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Favoritos do Plano Crítico | Diretores

por Luiz Santiago
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E lá vamos nós outra vez, fundir os neurônios com mais uma lista. Só que dessa vez a coisa é ainda mais pessoal do que em todos os outros casos. Porque esta é uma LISTA DE FAVORITOS, sendo considerados cineastas de qualquer época da História do Cinema, vivos ou já falecidos. As listas estão acompanhadas do nome do cineasta, seu ano de nascimento e, se for o caso, de morte; além de seu país de nascimento e seus primeiros, principais e últimos filmes.

NOTA: Esta é uma versão 2.0 da lista. A primeira publicação aconteceu em janeiro de 2015, com uma estrutura completamente diferente (para começar, era um TOP 5 e não TOP 10) e com muita gente diferente na equipe. Hoje, cinco anos depois, trago a versão atualizada e acrescida de novos comentários e indicações! Vocês também vão notar que fiz uma marcação na seção de comentários, separando visualmente as participações feitas pré e pós a publicação desta segunda versão. Não se esqueçam de comentar abaixo e deixar também a sua lista de 10 diretores favoritos! Divirtam-se!


RITTER FAN

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Fiz umas 15 listas de dez diretores favoritos até chegar nessa abaixo. Não esperava muita dificuldade, mas acabei tendo problemas com nomes que eu simplesmente não poderia deixar de fora como Francis Ford CoppolaMartin Scorsese, Billy Wilder, Fritz Lang, Yasujiro Ozu, Satyajit Ray e Steven Spielberg, isso só para citar alguns. Mas não teve jeito. Tive que cortar na carne. Foi um sofrimento terrível, mas passei a focar nas memórias afetivas que guardava sobre o coletivo de filmes de cada um e, quando fiz isso, reparei que não havia muito espaço para dúvidas.
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Ainda que adore o conjunto da obra de Coppola, por exemplo, os filmes dos diretores de minha lista abaixo são aqueles que eu sei que levaria para uma ilha deserta se tivesse essa escolha e os veria ritualisticamente o resto de minha vida. São os conjuntos cinematográficos que, nesse momento, sei que não me enjoaria jamais. Vale lembrar que essa lista é dos dez diretores FAVORITOS, não necessariamente os melhores, ainda que, de todas as listas dessa natureza que tenha feito para o site, essa é a que mais deixa próximos os dois conceitos. Vamos a ela.
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Luis Buñuel

🇪🇸 1900 — 1983
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A primeira vez que tive contato com uma obra de Buñuel não foi por causa de Buñuel. Eu nem sabia quem era o sujeito, na verdade, pois meus hormônios adolescentes só tinham olhos para a beleza misteriosa de Catherine Deneuve em A Bela da Tarde. Hipnotizado, vi aquele filme “proibido” de cabo a rabo, possivelmente só querendo vê-la nua e deixando de captar maiores significados. Mas o fato é que, daí, parti para procurar outras obras do diretor (novamente, não para ver arte e sim para ver corpos femininos desnudos) e acabei mergulhando nesse estranhíssimo e muito particular mundo desse diretor aragonês. Ao longo dos anos, minha admiração só foi crescendo, com suas visões brutais de mundo, com seus sonhos surreais colocados na tela, com sua incrível variedade de obras na Espanha, na França e no México. Luis Buñuel me fisgou com Deneuve e eu nunca mais soltei o anzol.
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Alfred Hitchcock

🇬🇧 1899 — 1980.
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Number 13 (filme inacabado, 1922), Always Tell Your Wife (curta, não creditado, 1923) e O Jardim dos Prazeres (longa, 1925). Seu último filme foi Trama Macabra (1976).
Mestre do Suspense, para mim, é o “menor” dos títulos desse magnífico diretor britânico. Hitchcock, sozinho, literalmente revolucionou o cinema com o uso habilidoso de cenários orgânica e milimetricamente construídos que funcionam como personagens de suas produções, a criação de técnicas fotográficas impressionantes e que até hoje são utilizadas com grande constância, sua capacidade tirânica de extrair de seus atores exatamente o que ele queria, seu gênio em adaptar as histórias mais improváveis, sua ousadia em tentar aquilo que antes não fora tentado, sua plasticidade inigualável, sua parceria épica com Bernard Herrmann, sua teimosia em arriscar tudo por uma produção, sua capilarização pela televisão, sua coragem em pegar o material fonte e contorcer ao seu bel-prazer, sua criação de personagens icônicas, sua descoberta de atores que ficaram marcados por seus papeis. Nossa, se eu sair aqui listando tudo que Hitchcock trouxe para a Sétima Arte, vou tomar essa lista de assalto. Sua enorme filmografia é uma das mais importantes do Cinema, transitando por diversos gêneros (ainda que ele seja mais famoso pelo suspense, há obras dramáticas, outras que flertam com a comédia, filmes de espionagem e por aí vai) e sempre produzindo obras-primas em quantidades apoteóticas. Um verdadeiro gênio.
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Akira Kurosawa

🇯🇵 1910 — 1998
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Uma (direção parcial, 1941) e A Saga do Judô (solo, 1943). Seu último filme foi Madadayo (1993).
Ah, Akira Kurosawa… O que escrever sobre esse diretor? Minha admiração por sua carreira, por suas lutas pessoais, por sua filmografia invejável não tem limites. Deixe-me então ilustrar com um relato pessoal. Meu primeiro contato com o diretor foi completamente inusitado. Meu pai, que já contava histórias do Rei Arthur e de Ulisses para eu dormir, um dia mudou a “prosa” e passou a me contar histórias de samurai. Eu era bem pequeno, algo como 8, 9, talvez 10 anos, mas lembro-me com clareza como fique fascinado pela narrativa de um vilarejo constantemente atacado e abusado por bandidos que tenta recrutar protetores e acaba com sete nobilíssimos samurais ao seu lado. Lembro-me meu pai contando como o samurai principal recrutou os demais, chamando cada candidato para um casebre e testando-os de várias maneiras diferentes. Lembro-me do candidato jovem afobado que não era aceito pelo samurai experiente.
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Anos e anos se passaram até eu descobrir que essa era a história de Os Sete Samurais, clássico imortal de Kurosawa, que devorei de uma tacada só apesar de sua longa duração. E, a partir daí, não parei e descobri que Kurosawa ia muito além de filmes no Japão feudal. Descobri maravilhas como Dersu UzalaViver e Céu e Inferno e não parei mais. Mesmo em suas obras mais fracas, Kurosawa está um passo além de seus pares.
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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989
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Filmografia microscópica em comparação com outros dessa lista, mas seus poucos filmes, especialmente os da Trilogia dos Dólares e seus dois “Era Uma Vez”, são obras-primas que não me canso de ver e rever. Sem muitas dúvidas, Leone é, para mim, o grande nome do western mundial e não falo aqui apenas do sub-gênero Spaghetti. Seus personagens são as formas usadas em um sem-número de outras obras do mesmo gênero ou de vários outros completamente diferentes. Sua descoberta de atores hoje icônicos é inigualável e sua capacidade de fazer muito com quase nada é imbatível. E, lógico, como poderia deixar de citar que sua parceria com o grande Ennio Morricone é uma das mais prolíficas do Cinema, com grandes composições usadas, reusadas e abusadas.
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Quentin Tarantino

🇺🇸 1963
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983) e My Best Friend’s Birthday (longa, 1987). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Era Uma Vez em… Hollywood (2019).
Tarantino é uma lenda em seu próprio tempo. Muitos o consideram “superestimado”, mas essa classificação chega a ser ridícula. É difícil – diria impossível – encontrar um diretor dos anos 90 para cá que tenha influenciado tanto o Cinema pop quanto Tarantino. Além disso, suas homenagens – que os detratores gostam de chamar de “cópias” – a filmes dos mais diversos gêneros e nacionalidades vão MUITO além de homenagens. Tarantino tem a invejável habilidade de pegar material obscuro, reempacotar e criar obras com personalidade e assinatura próprias que formam um conjunto cinematográfico quase perfeito.
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E eu poderia falar de sua capacidade de descobrir e REdescobrir atores, de escolher sua trilha sonora à dedo, gerando álbuns inesquecíveis, sua montagem não-linear de tirar o chapéu, de seu domínio narrativo enlouquecedor, de seus diálogos primorosos, de suas próprias pontas hilárias. Mas não vou falar. Assistam Pulp Fiction – ou qualquer outra obra dele – novamente e ponto final!

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David Fincher

🇺🇸 1962
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Alien 3 (1992). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Mank (2020).

Fincher começou sua carreira como diretor de videoclipes e caiu de paraquedas em Hollywood como “diretor de emergência” do conturbadíssimo Alien 3. Do jeito que foi a coisa toda, era para ele ter pendurado as chuteiras imediatamente e mandado tudo às favas, mas ele perseverou e seu filme seguinte, Seven, mostrou toda sua categoria. Dali em diante, foram só maravilhas que reúnem técnica invejável com roteiros impressionantes e uma direção de atores de se tirar o chapéu. Com exceção de seu début hollywoodiano, Fincher não tem um filme sequer que é só mediano.

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Stanley Kubrick

🇺🇸 1928 — 1999
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Eu odiei 2001 – Uma Odisseia no Espaço todas as vezes que vi esse filme forçado pelo meu pai. Troço chato, parado, sem graça, com exceção do início com os homens da caverna, claro, já que eu era tarado por tudo da pré-história (ainda sou, na verdade). Mas aí eu cresci e notei que 2001 faz a expressão obra-prima parecer inadequada até. E mais: seu diretor, Stanley Kubrick, foi o responsável pelo melhor filme sobre a Primeira Guerra Mundial, pelo melhor filme de terror já feito, pelo melhor filme de época com fotografia natural já feito e, claro, pelo melhor filme com laranja no título já feito. Não, sério, o cara era um gênio que morreu cedo demais, mas deixou um legado de fazer inveja.

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F.W. Murnau

🇩🇪 1888 — 1931
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Der Knabe in Blau (curta, 1919) e Satanas (longa, 1920). Seu último filme foi Tabu (1931).

Eu tive uma professora de teatro e cinema em inglês (o que raios estava eu fazendo essas aulas com meros 18 anos, não me pergunte!!!) que me apresentou a Nosferatu em meio às aulas sobre o expressionismo alemão. Foi paixão à primeira vista e até hoje eu tenho dificuldade de encontrar um filme de terror melhor do que esse. Não foi fácil achar o resto da filmografia de Murnau, especialmente considerando que, quando eu tinha 18 anos, a internet era coisa de ficção científica. Por tanto, demorei DÉCADAS para ver tudo, mas, um dia, consegui e descobri que o sujeito é realmente espetacular, já que ele conseguiu me fazer chorar copiosamente (mentira, eu não choro, mas fica legal escrever isso em um texto com esse) com A Última Gargalhada.

  • 5 Filmes de Destaque: O Castelo Vogelöd (1921), Nosferatu (1922), A Última Gargalhada (1924), Fausto (1926), Aurora (1927).

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Guillermo del Toro

🇲🇽 1964
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Doña Lupe (curta, 1986) e Cronos (longa, 1997). Seu último filme até a publicação da presente lista foi A Forma da Água (2017).

Guillermo del Toro é um diretor complicado, que se envolve em muito mais projetos do que consegue efetivamente fazer, o que resulta em uma filmografia por enquanto ainda muito acanhada, mas que se destaca tremendamente graças à sua marca registrada: o detalhismo extremo e o estilo muito característico que mistura pegadas góticas, lovecraftianas e até mesmo “deltorianas” em obras cinematográficas inesquecíveis como O Labirinto do Fauno. Minha admiração pelo simpático mexicano com cara de bonachão aumentou exponencialmente quando tive a oportunidade de ver uma exposição de parte de sua coleção pessoal (que ele deixa exposta em sua mansão, vale dizer) em um museu em Los Angeles. De cadernos de anotação que fariam inveja à Leonardo da Vinci passando por esculturas gigantescas que adornam seu hall de entrada, o sujeito é um sensacional nerd completamente apaixonado pelo que faz.

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Denis Villeneuve

🇨🇦 1967
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram REW FFWD (curta, 1994) e 32 de Agosto na Terra (1998). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Duna (2020).

Meu primeiro contato com Villeneuve foi completamente sem querer e sem maiores pretensões com nada menos do que Incêndios, filme que me deixou perturbadíssimo por semanas após a sessão de cinema. Foi como tomar uma surra sem sequer ver o que me atingiu. O diretor canadense, então, tornou-se alvo de um “pequeno surto obsessivo” meu, que me fez correr atrás de tudo o que ele havia dirigido em sua ainda curta carreira. Mais obras excelentes se seguiram tanto ao descobrir seu passado, como quando eu – e o mundo, na verdade – comecei a ver a fase Hollywoodiana dele com uma obra-prima atrás da outra: Os Suspeitos, O Homem Duplicado, Sicario: Terra de Ninguém, A Chegada e Blade Runner 2049.

LUIZ SANTIAGO

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Que lista tenebrosa de se fazer! Estou aqui lutando contra os muitos rascunhos que coloquei no papel, no computador, na cabeça… Escolher favoritos pode até parecer algo fácil, afinal, o único corte/filtro a se considerar é o próprio gosto pessoal! E ainda assim… que troço difícil! Talvez porque tenha muitos para escolher ou talvez porque a gente enlouquece um pouco quando é forçado a eleger e cortar opções dentre uma lista de coisas que gostamos muito, não é?

Um pensamento que me ocorre agora: se esta lista fosse feita lá por 2009, com certeza Woody Allen (que foi o meu primeiro diretor favorito e o primeiro que “zerei” a filmografia) e Orson Welles estariam nela. Se fosse feita por 2011 ou no máximo 2012, Carl Theodor Dreyer, Mikio Naruse, Carlos Saura e Marco Ferreri com certeza estariam nela. Mas hoje, minha lista de diretores favoritos é essa aí abaixo. O bacana de se fazer listas de favoritos é que elas podem mudar com o tempo, à medida que também mudamos a nossa visão e conhecemos mais coisas. Todavia, essa minha configuração de cineastas favoritos que vocês veem abaixo já está comigo há pelo menos uns cinco anos. E a essa altura do campeonato, não tenho muita certeza se alguma descoberta ou redescoberta deverá desbancar um desses. Mas pode acontecer, claro.
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Federico Fellini

🇮🇹 1920 — 1993
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Eu conheci Fellini pela reta final. O primeiro filme que eu vi dele foi o sensacional E La Nave Va, em um DVD emprestado de um colega da faculdade. E vi o filme duas vezes na mesma semana, porque não acreditava que um diretor pudesse fazer mágica no sentido mais rústico e mais tocante possível como ele faz nesse filme. Em seguida vi Amarcord, e novamente me espantei como o “tal de Fellini” conseguia abordar a história de uma vida em todas as suas nuances, amores, felicidades, tristezas e loucuras… e ainda assim abrir espaço para estruturar a ascensão do fascismo na Itália, a guerra, a morte. Bastaram esses dois filmes para eu me apaixonar completamente pelo diretor, que tentei “zerar” a filmografia o mais rápido possível, ficado alguns poucos longas difíceis de serem encontrados na época e que por ocasião do nosso Especial Fellini aqui no site, acabei conseguido, enfim, assistir. Este é o cineasta da vida em sua face libidinosa, onírica, meio mística e sempre em busca do prazer, da memória alegre do passado e da vida, em seus muitos estágios.

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Ingmar Bergman

🇸🇪 1918 — 2007
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Crise (1946). Seu último filme foi Saraband (2003).
Dizem que gostar de Bergman é gostar de sofrer. Mas não é bem assim. Ou será que é? Eu vejo Bergman como um diretor que consegue facilmente encontrar os caminhos para a nossa alma e, ao chegar lá, começa a perfurar, passar um rolo compressor pela nossa existência, jogar ácido, atear fogo e depois sair ajeitando a gola da camiseta e a lente da câmera que filmou toda a “tragédia”. Dono de uma filmografia essencialmente existencialista, filosófica, Bergman é um diretor que se mantém na minha lista a mais tempo que todos os outros e foi o segundo cineasta que eu cheguei a conhecer a maior parte da obra quando ainda era bem jovem, começando por uma indicação de A Fonte da Donzela por um professor, para vermos a representação de um feudo na Alta Idade Média, muito antes de os castelos existirem… Sendo um dos meus “cineastas de formação”, estava claro que ele teria lugar cativo nessa lista.
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Jean Renoir

🇫🇷 1894 — 1979
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Uma Vida Sem Alegria (co-direção, 1924) e A Filha da Água (solo, 1925). Seu último filme foi O Pequeno Teatro de Jean Renoir (telefilme, 1970).
Renoir é um daqueles mestres do cinema que possui uma gigantesca influência na carreira de outros cineastas e na própria construção do cinema e que poucos cinéfilos chegaram a ver mais de três filmes dele. O que é uma lástima colossal. Ele é um diretor objetivo, cômico e com uma capacidade insana de tratar assuntos sérios como se estivesse falando de amenidades do dia-a-dia. Meu filme favorito de todos os tempos, A Regra do Jogo (1939), foi dirigido por ele, que realiza ali uma as mais gloriosas experiências cinematográficas que eu já tive o prazer de vivenciar. Plural em suas temáticas, muitíssimo criativo para escolhas estéticas — filho de peixe… — e com uma obra mais encantadora que a outra, Renoir tem uma das filmografias mais redondas dentre os grandes mestres, um feito raro para um diretor que começou a filmar quando a linguagem do cinema ainda estava em processo de formação e terminou quando ela se transformava em blockbuster. Meu primeiro contato com ele foi por indicações feitas num livro sobre cinema, e o primeiro filme do diretor que eu vi foi A Grande Ilusão.
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Rainer Werner Fassbinder

🇩🇪 1945 — 1982
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Insaciável. Hiperativo. Prolífico. Gênio. Morreu de overdose aos 37 anos, após uma agitadíssima carreira de 16 anos no cinema e no teatro, que rendeu ao mundo nada menos que 44 obras (dentre filmes e séries de TV), isso sem contar as peças de teatro que ele escreveu e dirigiu, os filmes de outros diretores que ele atuou e os roteiros que ele escreveu para outros diretores. Fassbinder tem uma filmografia de busca, de questionamentos, de insatisfações, sujeiras, vícios e engajamento político. Uma obra sobre o “estrago” e a “reforma” do homem.

Fassbinder é outro cineasta que eu descobri por conta dos empréstimos de DVD entre os colegas da faculdade, e o meu primeiro contato com ele veio através de seus dois últimos filmes, O Desespero de Veronika Voss (filme pelo qual o conheci) e Querelle. Embora tenha tentado completar a filmografia do cineasta durante muito tempo, fiquei só na vontade, até que comecei o Especial Fassbinder aqui no Plano Crítico e fui à caça dos filmes que não tinha visto. Me sinto muito grato por ter feito essa impressionante viagem pelo mundo do diretor. Olha só onde isso o trouxe…

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Yasujiro Ozu

🇯🇵 1903 — 1963
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Espada da Penitência (1927). Seu último filme foi A Rotina Tem Seu Encanto (1962).
Dignidade e tradição. Amor e família. Identidade pessoal. Desejo e obrigação. Cinema clássico. Simplicidade. Câmera no tatame. Sol. Cotidiano. Vocês devem entender que só algo realmente muito pessoal — portanto, inteiramente em par com a proposta desta lista — me impulsionaria a decidir por Ozu ao invés de outros três gigantes que eu amo no Japão: Kurosawa, Mizoguchi e Naruse. A questão é que Ozu tem uma temática que me toca muito, mas muito mesmo, especialmente nas questões familiares. É um diretor que exige um ar de contemplação e desligamento do mundo que sempre em encantou e é curioso que, de todos os cineastas desta lista, Ozu seja o que eu descobri mais tarde. E quando eu digo ‘descobrir’ é sentar para assistir a boa parte da filmografia, não uns dois ou três filmes, porque isto eu já tinha feito antes. E que descoberta! Que alegria, nostalgia, tristeza e alegria novamente foi assistir aos filmes de Ozu e perceber/aprender como é possível ser grande com tão pouco. Acho que os longas desse diretor deveriam servir como algum tipo de teste de caráter. As pessoas deveriam ver e falar sobre eles, daí conheceríamos melhor o que elas pensam da vida e delas mesmas. Que algum psicólogo corra para criar um teste baseado nessa filmografia… pra ontem!

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Agnès Varda

🇧🇪 1928 — 2019
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Eu conheci Agnès Varda em 2010, durante uma pesquisa sobre filmes que retratavam processos políticos de intensas transformações ao redor do mundo. Então caí em um curta-metragem chamado Saudações, Cubanos!, de 1971, filmado durante a visita da diretora a Cuba, em 1963. Foi com este filme que conheci o nome, o cinema e o estilo de Agnès Varda. Demorou mais um ano até que eu voltasse a ter contato com a diretora, curiosamente, não em um de seus filmes, mas em um documentário onde ela é entrevistada e onde os diretores adotaram um modelo diferente de entrevista, numa homenagem estilística à imensa mulher que tinham para entrevistar. O nome do documentário é Da Água Para o Vinho (2007) e foi a partir desse momento que eu não consegui mais desgrudar da diretora, que se tornou um dos meus verdadeiros amores cinematográficos ao longo dos anos.

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Éric Rohmer

🇫🇷 1920 — 2010
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Diário de um Canalha (curta perdido, 1950), Bérénice (curta, 1954) e O Signo do Leão (longa, 1962). Seu último filme foi O Amor de Astrée e Céladon (2007).

Eu costumo dizer que Rohmer é a maior glória e beleza possíveis que o tédio e a rotina podem ter no cinema, e normalmente as pessoas perguntam: “mas vocês gosta mesmo do diretor?“. E aqui está a resposta: ele figura no meu TOP 10 de favoritos de todos os tempos! A questão em relação ao tédio e à rotina é, porém, um imenso elogio. Quando um cineasta adota um estilo que mescla crônica, forte abordagem teatral, personagens jovens e enorme inteligência nos diálogos e nos plots ao falar essencialmente de rotina, do abalo da rotina e do desejo humano por diversas coisas, ele precisa ser muito bom a ponto de tornar esse retrato cotidiano fartamente interessante. E é justamente o que Rohmer faz. Ele torna a rotina, o tédio da humanidade em algo imenso. Em algo que dá o maior prazer de ver. Minha chegada ao diretor aconteceu quando, às cegas, numa passagem pela saudosa 2001 Video da Paulista, comprei o DVD de O Raio Verde. E bastou apenas este filme para que eu quisesse procurar mais obras, me encantando e redescobrindo o mundo a cada novo filme do cineasta. É bem isso: Rohmer é um diretor capaz de nos fazer redescobrir as coisas mais simples da vida.

  • 5 Filmes de Destaque: A Colecionadora (1967), O Joelho de Claire (1970), Amor à Tarde (1972), Noites de Lua Cheia (1984) e O Raio Verde (1986).

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Satyajit Ray

🇮🇳 1921 — 1992
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi A Canção da Estrada (1955). Seu último filme foi O Estrangeiro (Agantuk, 1991).

Satyajit Ray foi o último a entrar neste meu TOP 10, substituindo outro grande mestre favorito, que agora ficou um pouco mais atrás na minha lista: John Ford. E o curioso é que meu amor pelos dois cineastas possui raízes bem diferentes. Ford veio de uma influência familiar ligada ao western. Ray foi uma descoberta realmente cinéfila: meu primeiro contato com ele foi por A Esposa Solitária, que vi em um cineclube organizado por um crush, há pouco mais de dez anos. Devo confessar: eu nunca acompanhei um diretor para ter uma filmografia com qualidade tão alta de cabo a rabo. E o mais surpreendente é que Ray fez de tudo no cinema: dirigiu, escreveu, compôs trilha sonora, produziu, fez figurino e editou! Um artista completo, com um olhar social humanista e uma grande preocupação em investigar a corrupção do indivíduo e a perda de suas raízes. O senso de comunidade, relações humanas (em diversos níveis), relações extra-humanas (com o divino e/ou com a natureza) e a reflexão de seus personagens sobre seu lugar num ambiente de mudanças ou de estagnação são ingredientes que transbordam a veia clássica na abordagem, tornando estas obras atemporais. Não é à toa que Ray é admirado e citado como influência por uma porrada de outros grandes diretores até hoje.

  • 5 Filmes de Destaque: A Canção da Estrada (1955), O Invencível (1956), O Mundo de Apu (1959), A Esposa Solitária (1964) e O Herói (1966).

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Aleksandr Sokúrov

🇷🇺 1951
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Uma velha amiga da primeira escola em que eu trabalhei foi responsável por me colocar em contato com o Cinema Russo. Foi através dela que eu cursei uma disciplina ligada ao cinema de Tarkóvski, e depois outra, ligada ao Cinema Soviético, onde redescobri Eisenstein e conheci Vertov & Cia. logo de cara. Foi um período de muita novidade para mim. Encerrados os trabalhos que precisei entregar para as disciplinas, a mesma amiga me arrastou para uma disciplina que falaria sobre o cinema de Aleksandr Sokúrov, um diretor de quem eu nunca tinha ouvido falar. Vocês não têm ideia do quanto eu fiquei embasbacado com o que eu vi naquelas aulas. Em poucos dias assisti a Mãe e Filho, Pai e Filho e Arca Russa. Estava marcada a minha jornada de conhecimento do diretor, que já nos três primeiros longas tinha entrado para a minha lista de favoritos. Os outros filmes que fui vendo com o tempo só confirmaram tudo isso.

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Wes Anderson

🇺🇸 1969
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Bottle Rocket (curta, 1993) e Pura Adrenalina (1996). Seu último filme até a publicação da presente lista foi The French Dispatch (2020).

Até o lançamento de Moonrise Kingdom, minha atenção em relação a Wes Anderson era a de admiração distanciada. Eu ainda não havia despertado para o que hoje vejo de maior e melhor em sua filmografia. Quando saí da sala de cinema após a sessão de Moonrise, eu estava flutuando e minha obrigação era clara: iria rever todos os filmes dele que já tinha visto, conhecer os que não vira e tentar chegar a uma conclusão sobre meu alumbramento. E que conclusão! Foi como se eu tivesse descoberto o diretor pela primeira vez! Eu tenho imenso apego a composições estéticas que beiram o absurdo e flertam com a pintura, o teatro, a literatura, a música (Sokúrov não está nessa lista por acaso…) então foi como entrar em um novo mundo. No meu TOP 10 da vida Wes Anderson entrou tarde, tirando o lugar de Pedro Almodóvar, outro grande esteta que amo.

HANDERSON ORNELAS

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Hayao Miyazaki

🇯🇵 1941
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Yuki no Taiyô (curta, 1972) e Lupin III – O Castelo de Cagliostro (1979). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Boro, a Lagarta (2018).

Sou um grande fã do estúdio Ghibli, qualquer coisa relativa a Myiazaki acho fascinante. Sua rotina metódica, sua paixão pelo voo, sua temática ambientalista e pacifista e até seu conservadorismo quanto à animação. As obras de Myiazaki incorporam um ar contemplativo que não encontro em nenhuma outra obra. É um cinema que, em meio a sua honestidade e sutileza ao abordar personagens tão encantadores, aventuras instigantes e visão efêmera da vida, se torna algo transformador e permanece no nosso íntimo. Um gênio da animação.

  • 5 Filmes de Destaque: Meu Amigo Totoro (1988), Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Vidas ao Vento (2013).

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Isao Takahata

🇯🇵 1935 — 2018
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Não haveria Myiazaki se não fosse Takahata e não haveria Takahata se não fosse Myiazaki. Embora distintos, um complementa o outro, o que permitiu a criação do estúdio de animação mais brilhante que já existiu. Isao Takahata sabe provocar catarses emocionais com genialidade, sabendo trabalhar com os limites da felicidade e da melancolia como poucos no mundo da animação.

  • 5 Filmes de Destaque: Túmulo dos Vagalumes (1988), Memórias de Ontem (1991), PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994), Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999) e O Conto da Princesa Kaguya (2013).

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Edgar Wright

🇬🇧 1974
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Dead Right (curta, 1993) e A Fistful of Fingers (1995). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Last Night in Soho (2020).

Um diretor que define muito bem a nova geração. Extremamente criativo, com excelente tom humorístico e uma amor pela música (algo com que me identifico profundamente), Wright é um diretor espetacular que coloca em seus filmes uma salada de elementos que amo. Comédia inteligente, ótimas montagens, cenas de ação criativas e uma personalidade única e fascinante.

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Quentin Tarantino

🇺🇸 1963
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983) e My Best Friend’s Birthday (longa, 1987). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Era Uma Vez em… Hollywood (2019).

Preciso falar mesmo sobre Tarantino? Sua popularidade e aclamação frente a sua assinatura e características geniais falam por si só. É um verdadeiro DJ do cinema, reciclando e reinventando inúmeras ideias, fazendo uso de seu conhecimento avassalador sobre o assunto. Assim que vejo “written and directed by Tarantino“, meu entretenimento é certeza.

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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989
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Um gigante. Assistir qualquer obra de Leone é presenciar um feito praticamente irretocável. O herói que criou com Eastwood está entre os personagens mais emblemáticos que já vi e seu Era Uma Vez No Oeste segue entre meus filmes preferidos da vida, arrancando sentimentos catárticos de mim em uma profundidade que poucas mídias conseguiram. Um diretor fabuloso.

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Steven Spielberg

🇺🇸 1946
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram The Last Gun (curta, 1959) e Firelight (1964). Seu último filme até a publicação da presente lista foi West Side Story (2020).

O primeiro diretor que tive conhecimento, antes de sequer ter ideia do que o profissional fazia, lá naqueles anúncios de filmes que passavam na TV aberta que exibiam o nome dele com tanto orgulho. Spielberg acompanhou minha infância (a de quem não?), sabendo ir do drama à diversão com maestria. Hoje, Jurassic Park, toda trilogia Indiana Jones e tantos outros filmes são significado de felicidade pra mim.

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Sam Raimi

🇺🇸 1959
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Out West (curta perdido, 1972) e It’s Murder! (1977). Seu último filme até a publicação da presente lista foi The Black Ghiandola (2017).

Sam Raimi, em meio a toda sua relativa simplicidade cinematográfica, fez escola tanto no horror quanto nas adaptações de quadrinhos. Sua assinatura é marcante, não é a toa que suas trilogias – tanto Homem-Aranha quanto Evil Dead – se encontram entre as franquias que mais dominam meu coração.

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Joel e Ethan Coen

🇺🇸 1954 e 1957
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Zeimers in Zambezi (curta perdido, 1970) e Gosto de Sangue (1984). Seu último filme até a publicação da presente lista foi A Balada de Buster Scruggs (2018).

Um humor ácido cheio de personalidade em meio a histórias instigantes e fascinantes. Os personagens das obras dos Cohen estão sempre em crises internas e possuem uma invejável e vasta densidade de personalidade. E como sempre digo, personagens bem trabalhados são o essencial para uma completa conexão com a arte do cinema. E isso, em conjunto à direção imersiva da dupla, seus personagens possuem de sobra.

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Pete Docter

🇺🇸 1968
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Winter (curta, 1988) e Monstros S.A. (co-direção, 2001). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Soul (2020).

A Pixar conquistou completamente meu coração desde o primeiro Toy Story. Exemplo de criatividade, storytelling e animação primorosa. Esse espaço aqui poderia ser de John Lasseter, que começou isso tudo, mas a verdade é que Pete Docter possui um currículo tão impressionante e já criou histórias tão apaixonantes em sua curta filmografia, que eu posso confiar cegamente em qualquer coisa que ele toca. 

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Damien Chazelle

🇺🇸 1985
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Guy and Madeline on a Park Bench (2009) e Whiplash (curta, 2013). Seu último filme até a publicação da presente lista foi O Primeiro Homem (2018).

Por mais novo que Chazelle seja na indústria cinematográfica, ele já possui a minha admiração. Dois de seus filmes – La La Land e Whiplash – estão entre minhas obras preferidas da vida. Um musical apaixonante e um thriller visceral, ambos com jazz como plano de fundo. Brilhante.

RODRIGO PEREIRA

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Gosto demais de participar de listas. Acho super divertido a ideia de montá-las, ler a dos colegas e leitores e debater com todos sobre. A empolgação, no entanto, rapidamente perde espaço para indecisão e sofrimento em deixar de fora nomes adorados, já que o espaço é limitado. E, mesmo com dez posições, logo percebemos que é bastante limitado. Depois de quase sangrar por deixar alguns diretores que tanto gosto, acho que o resultado final é justo com meu sentimento de favoritismo.

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Martin Scorsese

🇺🇸 1942
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Vesuvius VI (curta, 1959) e New York City… Melting Point (1966). Seu último filme até a publicação da presente lista foi O Irlandês (2019).

Esse velhinho extremamente simpático é tão querido por mim que chega ser difícil descrever quanto o gosto. Sou um tremendo admirador de sua carreira e não lembro de ter desgostado de nenhum de seus filmes depois de assisti-los. Foi o primeiro diretor que tive grande vontade de conhecer mais a fundo sua filmografia quando me interessei por cinema. Acho que a primeira colocação é extremamente justa.

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Denis Villeneuve

🇨🇦 1967
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram REW FFWD (curta, 1994) e 32 de Agosto na Terra (1998). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Duna (2020).

Denis Villeneuve é um dos diretores de sua geração que considero com grande potencial de estabelecer-se como um dos grande do cinema com o passar do tempo. Ainda não assisti toda a sua filmografia, entretanto não houve, até agora, uma obra sua que não considere, no mínimo, ótima. Ah, o fato de A Chegada ser meu filme favorito da vida também tem bastante peso para ele estar aqui.

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Stanley Kubrick

🇺🇸 1928 — 1999
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Esse é daqueles essenciais para todo cinéfilo. Não que outros citados nessa lista não o sejam, porém Stanley Kubrick é sempre o primeiro nome que surge em minha mente quando o assunto é excelência cinematográfica. Ficção científica, terror, drama ou qualquer gênero e subgênero que desejar, Kubrick fazia todos com uma qualidade invejável. Sou um apaixonado por sua obra.

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Charles Chaplin

🇬🇧 1889 — 1977
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O único representante do cinema mudo na minha lista — e um dos maiores, senão o maior nome daquela Era — notabilizou-se por suas deliciosas comédias (algumas carregadas de críticas sociais). Mais de um século após começar no meio, Charlie Chaplin continua fazendo as pessoas rirem, e muito. Eu mesmo choro de rir sempre que paro para olhar Tempos Modernos. Gosto tanto de seu trabalho que tenho uma tatuagem em sua homenagem. O Vagabundo (ou Carlitos, como ficou conhecido no Brasil) tem um lugar especial em meu coração.

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Quentin Tarantino

🇺🇸 1963
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983) e My Best Friend’s Birthday (longa, 1987). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Era Uma Vez em… Hollywood (2019).

Ele foi o primeiro diretor que zerei a filmografia. Também teve um papel importante na minha formação como adorador da sétima arte, pois vi e revi seus filmes várias vezes quando meu interesse por cinema começava a tornar-se algo maior que um mero passatempo. Quentin Tarantino talvez seja o mais cultuado e lembrado da cultura pop em minha lista, mas poderia não colocar seus maravilhosos diálogos, seus litros e mais litros de sangue e seu fetiche por pés femininos? Jamais!

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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989
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Responsável por alguns dos mais clássicos filmes de western spaghettimas não somente por isso, Sergio Leone foi um nome que demorei para finalmente assistir a algo de sua filmografia. No entanto, após ver a primeira obra da Trilogia dos Dólares, devorei tudo que pude do diretor. Mesmo com um número pequeno de filmes dirigidos, Leone consolidou-se como um dos gigantes do cinema e não poderia deixá-lo de fora da lista.

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Agnès Varda

🇧🇪 1928 — 2019
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Para adorar Agnès Varda é bastante simples. Basta assistir Cléo das 5 às 7. Sério. A forma como ela brinca com os espelhos nesse filme já seria suficiente para isso, mas os simbolismos e a intimidade com que ela expõe a protagonista é incrível. Esse cuidado e qualidade se estendem, claro, a suas outras obras, criando uma filmografia maravilhosa e com méritos de sobra para ser considerada uma das gigantes da arte.

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Pedro Almodóvar

🇪🇸 1949
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Film Político (curta, 1974) e Folle… folle… fólleme Tim! (1978). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Dor e Glória (2019).

A exploração da sexualidade de modo completamente aberto e sem tabus, algo que considero de grande importância, somada a delicadeza com que conta suas histórias são os principais pontos que me encantam na filmografia de Pedro Almodóvar. E, assim como Wes Anderson, seus cenários extremamente coloridos enchem meus olhos de satisfação ao apreciar qualquer uma de suas obras.

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Wes Anderson

🇺🇸 1969
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Bottle Rocket (curta, 1993) e Pura Adrenalina (1996). Seu último filme até a publicação da presente lista foi The French Dispatch (2020).

Filmes divertidos e gostosos, cores e muita, muita simetria. Para quem é fascinado em prestar atenção na fotografia das obras que assiste, como eu, as produções de Wes Anderson são um verdadeiro deleite. O fato de sempre ter meu humor melhorado após assistir algo dele fazem seu nome obrigatório na lista (não à toa foi um dos primeiros que pensei ao elaborá-la).

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Guillermo del Toro

🇲🇽 1964
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Doña Lupe (curta, 1986) e Cronos (longa, 1997). Seu último filme até a publicação da presente lista foi A Forma da Água (2017).

Os mundos fantásticos sempre me encantaram. Seja no espaço, em realidades paralelas, em planetas ou terras parecidas com a nossa. Por conta disso, era quase inevitável adorar os monstros e os Universos criados por Guillermo del Toro. Até por me remeter a lembranças da infância, a presença do mexicano é mais do que justificada.

MICHEL GUTWILEN

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Stanley Kubrick

🇺🇸 1928 — 1999
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Existem diretores que são apenas especialistas em um gênero: a comédia, ação, noir etc. Aliás, não há nenhum problema nisso. Todavia, é raríssimo (ou praticamente) encontrar um cineasta que transitou com tanto sucesso pela maioria dos gêneros como Stanley Kubrick. Basicamente, temos uma obra de arte para cada um. Ele foi ao espaço, passou por um futuro distópico, voltou ao passado e participou de uma revolta de escravos gladiadores, entrou em um hotel mal-assombrado, foi para um baile de máscaras, viu os horrores do Vietnã e das trincheiras da 1ª Guerra, organizou um roubo, impediu um ataque nuclear e viu a ascensão de um zé ninguém para a nobreza. Ainda que que com suas particularidades, é muito perceptível que existe um grande senso de unidade em toda sua carreira, voltada sempre para uma direção e decupagem extremamente meticulosas, criando atmosferas únicas. Particularmente, o meu favorito é De Olhos Bem Fechados, um dos filmes mais sensuais já existentes.

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Darren Aronofsky

🇺🇸 1969
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Fortune Cookie (curta, 1991) e Pi (1998). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Mãe! (2017).

Inevitavelmente, todo iniciante na cinefilia possui um diretor “modinha” do século atual que seja o seu preferido. Nomes como Christopher Nolan, David Fincher, Wes Anderson, Paul Thomas Anderson e Nicolas Winding Refn são comuns (e, veja bem, não estou botando eles no mesmo patamar de qualidade, obviamente). Certamente, ainda que tenha visitado todos acima, acho que nenhum conseguiu me conquistar tanto como Aronofsky. Acho que o melhor adjetivo que define o diretor é a obsessão. Seja quando recontou a história de Noé, criou 3 histórias paralelas de romance que se separam por séculos, voltou ao mito da criação da Terra, ou investigou a mente de uma bailarina, um matemático, um lutador e viciados em drogas — todos parecem buscar alguma coisa, o que muitas vezes significa a própria salvação. Um diretor que sabe te manipular emocionalmente e te induz a um nível de ansiedade. Sou refém desse cara há alguns anos.

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Charles Chaplin

🇬🇧 1889 — 1977
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Particularmente, a comicidade de Buster Keaton como ator me agrada mais do que a de Chaplin, principalmente quando pensamos no quanto ele se botava em constante perigo. Todavia, o Vagabundo (Tramp) — apelido da persona de Chaplin — parece ter chegado a um nível de maturidade dramático em equilíbrio com o humor que seu colega nunca chegou. Sim, eu rio bastante com O Garoto, Luzes da Cidade, Tempos Modernos e O Grande Ditador. Contudo, jamais imaginaria que esses seriam filmes que me fariam chorar. Em seu núcleo, são histórias puras sobre esperança: do garoto que não está sozinho no mundo; o amor que não enxerga; o trabalhador e seu fugere urbem; a paz mundial.

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James Gray

🇺🇸 1969
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Cowboys and Angels (curta, 1991) e Fuga para Odessa (1994). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Ad Astra: Rumo às Estrelas (2019).

Quem aqui não possui seus problemas familiares, que atire a primeira pedra. Na atualidade, penso que não há cineasta melhor do que James Gray em aliar situações extremamente intimistas com ambientações grandiosas, seja Brooklyn, a Floresta Amazônica ou o espaço. Não só isso, mas todo seu cinema parece remeter a uma visão mais clássica de narrativa que o afasta constantemente do público, inclusive de diversos festivais de cinema. Seus 3 filmes mais recentes — Era Uma Vez Em Nova York; Z – A Cidade Perdida; Ad Astra — o credenciam como, potencialmente, um dos maiores diretores da década de 2010. Contudo, seu drama Amantes, de 2008, o coloca entre um dos maiores diretores do cinema. Esqueça Coringa e O Mestre, a melhor atuação de Joaquin Phoenix está aqui.

  • 5 Filmes de Destaque: Caminho sem Volta (2000), Os Donos da Noite (2007), Amantes (2008), Era Uma Vez em Nova York (2013), Z: A Cidade Perdida (2016).

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Clint Eastwood

🇺🇸 1930
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Eu não vi tudo de Clint, principalmente seus filmes mais antigos. Contudo, estou em dia com suas obras mais recentes e meu apreço por elas é tanto que já é o suficiente para colocá-lo entre um dos meus favoritos. Beira o surreal pensar que, aos seus 89 anos, Eastwood parece ser um dos homens mais lúcidos quando se trata de enxergar uma autocrítica tanto de si mesmo quanto de sua própria nação. Neste sentido, A Mula acaba se evidenciando como um dos maiores testamentos em forma de cinema nos últimos anos. Ainda que o heroísmo seja um tema presente ao longo de sua carreira, não há como não notar as correlações entre Sniper Americano, Sully, 15:17 – Trem para Paris e Richard Jewell. Juntas, elas formam a quadrilogia do cidadão comum moderno transformado que foi transformado em herói. Cabe dizer que muitas de minhas ideias são contrárias a do próprio Clint, mas, dentro do que pensa, ninguém trata a questão do patriotismo tão bem.

  • 5 Filmes de Destaque: Os Imperdoáveis (1992), As Pontes de Madison (1995), Menina de Ouro (2004), Gran Torino (2008) e Invictus (2009).

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Naomi Kawase

🇯🇵 1969
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  • Filmografia: O primeiro filme da diretora foi Em Seus Braços (curta, 1992) e Suzaku (1997). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Parallel World (curta, 2017).

Não lembro muito bem como conheci esta diretora japonesa, mas eu certamente ainda não tinha ideia do que significava o conceito de “Cinema do Fluxo” — movimento que ela é associada, juntamente com diretores como Apichatpong Weerasethakul. No entanto, eu já tinha total consciência de que eu estava diante de um nível de sensorialidade que até então eu pouco havia experimentado em minha jovem cinefilia. Ao assistir Sabor da Vida, no qual acompanhamos uma idosa cozinheira de docinhos de feijão, tive a experiência mais próxima do que seria sentir um cheiro saindo da tela — tá ouvindo, James Cameron? Melhor que seu 4D em Avatar —. Para além de seus trabalhos ficcionais, eu ainda fico mais impressionado com o lado documental da diretora, que está sempre investigando uma relação muito íntima consigo mesma e a própria família, mas, ao mesmo tempo, muito universal. O nível de compartilhamento de informações com o público é tanto que Kawase chega a se filmar tendo um parto (e, sim, vemos tudo). Certamente um momento que nunca vou esquecer e que liga a ideia de cinema intimamente com a vida.

  • 5 Filmes de Destaque: Floresta dos Lamentos (2007), Hanezu (2011), O Segredo das Águas (2014), Sabor da Vida (2015) e Esplendor (2017). 

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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989
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Não é nenhum absurdo cogitar que Era Uma Vez na América talvez seja o maior filme da história. Não à toa, pois Leone conseguiu construir praticamente dois filmes dentro de um, sendo ambos obras de arte: tanto a linha do tempo infantil (aí sim, eu afirmo que é a maior história acompanhando crianças já contada) quanto a trama de máfia. Mais inacreditável ainda é lembrar que ele também fez Era Uma Vez no Oeste, outra obra que não é absurdo cogitar ser a maior dentro do gênero do western, com a gaita de Morricone se eternizando para a história do audiovisual. Em comum, são dois épicos que acabam falando sobre a inevitável chegada do progresso e a morte dos velhos costumes. Acha que acabou? Ainda temos toda a trilogia dos Dólares. Ao ver a carreira de Leone em retrospectiva, é difícil não pensar que ele estava caminhando para se tornar tão mestre como Kubrick no sentido de abordar temáticas diferentes com a mesma maestria, uma pena que sua morte precoce nos deixe apenas imaginar o que mais este diretor poderia ter dirigido.

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Martin Scorsese

🇺🇸 1942
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Vesuvius VI (curta, 1959) e New York City… Melting Point (1966). Seu último filme até a publicação da presente lista foi O Irlandês (2019).

Scorsese é aquele cara que pode estar presente na lista de melhores diretores de alguém que acabou de conhecer a arte do cinema, como alguém que já vive uma relação de amor com ela há alguns anos. Isso só prova sua grandeza e como seu talento está tanto na técnica reconhecida por cinéfilos, mas que suas narrativas dialogam de uma maneira muito orgânica e assimilável para um público menos rigoroso. Não é para todo mundo a capacidade de fazer, praticamente, duas obras-primas por década desde os anos 70. Taxi Driver e Caminhos Perigosos em 70; Touro Indomável e Rei da Comédia em 80; Os Bons Companheiros e Cabo do Medo em 90; Os Infiltrados em 00; Ilha do Medo, O Lobo de Wall Street e O Irlandês em 10. Do que mais gosto nele é a maneira como ele sempre soube assimilar muito bem a questão da brutalidade e crueldade do mundo com uma alta sofisticação narrativa. Mais do que isso, ele parece entender muito bem cada período que está vivendo, nunca caindo no anacronismo.

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Pedro Costa

🇵🇹 1958
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram É Tudo Invenção Nossa (curta, 1984) e O Sangue (1989). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Vitalina Varela (2019).

Ainda não vi todos os filmes do diretor português. Todavia, baseado no que eu vi, já foi o suficiente para fazer com que ele figure entre os meus diretores favoritos. Ah, ter a oportunidade de ter visto o incrível Vitalina Varela, no Festival do Rio 2019, com a presença do próprio Pedro, é algo que pesa no meu coração. É difícil descrever o cinema de Pedro Costa. É o cinema dos oprimidos e renegados. Filmes mortos e de personagens sem vontade, frios e distantes. Em Ossos, um pedinte que já não tem mais força de pedir esmola para ele e seu filho na rua, e o máximo que sai de sua voz é um sussurro para pessoas que não escutam e não fazem questão de escutar. Não é um cinema de pessoas, mas um cinema de sombras. Cinema que não segue uma narrativa convencional, mas que te faz sentir.

  • 5 Filmes de Destaque: Casa de Lava (1994), Ossos (1997), No Quarto da Vanda (2000), Juventude em Marcha (2006), Cavalo Dinheiro (2014).

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Robert Bresson

🇫🇷 1901 — 1999
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Affaires Publiques (curta, 1934) e Anjos do Pecado (1943). Seu último filme foi O Dinheiro (2083).

Outro diretor que venho me aprofundando aos poucos, mas que cada filme preciso de, no mínimo, alguns dias para digerir, é Robert Bresson. Bresson não é um cineasta de empregar muitos artifícios cinematográficos. Pelo contrário, seu cinema é extremamente minimalista. É o cinema no qual menos significa mais. Aliás, é um pouco parecido do que falei de Pedro Costa, no sentido de que os personagens falam sem nenhuma dramaticidade, praticamente. Com isso, com a “invisibilidade” da atuação, o que ganha força são as palavras e os gestos. Em O Batedor de Carteiras, todo o cinema de Bresson está naquele ballet de mãos. Em O Processo de Joana D’Arc, Bresson faz uma abordagem completamente oposta de Theodor Dreyer ao retratar o mesmo julgamento: o conteúdo daquelas palavras ganham força por si só, justamente porque ele não chama atenção através de outros elementos da mise-en-scène como Dreyer fez através de close-ups em um filme muito pautado na atuação de Falconetti (o que não é nenhum demérito, apenas abordagens diferentes).

RAFAEL LIMA

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Alfred Hitchcock

🇬🇧 1899 — 1980
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Number 13 (filme inacabado, 1922), Always Tell Your Wife (curta, não creditado, 1923) e O Jardim dos Prazeres (longa, 1925). Seu último filme foi Trama Macabra (1976).

O suspense é um dos meus gêneros favoritos, e poucos diretores souberam trabalhá-lo com tanta elegância e ironia quanto o diretor britânico cuja obra conheci tardiamente, mas que rapidamente me conquistou, me fazendo entrar em uma corrida desesperada para conseguir assistir tudo o que eu podia desse gênio.

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David Fincher

🇺🇸 1962
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Alien 3 (1992). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Mank (2020).

Fincher é um diretor cujos filmes tiveram um grande impacto em mim quando menor, com filmes como Seven e Clube da Luta tendo me deixado totalmente embasbacado quando os assisti pela primeira vez nos Supercine da vida. Hoje, respeito ainda mais a técnica rígida e o modo de contar histórias desse cineasta, cujas obras continuam tão fascinantes quanto no começo de sua carreira.

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Hayao Miyazaki

🇯🇵 1941
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Yuki no Taiyô (curta, 1972) e Lupin III – O Castelo de Cagliostro (1979). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Boro, a Lagarta (2018).

Não sou nenhum entusiasta da animação oriental, mas o surrealismo lírico presente nos filmes de Myazaki sempre me impressionaram, desde que o descobri com A Viagem de Chihiro, quando minha irmã o alugou (ainda na era do VHS) depois de ele ter sido indicado ao Oscar. Me abriu os olhos para um cinema que ia além do Hollywoodiano.

  • 5 Filmes de Destaque: Meu Amigo Totoro (1988), Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e Vidas ao Vento (2013).

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Tim Burton

🇺🇸 1958
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram The Island of Doctor Agor (curta, 1971) e As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Dumbo (2019).

Um dos diretores que me fizeram amar cinema. Filmes como Batman, e sua sequência, Edward: Mãos de Tesoura e Os Fantasmas se Divertem me encantaram nas Sessões da Tarde da vida, enquanto A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça segue sendo um dos meus filmes de terror favoritos. Embora seus trabalhos recentes deixem muito a desejar, minha relação com o cinema teria sido outra sem Burton.

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Mario Bava

🇮🇹 1914 – 1980
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram L’orecchio (perdido, 1946), Os Vampiros (não-creditado, 1957)  e A Maldição do Demônio (1960). Seu último filme foi Schock (co-direção, 1977).

Outro que só fui descobrir tardiamente. O cinema de Bava é absolutamente visionário pela forma como seus filmes parecem antecipar em anos tendências que o cinema de terror adotaria posteriormente, como o Giallo e o Slasher, mas sem com isso ser vítima do próprio vanguardismo. É muito difícil ser fã do gênero e não ter Bava entre os seus diretores favoritos.

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Charles Chaplin

🇬🇧 1889 — 1977
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Assisti Tempos Modernos na escola na 4ª série, e simplesmente me encantei pelo trabalho desse “Palhaço Triste”. Embora só tenha desbravado de fato a filmografia de Chaplin muito tempo depois, Tempos Modernos seguiu sendo uma de minhas comédias favoritas. Quando realmente adentrei a obra de Chaplin, ele imediatamente se tornou um dos nomes que sempre lembro quando penso em cinema.

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Eduardo Coutinho

🇧🇷 1933 — 2014
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi El ABC do Amor (1967). Seu último filme foi Últimas Conversas (2015).

Único diretor de documentários dessa lista. Não sou um grande consumidor de documentários, mas após assistir Edifício Master na adolescência, fui imediatamente atraído pela maneira única com que Coutinho conduzia os seus filmes, e passei a buscar mais trabalhos do saudoso cineasta paulista. Seu Jogo de Cena transformou-se rapidamente em um dos meus filmes nacionais preferidos de todos os tempos.

  • 5 Filmes de Destaque: Cabra Marcado Para Morrer (1984), Santo Forte (1999), Edifício Master (2002), Peões (2004) e Jogo de Cena (2007).

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John Carpenter

🇺🇸 1948
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Revenge of the Colossal Beasts (curta, 1962) e Dark Star (1974). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Aterrorizada (2010).

Um dos grandes mestres do cinema de terror. A atmosfera única de seus, trilhas sonoras acachapantes e, em alguns casos, um certo clima anárquico, garantem o lugar desse diretor nesta lista. Filmes como Christine: O Carro Assassino, A Bruma Assassina e Os Aventureiros do Bairro Proibido já me impressionavam desde a infância, admiração que só cresceu quando, depois de crescido, conheci os seus melhores filmes, como Halloween e O Enigma Do Outro Mundo.

 

Billy Wilder

🇵🇱 1906 — 2002
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  • Filmografia: O primeiro filme do diretor foi Semente do Mal (co-direção, 1934) e A Incrível Suzana (1942). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Amigos, Amigos, Negócios à Parte (1981).

Um dos grandes da era de ouro de Hollywood. Assisti A Montanha dos Sete Abutres aos dez anos de idade, e descobri que sim, aqueles “filmes velhos em preto e branco” podiam ser tão bons ou até melhores que os filmes produzidos na época em que nasci. Só por isso, ele já tem um lugar especial no meu coração, mas a versatilidade do trabalho desse diretor, que comandou filmes atemporais como Crepúsculo dos Deuses e Quanto Mais Quente Melhor.

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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989
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Grande diretor italiano cujos filmes são referência para qualquer um que queira entender um pouco de estética cinematográfica. Outro dessa lista que só descobri na vida adulta, mas que fez com que eu me tornasse consumidor voraz de sua obra. Um cineasta que refinou cada vez mais a sua técnica a cada filme lançado.

FERNANDO CAMPOS

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Martin Scorsese

🇺🇸 1942
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Vesuvius VI (curta, 1959) e New York City… Melting Point (1966). Seu último filme até a publicação da presente lista foi O Irlandês (2019).

Scorsese foi o primeiro diretor que maratonei e não poderia ter feito escolha melhor. Ao assistir cada obra do realizador ítalo-americano, me deparei com um cineasta questionador de regras e que não teme arriscar, me fazendo enxergar um cinema que, até então, não considerava possível. Mais do que isso, Scorsese me encanta por abordar com tanta profundidade temas que a mim também são atrativos, como a religiosidade, efeitos da solidão e o impacto das convenções sociais sobre os indivíduos. O primeiro mestre que estudei por completo e que até hoje permanece no topo da minha lista de diretores preferidos.

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Sergio Leone

🇮🇹 1929 — 1989

Assistir aos filmes de Leone me ensinou o poder da imagem e do som no cinema. Para ele, uma cena comum como a chegada de um trem em Era Uma Vez no Oeste era suficiente para criar um momento inesquecível e emocionante. O roteiro mais simples, como é o caso de Por Um Punhado de Dólares, nas mãos de Leone vira uma aventura extremamente imersiva e impactante. A obra de Leone questiona todos aqueles que supervalorizam os roteiros, mostrando que o que faz um grande filme é um grande diretor e que o poder da imagem e do som sempre será o maior trunfo do cinema.

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Stanley Kubrick

🇺🇸 1928 — 1999
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Kubrick apresenta o melhor que cada gênero cinematográfico pode ser, tendo revolucionado a ficção científica, o terror, o drama, a comédia, o épico e o filme de guerra. Em meio a tantos realizadores que apostam na exposição e no óbvio, nenhum diretor confiou tanto na inteligência do público quanto Kubrick, provocando nossa percepção sobre as coisas em cada filme. O fato é que, após assistir as grandes obras de Kubrick, ninguém sai a mesma pessoa.

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Quentin Tarantino

🇺🇸 1963..
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983) e My Best Friend’s Birthday (longa, 1987). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Era Uma Vez em… Hollywood (2019).

Tarantino foi o diretor que fez eu me interessar por cinema, logo no início da minha cinefilia, fazendo eu perceber que haviam preciosidades que precisava conhecer. Muitos criticam as excessivas referências colocadas por ele nos filmes, no entanto, para mim, isso serve como um convite. As referências levam ao originais e Tarantino desperta o interesse por essas películas. Além das homenagens, ele também coloca personalidade própria nas obras, como os diálogos marcantes, resultando em filmes imersivos, profundos, divertidos e que deixam com um gosto de quero mais.

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Peter Weir

🇦🇺 1944
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  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram The Life and Times of the Reverend Buck Shotte (curta, perdido, 1968) e Confusão em Paris (1974). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Caminho da Liberdade (2010).

Peter Weir dirigiu o meu filme favorito da vida: O Show de Truman. Só por isso, ele já merecia estar na lista. Porém, Weir ainda entregou outras obras-primas, como A Testemunha e Mestre dos Mares, sem falar em Sociedade dos Poetas Mortos. Um diretor que sabe contar histórias com maestria e que merecia mais reconhecimento por sua brilhante carreira.

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Paul Thomas Anderson

🇺🇸 1970
.

  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram The Dirk Diggler Story (curta, 1988) e Jogada de Risco (1996). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Trama Fantasma (2017).

PTA me faz ficar fissurado por quase todos os seus personagens, mesmo reprovando as atitudes deles. Nenhum diretor utilizou tão bem o talento de Daniel Day-Lewis, nem mesmo Scorsese, e poucos na história do cinema sabem explorar com tanta inteligência o elenco. Até mesmo Adam Sandler foi memorável nas mãos dele, em Embriagado de Amor. Os personagens de Anderson apresentam tantas camadas e nuances que a reflexão sobre si mesmo torna-se inevitável.

.

Richard Linklater

🇺🇸 1960
.

  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Woodshock (curta, 1985) e It’s Impossible to Learn to Plow by Reading Books (1988). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Cadê Você, Bernadette? (2019).

Linklater é o diretor que me fazer chorar com mais facilidade. É impressionante como as obras dele me atingem fácil e como a visão dele sobre a vida, amor e envelhecimento se comunicam comigo. Chorei não só na Trilogia do Antes, mas também em seus filmes de menos qualidade, como A Melhor Escolha. Linklater atinge em cheio meu coração, justificando a presença na lista.

.

Sidney Lumet

🇺🇸 1924 — 2011
.

Para mim, Lumet é um dos condutores de diálogos mais habilidosos da história do cinema. Seu trabalho em 12 Homens e Uma Sentença, por si só, exemplifica isso. Além disso, Lumet é responsável pela obra que mais me traz reflexões sobre minha área, o jornalismo, em Rede de Intrigas, mostrando toda a toxidade do sensacionalismo e questionando a visão heroica que Hollywood ajudou a criar do jornalista. Ademais, ele dirigiu outras obras-primas, como Um Dia de Cão e Serpico, mostrando a diversidade de sua filmografia.

.

Clint Eastwood

🇺🇸 1930
.

O que mais me encanta em Clint Eastwood é sua habilidade em contar histórias de pessoas do cotidiano, mostrando o valor de quem é considerado “normal”. Para ele, uma sociedade melhor ocorre quando cada um faz a sua parte, apresentando heróis reais e críveis. Para isso, realiza um trabalho de direção brilhante, que foca na objetividade e realismo, fazendo-nos prestar atenção nos personagens e menos no realizador. Dito isso, a filmografia de Clint me faz acreditar em mim mesmo, justificando meu apreço por ele.

  • 5 Filmes de Destaque: Os Imperdoáveis (1992), As Pontes de Madison (1995), Menina de Ouro (2004), Gran Torino (2008) e Invictus (2009).

.

Christopher Nolan

🇬🇧 1970
.

  • Filmografia: Os primeiros filmes do diretor foram Tarantella (TV, 1989) e Following (1998). Seu último filme até a publicação da presente lista foi Tenet (2020).

Nolan foi um diretor importante no início da minha cinefilia por apresentar uma estrutura em seus filmes criativa, fruto da montagem inteligente, me fazendo buscar mais obras assim. Some isso ao impacto que senti quando assisti O Cavaleiro das Trevas, tornando-o de cara um dos meus diretores favoritos. Para completar, na minha opinião, ele realizou um dos melhores filmes da última década, Dunkirk. Portanto, Nolan chamou minha atenção quando comecei a acompanhar cinema e segue até hoje me encantando, ou seja, merece presença na lista.


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225 comentários

Murilo 14 de maio de 2021 - 06:32

Kurosawa
David Lean
Sergio Leone
Tarkovski
Kubrick
Fellini
Hitchcock
Bergman
Milos Forman
Scorcese

Acho que hoje o meu top 10 é esse. Mensões Honrosas para Murnau, P.T.A, Chaplin, Ozu, Buñuel, Welles, Coppola, Glauber, Spilberg e John Ford.

Responder
Gabriel Leão 30 de março de 2021 - 12:09

Nolan
Villeneuve
Fincher
Spielberg
Almodóvar
Miyasaki
Del Toro
Scorsese
Fellini
Coppola

Acho q no momenro são esses, mas estão fora de ordem. Ultimamente tenho procurado diretores mais antigos, talvez logo a lista mude um pouco.

Responder
Arthur Da costa palacio 23 de março de 2021 - 21:05

Os 10 Favoritos:
Alfred Hitchcock
Stanley Kubrick
Sergio Leone
Federico Fellini
Hayao Miyazaki
Akira Kurosawa
Quentin Tarantino
Irmãos Coen
Ingmar Bergman
David Lean

As Menções Honrosas: Martin Scorsese, Guillermo del Toro, John Ford, Yasujiro Ozu, Roman Polanski, Paul Thomas Anderson, Charles Chaplin, Michael Powell, Tim Burton, Agnès Varda, Bong Joon-ho, David Cronenberg.

Responder
Anônimo 27 de junho de 2020 - 18:51
Responder
Anônimo 24 de dezembro de 2020 - 05:14
Responder
Beatriz Lynch 25 de abril de 2020 - 19:29

Pois bem…

1- Chuck Jones
2- John Lasseter
3- Henry Selick
4- Wilfred Jackson
5- David Hand
6- Ben Sharpsteen
7- Steven Spielberg
8- James Cameron
9- Peter Jackson
10- Christoper Nolan

Responder
Otávio de Lima Pontes 18 de abril de 2020 - 19:15

1 – Sérgio Leone
2 – Charles Chaplin
3 – Jan Svankmajer
4 – Alfred Hitchcock
5 – Akira Kurosawa
6 – Roman Polánsk
7 – Fernando Meirelles
8 – Orson Welles
9 – Lucio Fulci
10 – David Lynch:

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de abril de 2020 - 19:25

Jan Svankmajer! Bem incomum aparecer em listas. Ele é um gênio.

Responder
Anônimo 14 de abril de 2020 - 18:08
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 14 de abril de 2020 - 18:48

Eu tô feliz e impressionado de ver tantos diretores italianos fora do grande circuito cinéfilo na sua lista. Isso é lindo!

Responder
Bruno Henrique 2 de abril de 2020 - 09:23

Lista de FAVORITOS:
Hitchcock
De palma
John Ford
William Wyler
Sérgio Leone
Tarantino
Irmãos Cohen
James Cameron
Ridley Scott
George Stevens
Spielberg
Robert Mulligan
George Miller

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de abril de 2020 - 14:56

Caramba, Robert Mulligan!

Responder
stalker 13 de fevereiro de 2020 - 21:00

1- Bergman
2- Hitchcock
3- Truffaut
4- Ford
5- Kubrick
6- Fellini
7- Hawks
8- Kurosawa
9- Malle
10- Tarkovsky, 1-Scorsese, 2-Antonioni, 3-Ozu, 4-Welles,5-Wilder,6-Huston,7-Nicholas Ray, 8-Coppola, 9-Kieslowski, 10-Leone.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 13 de fevereiro de 2020 - 21:10

Acho que esse 10º lugar aí tá com problema hahahahahhahahahhah

Responder
stalker 13 de fevereiro de 2020 - 21:42

é muita gente boa.rsrsrs…!

Responder
stalker 13 de fevereiro de 2020 - 20:50

Esses diretores transformaram minha vida.

Responder
stalker 13 de fevereiro de 2020 - 20:50

1- Bergman
2- Hitchcock
3- Truffaut
4- Ford
5- Kubrick
6- Fellini
7- Hawks
8- Kurosawa
9- Malle
10- Tarkovsky, 1-Scorsese, 2-Antonioni, 3-Ozu, 4-Welles,5-Wilder,6-Huston,7-Nicholas Ray, 8-Coppola, 9-Kieslowski, 10-Leone.

Responder
Arthur Saraiva 4 de fevereiro de 2020 - 23:08

1- Tarkovsky
2- Bergman
3- Kubrick
4- PTA
5- Bresson
6- Scorsese
7- Hitchcock
8- Coppola
9- Godard
10- Spielberg

Percebi agora que a maioria é defunta e só 2 da lista estão em atividade ahahaha

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de fevereiro de 2020 - 23:51

Na verdade, nesse momento, todos os vivos da sua lista estão teoricamente na ativa hehehehe. Scorsa e Spilba seguem fazendo alguma coisa a cada minuto. PTA tá na ativa. Godard lançou o Palavra e Utopia em 2018, mas não anunciou aposentadoria ainda (embora, com 89 anos, acho que deve parar logo logo). Coppola vai voltar com Megalopolis. Último filme dele foi em 2011…

Responder
Anônimo 12 de fevereiro de 2020 - 18:00
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 12 de fevereiro de 2020 - 22:16

Não vi Virrginia não. O último que eu vi dele mesmo foi Tetro e simplesmente ADOREI esse filme. Fico espantado até hoje como foi visto com olhos nada simpáticos por pelo menos metade do público.

Responder
Anônimo 12 de fevereiro de 2020 - 20:17
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 12 de fevereiro de 2020 - 22:36

Eu vi e gostei, mas esse é só um filme bonzinho. Não achei nada demais não.

Aline 4 de fevereiro de 2020 - 17:45

Fiquei tão feliz de ver Naomi Kawase em uma das listas e o texto refletiu quase tudo que sinto com o cinema dela.
Minha lista sem ordem

Maya Deren
Naomi Kawase
Agnès Varda
Hitchcock
Lynne Ramsay
Kubrick
Hayao Miyazaki
Fellini
Ida Lupino
Andrey Zvyagintsev

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de fevereiro de 2020 - 18:25

Caramba, Maya Deren! Que bacana! Pena que ela não teve oportunidade de trabalhar e expor melhor a visão dela, tendo uma filmografia curta e composta majoritariamente de curtas. Não é uma das minhas favoritas, mas gosto bastante dela.

Responder
Felipe 4 de fevereiro de 2020 - 15:44

Sem ordem:
Quentin Tarantino
Steven Spielberg
Martin Scorsese
Francis Ford Coppola
Stanley Kubrick
Clint Eastwood
Sergio Leone
Robert Zemeckis
Brian De Palma
George Lucas

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de fevereiro de 2020 - 16:33

Curioso ver o Lucas na lista!

Responder
Welligton Rod 3 de fevereiro de 2020 - 22:01

15 – Irmãos Coen
14 – Boon Joon-Ho
13 – Alfonso Cuarón
12 – Christopher Nolan
11 – Guillermo Del Toro
10 – Noah Baumbach
09 – Woody Allen
08 – Stanley Kubrick
07 – Martin Scorsese
06 – Satoshi Kon
05 – Quentin Tarantino
04 – Steven Spielberg
03 – David Fincher
02 – Paul Thomas Anderson
01 – Hayao Miyazaki

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de fevereiro de 2020 - 22:07

Bom TOP 10!

Responder
Lucas Moura 3 de fevereiro de 2020 - 17:12

É uma lista bem complicada, mas se tem uma coisa que eu gosto é de fazer uma listinha! Hahaha

Quentin Tarantino
Christopher Nolan
Denis Villeneuve
Martin Scorsese
Stanley Kubrick
David Fincher
PTA
Wes Anderson
Francis Ford Coppola
Alfred Hitchcock

Ainda não conheço tantos filmes antigos como vocês, mas estou trabalhando nisso e quem sabe um dia minha lista mude e fique mais “old school”. Mas esses hoje com ctz tem a minha preferência.

O trabalho de vocês é foda. Parabéns!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de fevereiro de 2020 - 23:53

Obrigado, Lucas!
Gostei da tua lista, e mais uma vez Villeneuve mostrando a cara! Esse realmente encanta corações! 😀

Responder
Teco Sodre 3 de fevereiro de 2020 - 10:43

Me aproximo mais dos que curtem diretores mais contemporâneos, do que da turma old school do PC, principalmente porque eu não tenho muitas leituras cinematográficas como vocês. Meu top 15 seria mais ou menos assim:
15 – Spike Jonze
14 – Ang Lee
13 – Neil Jordan
12 – Pedro Almodóvar
11 – Michael Haneke
10 – David Fincher
09 – Sam Mendes
08 – Clint Eastwood
07 – Steven Spielberg
06 – Quentin Tarantino
05 – Paul Thomas Anderson
04 – Darren Aronofsky
03 – Christopher Nolan
02 – Alejandro González Iñárritu

01 – Stanley Kubrick

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de fevereiro de 2020 - 11:53

O bom disso é que temos ótimos diretores na ativa hoje. Lista bacana demais!

Responder
Michel Gutwilen 3 de fevereiro de 2020 - 12:08

Legal ver o Neil Jordan!

Responder
Teco Sodre 3 de fevereiro de 2020 - 13:03

Queria ver algo novo, feito por ele, tão bom quanto seus filmes mais antigos… Traídos Pelo Desejo, Nó Na Garganta, Entrevista com o Vampiro, Fim de Caso e Café da Manhã em Plutão são os meus favoritos! ^^

Responder
Cartman da China 2 de fevereiro de 2020 - 18:04

Quente Tarantino
Martinho Escorcese
Espilbergue
Guilherme Del Touro
Mel Guibison
Davi Fincher
Denis Vilanova
Alfredo Riticoque

Responder
Anônimo 2 de fevereiro de 2020 - 17:12
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 20:38

Sim, listas de favoritos são assim mesmo. Por serem unicamente o nosso gosto pessoal, uma escolha do coração, certamente elas podem mudar com o passar do tempo.

Responder
Teco Sodre 3 de fevereiro de 2020 - 10:44

Gosto muito das listas de vocês, porque nos instigam a procurar coisas novas e a descobrir outras que nos passaram despercebidas, ou que nunca ouvimos falar sobre.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de fevereiro de 2020 - 11:53

Isso é muito bacana, @teco_sodre:disqus! É um dos objetivos maiores da crítica: incentivar a procura por coisas novas. Me deixa muito feliz saber disso.

Responder
Teco Sodre 3 de fevereiro de 2020 - 11:59

🙂

Vinícius 2 de fevereiro de 2020 - 16:55

Adorei sua lista, Luiz Santiago. Fiquei feliz de encontrar diretores que já me identifico e outros que tenho muito interesse de conhecer. Já estou agora mesmo baixando os filmes que tu selecionou como destaque da Agnes Varda (nunca vi nada dela) e do Sokurov ( vi apenas Elegia de Uma Viagem ). Agradeço. Quero também confessar que fiquei muito triste de não ver em nenhuma lista nem o Tarkovsky e nem o Bela Tarr, uma pena.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Confesso que Bela Tarr não entraria nem num TOP 30 de diretores favoritos meus… Já Tarkóvski eu acho foda. É o primeiro lugar na lista do meu irmão, que tem verdadeiro fascínio por esse diretor. Para mim, é possível que ele entrasse num TOP 20.

Veja sim esses filmes e volte para falar sobre eles!
E pegue a Trilogia de Apu do Ray para ver também! Garanto que não vai se arrepender!

Responder
Vinícius 2 de fevereiro de 2020 - 19:13

Massa, Luiz. Eu acho o Tarkovsky o maior cineasta, quem mais pensou e mais foi exigente com a imagem fílmica. Meu favorito é o Bela Tarr, seus filmes foram as maiores experiências da minha vida. No fim, eles são meus dois favoritos. Recentemente eu conheci a Marguerite Duras, me apaixonei, entrou no top 3. Se eu fosse continuar, aí entraria os Straubs, Alain Resnais, Jean Cocteau, Bergman ( já foi meu diretor preferido, tenho tatuada a cena final do Sétimo Selo, a dança da morte )… O resto eu teria que pensar para decidir.

Eu vi o primeiro filme da trilogia do Apu, achei que valeu muito a pena pela fotografia e por aquela personagem, a velhinha. O resto achei bem nada demais. Não é um filme que eu lembraria.

Espero voltar a falar contigo, depois que eu assistir o Sokurov e a Varda. Abraço.

Responder
Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 16:42

Vim representar os diretores supremos que não vi aparecerem em lista alguma, como Lynch e Polanski, hehe.. mas não os aponto só para dizer “olha, minha lista phodona tem esses aqui que vocês não colocaram”, mas por que tenho um carinho grande de mais por Polanka, principalmente pelos seus primeiros filmes e por Lynch, que consigo amar (quase) a filmografia toda (Duna não dá, hem!). Me veio agora o mestre Crona, de quem também adoro os primeiros filmes. Nolan, Vileneuve, Arononofinho precisavam ser representados. Me veio Incêndios, TDK e Requiem para um sonho para decidir. Mas apesar de um Noé desastroso, ainda tinha um Cisne Negro. Fui de Aronofinho, então. Kin ki duk é outro que mais do que ser um nome não citado por ninguém, é mais um que mexeu comigo em 4, 5 filmes e representa essa orientalidade mais contemporânea. É isso!!

– Lynch
– Scorsa
– Polanka
– Aronofinho
– Taranta
– Kin Ki duk
– Bunuel
– Leone
– Kubrick
– Riticoco

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 16:42

Sim sim. Os que não apareceram é porque não são o favoritos de ninguém que faz as listas. Lembrando que esta é uma lista de FAVORITOS, não de MELHORES.

Eu to morrendo aqui com o “Aronofinho” HAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHAUAHUAHAUHAUAUAH

E Polanski é foda!

Responder
Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 16:54

Sim, sim, li os comentários anteriores e as teladas na testa de quem
entendeu errada a proposta, hahahahha, então, a questão é: Como lynch e polanca não é favorito de ninguém, uai, hahahahaha

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:09

Uai, é a mesma resposta para absolutamente qualquer coisa que você precisa listar como favoritos da sua vida: gosto pessoal!

O que é favorito para você, pode nem sequer passar perto do gosto pessoal para compor o favorito de outra pessoa! É bem simples, se parar pra pensar: seres humanos consomem arte de maneira diferente. A arte toca cada um de forma diferente. É natural, pois, que os favoritos de cada um, especialmente na arte, sejam bem diferentes. Realmente não tem mistério.

Responder
Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Claro, claro, foi uma brincadeira, que remete ao nosso velho fanboyzismo….veja que sempre procurei imprimir um tom de brincadeira em minha fala e nunca de cobrança. Como disse, li os comentários anteriores.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

❤️

Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Pergunta: os críticos do site já desbravaram Jan Švankmajer?

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Certamente! Um verdadeiro gênio e fiel, ao longo dos anos, à sua proposta e estética! A despedida dele do cinema, ano retrasado, mostra bem essa fidelidade, como uma carta aos seus fãs e um grande abraço ao seu legado. Igualzinho a mamãe Varda fez!

Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Despedida? Último filme ou morreu? Estou por fora. Gosto muito de Alice, Insanidade, O Comilão Otesáner e alguns curtas. Há material sobre ele no site? Como não sei pronunciar ou escrever seu nome, só o chamo de Tcheco supremo, hahaha

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:24

Não, ele está vivíssimo, no alto de seus 85 anos! Mas ele lançou o filme com um aviso: esta será a minha despedida do cinema. É o último dele.

Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 17:29

Gosto muito de Alice, Insanidade, Otesánek e alguns curtas. Nunca consegui terminar Faust. Há material sobre ele no site?

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:38

Alice e Insanidade são fodásticos! Aqui tem crítica minha para o primeiro filme dele: O Truque Final.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:38

Alice e Insanidade são fodásticos! Aqui tem crítica minha para o primeiro filme dele: O Truque Final.

Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 17:38

Muito obrigado. Deu vontade de ver e rever mais do Tcheco Supremo. Abraços!

Ferdinando Rios 2 de fevereiro de 2020 - 16:55

Vi logo que tinha Lynch na charge que abre a matéria. Pensei: Opa, Lynchão supremo está garantido. Mas salvo engano, ele não apareceu na lista de ninguém.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 17:18

Ele estaria num meu TOP 20 de Diretores Favoritos.

Responder
ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:30

Sim! Polanski é grande!!!!!!!!

Responder
Ferdinando Rios 15 de maio de 2020 - 21:39

Marróia… Kin Ki duk????? Fellini neles….

– Lynch
– Scorsa
– Polanka
– Bergman
– Taranta
– Fellini
– Riticoco
– Kubrick
– Leoni
– Billy Wilder

Responder
Philip 2 de fevereiro de 2020 - 13:43

O meu ficaria mais ou menos assim, sem ordem:

-Francis Ford Coppola
-Hayao Miyazaki
-Denis Vileneuve
-David Fitcher
-Alfonso Cuaron
-Alfred Hitchcock
-Steven Spielberg
-Christopher Nolan
-Ridley Scott
-Clint Eastwood

Menção Honrosa pro Hideo Kojima, sei que é uma lista de diretores de filmes, mas sou fanzaço e quis citar kkk

Responder
Nellio Vinicius 2 de fevereiro de 2020 - 17:29

Metal Gear poderia ser uma série com o Kojimao dirigindo e produzindo.

Responder
Bruno de Luca 2 de fevereiro de 2020 - 13:38

Faltou pelo menos uma menção honrosa para a magnífica dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer.
Os irmãos Russo precisam aprender mais com esse dois.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 14:36

HAUAUAUAHUAHAUHAUAHUAAHAUHAUAHUHUAUHAUHAU

Só qualidade!

De toda forma, a lista era apenas de 10 FAVORITOS, sem nenhuma menção honrosa. Senão fura o desafio.

Responder
ABC 2 de fevereiro de 2020 - 12:53

Çacanagi ngm lembrar dos 3 maiores diretores da atualidade: Michael Bay, Paul W. S. Anderson (o único Paul Anderson que importa) e o grande visionário Za… Não esse ainda está aprendendo, o visionário mor é o Uwe Boll.

Saudações.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:59

Isso só prova o quanto esses críticos arrombados, nem no gosto pessoal, sabem ter coisas boas… #morteaoscriticos

Responder
Kaique Oliveira 2 de fevereiro de 2020 - 12:14

Sério que nenhuma diretora feminina mereceu estar no top? chantal akerman, agnes varda, celine sciamma, claire denis ??? ok, é seu gosto pessoal, mas a lista ficou extremamente óbvia

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:32

Primeiro: você não sabe do que está falando. Veja todas as listas primeiro antes de dar uma de pedante por aqui.

Segundo: você não tem procuração para pontificar indignado sobre o gosto alheio, especialmente o gosto artístico. Coisas do tipo “é sério que” e “mas a lista ficou extremamente óbvia” te dá mais um selo: o daquele que não entende nada e que se acha no direito de querer controlar aquilo que os outros têm como favoritos da vida. As pessoas gostam daquilo que gostam e acabou. Imagino se fosse uma lista de 10 de pratos favoritos: “sério que nenhuma comida brasileira mereceu estar no TOP?”. Ou se fosse de 10 frutas favoritas “mas essa lista de frutas que você gosta ficou óbvia demais“.

Mirou na militância e acertou na chacota.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 14:36

Eu sempre considero diversidade quando o objeto artístico a ser retratado cobra isso. Um elenco asiático para atuar numa obra que se passa na Ásia. E coisas nesse caminho. Além disso, há que se considerar a presença de todo tipo de gente em obras, mas nesse caminho aí: da qualidade. O problema é que esta lista não tem nada a ver com isso, o que torna o comentário do @disqus_i04sdwdEx8:disqus mais estúpido ainda. É uma lista de FAVORITOS não de MELHORES. Imagina…

Responder
Bruno de Luca 4 de fevereiro de 2020 - 00:36

Entendo. Mas o Stephen King estava coberto de razão quando twitou isso, e muitos, vendo a oportunidade aberta pra militar e lacrar, nem ao menos procuraram interpretar de maneira correta o que ele falou. É um assunto delicado… O próprio Joaquim Phoenix saiu falando um monte no BAFTA.
Se o Oscar e o BAFTA apresentaram pouca diversidade, a culpa é de quem votou ou da indústria que não apresentou obras fortes o suficiente pra concorrerem aos prêmios? O votante seria obrigado a votar em alguém negro, mesmo que na sua visão não tenha sido tão bom quanto os outros concorrentes?
A única certeza que eu tenho é que isso irá afetar muito as próximas premiações.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de fevereiro de 2020 - 02:02

Pior que não tem o que interpretar no que o autor twitou. Está tudo claro como a neve!

Sobre Oscar, BAFTA e outras premiações, é sempre um caminho de mão dupla. O discurso da Viola Davis no Emmy de 2017 matou a pau a questão: é impossível ganhar um prêmio por um papel que não existe. E é exatamente por isso que representatividade e chances iguais para todo o tipo de ator e atriz é necessário. Mas não é segredo para ninguém que a indústria é viciada, que o preconceito/discriminação e exigências que afastam diversos grupos existe na raiz de castings pelo mundo todo. Ainda bem que é um problema histórico que está se curando pouco a pouco, mas não foi extinto — e não acho que será tão cedo.

Assim, numa mão do problema, faltam oportunidades iguais no mercado para todos competirem, e isso não só no mundo artístico. Na outra mão do problema existem outras questões, que eu acho que são problemáticas, que casam perfeitamente com o que o Phoenix disse, mas é outro tipo de vício da indústria. É o equivalente à luta que a gente teve aqui um tempinho atrás que deu a cadeira da ABL pro Cacá Diegues em vez de uma verdadeira e excelente escritora, a Conceição Evaristo. E embora exista uma enrizada questão racial em jogo, o foco central do problema é dinheiro, política, amizades e contatos. É o mesmo padrão para essas votações todas, onde não só a excelência é premiada e eu poderia aqui fazer uma longa lista de vencedores do Oscar, por exemplo, que só ganharam porque tiveram campanhas milionárias por trás, mas nunca pela qualidade.

Assim, a resposta para a sua pergunta seria: o problema é em parte social/industrial, pois a despeito da qualidade dos artistas no mercado, todo mundo sabe que não há oportunidade igual para quem está na área. E disse “parcial” porque existem elogiáveis exceções em alguns estúdios ou processos de casting no cinema e no teatro de pelo menos duas décadas pra cá… E em relação aos votantes, também é parcial. É óbvio que existe gente racista e com todo tipo de escrotidão nesses prêmios, mas não são o bastante para deixar artistas de qualquer outro tipo que não sejam os mesmos de sempre fora até mesmo das indicações. É ideologia, mas nesse caso a política interna, o dinheiro e os contatos acabam falando mais alto. E nesse caso também é parcial porque nem todos os votantes seguem por esse caminho — bom, pelo menos não em todas as edições ou categorias dos prêmios hahahahahahhahahahaah.

É sim uma questão complexa, mas organizando direitinho, dá para chegar a um entendimento geral. E aí, no fim, se a gente tiver um processo honesto no início ao fim, entra a fala precisa do King: só se deve votar em quem você acha que merece, por qualidade, e acabou. Deveria ser assim, né…

ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:24

Exatamente. Muito bom!

Michel Gutwilen 2 de fevereiro de 2020 - 15:38

Você leu a minha lista, Kaique? Leia de novo.

Responder
Gabriel Reis 2 de fevereiro de 2020 - 11:23

Muito legal as listas, vi vários nomes que não conhecia. Senti falta de 2 que figurariam a minha lista: Haneke e Lars Vont Trier
Abraço!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:02

Nesse caso não é “sentir falta”, certo? Porque é uma lista de FAVORITOS, é o gosto puramente pessoal de cada um, não é uma lista de melhores.

Responder
Luís Vicente 2 de fevereiro de 2020 - 10:56

Minha lista:

10 guillermo del toro
9 alfonso cuaron
8 m. Night shiyamalan (me julguem)
7 martin scorcese
6 stanley kubrick
5 Steven spielberg
4 Edgar Wright
3 Christopher nolan
2 quentin tarantino
1 david fincher

Ps: n conheço (ou simplesmente n lembro) de muitos diretores, mas quando se fala de melhores são esses q me vem a cabeça. Abraços

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:47

Não vou te julgar pelo Ximbalimba. Ele é um bom diretor, embora eu já tenha gostado muuuuuuuuuuuuito mais dele no passado. Hoje nem tanto…

Responder
Bernardo Barroso Neto 2 de fevereiro de 2020 - 09:26

Deixo meu top 10:
1 – Martin Scorsese
2 – Quentin Tarantino
3 – Steven Spielberg
4 – Stanley Kubrick
5 – Christopher Nolan
6 – Francis Ford Coppola
7 – Federico Felini
8 – Alfred Hitchcock
9 – Charles Chaplin
10 – Dennis Villeneuve

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:46

Lista linda!

Responder
Rafael Gardiolo 2 de fevereiro de 2020 - 06:31

Eisenstein
Michael Mann
Woody Allen
Murnau

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:41

Fico imaginando quem seriam os outros 7… Foda ver Eisenstein na lista!

Responder
Matheus Felipe 2 de fevereiro de 2020 - 01:28

Já que é favoritos e não melhores me surpreende a falta de Michael Bay na lista de cada redator do site.

-Meu Top Favoritos-

1 – Quentin Tarantino

2 – Christopher Nolan

3 – Park Chan-Wook

4 – Sergio Leone

5 – Stanley Kubrick

6 – Francis Ford Coppola

7 – Peter Weir

8 – Paul Thomas Anderson

9 – Darren Aronofsky

10 – Hayao Miyazaki

Menção Honrosa : Martin Scorsese

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:41

Fico curioso para ver o restante da lista de alguém que tem o titio Bay como DIRETOR FAVORITO!!!

Responder
ABC 2 de fevereiro de 2020 - 01:15

Como não há filme dos Wes Anderson que eu desgosto ele é meu diretor favorito, destaque pra Zissou, Sr Raposo, Moonrise e Budapeste.

Depois dele tem Ridley Scott (só fez merda nos últimos anos mas ele tem Blade Runner, Gladiador e Alien), Michel Gondry (pq gosto de Brilho eterno…, Rebobine…, e O homem que é alto…), Park Chan-Wook, Woody Allen (ainda acho o curta do Contos de NY fantástico) , Tarantino, Nolan, Villeneuve, James Cameron (a fork True lies) e Miyazaki.

Menção honrosa pro botafoguense herdeiro do Unibanco e dono da maior parte das reservas de nióbio do mundo (conviva com isso, Bolsonaro).

Saudações.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:41

Eu morri com essa menção honrosa! HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAH

Responder
rog8 2 de fevereiro de 2020 - 00:26

1 Fellini
2 Bergman
3 John Ford
4 Hitchcock
5 Rohmer
6 Leone
7 Woody Allen
8 Tarantino
9 Luchino Visconti
10 Fritz Lang

A lista de vcs é incrível… Esta acima não pretende ordenar rigorosamente nada – apenas citar dez diretores cuja obra me encanta. Abraços.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 00:36

Adorei tua lista! E tem três combinando com a minha, que foda! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA mais alguém que ama o lindão do Rohmer, que quase todo mundo acha chato!

Responder
Jadiel 1 de fevereiro de 2020 - 23:35

Oh listinha maldita, mas vamos lá. Em ordem aleatória:

– Alfonso Cuarón
– Alfred Hithcock
– Alejandro G. Iñárritu
– Christopher Nolan
– Denis Villeneuve
– Quentin Tarantino
– David Fincher
– Martin Scorsese
– Irmãos Coen
– Sergio Leone
– Steven Spielberg

Foram 11, mas não me atrevo a tirar nenhum desses não. Pela lista dá pra sacar que ainda sou novo né (não me venha com o ditado da sua vó, Luiz). Mas colocaria mais diretores se tivesse assistido mais do que um só filme do Kubrick (2001), por exemplo, ou do Anderson (Hotel Budapeste).

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 00:15

Ó XÓFEN, Ó XÓFEN, OUVI MEU ALARIDO AQUI DA VELHOLÂNDIA: Iñárritu será o primeiro a ser arrancado do seu TOP 10 (11) quando o senhorito começar a ver mais coisas. Anotai, ó, xófen! Anotai em vosso diário (ou seja lá onde xófen anotam coisas hoje)…

Responder
Jadiel 2 de fevereiro de 2020 - 00:45

KKKKKKKKKKKKKKKLLKKKKKKKL

Iñárritu é uma LENDA do cinema!!!

Ao contrário de alguns críticos metidos, eu não tiro ninguém, apenas aumento minha lista.

Humildade pura, bro.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 00:55

Pior que eu adoro ele. Mas é um chute que já deu certo várias vezes hehehehehhehe. Quem normalmente o tem num TOP 10 acaba tirando para colocar outro no lugar com o passar do tempo…

Responder
Missael Lindolfo 1 de fevereiro de 2020 - 23:20

Vamos lá

1 – Giuseppe Tornatore
2 – Darren Aronofsky
3 – Michael Haneke
4 – Alfred Hitchcock
5 – Marjane Satrapi
6 – Guy Ritchie
7 – Wes Anderson
8 – Hayao Miyazaki
9 – Quentin Tarantino
10 – Maren Ade

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 00:15

Só vi As Faces de Toni Erdmann da Maren Ade e gostei demais! Ela tem uma filmografia beeeem curtinha, mas está construindo um ótimo legado, hein!

Responder
Missael Lindolfo 2 de fevereiro de 2020 - 00:55

Siim, ela ainda não fez muitos filmes, mas acho que promete bastante pro futuro. A Floresta para árvores, que e´o primeiro longa dela, arrasou com o meu coração, com certeza estaria no meu top 5 choradeira kk

Responder
O Homem do QI200 1 de fevereiro de 2020 - 22:51

Difícil fazer uma lista de quem eu considero os melhores diretores, pois muitos dos filmes que assisti nem sei quem era o diretor, tanto que fiquei surpreso que Os Suspeitos era do Villeneuve. Mas tem uns que só de ver seu nome, logo fico interessado que são:
– Martin Scorsese;
– Spike Lee;
– Tarantino;
– Villeneuve;
– Irmãos Coen;
– Spielberg
– Antoine Fuqua
– Clint Eastwood
– James Cameron
– Nolan (mas não gosto de Interestelar e detesto Dunkirk)

Ou seja, minha lista é composto por diretores que conseguem chamar minha atenção apenas pelo nome e não dos melhores, pois reconheço que nessa área sou bastante leigo.

Reparei tbm que Woody Allen não entrou na lista de ninguém. Ele é superestimado ou vocês só não acham que são melhores que dos diretores listados?

Vai ter lista pessoal de vocês dos melhores atores?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 23:11

É importante deixar claro que esta NÃO é uma lista de melhores, veja bem. É uma lista de FAVORITOS. A diferença aí, caso surja a dúvida, é que nem tudo o que é nosso FAVORITO é algo necessariamente bom, quem dirá O MELHOR. Por isso existem guilty pleasures em listas de favoritos, porque sabemos que a despeito da qualidade, nós amamos a obra (ou a pessoa da lista) e a favoritamos em detrimento dos outros. É algo puramente pessoal/emocional, não passa pelo crivo da qualidade ou competição se é melhor ou não que outros. Lista de favorito é exclusivamente uma lista passional.

Não sei se você leu o meu texto introdutório sobre os meus diretores. Eu falo do Woody Allen lá. Uma pergunta que não tem resposta lá: eu não acho Woody Allen superestimado. Hoje, ao contrário, é subestimado (ou melhor: escanteado), primeiro porque ele não faz um primor de filme desde Blue Jasmine e depois porque reviveram a polêmica do processo pelo qual ele foi inocentado e aí o tiraram da cena cinéfila geral. Mas o bicho é um puta de um diretor e roteirista!

Sobre a lista de atores, eu confesso que não estava nos planos, mas eu to ficando animado… Prometo que vou pensar com carinho!

Responder
O Homem do QI200 2 de fevereiro de 2020 - 00:15

Falha minha, realmente não li a introdução. Sobre a questão favorito/Melhor, eu associei como igual justamente por ser algo pessoal, automaticamente quem vc gosta vc acha o melhor.
O que vc acha do diretor Norman Jewison?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 00:25

Então, aí é que está o problema. Porque se eu fosse fazer um julgamento apenas de MELHOR DIREÇÃO, minha lista mudaria pelo menos metade. Exemplo: vejo Kubrick como um diretor muitíssimo superior a Rohmer. Mas Kubrick não está no meu TOP 10, porque eu tenho muito mais amor pelas obras do Rohmer do que pelas do Kubrick. E veja que eu falei “amor”. Favoritismo, nesse caso, porque se fosse julgar como MELHORES, os filmes do Kubrick seriam melhores. Por isso que é sempre bom deixar claro a questão de ser uma lista de FAVORITOS e arrancar o fator de “melhor” de cena, porque se esse critério entrar em jogo, muda o sentido. Bom, pelo menos para mim, funciona assim. Nem tudo que é meu favorito é algo que eu criteriosa e criticamente julgaria como melhor comparando aos seus pares. Não sei se me fiz entender.

Pô, Norman Jewison é um baita diretor! Velhinho pra caramba, pena que está aposentado há anos. Ele dirigiu um dos meus musicais favoritos, certamente um dos mais brilhantes do cinema: Um Violinista no Telhado.

Responder
Nellio Vinicius 1 de fevereiro de 2020 - 22:17

Cara é muito difícil fazer uma lista dessa, muito em parte porque o amor por um filme de um dos diretores, faz tu querer colocar ele no topo, então faço a minha com os diretores que vi praticamente todos os filmes dirigidos por eles;
1- Sergio Leone( a trilogia do Dólar assisto todo ano desde 2010, é sagrado, foi a trilogia que me fez ler Tex e toda a coleção Bonelli)
2- Christopher Nolan e Tarantino( se fizerem um filme sobre um copo com água, eu pago o ingresso fácil).
3- Irmãos Coen
4- David Fincher
5- Shaymalan
6-Spielberg
7-Ridley Scott
8- Guy Ritchie ( vamos esquecer o rei arthur e o agente da uncle ok?)
Deixei nomes como Paul Thomas Anderson, Coppola, Peter Jackson, etc, mas não posso ranqueá-los por causa de um filme, tipo, Senhor dos Anéis é do car.., mas Hobbit não e por aí vai.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

Na dúvida, coloca peso apenas no coração, considerando o que você conhece e o quanto gosta das obras desses diretores heehehee

Responder
O Homem do QI200 2 de fevereiro de 2020 - 00:15

PTA é um cara que fico 8 ou 80 com os filmes dele, ou acho muito bom ou acho chato demais. O Mestre, por exemplo, eu dropei, não aguentei assistir o filme completo.

Responder
Daniel Duarte 1 de fevereiro de 2020 - 22:12

Não tenho tanto conhecimento sobre diretores quanto vocês que manjam muito.

Mas esses são os meus prediletos!

1- Quentin tarantino
2- Martin Scorsese
3- Pedro Almodóvar
4- Coppola
5- Stanley Kubrick

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

Um ótimo TOP 5! À medida que você for conhecendo mais diretores e gostando das obras dele, volte aqui para completar a listinha ahhaahahhaha

Responder
Ana 1 de fevereiro de 2020 - 22:12

Tem o Kiarostami também! Nunca estaria fora da minha lista.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

#amo

Responder
Stella 1 de fevereiro de 2020 - 22:03

A maioria dai não gosto, sigo contra maré.
1- Francis Ford Coppola
2- Steven Spielberg
3- Gaspar Noé
4- Denis Villeneuve
5- Bong Joon-ho
6- Lee Chang-dong

7- Takashi Miike
8- Jee-Woon Kim
9- Jean-Pierre Jeunet
10- Guillermo del Toro

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

Mas apareceram vários da lista na sua também!

Responder
Stella 1 de fevereiro de 2020 - 22:42

sim os ocidentais

Responder
Stella 1 de fevereiro de 2020 - 22:42

Gosto mais de diretores orientais ultimamente.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:42

Uma abordagem bem diferente da que estamos acostumados. Eu te entendo.

Responder
O Homem do QI200 2 de fevereiro de 2020 - 00:25

Por isso que essa lista é muito difícil pra mim. Assisti bastantes filmes e especificamente os longas orientais excelentes, mas nem sei o nome de nenhum dos diretores.

Responder
Stella 2 de fevereiro de 2020 - 00:26

provavelmente foi dos que eu citei, tem uns 3 coreanos na minha lista. Os coreanos estão fortes cinematograficamente, semelhantes aos franceses. E influenciaram filmes como John Wick em ação, sem os filmes de ação coreanos o cinema de ação hollywoodianos nao teriam revivido com a ascensão do John Wick e Atomica.

Michel Gutwilen 2 de fevereiro de 2020 - 05:48

Takashi Miike ❤️

Responder
Vinicius Maestá 1 de fevereiro de 2020 - 21:51

Faz mais ou menos uns 8 meses que eu entrei pra valer no mundo do cinema, então provavelmente a minha lista vai mudar muito daqui um tempo. Não considerei diretores dos quais assisti apenas 1 filme (Fellini, Chaplin, Bergman…), embora esses caras já tenham me destruído com uma obra apenas.

11 – Federico Fellini: sei o que disse acima, mas vou fazer um top 11 porque Oito e Meio é muito foda.
10 – Paul Thomas Anderson: o que esse cara faz com que seus atores é algo que não sei explicar. Sei lá, talvez ele veja o seu elenco como laranjas e pensa: “vou expreme-los até não poder mais”.
9 – Martin Scorsese: mais do que seus filmes, que são incríveis, me encanto pelo amor que esse senhorzinho (queria muito que fosse meu vô) tem pelo que faz. Ah, e Taxi Driver é meu segundo filme favorito.
8 – Woody Allen: como é boa a sensação de ver filmes românticos quando são realmente muito bons. Fez com que eu acabasse com meu preconceito com esse gênero.
7 – Wes Anderson: o cara do momento no meu desbravamento pela sétima arte. Achei esquisito num primeiro momento, mas depois chamei de gênio.
6 – Alfonso Cuáron: ainda não sei analisar esse cara devidamente, mas seus filmes (os que eu vi) são excelentes.
5 – Darren Aronofsky: mãe, espera um pouco, a gente já já conversa, assisti um filme aki e preciso fazer a digestão.
4 – David Fincher: se você olha para a sinopse dos filmes desse cara, talvez você não os assista. Mas por favor assista, pois aqui você percebe a diferença que faz um diretor.
3 – Damien Chazelle: o diretor prodígio que serve de inspiração para qualquer jovem profissional. Seus três longas (sei que são quatro) são incríveis.
2 – Quentin Tarantino: diversão pura, mas muito mais do que isso.
1 – Christopher Nolan: acho que jamais sairá do topo, pois foi esse cara que fez com que eu me aprofundasse nessa arte. O Cavaleiro das Trevas é meu filme favorito, e A Origem e Amnésia me deixaram completamente louco. Tenet, cadê você?! Eu vim aki só pra te ver!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

CERTEZA que Fellini vai tirar lugar de alguém aí! E muito legal ver Woody Allen na sua lista. Não sei quantos ou quais filmes você já viu dele, mas eu adoro o cinema dele. Não sei se você leu minhas histórias com os diretores, mas eu digo lá que ele foi o meu primeiro diretor favorito, quando eu comecei a ver filmes a torto e a direito.

Responder
Vinicius Maestá 1 de fevereiro de 2020 - 22:47

Li tudo, adoro os textos de vocês. Como eu disse, sou recém-casado com o cinema, então ainda tô muito cru. Mas sobre o Woody Allen, assisti Match Point, Blue Jasmine (adorei ambos), mas o que me pegou mesmo foi Meia-Noite em Paris, amo esse filme desde os primeiros takes da cidade. Já ta na hora de ver mais um dele.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 23:00

O cara é bom. Mesmo quando é só “ok” você sai satisfeito do cinema. E a filmografia dele é absurdamente fácil de se achar.

E uma boa notícia: agora que tu já viu Oito e Meio, já pode pegar Memórias (1980) que vai entender todas as referências. De nada! 😀

Responder
Vinicius Maestá 1 de fevereiro de 2020 - 23:26

Sim, senhor! Eh só aparecer nos streamings, que eu assisto. Obrigado!

Ana 2 de fevereiro de 2020 - 10:51

Woody Allen é muito bom, sutil e inteligente. Vicky Cristina Barcelona, diz tanta coisa além, numa história que parece simples. Não vejo erro em Match Point, é muito bom! Não vejo nenhum filme dele como comédia romântica, mas já ouvi gente dizendo isso.
Cada vez que leio os comentários, me vem mais um à memória…
Schlöndorff e seu Um amor de Swann…
Ok, chega, vou deixar o suplicio para a próxima lista que inventem de fazer… Bom domingo para todos!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de fevereiro de 2020 - 12:46

Bom domingo, @disqus_jiRHUHM8N3:disqus!

Responder
Vinicius Maestá 2 de fevereiro de 2020 - 18:16

Tu já assistiu Meia-Noite em Paris? Sem dúvida foi um dos filmes mais gostosos que já vi

Responder
ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:01

Sim, Vinicius, e duas vezes no cinema! Gosto muuuito de seus comentários. Só não acho o filme uma comédia romântica (ou o que chamo assim. O pessoal do PC pode me corrigir…)
Para mim é uma homenagem sensível à imagem que toda uma geração (eu incluso) faz de Paris e que nos encantava. Tem um filme de Bertolucci (que também não é consenso, mas de que gosto muito, inclusive como diretor, já que explora bem seus atores) cujo título é Os Sonhadores, que é sobre esse mesmo encantamento, mas claro que à sua própria maneira. Mais um que no final só restava eu na sala do cinema. um gde abraço.

Vinicius Maestá 12 de fevereiro de 2020 - 01:43

Que bacana Ana. Acho legal que tem uma comunidade de leitores do PC que estão sempre comentando nos filmes mais de nicho, para quem é cinéfilo msm. Sempre tô de olho nos seus comentários, nos do Jadiel, do Raffinha e, claro, dos críticos do site.
Sobre o filme que tu citou, vou ir atrás logo logo pq o Meia-Noite em Paris é um filme que eu gosto muito msm, e se tiver algo semelhante a ele, tenho que ver

Vinicius Maestá 1 de fevereiro de 2021 - 09:57

Rapaz… resolvi voltar aki nesse artigo e coincidentemente tá completando exatamente 1 ano desde a publicação. Minha listinha mudou bastante desde então:
1 – Christopher Nolan
2 – Martin Scorsese
3 – Quentin Tarantino
4 – Stanley Kubrick
5 – David Fincher
6 – Ingmar Bergman
7 – Federico Fellini
8 – Darren Aronofsky
9 – Wes Anderson
10 – Sergio Leone

Volto daqui 1 ano com uma lista completamente diferente. Até lá

Responder
Luiz Santiago 1 de fevereiro de 2021 - 09:58

Que bacana ver essa mudança! Imagino o que mudaria na minha se pensasse em fazer uma hoje…

Responder
Maitê 1 de fevereiro de 2020 - 21:42

Estou morrendo de inveja de TODOS vocês que conseguem fazer uma lista de diretores e seus melhores filmes. Eu só consigo listar alguns dos meus filmes favoritos: Incêndio (chute no estômago), O Sexto Sentido (noite de insônia); Magnólia (Tom Cruise ainda me assombra); Billy Elliot (o filho que não tive); Manchester a Beira-Mar (eu um mar de lágrimas); Precisamos Falar sobre Kevin; Um Sonho de Liberdade.. Vou parar por aqui, porque, até eu estou morrendo de tédio.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:26

Mas o foco aqui é APENAS os diretores mesmo! Haverá uma lista de filmes favoritos mais pra frente!

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹 1 de fevereiro de 2020 - 18:17

Como assim vcs largam uma lista dessas em pleno sábado à tarde??? Hahahaha sorte que eu resolvi entrar pra ver se tinha algo novo. Lembro bem desses especiais de favoritos, espero que vcs façam pros outros tbem 🙂
Como não consigo ver uma lista sem palpitar tbem, aí vai a minha:

1) Stanley Kubrick
2) Alfred Hitchcock
3) Ingmar Bergman
4) Akira Kurosawa
5) Martin Scorsese
6) Quentin Tarantino
7) Michelangelo Antonioni
8) Luis Buñuel
9) Paul Thomas Anderson
10) Sergio Leone

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 18:53

Vamos refazer todos os 6 já publicados nesse novo formato e seguiremos com listas nessa linha depois disso…

Que lista foda! Bacana ver Antonioni em uma lista de diretores favoritos, é mais raro isso!

Responder
ana 1 de fevereiro de 2020 - 22:09

Michelangelo Antonioni
Luchino Visconti
Stanley Kubrick
Francis Ford Coppola
Orson Welles
Michael Haneke
John Huston
Yasujiro Ozu
Alfred Hitchcock
Akira Kurosawa
Fritz Lang
Alain Resnais

(Ih, acho que tem mais de 10! Vou me conter e parar por aqui. Tenho a maior dificuldade com fazer listas…)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 22:27

Sim, sim, o desafio é fazer 10! haahahhh

Responder
Victor Martins 1 de fevereiro de 2020 - 16:51

Hayao Miyazaki
Dispensa comentários. Princesa Mononoke é o melhor filme de herói de todos os tempos. E quem nunca chorou em Totoro é nazista.

Filmes favoritos: Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro e A Viagem de Chihiro

Jean Pierre Jeunet
Esse é meio alternativo, mas eu sou apaixonado pelo estilo de direção excêntrico dele. Quase um Wes Anderson francês. Ladrão de Sonhos (que foi copiado solenemente pelo Phillip Pullmann em A Bússola de Ouro) é uma viagem só. E Amelie está no meu TOP 10 de melhores filmes de todos os tempos.

Favoritos: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Delicatessen, Ladrão de Sonhos e Eterno Amor

Denis Villeneuve
O Vilanova tem o mesmo primor técnico que Nolan e Cuaron, mas o que me faz achar o Denis MUITO mais diretor que os outros dois é que ele não usa os aspectos técnicos pra esconder a superficialidade do resto do filme. O Villeneuve sabe contar histórias, o Nolan sabe, mas prefere não fazer. O Cuáron não sabe. Sinto muito pelas verdades jogadas na sua cara. Devo ter irritado meio mundo agora.

Favoritos: Incêndios, Blade Runner 2049, A Chegada, O Homem Duplicado e Sicario

Krzysztof Kieślowski
Esse é o meu favorito. Poucos diretores tem a sensibilidade que a direção do Kieslowski tinha. Um cara fazendo malabarismos é uma reflexão sobre o papel do indivíduo na humanidade. Uma velha tentando abrir a lixeira (presente em vários de seus filmes) é algo que revela as características dos personagens.
E o que dizer do icônico final de A Fraternidade é Vermelha ? Ele era obcecado pela banalidade do cotidiano e como o destino/acaso brinca com nossas vidas. Pena que morreu tão cedo.

Favoritos: Os 3 filmes da Trilogia das Cores, especificamente o primeiro (Bleu) e o terceiro (Rouge), A Vida Dupla de Veronique, Sorte Cega e Não Amarás

Wes Anderson
Se o Wes Anderson, em toda sua carreira, tivesse dirigido apenas as duas cenas em que o Rato aparece em O Fantástico Sr. Raposo ele ainda estaria na minha lista.

Favoritos: O Fantástico Sr. Raposo, Moonrise Kingdom, O Grande Hotel Budapeste e Ilha de Cachorros

Lynne Ramsay
Edição frenética, planos detalhes, muitas elipses, o foco não é na história e sim na forma como ela é contada, filmes que te deixam com um nó na garganta.

Ela não precisa mostrar um estupro em plano sequência ou uma cabeça sendo esmagada para dar dramaticidade para a história. É uma direção refinada e elegante, Lynne Ramsay dirige de terno.

E ainda é uma pessoa maravilhosa: Vai trabalhar bêbada no set, apontou uma arma pro pessoal da produção, abandonou a direção de Jane Got a Gun no PRIMEIRO DIA de filmagem porque o produtor queria que o filme fosse divertido e feliz

Favoritos: O Romance de Movern Callar, Precisamos Falar Sobre o Kevin e Você Nunca Esteve Realmente Aqui.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 17:08

Lynne Ramsay é uma mulherona da porra!!! Gosto muito dela também!
Gostei bastante da tua lista. Kieślowski está no meu TOP 20!

Responder
Marcelo K 1 de fevereiro de 2020 - 16:42

Estas listas me lembram do diretor Andrey Zvyagintsev: como Denis Villeneuve e Christopher Nolan, sua filmografia é pequena e só contém filmes de bons pra excelentes!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 16:51

Meu favorito dele é o SOBERBO O Retorno. Mano do céu, como eu amo esse filme.

Responder
Here's Johnny 1 de fevereiro de 2020 - 16:24

Surpreso em já ver o Villeneuve na lista de tantos.

Vamos lá, meu top 10:
Tim Burton (Filmes favoritos: Edward, Frankenweenie, Sweeney Todd e Beetlejuice)
Pete Docter (Filmes favoritos: Todos, poderia fazer mais filmes)
Alfred Hitchcock (Filmes favoritos: Uns 15 pelo menos, não dá pra listar tudo aqui)
Richard Linklater (Filmes favoritos: Trilogia Before, Boyhood, Bernadette, Escola Do Rock)
Spike Jonze (Filmes favoritos: Os quatro, outro que deveria trabalhar mais)
Christopher Nolan (Filmes favoritos: Dunkirk, TDK, Amnésia e O Grande Truque)
Denis Villeneuve (Filmes favoritos: Os Suspeitos, A Chegada e Incêndios)
Alfonso Cuarón (Filmes favoritos: Harry Potter, Gravidade, Roma e Filhos da Esperança)
Brad Bird (Filmes Favoritos: Tudo que ele fez, menos Tomorrowland)
WES FUCKING ANDERSON (Filmes favoritos: TODOS, God)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 16:29

Pra ser sincero também fiquei surpreso de ver Villeneuve na lista de tantos!

Responder
Here's Johnny 1 de fevereiro de 2020 - 16:48

Pra mim foi uma surpresa boa, considero ele o grande diretor da década passada.

Aliás, uma correção na minha lista:
Sai Brad Bird, entra Satoshi Kon.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 16:51

Eu também quis dizer surpresa boa! O cara é fodão!

Satoshi Kon é animal!

Responder
Jadiel 1 de fevereiro de 2020 - 15:49

Ritter, o que você sabe que nós não sabemos??!!

Até onde eu sei Fincher, Del Toro e Villeneuve ainda estão vivos, além do Tarantino, hehehe.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 16:10

Mas o que isso quer dizer? HAHHAHAHAHAHA Deu nó aqui!

Responder
Jadiel 1 de fevereiro de 2020 - 16:24

Olha a parte que ele fala do Taranta. Acho que ele atualizou a lista mas esqueceu essa parte do texto kkkkkkkkkkkkk.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 16:29

Foi isso mesmo! HAAHAHAHAH Quando foi publicada como TOP 5, o Taranta era o único vivo da lista dele. Valeu pelo toque, meu caro!

Responder
Michel Gutwilen 1 de fevereiro de 2020 - 15:22

Leone saiu como o grande rei da lista?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 1 de fevereiro de 2020 - 15:24

Pois é! Eu sou o único da equipe que não tem ele no TOP 10 de favoritos!

Responder
Arthur Da costa palacio 23 de março de 2021 - 18:21

Blasfêmia HAHAHAHAHAHAHAHA

Responder
Luiz Santiago 23 de março de 2021 - 18:38

Pisa, mata, esfola! 😀

Responder
Gabriel Filipe 22 de novembro de 2019 - 14:17

Vou confessar uma coisa nunca vi filme de muitos diretos célebres, inclusive tenho o feito de nunca ter visto um filme do Spielberg, nn é mentria e o mais próximo q cheguei de ver a filmografia inteira de um diretor, q tenha mais de 2 filmes, foi com o Shyamalan e ainda assim nn consigui ver tds, pq a Vila, a Dama na Água e Fim dos Tempos nn consegui achar legendado e no caso de A Vila nem dublado, e por isso, perdi a vontade de ver tds, dito isso, vou listar os que dirigiram filmes q me marcaram mt.

5- Christopher Nolan,vi apenas 3 filmes do diretor, mas entre eles A Origem que me deixou fasinado com o quão bom é, porém Dunkirk apesar de achar bom, coloco como um ponto fraco pela inabilidade de construir apenas 1 personagem bom
4- David Fincher, sério Garota Exemplar nn sai da minha mente até hoje
3- Travis Knight, ok, ele tem apenas 2 filmes, mas Kubo me marcou tanto, mas tanto que tenho que pô-lo nesse lugar
2- Denis Vilenueve, o Homem Duplicado e A Chegada são sensacionais
1- Ok, aq terá um empate pq originalmente seria o Shyamalan, pq corpo fechado,sinais e o sexto sentido são obras primas e fragmentado é mt bom, porém lembrei tbm do sensacional Alfonso Cuarón, que junto com o Vilenueve foi o diretor que teve os filmes que mais ficaram remoendo na minha mente.
É uma lista q provavelmete mudará mês que vem, tvz retirando o Vilenueve, acabei de lembrar q tenho q ver Sicário e Balde Runner 2049

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 22 de novembro de 2019 - 20:31

Lista muito bacana. Mas esse negócio aí do Spielberg realmente me pegou desprevenido. Eu juro que é a primeira pessoa que eu ouço dizer que nunca viu um filme dele. Isso é bem difícil mesmo… Tem algum motivo específico?

Responder
Gabriel Filipe 23 de novembro de 2019 - 06:32

Realmente não tem um motivo específico, mas todas as vezes que tento ver um filme dele algo dá errado

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 23 de novembro de 2019 - 08:17

Vai tomar um banho de cachoeira!!! HAAHAHAHHAHAHAHAHA

Responder
ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:06

O pouco que vi achei meio sentimentaloide e comercial. Até esbarrar com Munique, que gostei demais. É o único.
(calma, na reação, mas essa é o que senti)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de fevereiro de 2020 - 12:12

Normal. Nem todo mundo gosta de tudo. Eu discordo de você, mas até aí, nada de novo no front, quando falamos de arte, não? 😀

Responder
Armando souza 28 de dezembro de 2018 - 14:31

1- Lars Von Trier
2- Paul Thomas Anderson
3 -Darren Aronofsky
4- Park chan wook
5- Satoshi kon

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2018 - 15:26

Lista bacana!

Responder
Anônimo 30 de outubro de 2018 - 23:24
Responder
Luiz Santiago 31 de outubro de 2018 - 01:17

Você gosta da fase recente do Tim Burton?

Responder
Anônimo 31 de outubro de 2018 - 06:37
Responder
Fernando 13 de janeiro de 2018 - 16:12

boa tarde luiz. muito bom esse texto e site. estava em férias agora em dezembro e calhou de conhecer este ótimo site. parabéns. gostaria de saber se vc poderia me indicar uma bibliografia básica ou algum video que ensinem como podemos analisar ou “ler” melhor um filme, entendendo as técnicas de filmagem, o estilo do diretor, etc. obrigado

Responder
Luiz Santiago 13 de janeiro de 2018 - 17:12

Olá, @disqus_NhEUx4w5TX:disqus!
Seja bem vindo ao Plano Crítico! Espero vê-lo nos comentários dos nossos textos mais vezes.

Posso te indicar, para começar, dois livros:

1 – A Linguagem Cinematográfica, do Marcel Martin
2 – A Experiência do Cinema, organização de Ismail Xavier

Esses dois livros (o segundo é mais teórico para os quesitos que você citou, então só leia depois do livro do Martin) vão te ajudar a começar ter uma visão mais ampla e aprofundada a respeito.

Qualquer coisa, só dar um grito aqui nos comentários.
Abraço!

Responder
Fernando 14 de janeiro de 2018 - 03:12

Mto obrigado. Vou comecar por esses dois. Abraco

Responder
Fernando 13 de janeiro de 2018 - 16:12

boa tarde luiz. muito bom esse texto e site. estava em férias agora em dezembro e calhou de conhecer este ótimo site. parabéns. gostaria de saber se vc poderia me indicar uma bibliografia básica ou algum video que ensinem como podemos analisar ou “ler” melhor um filme, entendendo as técnicas de filmagem, o estilo do diretor, etc. obrigado

Responder
Wendell Bronson 11 de janeiro de 2018 - 03:50

Show esse especial! Descobri anos depois, mas valeu a pena saber mais das preferencias do pessoal do site. Esse tipo de lista é bem difícil, vou deixar meu top 5 favoritos:
Kiarostami
Tarkovsky
Bergman
Kieslowski
Wong Kar Wai

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2018 - 13:23

Que massa ver Wong Kar Wai em uma lista de FAVORITOS! Ele é um baita diretor mesmo!

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹 1 de fevereiro de 2020 - 18:19

Que baita, esses cinco facilmente entrariam na minha tbem, principalmente Kieslowski e Wong Kar Wai.

Responder
André 11 de outubro de 2015 - 03:23

Já perdemos bastante diretores geniais como Hitchcock e Kubrick, mas o mais legal das listas é ver que existe bons diretores surgidos no fim do século passado ou até recentemente, para citar alguns sem ordem alguma: Fincher, Nolan, Tarantino, PTA, Aronofsky, Villeneuve, Iñárritu, Lars Von Trier, Wes Anderson, Fernando Meirelles (foi legal ver um brasuca na lista), e os irmãos Coen mesmo com seu primeiro filme já em 84 com “Blood Simple” que gosto bastante, começaram a ganhar notoriedade nos anos 90.

Responder
Luiz Santiago 11 de outubro de 2015 - 15:55

O cinema tem um índice de renovação bem interessante, é verdade. Infelizmente, a quantidade de BONS diretores que surgem é bem menor que a de diretores mais furrecas… Mas a gente ainda está bem na fita…

Responder
Dan 9 de outubro de 2015 - 11:21

1. Stanley Kubrick
2. Sergio Leone
3. Paul Verhoeven

4. Ridley Scott
5. Irmãos Coen

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2015 - 12:38

Adoro os irmãos Coen! Eles com certeza entraria em uma lista minha que contasse um número maior de diretores.

Responder
Dan 10 de outubro de 2015 - 18:51

Lista com 5 é muito cruel! =P haha

Responder
Luiz Santiago 11 de outubro de 2015 - 16:00

Nem me fala, cara… Nem me fala. Fazer essas listas dá uma dor enorme no coração.

Responder
Diogo Maia 1 de outubro de 2015 - 17:27

1º – Stanley Kubrick.
2º – Alfred Hitchcock.
3º – Quentin Tarantino.
4º – Francis Ford Coppola.
5º – Sergio Leone.
6º – Martin Scorsese.
7º – Steven Spielberg.
8º – Billy Wilder.

Essa é a única lista que consigo fazer no momento, ou seja, esses daí são incontestáveis. Vou inserindo diretores nessa lista de tempos em tempos, geralmente quando alcanço uma marca de uns cinco ou seis filmes de cada um que eu vi e revi, pra tirar todas as dúvidas.

Responder
Luiz Santiago 2 de outubro de 2015 - 00:23

Lista bem bacana! E tem Billy Wilder! Ele não está no meu top 5, mas está no meu top 10!!!

Responder
Diogo Maia 5 de outubro de 2015 - 16:50

O Wilder foi um gênio. Fez de tudo um pouco e com esmero. Seus filmes foram feitos para serem revistos sempre e com muita atenção.

Responder
Luiz Santiago 5 de outubro de 2015 - 18:16

Com certeza! E sem contar que ele dirigiu comédias insuperáveis. Tinha o dom de nos fazer rir com estilo!

Responder
Lucas 30 de setembro de 2015 - 03:08

Os 5 favoritos é realmente muito difícil, mas O favorito pra mim é bem fácil. Então o número um é ele, o resto sem ordem:

1- Luis Buñuel: mudou minha forma de ver filmes, não apenas como um entretenimento, mas me fazendo pensar e entendendo o cinema como uma arte. Gênio maior!
2-Coppola: fácil de explicar apenas com The Godfather
3-Ingmar Bergman: é o diretor que eu descobri mais recentemente, mas já entrou direto para os meus favoritos. Persona, Morangos Silvestres, Sonata de Outono, a trilogia do silêncio… Quantos filmes marcantes! Ah, e O Ovo da Serpente (obrigado pela dica Luiz!)
4-Kubrick: ainda falta ver os filmes de Spartacus pra trás, mas só os que já vi até agora são suficientes. Aliás, a cena do osso em 2001 já é mais que suficiente
5-David Lynch: desde Eraserhead ele vem causando um curto-circuito no meu cérebro e eu adoro isso! Pena que faz tão poucos filmes

Queria ter colocado Orson Welles só por Cidadão Kane, mas ainda preciso ver muita coisa dele.

Ps: esperava Buñuel na sua lista, Luiz! hahahaha

Responder
Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 06:43

Cara, eu ADORO Buñuel e se a lista fosse um TOP 10, ele com certeza apareceria. Mas meu coração não bateu tão forte assim para colocá-lo no TOP 5. 🙂

O Ovo da Serpente é sensacional! Sabia que tu ia curtir! E é um diretor que vai ficando melhor a cada época, à medida que você descobre coisas novas dele e revê coisas que já gostava…

Que grata surpresa ver David Lynch em uma lista! Eraserhead é uma operação cerebral! 🙂

Responder
Lucas 30 de setembro de 2015 - 16:03

Eu entendo.. Pensei o mesmo com relação a Hitchcock.

Pois é, estou indo mais devagar na filmografia dele. Vi uns 15 filmes de uma vez, agora estou dando um tempo. Depois quero ver todos que puder encontrar!

Quando acabei de ver Eraserhead, só faltava sair fumaça da minha cabeça como nos desenhos animados! Depois fui vendo aos poucos, porque não são filmes fáceis.. E recentemente tive uma imensa surpresa quando assisti The Straight Story! Nunca imaginei ver um filme “normal” do Lynch e tão sensível. Aí ele acabou de me conquistar

Responder
Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 17:44

Sim, eu também me espantei com essa “normalidade” dele. E é realmente sensível e sensacional. Gosto de todos os filmes dele, inclusive Rabbits, hahaha.

Aliás, essa sensação de sair fumaça da cabeça eu tive em quase toda a filmografia dele, só não em O Homem Elefante, Duna e Uma Historia Real. Agora, o último longa dele, Império dos Sentidos, quase me enlouqueceu. Vi com uns amigos num cineclube caseiro e passamos horas (MUITAS HORAS) bebendo e tentando entender a linha cronológica do filme. Ah, sem contar que é sensacional!!! Mesmo sendo esteticamente mais cru que Cidade dos Sonhos, acho-o ainda melhor.

Responder
Lucas 30 de setembro de 2015 - 18:12

Também gosto de todos os filmes dele. Na verdade, Duna acho bem fraco, mas até que vai.. Meu Favorito é Veludo Azul! E aquele “vilão” de Estrada Perdida me deu pesadelos por uma semana. hahahahha

Império dos Sentidos eu confesso que até hoje não consigo entender muito bem. Mas acho que esse é um dos motivos que me fazem gostar do Lynch. E ainda é um filme bem longo, pra complicar mais!

Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 19:42

Veludo Azul é sensacional, concordo com você. E Império dos Sentidos é pra fazer pensar por semanas, meses!

ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:36

Exato! (nem o que sei dizer a mais do que vc disse)

ana 4 de fevereiro de 2020 - 12:30

Concordo, David Lynch é muito bom e intrigante. Gosto de tudo dele.

Responder
Pop.Renan 29 de setembro de 2015 - 21:16

Tema de hoje: “Acho o Tarantino Superestimado. Sou ridículo?” Hahaha!
Exceto Django Livre, a filmografia dele é descartável. Não me desce.

Responder
planocritico 29 de setembro de 2015 - 22:45

Não, definitivamente não é ridículo.

Mas Tarantino talvez seja o mais influente diretor de cinema pop dos anos 90 para cá. Tem grande valor e uma técnica impecável.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 21:47

Se é uma questão de gosto, não tem mesmo o que discutir. É a sua opinião e eu respeito, apesar de não concordar com ela.

Mas faça a sua lista de diretores favoritos também. Agora fiquei curioso.

Responder
Pop.Renan 30 de setembro de 2015 - 07:54

Infelizmente não tenho conhecimento técnico tão vasto de cinema, mas o Tarantino pra mim faz coisas tão ignoráveis. Mas, admito que as trilhas sonoras de seus filmes são muito cool. Mas eu prefiro o parça dele, o Robert Rodriguez. Os filmes dele me parecem mais originais.
Respondendo ao sr @luizsantiago:disqus (e quem tiver interesse, não necessariamente em ordem de preferência):
1. Stanley Kubrick: Mestre. Laranja Mecânica é de uma genialidade eterna.
2. Paul Thomas Anderson. Boggie Nights e Magnólia, pra mim, foram o auge da genialidade do PTA. Seus últimos filmes eu considero um pouco “difíceis.
3. M Night Shyamalan. O cara foi arrebentando de O Sexto Sentido até A Vila. A Dama na Água não acho ruim, mas foi o começo da queda da carreira dele.
4. Pedro Almodóvar. O absurdo nunca foi tão natural. Essa foi a sensação ao terminar de ver A pele Que Habito.
Menções honrosas: Alfred Hitchcock, Martin Scorsese, Lars Von Trier, Tim Burton.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2015 - 15:09

@disqus_mb0rclFBTi:disqus, favorito é favorito, não tem jeito. Esse tipo de lista é muito pessoal. Comentando a sua, por exemplo, jamais colocaria nem mesmo no meu top 100 o Shyamalan. E Tim Burton não entraria nem no meu top 200. HEHHAAHAHAHA. Já os demais que você citou, adoro todos, talvez uma pouco menos o PTA.

Abs,
Ritter.

Responder
Pop.Renan 30 de setembro de 2015 - 21:05

Cara, eu ponho o Shyamalan e não tiro. Sério. Independente se ele estar lá em baixo na carreira dele, o que espero que mude a partir de A Visita. Sabe aquele momento em que a gente tem uma epifania e pensa: “Putz! É isso!”. Sinais mexeu com a minha cabeça a tal ponto. Jura que o Tim Burton não entra na sua lista? Caramba… Ele criou um universo muito próprio, a maioria dos seus filmes têm um apelo irresistível. O PTA foi mais brilhante (porque ele ainda o é). Ele era jovem quando fez algo tão profundo de um assunto tão inusitado para um filme quanto Boggie Nights. E Magnólia é um filme de inesgotável interpretações cada vez que eu assisto. Sangue Negro ainda vai, mas exceto esses três, os outros eu ainda tô me perguntando: “Tá, e daí?”
Homenageando essa discussão saudável com o fato de eu não curtir o Tarantino (acredite, as pessoas podem te xingar se vc disser que acha ele ignorável), tudo têm dois lados.
Eu achei Django Livre divertido e, se algumas cenas desnecessárias fossem cortadas, seria perfeito. Bom, em Django eu percebi, pela primeira vez, que a violência estava contextualizada. Pra mim, fazia sentido ela estar em determinada cena. Nos outros filmes dele (um dia eu assisto Bastardos Inglórios), a violência é tratado quase como fetiche (minha opinião). Não curto excessos.
Próximo programa: “Não curto excessos, mas gosto de filmes do Tim Burton”. Irônico. Mas gosto é uma incógnita.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2015 - 22:58

@Pop@disqus_mb0rclFBTi:disqus e não tem que tirar mesmo não. Favorito é favorito. Não tem jeito!

Mas acho que Shimbalimba (meu apelido carinhoso para ele) acertou mesmo de verdade apenas duas vezes: Sexto Sentido e Corpo Fechado. O resto é mais do mesmo.

No caso de Burton, ele fez alguns bons filmes, um grande filme (Ed Wood) e o resto é imitação dele mesmo. Esse universo próprio, como você chama, para mim é não saber fazer diferente. Uma coisa se parece com a outra, até as movimentações de câmera e a mania dele de usar Depp para qualquer coisa irrita… Mas isso sou eu. Peguei implicância do cara quando ele fez aquela coisa tenebrosa chamada A Fantástica Fábrica de Chocolate.

No caso da violência de Tarantino, entendo perfeitamente seu ponto, mas o excesso ali, para mim, é justamente o que ele quer passar. Tarantino pega o que tem de mais trash, coloca no liquidificador e depois monta um quebra cabeças narrativo bem interessante. Você já viu Jackie Brown dele?

Abs,
Ritter.

Pop.Renan 1 de outubro de 2015 - 20:28

Vi sim Ritter. Não achei impactante. Mas tem uma cena que é repetida sob diversos ponto de vista, não é? Eu acho interessante. Têm um episódio de Grey´s Anatomy que é todo assim. Seria influência? Pode ser… Um dia eu revejo.
Nossa, que mágoa nos corações contra o Shyamalan e o Tim! Haha! Pra polemizar: eu ADORO a Fábrica… Esses dias eu revi e como ele têm uma pegada subversiva.
Sério que vcs resistem a Edward Mãos de Tesoura? Os Fantasmas se Divertem? A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça? Ed Wodd é sensacional mesmo.
Acho que talvez seja tênue a linha entre “mais do mesmo” e “universo próprio”. Tipo, Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Jackie Brown, analisando agora, pra mim, está no universo próprio e é mais do mesmo. Eu me pergunto se têm um modo de assistir os filmes do Tarantella (tenho que defender o Shimbalimba). O Prova de Morte apesar de achá-lo pífio, eu gosto!
Ô Ritter e @luizsantiago:disqus , com relação ao Shyamalan é mais uma questão de mérito do que favoritismo propriamente. Não consigo negar o valor de seus 5 primeiros filmes em razão da fase atual da carreira dele. Ele têm ideias muito bacanas, mas admito que às vezes ele escorrega pra executá-las.

planocritico 2 de outubro de 2015 - 00:27

@pop@disqus_mb0rclFBTi:disqus, isso. Em Jackie Brown tem uma sequência repetida sob diversos pontos de vista, no estilo de Rashomon (veja se não viu esse clássico do Kurosawa!).

E sobre Fábrica de Chocolate, cara, eu tenho TRAUMA do original. Aí quando fui cair na besteira de ver o do Burton, quase arranquei meus olhos com uma colher… HAHHAHAAHHAAHHA

O “mais do mesmo” do Tarantino (e ele existe, claro) é um mais o mesmo que bebe sempre de fontes diferentes. Filmes de gângster em Cães de Aluguel e Pulp Fiction, faroete espaguete e filmes de kung-fu chineses dos anos 70 em Kill Bill 1 e 2, blaxploitation em Jackie Brown, filmes “de carros de corrida” em À Prova de Morte, filmes de guerra revisionista em Bastardos Inglórios e faroeste puro em Django. Ele trabalha milhares de gêneros diferentes e cria algo só dele.

Eu vejo o “mais do mesmo” do Burton unicamente como uma reunião de bizarrices góticas com uma mesma linguagem e uma mesma estrutura. E com isso não estou dizendo que não gosto de nada dele. Goste de Edward Mãos de Tesoura, Batman 1 e 2 e Sleepy Hollow e ADORO Ed Wood, Noiva Cadáver e Frankenweenie. Mas o resto da filmografia dele não me atrai de jeito algum.

Sobre o Shimbalimba, o problema é que eu não consigo ver que ele tenha 5 filmes fora do comum. Para mim, como disse, os que são realmente bons são só dois, Sexto Sentido e Corpo Fechado. O resto é ele voltando à sua mania de twists, com histórias que, apesar de esteticamente bonitas, giram em função das reviravoltas em si.

Grande abraço!
– Ritter.

Pop.Renan 2 de outubro de 2015 - 21:19

Vou pôr na minha lista pra ver sim Riiter. Fiquei curioso.
Sobre o Shyamalan, ele utiliza a mania de twist de forma muito positiva nos (5 primeiros, entre ótimos e bons) filmes dele. É inegável sua capacidade de criar uma atmosfera. Reviravoltas em si. Hmm, como se os filmes se sustentassem somente por elas? Em uma pequena parte.
O Taranta pode trabalhar diversos gêneros (bom, vamos ver até onde vai essa onda Western; que eu curto, e tô curioso pra ver Os 8 Odiados) mas reciclar clichês que ele vê nos filmes dos outros não vejo ser tão fora do comum assim.
Ih, rolou uma DR cinematográfica.

Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 23:31

Próximo programa: “Não curto excessos, mas gosto de filmes do Tim Burton”. Irônico. Mas gosto é uma incógnita. – hahahaha, Pop.Renan , você é uma figura!

O bom dessa lista de favoritos é que a gente se depara com várias coisas para discutir. Quanto a não gostar do Tarantino, é uma opinião e a gente respeita, mesmo que não concorde com os argumentos. Concordar e discordar é parte do exercício cinéfilo. Tem gente que ainda não entendeu isso, por isso sai xingando…

Também concordo com o Ritter. Shyamalan e Tim Burton não entrariam nem em um TOP 100 meu.

Tiago Lima 29 de setembro de 2015 - 19:34

Por incrível que pareça,para mim, esta foi a lista mais fácil que eu fiz dos favoritos. Diretor é aquela coisa que muda com tempo, que você aprende a mar e odiar pelos seus filmes. Que te inspiram a ir além, de ver o mundo por um outro olhar. Não sei se daqui a 5 anos minha lista será igual, provavelmente não, mas atualmente minha lista é:

1- Xavier Dolan.
2- Christopher Honoré.
3- Esmir Filho.
4- Hayao Miyazaki.
5- Sofia Coppola.

Devo também fazer menção honrosa a Lars Von Tried ( eu sei, eu sei, o cara é um porco, mas é um bom cineasta) Wes Andersen, François Truffaut e Jean Luc Goddard que amei por muitos anos. Haha.

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 21:54

Também acho Von Trier um porco, mas concordo que ele é um bom cineasta. Melancolia foi um dos filmes mais poderosos que eu já vi. E Dogville é uma obra-prima. E Europa é absolutamente sensacional. hahahah

Também já amei Godard, sabia? Acho que nos primeiros anos de cinefilia. Mas depois abandonei esse amor. Hoje, respondo sem nem pensar a pergunta: Godard ou Truffaut? 😀

Rapaz, esse negócio de mudar com o tempo é mesmo verdade. Como você viu nos meus comentários, eu cheguei a fazer 8 rascunhos para chegar à lista final. E eu achei engraçado que eu sempre procurava conexões emotivas, algo que realmente colocasse os diretores na esteira dos FAVORITOS. Mas isso me fez pensar muito sobre os diretores que gosto e acho que o mais correto modo de se fazer uma lista assim é considerar os diretores de quem você viu mais filme ou a filmografia completa. Isso te dá uma outra visão da obra do artista…

Estou besta com sua lista. Fiquei surpreso em ver o Esmir Filho.

Responder
Tiago Lima 29 de setembro de 2015 - 22:26

Pois foi isso mesmo que eu levei em consideração @luizsantiago:disqus, dos inúmeros diretores, quais eu vi a maior parte da filmografia? Quais estão em maior numero na minha estante e nos meus arquivos? Heis o resultado.

Sobre Von Tried devo confessar que eu AMEI Melancolia, adorei Dogville, fiquei impressionado com AntiCristo, não vi nada de mais em Ninfomaniaca. Mas o filme que me tirou da cadeira foi Dançando no Escuro, como eu sofri com esse filme. Chorei de chegar a soluçar.Foi surreal!

E cara essa pergunta é um soco no pancreas! Não consigo escolher, para mim o trabalho dos dois tem tanta influencia um do outro que eles são uma única pessoa. E vc, Goddar ou Truffaut? Alias viu a expo do Truffaut no MIS?

E sobre Esmir Filho ficou surpreso pela citação ou por não gostar do trabalho dele?

Responder
Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 00:08

Dançando no Escuro me deixou mal. Quando eu vi eu não estava muito bem sabe, e tem filmes que tem o poder de pegar e destruir a gente. Dançando no Escuro fez isso. Preciso rever a obra-anos depois para construir uma opinião sadia a respeito. Esse e um filme francês chamado A Questão Humana.

Hoje, eu prefiro Truffaut. Mas assim prefiro MUITO MESMO. Eu sei que é uma semi-heresia, mas foi pegando raiva do Godard ao longo dos anos. Claro que ainda tem obras dele que eu sou tremendamente apaixonado, como Acossado, O Demônio das 11 Horas, Masculino-Feminino, Week End à Francesa… Mas confesso que perdi o tesão pela obra dela, pelos experimentos e tudo o mais. Não é algo técnico, estético, nada disso… é algo pessoal. Fico com Truffaut.

Eu vi a notícia da Expo no MIS! É em novembro, não é? Bora?

E sobre o Esmir Filho, eu perguntei porque é bastante inesperado vê-lo em uma lista. E eu gosto bastante do trabalho dele! Aliás, a sessão de Os Famosos e os Duendes da Morte está na minha lista de “melhores sessões de cinema que eu já estive”, então não tem como não gostar do trabalho dele! 🙂

Responder
Tiago Lima 30 de setembro de 2015 - 00:20

NÃÃÃÃ0! A expo do Truffaut JÁ ESTA EM CARTAZ fica até Outubro. Corre se não vc vai perder. Eu já fui 2x . Mas iria uma terceira sem problemas ;D

Sobre A Questão Humana eu vou procurar. Gosto muito de Acossado também.

E curto muito a delicadeza do Esmir. Gosto muito dos curtas Saliva e Alguma Coisa Assim.

Luiz Santiago 30 de setembro de 2015 - 01:15

DAMN! Acabei de ver, vai até dia 18 de outubro. Acho que vou juntar a visita com alguma sessão da Mostra que começa dia 1º. Sábado, dia 3, tem a vida de Doinel completa! Saca só:

3 de outubro, sábado

14h | Os Incompreendidos (dir. François Truffaut, França, 1959, pb, 99´)

16h10 | Beijos Proibidos (dir. François Truffaut, França, 1968, cor, 90´)

18h30 | Domicílio Conjugal (dir. François Truffaut, França, 1970, cor, 100´)

20h30 | Amor em Fuga (dir. François Truffaut, França, 1979, cor, 94´).

E lá pro final de Outubro tem Mostra completa do Godard no CCBB!!! OMG!!!

Tiago Lima 1 de outubro de 2015 - 16:36

OH LORD! Essa mostra do Godard eu não posso perder. CCBB tem as melhores expo de arte de SP.

Eu vi essa sessão. To pensando em ir, ainda não sei. Vi que no MIS a próxima expo será do Tim Burton.

E lista é muito engraçado, por que quando vi o post eu pensei, humm deve ter nomes bem peculiares. E no fim, nem foi tanto. Hahaha. Jurava que iria ver um Gus Van Sant ou John Waters serem citados. Haha.

Luiz Santiago 2 de outubro de 2015 - 00:36

Tem um montão de coisas que eu queria ver do Godard em tela grande. Será uma oportunidade única. Bora marcar, @disqus_EYUuNRKx0g:disqus! Me escreve depois no luizsantiago@planocritico.com

Henrique Valle 29 de setembro de 2015 - 16:08

Nenhum Michel Bay?

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 19:13

Se Bay entrar Ed Wood também entra! hahahahahaha

Responder
planocritico 29 de setembro de 2015 - 19:38

E Uwe Boll!!!

– Ritter.

Responder
Capitão Frio 30 de setembro de 2015 - 23:11

Joel Schumacher…

Responder
Anônimo 31 de outubro de 2018 - 15:29
Darth Catra 29 de setembro de 2015 - 23:16

E o Pitof?

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 23:55

Pitof é MESTRE!!! Melhor de todos! hahaha

Responder
Wagner Pires 29 de setembro de 2015 - 12:30

Rapaz, vcs nunca deixam uma missão fácil ein!
mas enfim, como eu sempre faço, não vou deixar em ordem, mas simplesmente os 5 que mais gosto:
– Steven Spielberg (é tanta mas tanta coisa que ele já fez que não tem como não estar aqui)
– Quentin Tarantino (é o diretor mais pop que eu conheço, mas não no sentido ruim, de ser um grande fã da cultura pop e colocar isso nas suas obras)
– Christopher Nolan (já gostava da trilogia do Batman, A Origem me surpreendeu demais, mas foi com Interestelar que ele conseguiu vaga cativa de confiança!)
– Tim Burton (seus poucos erros não mancham o restante da obra)
– Hayao Miyazaki (Nausicaä no Vale do Vento e Princesa Mononoke já são suficientes pra estar aqui)

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 13:05

Pois é! E veja que é uma tarefa que quase mata a gente de tempos em tempos… Parece que a gente gosta de se torturar artisticamente…
Miyazaki! Que escolha bacana! Ele é um diretor sensacional mesmo e concordo com você: Nausicaa e Mononoke já são o suficiente para colocá-lo na lista.

Responder
Capitão Frio 29 de setembro de 2015 - 11:14

Realmente difícil… mas como se trata dos favoritos, está valendo:

1. Stanley Kubrick
2. Alfred Hitchcock
3. Quentin Tarantino
4. Martin Scorcese
5. Steven Spielberg
6. Sergio Leone
7. Francis Ford Coppola
8. Orson Welles
9. David Fincher
10. Christopher Nolan

Menções honrosas: Billy Wilder, Ingmar Bergman, Robert Zemeckis e James Cameron.

Menção honrosa fanboy atual: Zack Snyder.

Responder
Luiz Santiago 29 de setembro de 2015 - 13:03

Eu teria sido bem mais feliz com uma lista de 10 + menções honrosas! hahahaha. Estaria bem menos triste do que fiquei quando terminei a minha.
Zack Snyder na lista de fanboy foi ótimo! 😀

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