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Lista | Doctor Who – 12ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

por Luiz Santiago
718 views (a partir de agosto de 2020)

Nota da Temporada

Bem melhor que a temporada anterior, esta 12ª Temporada de Doctor Who trouxe, em seu final, um dos maiores pontos de discussão que tivemos na série desde… o seu sétimo ano! Aqui, a minha classificação dos episódios para este ano do show.

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10º Lugar: Orphan 55

12X03

A pior e mais vergonhosa forma de se entregar uma mensagem, especialmente quando é uma repetição. O discurso até o futuro possível da Terra poderia pegar qualquer outro ramo possível envolvendo o grupo, com algum tipo de demonstração prática, mas o final mastigado foi um legítimo banho de água fria em todo o restante, ainda com um corte ameaçador e mais didático para um Dreg após o “ou…” da Doutora. Vergonhoso. E uma pena. Porque o cerne do capítulo foi bem explorado e, à parte problemas menores, garantiu uma boa diversão.

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9º Lugar: Can You Hear Me?

12X07

Apesar dos pontos negativos do episódio, eu realmente gostei da história como um todo. O que me incomoda é que mesmo em episódios que eu tenho gostado da maior parte, a ponto de estarem solidamente acima da média, ainda vejo tropeços quase inacreditáveis para DW a essa altura do campeonato. Impossível não se irritar com Chris Chibnall por isso.

plano crítico doctor who can you hear me plano crítico

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8º Lugar: Praxeus

12X06

Sem didatismo no final (aleluia!), a temática ambiental funcionou perfeitamente bem e manteve a cara ágil da temporada, embora essa agilidade esteja ligada ao deslocamento de personagens + edição, não necessariamente de entendimento geral do problema na narrativa, que de fato acaba demorando um pouco mais para se mostrar de todo (o que para mim não é um problema, só estou apontando fatos). Eu certamente gostaria mais se este episódio estivesse no começo da temporada, não depois de uma porrada de novidades que tivemos uma semana antes. Por que, Chibnall? Por que?

plano crítico praxeus doctor who

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7º Lugar: The Timeless Children

12X10

Em construção, os dois episódios (mas especialmente o Finale) possui uma cara, uma atmosfera muito similar à da Série Clássica, o que foi muito legal de se ver, além das relações pontuais que o roteiro faz com eventos passados do programa e sem forçar a barra (um dos meus medos prévios para as cenas em Gallifrey, para falar a verdade). Aliado a uma ação que tem falhas no bloco dos Cybermen, mas ainda assim é boa, estamos diante de uma realidade muito bem delineada (a fotografia e a arte das cenas de Gallifrey são maravilhosas!) e com consequências imensas e definitivas para a série, quer gostemos, quer não. E aí, senhoras e senhores, entra em cena o divisor de águas.

Timeless plano crítico The Timeless Children doctor who finale

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6º Lugar: Nikola Tesla’s Night of Terror

12X04

Dos setores técnico, a melhor coisa desse episódio é definitivamente a trilha sonora. Tanto o acompanhamento simples como os temas específicos compostos para personagens são belíssimos, e meu maior destaque vai para aquele puro e sensacional ataque da orquestra que a gente ouve quando a câmera vai aumentando o alcance da lente e mostra a nave como um todo, revelando o perigo que Yas e Tesla estão correndo. A música nesse momento dá medo e engrandece imensamente a cena, me lembrando a mesma dinâmica que ouvimos em Demons of the Punjab, só que dessa vez mais intensa, mais sombria e com muito mais destaque na edição de som.

plano crítico episódio 12 temporada plano crítico Nikola Tesla's Night of Terror

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5º Lugar: Ascension of the Cybermen

12X09

O primeiro episódio dessa dupla do Finale ofereceu uma interessantíssima base de ação, fez os Cybermen (enfim!) parecerem amedrontadores novamente e colocou a Doutora e seus companheiros em ação logo nos primeiros minutos do episódio. Uma ótima construção de ameaça e apresentação de mistérios que seriam retomados em seguida, como a intrigante realidade de Brendan e a barreira no misterioso planeta que ligava-se a Gallifrey, por exemplo.

plano crítico doctor who Ascension of the Cybermen

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4º Lugar: The Haunting of Villa Diodati

12X08

Está claro agora que abrimos a porta de entrada para um Finale de temporada que tomará os dois episódios restantes deste 12º ano do show. Estou curioso e ao mesmo tempo apreensivo pelo que Chimbs nos trará adiante. Já vou colocar minha barba de molho. A coisa vai esquentar.

plano crítico doctor who The Haunting of Villa Diodati

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3º Lugar: Spyfall – Part Two

12X02

Com uma direção ágil e um roteiro que, a despeito de pequenos tropeços, consegue manter um alto nível; com ótimas referências à Série Clássica (eu adorei o contato telepático da Doutora com o Mestre, como víramos há muito tempo em The Three Doctors e The Five Doctors, por exemplo), bela e muitíssimo bem utilizada trilha sonora, boas interpretações e, acima de tudo, um verdadeiro (e chocante) plot para a temporada, o duo Spyfall veio com tudo para mostrar que Chris Chibnall pode se redimir em Doctor Who. O que precisamos agora é de que isso permaneça nos capítulos seguintes.

Spyfall - Part Two (2020) plano critico doctor who episódios

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2º Lugar: Spyfall – Part One

12X01

Spyfall – Part One foi um baita começo de temporada, uma fantástica surpresa para os fãs — tomara que implique em coisas bem legais daqui para frente — e possivelmente uma indicação de mudança no trabalho do showrunner neste ano. Vamos esperar para ver.

doctor who plano crítico Spyfall - Part One

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1º Lugar: Fugitive of the Judoon

12X05

Mesmo em uma sequência rápida e editada em alternância, o roteiro sabe tratar muito bem o Capitão, brincando com sua pansexualidade, sua comicidade, um pouco de acidez e diálogos rápidos, verdadeiro deleite para o público e surpreendentemente bem escrito (se eu soubesse que ele iria aparecer de fato, estaria tremendo de nervoso, porque né…). E aí temos Ruth. O que eu tenho para falar dessa mulher é que: eu amei cada segundo dela na tela. Eu amei o figurino dela. Eu amei o amálgama de personalidades dela. Eu amei a interação dela com a Doutora (Jodie está ótima nesse episódio, por sinal). Eu amei o mistério, a impossibilidade, o uso do Chameleon Arch para a restituição de suas memórias e personalidade originais. Eu estou encantado. A única coisa que eu espero é que, o que quer que estejam aprontando nas sombras, que seja bem feito. Porque se for, não me importa o quê. Eu já comprei a premissa — embora ache que estão mentindo para nós.

judoon platoon plano crítico doctor who 12X05 Fugitive of the Judoon

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47 comentários

Tiago Lima 14 de março de 2020 - 22:38

Sabe o que eu estou sentindo falta nesta Era Chibnal? Nomes marcantes na área técnica da temporada. Vocês também não sentem?

Na era R.T.Davis tínhamos o Moffat. Quando aparecia ” episódio escrito por Steven Moffat” a gente já sentava duro no sofá pq sabia que vinha coisa aí. Além do Gold na trilha sonora.

Já na era Moffat, para bem e para o mal tinha o Mark Gattis, que sempre era uma briga gostosinha de AMEI VS ODIEI entre o fandom, e por último a brilhante diretora Rachel Talalay que foi responsável por movimentos de câmeras muito bem pensados e lindos de se ver em DW.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 15 de março de 2020 - 01:57

Eu acho que o nomezinho marcante para dividir as pessoas é o próprio Chimbs! HAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

Responder
Tiago Lima 15 de março de 2020 - 23:04

Hahahahah. Pior que é! Ah e o cara do roteiro do sapo falante. Ele fez mais algum nessa temporada não fez?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de março de 2020 - 00:43

Fez sim! Ed Hime escreveu aquela obra-prima chamada Orphan 55!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Já Joy Wilkinson não voltou pra essa temporada não.

Responder
Tiago Lima 16 de março de 2020 - 12:43

Nossa, já sei o nome que irei odiar na próxima temporada. Só Só episódio bomba!

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de março de 2020 - 13:20

❤️

Tiago Lima 14 de março de 2020 - 22:16

Agora que estamos todos em quarentena devido ao COVID-19, finalmente consegui desacelerar e ler com calma as críticas do PC e ainda poder comentar.

Adorei sua lista @l@luizsantiago:disqus . E como de costume, segue a minha abaixo.

10°Orphan 55
9°Can You Hear Me?
8°Praxeus
7°Nikola Tesla´s Ninght of Terror
6°The Hainting of Villa Diodati
5°Figitive of the Judoon
4°Ascension of the Cybermen
3°The Timeless Children
2°Spyfall – Part II
1°Spyfall – Part I

Agora é esperar o especial de fim de ano. E aproveitar o hiatos ( e a querentena) para maratonar a Série Clássica.

Beijos com álcool em gel.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 15 de março de 2020 - 01:57

“Beijos com álcool em gel.” VOCÊ NÃO PRESTA, @disqus_EYUuNRKx0g:disqus!!!

Responder
Tiago Lima 15 de março de 2020 - 23:12

Hahahahah. Nunca falei que prestava 😉 https://media3.giphy.com/media/616v5bU8g8dTW/giphy.gif

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de março de 2020 - 00:43

HUAHUAHAUAHUAHAUHA EU JÁ TAVA SEPARANDO AQUI A MINHA PASTINHA PARA EXXXXXXXXXXXXXPÔ PRO MUNDO!!!

Responder
Tiago Lima 16 de março de 2020 - 12:43

Meu Rassilon, SOCORRO! HAHAHAHAHA

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 16 de março de 2020 - 13:20

HAUHAUAAUHUAHUHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAU

Rafael Lima 14 de março de 2020 - 21:28

Top da Temporada

08) Can You Hear Me?- Uma tentativa atrasada de desenvolver os Companions surge mais como uma abstraçao do que outra coisa, apesar dos bons momentos de Yaz, é um desenvolvimento que vem do nada, fora o grande desperdício das situações que os poderes dos vilões ofereciam e a total descaracterização da 13ª Doutora.

07) Ascencion Of Th Cybermans/Timeless Children- Um arco que grita o tempo todo “olha que situação intensa”, mas que não funciona por que o showrunner não se preocupou em estabelecer conexões emocionais criveis entre os seus personagens principais. A presença dos Cybermans acaba sendo totalmente irrelevante, servindo apenas para mostrar algo acontecendo enquanto o pior tipo de retcon se desenrola diante dos nossos olhos. Quem salva o episódio é o Mestre de Sacha Dhawan, e ainda assim, em alguns momentos sua atuação ultrapassa o “Over the Top” que o personagem permite

06) Orphan 55- Um episódio que partindo do velho cenário do “spa sinistro” já visitado uma ou duas vezes pela série, peca principalmente pelo didatismo ofensivo com que apresenta a sua importante mensagem. Mas apesar dessa grave escorregada e personagens originais chatos, traz uma das melhores dinâmicas entre o time da TARDIS, além de trazer momentos relativamente bem dirigidos com os monstros do episódio.

05) Praxeus- Mas um episódio com uma mensagem ambiental (marca do showrunner), mas dessa vez uma que é posta de forma mais natural. Entretanto, alguns saltos de desenvolvimento de personagem pouco convincentes (Yaz bancando a Doutora), e a presença de personagens que apenas tomam espaço sem acrescentar nada (as amigas exploradoras brasileiras) impedem esse episódio de ser melhor do que é.

04) Fugitive of The Judoon- Um bom episódio, mas terrivelmente superestimado ao meu ver, que vive mais em torno de suas surpresas do que de seus próprios méritos, ao meu ver. O retorno do Capitão Jack tem meramente valor nostálgico, servindo apenas para tirar os Companions da jogada, trio que mais uma vez, não tem função nenhuma. Tire a aparição do Capitão da temporada, e absolutamente nada muda. A revelação da Dra. Ruth é bem executada, apresentando uma personagem carismática (mas que não teve tamanho impacto em mim quando teve na maioria) mas toda a resolução do problema com os Judoon é fruto de um tipo preguiçoso de escrita. Enfim, episódio bom, mas superestimado.

03) Nicola Tesla’s Night of Terror- Uma afetuosa homenagem ao tipo de episódios de celebridade histórica popularizados pela Era Davies, mas que tem a sua própria identidade. Um dos raros episódios em que o estilo de Chibnall de atirar os personagens no meio da ação funciona, já que boa parte da história parece contada da perspectiva de Tesla. O cientista, alias, é maravilhosamente retratado, em um episódio divertido, que mesmo reconhecendo as dificuldades da vida de Tesla, tem uma nota otimista. Uma vilã um pouco mais interessante, e um pouco menos de maniqueismo na histórica rivalidade de Tesla com Thomas Edison, e poderíamos ter um clássico.

02) Spyfall- A Premiere funcionou como uma espécie de resposta ao showrunner contra os críticos da temporada anterior que o acusaram de fugir da mitologia da série (o problema da 11ª temporada nunca foi esse, ao meu ver). Uma divertida homenagem aos filmes de espionagem, que apresenta uma nova e perigosa versão do Mestre, muito bem defendida por Sasha Dhawan, que defende bem a insanidade e ódio do personagem, sem ultrapassar o Over the Top. Reintroduzindo elementos clássicos da série, em uma movimentada perseguição pelo tempo que traz a Doutora contando com a ajuda de importantes personagens da história, Spyfall foi uma ótima abertura, apesar de já sinalizar elementos que se tornariam um problema pra muita gente (eu incluso)

01) The Haunting of Villa Diodatti- Um episódio que inicialmente se apresenta como uma despretensiosa história de terror típica de Doctor Who, mas se desenvolve como uma importante entrada no grande arco da temporada. Uma visão nova e ousada para os Cybermans na forma do assustador Cyberman solitário, a prova de que é possível desenvolver grandes elencos, ao trabalhar relativamente bem os companions e as importantes figuras históricas da Villa Diodatti, e o melhor trabalho de Jodie Whitakker como a 13ª Doutora até o momento, explorando tanto os aspectos mais alegres e leves da Time Lady quanto a sua faceta mais sombria, faz deste episódio o melhor da temporada.

Responder
Rafael Lima 14 de março de 2020 - 20:32

Levei um tempo pra escrever esse comentário, pois precisava digerir o infame retcon que fecha esse 12º ano da Nova Série, em um caso em que tal retcon deve ser analisado a parte, pois independente de se gostar dele ou não, esse movimento do Showrunner Chris Chibnall poderia mascarar aos olhos de muitos tanto defeitos gerais quanto qualidades gerais que este 2º ano da era da 13ª Doutora possuem. Então vou evitar falar do retcon, a não ser em casos que ache ser estritamente necessário, pois acho que deve ser analisado a parte

Dito isso, a série parece realmente ter evoluído da temporada anterior, tendo um numero maior de boas histórias (embora nada com a qualidade de “Rosa” e especialmente “The Demons of Punjab”) A Doutora de Jodie Whitaker finalmente ganhou algumas camadas a mais, o que não aconteceu na temporada anterior. Os roteiros conseguiram transformar histórias inicialmente pensadas para serem aventuras avulsas divertidas, como “Fugitive of the Judoon” e “The Haunting of Villa Diodati” em histórias extremamente importantes para o grande arco da temporada. Além disso, a visão do showrunner para a série e sua mitologia, para o bem e para o mal, torna-se nitidamente mais clara, o que não ocorria na 11ª temporada. Além disso, tivemos uma nova e interessante versão dos Cybermans no citado “The Haunting of Villa Diodati”, enquanto o novo Mestre de Sacha Dhawan, ainda que reverente demais aos seus dois antecessores diretos (especialmente John Simm) surge como um inimigo letal para a Doutora (especialmente no arco “Spyfall);

Além disso, embora possamos falar muitas coisas da era da 13ª Doutor, uma delas é a confiança que os episódios situados no passado que trabalham com celebridades históricas transmitem. “Spyfall Part 2” trabalhou muito bem com o legado de duas grandes mulheres da história ajudando a Doutora a combater o Mestre, “Nicola Tesla’s Night of Terror” é um retorno afetuoso ao estilo de arcos de celebridade histórica popularizado por Russel T. Davies, mas sem ser uma cópia, enquanto “The Haunting of Villa Diodati” consegue trabalhar o arco longo da temporada, enquanto desenvolve uma série de nomes iMportantes como Mary Shelley e Lord Byron.

Mas se Chibnall conserta alguns erros da temporada anterior, comete novos, além de manter alguns dos antigos. Se a Doutora ganha novas camadas, os Companions nunca foram tão mal desenvolvidos na Nova Série quanto nesta temporada, mesmo Graham, que foi o destaque da 11ª temporada, empalidece aqui. Alguns episódios até dão sinais de que os roteiros irão aprender como lidar com o time “Full TARDIS” como em “Spyfall” e mesmo o criticado “Orphan 55”, mas fica só na promessa.

O pior é que ao longo da temporada, o showrunner tem uma espécie de lapso onde lembra que talvez seja uma boa ideia desenvolver os Companions, gerando episódios como “Can You Hear Me?” onde ele revela o histórico de depressão e pensamentos suicidas da Yaz e o medo de Graham de que o seu câncer um dia volte. Tais revelações tem um grande potencial dramático, mas surgem de forma tardia e desconjuntada na temporada, e no caso de Graham, leva a um dos momentos mais desagradáveis da temporada, e que causam uma grande descaracterização da 13ª Doutora. Não ajuda no desenvolvimento dos Companions que muitas das histórias sejam superlotadas com “Companions de ocasião”, que não só não dizem a que veio, mas rouba o tempo dos Companions oficiais, com histórias como “Orphan 55”, “Praexus” e o citado “Can You Hear Me?” sendo exemplos claros disso.

Além disso, um problema que já se percebia na temporada anterior, é o gosto dos roteiros da Era Chibnall em jogar os seus personagens já no meio da ação, raramente dando tempos de respiro para que esses personagens criem conexões emocionais que nos convençam. Esses problemas se repetem nesta temporada, de modo que momentos como aqueles presentes em “The Timeless Children” onde Graham e Yaz trocam elogios e onde a Doutora reconhece afetuosamente a sua “Fam” quando eles vem ao seu resgate surjam terrivelmente artificiais. O mesmo vale para a sugestão feita em “The Haunting of Villa Diodati” de que Yaz estaria apaixonada por um de seus três companheiros de viagem, pois temos poucos momentos entre estes personagens em que eles não estejam mergulhados em uma crise.

Por fim, o didatismo irritante e exposição forçada de Chibnall é irritante. “Orphan 55” tem uma mensagem importante, mas termina com um momento constrangedor estilo “Recadinho do He Man”. Independente do quanto eu deteste o retcon de “The Timeless Childrem”, a forma como a revelação é feita, com a Doutora paralisada em uma posição totalmente passiva, enquanto o Mestre dá uma palestrinha não ajuda em absolutamente nada.

Por fim, a repetição de elementos como a destruição de Gallifrey (posta em Spyfall), e a repetição do cenário da Doutora posta na posição de destruir Gallifrey novamente (em The Timeless Children) não são apenas pouco originais, mas postos de forma bem inferiores ao que já foi feito no passado, sem conseguir dar frescor a velhas situações.

Retcons a parte (Retcon esse que eu detesto e me incomoda tremendamente) a 12ª temporada representa um pequeno avanço ao que foi feito na temporada anterior, mas a era Chibnall/Whitaker infelizmente segue sendo o período mais fraco, pouco criativo e mal escrito já apresentado pela Nova Série de Doctor Who, apesar dos eventuais lampejos do que ela poderia ser.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 14 de março de 2020 - 20:42

Eu concordo que Graham empalidece aqui, mas achei os companions melhor trabalhados que na temporada anterior — embora estejam longe do ideal.

Também discordo do final do último parágrafo. Para mim, os altos e baixos dessa 11ª e 12ª Temporada acabam se equiparando aos altos de baixos da 1ª e 2ª Temporadas, tendo, a meu ver, momentos bem mais interessantes. Ainda assim, o todo me deixa chateado pelas possibilidades perdidas, por algumas irritantes repetições (concordo nesse ponto) e por esses companions aí. Minha avaliação geral é bem positiva, mas não livre de incômodos, o que é uma percepção curiosa.

Se seguir o padrão, a próxima temporada deve ser melhor. Não são tão animado assim, mas espero que isso se concretize mesmo.

Responder
Rafael Lima 14 de março de 2020 - 21:37

Eu acho que a gente sabe mais deles, com certeza. Mas acho esse “desenvolvimento” apresentado de forma tão jogada e do nada, que eu quase preferia não saber nada.

Cara, eu nunca compararia a 11ª e a 12ª temporada com a 1ª (uma das minhas favoritas) e a 2ª. Em termos de séries de super herói, pra mim seria como comparar a finada Arrow com a finada Demolidor. Hehehehe. Mas perspectiva pessoal é uma coisa muito louca.

Cara, eu queria ter o seu otimismo. Vou assistir a próxima temporada com certeza, mas vou ir com as expectativas beeeeeeem baixas (o que pode ajudar). Pra se ter uma ideia, pela primeira vez na história da série, essa temporada me fez pensar “Doctor Who viveu demais?” e eu odiei ter esse pensamento. Mas espero muito que o Chibnall me faça pedir desculpas na próxima temporada, embora não acredite muito nisso.

Responder
Augusto 5 de março de 2020 - 22:26

E essa foram as minhas notas dos episódios

Spyfall 1 – 9/10
Spyfall 2 – 9/10
Tesla – 8/10
Fugitive – 10/10
Ascension – 9/10
Timeless Children – 10/10
Praxeus – 7/10
CYHM? – 9/10
Haunting – 9/10
Orphan – 4/10

Além das notas também essa também é o meu ranking de episódios.

Responder
Augusto 4 de março de 2020 - 20:38

Com certeza essa temporada é bem melhor que a anterior, mas ainda achei bem abaixo da média do resto da série. Pra mim, só foi melhor que a própria 11ª e a 7ª, talvez empatada com a 6ª. Minha lista:

Ótimo
1- The Hauting of Villa Diodati
Bom
2- Fugitive of the Judoon
3- Nikola Tesla’s Night of Terror
4- Spyfall
Médio
5- Praxeus
Ruim
6- Can You Hear Me?
7- Ascension of the Cybermen/The Timeless Children
Por que eu gosto de Doctor Who mesmo?
8- Orphan 55

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 21:03

Tadinha da 55ª órfã! HUAHAUHAUAHAUHAUAHAUHAUAHAUHAUAH

Responder
Filipe Isaías 4 de março de 2020 - 18:25

Tirando a colocação de Praxeus, que ficaria uma posição acima, concordo com a lista. Pra tudo tem que ter a primeira vez hahahha

Essa temporada foi uma melhora significativa em relação a 11. Histórias melhores, direção melhor. Acho, todavia, que alguns erros são repetidos, como o número exagerado de personagens secundários, e a falta de começos e conclusões orgânicos.

Resumindo, eles deveriam fazer como a 9 temporada, que é a melhor por sinal, e reintroduzir os episódios duplos.

Abs.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 18:34

Para essa abordagem que o Chimbs gosta de fazer, episódios duplos ou em continuidade direta funcionariam bem melhor.

Responder
Filipe Isaías 4 de março de 2020 - 19:18

Uma coisa que eu percebi em relação à Doctor Who essas duas temporadas (mais na 11) e em alguns filmes ultimamente é que eles não tem HISTÓRIA, mas tem muito ENREDO. Um exemplo é A Ascenção Skywalker, que não história, mas tem enredo pra uns 3 filmes. BvS também (tem um padrão aqui). Isso resulta em obras homogêneas e genéricas, que tem muito pra falar e nada pra dizer. Esses roteiristas sabem ter ideias, mas não desenvolvê-las. Infelizmente, percebo isso em Doctor Who, embora essa temporada tenha melhorado sem dúvidas.

Abs.

Abs.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 19:43

E aí é que faz a gente questionar coisas para além dos roteiristas. Porque se a gente tivesse um produtor (acho que é uma produtora a atual da série) e um showrunner com pensamento diferente, eles poderiam direcionar esses roteiros para um desenvolvimento melhor, como acontece em qualquer série. Como não é o caso, fica aquele efeito dominó cujo resultado estoura aqui do nosso lado.

Responder
Pedro Sebastião Pereira Amaro 4 de março de 2020 - 17:50

1-Nikola Tesla’s Night of Terror ( melhor Da Judite e melhor episódio histórico da série.)
2 – The Haunting of Villa Diodati ( uma das melhores atuações da Jodie)
3 – Spyfall – Part Two
4 – Spyfall – Part One
5 – The Timeless Children ( só por causa do Mestre, considerando o retcon estaria em ultimo)
6 – Ascension of Cyberman
7 – Fugitive of the Judoon (estaria em ultimo se os outros não fossem tão ruins)
8 – Praxeus
9 – Can You Hear Me?
10 – Orphan 55

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 18:25

Não posso aceitar uma colocação tão baixa pros meus Judoon.

Em 15 minutos você receberá a cápsula que irá transferi-lo para Orphan 55. Adeus.

Responder
Stella 4 de março de 2020 - 16:54

Ah nao Luiz o ultimo episodio pelo menos era pra ta em quarto lugar kkkk revoltada aqui, tinha que ser um site obscuro de nicho.
Agora farei minha lista
1-Fugitive of the Judoon por causa da Ruth
2- The Timeless Children
3- The Haunting of Villa Diodati
4- Spyfall – Part Two

o resto não gostei.

Essa temporada e a decima não entramos no mesmo feeling temporal, acontece.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 17:07

Olha o chazinho de maracujá!!! HAUHAUAHUAHUAHAUHAUAHAUAHUAH

Responder
Stella 4 de março de 2020 - 17:17

Se não fosse a Ruth nessa temporada, eu teria dado uma pausa, mas abandonar nao consigo, amo demais essa série.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 17:34

Confesso que nunca tive esse impulso, embora já tenha ficado muito desgostoso e bravo com algumas coisas. O bom de DW é que mesmo puto com a série vc ainda tem livros, quadrinhos e áudios para aproveitar! 😀

Responder
Stella 4 de março de 2020 - 17:34

Eu ainda tenho que ler os extras livros e quadrinhos. Sempre vou adiando por falta de tempo. Audio só vi alguns com River Song. Acho que isso ajuda bastante mesmo.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 17:50

É uma forma de se manter mais com os pés no chão, porque a BF tem a marca de DW raiz…

João Paulo Santos Souza 4 de março de 2020 - 13:10

Minha Lista

10. Orphan 55
09. CYHM?
08. Praxeus
07. Ascension
06. The Timeless Children
05. Nikola Tesla
04. Fugitive
03. Villa Diodati
02. Spyfall – 02
01. Spyfall – 01.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 13:53

Olha só Spyfall fazendo sucesso!

Responder
Gabriel Lima 4 de março de 2020 - 10:05

Uma temporada muito boa, se comparada com temporada anterior morna, fica melhor ainda. Como principais pontos positivos: gostei muito de buscarem um lado mais obscuro da Doutora, ela foi de longe o personagem que mais se desenvolveu, e claro, os incríveis Mestre e Doutora Ruth. Como lado negativo, sinto que os companios ainda são deixados de lado, menos que na temporada anterior… mas ainda sim, e algo que virou já característica da era Chibnall: muita gente em tela e só metade é relevante. Quanto a revelação: ela não me incomodou, claro que no começo eu fiquei em choque, mas depois que eu digeri a ideia, até que foi. Minha lista:
1- Spyfall part One e Two- Muita coisa de espião, muitas revelações, muita ação, muitos personagens históricos, tudo lindo.
2-Ascension of the cybermen e The Timeless Children- Gostei muito dos episódios e não consigo separar eles. Foi ótimo ver Gallifrey (mesmo que agora já era).
3- Fugitive of the judoon- MDS, MDS, O QUE TÁ ACONTECENDO? EU NÃO SEI, EU NÃO SEI- O episódio.
4- The Hauting of Villa Diodati- Meio terror e meio Syfy, com belas poesias no meio e um discurso lindo da Doutora.
5-Nikola Tesla-Uma aventura pra exaltar Nikola Tesla, precisamos de mais disso na cultura pop.
6-Praxeus- Ensinando para Orphan 55 como fazer uma boa crítica ambiental.
7- Can you hear me?- Sabe quando tu começa a escrever bem empolgado depois tu perde a vontade e termina de qualquer jeito? Foi assim que nasceu esse episódio.
8- Orphan 55- Acho que muitos livro sobre roteiro falam : “Não seja muito didático, teu telespectador não é burro”. Devem ter faltado essa aula.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 13:53

Essa reação que você coloca em relação ao episódio 3 é bem isso mesmo, para a maioria dos espectadores.

Adorei os apontamentos para cada episódio! 😀

Responder
Mr.L 4 de março de 2020 - 09:32

Meu top ficaria
1-fugitive of judoon
2-Spyfall 1
3-villa diodati
4-ascension
5-timeless
6- Spy fall 2
7- Tesla
8- Praxeus
9-You can hear me

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 13:53

Orphan 55 abalou tanto o psicológico do indivíduo que nem colocou na lista, no último lugar. HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAH

Responder
Mr.L 4 de março de 2020 - 17:07

Errado eu não tô 😌😌😌
Kkkkkk

Responder
Vitor Emanuel 4 de março de 2020 - 05:05

O meu favorito foi o Spyfall Part Two. Caraca. Mas se você tirar os Fillers. Essa temporada foi muito boa mesmo!E com certeza. Essas temporadas da Jodie Whitakker e a Décima do Capaldi são as que mais lembram a série clássica.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 05:15

Muita mistura de elementos. Bem legal mesmo, apesar de problemas no desenvolvimento.

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GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 5 de março de 2020 - 08:04

Isso é uma pergunta eu tenho me feito a algum tempo, uma temporada de doctor who que você precisa tirar os fillers pra ela ser boa, é realmente boa? Porque eu sempre vi os fillers em DW, ao contrário de outras series,como algo super importante para o que faz DW tão especial, eu diria até mais que a história principal de temporada, pq geralmente é aí que uma série que tem a liberdade de contar qualquer história deveria brilhar.
É só uma discussão que eu queria iniciar.

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Vitor Emanuel 12 de março de 2020 - 13:50

Cara,eu não odeio todos os fillers,tem alguns muito bons (Não os dessa temporada) mas infelizmente a maioria não acrescenta nada a trama e possui um roteiro fraco,muitas vezes chegando até a ser infantil. Eu acho que Doctor Who tem potencial pra ser uma série muito maior do que episódiozinho caso da semana igual TheFlash e Supernatural.

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