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Lista | Os Mais Lidos do Plano Crítico em 2020

por Luiz Santiago
1381 views (a partir de agosto de 2020)

A presente lista reúne em diversas categorias as postagens mais lidas por vocês aqui no site entre 1º de janeiro e 29 de dezembro de 2020. Fica aqui também o meu agradecimento para todos vocês, leitores, que nos visitam, seguem, compartilham e comentam aqui no site, levantando discussões das mais diversas. E claro, a toda a nossa equipe do Asilo Plano Crítico, que mais um ano segue mergulhada nessa loucura toda. Muito obrigado a todos vocês!

Placar por autores com a quantidade de textos que conseguiram colocar entre os mais lidos deste ano:

  • Ritter Fan – 24 textos
  • Luiz Santiago – 23 textos
  • Kevin Rick – 7 textos
  • Leonardo Campos – 6 textos
  • Iann Jeliel – 4 textos
  • Handerson Ornelas – 4 textos
  • Marcelo Sobrinho – 4 textos
  • Matheus Camargo – 3 textos
  • Rodrigo Pereira – 2 textos
  • Davi Lima – 2 textos

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10. O Homem Invisível

Leonardo Campos

Dor, trauma, tristeza, violência, opressão, machismo, etc. São temas que fazem parte das nossas vidas há eras, alguns tratados em O Homem Invisível trazido para 2020 e tópicos que provavelmente emergirão das próximas narrativas sobre criaturas aberrantes do cinema.


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9. O Que Ficou Para Trás

Ritter Fan

Com ótimas atuações, respeitosa e relevante abordagem socioeconômica e direção precisa, O Que Ficou Para Trás consegue assustar de verdade sem deixar de passar sua forte mensagem mesmo quando a salvadora luz do dia cerca os personagens. Não há saída para os refugiados que só têm morte atrás e desprezo à frente. A casa mal-assombrada parece até mesmo ser apenas o menor dos males.


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8. Liga da Justiça Sombria: Apokolips War

Luiz Santiago

Sem maneirismos de fechamento, sem muita forçação de barra. Uma verdadeira história de guerra com resultado amargo, mas ao mesmo tempo solene e bonito, mostrando a união e a luta desses heróis mesmo sabendo que pouca coisa havia para ser preservada. Uma das produções que melhor explora a personalidade de cada um em um momento de grande crise. Um marco, em vários sentidos.

7. Ninguém Sabe Que Estou Aqui

Iann Jeliel

Diante de sua esfera específica de enorme sensibilidade, Ninguém Sabe Que Estou Aqui não tem medo de vomitar e colocar para fora as injustiças universais de talentos que nunca tiveram a chance de se provar talentosos por convenções sociais. É um exercício aconchegante de empatia que finaliza fantasiando um mundo onde um desses casos teve a chance de alcançar, nem que por um momento, nem que para si mesmo, o palco a que deveria pertencer.


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6. Professor Polvo

Leonardo Campos

A sua luta para pegar o caranguejo, a esperteza ao batalhar com um tubarão e acabar nas costas do animal, protegido, bem como outras características deste ser encantador integram essa belíssima mensagem sobre a natureza. Ademais, em Blue Planet 2, parte da equipe que trabalha aqui já havia tratado sobre o assunto de maneira mais geral, sem o foco exclusivista de Craig Foster para seu “molusco inteligente”.


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5. Estou Pensando em Acabar com Tudo

Luiz Santiago

Na obra, esses ingredientes formam uma massa de pensamento confuso, atemporal — a organização dele é o toque metalinguístico da fita, já que o filme chama a atenção para si mesmo como agrupador e reprodutor de memórias e fantasias, fazendo também a sua própria autocrítica no caminho — e que serve como fim da linha para diferentes gerações, majoritariamente iluminadas por cores frias, muita preocupação com os afazeres cotidianos, extrema solidão na velhice e vontade de que “tudo isso” acabe o quanto antes. Assim como o pai, a expressão do desejo de não querer lembrar-se de mais nada. A riqueza, a dor e a felicidade que cabe em um último suspiro. Uma elegia, afinal.


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4. O Farol

Luiz Santiago

Por isso que a ideia geral de proteção e guia que simbolicamente atribuímos a um farol se corrompe nesse Universo. Ou melhor, é mostrada em uma outra camada de intenções, afinal, alguém iluminado, mesmo que não queira, pode atrair os mais variados horrores para o seu meio. E não é de hoje que sabemos que o mal também pode morar na luz.

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3. Parasita

Luiz Santiago

O filme, no entanto, se mantém em altíssimo patamar. Uma imensa surpresa de Bong Joon Ho, que desafia um pouco a si mesmo e problematiza social e emocionalmente o status quo no mais amplo aspecto possível: afinal, quem, nos arranjos de nossa sociedade, é o parasita de quem?


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2. O Poço

Luiz Santiago

E se pensarmos bem nos termos de “pegar para si apenas o que é necessário, deixando também para os outros que precisam“, a obra, que estreou na Espanha em novembro de 2019, se torna uma verdadeira profecia para o consumo de víveres e produtos de higiene que a realidade do planeta sob o Coronavírus nos traz em 2020. Senhoras e senhores, bem-vindos à civilização do animal mais inteligente do planeta.


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1. O Céu da Meia-Noite

Ritter Fan

Clooney deveria ter escolhido que filme queria realmente fazer. Ao decidir seguir o caminho duplo, o diretor e ator puxa o tapete sob seus próprios pés, obrigando-se a reduzir a odisseia gelada de Augustine que poderia ser o grande diferencial narrativo para abrir caminho para uma abordagem de blockbuster hollywoodiano. Ainda há o que aproveitar da atmosfera que o cineasta consegue criar, especialmente em tempos de pandemia, mas havia potencial para muito mais.

10. 8½ – Fellini Oito e Meio

Luiz Santiago

O maior significado vem quando unimos esse universo subjetivo ao mundo da sétima arte. Mais uma vez as peças do jogo “a vida imita a arte ou é o contrário?” são dispostas e não há quem fique indiferente a essa experiência.


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9. Náufrago

Marcelo Sobrinho

É notável como Náufrago não escolhe o caminho mais fácil nem em sua conclusão. E é sempre agradável perceber como um filme mainstream pode deixar para o público bem mais que entretenimento imediato, ainda que ele nos entretenha com um cinema leve e igualmente inteligente por mais de 2 horas – extremamente prazerosas, diga-se de passagem.


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8. A Missão

Marcelo Sobrinho

No fundo, nada parece mesmo capaz de nos desumanizar tanto quanto as instituições que nos representam e as autoridades que nos governam. Se há debates históricos numerosos acerca do filme de Roland Joffé, essa importante lição história ele certamente nos deixa.


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7. Memórias de um Assassino

Ritter Fan

Memórias de um Assassino é, sem ficar pisando em ovos, uma obra-prima, algo que poucos cineastas de começo de carreira podem dizer que têm, colocando Bong Joon Ho em companhia de grandes nomes da Sétima Arte como o próprio Fincher, Jean-Luc Godard e Orson Welles nesse quesito. Nada mal para para alguém com apenas 34 anos à época em um país de cultura cinematográfica então ainda razoavelmente incipiente.  


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6. O Grande Mestre 2

Rodrigo Pereira

Seu quase desaparecimento em O Grande Mestre 2 é algo que considero um erro da direção, principalmente pelo potencial dramático não explorado na relação dos dois. Ainda assim, Wilson Yip nos apresenta uma obra bastante coesa e exalta a cultura chinesa praticamente com a mesma qualidade do primeiro filme da franquia. Tudo em meio a muitos socos, cotoveladas e pontapés.


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5. Os Imperdoáveis

Ritter Fan

Será que o longa não é um atrasado, mas muito bem vindo longa “enquadrador” de narrativa? Uma forma de realinhar o que entendemos como sendo os componentes clássicos de todo um gênero e, nessa toada, tornando-se quase que um reboot de décadas e décadas de abordagem cinematográfica? Seja qual for a resposta, uma coisa é certa: Peoples, Eastwood e Os Imperdoáveis destroem lendas estabelecendo-se como lendas da Sétima Arte.


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4. Milagre na Cela 7 (2019)

Marcelo Sobrinho

Concluo que, se o conjunto de uma obra consegue sobreviver aos seus tropeços, ela merece pelo menos algum lugar ao sol. Esse conceito me parece caber como uma luva nesse filme turco, que seguirá emocionando os espectadores da Netflix por um bom tempo e com alguns méritos.


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3. O Hospedeiro

Ritter Fan

Sem contentar-se com mais do mesmo, Bong Joon Ho, em sua terceira produção, pegou o gênero de nicho de “filme de monstro” e o virou de cabeça para baixo, mostrando que é sempre possível renovar abordagens. Basta criatividade e esforço, algo que o cineasta parece ter para dar e vender.


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2. O Milagre da Cela 7 (2013)

Iann Jeliel

Desse modo, os momentos que precisam da catarse emocional ficam fortes sem apelação, e os cômicos não perdem a linha de seriedade. A corda bamba fica num equilíbrio verossímil, e o legado daquele excêntrico personagem é respeitado sem que se sinta pena de suas limitações, e sim que se orgulhe do que ele conseguiu fazer, apesar delas.


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1. O Grande Mestre 4

Rodrigo Pereira

Responsável pelo fechamento da quadrilogia, O Grande Mestre 4 se recupera com esplendor da repentina queda na obra anterior e finaliza a história de Yip Man da mesma forma que começou: exaltando a cultura chinesa e criticando o imperialismo e a discriminação sem se tornar repetitivo. Em meio a incríveis lutas, obviamente.

10. The Undoing

Leonardo Campos

As respostas estão panorâmicas desde o começo e o interessante da série não é brincar de quem é o criminoso, mas de discutir uma série de celeumas enquanto nos entretemos tentando desvendar a identidade do assassino de Elena Alves, uma figura que gera obsessão e inquietude por todos os seus poros, em cada que é contemplada no enquadramento.

9. The Outsider

Ritter Fan

Não é uma obra feita para ser facilmente digerível ou para acariciar ou pegar na mão do espectador. A dor da perda ganha uma excelente representação sobrenatural na telinha e a HBO pode gabar-se de acertar no alvo mais uma vez.


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8. The Last Kingdom – 2ª Temporada

Ritter Fan

A 2ª temporada de The Last Kingdom consegue aprender com os erros da 1ª, mas acaba mesmo é substituindo-os por outros tão problemáticos quanto. Mesmo assim, as aventuras fictícias de Uhtred de Bamburgo em um pano de fundo histórico e absolutamente fascinante por ser normalmente muito pouco conhecido merecem ser conhecidas.


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7. O Sangue de Zeus

Kevin Rick

Poucas mudanças nos conceitos de personagens tão conhecidos, e o básico protagonista sendo guiado em um conto comum do gênero, não tiram a série dos clichês da mitologia grega, mas a construção de mundo e a história madura, aliada aos ótimos personagens secundários, principalmente Seraphim, trazem algo novo para o panteão de obras de mitos gregos. O Sangue de Zeus é uma série divertida e emocionante que te mantém fisgado em sua sólida primeira temporada de curta duração. 


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6. Tales From the Loop

Ritter Fan

Tales from the Loop é uma agradável surpresa sci-fi que consegue capturar a imaginação e mergulhar em um fascinante “mundo vivido” com suas próprias regras e que é tão diferente quanto é igual ao mundo normal. Uma bela experiência audiovisual que congrega os melhores elementos formativos do gênero e um elenco que nunca desaponta, mas que requer um estado de espírito diametralmente oposto à forma moderna de se consumir séries.


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5. Dark – 3ª Temporada

Ritter Fan

Jantje Friese e Baran bo Odar encerram Dark exemplarmente, mesmo considerando as reticências que apontei acima. A série, em seu conjunto, entrega resoluções bem pensadas e bem estruturadas que manejam bem a complexidade que a quantidade de versões dos mesmos personagens inevitavelmente traz. O tão esperado fim chegou e, felizmente, junto com ele veio a satisfação.


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4. Breaking Bad – 3ª Temporada

Ritter Fan

Muita gente que embarcou a essa altura na criação de Gilligan teve a oportunidade de ver mais um importante ponto de virada na chamada Era de Ouro da Televisão, tudo graças a um vilão que não se consegue verdadeiramente odiar, como, aliás, são os melhores vilões das artes. E olha que ainda teria muito mais para acontecer ao longo da estrada desse épico moderno sobre desespero, obsessão e ganância.


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3. Breaking Bad – 2ª Temporada

Ritter Fan

O próprio formato escolhido para a apresentação da temporada, com o acidente de avião tendo conexão de “seis graus de Kevin Bacon” (na verdade, bem menos que seis graus) com Walter White e seu inexorável mergulho ao inferno, é prova do que ele quer entregar aos espectadores, ou seja, um assustador mecanismo de retroalimentação do mal que se esconde à margem da vida pública que cada um de nós tem. E o showrunner mais do que consegue alcançar seu intento, ainda que ele muito claramente só esteja começando.

2. The Good Doctor – 3ª Temporada

Leonardo Campos

Há o paciente que se afoga nos próprios fluidos corporais, outro que precisa remover um tumor, mas pode perder a sensibilidade da região em futuras relações sexuais, a mulher sem sistema imunológico, a paciente que se recusa a tomar remédios para as dores diante de ossos fraturados por causa do histórico de viciada em drogas, um jogador profissional com grave fratura nas costas, uma médica referência nos estudos em leucemia, com problemas de insuficiência respiratória, além de um velejador aventureiro com um espadim atravessado em sua perna, momento mais “exótico” e divertido da temporada.

1. How To Get Away With Murder – A Série Completa

Leonardo Campos

Detentora do poder da empatia, também discutido teoricamente na área de Comunicação e Dramaturgia, Annalise Keating permitiu, em sua trajetória de seis temporadas, a aproximação com os espectadores que viram nela a batalha atual das mulheres e de outros grupos sociais com projetos de vida minados pelos que sempre detiveram privilégios.

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10. Legends of Tomorrow – 5X00: Crisis on Infinite Earths

Ritter Fan

Transformar o Anti-Monitor em “mais um vilão” e, ainda por cima, com tomadas absolutamente patéticas como aquela da Supergirl indo “com raiva” para cima do sujeito – sério, um estudante de cinema de primeiro ano faria melhor com 1/10 do orçamento e com uma atriz ainda pior – é revoltante e um sintoma de um problema muito maior que já cansei de sinalizar ao longo de minhas críticas de Arrow: o pouquíssimo apreço pela qualidade técnica nessa séries só porque o público gosta de ver seus heroizinhos fantasiados a qualquer custo. Mas sei que reclamar é como dar murro em ponta de prego… Agora só nos resta aguardar o próximo crossover e torcer em vão para que ele seja melhor.


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9. Lovecraft Country – 1X07: I Am.

Ritter Fan

E esse tipo de experiência televisiva é rara, mesmo considerando a generosa oferta de séries, minisséries e telefilmes que temos hoje em dia. Poder afirmar que, faltando apenas três episódios para a temporada acabar, não tenho a mais remota ideia qual é o caminho que Misha Green seguirá e ficar feliz com isso não é algo trivial, que acontece no dia-a-dia. Ficarei aqui, sacudido por esse espetáculo audiovisual, balbuciando palavras sem sentido e esperando a próxima dose no domingo que vem e já sofrendo de antemão pela proximidade do fim…


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8. Better Call Saul – 5X07: JMM

Ritter Fan

JMM parece ser o enterro de Jimmy e o começo de Saul como o vemos no episódio 2X08 (Better Call Saul) e seguintes da 2ª temporada de Breaking Bad. Mas ainda há um grande espaço temporal para ser coberto, mesmo que, eventualmente, as duas séries não se alcancem completamente e, tenho certeza que, no processo, Gilligan e Gould têm ainda diversas bolas curvas para arremessar.


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7. Better Call Saul – 5X08: Bagman

Ritter Fan

Se Better Call Saul já era uma série espetacular, um episódio como Bagman simplesmente não tem classificação. Obra-prima, cinco estrelas ou qualquer outra coisa assim não faz jus ao que testemunhamos aqui. Talvez seja melhor simplesmente canonizar o episódio e adorá-lo incondicionalmente com lágrimas de alegria nos olhos. Exagero? Diria que não…


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6. Better Call Saul – 5X10: Something Unforgivable

Ritter Fan

A penúltima temporada de Better Call Saul acaba com mais um espetacular episódio que traz tanto uma reviravolta quanto uma guerra, ambas, porém, que estavam escritas nas estrelas para quem quisesse ver e que parecem prometer mudar o jogo para o ano final. Novamente, os showrunners mostram que sabem contar uma história como ninguém na televisão moderna, entregando algo sensacional.


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5. Better Call Saul – 5X05: Dedicado a Max

Ritter Fan

Dedicado a Max é uma metade de temporada da mais alta categoria que nos faz gargalhar ao mesmo tempo em que tememos pelos nossos personagens queridos. É como quando alguém faz uma brincadeira particularmente espirituosa sobre coisa séria, transformando a risada espontânea em algo que depois, em retrospecto, sentimos vergonha de ter soltado.


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4. Ataque dos Titãs – 4X01: The Other Side of the Ocean

Kevin Rick

É notável a diferença do trabalho, mas tudo continua lindo. O CGI tão fortemente exprimido nos Titãs causa maior estranheza, mas não tenho nada a reclamar. Hajime Isayama é um gênio, e sua magnum opus retorna em um episódio sem defeitos, navegando nas conotações sociopolíticas deste universo tão parecido com o nosso, mas sustentando o fantástico em um capítulo recheado de ação. Mal posso esperar para conferir o restante desta temporada final.


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3. Ataque dos Titãs (Attack on Titan) – 4X02: Midnight Train

Kevin Rick

Espero que seja uma birra minha e não uma onda decrescente da qualidade animada à medida que a temporada avança. Fora isso, Midnight Train é mais um episódio praticamente perfeito dentro do escopo geral de Attack on Titan, continuamente oferecendo um olhar crítico e cruel para o preconceito social no pós-guerra, entregando uma narrativa que manuseia essas temáticas dentro do melancólico estudo psicológico do Reiner.


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2. Better Call Saul – 5X09: Bad Choice Road

Ritter Fan

Em algum momento ao longo da redação da presente crítica cheguei a pensar em escrever que o episódio, por vezes, me pareceu com uma minutagem maior do que a estritamente necessária para cumprir sua função, mas a cada vez que esse pensamento chegava à superfície, eu lembrava de Lalo e Kim se enfrentando ou da fotografia de Marshall Adams decididamente mais escurecida aqui para fazer a mímica dos momentos sombrios e o “problema” ia embora, soterrado pela qualidade de tudo ao seu redor. Queria era ter sempre esse tipo de reclamação para fazer de um episódio de série…


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1. Ataque dos Titãs (Attack on Titan) – 4X03: The Door of Hope

Kevin Rick

The Door of Hope é um episódio com várias camadas de crítica social, e mal posso esperar o contínuo desenvolvimento de tais temas no universo fantástico de Attack on Titan, que também urge por um pouquinho de ação, pois ninguém é feito de ferro (he,he).

10. Os Miseráveis

Leonardo Campos

Ademais, podemos apontar Os Miseráveis como um romance sobre muitas questões sociais e estéticas que fogem do escopo da crítica em questão, panorâmica e incapaz de dar conta do aprofundamento que a obra de vastos capítulos nos pede. Fica, no entanto, o mapeamento das abordagens que podem ser complementadas por sua leitura, em consonância com as minhas ideias, num feixe de concordâncias e discordâncias, combinado?


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9. Alien e Predador vs. Lampião

Luiz Santiago

Assim como na primeira parte da saga, a descrição da batalha em versos é riquíssima, muito engraçada e tem um final tremendamente criativo, que na verdade explica perfeitamente bem uma das duas lendas urbanas bastante populares no Brasil envolvendo ETs… ou uma certa e temível criatura cuja origem é amplamente latina, sendo encontradas versões delas em diversos países das Américas (embora provavelmente o primeiro relato histórico de sua “presença” tenha sido registrado em Porto Rico). Uma ótima mistura de elementos do regionalismo brasileiro com criações gringas, resultando em algo verdadeiramente divertido e interessante.


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8. Morte no Nilo

Luiz Santiago

No meio de um grupo heterogêneo, que vai de uma cleptomaníaca de alta classe a um procurado pela justiça (esse plot adicional, para mim, foi totalmente desnecessário), passando por um comunista, uma alcoólatra e uma autora de romances picantes, o leitor terá aqui um estudo sobre comportamento social e investigação aparentemente simples para um crime intricado e bem pensado. Aquele tipo de história em que o final é imensamente superior ao início.


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7. Testemunha de Acusação

Luiz Santiago

Já ao fim, quando tudo é posto às claras e o problema chega ao seu desfecho, vem a grande cereja ética e moral, juntamente com uma crítica ao processo judiciário e uma exposição da astúcia de algumas pessoas… um dos finais mais cruéis e ao mesmo tempo interessantes de um conto de mistério. Uma daquelas obras que realmente fazem jus à fama que têm.


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6. Crônica de uma Morte Anunciada

Luiz Santiago

Crônica é um livro curto, mas de genial abordagem estilística e com uma premissa que entrega o que seria o clímax da obra já no início, fazendo da narrativa um estudo de atitudes comunitárias diante da violência e de outras desumanidades culturalmente aceitas ou normalizadas, um pensamento e uma linha de não-ação que nos enraivece quando escancarada do jeito que é, mas que certamente não choca, porque segue exatamente a mesma em nossos tempos.


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5. O Afogado Mais Bonito do Mundo

Marcelo Sobrinho

Tanto os que esqueceram as antigas promessas como aquele que retorna para lembrá-las. Tal como Mia Couto, que reclama coragem aos africanos em Os Sete Sapatos Sujos, Gabriel García Marquez recusa o vitimismo. A história dos latino-americanos pertence a eles mesmos. Recolher das águas do mar o que há muito imergiu é a eterna tarefa de todos nós.


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4. O Conto da Ilha Desconhecida

Luiz Santiago

É um ponto ideal para quem quer começar a se aventurar pelo Universo de Saramago (porque é curto e de cara faz o leitor se habituar com o peculiar estilo de pontuação, ritmo e estrutura de texto do autor), mas que ninguém se engane: nessas 64 páginas há muito mais coisa para se pensar e considerar do que calhamaços inteiros de filosofia contemporânea que se pode encontrar pelas prateleiras. Um conto com uma proposta de inúmeras viagens para todos nós.


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3. A Droga da Obediência

Luiz Santiago

O que não muda em A Droga da Obediência é a relevância de sua lição de moral — algumas leituras mais didáticas ou mesmo escolares podem até tirar um tempinho para falar do uso de drogas, como matéria bruta mesmo — e a importância que tem um grupo leal de amigos em nossa vida. Uma lição que vale para todas as idades e que pela maneira divertida e ágil com que é exposta na obra, explica o motivo deste livro continuar em alta e impressionando novas gerações de leitores pelo Brasil inteiro.


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2. Os Estranhos

Rafael Lima

Trata-se de uma grande homenagem de Stephen King às obras sci-fi da década de 1950, carregando inclusive todos exageros deste período. Esta é a obra de um autor sem filtros, o que resulta em prós e contras, e entre os contras, aponto uma narrativa um pouco inchada e um certo abuso da natureza absurda da trama, mas que no fim das contas tem seus aspectos positivos muito mais fortes do que os negativos. Decididamente um trabalho bem subestimado de Stephen King, inclusive pelo próprio autor.


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1. O Alienista

Luiz Santiago

Críticas ao cientificismo (e de certa forma, também ao naturalismo) e uma linguagem simples, cativante, constantemente citando ou se aproximando da crônica, O Alienista nos mostra os perigos do exagero em qualquer situação onde o julgamento deverá mudar, isolar ou classificar pessoas em um determinado grupo. Aqui estão escancarados os perigos e a social necessidade dos rótulos. Sem o devido cuidado, porém, eles terminam por enlouquecer — ou confirmar a loucura — daqueles que mais gostam de rotular.

10. Monstro do Pântano: Irmãos em Armas

Luiz Santiago

Em diversos momentos de Fall of the House of Pendragon vemos um enlouquecido Rei Arthur procurar pelo Santo Graal, segundo ele, a única coisa que poderia tirar-lhe as “alucinações e vozes da cabeça”, em suma, vencer aquela guerra que ele acreditava que era pura fantasia. Ali estava claro que a próxima parada do Pantanoso seria no tempo de Jesus e Rick Veitch de fato escreveu o roteiro dessa edição para a DC, uma história que ele chamou de Morning of the Magician.


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9. Marvels X #1

Ritter Fan

Marvels X, pelo menos nessa sua primeira edição, funciona muito bem como uma homenagem de aniversário a duas das mais importantes graphic novels da editora e como uma história de méritos próprios que captura de imediato o leitor. Será sem dúvida muito interessante ver o que Krueger e Ross planejaram para o jovem David em sua desesperada busca por seus super-heróis favoritos.


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8. Liga da Justiça da América #42 a 50 (1966)

Luiz Santiago

Este compilado de críticas traz abordagens para as edições #42 a 50 da revista Justice League of America Vol.1, publicadas entre fevereiro e dezembro de 1966. Você também pode conferir as críticas para as edições dos anos anteriores da equipe, como indicado na lista abaixo.


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7. O Questão: As Mortes de Vic Sage

Ritter Fan

Não sei se a minissérie inspirará a DC Comics a aproveitar mais esse potencialmente fascinante personagem na linha editorial normal da editora, mas Jeff Lemire sensacionalmente recria O Questão e o deixa preparado para novas aventuras. No mínimo espero que o selo DC Black Label tire um pouco o foco do Batman e companhia para desencavar tesouros como esse aqui. Há personagens demais esquecidos por aí que, nas mão certas, poderiam ganhar uma nova vida!


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6. Rorschach (2020) #1

Luiz Santiago

O que torna essa primeira edição “diferente” de um conto investigativo comum em quadrinhos é o fato de se tratar de uma história de Rorschach, além da presença de um certo capricho na hora de estruturar o crime, as pistas, os personagens. A arte de Jorge Fornés dá conta do recado, criando uma estética bem específica para esse tipo de história, brincando com enquadramentos típicos de filmes policiais e HQs do gênero. Vamos ver para onde Tom King irá nos levar até o final dessa empreitada… e se tudo isso valerá a pena.


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5. Batman: Os Três Coringas #2

Luiz Santiago

Torço para que o encerramento de Os Três Coringas seja pelo menos no nível da abertura da minissérie, com uma história que mostre algo novo e interessante a respeito do personagem, ou pelo menos ofereça uma leitura diferente para aquilo que já sabemos dele. Esse vazio cheio de elementos psicológicos que marcam a presente edição atrapalhou a trama, mas ainda é possível encerrá-la com algo palpável e verdadeiramente bom. Será que vai?


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4. DC Versus Marvel / Marvel Versus DC

Ritter Fan

DC Versus Marvel teve ambição, mas não teve o espaço que merecia, o que levou ao sacrifício do principal: as lutas. Mas David e Marz surpreendentemente criaram entidades cósmicas interessantes que abrem a possibilidade para um repeteco no futuro. Seria sensacional voltar a ver os dois universos entrando em choque, mas, se isso acontecer novamente, tomara que não haja limites para a pancadaria.


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3Batman: Os Três Coringas #3

Luiz Santiago

Dá vontade de rir mas é meio trágico, porque a minissérie acabou tendo mesmo só dois blocos realmente bons. A tirar pelo final, será que ainda vão remexer nisso e fazer com que o nome real do Coringa seja revelado? Que uma história trágica seja escrita envolvendo a família dele? Rogo a todos os deuses dos quadrinhos para que não. Mas com essas editoras mainstream, e especialmente a DC, a gente nunca sabe, não é mesmo?


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2. Thor: O Rei Devorador – Parte Um, O Inverno Negro

Ritter Fan

Agora, só nos resta aguardar mais desse Thor reformulado por Cates e Klein e torcer para que o visual de modelo de xampu seja realmente temporário, revertendo à pegada Viking alguma hora. Como não tenho muita razão para duvidar da capacidade de Cates, que só vem acertando em tudo que faz para a Marvel, então estou tranquilo, especialmente depois de ter falado o que tinha que falar da nova estética emo do Deus do Trovão.


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1. Batman: Os Três Coringas #1

Luiz Santiago

Eu ainda preferiria uma trama que usasse mais o conto policial como meio de revelar os Coringas, com indícios mais amplos de sua personalidade, mas a introdução da ideia, o rastro de sangue e a importância que cada uma persona desse vilão deixou são expostos sem deixar o mistério de lado, criando um ótimo caminho para um marco recente na editora, que, convenhamos, está precisando disso.

10. Veredito Cinéfilo: 100 Melhores Filmes da Década – Parte 2

Luiz Santiago

Se você ficou muito triste porque o seu filme favorito da década não está na lista, considere primeiro se ele se encaixa nas regras expostas acima, mas independente de qualquer coisa, peço que use e abuse do espaço de comentários nessa postagem para você mesmo criar a sua versão dos melhores!


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9. Veredito Cinéfilo: As 100 Melhores Séries da Década – Parte 3

Luiz Santiago

Acharam que a gente tinha parado de caçar briga com as listas do final do ano passado? Pois acharam errado! Listas, briga sobre listas, passar mal fazendo lista, passar nervoso comparando lista e gastar energia psíquica com quem não entende o princípio e o caráter pessoal de se fazer listas é praticamente a nossa vida nesse site obscuro e de nicho  😉


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8. Veredito Cinéfilo: Os 100 Melhores Filmes da Década – Parte 1

Luiz Santiago

Se você ficou muito triste porque o seu filme favorito da década não está na lista, considere primeiro se ele se encaixa nas regras expostas acima, mas independente de qualquer coisa, peço que use e abuse do espaço de comentários nessa postagem para você mesmo criar a sua versão dos melhores!


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7. Plano Piloto: Um Maluco no Pedaço

Kevin Rick

O paralelo do desentendimento e assimilação de dois estilos de vida opostos, recheado de muito humor familiar e avaliação da pessoalidade dos personagens provenientes dos diferentes backgrounds, pintam a narrativa do primeiro episódio, temas que viriam a ser marca registrada de toda a serialização. A icônica sitcom continua fresh tantos anos após seu término.


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6. Veredito Cinéfilo: As 100 Melhores Séries da Década – Parte 4

Luiz Santiago

Acharam que a gente tinha parado de caçar briga com as listas do final do ano passado? Pois acharam errado! Listas, briga sobre listas, passar mal fazendo lista, passar nervoso comparando lista e gastar energia psíquica com quem não entende o princípio e o caráter pessoal de se fazer listas é praticamente a nossa vida nesse site obscuro e de nicho  😉


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5. Lista: Arrow – 8ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Ritter Fan

Ou seja, como temporada de uma história longeva de oito anos ela não funciona muito bem e, como as duas mortes do herói nesse processo, como parte de seu grande sacrifício pela humanidade e pelo multiverso deixaram muito a desejar, no final das contas os showrunners acabaram sacrificando homenagem e substituindo-a por bobagem (até rimou, mas não era a intenção!).


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4. Plano Piloto: South Park

Kevin Rick

O fato das palavras de baixo escalão e os insultos saírem das bocas de crianças é a cereja no bolo da animação, e deste piloto que dá aula de como usar comédia polêmica para meramente provocar riso, algo que evoluiu e mudou bastante ao longo do show, mas, independentemente da visão dada por Matt e Trey, South Park sempre será uma obra-prima de sitcom adulta animada, e mesmo que tenha seus altos e baixos, é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores feitos para o gênero da comédia na história do audiovisual.


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3. Lista: Os Melhores Personagens de Lost

Iann Jeliel e Davi Lima

Falar de Lost sem seus personagens é impossível, aliás, nessa maratona o que mais venho fazendo é destrinchá-los minuciosamente dentro das mudanças estruturais e linguísticas da série. Ou seja, sempre reforçando que eles são e sempre foram o seu mote principal, o que faz Lost ser especial diante das demais séries. Diante disso, eu (Iann Jeliel) e meu companheiro (Davi Lima), para começar a apimentar o especial, trocamos horas de conversa para definir a lista dos 10 (e sim, apenas 10) melhores personagens da série.


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2. Plano Piloto: Caverna do Dragão

Kevin Rick

O começo é tortuoso, mas os principais componentes da narrativa já começam a ser construídos, concentrando todos os esforços do roteiro no exercício de amizade e desenvolvimento pessoal dos protagonistas. O episódio sinalizava o primeiro confronto contra o Vingador, e a contradita presença do Mestre dos Magos, na busca eterna dos jovens de retornar para casa. Gosto de imaginar que tiveram êxito.


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1. Plano Piloto: Eu, a Patroa e as Crianças

Davi Lima

Chega quase a um humor físico total até mesmo com a verbalização, porque a química dos atores e a dimensão familiar parece tão envolvida nas interpretações que a ideia de um grupo familiar ser um só corpo, mesmo que submetido pelo título e pelo humor do chefe paterno, chega compreensivelmente a ser interpretado com muita graça ainda hoje.

10. Punisher

Matheus Camargo

Punisher tem um storytelling envolvente, uma produção abrangente, letras inteligentes, uma voz de aquecer, mas ele é mais que um disco. É uma desconstrução do temor pela vida, uma verdadeira e definitiva catarse. Quando sobe, te faz pular e girar e se perder entre batidas fortes e acordes tocados com garra. Quando desce, te faz refletir, mastigar cada palavra e tensiona a sua mandíbula. É um deleite libertador e, sem dúvidas, uma das experiências mais apocalípticas que já presenciei no campo da música.


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9. What’s Your Pleasure?

Matheus Camargo

Confiante, Jessie Ware preenche um espaço que, em teoria, permaneceria inerte ao encarar o que estamos encarando. O tempo continua andando, as pessoas encontrando formas de seguir em frente, mas enquanto você precisar, o disco estará aqui, esperando pela próxima viagem, aguardando para te transportar para uma galáxia distante feita de júbilo e conforto, mas também te lembrar de quem você é.


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8. Letter to You

Ritter Fan

Letter to You não é e nem quer – ou precisa – ser inovador. Ao contrário, Springsteen e sua adorada banda entregam um álbum que usa o passado para mostrar que eles não estão parados lá. É o bem-vindo e sempre importante clichê dos altos e baixos da vida sendo materializados em 12 poderosas canções que resgatam o Springsteen de começo de carreira e evidenciam sua maturidade, autoconsciência e, sim, o quase intacto potencial de criar e encantar.


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7. Hybrid Theory

Iann Jeliel

Um caso em que o sucesso estrondoso no mainstream se justifica sob qualquer perspectiva, o álbum de rock mais vendido deste século, passando as 30 milhões de cópias, também foi para a lista de “Os 100 melhores álbuns de rock de todos os tempos” da Classic Rock e entrou no Top 100 de “Os 200 álbuns definitivos” do Rock and Roll Hall of Fame. Este é o poder do início de Linkin Park e deste álbum, que em minha humilde visão, é o melhor do século, até hoje, 20 anos depois de seu lançamento.


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6. Chromatica

Matheus Camargo

Não entendemos, então apenas sentimos, e nisso eles não falham, entram em contato e afloram sensações desconhecidas. É um disco que resgata partes de Lady Gaga que foram conquistadas com muita luta, pois essa é sua pista de dança, e ela fez por merecê-la, mas também sobre entrega. Stefani precisou se entregar para cada medo, trauma e tormento, e a forma de não perder a cabeça e cicatrizar cada lesão deixada pela vida foi cantar e dançar em cima das batidas, que antes lágrimas, agora segurança, certeza e paixão.


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5. The Slow Rush

Handerson Ornelas

Seu feito de elevar uma banda de rock psicodélico ao status de headliner de grandes festivais é impressionante em tempos onde o rock é decretado morto. The Slow Rush é uma boa extensão do produtor como um visionário da música pop, incorporando um olhar mais intimista e pessoal à música popular dos anos 70/80 e criando uma nova fase para o Tame Impala. Embora facilmente o álbum mais fraco da brilhante discografia da banda, pode significar o início de algo muito mais surpreendente que ainda pode vir.

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4. Fetch the Bolt Cutters

Pedro Pinho

Sua personalidade é única, e é virtualmente impossível ouvir Fiona em uma entrevista e não associa-la imediatamente ao que está posto em suas letras e melodias: sua identidade marcante que pode afastar tanta gente assustada, pega de surpresa. Essa encantadora despretensão irônica encontra a maior expressão na própria capa do disco, uma colagem infantil e em cujo centro ocupa uma selfie dela fazendo careta – uma foto que eu mandaria pra um amigo próximo, dizendo: Buuuu, vem ouvir meu novo álbum.


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3. After Hours

Handerson Ornelas

Mesmo com uma forte influência oitentista, é impressionante como a produção do álbum soa extremamente moderna, atual e até futurista – quase nunca parecendo um apelo a sonoridade retrô, salvo por uma ou outra exceção de faixa. O feito de The Weeknd neste trabalho é digno de aplausos, construindo uma obra de produção extremamente primorosa. A julgar por esse álbum – maduro, de intensa personalidade e corajoso – talvez, afinal, possamos colocá-lo entre os grandes do R&B/pop.


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2. No Time to Die

Handerson Ornelas

No fim, No Time To Die é excelente ao trazer um lado mais intimista e contido para os temas de 007 da fase Craig, embora, por vezes, ainda se inspire bastante nos maneirismos dramáticos de Skyfall (assim como Writings On The Wall também fez) e acabe perdendo um pouco a oportunidade de experimentar com o típico minimalismo moderno da cantora.


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1. Não Tem Bacanal na Quarentena

Handerson Ornelas

Amo Cardi B e Odeio o Bozo fecha o EP seguindo uma receita bem parecida, sendo direta e crua sem perder o bom humor, abordando um tema tão pesado quanto a atual crise pandêmica e fazendo críticas diretas ao governo (a icônica “Cardi B fez mais que o presidente” é candidata a versos do ano) por cima de uma base típica do funk carioca. Baco fez uma trilha sonora apropriada para a quarentena brasileira, completamente sem amarras, sem censuras ou papas na língua. É um verdadeiro respiro de liberdade, luta e esperança em meio a tantas crises que vivemos.


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