Lista | As Nossas 5 Séries de TV Favoritas (Live-action)

Nesta nossa 4ª lista de Favoritos do Plano Crítico (as outras três foram sobre filmes, livros e álbuns), trazemos as nossas 5 séries de TV favoritas para vocês. É sempre importante lembrar a diferença entre FAVORITO e MELHOR, de modo que, ao olhar as escolhas abaixo, pedimos que tenham em mente o fato de estarem vendo os FAVORITOS de cada crítico indicado, não necessariamente as séries que consideramos melhor, ok? E antes da lista, seguem as regras para esta edição.

  1. Séries já finalizadas (exceção a Doctor Who, pela longevidade);
  2. Séries live-action.

Não se esqueça de comentar, fazer a sua própria lista de 5 séries favoritas e contar um pouquinho como você a conheceu e como se apaixonou por ela. Boa leitura e bons episódios!

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Luiz Santiago

O meu primeiro contato com narrativas seriadas na TV foi através de desenhos animados e novelas, como a maioria dos brasileiros na minha geração, creio eu. Minha última novela eu me lembro muito bem, foi O Clone (eu tinha 14 anos na época) e as minhas primeiras séries foram Chaves e Chapolin, que acompanhava durante o almoço, depois que chegava da escola. Mas foi com Os Normais e A Grande Família (ambas iniciadas em 2001) que eu realmente peguei o gosto pelo formato e passei a procurar coisas na minha internet discada (há muito tempo…), até descobrir Friends. E tudo mudou.

Abaixo estão as minhas 5 séries favoritas dentre todas que eu já assisti e que, se um exército de unicórnios carnívoros e contaminados com um vírus mortal invadissem a Terra e eu precisasse salvar 5 séries, com certeza estas seriam as escolhidas.
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Doctor Who

BBC / 35 temporadas (Reino Unido, 1963 – presente)

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DOCTOR WHO! Qualquer pessoa que me conheça pelo menos um pouquinho saberia que DW entraria nessa lista! Como eu amo essa série! Eu conheci a série em 2009, por um feliz acidente de feed em redes sociais. Eu já havia ouvido falar em Doctor Who àquela época, claro, sempre com muito respeito e paixão, mas nunca me animei para ver a série. Até que uma simples pergunta que eu fiz (“precisa ver a série antiga antes?“) e a sábia resposta que recebi (“não“) definiram o meu futuro televisivo. Eu precisei apenas de dois episódios para me viciar — pois é, sou daqueles que viram Rose e conseguiram se sentir 100% animados para continuar assistindo ao show — e hoje coleciono tudo o que sai (e o que não sai também) no Brasil sobre a série. De longe, de perto, de qualquer distância, a minha série, de fato, favorita.
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Twin Peaks

ABC / 2 temporadas (EUA, 1990 – 1991)

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Se você leu a nossa lista sobre álbuns favoritos, deve se lembrar que eu comentei ter sido um jovem que gastava muito dinheiro. Mas com coisas boas. Uma delas, por exemplo, com um box que encontrei numa certa loja, um certo dia. Eu nunca tinha ouvido falar nessa tal de Twin Peaks, mas conhecia bem a obra do David Lynch. Comprei o box com a série completa. E me apaixonei perdidamente por essa insanidade sem tamanho… Quem disse que comprar ensandecidamente não pode trazer coisas muito boas?
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Firefly

FOX / 1 temporada (EUA, 2002 – 2003)

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Essa aqui eu devo reverências ao meu Mestre Ritter Fan. Em idos de 2010, quando o Plano Crítico ainda não existia e nós dois tínhamos nossos humildes blogs, trocamos alguns comentários simpáticos sobre a saga do Planeta dos Macacos e sobre séries de TV. E então ele me indicou duas séries, uma delas, Firefly. E sou grato a ele por ter me indicado essa preciosidade de Joss Whedon! Não há dúvidas que se trata de uma das melhores do gênero!
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Friends

Warner / 10 temporadas (EUA, 1994 – 2004)

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Como já falei na apresentação, conheci Friends pela internet, mais ou menos em 2001. E nem preciso dizer que foi amor à primeira vista. E também nem preciso dizer que até hoje foi a série que eu vi mais vezes inteira (são 10 temporadas!). Pois é. Primeiro amor é daquelas coisas incontroláveis, inesquecíveis e viciantes.
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O Mestre e a Margarida

Goskino, Telekanal / 1 temporada (Rússia, 2005)

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Quando o livro O Mestre e a Margarida (1928 – 1941) foi lançado no Brasil, eu já o conhecia de um fórum que comentava sobre a série baseada nele. Depois de ouvir tantas maravilhas, fui, um pouco relutante, comprar a obra. Confesso que comecei me impressionar já a partir da capa, e, quando li o primeiro capítulo, já estava naquele estágio em que você só larga o volume depois de terminar. O livro é tão bom que se tornou o meu segundo livro favorito de todos os tempos (este e os outros quatro vocês podem ver nesta lista) e a série baseada nele é tão boa que entrou para a minha lista de favoritas também! Bulgákov deve estar sorrindo de maneira muito macabra de onde ele deve estar…

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Ritter Fan

Séries de televisão foram, aos poucos, se tornando um vício. No início, lá pelo comecinho dos anos 2000, era adepto do binge watching por intermédio de DVDs e Blu-Rays de temporadas inteiras. Depois, aos poucos, fui migrando para serviços de streaming como Netflix e, hoje, até acompanho séries semanalmente e não só para escrever para o site. E, se no começo eu via apenas uma série de cada vez, agora são mais de dez ao mesmo tempo, em um lento processo de enlouquecimento.

Mas eu divago.

O fato é que escolher cinco séries favoritas em um universo de séries já encerradas nem foi um exercício tão difícil assim. Tive, claro, que deixar de fora algumas sensacionais, como Além da Imaginação (a original, de 1959 a 1964) e Família Soprano, talvez a obra que tenha definitivamente elevando o nível das séries televisivas e a recém-encerrada Justified. Mas as cinco que escolhi são as cinco que, hoje, sem titubear, levaria para uma ilha deserta para rever múltiplas vezes.
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Mad Men

AMC / 7 temporadas (EUA, 2007 – 2015)

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Sim, essa série acabou de acabar e sim, ela está em primeiro lugar na minha lista. Exagero? Olha, devo dizer que não é, pois pensei muito para tomar essa decisão e concluí que a reconstrução de época, as atuações e a fascinante história do dia-a-dia dos publicitários da Madison Avenue, capitaneados pelo carismático e problemático Don Draper merecia o posto mais alto em minha lista, mesmo estando recente na memória. É uma daquelas séries que, quando acabou, fiquei triste por dias e dias a fio. Uma verdadeira obra-prima.
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The Wire

HBO / 5 temporadas (EUA, 2002 – 2008)

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Essa foi a série que, por muitos anos, permaneceu em primeiro lugar em minha lista pessoal. Uma obra policial que não depende de reviravoltas, tiroteios, mortes e outros artifícios para contar magistrais histórias. É a vida como ela é tanto de policiais quanto de bandidos em Baltimore, nos EUA, sem firulas, sem invencionices, sem pirotecnia. Dominic West, apesar de nunca depois ter se provado um grande ator, dá um show aqui como Jimmy McNulty e Idris Elba se revela para o mundo com seu fascinante Stringer Bell. E, claro, como esquecer de Michael Kenneth Williams como o assassino Omar Little?

Uma série muita a frente de seu tempo que põe no chinelo a totalidade dos dramas policiais da atualidade.
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Seinfeld

NBC / 9 temporadas (EUA, 1989 – 1998)

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Eu não gosto muito de sitcoms e, depois de muita análise, descobri a razão: Seinfeld!

Acompanhava religiosamente essa série quando ela ainda passava na TV (antes das reprises!) e sempre me apanhava rindo que nem um louco desse show “sobre o nada” como Jerry Seinfeld e Larry David bem a qualificaram. E, quando ela acabou, seus episódios mantiveram o frescor e a vitalidade, sendo tão engraçados hoje quanto eram em sua época de ouro. Com isso, fiquei mal-acostumado e nunca mais encontrei uma sitcom que sequer arranhasse a superfície da inteligência do roteiro e do timing cômico da quadra principal.
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Deadwood

HBO / 3 temporadas (EUA, 2004 – 2006)

DEADWOOD

Nunca perdoei a HBO por ter cancelado Deadwood ao final da terceira temporada. O único consolo é que, como a história contada é, em grande parte, baseada em fatos reais, é possível pesquisar o destino dos personagens principais sem muito esforço.

De toda forma, o trabalho de David Milch, criador e showrunner dessa série é inigualável. Os diálogos transitam entre o inglês shakespeariano e o coloquial, fatos são misturados perfeitamente com ficção e a reconstrução da cidade de Deadwood, na Dakota do Sul, lá pelos anos 1870 é de tirar o fôlego. É uma série de western que desmistifica a imagem clássica dos faroestes que temos na cabeça e nos apresenta personagens inesquecíveis como Seth Bullock, vivido por Timothy Olyphant (que viria mais ou menos repetir seu papel na também excelente Justified), Al Swearengen, encarnado inacreditavelmente bem por Ian McShane, E.B. Farnum, vivido por William Sanderson e George Hearst (pai de William Randolph Hearst, o homem que inspirou Orson Welles a dirigir e produzir Cidadão Kane), vivido por Gerald McRaney. Essa série é tão bem feita que, depois de assisti-la, é difícil voltar a ver faroestes novamente…
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Battlestar Galactica

Syfy / 4 temporadas (EUA, 2003 – 2009)

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Precedida de uma minissérie, o reboot de Battlestar Galactica, série clássica da década de 70 que só durou uma temporada, é uma obra-prima da ficção científica. E olha que meu amor “de criança” pela série original me fez torcer o nariz para o reboot.

No entanto, quando a série engrenou, com discussões filosóficas, religiosas e políticas em meio à fuga desesperada de diversas naves capitaneadas pela astronave de combate Galactica com seu Comandante (e depois Almirante) Adama no comando, foi absolutamente impossível não se tragado por esse incrível universo criado por Ronald D. Moore. E os efeitos especiais, usados parcimoniosamente, ainda são de primeira mesmo considerando-se as séries modernas. Um marco na televisão, sem dúvida alguma.

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Anthonio Delbon

Breaking Bad

AMC / 5 temporadas (EUA, 2008 – 2013)

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Cara…o que falar de Breaking Bad? Como não ser repetitivo nos tantos elogios que ela merece e que sempre serão insuficientes? Na boa, se não assistiu, pare tudo, pare a sua vida e conheça logo essa maravilha. Se assistiu, você sabe a dificuldade que é encontrar palavras para descrever Mr. White, Jesse e companhia. Eu não sei bem como nem quando, e vira e mexe me pego pensando nisso, mas eu sei que BB mudou minha vida. E para melhor, em inúmeros sentidos. É excepcional, daquelas experiências que me fizeram perceber o privilégio que é estar vivo e poder vivenciar esse tipo de fenômeno.
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The Office

NBC / 9 temporadas (EUA, 2005 – 2013)

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Para mim, o suprassumo das séries de comédia. Até por misturar ótimo drama, principalmente nas primeiras temporadas, com uma comicidade pseudo improvisada, surreal na medida certa com personagens e situações assustadoramente reais, The Office consegue transformar seu ódio por Michael Scott em rios de lágrimas na sua despedida. Um parágrafo não é suficiente para falar de cada personagem, do sutil humor e da sensação de união que só a Dunder Mifflin foi capaz de causar nos seus fãs por nove temporadas. Como menção honrosa ainda cito Parks e Recreation, recentemente finalizada que teve ótimos momentos de glória. Mas nenhuma comédia – nem Friends, outra que me marcou – é tão especial quanto o The Office americano.
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Firefly

FOX / 1 temporada (EUA, 2002 – 2003)

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Fiz o caminho inverso e conheci a série pelo filme Serenity, um dos meus favoritos sobre ficção científica. A empolgação em descobrir que aquela equipe teve um seriado de televisão – ainda que curtíssimo – foi gigante. Foi tudo bem rápido e na esteira de descoberta dos trabalhos de Joss Whedon, incluindo Buffy – ainda não terminei de ver –  e a excelente hq dos Surpreendentes X-Men. Firefly, enfim, tem toda a dinâmica de equipe divertida dada pelos diálogos de Whedon, assim como boas cenas de ação e personagens e falas marcantes. Uma diversão bem-feita, sem muita ambição e que me arrependo de não ter visto antes.
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The Killing

AMC / 4 temporadas (EUA, 2011 – 2014)

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Minha relação com Linden e Holder foi de altos e baixos, mas, no geral, posso falar que se trata de uma das minhas séries encerradas favoritas. As duas primeiras temporadas, ainda que um pouco arrastadas, fizeram os dois protagonistas caírem na graça do público. As duas últimas trouxeram coadjuvantes ainda mais incríveis e duas tramas bem amarradas na chuvosa e fria cidade do grunge. Ainda não vi o The Killing original, europeu, que dizem ser até mais sombrio, mas a dupla de investigadores da polícia de Seattle merece lugar nessa lista sem dúvida alguma.
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Um Maluco no Pedaço

NBC / 6 temporadas (EUA, 1990 – 1996)

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Nostalgia. A comédia que marcou a infância de muitos, junto com Chaves. Bons tempos aqueles em que se voltava da escola e o almoço era em frente à tv assistindo SBT sem nenhuma outra preocupação com a vida. A dancinha do Carlton ao som de Tom Jones não poderia ficar de fora, nem “Jump On It” e nem Jeffrey, o melhor mordomo da história da televisão.

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Handerson Ornelas

Chaves

Televisa / 7 temporadas (México, 1972 – 1979)

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É meu primeiro lugar. Sempre vai ser. É um tema que parece que une todos os brasileiros. Meu avô conhece Chaves, assim como meu pai e provavelmente meu filho assistirá também. É através de piadas ingênuas extremamente divertidas e conteúdo inteligente, sem censura ou baixaria que Roberto conseguiu criar uma comédia memorável para o público brasileiro, construindo os melhores personagens que uma série de comédia poderia pedir.
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Friends

Warner / 10 temporadas (EUA, 1994 – 2004)

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É bem provável que seja a melhor sitcom já feita até hoje. Coloque um elenco carismático, personagens extremamente bem trabalhados e as melhores piadas que os americanos podem oferecer e você tem Friends. É bom a ponto de dar as mesmas risadas seja lá quantas vezes você for ver o mesmo episódio.
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Heroes

NBC / 4 temporadas (EUA, 2006 – 2010)

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EU SEI, EU SEI, EU SEI. Provavelmente a série que mais naufragou na história. Mas o que posso fazer? Adorei a primeira temporada, facilmente uma das minhas temporadas preferidas de séries, e mesmo se tornando uma total vergonha na segunda e terceira temporadas, continuei assistindo. A quarta revigorou um pouco a série, mas naquele ponto Heroes já tinha perdido seu público e não tinha mais o que fazer. É pela loucura que Tim Kring me deixou na primeira temporada e pelos excelentes personagens que a série recebe um lugar reservado aqui.
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Doctor Who

BBC / 35 temporadas (Reino Unido, 1963 – presente)

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Doctor Who é um exemplo único de sci-fi. Viagem no tempo + Aliens + Loucuras e ideias quase non sense + bom humor inglês. O que se vê em Doctor Who – tanto para o bem quanto para o mal – você não encontra em outras obras sci-fi.
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The Mentalist

CBS / 7 temporadas (EUA, 2008 – 2015)

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The Mentalist entra nessa lista basicamente pra representar séries de policial, um gênero que curto bastante, apesar de assistir bem menos do que gostaria. Por ter acompanhado a série de investigação liderada pelo “pilantra” consultor da CBI, Patrick Jane, desde seu primeiro episódio até o fim de sua saga nessa sexta temporada e pelo carisma enorme do protagonista – um de meus personagens preferidos da ficção – ela entra aqui. Mas The Mentalist está longe de ser perfeita, disso eu sei. Isso é só um modo de homenagear séries do gênero como Law And Order, Law And Order SVU e CSI  que pego episódios soltos na TV (saudades das manhãs que acordava e assistia Law And Order).

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Lucas Borba

Lost

ABC / 6 temporadas (EUA, 2004 – 2010)

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Quantificar favoritos, como é natural, é difícil. Assim, decidi colocar Lost na primeira posição, apesar de considerar apenas as duas primeiras temporadas, que me deixavam naquela euforia quase incontrolável, provavelmente entre as maiores que já senti, beirando ao doentio, para saber o que aconteceria no episódio seguinte. O prazer de trocar teorias com os amigos era impagável. Infelizmente, tudo veio por água abaixo, ouso dizer, uma das maiores calamidades artísticas da televisão, tudo pelo bom e velho interesse comercial.
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Smallville

CW / 10 temporadas (EUA, 2001 – 2011)

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Das séries concluídas de heróis, Smallville é com certeza minha favorita. Acompanhar o amadurecimento do super homem durante dez anos, da adolescência à fase adulta, foi uma experiência que levarei comigo para sempre e, ouso dizer, que até ajudou a me moldar como pessoa. Sim, porque vejo muito do personagem em mim – não o herói original, reparem bem, mas tal qual é retratado em Smallville.
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Alias

ABC / 5 temporadas (EUA, 2001 – 2006)

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Sim, mais uma série de J. J. Abrams, produção que revelou sua engenhosidade a um grande público e deu início à sua até então carreira de sucesso. Mistura drama, espionagem, ficção científica e caça ao tesouro no melhor estilo Indiana Jones, com missões que se conectam entre um episódio e outro, num gigantesco quebra cabeça global. É muito arrebatadora por seu dinamismo, especialmente perceptível nas primeiras temporadas – muita coisa acontece num único episódio. Infelizmente, trata-se de um programa que ainda não consegui concluir, mas é certo que sempre lembro das duas primeiras temporadas com grande afeição, e da terceira com contentamento, na certa estando entre as séries mais marcantes que já vi até então.
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Breaking Bad

AMC / 5 temporadas (EUA, 2008 – 2013)

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Como sei que aconteceu com muita gente, essa série me conquistou aos poucos. Fiquei sabendo dela por um grande amigo e, embora o primeiro episódio tenha chamado minha atenção, não imaginei que logo seria tão arrebatado pela narrativa que tanto me remete ao estilo tarantinesco de contar uma história. Feito o gancho da primeira com a segunda temporada, porém, o vício, no bom sentido, estava efetivado. Com um final redondo, que não surpreendeu, mas satisfez, sob o peso de cinco temporadas ímpares, é com orgulho que incluo a série na quinta posição de minha lista.

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A Cura

Rede Globo / 1 temporada (Brasil, 2010)

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Com nove episódios que TIVERAM ALTOS E BAIXOS, a até então minissérie assim me marcou pela trama e mistérios arrebatadores, sob uma mitologia com cores nacionais, pelas grandes atuações e pela trilha sonora de tirar o chapéu. O final inconclusivo, com uma promessa de continuação que talvez nunca tenhamos, sabe-se lá por qual motivo, deixa tanta gente, inclusive minha pessoa, chupando o dedo.

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André Oliveira

Friends

Warner / 10 temporadas (EUA, 1994 – 2004)

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É impressionante que, mesmo depois de tantos anos de seu término, Friends continua fazendo parte da minha vida – e de tantas pessoas. O casamento de um elenco inacreditavelmente entrosado, de atuações únicas, um roteiro brilhante e muita personalidade faz com que Friends seja imbatível. A série faz parte da história da minha vida por diversos motivos e dificilmente será esquecida. A saga nova-iorquina que acompanha a juventude de Rachel, Phoebe, Monica, Ross, Chandler e Joey já é um clássico da TV americana.
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Sex and the City

HBO / 6 temporadas (EUA, 1998 – 2004)

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Sex and the City é uma série que marcou a história da televisão por ser tão charmosa, honesta e irreverente. Além do roteiro praticamente impecável, outro grande feito da série de Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha é a personalidade com que a cidade de Nova York é transpassada na tela: sua arquitetura, estilo de vida e costumes são, também, protagonistas da série, tão importantes como qualquer situação de drama ou comédia da vida dessas mulheres. Você ri – e muito! -, se emociona, se apega. Sex and the City, independente de gênero, é uma série sobre a vida e tudo que acontece nessa louca jornada.
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Nip/Tuck

Warner, FX / 6 temporadas (EUA, 2003 – 2010)

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A série de Ryan Murphy sobre os cirurgiões plásticos Sean McNamara e Christian Troy é muito mais do que um procedural médico. Através desses dois doutores narcisistas, pervertidos e egocêntricos, o espectador vai, temporada após temporada, entrando num submundo de vaidade, muito sexo, perversão, loucura, desejo e glamour. Polêmica, excêntrica e sempre tocando na ferida, Nip/Tuck toca em diversos assuntos que a sociedade teima evitar. Desde as estonteantes – e extremamente realistas – cenas de cirurgia plástica às aventuras sexuais muito bem realizadas, Nip/Tuck é um deleite para os olhos e uma experiência inesquecível.
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True Blood

HBO / 7 temporadas (EUA, 2008 – 2014)

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O que começou como uma série de vampiros com um ótimo argumento, em pouco tempo expandiu seu universo e virou uma incrível e divertida história com diversos seres sobrenaturais e uma deliciosa mitologia. Seus cativantes personagens, interpretados por um elenco extremamente competente, fazem com que o espectador rapidamente se apegue e se importe com cada um deles. Inventiva, dinâmica, inteligente, despudorada e sem frescura, True Blood se solidificou, facilmente, como uma das melhores séries de temática sobrenatural de todos os tempos.
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Skins

Channel 4 / 7 temporadas (Reino Unido, 2007 – 2013)

Skins

Skins é o tipo de série “ame-a ou deixe-a”. Considerada por muitos irreal e extremamente exagerada, a série conta as aventuras, anseios, noitadas, loucuras, transas e tudo o que faz parte da rotina de três grupos diferentes de jovens de Bristol, na Inglaterra. Skins é pesada? Sim. Exagerada? Muitas vezes. Porém, se você se permite ver além disso, percebera que ela é uma serie honesta que retrata os jovens como devem ser, como pessoas. Pessoas falhas, como você e eu, que precisam lidar e aprender com as consequências de seus atos. Emocionante, extremamente bem realizada, escrita, atuada e filmada, Skins mexe com os sentidos do espectador e é uma experiência única, assim como a adolescência.

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Guilherme Coral

Battlestar Galactica

Syfy / 4 temporadas (EUA, 2003 – 2009)

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Battlestar me conquistou logo nos primeiros minutos. O então comandante Bill Adama anda pelos corredores da Galactica em um maravilhoso plano sequência que abre uma série simplesmente extasiante. Dificilmente vemos um enredo no qual os personagens tanto mudam, evoluem e são moldados pelo rico universo em volta deles. Com temporadas que pouco a pouco vão ficando mais e mais mind blowing, Battlestar Galactica é algo simplesmente obrigatório para qualquer um, traçando interessantíssimos paralelos com nossa sociedade, construindo críticas que irão perdurar por anos e anos em uma produção atemporal.
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A Família Soprano

HBO / 6 temporadas (EUA, 1999 – 2007)

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Simplesmente um marco na história da televisão, A Família Soprano simplesmente te suga para dentro de sua narrativa. Nós passamos a fazer parte dela, viramos íntimos de Tony enquanto ele joga seus problemas diante da tela. Definitivamente uma daquelas obras que te deixa desolado com o fim. E que fim! Mas não se preocupem, não irei estragar a surpresa, mas não deixem de assistir essa maravilhosa desconstrução daquele mafioso que vemos em O Poderoso Chefão. Uma série não sobre a máfia, mas sobre uma família, que, por acaso, está metida nesse meio.
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Breaking Bad

AMC / 5 temporadas (EUA, 2008 – 2013)

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Não poderia faltar, não é? A saga, ou deveria dizer, a queda de Walter White é a perfeita desconstrução do sonho americano, o fim da família perfeita através de uma aventura insana e imprevisível, que transforma um simples professor de química em um gênio do crime. Como não comparar sua transformação àquela de Michael Corleone, tão trágica quanto? Definitivamente uma série eterna, repleta de personagens memoráveis, inclusive o sensacional Saul, que ganhou seu próprio spin off (que é tão bom quanto!). E não se esqueçam, crianças, jamais, quem é o perigo.
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Boardwalk Empire

HBO / 5 temporadas (EUA, 2010 – 2014)

BoardwalkEmpire

HBO novamente nessa lista com outra série sobre a máfia, dessa vez, baseada em fatos reais. Boardwalk Empire é hipnotizante de sua sequência de abertura até os créditos finais. Nucky Thompson, vivido magistralmente por Steve Buscemi, é um personagem que nos suga para dentro de seu universo e a cada temporada enfrenta um desafio diferente que nos faz sempre perguntar como ele irá sair por cima. Isso sem falar nos icônicos coadjuvantes, Al Capone, Lucky Luciano, Arnold Rothstein, Nelson Van Alden, dentre muitos outros. Se, dúvidas um seriado que merece ser assistido e reassistido incontáveis vezes.
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Utopia

Channel 4 / 2 temporadas (Reino Unido, 2013 – 2014)

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Toda vez que penso em Utopia meu coração aperta ao lembrar que foi cancelada. Permitam-me dizer: ninguém tinha o direito de fazer isso. Um roteiro simplesmente hipnotizante, com uma tensão crescente que só é rivalizada pela absurda direção de arte. Tons vibrantes garantem um certo surrealismo à obra, aproximam o conceito de Utopia, mas o que vemos é justamente o oposto, uma sociedade repleta de conspirações, mortes e banalização da violência. Ahh sentiremos saudades de você, Utopia!

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Gisele Santos

Breaking Bad

AMC / 5 temporadas (EUA, 2008 – 2013)

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George Vincent Gilligan, Jr. é o nome por trás de duas séries dessa lista. A primeira, na minha modesta opinião, uma das séries mais incríveis já feitas na televisão. Com data para encerrar a saga do professor de química que vira o chefão das drogas comoveu todo mundo e rendeu muitos milhões de dólares para os seus produtores. Mas nem a audiência e nem o dinheiro fizeram com que a equipe seguisse adiante na história, que teve um fim apoteótico em 2013. Deixou saudades…
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Dawson’s Creek

WB / 6 temporadas (EUA, 1998 – 2003)

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Foi uma amiga de faculdade que, em 2001, me falou dessa série. Na época, a Globo havia comprado os direitos de exibição de Dawson’s Creek e a turma de Capeside habitava aquele famigerado horário das manhãs de sábado na programação da emissora. Acho que eles passaram só a segunda temporada (pularam a primeira) e depois nunca mais. Mas essa amiga tinha os DVD’s da série (ostentação total!) e ia me emprestando. Me apaixonei de cara pelos conflitos vividos por Dawson, Peacey, Joey e Jen. Chorava e ria com eles, afinal também estava chegando na vida adulta e tentando me encontrar. Após cinco temporadas, enfim, Joey escolheu seu amor e o triângulo amoroso criado foi desfeito, mas de uma forma que convenceu os fãs. Hoje tenho todas as temporadas em casa e, de vez em quando, coloco no DVD para lembrar de como era boa aquela época!
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Arquivo X

Fox / 9 temporadas (EUA, Canadá, 1993 – 2002)

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Tá aqui a outra série de Vincent Gilligan. As aventuras sobrenaturais de Mulder e Scully moldaram minha adolescência. Na época, sem Internet e essas tecnologias, eu tinha que buscar os episódios com amigos que gravavam da TV, quase sempre dublados. Mas ainda assim os conflitos vividos pelos dois me deixavam em êxtase. Até hoje o seriado é referência na minha vida (me busca lá no Instagram: gilscully 😉 ). A série vai ganhar alguns episódios novos e a felicidade não cabe mais em mim!
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Twin Peaks

ABC / 2 temporadas (EUA, 1990 – 1991)

twinpeaks

Assisti a série pela Globo que comprou os direitos e passava no domingo, se não estou enganada. Anos depois fui descobrir que a emissora picoteou a série e exibiu, na verdade, metade dela. Mesmo assim já tinha achado o máximo o mistério que envolvia a morte de Laura Palmer. Vi toda a série anos depois e me convenci de que ela era anos à frente de seu tempo. O seriado também vai ganhar novos episódios em breve!
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V: Visitantes

Warner / 2 temporadas (Canadá, EUA, 2009 – 2011)

v

Comecei a assistir V cheia de expectativas. A primeira temporada prometia: alienígenas chegavam à Terra como uma esperança para a cura de doenças e a melhoria da nossa qualidade de vida. Mas claro que havia muita coisa por trás disso. Mas a audiência foi caindo, a série foi se perdendo e acabou cancelada. Uma pena!

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.