Lista | As Nossas Melhores Leituras em 2019: Quadrinhos

plano crítico as melhores leituras de quadrinhos de 2019
  • ATENÇÃO: As despedidas, votos finais e fofuras de encerramento do ano deixaremos para fazer no tradicional Editorial Plano Crítico, dia 31/12, como de costume.

Esta lista NÃO é apenas de leituras de obras lançadas em 2019, seja no Brasil, seja no exterior. Claro que podem aparecer obras lançadas neste ano, mas a proposta é apenas ranquear as nossas melhores leituras ou releituras de janeiro a dezembro, independente de quando o volume em questão chegou ao mercado.

Já deixo também o convite para vocês compartilharem nos comentárias as suas listinhas de 10 melhores leituras de quadrinhos neste ano! E caso queiram ver as nossas outras listas sobre o tema, clique aqui!

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🐂 Luiz Santiago

Eu sempre li muito. E desde que consigo me lembrar, no montante das minhas leituras da cada ano, os quadrinhos SEMPRE estiveram no topo da lista em termos de quantidade. Como eu sempre tive HQs em casa e muita influência da família para consumir essa mídia, até hoje ela permanece como aquela que eu mais leio no ano. Por isso fazer uma lista de quadrinhos para mim é ainda mais difícil que a de livros, porque eu acabo tendo muito mais opções. Mas vamos lá. Este ano eu tive surpresas maravilhosas, descobri muita coisa (especialmente de quadrinhos italianos) e o último quadrinho que li antes de fechar a lista acabou ganhando não apenas o 1º lugar nela, como também furou o meu TOP 5 de quadrinhos favoritos da vida.

Antes da lista oficial, porém, deixarei as minhas menções honrosas aos títulos que adorei a leitura, mas que não entraram na versão final da lista. Bora lá. Valérian e Laureline: O País Sem Estrela (1970 – uma história maravilhosa com uma visão sci-fi para a “guerra dos sexos”), Quatro Dedos ou O Homem de Papel (1982 – estava procurando alguma coisa do começo da carreira do Manara e cheguei a esse quadrinho, que foi uma surpresa pelo tom menos erótico que ele adota), Hulk: Círculo Vicioso (1987 – baita história do Verdão… ou melhor, aqui, Cinzão da Marvel, abrindo com chave de ouro o longevo run de Peter David à frente do personagem), O Poder de Shazam! (1994 – uma sensacional recriação de Jerry Ordway para a origem do Grande Queijo Vermelho), Astro City: Álbum de Família (1996 – Astro City provavelmente irá constar nas minhas listas anuais, em algum lugar, até que eu tenha terminado a série toda…), Dampyr: Nascido no Pântano e Delta Blues (2001 – por muito pouco essa lindeza não ocupou o lugar do arco que coloquei na lista oficial. O problema é que Dampyr é todo sensacional… difícil escolher o melhor), The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse (2007 – só li mesmo porque a série estava chegando e queria ter acesso à obra original antes. E que bom que eu li!), Pantera Negra vs. Deadpool (2018 – uma divertida e curiosa parceria, cheia de provocações. Uma das coisas mais divertidas que li esse ano), Horácio – Mãe (2018 – o que eu chorei na leitura desse volume não está escrito. História simplesmente tocante, uma das melhores Graphic MSP, com certeza!) e, por fim, um quadrinho que estava na lista oficial (em 10º lugar) até eu ler o que agora é o 1º e aí este precisou sair: Contos dos Orixás. Mas me sinto um pouco melhor porque ele entrou na lista da vaquinha do Rodrigo, então está tudo bem.
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10º 🇮🇹 – Adam Wild: Os Escravos de Zanzibar

Dos costumes locais à marcação firme da moral e ética do protagonista, conhecemos também alguns personagens que se tornarão recorrentes na série: Amina, uma princesa Bantu prestes a ser vendida para um circo americano e que é libertada numa operação cheia de suspense nessa história; Makibu, ex-escravo comprado e libertado por Wild, sempre com seu manto branco e fez na cabeça; e Sam, um afro-americano que se redime de um trabalho questionável e tem como característica a sua touca de lã e seu suéter.

9º 🇺🇸 – Usagi Yojimbo – Livro 5: Bode Solitário e Filhote

Neste quinto volume que compila as histórias de Usagi Yojimbo (no caso, as edições #19 a 24 de Usagi Yojimbo Vol.1), o autor e desenhista Stan Sakai conseguiu inovar sua própria narrativa e adicionar doses altas de poesia na abordagem para a cultura e história do Japão medieval, fazendo dos cinco contos aqui narrados uma viagem de diferentes pesos dramáticos, morais e com um distinto caminho para a ação, sendo o mais diferente deles o incrível aventura A Kite Story.

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8º 🇺🇸 – Beasts of Burden: Rituais Animais

O final do último capítulo deixa claro que há uma trama maior por vir e um ótimo gancho para a continuidade da série. Narrativa e graficamente excepcional, Beasts of Burden é, definitivamente, uma pérola dos quadrinhos modernos que merece atenção do público.
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7º 🇮🇹 – Dampyr: O Filho do Vampiro e A Estirpe da Noite

Dampyr foi o 12º título da Sergio Bonelli Editore que eu tive a oportunidade de ler desde o início e confesso que foi o que mais surpresa me causou, pelo seguinte motivo: por saber que se tratava de uma história de vampiros, eu esperava algo básico, até um pouco batido. Todavia, a experiência que tive aqui foi completamente diferente do que esperava, para o lado positivo, tanto que se tornou uma das minhas estreias favoritas de uma série na casa italiana.

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6º 🇫🇷 – Druuna: Morbus Gravis

Do desejo reprimido ao estupro, Morbus Gravis nos mostra o começo espetacular de uma jornada cuja personagem nasceu e cresceu num mundo que a enganou e dominou. O roteiro de Serpieri funciona bem na relação entre os indivíduos desse mundo podre e o forte erotismo que permeia a obra (poucas exceções às frases bobas e reações de Druuna frente ao perigo) e o resultado final, com uma inesperada revelação digna das grandes ficções científicas, é simplesmente soberbo.
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5º 🇺🇸 – Doomsday Clock #10: Ação

Da excelente arte de Gary Frank à “conclusão” da investigação ‘Multiversal‘ (ou ‘Metamultiversal‘) de Manhattan, vemos os muitos caminhos dessa série se afunilarem para uma via única, chegarem ao ponto prometido desde o princípio. Agora nós já sabemos “como” e “por quê“. Até o final de 2019 — se todas as forças do Multiverso nos ajudar — veremos a grande batalha entre os Azulões e a forma como Manhattan, suas criações e anulações mais uma série de outras alterações feitas por ele irão se aglutinar na DC. Impossível não ficar pilhado por isso.

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4º 🇮🇹 – Tex: O Nascimento de um Herói

Uma excepcional aventura de colonização que mostra que alguém precisa de muitos heróis em sua vida antes que ele mesmo possa ser chamado de herói. Uma origem digna de Tex.
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3º 🇫🇷 – Um Pedaço de Madeira e Aço

Neste livro, somos convidados a contemplar a vida de uma forma bem diferente, mais calma, fora da agenda e dos horários marcados; fora dos compromissos. Aqui nós vemos, como se fosse pela primeira vez — e em todo o encanto possível — as muitas coisas que tantas outras vezes vimos. Ao fim de Um Pedaço de Madeira e Aço, com os olhos marejados, eu me lembrei dos versos de um famoso poema de Fernando Pessoa: “Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo…“. A verdadeira glória da banalidade.

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2º 🇧🇷 – Jeremias – Pele

Um quadrinho forte, mas que em nenhum momento perde a essência da série e abre as portas para que o selo traga ainda mais dilemas sociais sofridos por crianças em nosso país. Coisas assim precisam ser ditas, seu impacto precisa ser mostrado e a esperança de melhoria e superação, exatamente como acontece em Pele, precisa estar sempre no horizonte.
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1º 🇸🇬 – A Arte de Charlie Chan Hock Chye

Para mim, A Arte de Charlie Chan Hock Chye é o tipo de obra que tem tudo para se tornar um material didático de peso, além de ser uma HQ que entretém e que não vai jogar fácil com o leitor ou subestimá-lo. Mesmo existindo cenas de porradaria e clichês industriais propositais nas histórias dentro da história, o volume não vai apresentar o tipo de conflito personagem X vilão/outro-personagem. A proposta e o propósito aqui são outros. E são executados de tal forma que nos deixa incrédulos pelo que acabamos de ler e ver: um perfeito casamento entre técnica e conteúdo fora do núcleo heroico, pelo menos como tema principal. Uma obra preocupada em discutir, fazer pensar, informar de um modo diferente (lembrando um pouco Guy Delisle nesse aspecto) nunca perdendo a proposta criativa de vista, a ode aos mangás e quadrinhos ou à arte de desenhá-los e escrevê-los. Uma das melhores HQs de todos os tempos.

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🦕 Ritter Fan

Aqui vão as minhas menções honrosas, antes da lista principal: Nemo: Rio de Espíritos, Batman: A Vingança do Coringa, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, X-Men: A Saga da Ninhada, O Defunto Logan, House of X / Powers of X, Watchmen: Motion Comic.

10º 🇺🇸 – Batman: Amaldiçoado

Por isso é importante mergulhar em Amaldiçoado já sabendo que essa não é uma HQ para ser lida assim, sem mais nem menos, sem prestar atenção, como se fosse apenas mais uma dentre tantas. Há muita riqueza aqui, tanto visual quanto narrativa, e isso é, sem dúvida alguma, uma notícia alvissareira para leitores que querem mais do que apenas o básico.
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9º 🇬🇧 – Nemo: As Rosas de Berlim

As Rosas de Berlim, mesmo com a proposta simplificada da Trilogia Nemo, é quadrinhos para se abraçar com ternura e lágrimas nos olhos pela sensacional abordagem de Moore e O’Neill para a Alemanha nazista. Vários passos a frente do primeiro volume, este aqui merece realmente figurar ao lado de seus pares na série principal.

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8º 🇺🇸 – Marvel Comics #1000

Marvel Comics #1000 é um divertimento nostálgico, uma forma de muita gente realmente começar a conhecer os recônditos mais obscuros da editora e uma inteligente maneira de se introduzir uma potencialmente interessante história nova que retcona e reúne personagens que sempre ficaram à margem dos holofotes. Que venham mais 80 anos!
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7º 🇺🇸 – Coringa (2008)

graphic novel singelamente intitulada Coringa é, em poucas palavras, uma obra-prima. No mínimo é a mais aterradora versão do Palhaço do Crime nos quadrinhos, quiçá em qualquer mídia. Um feito e tanto considerando a variedade de Coringas sensacionais que as décadas nos trouxeram desde sua criação em 1940.

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6º 🇺🇸 – A Vida e a Morte de Conan, Livro Um

A volta de Conan à Marvel não poderia ser melhor. Há de tudo um pouco nesse arco inicial e creio que tanto leitores entrantes quanto os de longa data sairão muito satisfeitos do cardápio variadíssimo que Jason Aaron e Mahmud A. Asrar servem. A coisa toda é tão boa que fico até com receio se a dupla será capaz de continuar nesse nível de qualidade nas vindouras edições.
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5º 🇺🇸 – Surfista Prateado: Black

Comecei Surfista Prateado: Black sem muitas esperanças de ver algo ao mesmo tempo diferente e reverencial ao personagem e acabei a última página de queixo caído e querendo mais pela mesma dupla. Deve ter sido assim que quem leu o Surfista de Kirby e Lee nos anos 60 se sentiu. Que maravilha!

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4º 🇺🇸 – X-Men: A Saga da Fênix Negra [releitura]

A Saga da Fênix Negra é quadrinhos em sua forma mais pura, mais perfeita e mais poderosa. Claremont e Byrne merecem todas as honrarias por esse arco inesquecível que marcou e ainda marca a Nona Arte!
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3º 🇺🇸 – Marvels [releitura]

Marvels é, sem tirar nem por, uma verdadeira maravilha. Não só é uma belíssima jornada pela história da Marvel Comics, como também uma das graphic novels mais bem sucedidas em colocar o leitor no meio da ação deslumbrante. É a visão boquiaberta de nós, do homem comum, em relação a seres ou ídolos inatingíveis que estranhamente se parecem conosco. É, arriscaria dizer, o mais real que uma HQ de super-heróis mainstream pode chegar e uma verdadeira representação física do conceito da editora da mesma maneira que sua irmã mais nova, Reino do Amanhã, é da DC Comics.

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2º 🇺🇸 – Os Supremos – Vol. 1 [releitura]

O primeiro volume de Os Supremos é a versão “dentes cerrados” dos Vingadores e, diria, o melhor trabalho do Universo Ultimate da Marvel, além de competir seriamente para o panteão das melhores HQs de qualquer universo da editora e ponto final. Uma obra corajosa que influenciou profundamente o futuro da Marvel Comics e, também, do Marvel Studios. Nada mal, não é mesmo?
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1º 🇺🇸 – O Conto da Aia – Graphic Novel

A adaptação em quadrinhos de The Handmaid’s Tale é mais uma maneira desse grande romance ser conhecido e absorvido por um público cada vez maior. Funciona não só como uma forma de relembrarmos o conteúdo da obra original, como também como uma excelente demonstração do comando de Renée Nault sobre sua técnica. O resultado é uma obra que usa a beleza dos desenhos para desvelar o horror que pode estar ali na esquina e que, em muitos países, é a realidade hoje..

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🐮 Rodrigo Pereira

Quadrinhos foi um redescobrimento para mim nesse ano que se encerra. Cresci lendo muitos gibis da Turma da MônicaGarfield e Radicci, assim como alguns mangás (Cavaleiros do Zodíaco, principalmente), mas estava afastado desta arte havia muitos anos. Se em 2018 me aventurei timidamente nessa área, 2019 fui com tudo atrás desde grandes clássicos até obras independentes. As minhas leituras favoritas do ano nesse segmento seguem abaixo. E que venha 2020.
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10º 🇺🇸 – Vingadores Eternamente: Parte 2

Se no cinema vimos a Marvel finalizar sua gigantesca Saga do Infinito, nos quadrinhos me aventurei em uma versão alternativa da equipe das telonas. Com Vingadores de diversas realidades paralelas, a equipe de Vingadores Eternamente é peculiar ao ponto de termos um Capitão América inseguro e sem um pingo de liderança e uma versão do Hank Pym completamente psicopata. A história é envolvente, com algumas reviravoltas interessantes e com personagens bastante cativantes.
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9º 🇺🇸 – Vingadores Eternamente: Parte 1

Como levei bastante tempo entre a leituras de uma parte e outra, decidi separá-las, apesar de serem a mesma. Então, na nona colocação temos a primeira parte de Vingadores Eternamente.

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8º 🇺🇸 – Mercenário: Anatomia de um Assassino

Daniel Way e Steve Dillon, em Mercenário: Anatomia de um Assassino, usam a simplicidade a seu favor e nos brindam com uma história perturbadora, mas de tons cômicos (ou talvez perturbadora justamente porque tem tons cômicos, não sei) que reconta e reconstrói a origem do personagem-título sem recorrer a fogos de artifício. A dupla, basicamente, faz a mímica da sobrenatural habilidade do Mercenário: eles fazem muito com muito pouco. E isso é, por si só, uma arte.
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7º 🇮🇹 – Tex: A Horda do Crepúsculo

Esse foi um presente do Luiz Santiago que quase me obrigou a ler Tex devido à sua paixão platônica pelo protagonista (já que o Ciclope costuma ignorá-lo). Brincadeiras à parte, minha primeira experiência com Tex Willer e Kit Carson não poderia ser melhor. E o que é Vladar? Adorei a caracterização e personalidade do cara. Queria um filme dessa história só para ver o combate desses três.
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6º 🇺🇸 – Batman: Silêncio

Não me prolongarei muito sobre essa obra pois sou voto vencido sobre a qualidade de Batman: Silêncio nessa lista. Só direi que Jeph Loeb só não faz um trabalho melhor no roteiro que a arte impecável de Jim Lee. Ótima história do morcegão.

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5º 🇺🇸 – Demolidor: O Diabo da Guarda

Kevin Smith escreve com extrema propriedade sobre o personagem e ao detalhar seus conflitos internos, mergulha o leitor (novato ou veterano) neste mundo conflituoso onde a religião é usada para justificar todos os atos, sendo eles pecaminosos ou não.
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4º 🇧🇷 – Conto dos Orixás

Se dentro do cinema vimos a exaltação de culturas africanas atingir aclamação global de público e crítica com Pantera Negra, dentro do mundo dos quadrinhos temos Contos dos Orixás, uma obra brasileira de grande qualidade, que aborda temas semelhantes e que merecia destaque e aclamação similares ao filme do nosso príncipe/rei wakandiano favorito.
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3º 🇺🇸 – Guerra Civil

Guerra Civil foi a grande saga da primeira década dos anos 2000 e, arrisco dizer, talvez a mais importante, influente e arriscada de todas as sagas até agora, incluindo aí as da DC Comics. Apesar de um premissa que, em um primeiro momento, pode parecer simples, a saga é fortemente politizada e coloca heróis icônicos da editora uns contra os outros por questões ideológicas, e não por questões rasteiras como “enganos”, “mal entendidos” ou “tramas vilanescas” que sempre levaram a páginas e mais páginas de embates toda vez que um herói se encontrava com outro.

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2º 🇺🇸 – Homem-Animal: A Origem das Espécies

Colocando a guerra em vários frontes externos e internos para o seu personagem, Grant Morrison faz com que nos aproximemos cada vez mais dele e torna ainda mais relevante a sua presença no mundo dos heróis e das pessoas comuns. Nós simpatizamos com o Homem Animal e suas lutas, se não com todas, pelo menos com a maioria delas. É impossível não mergulhar na narrativa e esperar impacientemente para a resolução de todos os mistérios.
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1º 🇺🇸 – Watchmen

Ao lado de Daytripper, Watchmen foi a leitura que mais me impactou no mundo dos quadrinhos e uma das mais impactantes experiências literárias de minha vida. Para definir o quão gigantesca é a obra, o querido Luiz Santiago o faz com maestria neste trecho de sua crítica: Uma coisa é certa: depois de Watchmena Nona Arte nunca mais foi a mesma. Assim como nunca mais foram os mesmos os leitores que chegaram ao final de Watchmen pela primeira vez e, quase sem fôlego e com um enorme incômodo no peito, pensaram: “o que foi isso que eu acabei de ler?”.

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.