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Lista | Alfred Hitchcock: Os Filmes Ranqueados

por Luiz Santiago
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Alfred Hitchcock. Um dos mais importantes cineastas da História e que conseguiu administrar com extrema habilidade a sua figura aliada ao tipo de obra que gostava de fazer. Começando sua carreira no Reino Unido e migrando para os Estados Unidos nos anos 1940, o diretor teve uma longa e interessante carreira tanto no cinema, quanto na TV. Esta lista (feita a partir das avaliações em listas individuais de Ritter Fan e Luiz Santiago), parte do Especial dedicado ao diretor que fizemos aqui no Plano Crítico, ranqueia os filmes do diretor do pior para o melhor.

É importante lembrar que temos crítica para cada um dos 55 filmes listados! Portanto, se tiver alguma dúvida sobre o que pensamos dessas obras (todas as críticas são de autoria minha OU do Ritter, é só clicar nos links colocados nos títulos e ler os textos completos (cada indicação abaixo usa apenas um parágrafo de cada crítica). Fica aqui o convite para conversas pontuais a respeito de cada obra na caixa de comentários desses filmes.

Quantos filmes do diretor você já assistiu? Quais são os seus favoritos? Quais os que mais mudaram de qualidade, para você, ao longo dos anos? Deixe seu comentário e faça também a sua lista ranqueando os filmes que assistiu do diretor!

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55º Lugar: Juno e o Pavão

2 pontos

É quase uma vergonha pessoal admitir que um dos piores filmes que eu já vi em toda minha vida foi dirigido por Alfred Hitchcock. Baseado na peça de Sean O’CaseyJuno e o Pavão é uma coletânea de horrores por todos os lados, uma falta tremenda de imaginação de Hitchcock na direção e uma péssima condução de atores, com raríssimas cenas capazes de serem assistidas sem fazer com que o espectador queira que o filme exploda na sua frente.

54º Lugar: A Mulher do Fazendeiro

6 pontos

É quase impossível acreditar que um filme como A Mulher do Fazendeiro tenha a assinatura de Alfred Hitchcock como diretor. Quem conhece a fase silenciosa do Mestre, sabe que ele não teve um começo de carreira tão louvável quanto sua “fase sonora” no Reino Unido ou nos Estados Unidos. Também é sabido que o cineasta tinha grande dificuldade em finalizar seus filmes, um problema que foi se dissipando a cada novo projeto, sendo corrigido, enfim, a partir de Chantagem e Confissão (1929). Mas em alguns momentos desse início de jornada cinematográfica ele errou feio a mão na condução de um filme e A Mulher do Fazendeiro é um exemplo gritante disso.

53º Lugar: Mary

6 pontos

Mary é a refilmagem alemã de Assassinato!, um exercício que Hitchcock  já sabia que iria enfrentar devido a um acordo entre produtores da Süd-Film e da BIP (British International Pictures), para onde trabalhava na época. Os acordos para refilmagem foram realizados pelo próprio diretor, que conseguiu fazer com que todo o elenco germânico viajasse para a Inglaterra a fim de rodar Mary nas mesmas locações que Assassinato!, algo que funcionou perfeitamente no sentido cênico.

52º Lugar: O Mistério do Número 17

9 pontos

Confuso, abruto e truncado… essas seriam as palavras exatas com as quais eu definiria O Mistério do Número 17, filme odiado pelo próprio Alfred Hitchcock e por meio mundo de cinéfilos também. A película é a adaptação de um romance e de uma peça de Joseph Jefferson Farjeon, que também co-escreveu o roteiro do filme, e se passa em basicamente dois cenários; o primeiro numa casa sem moradores, e o segundo em externas, acompanhando uma perseguição aos bandidos que roubaram um valioso colar. Este último momento, a despeito de todas as suas falhas, é a melhor parte da obra, se é que podemos denominar assim.

51º Lugar: O Jardim dos Prazeres

13 pontos

Antes de se tornar o Mestre do Suspense, Alfred Hitchcock engatinhou por alguns crimes menores e dramas de baixa tensão, no início de sua carreira. A estreia oficial do cineasta aconteceu no ano de 1925, com The Pleasure Garden, mas ele já trabalhava há algum tempo como assistente de direção, tendo sido apresentado ao mundo da sétima arte em 1921, ocupando papéis diferentes como desenhista de intertítulos, diretor de arte e editor. Foi também nesse período que ele conheceu sua futura esposa, Alma Reville.

50º Lugar: Assassinato!

13 pontos

Depois da horripilante experiência de ver Juno e o Pavão, encarar Assassinato! não foi uma tarefa tão difícil assim. Filme de 1930 e mais uma adaptação literária, esse capítulo da filmografia de Hitchcock traz em cena o dilema do falso acusado e mais uma personagem feminina para sofrer, o que começava ser uma constante nas obras do diretor. A despeito de seus fracassos comerciais, Hitchcock tinha levantado uma boa reputação frente aos produtores e ao público britânicos, o que lhe abriu a porta para escolher dirigir filmes de suspense, mesmo que ainda não tivesse larga experiência no gênero.

49º Lugar: Entre a Lei e o Coração (O Ilhéu)

19 pontos

Na gravação das entrevistas com François Truffaut, Hitchcock chegou a dizer que achava O Ilhéu um filme muito banal e que o seu único ponto interessante era o fato de ser sua última produção silenciosa. Bem, o mestre estava certo ao classificar a película como “banal”, mas apesar de ser um filme medíocre, ainda é possível encontrar coisas interessantes nele.

48º Lugar: Agente Secreto

19 pontos

Em um resumo de leitura simples: Agente Secreto (1936) é um filme vago de motivação dramática e absurdamente insistente em situações que não ajudam a desenvolver a história, apenas desviam o espectador para coisas que o vão chateando cada vez mais, resultando em um produto final que tem momentos isolados de brilhantismo técnico de Alfred Hitchcock na direção e muita coisa que deveria ter sido cortada durante a edição.

47º Lugar: Aventure Malgache

22 pontos

Como o título evidencia, Aventure Malgache se passa não na Europa continental, mas sim em Madagascar, então colônia francesa. Com a capitulação da França diante do poderio militar nazista e a criação da França de Vichy, os patrióticos franceses habitantes da ilha no Oceano Índico organizaram sua própria Resistência e a narrativa aborda um pouco da vida de seu líder, Paul Clarus (vivido por Paul Clarus, nome artístico de Jules François Clermont, advogado e roteirista do curta), e seu trabalho para expatriar cidadãos da ilha para que eles se juntem aos esforços contra a Alemanha Nazista e seus aliados.

46º Lugar: Jogo Sujo

23 pontos

Assim como teve coragem de levar adiante uma história cheia de desesperança e firmar um encerramento trágico para essa história em Assassinato!, Alfred Hitchcock teve, ao filmar Jogo Sujo, um de seus dramas britânicos de maior abertura para críticas sociais e questões de natureza humana.

45º Lugar: Frenesi

24 pontos

Frenesi marca a volta de Alfred Hitchcock à Inglaterra depois de 20 anos fora de seu país natal. A produção, completamente britânica, com atores britânicos, se passa em Londres e lida com a investigação de assassinatos cometidos por um serial killer, ou seja, algo perfeitamente dentro da especialidade do diretor. Mas, diferente de Psicose, o cineasta dá um tratamento bem mais gráfico ao filme, logo fazendo com que o corpo nu de uma mulher seja encontrado às margens do Tâmisa.

44º Lugar: Sabotador

24 pontos

Sabotador, quinto filme de Alfred Hitchcock em Hollywood, marcou o início de sua separação umbilical de David O. Selznick, o lendário produtor que o trouxera aos Estados Unidos e que catapultaria sua carreira logo em sua primeira tentativa, com Rebecca, A Mulher Inesquecível. Com a história alinhavada, Selznick autorizou a confecção do roteiro, mas, na hora “H”, seu então editor, Val Lewton, vetou o resultado do trabalho, o que forçou o diretor a procurar a Universal para levar seu projeto à cabo.

43º Lugar: Mulher Pública (Vida Fácil)

24 pontos

Adaptado de uma peça de Noël CowardMulher Pública foi o filme de encerramento do contrato de Hitchcock com a Gainsborough Pictures, um melodrama que trazia mais uma vez um personagem ingênuo — tal qual o de Ivor Novello em Decadência – e os tormentos causados por suas escolhas em um momento delicado de sua vida.

42º Lugar: Ricos e Estranhos

25 pontos

Por mais nonsense que Ricos e Estranhos seja, há um delicioso tom de anarquia na história que diz muito sobre Alfred Hitchcock nessa fase da carreira, principalmente a partir deste filme, que dá o pontapé para a crise de sua relação com a British International Pictures. O longa não foi um sucesso, recebeu críticas mornas e negativas à época, mas era bem lembrado pelo diretor, que junto de sua esposa, fez a pesquisa in loco para os espaços iniciais da viagem empreendida pelo casal protagonista.

41º Lugar: Decadência

33 pontos

Downhill foi um dos últimos dois filmes que Alfred Hitchcock dirigiu para a Gainsborough Pictures. Ele marca a volta de Ivor Novello para um trabalho em parceria com o diretor, depois do sucesso obtido com O Inquilino (1926). O roteiro do longa é baseado em uma peça do próprio Novello e de Constance Collier, contando a história de um jovem estudante que é falsamente acusado por uma garota (falaremos da acusação um pouco mais adiante) e expulso do Colégio onde estuda. A partir desse momento, dá-se início ao declínio financeiro e psicológico do personagem, uma jornada bastante pessimista na qual se centra todo o desenvolvimento da obra.

40º Lugar: Bon Voyage

37 pontos

Bon Voyage é a prova clara que Aventure Malgache poderia ser mais do que apenas uma mera propaganda política. Só pelo fato de Alfred Hithcock utilizar também uma estrutura de flashbacks, mas, desta vez, no estilo que Akira Kurosawa tornaria famosíssimo com seu incrível Rashomon, em 1950, ou seja, como uma forma de mostrar mais de um ponto de vista sobre os mesmo acontecimentos, esse curta já merece destaque.

39º Lugar: A Estalagem Maldita

37 pontos

A Estalagem Maldita foi o último filme de Alfred Hitchcock no Reino Unido, de onde partiria para morar e trabalhar nos Estados Unidos, a convite de David O. Selznick, já no ano seguinte.

38º Lugar: Sabotagem (O Marido Era o Culpado)

38 pontos

Sabotagem, filme de Alfred Hitchcock que foi lançado originalmente no Brasil com o título estúpido e mega spoiler de O Marido Era o Culpado, tem uma fama em geral tão boa, que o espectador se aventura em sua sessão achando que vai estar diante de uma película grandiosa do Mestre do Suspense. Mas não é exatamente isso que acontece.

37º Lugar: Sob o Signo de Capricórnio

39 pontos

Depois de dirigir o sensacional Festim DiabólicoAlfred Hitchcock caiu em uma armadilha armada por seu próprio ego e auto-confiança, algo que ele mesmo confessou a François Truffaut em entrevista. Em uma época em que Ingrid Bergman era a atriz mais disputada do grande mercado, o diretor se sentiu confiante demais quando conseguiu que ela assinasse mais um contrato consigo, realizando assim o seu terceiro e último trabalho hitchcockiano: Sob o Signo de Capricórnio.

36º Lugar: Chantagem e Confissão

41 pontos

Chantagem e Confissão, primeiro filme falado de Alfred Hitchcock (e frequentemente apontado como o primeiro filme britânico falado), teve uma conturbada produção. O projeto inicial era para um filme mudo, e tanto o orçamento quanto metade das filmagens ocorreram segundo o que fora planejado. Até que a British International Pictures teve uma ideia.

35º Lugar: O Pensionista (O Inquilino Sinistro)

42 pontos

Este terceiro filme de Alfred Hitchcock foi distribuído em momentos diferentes aqui no Brasil, por isso constam dois títulos nacionais para a obra, O Inquilino Sinistro (ou só O Inquilino) e O Pensionista. O longa conta a história de um serial killer que se autodenomina “Avenger” e que inicia uma série de assassinatos em Londres, todos cometidos contra mulheres loiras, sempre à meia-noite de terças-feiras. Esses crimes anunciados geram pânico na cidade enevoada e criam uma macabra expectativa na população, que sempre está à espera da próxima vítima.

34º Lugar: O Homem Que Sabia Demais (1934)

43 pontos

É muito estranho ver e criticar a versão de 1934 de O Homem que Sabia Demais. Afinal de contas, a versão de 1956, com James Stewart e dirigida pelo próprio Alfred Hitchcock (que já refilmara Assassinato!, de 1930, como Mary, de 1931) é muito mais conhecida do que a primeira. É como entrar em um túnel do tempo e ver a versão preliminar de um filme que você já conhece.

33º Lugar: Marnie, Confissões de uma Ladra

45 pontos

Marnie, Confissões de uma Ladra, adaptação do romance de Winston Graham, publicado em 1961, era para ter sido o filme seguinte a Psicose na carreira de Alfred HitchcockJoseph Stefano, que escrevera o roteiro do filme que se tornaria o mais famoso do Mestre do Suspense, já havia sido contratado novamente e tinha um tratamento pronto em mãos. Foi a tentativa frustrada de escalar Grace Kelly mais uma vez – ela já era princesa na época e seus súditos rejeitaram a ideia de vê-la em um filme em que viveria uma mulher sexualmente traumatizada, além de ainda estar presa a um contrato com a MGM – que acabou atrasando tudo e fazendo o diretor focar seus esforços em Os Pássaros.

32º Lugar: Quando Fala o Coração

46 pontos

Um dos primeiros filmes em Hollywood a trabalhar abertamente com a psicanálise em seu enredo, Quando Fala o Coração (Spellbound, no original) teve uma produção fortemente marcada por divergências entre o diretor Alfred Hitchcock e o produtor David O. Selznick, indo do tratamento do tema psicológico que o britânico não levava muito a sério e para o qual o seu chefe queria uma abordagem com flertes quase documentais… até a contratação dos atores principais e o uso da famosa “cena do sonho” no filme, que dos cerca de vinte minutos filmados acabaram entrando apenas dois no corte final.

31º Lugar: O Ringue

47 pontos

Dos filmes da fase muda de Alfred Hitchcock, este é um dos meus favoritos. Não só pelos seus ótimos momentos visuais mas também pela história limpa e trabalhada satisfatoriamente em todos os seus pontos, algo que não podemos dizer de toda essa primeira fase da filmografia do diretor.

30º Lugar: O Homem Errado

48 pontos

O prólogo que o próprio Alfred Hitchcock faz neste filme — único cameo de sua filmografia em que ele fala alguma coisa — deixa claro para o espectador que esta é uma história baseada em fatos e o roteiro irá nos levar pelo inferno pessoal e jurídico de Manny Balestrero (Henry Fonda) que de um dia para noite viu sua vida transformada após ter sido confundido com um assaltante de lojas na região onde morava. Identificado pelas vítimas como sendo o bandido, preso e julgado, Manny atravessa aqui, juntamente com o espectador, um mar de angústia. E tudo piora quando temos em vista que ele de fato é inocente.

29º Lugar: Trama Macabra

55 pontos

Se Frenesi tivesse sido o último filme de Alfred Hitchcock, sua carreira teria acabado em um de seus mais baixos pontos. Mas, felizmente, o Mestre do Suspense teve fôlego, apesar de sua saúde claudicante, para fazer mais um, seu derradeiro filme: Trama Macabra. E o resultado, apesar de não chegar perto de suas grandes obras, pelo menos não desaponta completamente e até nos traz algumas gratas surpresas.

28º Lugar: Cortina Rasgada

56 pontos

Cortina Rasgada é uma daquelas obras famosas pelos piores motivos possíveis, inclusive por declarações nada elogiosas dadas pelo seu diretor. O longa faz parte do “quinteto pós-grandes filmes” de Alfred Hitchcock, a relativamente mal vista reta final de sua carreira que, a despeito do enorme prestígio que o diretor ainda tinha, não acompanharam a qualidade ou tiveram a recepção e marca cultural grandiosas que as produções do cineasta adquiriram até Os Pássaros (1963).

27º Lugar: Topázio

57 pontos

Antepenúltimo filme da fantástica carreira cinematográfica de Alfred HitchcockTopázio é, provavelmente, um dos menos conhecidos. Isso desconsiderando, claro, algumas de suas primeiras obras, ainda na fase britânica. No entanto, Topázio é, exatamente como a pedra, uma preciosidade esquecida do Mestre do Suspense, mas não uma pedra preciosa como os diamantes que pontilham em profusão a carreira do diretor, mas uma pedra semipreciosa mesmo. Bonita, agradável, bem talhada, mas não no mesmo nível de seus melhores trabalhos. Mas, em se tratando de Hitchcock, mesmo obras menos que perfeitas merecem a atenção de qualquer cinéfilo, não é mesmo?

26º Lugar: Champagne

57 pontos

Champagne é um dos mais interessantes filmes da fase silenciosa de Alfred Hitchcock, mesmo que não seja um suspense ou tenha assassinato em pauta, como era de se esperar de um ‘típico’ filme seu. O obra é, na verdade, um drama romântico que tem a difícil relação entre um pai rico e uma filha espalhafatosa como plano de fundo, trazendo novamente temáticas trabalhadas anteriormente pelo diretor mas em contextos distintos, como o caso da pobreza e decadência do filho em Downhill e a questão do valor da mulher dançarina ou funcionária de um cabaré em The Pleasure Garden.

25º Lugar: Agonia de Amor

60 pontos

Agonia de Amor não é apenas um trabalho pouco conhecido de Alfred Hitchcock. O filme também é mal visto pela crítica e pelo público em geral, sendo muitas vezes subestimado devido ao forte teor romântico que lhe pontua o roteiro: um triângulo amoroso que envolve “Tony” Keane (Gregory Peck), sua esposa Gay Keane (Ann Todd) e a femme fatale Sra. Paradine (Alida Valli).

24º Lugar: A Tortura do Silêncio

63 pontos

A Tortura do Silêncio foi um dos filmes de Alfred Hitchcock que mais demoraram para sair do papel, com oito anos desde o tratamento do primeiro roteiro até a versão que seria filmada, 12 roteiristas depois. Mas as dificuldades não pararam por aí. Apesar de o período de filmagens ter permanecido dentro do esperado (entre agosto e outubro de 1952), houve uma enorme dificuldade de Hitchcock em se adaptar ao estilo Método de Montgomery Clift atuar, sem contar o fato de que o ator bebia constantemente e causava mal-estar no set por insistir na presença de sua orientadora dramática (Maria Rostova), dirigindo-se a ela para checar como fora sua atuação e não ao diretor.

23º Lugar: Os 39 Degraus

65 pontos

Os 39 Degraus é o filme que marca, em termos estéticos e narrativos, a fase final da carreira de Hitchcock na Inglaterra. O diretor tinha então liberdade considerável para escolher os roteiros que gostaria de filmar e, agora trabalhando para a Gaumont British Picture Corporation, passou a ter orçamentos e produtores de peso, o que lhe garantiu maior possibilidade de ousar na direção e cada vez mais no refinamento de seu estilo pessoal de fazer cinema.

22º Lugar: Um Casal do Barulho (Sr. e Sra. Smith)

68 pontos

Hitchcock lançou dois filmes em 1941. O primeiro, Um Casal do Barulho, no final do mês de janeiro, e o segundo, Suspeita, no início de novembro. Filmes completamente diferentes. O segundo, um ótimo suspense. O primeiro, uma comédia clássica com todos os ingredientes e toda a graça comum a esse tipo de obra.

21º Lugar: Jovem e Inocente

70 pontos

Dos filmes de Alfred HitchcockJovem e Inocente talvez seja aquele que tem o elenco mais jovem de todos. Não só os protagonistas são muito jovens como também aparecem algumas crianças e adolescentes com participações de certa importância no filme, não apenas como figurantes. E é interessante ver um suspense do Mestre com personagens de pouca idade. A atmosfera da história é outra, pautada pela pouca experiência de vida dos envolvidos e por atitudes mais impulsivas.

20º Lugar: Valsas de Viena

72 pontos

Quem entende um pouquinho de História e cultura românticas da Europa sabe que a família Strauss dominou a cena musical austríaca por décadas, passando de geração para geração o talento de compor belas obras, marcos de uma época, muito embora os compositores mais lembrados do clã sejam os dois Johann Strauss, ditos pai e filho ou simplesmente grafados como I e II. Num “musical sem música” (ou pelo menos não com tanta música quanto deveria ter um musical, nos moldes como entendemos hoje), Alfred Hitchcock nos apresenta uma pequena biografia romântica, protagonizada por Strauss II ainda jovem, dividido em agradar Rasi, o amor de sua vida, ou tornar-se compositor e maestro como o pai, seu verdadeiro sonho.

19º Lugar: Pavor nos Bastidores

72 pontos

Depois de uma experiência bem “fora de seu radar” com Sob o Signo de Capricórnio (1949), Hitchcock voltou ao familiar suspense e também à sua terra natal, criando um drama que faria história por apresentar um falso flashback. A produção de Pavor nos Bastidores teve consideráveis problemas de relação entre a atriz Jane Wyman e o diretor, pois ela não queria parecer “feia e desarrumada” como camareira, enquanto contracenava com alguém tão glamourosa e imponente quanto Marlene Dietrich. Já em relação à diva alemã, Hitchcock teve um dos melhores processos de filmagem de sua carreira, mesmo que ela não tivesse sido uma escolha do cineasta para viver Charlotte Inwood, uma marcante femme fatale.

18º Lugar: A Dama Oculta

73 pontos

A história da produção de A Dama Oculta foi bastante agitada. Em 1937, o diretor Roy William Neill foi contratado para guiar uma obra chamada The Lost Lady. Ele e uma parte da equipe viajaram para a (antiga) Iugoslávia para dirigir as cenas de ligação e ambientação da obra (que cobrem o primeiro ato do longa), mas foram expulsos do país assim que as autoridades locais descobriram que a nação não era representada positivamente pelo enredo. A dificuldade de continuar com o projeto a partir dali fez com que a primeira fase de produção fosse engavetada. E assim morreu The Lost Lady.

17º Lugar: O Homem Que Sabia Demais (1956)

75 pontos

versão original de O Homem que Sabia Demais era um filme que tinha muito espaço para evoluir e Alfred Hitchcock sabia muito bem disso. Sua ideia de fazer uma versão americana de sua obra começou ainda em 1941, mas ela só veio mesmo a concretizar-se em meados dos anos 50, como uma forma de ele matar os proverbiais dois coelhos com uma cajadada só: ele nunca havia ficado satisfeito com o original e ele precisava de um filme para cumprir contrato com a Paramount.

16º Lugar: Ladrão de Casaca

76 pontos

Ladrão de Casaca é um agradabilíssimo thriller romântico de Alfred Hitchcock estrelado por Cary Grant e Grace Kelly, em mais uma daquelas fantásticas escolhas de duplas de pombinhos apaixonados que só mesmo o Mestre do Suspense consegue fazer. Se uma vez mencionei que em Interlúdio, Grant e Ingrid Bergman faziam o casal dos sonhos, vendo Ladrão de Casaca fica difícil realmente decidir qual é o casal mais perfeito e isso porque há o casal James Stewart e a própria Kelly na produção anterior, Janela Indiscreta.

15º Lugar: Correspondente Estrangeiro

80 pontos

Quando filmou Correspondente Estrangeiro, seu segundo filme em Hollywood, Hitchcock já tinha experiência em dirigir dramas de espionagem e de cunho político das mais diversas motivações, como podemos comprovar em algumas de suas películas britânicas como O Homem Que Sabia Demais (1934), Sabotagem (1936), Agente Secreto (1936) e A Dama Oculta (1938).

14º Lugar: Os Pássaros

81 pontos

Se a gente olhar para os 5 filmes que Alfred Hitchcock dirigiu depois de Os Pássaros (1963), fica muito fácil entender por que esta sua livre adaptação do conto de Daphne Du Maurier é considerada a “última grande obra” do Mestre. Não acho que nenhum desses filmes seguintes sejam ruins, mas certamente não tiveram o impacto sobre o público que diversas outras produções do diretor tiveram, sendo Os Pássaros esse último grande momento de um filme do Mestre do Suspense como símbolo, como referência, como algo que chamasse atenção além do normal. E nesse caso específico, não é para menos.

13º Lugar: Intriga Internacional

82 pontos

Intriga Internacional é o thriller de ação por excelência, um dos melhores filmes “menos complexos” de Alfred Hitchcock e que nasceu de um bloqueio artístico de Ernest Lehman, que ficara encarregado de escrever um roteiro para o cineasta com base em um romance de The Wreck of the Mary Deare, mas sem sucesso. Os dois, então, passaram a jogar ideias para o alto, uma sobre alguma aventura que se passasse no Monte Rushmore, outra sobre uma história verdadeira de invenção de um espião para enganar a inteligência alemã durante a Segunda Guerra Mundial que Hitchcock tinha na cabeça há anos e outra ainda com uma espécie de viagem lisérgica do cineasta que queria ver Cary Grant dentro do nariz de Abraham Lincoln ou o protagonista em um campo aberto sendo “atacado” por um tornado.

12º Lugar: Suspeita

84 pontos

Quando Alfred Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939, ele começou uma impressionante carreira de muitos acertos. Com Rebecca, seu primeiro filme em solo ianque, ele foi indicado a “meros” 11 Oscars, levando os de filme e fotografia. Em seguida, com Correspondente Estrangeiro, ele foi indicado a mais seis Oscars, mas não amealhou nenhum. Seu terceiro filme, sua única comédia de verdade, Um Casal do Barulho (esse título “sessão da tarde” é ruim demais…), foi um grande sucesso de bilheteria em 1941 e passou a década de 40 sendo adaptado algumas vezes para o rádio e uma vez para o teatro, tamanha sua fama.

11º Lugar: A Sombra de uma Dúvida

90 pontos

Quando o trem que traz o tio Charlie (Joseph Cotten) para a pequena cidade onde mora a irmã, o cunhado e os sobrinhos se aproxima da plataforma, nós vemos uma exagerada quantidade de fumaça saindo da máquina, um símbolo — dito pelo próprio Alfred Hitchcock como proposital — da sombra, da maldade que chegava àquele lugar. Baseado em uma história de Gordon McDonell, o roteiro quase fantasia uma pequena localidade “pura”, intocada pelo mal, que passa a ter como visitante alguém que se esconde da polícia, suspeito de cometer crimes atrozes contra mulheres viúvas.

10º Lugar: O Terceiro Tiro

91 pontos

Estreia de Shirley MacLaine nos cinemas, último papel de Philip Truex (o pobre Harry) e primeira parceria de Hitchcock com o compositor Bernard Herrmann, O Terceiro Tiro é uma improvável comédia romântica do diretor, recheada de tons macabros, e cujo roteiro de John Michael Hayes (baseado na obra de Jack Trevor Story) brinca com o comportamento de pessoas muitíssimo respeitáveis diante da morte de um homem sobre o qual ninguém fará perguntas ou irá se importar.

9º Lugar: Um Barco e Nove Destinos

97 pontos

Um Barco e Nove Destinos é um filme extremamente rigoroso no quesito técnico e muito importante nas discussões históricas, éticas e morais que propõe em pouco mais de uma 1h30 de duração. Lançado durante a Segunda Guerra Mundial, a obra não recebeu boas críticas e nem se sagrou um sucesso de bilheteria, mas foi redescoberta com o passar dos anos e apreciada (tardiamente) pelo seu altíssimo valor cinematográfico.

8º Lugar: Rebecca, a Mulher Inesquecível

97 pontos

Alfred Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos no final de 1939, a convite do badalado produtor David O. Selznick, que tinha acabado de lançar …E O Vento Levou. A princípio, o diretor britânico estrearia em Hollywood com uma adaptação de Titanic, mas Selznick mudou de ideia sobre o projeto e, aproveitando a simpatia de Hitchcock para com a obra de Daphne Du Maurier (de quem já adaptara para o cinema A Estalagem Maldita e futuramente viria adaptar Os Pássaros), comprou os diretos do romance Rebecca e se propôs a produzir o filme, com Hitchcock na direção.

7º Lugar: Pacto Sinistro

100 pontos

Se há um adjetivo que classifica com perfeição a história desse filme é “sinistro”. A tradução para o português do enganador título em inglês Strangers on a Train não é terrivelmente original, mas não se pode dizer que é impreciso. Afinal de contas, tendo como premissa o encontro casual entre dois homens gerando uma conversa sobre como cometer o crime perfeito pelas lentes hábeis de Alfred Hitchcock, a fita não poderia ser diferente, especialmente se levarmos em consideração a cuidadosa construção da atmosfera tenebrosa que o filme carrega do começo ao fim.

6º Lugar: Um Corpo Que Cai

100 pontos

Há uma atmosfera fantasmagórica, opressiva e desesperada em Um Corpo que Cai (1958), que quando o filme chega ao fim, completando um ciclo de tragédias mentirosamente anunciadas — até que então se tornam reais — o espectador não consegue se livrar da carga meio mística que o roteiro tão intensamente constrói ao longo da obra. O texto vem do romance originalmente intitulado Dentre os Mortos (1954), escrito pela dupla Boileau-Narcejac, de quem o Mestre do Suspense já tinha tentado adaptar outro livro, mas foi precedido na negociação dos diretos pelo diretor Henri-Georges Clouzot, que da referida obra fez As Diabólicas.

5º Lugar: Psicose

101 pontos

Alfred Hitchcock é, provavelmente, o diretor que mais consistentemente legou imagens memoráveis à Sétima Arte. Há a sequência do leite em Suspeita, da Estátua da Liberdade em Sabotador, praticamente os filmes inteiros, nos casos de Festim Diabólico e Janela Indiscreta, a direção arriscada pela Riviera Francesa em Ladrão de Casaca, a sequência do Victoria and Albert Hall de O Homem Que Sabia Demais (1956), a sequência do avião fumigador em Intriga Internacional, as sequências de vertigem em Um Corpo Que Cai e muito, muito mais. E isso sem contar com duplas inesquecíveis, como James Stewart e Grace Kelly (ou Cary Grant) e  Ingrid Bergman e Cary Grant.

4º Lugar: Interlúdio

102 pontos

Interlúdio é o segundo filme de Alfred Hitchcock em que Cary Grant e Ingrid Bergman participaram (o primeiro de Grant foi Suspeita e o de Bergman foi o imediatamente anterior Quando Fala o Coração), mas essa foi a primeira vez que os dois dividiram a tela, formando uma das mais belas duplas que já sagrou a Sétima Arte. Ambos viriam a atuar em filmes de Hitchcock novamente (Cary Grant mais duas vezes e Ingrid Bergman mais uma vez) e ambos viriam a dividir a tela novamente em Indiscreta (1958), de Stanley Donen, mas é em Interlúdio que os dois produzem uma química tão perfeita que é difícil até de prestar atenção na trama do filme.

3º Lugar: Disque M Para Matar

103 pontos

Alfred Hitchcock já tinha bancado uma empreitada arriscada no sentido de “fazer uma peça no cinema” quando dirigiu Festim Diabólico, em 1948. Seis anos depois, voltaria ao mesmo palco cinematográfico dirigindo um roteiro de Frederick Knott, baseado em sua própria peça: Disque M Para Matar, filme que caiu no colo de Hitchcock após o fracasso na produção de The Bramble Bush, que deveria ter sido o longa do diretor após a finalização de A Tortura do Silêncio, mas que não deu certo devido a divergências na parceria com o produtor Sidney Bernstein, que já tinha produzido os citados Festim e Tortura, além de Sob o Signo de Capricórnio.

2º Lugar: Festim Diabólico

108 pontos

Antes que alguém venha ler essa crítica aqui todo pimpão já dizendo que Festim Diabólico é o filme que Alfred Hitchcock filmou em uma plano-sequência só, já vou logo dizendo: não é nada disso. Eu mesmo, quando vi essa obra pela primeira vez há anos, cheguei a achar isso, mas repetidas conferidas e um pouco de estudo revelaram que, apesar de Hitchcock ter procurado nos passar esse efeito (e ele conseguiu, diga-se de passagem), o filme, até por questões técnicas incontornáveis à época, é composto de uma série de planos-sequência longos costurados como se fossem um só. São exatamente 10 desses planos, o maior deles de 9’57” e o mais curto de 4’37”.

1º Lugar: Janela Indiscreta

110 pontos

O que é assistir a um filme que não praticar uma forma de voyeurismo? Sentamos confortavelmente na cadeira do cinema ou no sofá da sala para ver, perante nossos olhos, as vidas de terceiros – fictícias ou não – passarem. Não podemos interferir. Podemos, apenas, torcer por elas, sofrer, xingar, aplaudir e, em casos de obras de mistério, tentar adivinhar o “culpado” ou o “grande segredo”. E, assim, dessa forma vicariante, continuamos vivendo e absorvendo experiências mil que, porém, não são nossas.

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50 comentários

Arthur Da costa palacio 18 de janeiro de 2021 - 06:48

Eu não completei a filmografia do Hitch (é muito filme tlgd), dentre os que eu assisti “Vertigo” é o meu favorito, outros que eu gosto bastante são Rebecca, Festim Diabólico, Janela Indiscreta, Pacto Sinistro, Os 39 Degraus e Psicose.

Responder
Vladimir Putin 18 de agosto de 2020 - 02:24

Hitchcock deixou tanta coisa, véi. Parece até o Woody Allen. Vou arranjar um tempinho pra ver, nem que seja das minhas 4 horas de sono.

Responder
Luiz Santiago 18 de agosto de 2020 - 13:32

Tem coisa pra caramba mesmo!

Responder
JC 17 de agosto de 2020 - 18:32

Que vergonha 😮
Eu não sabia que tinha isso tudo de filmes.
Caracaaaaaaaaaaa, não vi absolutamente nada então.
:-O

Responder
Luiz Santiago 17 de agosto de 2020 - 19:30

SCHOKADEH!

Responder
Roberval Machado 17 de agosto de 2020 - 16:36

Descobri que ainda faltam muitos filmes dele para eu ver, achava que já tinha visto a maioria, mas ainda faltam 26, a maioria da fase inglesa. Alguns precisava rever, faz muito tempo que vi. Queria ver o máximo possível para começar a ler Hitchcock/Truffaut.

Pelo menos dos americanos, vi a maioria. Dos coloridos, só falta 1.

Responder
Luiz Santiago 18 de agosto de 2020 - 01:03

Esse livro é sensacional! Você vai gostar muito.
E quando puder, mergulhe na fase inglesa do diretor. É um momento de preparação, tem umas bombas, mas tem coisas muito boas também!

Responder
Cesar Saldanha 16 de agosto de 2020 - 14:38

Realmente, nem precisa me desculpar, mas só vou usar essa lista apenas para buscar as obras do mestre do suspense. Não sei se vi por aqui um filme de Hitchcock que feito foi aqui no Brasil, de excelente qualidade, que assisti no Youtube.

Responder
Luiz Santiago 16 de agosto de 2020 - 14:50

Interlúdio. O 4º lugar da nossa lista.

Responder
Cesar Saldanha 17 de agosto de 2020 - 12:59

Obrigado, foi uma falha terrivel do comentarista, a finalidade era apenas negativar o maior cineastra do suspense de todos os tempos, sem dar um detalhe onde o filme foi rodado, neste caso no Rio de Janeiro, mostrando um Brasil maravilhoso com belíssimas paisagem. Outro obsevação, é que não devemos comparar obras de épocas diferentes, tanto é que o mestre do suspense buscava fazer novas gravações com novas tecnologias, sempre buscando a perfeição. Vide Charlie Chaprin, nem tudo era perfeito, ele foi aperfeiçoando ao longo do tempo. Assim como, nem tudo era perfeito o que Tom jobim fazia, mas a sua obra, na sua grande maioria era boa, imagina se criticassemos toda obra do Tom Jobim em busca das melhores. Tolices. Portanto, esse lista só serve apenas para conhecer a amplitude de todas as obras de Alfred Hitchcock, neste ponto valeu. Por exemplo, Cortina Rasgada, foi um dos melhores filmes que já assisti. Então, devemos analisar todas as coisas e retermos apenas o que é bom, neste caso a lista.

Responder
Luiz Santiago 17 de agosto de 2020 - 16:06

Esse comentarista que você viu estava diminuindo o filme por não representar o Rio/o Brasil de uma determinada forma?

Responder
Cesar Saldanha 17 de agosto de 2020 - 17:10

Pelo que percebi, ficou desatento a esses detalhes precioso, são poucos filmes onde retratam o Brasil (sério e respeitoso – ainda mais vindo de Alfred Hitchcock), e o Rio de Janeiro é a maior referência que temos no exterior, é tratado como uma cidade de romance, mas nós vendemos como uma Babilônia deplavada, cheia de violência, uma Sodoma e Gomorra. Contudo, neste filme não vi diretamente uma referência negativa ao autor e a sua obra, ele apenas focou sua atenção no casal de atores, sem comentar o filme num todo, que pra mim, é denegrir INDIRETAMENTE a obra e o autor, demostrando que os atores roubaram a cena e o filme ficou em segundo plano, extemamente ridículo esse comentário. Como eu já disse, a lista (ou ranqueado) é boa para consulta.

Luiz Santiago 18 de agosto de 2020 - 01:10

Cê tá falando do trecho da crítica do Ritter? Tá ligado que esse é apenas UM parágrafo da crítica, né? Está tudo devidamente explicado na introdução! Cada indicação conta com apenas UM parágrafo de cada crítica. Para ler o texto completo tem que clicar no link e ir para a crítica!

Cesar Saldanha 18 de agosto de 2020 - 10:57

Luiz, você só está sabendo que há um filme de Alfred Hitchcock totalmente rodado no Brasil, que já uma glória, porque acendi uma luz vermelha. Sinceramente, não vi essa outra luz de neon que indicava outro link, atentei apenas a essa página, se ela era manca para ser linkados a outros sites, aí o comentário perde o valor. Creio que muitas pessoas tiveram essa sensação.

Luiz Santiago 18 de agosto de 2020 - 13:32

Tu nem sabia o nome do filme, enquanto eu não só vi a todos os filmes do diretor como escrevi sobre mais da metade deles e as críticas estão todas aí para leitura!

Tu nem sabe como funciona internet, porque não consegue sequer reconhecer um hiperlink!

Tu fala sem saber, “critica” sem ler!

Putz… a única luz que tu é capaz de acender para mim é a luz do carro do Instituto que está te trazendo uma psicopedagoga! Pedante nonsense não se cria aqui não!

Vinicius Maestá 16 de agosto de 2020 - 05:10

Gente, vou fugir do assunto do post, pois preciso desabafar hehehehe.

Ultimamente tenho visto uma discussão nas redes sociais entre críticos que seguem uma cartilha ao realizar suas análises e aqueles que sempre buscam extrair uma interpretação original do filme, seguindo a unidade estilística da obra. (Me corrijam se eutiver falando alguma besteira).

Particulamente, como leigo, acho que o melhor caminho é mesclar as duas coisas. No entanto, nos últimos tempos, tenho tido a tendência de olhar com mais apreço o lado que não segue a tal cartilha. Todavia, vi uma lista da “cinefilia brasileira” (que, pelo que entendi, seguem essa veia original) sobre os melhores filmes dos anos 2000 e tive que me deparar com isto: https://uploads.disquscdn.com/images/489a765389ea3745ee3d0eafde1d2ade7c94b968af4475868cab97c43f5b85e7.jpg

Como se não bastasse, tive que ver gente dessa galerinha aí dizendo que Shayamalan é o melhor e maior diretor de nossos tempos. Vi isso, tive vontade de morrer, e acho que agora sou contra a democracia (e claro, agora tenho mais apreço pela crítica de cartilha mesmo).
Sei que Cinema é, como toda arte, subjetivo, e prezo muito por isso. Mas, sei lá, tem umas coisas que é difícil aceitar.

Enfim, gostaria de saber a opinião de vocês. Eu estou aterrorizado.

*Transformers na frente de Requiem, TDK e Os Infiltrados*
2020 é o ano do apocalipse mesmo.

Responder
Luiz Santiago 16 de agosto de 2020 - 14:38

@vinicius_maest:disqus vamos começar pelo mais fácil, e é um conselho que vai te ajudar para a vida: por mais enervantes que sejam algumas listas ou opiniões de gente odiando diretores, louvando diretores ou usando “superestimado” e “subestimado” para absolutamente tudo o que foge ao seu gosto pessoal, não gaste sua de energia psíquica com nada isso. Respire fundo e passe. Se for um espaço onde você pode dialogar (e se quiser ou se sentir confortável para isso), faça. Se não for, simplesmente ignore.

Lista é um divertimento bobo e fascinante que mistura opinião com algumas outras coisas que não necessariamente significam conhecimento daquilo que se está listado, dependendo de quem faz. Sem contar que paixões diferentes movem certos grupos e certos autores. É arte. Tem de tudo. Saber ignorar as bobagens ou talvez dialogar com elas, quando o cenário e seus criadores o permitem, pode ser a salvação da lavoura.

Quanto a diretores, o princípio é o mesmo das listas. Gostar ou desgostar de artistas e obras de arte é um direto de cada um. No meio disso, todavia, há de tudo: vontade de holofote, vontade de falar merda, pseudo-educação artística (independente se for crítica de cinema, teatro, música, games, quadrinhos etc) mania hipster e diferentona revestida de ironia para disfarçar a vergonha alheia que causa e o vazio de argumentos que possui… ou… genuína e verdadeiramente estudada admiração por esse ou aquele cineasta/filme. Anote aí: as pessoas podem gostar de coisas convencionalmente ruins. Recentemente falava sobre isso com um colega meu. Gosto pessoal curva a convenção, e não é só na arte não! Faz parte. De novo, tudo depende do espaço. Se você está lidando com gente que acha que sabe alguma coisa e na verdade é um bando de ignorante orgulhoso falando merda, passe adiante. Se for um ambiente de gente disposta a conversar com você, expor de maneira inteligível o que pensa, conversar sobre esse recorte de arte que estão propondo, então converse, se quiser. Talvez você os veja de forma menos estranha. Ou talvez piore a sua percepção. Mas essa é a graça da coisa.

Quanto a crítica, o que você precisa levar em consideração que existem escolas diferentes em termos de educação teórica ou abordagem. A mais famosa é a escola francesa, por conta da revolucionária Cahiers du Cinéma e do grande André Bazin. Mas existem caminhos teóricos na crítica, na teoria de cinema, semiótica, filosofia da linguagem, história da arte, história do cinema surgidos nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Rússia, na Alemanha, no Senegal, na Itália, no Brasil, em Cuba, na antiga Checoslováquia, no Japão e em Hong Kong. Agora veja, críticos são escritores. E cada escritor tem uma educação e uma influência de formação diferente. Alguns fingem que possuem isso, mas é aquele tipo de farsa trágica que a gente consegue identificar rapidinho e só balança a cabeça com dó e vergonha. Deixemos esses embustes de lado.

Aí vem a parte que volta a ser uma mistura de educação com gosto, estilo pessoal. Alguns críticos seguirão à risca a proposta de uma escola X. Outros vão mesclar propostas de análise das escolas que conhece, adequando a cada tipo de filme uma abordagem que ele julga melhor condizente com esse filme (eu, Ritter e a maioria dos nossos escritores estão aqui). Outros rejeitam qualquer teoria de cinema ou filosofia da linguagem e se dedicam não a fazer críticas, mas a uma espécie de decupagem de curiosidades. Outros são unicamente contextualizadores, utilizando o filme para falar de bilheteria, curiosidades de produção, premiações, fortuna crítica da época, etc. Outros são fazedores de sinopses gigantes, não construindo nada em seus textos, vídeos ou áudios, apenas contando a história do filme em detalhes. Outros são citadores crônicos, que passam 5 parágrafos usando termos técnicos e citando autores de todas as áreas das ciências humanas e 3 linhas falando do filme. Outros são pescadores de furo de roteiro, que passam o texto inteiro falando o quanto um filme não foi hiper-realista, sem jamais considerar o que o filme propõe ou mesmo compreender o que é o cinema. Há ainda os motoboys de treta, que fazem cartas-resposta aos TOP 100 críticos que pensaram diferente dele em relação àquele filme e fazendo picuinha com colegas de profissão. Os parafraseadores, que fazem um compilado de 20 textos fodas que encontram na internet, muda as palavras deles e escreve “a sua própria crítica”. Os tecnicamente técnicos, que não dedicam um único parágrafo para discutir sequer um aspecto da obra como obra, antes, dedicam-se a pormenorizar os aspectos técnicos da obra, como se estivesse escrevendo um relatório (recusam-se até mesmo relacionar técnica com conteúdo dramático. Isso não importa. O que importa é saber apenas como o milímetro da lente mudou o espectro FPS no canto inferior esquerdo da tela, cuja variação de cor Azul #456 para Azul #876 passou despercebida pelos incautos espectadores…).

Eu não sei se por “crítica de cartilha” entendi o que você quis dizer. O que eu entendo por isso é: textos que seguem um padrão organizacional, sempre falando das mesmas coisas, nos exatos mesmos parágrafos. Isso pra mim é crítica de cartilha. E eu não gosto disso. Aqui no PC todos nós adotamos o estilo de crítica que busca extrair uma abordagem original a respeito do filme, adequando a cada obra um caminho X de análise, visto que cada filme tem sua particularidade e exige um olhar diferente de quem o analisa. Quanto à unidade estilística, é praticamente a redundância do que eu acabei de dizer. Cada filme apresenta uma assinatura, uma abordagem estética, dramática, dramatúrgica, narrativa e intencional. Ver o filme nesse todo é o feijão com arroz de quem senta a bunda pra escrever. Ou pelo menos deveria ser. Uma obra não é prima apenas porque tem uma linda trilha sonora. Ou porque eu amo os movimentos de câmera que o diretor fez nos 10 minutos finais. O julgamento da obra deve ser feito para ela como um todo completo de visual e sentido (ou seja… a unidade estilística, que é algo que você pode quebrar em estética ou narrativa, se quiser analisar cada parte mais de perto).

E aí o ciclo se fecha com a aplicação dessas teorias à variedade de seres humanos que temos trabalhando na área. Lembre-se do que eu disse: críticos são escritores. E como qualquer escritor, alguns farão parte de movimentos ou grupos bizarros e vergonhosos. Outros defenderão as mais burras bobagens. Outros serão lobos solitários. Alguns têm um estilo que vai te agradar do começo ao fim, mesmo quando você discorda deles. Outros você vai odiar mesmo concordando com cada palavra. Uns vão claramente inventar moda para chamar atenção. Outros vão te fazer repensar o cinema… O mundo da literatura é uma selva onde a fauna de críticos é a mais absurda, enervante e fascinante possível. E como na literatura acadêmica ou de ficção, você vai conhecendo autores diferentes, conhecendo estilos, conhecendo propostas, montando sua lista de escritores preferidos, de escritores que você dá risada só de pensar no nome e assim vai. Não se abale, não fique nervoso. É só mais uma faceta da nossa classe. E lembre-se: CRÍTICO NEM É GENTE!!! 😀

Responder
Vinicius Maestá 16 de agosto de 2020 - 15:22

Pô, Luiz, baita resposta bacana a sua. Agradeço bastante!

Sobre o que tu disse de ignorar essas coisas, eu sempre fiz isso e essa semana foi a primeira vez que meu sangue subiu (e reconheço que seja por um motivo besta) com esse tipo de coisa. Aliás, pior do que essa lista, vi uma “crítica” dessas páginas sobre cinema dizendo que o diretor parecia ter Síndrome de Down por tremer muito a câmera. Pois é. Eu não faço parte do ramo, mas acho que a profissão de critíco é aquela que eu mais venho pensando ultimamente, defendendo-a por ver tanta gente ignorante que não fala nada com nada, mas se intitula como um profissional da área e ainda ganha mais reconhecimento do que aqueles que realmente realizam um bom trabalho.

Voltando à lista, eu tenho certeza que essa galera da cinefilia brasileira sabe muito de cinema, mas sempre que eu vejo uma opinião ou uma lista que eu considere absurda, a credibilidade desses autores cai completamente paea mim, mesmo sabendo da subjetividade da arte e tudo mais. Pode ser algo extremamente fútil da minha parte, mas é uma sensação que não tem como controlar. Tem crítico renomado por aí que dá 1 estrela para Whiplash, 2 para Trama Fantasma e 2 para A Chegada. Pô, como não sentir pelo menos uma pontada de desdém quando tu vê um negócio desse?

Agora, sem querer puxar o saco, mas já o fazendo, acho que vocês do PC sabem mesclar muito bem a sensibilidade de uma interpretação com os aspectos técnicos de uma obra, tanto que já faz dois anos que eu sempre venho para cá depois de assistir a um filme. Jamais vou esquecer, por exemplo, o como eu fiquei emocionado ao ler a crítica escrita pelo Ritter sobre Arrival.

Enfim, vou seguir seu conselho, respirar fundo e ignorar essas coisas. Talvez seja um assunto um tanto besta, mas que definitivamente me tira do sério.

Abraço!

Responder
Diogo Maia 16 de agosto de 2020 - 00:17

Taí um ranking impossível de fazer, pelo de minha parte. Só posso pensar que em primeiro lugar estaria qualquer um destes: Festim, Janela, Pássaros ou Psicose. Tenho uma opinião polêmica, porque acho Vertigo um dos mais superestimados filmes de todos os tempos, apesar de gostar da obra. Penso que ela está ali entre os trabalhos medianos do Hitchcock, mas atrás de pelo menos uns 10 filmes dele, como Intriga, Rebecca, Frenezi, Pacto (a cena da partida de tênis é a minha predileta da carreira inteira dele, bem à frente de outras apontadas como as melhores, como a do chuveiro de Psicose), Sombra de Uma Dúvida e mais alguns.

Responder
Luiz Santiago 16 de agosto de 2020 - 01:39

Eu gosto MUITO de Vertigo. Não acho o filme superestimado, mas acho que existe muito espectador que dá loas ao filme sem ao menos saber por que, como se copiassem uma certa convenção, tomando-a por obrigatória em temos de preferência. É doido, mas tem gente que faz isso com livros, quadrinhos, filmes icônicos, a gente sabe… Mas tem gente que foi profundamente tocado por esse filme e que realmente o ama, o que é compreensível. Mas para mim também não é a melhor do Hitch não.

Responder
Here's Johnny 15 de agosto de 2020 - 19:18

Vi 18 dos filmes dele, acho todos incríveis. Só fui começar a ver os filmes em 2018, e depois de
anos pensando que nada mais do suspense me surpreenderia eu fiquei impressionado com o fato de que filmes tão antigos sabiam perfeitamente me pegar desprevenido com suas tramas, seus plottwists e me deixar tão tenso, Hitchcock é, na minha opinião, o ápice da manipulação dos sentimentos do público em termos de obras cinematográficas, gênio.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 20:36

Qual é o seu TOP 10 dos que viu até agora? Consegue montar?

Responder
Here's Johnny 15 de agosto de 2020 - 21:12

Ah, eu abomino fazer tops, mas vou me forçar mais uma vez:

10) Suspeita

9) Um Barco e Nove Destinos
8) Pacto Sinistro

7) Festim Diabólico
6) Psicose
5) Disque M Para Matar
4) Um Corpo Que Cai
3) Interlúdio
2) Rebecca
1) Janela Indiscreta

Rebecca inclusive vai receber um “remake”, na verdade uma readaptação do livro, esse ano com Lily James e Armie Hammer, e com um diretor que não sou muito fã, o coração chega a tremer.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 21:13

Falar em remake eu já to fechando a cara!

Me conta mais aí sobre essa abominação pessoal para fazer top. Como é isso? Me explica melhor.

Responder
Here's Johnny 15 de agosto de 2020 - 21:26

Hahahaha eu só não curto muito, eu sou paranoico/ansioso, daí eu faço uma lista, daqui a duas semanas eu acabo vendo ela e pensando coisas tipo:
“Nossa, eu fui tão injusto, como eu deixei filme x de fora?”
“Onde eu tava com a cabeça? Coloquei filme x em 7º e filme y em 5º, mas x é bem melhor que y.”

E outras loucuras. Tenho um problema parecido com notas. Por isso prefiro pensar no conteúdo que os filmes oferecem para mim em si, e não como se comportam em relação a outros, mas ironicamente eu adoro ver listas de outras pessoas kkkkkkk

Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 22:37

Entendo em termos gerais… Você sofre com ansiedade?

Here's Johnny 15 de agosto de 2020 - 22:58

Sim, mas eu faço tratamento com ansiolíticos, então no geral hoje em dia já não me afeta mais tanto, acaba sendo mais nessas pequenas coisas.

Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 23:27

Sim, por isso eu perguntei. Isso acaba tendo um peso na percepção geral de qualquer tipo de classificação, então essa dificuldade com listas, notas, etc é compreensível.

paulo ricardo 15 de agosto de 2020 - 17:22

Assisti 24 dos 55 filmes do Mestre , n me interesso pela fase inglesa / muda dele , e tbm acho q o último grande filme foi Os Pássaros 63 !

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:49

A fase inglesa tem alguns filmes fantásticos!

Responder
Rodrigo Zanateli 15 de agosto de 2020 - 17:15

Eu não assisti todos. Não assisti nem a metade . Mas dos que eu vi Os Pássaros é o que eu menos gosto. Isso porque tive a chance de ver no cinema.

Apesar de respeitar o Hitchcock, o único que eu gosto dele de fato, dos 9 que eu vi, foi Festim Diabólico. Um Corpo que cai (2°) e Janela Indiscreta (3°), eu sei que são muito bons, mas não me cativam tanto. Psicose acho superestimado de mais.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:22

Experiência com arte muda de espectador para espectador, então é perfeitamente compreensível esse “não cativar”. Acontece. Eu tenho uma percepção totalmente diferente em relação à filmografia do diretor, mas isso reforça o meu argumento: cada um vai ser tocado pela arte de uma forma diferente, apesar de certos escopos culturais, alguns pré-conceitos que todos nós de uma mesma cultura compartilhamos sobre algumas coisas.

Em que sentido você enxerga Psicose como superestimado, @rodrigozanateli:disqus? Elabore um pouco esse pensamento.

Responder
Michel Gutwilen 15 de agosto de 2020 - 16:30

Eu só vim aqui falar que, como escritor do site, tenho uma opinião diferente do Luiz e Ritter, e acho Um Corpo Que Cai (Vertigo) o melhor filme, não só de toda a filmografia do Hitchcock, como da história do cinema. Nenhum filme, nem de David Lynch ou qualquer Cinema do Fluxo, cinema experimental etc atingiu o nível de estado onírico que este filme chegou. Um sonho acordado, o motivo pelo qual o cinema foi feito.

O resto do meu ranking (até o Top 10, vi 21 filmes do Hitchcock):
2- Intriga Internacional
3- Rebbeca
4- Festim Diabólico
5- Janela Indiscreta
6- Estranhos no Trem
7- A Sombra de Uma Dúvida
8- Psicose
9- Interlúdio
10- O Inquilino Sinistro

Sim. Pássaros não está no meu 10, é o 16º pra mim. Aliás, eu gosto do filme. Diria que adoro, só realmente acho os outros melhores.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:02

Que bom que Vertigo te impactou tanto íntima e pessoalmente. Para mim, está longe de ser qualquer coisa similarmente parecida com “melhor filme da história do cinema” e certamente está a muitos passos longe de ser o melhor filme de Hitchcock, que é Janela Indiscreta. Também acho que a maior parte da filmografia do Lynch (só para ficar no diretor que foi citado) conseguiu um estado onírico colossalmente superior a Vertigo, sob qualquer ponto de vista ou contexto que se explore.

Os Pássaros também não está no meu top 10. Mas é um ótimo filme, sem dúvidas.

Responder
Wagner 15 de agosto de 2020 - 14:23

Acho Psicose o melhor (de uma lista de uns três filmes que vi). Tenho quase certeza em afirmar que possui o meu plot twist favorito dos cinemas.
Vi Festim Diabólico já sabendo “era” um plano-sequência. Daí em um momento eu fiquei tipo “hmmm, sei não hein”. Mas não deixa de ser um filmaço.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:02

Mas esse “hummmm” veio porque você não gostou ou porque você esperava outro tratamento para a abordagem de “único take” que não é “único take”?

Responder
Wagner 15 de agosto de 2020 - 17:15

Fui ver esse filme há bons anos atrás porque disseram que era todo em plano sequência. Eu em minha doce inocência acreditei.
Daí quando focam nas costas de um cara de terno e voltam para o mesmo local soltei um “hmmm” de desconfiança se era um take único ou não.
Obviamente não estragou minha experiência, mas quem me recomendou poderia ter me alertado que o filme quase não tinha cortes, pelo menos kkk
Ou talvez ela pensou que realmente fosse uma só sequência.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:22

Ah, sim! Poxa, se é pra indicar, que indique certo, né? HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA e nem devia ter dito dessa simulação de “único take”. É o charme que você tem que descobrir vendo o filme, se for possível, claro.

Responder
Wagner 15 de agosto de 2020 - 17:27

Olha, foi no tempo de VHS kkkk.
Eu mais meu pai na locadora e o balconista sugere esse filme. Claro, não foi com esses termos de takes, plano-sequências e corte que utilizamos. Foi mais no estilo “Sabia que esse filme foi gravado de uma vez só?”
Meu pai duvidou, mas eu não e pedi pra ele levar. Nos dois primeiros cortes eu ainda acreditei (com ressalvas) porque o som ajuda a dar uma enganada, mas no terceiro corte percebi que fui iludido.

Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 20:36

Imagino tua cara de decepção…

Cahê Gündel 🇦🇹 15 de agosto de 2020 - 10:58

Caramba, vi pouco mais da metade dos filmes do homem, se bem que pelos comentários não perdi muita coisa hahaha. Meu preferido ainda é Interlúdio, mas qualquer um do top 6 de vocês poderia ficar em primeiro.
Ah, e meu sonho era um director´s cut de Spellbound que incluísse os tais 20 minutos cortados…

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:21

Tem uns filmes do diretor que realmente você não perde nada. Os 3 últimos colocados dessa lista.. só por Deus.

Responder
Zack 15 de agosto de 2020 - 09:08

Festim Diabólico é um filmaço!!!!!

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:02

Põe filmaço nisso!

Responder
Lara Loira 16 de agosto de 2020 - 11:38

um dos meus favoritos

Responder
Estranho sem nome 15 de agosto de 2020 - 08:11

Nossa vocês assistiram tantos filmes desse lendário diretor e eu nunca vi nenhum. Reconheço minha insignificância e tentarei mudar esse quadro a partir de agora. Volto aqui quando tiver feito meu dever de casa.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:21

Faça um pequeno projeto, veja aos poucos e diverta-se entrando nesse Universo hitchcockiano!

Responder
Vinicius Maestá 15 de agosto de 2020 - 03:08

Eita, 55 filmes?! Completar a filmografia do ômi demanda tempo hein. Talvez, quando eu tiver a idade do Ritter (hehe), esteja próximo de dizer que já vi tudo do Alfredinho.

Responder
Wagner 15 de agosto de 2020 - 14:16

Quando você tiver a idade do Ritter estará próximo de dizer que já viu tudo de qualquer diretor.

Responder
Luiz Santiago 15 de agosto de 2020 - 17:21

Quando você tiver a idade do Ritter, a Via Láctea já vai ter colidido com Andrômeda!

Responder

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