de usar exatamente aquilo que é necessário para fazer a narrativa andar, sem um segundo a mais ou a menos, o que impede toda e qualquer sensação de repetição, cansaço ou aquela boa e velha “barriga narrativa”. Ajuda muito que Greenberg tenha mexido na fórmula do loop temporal, adicionando novas regras, a começar pela ativação de cada loop não pela morte de determinado personagem – no caso Daisy -, mas sim pela própria máquina do tempo do Z1. Outra mudança é fazer a morte resetar o conhecimento adquirido ao longo de loops anteriores, forçando o recomeço do zero de toda a jornada. Finalmente, no lugar de loop infinito que, querendo ou não, cria uma sensação de relaxamento depois que o inevitável é aceito pela protagonista, a cada nova repetição a nave está mais próxima do centro do vórtex temporal que, se alcançado, significa que todo serão apagados da linha temporal.

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