Lista | His Dark Materials (Fronteiras do Universo) – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Nota da Temporada

His Dark Materials (Fronteiras do Universo) estreou com altas promessas e trouxe um público bastante dividido em termos de contato com a obra original, o que também se reflete na forma como as opiniões sobre a série foram se estruturando no decorrer da temporada. Nessa lista, faço o meu ranking dos episódios, do pior para o melhor, todos com as devidas críticas indicadas para leitura mais expandida. Deixe você também nos comentários a sua lista e diga o que achou, em geral, desta temporada.

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8º Lugar: The Idea of the North

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Como o episódio perde tempo com uma trama passageira e que não traz nada de muito interessante (exceto mais indicações sobre a personagem de Ruth Wilson, como se ainda fosse necessário), não sobra muito para a exploração de lugares ou mesmo introdução mais contextualizada de novos conceitos personagens. Isso não é o fim do mundo, mas ajuda a enfraquecer o episódio como um todo. A viagem para o Norte realmente se encaminha aqui, no fim das contas, e o final atiça a curiosidade do espectador pelo que vem a seguir. Sempre que explora diretamente a linha de aventura, mistério e fantasia, a coisa funciona bem. Minha torcida é que a lição seja seguida em maior escala por Tom Hooper, cujo trabalho na direção é sempre muito bom de se ver. E a gente sabe que as loucuras desse Universo só estão começando…

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7º Lugar: The Lost Boy

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O contraste deste mundo gelado para o mundo contemporâneo também se dá na forma como o roteiro apresenta e segura os mistérios na tela. E ao mesmo tempo que isoladamente sejam blocos bem conduzidos, eu não pude deixar de ver maior fluidez e ter maior atenção e interesse para o que acontece no mundo de Lyra. Como disse no início, apesar de gostar bastante do pacote completo, existem detalhes de construção neste episódio que me incomodaram. Não sei se os roteiros dos capítulos que faltam se dedicarão a mostrar o real contato entre os dois mundos ou fechar o ciclo no mundo de Lyra. A série continua boa, mas eu temo que se essa “figuinha” para dar as informações necessárias sobre seus componentes possa atrapalhar o encerramento. Torçamos para que não.

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6º Lugar: Lyra’s Jordan

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Uma forte marca épica (e a trilha sonora não deixa que a gente se esqueça disso) pode ser vista como intenção geral da produção aqui, mas o espectador não deve esperar nada tão “na sua cara” como Game of Thrones, série constantemente citada pelos fãs como um comparativo em relação à produção de Fronteiras do Universo. Não é bem assim. A abordagem aqui tende a ser mais rica logo de cara, mas não se mostra muita coisa num primeiro momento, e a direção aposta em um grande número de cenas em interiores, para que nos acostumemos com os personagens e seus daemons, seus pensamentos e observação do que se passa ao seu redor. Contudo, a “saída para o mundo” acontece. E a grande promessa para a série se fixa em alto estilo. Uma daquelas fantasias que dá gosto de ver.

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5º Lugar: The Spies

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Eu sempre gosto muito quando há cenas de interação dinâmica entre os daemons e os humanos. Esse é o meu tipo de relação favorita nesse Universo, então não é de se espantar que o momento de descoberta de Lyra sobre como funciona o aletiômetro foi o meu favorito do episódio, tendo ela e Pantalaimon dividido um momento muito importante — a direção dá bastante atenção a isso por sinal –, além de uma grande sagacidade do roteiro na forma como apresentou e deu significado aos símbolos e à exploração dele na realidade: a constatação da primeira leitura e Lyra. A coisas definitivamente ficam mais interessantes na série e tomara que daqui para frente seja só ladeira acima.

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4º Lugar: Armour

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Bruxas, ursos de armadura, a notícia da prisão de Lord Asriel e uma preparação assumida para um futura guerra fazem desse episódio o mais interessante e objetivo da temporada até aqui. Evidente que um pouco mais de clareza em relação às camadas burocráticas envolvendo a Sra. Coulter fizesse um bem maior às suas cenas, mas o ciclo dela se completa de maneira satisfatória, sem quebrar o enigma e ao mesmo tempo mantendo intactas a sua persona e o seu controle sobre situações. Um episódio que junta times diferentes para uma luta. E agora… rumo ao Norte!

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3º Lugar: The Daemon Cages

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O núcleo Will Parry se tornou deslocado aqui, pois do outro lado havia coisas muito importantes acontecendo e o roteiro não cria nada verdadeiramente interessante para valer esse segundo momento, embora prepare algo para o futuro. E o cliffhanger, apesar de fazer parte de uma cena de tensão (após uma de muita beleza e ternura), traz algo interessante para pensar: quem ou como Lyra será salva da queda? Se o encerramento da série seguir essa trilha mais direcionada ao público em geral, sem toneladas de enigmas, meias-palavras que só os iniciados entendem e relações intricadas demais para qualquer um que não leu os livros, teremos um final de temporada realmente fantástico.

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2º Lugar: The Fight to the Death

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Se as linhas gerais do que entendemos como “motivos para todo mundo ir para o Norte” estiverem corretas, eu fico imaginando o que pode sobrar de realmente excitante para a próxima temporada que já foi confirmada há tempos. E olhem que nunca subestimo o poder de um bom roteiro, mas mesmo eu que não li uma única página do livro consigo perceber que estão gastando uma boa quantidade de munição aqui. De toda forma, falta apenas uma semana para a gente descobrir as consequências disso tudo, ou seja, onde é que o roteiro irá nos deixar. Espero que pelo menos o núcleo de Will Parry avance consideravelmente. Já o restante… confesso que não tenho ideia do que querer ou esperar a respeito.

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1º Lugar: Betrayal

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O tom épico do episódio se reflete na direção ágil, na trilha sonora que abraça a magnitude do que está sendo narrado e, claro, na fotografia, principalmente porque a maior parte das cenas são noturnas, o que é sempre difícil de se fazer por um período estendido de tempo. Agora é esperar para ver como cada indivíduo agirá em mundos diferentes e como as buscas dos mocinhos e dos vilões deflagrarão mais uma porção de outras batalhas. Estou pronto para a 2ª Temporada.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.