Lista | Doctor Who – 12ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Nota da Temporada

Bem melhor que a temporada anterior, esta 12ª Temporada de Doctor Who trouxe, em seu final, um dos maiores pontos de discussão que tivemos na série desde… o seu sétimo ano! Aqui, a minha classificação dos episódios para este ano do show.

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10º Lugar: Orphan 55

12X03

A pior e mais vergonhosa forma de se entregar uma mensagem, especialmente quando é uma repetição. O discurso até o futuro possível da Terra poderia pegar qualquer outro ramo possível envolvendo o grupo, com algum tipo de demonstração prática, mas o final mastigado foi um legítimo banho de água fria em todo o restante, ainda com um corte ameaçador e mais didático para um Dreg após o “ou…” da Doutora. Vergonhoso. E uma pena. Porque o cerne do capítulo foi bem explorado e, à parte problemas menores, garantiu uma boa diversão.

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9º Lugar: Can You Hear Me?

12X07

Apesar dos pontos negativos do episódio, eu realmente gostei da história como um todo. O que me incomoda é que mesmo em episódios que eu tenho gostado da maior parte, a ponto de estarem solidamente acima da média, ainda vejo tropeços quase inacreditáveis para DW a essa altura do campeonato. Impossível não se irritar com Chris Chibnall por isso.

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8º Lugar: Praxeus

12X06

Sem didatismo no final (aleluia!), a temática ambiental funcionou perfeitamente bem e manteve a cara ágil da temporada, embora essa agilidade esteja ligada ao deslocamento de personagens + edição, não necessariamente de entendimento geral do problema na narrativa, que de fato acaba demorando um pouco mais para se mostrar de todo (o que para mim não é um problema, só estou apontando fatos). Eu certamente gostaria mais se este episódio estivesse no começo da temporada, não depois de uma porrada de novidades que tivemos uma semana antes. Por que, Chibnall? Por que?

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7º Lugar: The Timeless Children

12X10

Em construção, os dois episódios (mas especialmente o Finale) possui uma cara, uma atmosfera muito similar à da Série Clássica, o que foi muito legal de se ver, além das relações pontuais que o roteiro faz com eventos passados do programa e sem forçar a barra (um dos meus medos prévios para as cenas em Gallifrey, para falar a verdade). Aliado a uma ação que tem falhas no bloco dos Cybermen, mas ainda assim é boa, estamos diante de uma realidade muito bem delineada (a fotografia e a arte das cenas de Gallifrey são maravilhosas!) e com consequências imensas e definitivas para a série, quer gostemos, quer não. E aí, senhoras e senhores, entra em cena o divisor de águas.

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6º Lugar: Nikola Tesla’s Night of Terror

12X04

Dos setores técnico, a melhor coisa desse episódio é definitivamente a trilha sonora. Tanto o acompanhamento simples como os temas específicos compostos para personagens são belíssimos, e meu maior destaque vai para aquele puro e sensacional ataque da orquestra que a gente ouve quando a câmera vai aumentando o alcance da lente e mostra a nave como um todo, revelando o perigo que Yas e Tesla estão correndo. A música nesse momento dá medo e engrandece imensamente a cena, me lembrando a mesma dinâmica que ouvimos em Demons of the Punjab, só que dessa vez mais intensa, mais sombria e com muito mais destaque na edição de som.

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5º Lugar: Ascension of the Cybermen

12X09

O primeiro episódio dessa dupla do Finale ofereceu uma interessantíssima base de ação, fez os Cybermen (enfim!) parecerem amedrontadores novamente e colocou a Doutora e seus companheiros em ação logo nos primeiros minutos do episódio. Uma ótima construção de ameaça e apresentação de mistérios que seriam retomados em seguida, como a intrigante realidade de Brendan e a barreira no misterioso planeta que ligava-se a Gallifrey, por exemplo.

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4º Lugar: The Haunting of Villa Diodati

12X08

Está claro agora que abrimos a porta de entrada para um Finale de temporada que tomará os dois episódios restantes deste 12º ano do show. Estou curioso e ao mesmo tempo apreensivo pelo que Chimbs nos trará adiante. Já vou colocar minha barba de molho. A coisa vai esquentar.

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3º Lugar: Spyfall – Part Two

12X02

Com uma direção ágil e um roteiro que, a despeito de pequenos tropeços, consegue manter um alto nível; com ótimas referências à Série Clássica (eu adorei o contato telepático da Doutora com o Mestre, como víramos há muito tempo em The Three Doctors e The Five Doctors, por exemplo), bela e muitíssimo bem utilizada trilha sonora, boas interpretações e, acima de tudo, um verdadeiro (e chocante) plot para a temporada, o duo Spyfall veio com tudo para mostrar que Chris Chibnall pode se redimir em Doctor Who. O que precisamos agora é de que isso permaneça nos capítulos seguintes.

Spyfall - Part Two (2020) plano critico doctor who episódios

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2º Lugar: Spyfall – Part One

12X01

Spyfall – Part One foi um baita começo de temporada, uma fantástica surpresa para os fãs — tomara que implique em coisas bem legais daqui para frente — e possivelmente uma indicação de mudança no trabalho do showrunner neste ano. Vamos esperar para ver.

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1º Lugar: Fugitive of the Judoon

12X05

Mesmo em uma sequência rápida e editada em alternância, o roteiro sabe tratar muito bem o Capitão, brincando com sua pansexualidade, sua comicidade, um pouco de acidez e diálogos rápidos, verdadeiro deleite para o público e surpreendentemente bem escrito (se eu soubesse que ele iria aparecer de fato, estaria tremendo de nervoso, porque né…). E aí temos Ruth. O que eu tenho para falar dessa mulher é que: eu amei cada segundo dela na tela. Eu amei o figurino dela. Eu amei o amálgama de personalidades dela. Eu amei a interação dela com a Doutora (Jodie está ótima nesse episódio, por sinal). Eu amei o mistério, a impossibilidade, o uso do Chameleon Arch para a restituição de suas memórias e personalidade originais. Eu estou encantado. A única coisa que eu espero é que, o que quer que estejam aprontando nas sombras, que seja bem feito. Porque se for, não me importa o quê. Eu já comprei a premissa — embora ache que estão mentindo para nós.

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.