Lista | Black Lightning – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Mais uma empreitada da CW no ramo dos super-heróis, Black Lightning (exibida pela Netflix, aqui no Brasil), trouxe uma visão bem diferente daquilo que a emissora está acostumada a mostrar em produções do gênero. Ao lado da grande surpresa que foi a melhoria de Legends of Tomorrow, em sua 3ª Temporada, a estreia de Raio Negro esteve entre as boas entregas da emissora na safra 2017 – 2018. E aqui, trago para vocês a classificação do pior para o melhor episódio deste primeiro ano da série. Todos eles possuem críticas aqui no site, basta clicar nos links que acompanham os títulos para acessar o texto. E não se esqueça de dizer quais foram os melhores episódios desta temporada para você!

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12º Lugar: Sins of the Father: The Book of Redemption

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A cargo de Eric Laneuville, a direção funciona com muita intensidade nas cenas de ação, mas parece presa a um marasmo impenetrável nas cenas mais simples, como a conversa do Jefferson com Jennifer ou na chegada deles à antiga casa da família. Talvez por ter menos espaço para movimento, para posição de câmera ou para criação de um caminho instigante, o diretor tenha mostrado um trabalho apenas parcialmente interessante, apesar de ser um bom diretor. Agora resta a dúvida se os próximos episódios desta reta final da temporada irão mostrar o que realmente precisamos ver ou se vão fazer estágio em um ponto que não impulsiona a série desde o seu quinto episódio. Volto a insistir em algo que falei anteriormente: ou se assume o lado heroico e os mistérios do tipo Arquivo X que combinam tanto com a série, ou estarão jogando fora a oportunidade de fazer Raio Negro terminar com chave de ouro. Vamos ver. E torcer.

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11º Lugar: Equinox: The Book of Fate

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Não bastasse essa má organização do roteiro, ainda temos um final que depõe inteiramente contra o episódio. Não dá para terminar uma história apontando para coisas que o espectador não faz ideia do que se trata. Existe uma sugestão de que o que ocorre com Lala (a ressurreição) seja parte dos experimentos de Lady Eve (ou não?), mas como isso também era um mistério para nós, como podemos aceitar um cliffhanger solto desses? “Ah, mas é intrigante!“. De fato, é intrigante. Mas é ruim! Não se trata de chegar dando respostas. A gente não precisa de respostas agora. Mas se for para adicionar mistérios e novas estranhezas, que seja com base em algo que o público consiga fazer uma imediata teia de conexões e pense em possibilidades. É isso que mantém o jogo ativo. Da forma como veio aqui, isto foi apenas uma ação aleatória, sem critério algum. Sorte que tivemos boas cenas isoladas ao longo do episódio — mesmo com todos os buracos do roteiro — que conseguiram manter o capítulo acima da média. Talvez não seja o caso da próxima vez.

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10º Lugar: Lawanda: The Book of Burial

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Com ótima referência aos Renegados e sequência do drama e crítica social correntes na série — mesmo que parcialmente prejudicadas pelo motor narrativo do episódio — Black Lightning segue em passos firmes pelo mar de incertezas da CW. Este episódio é mais fraco que os anteriores, mas os motivos não indicam um descuido por parte do roteiro, é apenas um ponto de partida não muito favorável ao que a trama quis mostrar. Não dá para evitar ficar animado e esperar muitas coisas boas do show. A proposta e a execução seguem excitantes.

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9º Lugar: And Then the Devil Brought the Plague:

The Book of Green Light

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É possível aceitar o Raio Negro em seu drama familiar e o desvio cotidiano das cenas escola, o que parece ter incomodado alguns espectadores (não entendo por quê). Nem sempre um personagem precisa ser mostrado em seu local de trabalho! E outro bom ponto aqui é a mostra de uma fraqueza e um ataque misterioso que o personagem enfrenta. Ao torná-lo vulnerável, o enredo ganha ainda mais pontos do lado humano e se distancia da faixa de apelação, status que poderia, já bastante cedo, manchar a concepção do personagem, do qual conhecemos aqui o lado teimoso e inconsequente. Outro ponto positivo para o roteiro.

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8º Lugar: The Book of Little Black Lies

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Por outro lado — e considerando a mania e a maldição que parece rondar as séries da CW — me vem a péssima impressão de que isso pode funcionar como um tipo de “acelerador de partículas” e vermos em Black Lightning a repetição da fórmula que afundou The Flash. Imaginem só… todos aqueles indivíduos soltos. Dentre eles, haverão pessoas boas e más, correto? E eles devem atacar em sequência na cidade, certo? Isso nos leva para a esteira estúpida e intragável do estilo “vilão da semana”, certo? Que os deuses dos raios e dos trovões não permitam isso. Há muitas formas de trabalhar com uma conspiração governamental e pesquisas com pessoas, como é mostrado aqui. Que a fórmula do “vilão da semana” não a escolhida.

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7º Lugar: Black Jesus

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As peças do jogo se movem. A chegada da irmã de Tobias à cidade; a “criação” de um vilão ideológico em Khalil (uma pena!) e a percepção de que as coisas na cidade crescerão a tal ponto que Raio Negro sozinho não dará conta são componentes que, até aqui, funcionam muito bem. Eu tenho receios em relação a essa toada mais aberta, mas não vou adicionar isso ao texto porque são hipóteses e não faz sentido criticar algo que ainda não existe. De uma coisa não temos dúvida: Black Lightning tem maus bocados pela frente…

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6º Lugar: The Book of Revelations

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A direção de Tanya Hamilton supre bem as necessidades dramáticas do episódio. A relativa falta de habilidade da diretora em guiar cenas de ação (ela parece não saber onde colocar a câmera, dando uma impressão geral bastante engraçada para as sequências, como se fosse uma série experimental) é compensada por sua enorme elegância ao dirigir cenas mais comuns, todas muito bem abordadas, com os planos visualmente interessantes e movimentos de câmera acertados para cada ocasião. As cenas na Alfaiataria de Gambi, as cenas na casa dos Pierce e dentro do laboratório de Lynn são as mais interessantes. O único momento dramático que não saiu bom, foi o da câmera colocada através do vidro, como se alguém estivesse observando Lynn. Evidente que eu entendo o apelo, mas nesse ponto, sou um espectador pragmático: se a imagem me indica uma coisa mais de uma vez, que haja pelo menos a manifestação de que tem algo errado está acontecendo. Não consigo ter paciência para “figas” estéticas em série. Mas aqui não é um erro mortal nem nada disso, apenas um incômodo desnecessário.

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5º Lugar: Black Jesus: The Book of Crucifixion

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De certa forma, trata-se de um episódio um tantinho atípico da série, mas isso não significa que ele é ruim. Ao contrário. Quando a vice-diretora Kara (Skye P. Marshall) coloca em prática o plano de armar para Jefferson o tráfico da droga Green Light na escola, dá-se início a uma interessante tentativa de Tormenta e Gambi livrá-lo das acusações — além de uma quase-revelação de Rajada, sob pressão. A proposta acaba funcionando e, novamente, faz com que os personagens aumentem a sua camada de desenvolvimento. Ainda assim, o capítulo entrega menos do que deveria a respeito das cobaias mantidas pela Agência Secreta do governo, um tratamento que nos faz temer pelos dois episódios que ainda virão, pois se anuncia uma certa correria, o que deve ser imperdoável para uma série com 13 episódios para avançar em sua narrativa principal.

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4º Lugar: Three Sevens: The Book of Thunder

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Discussões sobre cyber bullying e uma difícil decisão que se apresenta para Jennifer (realmente me dói ver Khalil passar para o outro lado da moeda. Mas ele será um antagonista muito bom) finalizam o escopo de boas coisas do episódio, isso sem contar na excelente cena entre Gambi e Lady Eve e a já citada luta entre Raio Negro e Tormenta. Com peso maior da fotografia nas cenas noturnas (como já é de praxe na série) e abordagem ágil do diretor Benny Boom, que valoriza a ação e o movimento dos personagens, o episódio pode até servir como um “novo começo” para a série, agora com um peso heroico a mais e possivelmente mais vilões ou maior ambição dramática nos próximos capítulos. Potencial aqui é o que não falta. E até agora, ele tem sido muito bem aproveitado.

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3º Lugar: Lawanda: The Book of Hope

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O diretor Oz Scott, que tem uma larga carreira na televisão e já dirigiu todos os tipos de série, não faz feio ao trabalho de Salim Akil no capítulo anterior, adequando o seu estilo mais dramático à saída definitiva do Raio Negro da aposentadoria, que é o tema deste episódio. E de quebra, temos Anissa já demonstrando seus poderes. Pois é… estamos vendo o nascimento de Tormenta e sua manipulação de densidade. Sem contar que esta série ainda pode nos reservar uma outra mega surpresa. Quem leu Reino do Amanhã sabe do que estou falando…

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2º Lugar: The Book of Pain / The Book of War

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Porém, considerado esse problema, podemos ver que o roteiro de Charles Holland e a direção final de Salim Akil conseguiram deixar as peças em lugares que prometem um ótimo jogo, fazendo-nos questionar sobre como as cobaias entrarão na Segunda Temporada (estamos olhando para a primeira formação dos Renegados ou o quê?); como a caçada a Raio Negro deve terminar — eu realmente espero que não demorem a Segunda Temporada inteira nessa missão –; e como será a interação de RN, Tormenta e Rajada nesse novo ambiente hostil. E lembremos ainda que Grace Choi deve voltar como interesse amoroso de Anissa, o que nos faz esboçar aquele sorriso de cumplicidade só de lembrarmos quem ela realmente é e o tanto que coisa boa que pode trazer para a série. A 1ª Temporada de Raio Negro foi boa, mesmo com os seus tropeços. Agora os produtores têm a faca e o queijo na mão para fazer um excelente Ano Dois. Não dá para esperar menos que isso. #ForçaCW

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1º Lugar: The Resurrection

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Em The ResurrectionBlack Lightning mostra ser bem diferente do “padrãozinho básico CW” e a liberdade criativa dos principais criadores do projeto, o casal Salim Akil e Mara Brock Akil, pode ser vista na representação em tela da essência da obra de Tony Isabella e Trevor von Eeden, ou seja, o foco central em uma cidade corrompida, jogada nas mãos da máfia (no caso, The One Hundred / The 100) que através de seus muitos braços e conexões ganha dinheiro com o tráfico, mata inocentes e deixa um rastro de medo e indignação na população que apenas um herói é capaz de dissipar.

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LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.