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Lista | Jujutsu Kaisen – 3ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Ranqueando o melhor ano de Jujutsu Kaisen.

por Ismael Vilela
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A terceira temporada de Jujutsu: Kaisen se encerra e com um ano muito divisivo. Alguns ainda preferem o Arco de Shibuya, na segunda temporada, o que, a meu ver, mostra um desejo do público por escolhas mais seguras, tanto em animação quanto em narrativa. A terceira temporada é claramente mais ousada, pois tem de lidar com um texto advindo do mangá extremamente pobre e mal conduzido, com regras mal explicadas e uma dinâmica difícil de funcionar. Ao contrário do que muitos diriam, confesso: acho, sim, que esta temporada resolve muitos problemas do mangá com o mais simples dos artifícios – uma animação muito bem desenvolvida. De fato, os confrontos de modo geral já são muito melhores aqui do que em Shibuya e o próprio desenvolvimento da série, em termos narrativos, é melhor também. 

Em última análise, esta terceira temporada funciona porque entende que a beleza não está na ausência de defeitos do roteiro original do mangá, mas na harmonia criada entre essas peças quando submetidas a uma direção de arte visionária e psicodélica. Ao remover a dependência de uma narrativa puramente “segura”, a produção expõe o esqueleto emocional da história, entregando episódios que caminham com as próprias pernas. É uma obra sobre o coletivo de feiticeiros, sobre como o peso das peças micro só é verdadeiramente compreendido quando se olha para o impacto visual do todo, independentemente de explicações exageradas – como o infame Sobre a Migração à Extinção. A nota máxima para esta temporada é o reconhecimento de que a imperfeição compartilhada entre o autor original e a equipe de animação resultou na forma mais pura de perfeição audiovisual. A direção assina uma obra que, embora se utilize de seguranças estéticas, arrisca-se no terreno mais perigoso de todos: o da tradução de uma obra “mal conduzida” em um espetáculo de sinceridade técnica absoluta. 

Como fazemos em toda série ou minissérie que analisamos semanalmente, preparamos nosso tradicional ranking dos episódios para podermos debater com vocês. Qual foi seu preferido? E o que menos gostou? Mandem suas listas e comentários!

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12º Lugar: Sobre a Migração à Extinção

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Para o espectador que busca a fluidez orgânica da ação (que elogiei excessivamente em Shibuya e nos dois primeiros episódios da temporada), este episódio situa-se em um terreno perigoso de estagnação informativa. É um capítulo regular, necessário para a fundamentação do todo, mas que falha em manter a chama da urgência acesa, carecendo da alma avassaladora que define os melhores momentos da obra.

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11º Lugar: A Colônia de Tóquio nº1

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Ao remover a dependência de grandes clímax imediatos, a direção expõe o esqueleto tático da história, entregando um capítulo que é completo em seu propósito de transição. No entanto, fica o questionamento se Jujutsu: Kaisen tem sido sábia em termos de ritmo, pois já cansa a presença de episódios impecáveis e outros nem tanto – simplesmente porque, apesar de conter os melhores episódios de toda a série – a terceira temporada ainda não conseguiu engrenar uma sequência de episódios totalmente coesa e desenvolvimentista.

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10º Lugar: Execução

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O segundo episódio, One More Time, começa com a revelação de que Yuta agia sob as ordens de Satoru Gojo para proteger Itadori. Aqui, a narrativa organiza-se em torno de um conceito de “conserto”: Yuta, marcado por suas próprias experiências, enxerga em Yuji um reflexo de sua solidão, ao mesmo tempo que deve lealdade a Satoro Gojo. O destaque absoluto reside na revelação da ascendência de Yuji como filho de Kenjaku; a imagem de sua mãe, Saori, com as marcas de pontos na testa, é uma mensagem que resolve de forma brilhante a lacuna narrativa proposta no passado, provando-se narrativamente mais bem elaborada do que qualquer arco da temporada anterior. O ponto é que a terceira temporada equilibra melhor que a segunda as cenas de luta com a amarração narrativa.

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9º Lugar: Mais Uma Vez

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O que se observa na tela é uma atmosfera de urgência: os personagens, em suas dores e solidões, são imperfeitos, buscando no outro uma forma de sobrevivência. A caminhada de Yuji, Choso e Megumi até a câmara subterrânea de Tengen, onde reencontramos a resiliência de Maki Zen’in (Mikako Komatsu) e a presença de Yuki Tsukumo (Nana Mizuki), consolida os dois primeiros episódios como excelentes preparativos para o futuro narrativo da série.

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8º Lugar: A Colônia de Tóquio nº4

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O que funciona nesta temporada é a sofisticação intrínseca à imagem, a fluidez do movimento que dita o tom da sobrevivência. A obra reitera a potência do texto original, consolidando esta fase de Jujutsu Kaisen como uma das melhores representações da luta no gênero. Ao evidenciar a diferença de reações entre Itadori e Fushiguro entre os episódios, o diretor expõe o esqueleto emocional da história, entregando uma experiência que caminha com as próprias pernas, independente dos grandes confrontos que virão a seguir.

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7º Lugar: A Colônia de Tóquio nº2

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Portanto, A Colônia de Tokyo nº 2 funciona porque entende que o peso das peças micro só é verdadeiramente compreendido quando se olha para o tabuleiro completo. A direção entrega um episódio que é completo em seu propósito de situar o espectador no novo paradigma do mundo dos feiticeiros. Ao remover a dependência de resoluções imediatas, a direção expõe o esqueleto emocional e político da história, entregando um capítulo que caminha com as próprias pernas, rumo a um destino que, embora doloroso, promete ser esteticamente e narrativamente arrebatador.

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6º Lugar: Engrenagem

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Em última análise, este sexto episódio mais uma vez caminha com as próprias pernas ao elevar a estética do combate a um nível de clareza narrativa exemplar. É um episódio sobre o coletivo, sobre como o peso das peças individuais – seja o cálculo de Megumi ou a resiliência de Yuji – só é verdadeiramente validado quando se olha para o objetivo maior: o auxílio de Hakari contra o jogo imposto e favor da libertação de Gojo.

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5º Lugar: A Colônia de Tóquio nº5

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Da mesma forma, a breve aparição da figura do Anjol sobre um Megumi exausto e o panorama dos quatro feiticeiros em Sendai – Dhruv Lakdawalla, Ryu Ishigori, Takako Uro e Kurourushi – estabelecem a magnitude do que está por vir. A entrada de Yuta Okkotsu, eliminando Lakdawalla com um único golpe, reafirma que o todo da obra é composto por forças avassaladoras que convergem para um destino inevitável, que administra a, ainda sentida, ausência de Gojo na série.

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4º Lugar: A Colônia de Tóquio nº3

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Em última análise, A Colônia de Tokyo nº 3 funciona porque entende que a beleza da narrativa não está na ausência de conflitos morais, mas na harmonia criada entre indivíduos que reconhecem suas falhas. Ao remover a dependência de reviravoltas puramente físicas e focar no esqueleto emocional da lei e da culpa, a direção entrega um capítulo que caminha com as próprias pernas, independente da grandiosidade das batalhas anteriores.

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3º Lugar: A Colônia de Sendai

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Ainda, a direção de Jujutsu Kaisen prova que a beleza não está na ausência de caos, mas na harmonia criada entre essas peças quebradas. Ao remover a dependência de explicações exaustivas e focar na fluidez psicodélica do combate, o anime expõe o esqueleto emocional de seus guerreiros. É uma obra sobre o coletivo de forças, sobre como o peso das ações individuais só é verdadeiramente validado quando se olha para o saldo final dos pontos e das vidas poupadas. O episódio final de Jujutsu Kaisen comprova que estamos presenciando seu próprio auge.

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2º Lugar: Preparação Perfeita

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Em última análise, este episódio de Jujutsu Kaisen é um grito ao mar, um conjunto de falhas que encontram na vingança de Maki um encerramento doloroso e amoroso ao mesmo tempo. A direção assina uma obra que, embora se utilize de seguranças estéticas conhecidas, arrisca-se no terreno da sinceridade emocional absoluta, consolidando-se como uma das melhores produções japonesas da contemporaneidade. Ah, e para deixar bem claro: esse é o melhor episódio (até agora) de Jujutsu: Kaisen. Ponto final.

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1º Lugar: Paixão

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Em última análise, “Preparação Perfeita” funciona porque entende que a perfeição reside apenas na junção das imperfeições humanas e artificiais. Shota Goshozono e Risa Suzuki entregam um “filme curto” que é completo, uma obra sobre o coletivo e sobre como o peso da alma só é verdadeiramente validado quando se olha para o sacrifício. É um episódio que dialoga diretamente com o fã da obra original, mas que expande seu alcance para qualquer espectador disposto a um exercício de alteridade e empatia. A morte de Yaga não é um fim, mas a semente de uma nova percepção sobre o que significa ser humano em um mundo amaldiçoado.

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