Lista | Arrow – 8ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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8ª Temporada:

Arrow acabou com uma 8ª temporada encurtada que foi basicamente dedicada a servir de armação final para o crossover Crise nas Infinitas Terras e para preparar o terreno para a série spin-off Green Arrow & the Canaries, deixando pouco espaço para Oliver Queen em si. Ou seja, como temporada de uma história longeva de oito anos ela não funciona muito bem e, como as duas mortes do herói nesse processo, como parte de seu grande sacrifício pela humanidade e pelo multiverso deixaram muito a desejar, no final das contas os showrunners acabaram sacrificando homenagem e substituindo-a por bobagem (até rimou, mas não era a intenção!).

Considerando que foi uma temporada de apenas 10 episódios e que havia todo o espaço possível para se criar algo memorável, é desapontador concluir que mais uma vez os showrunners não conseguiram ultrapassar a barreira do meramente mediano, isso já sendo bondoso, considerando que tivemos que passar por episódios realmente tenebrosos como Welcome to Hong Kong, Prochnost e o fundo do poço chamado Purgatório. Pelo menos a perda não foi total, já que tivemos, também, os suportáveis Leap of Faith, trazendo de volta a sempre simpática Thea Queen e Reset, trazendo de volta Quentin Lance, mais conhecido como o personagem vivido pelo melhor ator da série, Paul Blackthorne. Até mesmo o episódio de Crise em Arrow e o backdoor pilot conseguiram chegar na linha do medíocre, feito raro.

Portanto, no final das contas, entre mortos e feridos, mesmo considerando as saídas fáceis de Fadeout sobre Star City e principalmente John Diggle, a temporada final até que não foi a desgraça que estava pintando ser em seus episódios iniciais. Mesmo assim, exatamente por ser a temporada final e por ser menor do que as outras é que mais deveria ter sido almejado pelos showrunners que, pelo visto, já se acomodaram em berço esplêndido e não se esforçam para oferecer mais nada que seja minimamente fora da curva.

Como em todo final de temporada que analisamos por episódio fazemos o nosso tradicional ranking, ele seguirá abaixo, mas, dessa vez, logo após o ranking de temporadas.

Ranking das Temporadas

8º Lugar 4ª Temporada 2015/16
7º Lugar 3ª Temporada 2014/15
6º Lugar 2ª Temporada 2013/14
5º Lugar 5ª Temporada 2016/17
4º Lugar 8ª Temporada 2019/20
3º Lugar 7ª Temporada 2018/19
2º Lugar 1ª Temporada 2012/13
1º Lugar 6ª Temporada 2017/18

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Ranking de episódios da 8ª Temporada:

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10º Lugar: Purgatory

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Sei que os fãs cegos que não “entendem” porque eu faço as críticas de Arrow vão fazer bico e bater o pezinho, mas só tenho mesmo uma coisa boa a dizer sobre esse episódio que evitou uma avaliação mais baixa: só precisarei voltar à série agora em mais de um mês, quando ela retornará do hiato em 14 de janeiro de 2020. Mas a Crise está vindo mesmo assim, ok?

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9º Lugar: Prochnost

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Com isso, Prochnost, apesar de trazer dois atores que pessoalmente sempre gostei na série, é tão mal estruturado, tão descompassado e tão infantil que é impossível sequer apreciar as piadinhas infames de Anatoly ou o olhar de cachorro pidão de Roy. Pelo menos só faltam cinco episódios para essa besteirada acabar (e ser substituída por outra, claro).

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8º Lugar: Welcome to Hong Kong

8X02

Em sua derradeira temporada, Arrow repisa seu passado para tentar ganhar o espectador unicamente com base no fator nostalgia, enquanto que não seria muito difícil acrescentar algumas outras camadas para retirar a série de sua costumeira mediocridade. É como ver uma compilação de “melhores momentos” de uma obra que não pode se gabar de ter muitos deles (se é que tem algum). Se a Crise apagar tudo, não reclamarei…

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7º Lugar: Starling City

8X01

Starling City parece indicar que a temporada será na base do “universo paralelo da semana”, com Oliver Queen, John Diggle e Canário Negro (da Terra-2) servindo de lacaios para assuntos aparentemente aleatórios do Monitor enquanto a segunda geração de heróis, lá em 2040, bate cabeça com uma história própria que continua a cansada narrativa da temporada anterior. Ou seja, nada de verdadeiramente novo sob o sol. Ó vida…

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6º Lugar: Present Tense

8X04

Com isso, o lado de viagem no tempo e reunião de linhas temporais que era ouro para esse episódio fica jogado ali no canto, como se fosse um detalhe irrelevante que não precisava ser explorado para além de momentos pseudo-emocionantes. Some-se a isso as limitações dramáticas do elenco e o esforço risível dos roteiristas em criar diálogos que não pareçam uma sucessão de frases feitas e pronto, uma premissa que poderia ser facilmente explorada, resultando em algo bom, torna-se apenas um arremedo de história que faz com que Present Tense consiga alcançar, com esforço, a mediocridade. Nada como ter um público fiel que assistirá e gostará sem reservas do que quer que os showrunners coloquem na tela para justificar qualquer coisa no roteiro, não é mesmo?

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5º Lugar: Green Arrow & The Canaries

8X09

O episódio piloto da futura nova série, no final das contas, mesmo considerando seus problemas sérios, faz o básico do básico: apresenta a situação e deixa todos os ganchos possíveis para serem trabalhados em intermináveis temporadas. Como parte orgânica da última temporada de Arrow, porém, ele não funciona nem um pouco. No entanto, se o objetivo era perpetuar a mediocridade, então os showrunners estão de parabéns!

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4º Lugar: Crisis on Infinite Earths, Parte Quatro

8X08

Não é que a quarta parte da Crise seja tão imprestável quanto o tenebroso primeiro capítulo, mas ela não consegue nem chegar perto da excelente Parte Dois ou mesmo continuar no elã da razoável Parte Três. A solução dada para Oliver não só parece preguiçosa, como tudo o que acontece para encerrar – para fins do episódio – toda a crise, aí incluído o flashback para Mar Novu fazendo besteira ao tentar viajar para o começo dos tempos, parece simplista e barato, algo jogado de qualquer jeito nas telas sem um encadeamento lógico que sustente a narrativa. É ao mesmo tempo levemente divertido pela própria bobagem da coisa toda e tremendamente frustrante por mostrar em breves sequências, como os bons momentos cômicos com Lex Luthor (e olha que eu não suporto essa versão do vilão de Jon Cryer), tudo o que o crossover poderia ter sido.

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3º Lugar: Fadeout

8X10

E, com isso, mesmo com todo o chororô que marca a despedida, mesmo com a reformação do casal vai-não-vai Thea Queen e Roy Harper (aquele braço mecânico paraguaio dele foi comprado no camelô, só pode…), mesmo com a ressuscitação de personagens que muito provavelmente deveriam ter permanecidos mortos, mesmo que tenhamos que ter aturado Felicity de novo e mesmo que Star City tenha sido magicamente libertada dos crimes, no final das contas o adeus para Oliver Queen até que conseguiu ficar acima da linha do meramente mediano. Por outro lado, é triste notar que isso é o máximo que a CW consegue fazer para o personagem fundador de seu multiverso.

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2º Lugar: Leap of Faith

8X03

Leap of Faith, ao fazer o básico, consegue destacar-se (como diz o ditado, em terra de cego…), com Katie Cassidy realmente mostrando-se promissora nessa carreira se ela decidir segui-la. Só fico imaginando o que Arrow poderia ser se um pouco mais de esforço fosse feito para realmente desenvolver personagens e tramas.

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1º Lugar: Reset

8X06

Reset é um alívio, especialmente depois do tenebroso Prochnost. Fico pensando se Stephen Amell, atrás das câmeras, seria tão bom quanto seus outros dois colegas, mas, por outro lado, fico com medo de imaginar que ele seja tão bom diretor quanto é ator…

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.