Lista | Bong Joon-ho: Os Filmes Ranqueados

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Desde a sua estreia em longas-metragens, com o filme Cão Que Ladra Não Morde (2000), Bong Joon Ho apresentava características de crítica e sátira sociais aliadas a uma comédia de toques cruéis, cenas de violência e uma abordagem direta sobre como o meio social (em situações normais e extremas) influencia os indivíduos das mais diferentes maneiras. Sob essas bases foi que ele construiu a sua filmografia. Aqui, eu e Ritter Fan classificamos os seus longa-metragens até o momento (fevereiro de 2020).

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7º Lugar: Cão Que Ladra Não Morde

Flandersui Gae, 2000

Cão Que Ladra Não Morde é um excelente começo de carreira (em longas) para Bong Joon Ho que já destaca sua abordagem personalíssima e peculiar de temas universais. Há que se ter estômago para conseguir quebrar a barreira da ojeriza inicial causada pela premissa, mas o filme paga generosos dividendos, mesmo que não saiba ser econômico quando precisa.

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6º Lugar: Okja

Okja, 2017

Okja não é um grito de liberdade anti-porcos-capitalistas (hehehe), mas um ótimo recorte de um problema que muitos de nós — eu inclusive — lutamos para ignorar. A chamada do roteiro para uma revisão de hábitos não é via pregação ou Manifesto. E nisso o longa tem um baita sucesso. Nem a linha de convencimento do tipo “olha, se mudar pequenos hábitos…” aparece como uma consolação de meio-caminho. O fato é exposto como parte de qualquer coisa ruim sobre a qual temos conhecimento: as implicações para as vítimas e os muitos lados em torno da causa e da busca pelo remédio ou extinção desse sofrimento. O que cada um vai fazer com isso, não é um drama como Okja que vai dizer. Pois aí está mais um motivo que faz a obra ser uma baita diversão, no fim de tudo: o diretor está apenas preocupado em contar uma boa história. A real discussão, sob qualquer ordem teórica, fica por nossa conta.

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5º Lugar: O Hospedeiro

Gwoemul, 2006

Sem contentar-se com mais do mesmo, Bong Joon Ho, em sua terceira produção, pegou o gênero de nicho de “filme de monstro” e o virou de cabeça para baixo, mostrando que é sempre possível renovar abordagens. Basta criatividade e esforço, algo que o cineasta parece ter para dar e vender.

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4º Lugar: Mother – A Busca Pela Verdade

Madeo, 2009

Mother – A Busca Pela Verdade é um drama que retrata a maternidade sem dialogar com os padrões narrativos comuns ao cinema hollywoodiano, ambos interessantes, mas apontados aqui numa comparação inevitável por conta da quantidade de acessos que temos entre um modelo de indústria e outro. Sem aderir aos esquemas massivos, o filme apresenta detalhes além do sofrimento e das lágrimas, articulando outros momentos da vida de duas pessoas que sabem ter apenas um ao outro. Triste, profundo e reflexivo.

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3º Lugar: Memórias de um Assassino

Salinui Chueok, 2003

Memórias de um Assassino é, sem ficar pisando em ovos, uma obra-prima, algo que poucos cineastas de começo de carreira podem dizer que têm, colocando Bong Joon Ho em companhia de grandes nomes da Sétima Arte como o próprio Fincher, Jean-Luc Godard e Orson Welles nesse quesito. Nada mal para para alguém com apenas 34 anos à época em um país de cultura cinematográfica então ainda razoavelmente incipiente.  

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2º Lugar: Expresso do Amanhã

Snowpiercer, 2013

Expresso do Amanhã é um filme que provavelmente será lembrado muitos anos no futuro. E merecidamente. Pode ter sofrido na bilheteria por mandos e desmandos de um produtor que acha que sempre sabe o que é melhor para seu público, mas o resultado final é tão magnífico e de cair o queixo que fica difícil imaginar como essa obra de Bong Joon Ho não ganhou naturalmente mais destaque e aclamação mundial.

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1º Lugar: Parasita

Gisaengchung, 2019

Desde a sua estreia em longas-metragens, com o filme Cão Que Ladra Não Morde (2000), Bong Joon Ho apresentava características de crítica e sátira sociais aliadas a uma comédia de toques cruéis, cenas de violência e uma abordagem direta sobre como o meio social (em situações normais e extremas) influencia os indivíduos das mais diferentes maneiras. Em Parasita (2019), filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o cineasta reafirma esses elementos nucleares de sua assinatura (aqui, ele escreve o roteiro em parceria com Jin Won Han, que foi diretor de segunda unidade em Okja) e mostra uma grande maturidade ao dirigir um filme longo, relativamente parado — por  ser reflexivo na forma como o drama se constrói — e tremendamente engajante.

Parasite (2019 film) PLANO CRITICO FILME

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.