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Favoritos do Plano Crítico | Livros

por Luiz Santiago
685 views (a partir de agosto de 2020)

Nós aqui do Plano Crítico, seguindo a publicação das LISTAS DE FAVORITOS, resolvemos esquematizar desta vez os nossos livros favoritos. A proposta segue exatamente a mesma da lista anterior: os escolhidos são 10 FAVORITOS e não necessariamente melhores (perceba a diferença, por favor!).

NOTA: Esta é uma versão 2.0 da lista. A primeira publicação aconteceu em 2015, com uma estrutura completamente diferente (para começar, era um TOP 5 e não TOP 10, como agora) e com muita gente diferente na equipe. Hoje, cinco anos depois, trago a versão atualizada e acrescida de novos comentários e indicações! Vocês também vão notar que fiz uma marcação na seção de comentários, separando visualmente as participações feitas pré e pós a publicação desta segunda versão.

Não se esqueçam de comentar abaixo e deixar também a sua lista de 10! Divirtam-se!
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RITTER FAN

Para começo de conversa, é importante lembrar que essa é uma lista de favoritos, não de melhores. Há uma diferença fundamental nessas duas categorias e que pode ser resumida da seguinte forma: se eu fosse exilado para uma ilha deserta e tivesse a escolha de 10 livros para levar, eu levaria meus 10 livros favoritos e não os 10 melhores livros que li na vida. Ou seja, Othello ficaria em casa, mas Duna viria comigo. O Apanhador no Campo de Centeio seria trocado por A Origem das Espécies e assim por diante. Ou, sendo mais Fahrenheit 451, esses 10 aqui embaixo seria os primeiros que eu salvaria em um incêndio!
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Édipo Rei

Οἰδίπους Τύραννος | Sófocles | 🇬🇷 429 a.C.

plano crítico Édipo ReiΟἰδίπους Τύραννος Sófocles

Podem ter certeza que essa peça grega clássica não está aqui para eu tirar onda de intelectual. Eu simplesmente gosto demais dela que, juntamente com a peça de Pirandello citada nessa lista, foi uma das que mais me marcou quando estudava literatura em um curso profissionalizante em inglês que hoje, infelizmente, não mais existe. Além disso, fiquei feliz quando finalmente a escola de uma de minhas filhas colocou essa peça na lista de livros obrigatórios, o que certamente me fará reler essa maravilha e, provavelmente, a primeira vez em português (em outra vida, aprenderei grego e lerei no original!).
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A Origem das Espécies

On the Origin of Species | Charles Darwin | 🇬🇧 1859

plano crítico A Origem das EspéciesOn the Origin of Species Charles Darwin

Sempre tive um lado secreto de cientista. Apenas quando cresci um pouco é que reparei que era burro demais para estudar o necessário para ser um. Afinal, ficava no recreio de castigo fazendo tabuada de multiplicação, o que de cara descartou minha ambição de, um dia, descobrir o que raios significa E=MC2. Mas um familiar próximo é um cientista (diria até que maluco) e, uma vez, ainda quando eu tinha tenra idade, o que significa algo lá pela metade do século XX, ele me presenteou com uma bela edição ilustrada em papel de gramatura alta de A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Claro que eu não fazia ideia da importância desse livro, mas as ilustrações me cativaram, além da tentativa desse meu familiar em me explicar a “moral da história”. Anos depois, sempre com esse livro em destaque em minha estante (para tirar onda, lógico), resolvi me enfronhar em seu conteúdo e, para minha surpresa, fiquei mais fascinado ainda com o trabalho de Darwin. O livro não é exatamente for dummies, mas eu já tinha neurônios suficientes para fazer as conexões necessárias e perceber o quão valioso era aquela obra que tinha em mãos. Mesmo hoje, apesar de ter enveredado por caminhos não científicos, eu consulto o livro e mostro para minhas filhas, especialmente com as discussões absurdas que ouço por aí sobre o “criacionismo”. Mas isso fica para uma outra história…

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A Ilha do Tesouro

Treasure Island | Robert Louis Stevenson | 🇬🇧 1881/2

A Ilha do TesouroTreasure Island  Robert Louis Stevenson

livro que criou o arquétipo de piratas e que era leitura de cabeceira em tenra idade, mesmo antes de eu aprender a ler, pois esse era um dos livros que meu pai lia para mim à noite. Um conto de amadurecimento envolto em muita aventura, duelos de espada e um mais do que simpático pirata-bandido que eu queria como meu melhor amigo, com perna de pau e tudo mais.
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O Alienista

Machado de Assis | 🇧🇷 1882

plano crítico o alienista machado de assis

Confesso que nunca fui muito fã de Machado de Assis e meu primeiro contato com O Alienista se deu por intermédio de uma peça de teatro que assisti em priscas eras. Não lembro de ter tido uma boa experiência no teatro, mas lembro vivamente de a apresentação ter plantado uma sementinha que, tempos depois, me fez catar esse “conto estendido” do autor e, ato contínuo, ser engolido pela incrível narrativa do Dr. Simão Bacamarte e sua Casa Verde. Inesquecível do começo ao fim. E atual. Muito atual!

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It, A Coisa

It | Stephen King | 🇺🇸 1986

plano crítico it stephen king

Com exceção do ritual sexualmente macabro que Stephen King inventa, essa história de amigos contra um monstro que gosta de tomar a forma de um palhaço (tem coisa mais assustadora que palhaço?) contada em dois tempos diferentes é engajante, apesar de seu enorme tamanho. Uma das poucas obras que reli em minha vida, meio que acompanhando os diferentes momentos dos protagonistas.
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Seis Personagens à Procura de Um Autor

Sei Personaggi in Cerca D’autore | Luigi Pirandello | 🇮🇹 1921

plano crítico Seis Personagens à Procura de Um AutorSei Personaggi in Cerca D'autore Luigi Pirandello

Trata-se de uma peça de teatro do autor italiano Luigi Pirandello, escrita em 1921. Quando a li pela primeira vez, o fiz em inglês, como parte de um dos vários cursos de literatura que já fiz nessa língua. E, de todas as peças que li e reli, essa é a que mais tenho gravada em minha mente. Seja pela metalinguagem, seja pelos fascinantes personagens, essa história – que conta exatamente o que o título descreve – é um dos mais fantásticos exemplares do Teatro do Absurdo e merece um lugar de destaque na estante de todos.

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O Velho e o Mar

The Old Man and the Sea | Ernest Hemingway | 🇺🇸🇨🇺 1952

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Esse foi um dos livros favoritos de meu pai, que lia desde romances trash até obras consagradas. Meu primeiro contato foi na forma do “você tem que ler isso” o que, claro, me fez colocar o livro na estante e nunca mais abrir. Meu segundo contato – e terceiro, quarto e por aí vai – se deu com meu pai consistentemente insistindo que eu lesse. Mas, como os pais não sabem de nada, me recusei. Afinal, se ele gostava, devia ser chato pacas. Mas, claro, quando finalmente li, pude constatar como eu fui idiota. De toda forma, tudo bem. Talvez o livro exija muito do leitor que, se for muito jovem, pode não pescar (ahá!!!) todas as referências. Tente, pois esse Hemingway irá fisgá-lo (ahá novamente!!!).

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O Fim da Infância

Childhood’s End | Arthur C. Clarke | 🇬🇧 1953

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Meu livro favorito de Arthur C. Clarke, e olha que o sujeito só tem coisa boa demais! Sem dar spoilers para ninguém, é como se Eram os Deuses Astronautas (eu ia colocar esse livro nessa lista, mas vocês iam achar que eu sou idiota – não que eu não seja, claro…) tivesse sido escrito por alguém que sabe realmente escrever algo convincente sobre o assunto. E o mais sensacional é que a obra nem sequer tem um protagonista! Como isso é possível? Só lendo mesmo, viu?
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Eu Sou a Lenda

I am Legend | Richard Matheson | 🇺🇸 1954

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Meu primeiro contato com esse livro não foi com o livro, mas sim com uma de suas várias versões cinematográficas, mais precisamente aquela que tem Charlton Heston como protagonista. Adorei o conceito da história que continha um twist sobre vampiros/zumbis que nunca havia visto antes. O resultado foi que cacei o livro para ler ainda em tenra idade e lembro-me que passei noites de olhos abertos que nem uma coruja com medo de dormir pensando no que tinha lido. Assustadora e, ao mesmo tempo, desafiadora, essa obra é só para quem tem nervos de aço!
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Duna

Dune | Frank Herbert | 🇺🇸 1965

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Em 1984, assisti Duna, de David Lynch e não entendi patavinas. Fiquei encucado com as magníficas imagens e com a imaginação do roteiro, mas não muito mais do que isso. Até que um dia, na biblioteca do meu curso de inglês, descobri que havia a coleção quase completa dos livros de Frank Herbert em português. E foi aí que eu pude ver de onde aquela maluquice toda de Lynch tinha surgido e entender que Lynch, na verdade, tinha se segurado, pois a obra de Herbert é muito mais maluca ainda (sempre fico pensando o quão lisérgico teria sido o filme por Jodorowski). Não. Maluca não. Fenomenalmente inebriante. É, sem dúvida, uma das mais densas e imaginativas obras de ficção científica que já tive a oportunidade de ler. O grande problema é que ele é o primeiro de uma gigantesca série, com cinco continuações escritas pelo autor e que já li e mais um monte de outras continuações e prelúdios escritos por outro autor que nunca tive coragem – ou vontade – de ler.

LUIZ SANTIAGO

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Ler sempre foi uma das minhas grandes paixões. Quando criança, adorava ler quadrinhos da Turma da Mônica e da Disney (era fanático pelas histórias com os três sobrinhos do Pato Donald) e tinha um livro chamado O Cuco que eu simplesmente não largava. Na adolescência, passei muito tempo lendo aqueles livros voluptuosos da Coleção Sabrina ou Júlia (não me julguem), até que descobri três autores nos quais eu me viciaria tremendamente e que passaria a adolescência quase toda lendo livros deles: Júlio Verne (comecei com Um Capitão de 15 Anos), Agatha Christie (comecei com O Homem do Terno Marrom) e Sidney Sheldon (comecei com O Outro Lado da Meia Noite  e sim, eu era adolescente. Nos anos 90. Pensem numa bibliografia que eu li quase toda…). Nesse meio tempo veio a saga Harry Potter (que chegou aqui em janeiro de 2000), que foi mais que um vício: foi uma fantasia de que aquilo ia acontecer comigo. Para mim, é um prazer enorme fazer uma lista com este tema. Tendo passado praticamente a vida toda lendo (eu aprendi a ler no finalzinho dos 4 anos), é bem interessante sentar e pensar dentre tantos livros, quais são os meus 10 favoritos.

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Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis | 🇧🇷  1881

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Minha paixão no meio de toda a apaixonante literatura de Machado de Assis! Esse aqui eu fui obrigado a ler na escola, e sentei emburrado para começar o livro, achando que ia odiar cada linha e que ia dormir antes de chegar à página dois. Nada disso. Memórias Póstumas e Capitães da Areia foram os livros do Colégio que eu li com o maior gosto da minha vida, amando a obra desde o começo. E este acabou se tornando o meu favorito! Uma história de vida, fracassos, amores, risos e veneno que me cativou imensamente.

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O Mestre e Margarida

Мастер и Маргарита | Mikhail Bulgákov | 🇷🇺 1928 – 1941

A primeira vez que eu ouvir falar nesse livro e em seu autor foi em um fórum sobre séries de TV de várias partes do mundo. Um dos membros havia postado sobre a adaptação para a TV russa de “um certo livro escrito entre 1928 e 1941” e que misturava literatura, demônios, história de Jesus, críticas ao stalinismo, etc. Meu sensor de curiosidade foi ativado e eu tive a sorte de a obra ter sido, na época, recém (re)lançada no Brasil pela Alfaguara (isso foi em 2010) e não perdi a oportunidade. Ler O Mestre e Margarida é como ser surpreendido por praticamente tudo de bizarro, cômico e crítico que você possa imaginar em uma trama onde o próprio Satã e alguns amigos dele veem à Terra, mais precisamente à Rússia de Stálin. E a forma como o autor mistura elementos demoníacos com crítica social e à própria literatura é algo inacreditável. Para mim, um dos melhores livros de todo o século XX.

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E Não Sobrou Nenhum

And Then There Were None | Agatha Christie | 🇬🇧 1939

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A Rainha do Crime foi, como disse no texto introdutório, uma das minhas formadoras literárias da adolescência — e que no momento em que faço essa lista (março de 2020), estou numa maratona frouxa de releitura de alguns de seus livros (agora para escrever sobre) e leitura de livros dela que ainda não tinha lido. Este E Não Sobrou Nenhum foi um dos primeiros dela que eu peguei, há muitos anos. Um livro que me tirou o sono. Eu não o largava de jeito nenhum: queria saber quem (e como!) iria morrer a seguir! Uma obra que certamente foi a responsável pelo meu amor pela literatura policial hoje.

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Esperando Godot

En Attendant Godot / Waiting for Godot | Samuel Beckett | 🇫🇷 1949

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Sabem aquelas promoções de feiras de livro em que você vai com uma mala para poder levar o máximo de barbadas que encontrar pela frente, sabendo que tem livros ali que você só vai ler uns três, quatro, cinco anos depois? Pois bem, para mim, Esperando Godot foi um deles. Eu conhecia a peça de ouvir falar sobre (o título, pelo menos), mas não sabia do conteúdo dela. Foi quando a encontrei com um preço ridículo (mesmo!) numa Feira do Livro da USP e meti o volume na mala. Três anos depois da compra foi que peguei a obra para ler e… cada diálogo que ia passando pelos meus olhos era um verdadeiro alumbramento para mim. As conversas aqui vão da maior burrice e insensatez possível à filosofia mais deliciosa de boteco que podemos pensar. Tudo isso numa simples, Universal e extremamente pessoal história que reflete a nossa realidade de vida: todos nós esperamos um Godot em nossa existência.

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Grande Sertão: Veredas

Guimarães Rosa | 🇧🇷 1956

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Antes de Grande Sertão eu só tinha lido Corpo de Baile, do Guimarães Rosa. Mas isso tinha sido muito tempo antes. Eu havia gostado muito da escrita inventiva, raiz, demasiadamente humana do autor, mas não procurei mais nada para ler, até que, por acaso, resolvi comprar uma edição do livro que encontrei em promoção numa livraria. É engraçado como a gente descobre alguns livros, como conhecemos as obras que, sem saber, serão as nossas favoritas. Lembro muito bem da minha reação nas primeiras páginas. Era uma confusão imensa, mas era um prazer enorme tudo aquilo. Aquele ambiente sertanejo, aqueles personagens que em uma página traziam tanta profundidade que eu mal podia acreditar. E eu praticamente devorei a obra a partir daí. E fiquei completamente apaixonado por ela quando terminei. É “O” meu livro favorito de todos os tempos. E Guimarães Rosa, como alguns já sabem, é o meu autor favorito de todos os tempos também.

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O Mundo se Despedaça

Things Fall Apart | Chinua Achebe | 🇳🇬 1958

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A mais recente inclusão desse lista, um livro que e li em 2019. Uma história de raízes, de uma cultura, de uma luta para a manutenção de um povo, de uma ideia. Essa obra me pegou de um jeito muito forte e seu apelo pessoal, histórico e crítico é simplesmente inesquecível.

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Cem Anos de Solidão

Cien Años de Soledad | Gabriel García Márquez | 🇨🇴 1967

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Quando eu terminei de ler Os Reis Malditos, de Maurice Druon, eu estava apaixonado pela ideia dos romances históricos, com seu desenvolvimento ao longo de um grande período de tempo e com abordagens culturais e sociais. Em conversa com um grande amigo, perguntei se ele conhecia alguma obra que tivesse o mesmo estilo, e ele me indicou Cem Anos de Solidão, o romance que eu demorei mais tempo para ler um toda a minha vida. A história aqui é arrebatadora e os pontos de fantasia misturados com política e diversos elementos históricos da América do Sul me encantaram de imediato. O grande problema aqui é a maldita árvore genealógica da família Buendía. Eu cheguei a comprar um caderninho para fazer anotações de quem era filho de quem (e com quem), porque senão era impossível seguir lendo. A obra é um verdadeiro exercício de memória, especialmente quando as gerações começam a se encontrar. Aí o bicho pega. Hoje existem edições com a árvore genealógica pronta, vejam que maravilha! Um convite a mais para quem não leu correr e ler essa maravilha!

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Incidente em Antares

Érico Veríssimo🇧🇷 1971

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É por causa dessa obra-prima da nossa literatura que até hoje eu olho com desconfiança para um coreto de praça. Eu ainda estava no colégio quando li esse livro, não me lembro direito se no 1º ou 2º ano do Ensino Médio. Peguei o volume na biblioteca da escola e comecei a ler meio tenso, esperando logo ser surpreendido, porque a indicação apaixonada de um crush da época foi muito convincente. Então a leitura inicialmente por um outro interesse virou uma febre. Eu não conseguia largar o livro e a cada página me deparava com uma loucura, situação que ficaria cada vez mais estranha à medida que o livro chegava ao fim. Um retrato de Brasil que ainda vemos estampado nas paredes da nação hoje em dia…

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Viva o Povo Brasileiro

João Ubaldo Ribeiro🇧🇷 1984

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Esse também foi parte da minha febre em busca de romances históricos, depois da saga Os Reis Malditos e de Cem Anos de Solidão. É uma saga verdadeiramente brasileira, narrada com todo o poder da bagaceira que tinha a escrita de João Ubaldo Ribeiro. Outro daqueles livros que você começa e não quer mais largar. E que ainda consegue ver muitos dos pensamentos e acontecimentos refigurados e envernizados no Brasil de nossos dias.

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O Dia do Curinga

Kabalmysteriet | Jostein Gaarder | 🇳🇴 1990

PANO CRÍTICO O DIA DO CURINGA LIVRO

Depois da comoção gerada por O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder se tornou um autor acessível no Brasil, com basicamente toda sua obra publicada pela Cia. das Letras. Eu comecei em seu universo a partir do já dito Mundo de Sofia e depois segui com O Pássaro Raro, O Livro das Religiões, Vita Brevis e Maya. Então, depois de já passar por algumas de suas obras, cheguei a este que considero o seu melhor livro, um dos relatos mais incríveis sobre uma viagem de encontro à realidade, à filosofia e à fantasia. Eu me senti como o garoto Hans-Thomas, ao lado de seu pai, indo da Noruega à Grécia em busca de algo muito especial. Uma história de viagem que é uma grande lição de vida. E um afago na alma.

LEONARDO CAMPOS

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Odisseia

Οδύσσεια | Homero | 🇬🇷 século VIII a.C.

Epopeia que foi transferida para o suporte impresso depois de muitos anos de tradição oral. Ao assistir The Walking Dead, Cold Mountain, Percy Jackson, dentre outros tantos filmes e séries, percebemos a importância dessa obra. A saga do astuto Odisseu está na base da teoria da narrativa ocidental e é um dos relatos mais sensacionais sobre a trajetória do herói. A necessidade de tomar decisões, o perigoso canto das sereias, a fiel Penélope e o desmanche da sua colcha a cada noite, adiando a substituição de Odisseu. Enfim, um clássico obrigatório.

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Ilíada

Ἰλιάς | Homero | 🇬🇷 século VII a.C. 

Antecipação da Odisseia, as aventuras da Ilíada são incríveis e envolventes como o retorno de Odisseu para Ítaca. Há, no poema em questão, conflitos, ideologias, questões políticas e muito combate, além, claro, das questões filosóficas que serviram de base para grande parte da nossa tradição narrativa até os dias atuais. 

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Moby Dick

Herman Melville | 🇺🇸 1851 

Adentrar no universo de Moby Dick foi um deleite, haja vista meu interesse por narrativas com temas sobre os mistérios do mar. É mais uma obra literária lida depois de bastante exposição aos seus derivados intersemióticos, dos quadrinhos ao cinema. O desejo de vingança do protagonista, a racionalidade da baleia em seus ataques focados na autodefesa e as aventuras vividas em cada trecho do romance repleto de notas explicativas e passeios por reflexões biológicas tornaram Moby Dick um clássico instantâneo da minha prateleira. Os paralelos com Tubarão, de Benchley e Spielberg, também, são motivações para maior envolvimento com este volumoso clássico da literatura estadunidense.

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Crime e Castigo

Преступление и наказание | Fiódor Dostoiévski | 🇷🇺 1866

Um marco na minha formação como leitor e professor de Literatura. A história de Raskólnikov envolve temas que me atraem, como o existencialismo e a religião. A cena do assassinato envolvendo os protagonistas e a agiota é um dos monumentos literários, em meu ponto de vista, mais cinematográficas que já li. O escritor russo não só “pinta” ou “fotografa” a cena, mas entrega uma página de roteiro cinematográfico de primeira linha. Um livro obrigatório e inesquecível. Não é a toa que já foi utilizado por nomes como Woody Allen, um dos melhores diretores da contemporaneidade..
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O Primo Basílio

Eça de Queirós | 🇵🇹 1878

A escrita imersiva de Eça de Queirós é redundante em alguns trechos, mas não há como ficar incólume ao desenvolvimento crítico da história da protagonista Luísa, antecipação para os ideais de amor e paixão que o autor radiografou na virada do século XIX, mas sobrevivem ainda hoje, nos tempos hipermodernos. Os desdobramentos da tensão, o realismo em sua apresentação crua e dolorosa tornaram o romance uma das leituras mais envolventes em marcantes enquanto leitor e professor de Literatura. 

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Vidas Secas

Graciliano Ramos | 🇧🇷 1938

Inesquecível porque disseca um tema clichê, ou seja, a seca nordestina, com maestria. Os capítulos são como contos independentes e os personagens bem desenvolvidos. Vidas Secas é um dos poucos retratos que apontam os ícones nordestinos que surgiram em Os Sertões, de Euclides da Cunha, sem recorrer ao lugar comum e ao novelístico. Excelente radiografia da literatura e do contexto histórico brasileiro dos anos 1930.

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A Vida Como Ela É

Nelson Rodrigues | 🇧🇷 1961

PLANO CRÍTICO NELSON A VIDA COMO ELA É LIVRO

Contos que revelam o lado mais “obscuro” da mente humana. Traição, assassinato, suicídio, desejos sexuais e outros temas considerados tabus ainda na atualidade. Por conta da sua carreira como jornalista policial, Nelson Rodrigues registrou alguns casos no formato literário e nos fornece uma leitura abissal e assustadora da vida como ela realmente é..

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Tubarão

Jaws | Peter Benchley | 🇺🇸 1975

A forma descritiva de Peter Benchley ao longo dos capítulos, do primeiro ao ataque ao desfecho hiperbólico, manteve Tubarão em minha lista das leituras mais envolventes. Conferido muitos anos depois da exposição excessiva ao filme de Spielberg e seus derivados, conhecer o desenvolvimento da história pelo ponto de partida foi uma contribuição incrível para minha formação intelectual. Há personagens com bom desenvolvimento, subtexto sexual latente e discussões políticas intrigantes, materiais que não foram todos levados para a famosa versão cinematográfica. 

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Candyman

The Forbidden | Clive Baker | 🇬🇧 1985

O conto de Clive Barker é uma narrativa assustadoramente convincente, mesmo se tratando de um enredo sobrenatural. É a saga de uma mulher obstinada que vê o seu tema de pesquisa se tornar o maior pesadelo de sua vida, tomada pelos horrores da lenda urbana em torno do “homem do gancho”. Ela perde a sua sanidade, prestígio acadêmico e se transforma numa lenda tão densa quanto a que pesquisava. É incrível a maneira como o narrador nos faz mergulhar nesta história de horror e melancolia. 

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O Silêncio dos Inocentes

The Silence of the Lambs | Thomas Harris🇺🇸 1988

Conheci primeiro todos os filmes da série. A leitura do romance foi recente. Empolgante, ultrajante e intensa. Thomas Harris descreve as situações, aproveita muito bem o clima e trava um dos maiores encontros de batalha psicológica de todos os tempos: Clarice Sterling e Hannibal Lecter. Suspense na medida certa, uso equilibrados de adjetivos e ação bem coordenada.

FREDERICO FRANCO

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As Flores do Mal

Les Fleurs du Mal | Charles Baudelaire | 🇫🇷 1857

PLANO CRÍTICO AS FLORES DO MAL LIVRO

Censurado no ano de seu lançamento, o livro As Flores do Mal é a grande contribuição do francês Charles Baudelaire para a poesia simbolista. Considerada imoral pelo jornal Le Figaro, a obra de Baudelaire vai além das simples convenções poética-narrativas. Seus versos com métrica extremamente regrada não oprimem a qualidade simbólica e mística dos poemas do escritor francês. Diferente da poesia de Ginsberg, na qual a crueza da realidade é a protagonista, as construções em As Flores do Mal são abstratas e, sobretudo, sinestésicas. Neste, o leitor é conduzido ao dionisíaco universo de Charles Baudelaire. 

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Notas do Subsolo

Записки из подполья | Fiódor Dostoiévski | 🇷🇺 1864

PLANO CRÍTICO NOTAS DO SUBSOLO LIVRO

“O homem é um déspota por natureza” diria o próprio Dostoiévski em O Jogador. Aqui, em Notas do Subsolo, o ser humano é analisado e, ao fim da análise, apresenta-se mais vil do que o esperado. Após receber uma grande herança, um ex-funcionário público de São Petersburgo se muda para os subúrbios da cidade. A partir disso, regurgita seu pensamentos mais viscerais a respeito do homem do século XIX – apontando este como um ser mesquinho e propositalmente prepotente. Narrado todo em primeira pessoa, o livro conduz a entender a falta de vontade de potência do protagonista perante a vida; ao mesmo tempo em que despeja ódio contra o outro, sente-se incapaz agir contra este. O personagem de Dostoiévski é, portanto, nada mais do que aqueles homens que tanto criticou por suas condutas torpes. E é apenas imerso em seu subsolo que expõe aquilo que na superfície sempre escondeu. 

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Esaú e Jacó

Machado de Assis | 🇧🇷 1904

PLANO CRÍTICO ESAÚ E JACÓ MACHADO DE ASSIS

É quase clichê afirmar que Machado de Assis é o grande nome da história literatura do Brasil. Com breves referências à história de Caim e Abel, Esaú e Jacó é uma grande alegoria política perante o tempo da proclamação da república. Dois irmãos gêmeos, Pedro e Paulo, são seguidos pelos narradores – dois narradores, marca registrada de Machado de Assis – durante diversos períodos de suas vidas; um simbolizando a monarquia, o outro a república. Com a maestria corriqueira, o autor cria personagens dúbios, que colocam suas opiniões políticas em jogo a todo instante. Ainda, na conclusão final, Machado de Assis confirma: espectros políticos que se assumem como opostos, nem sempre o são; às vezes, tudo se resume a um patético conflito de interesses.

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Dublinenses

Dubliners | James Joyce | 🇮🇪 1914

Ler (e entender) James Joyce é, definitivamente, um dos maiores desafios da humanidade. Sempre retornando à sua amada Irlanda, no livro Dublinenses, o escritor presa por um realismo estilizado – tornando mágico cada momento da vida dos ilustres cidadãos de Dublin. Mesmo com esse caráter, Joyce não deixa de lado marcas de sua literatura moderna e revolucionária: o fluxo de consciência e o discurso indireto livre. Seu estilo de escrita despudorado, que renuncia regras como pontuação e parágrafos, foi de fundamental importância para o surgimento de outros gênios da literatura mundial, como Thomas Pynchon e Jack Kerouac. 

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O Lobo da Estepe

Der Steppenwolf | Hermann Hesse | 🇩🇪 1927

PLANO CRÍTICO O Lobo da Estepe Der Steppenwolf _ Hermann Hesse

Vencedor do Prêmio Nobel em 1946, Hermann Hesse é considerado um dos mais celebrados autores alemães do século XX. Criado em um família cristã, Hesse, além de ser um total descrente no futuro da humanidade, foi adepto à filosofia budista – tendo, inclusive, escrito o romance Sidarta, inspirado na vida de Sidarta Gautama. Porém, é em O Lobo da Estepe que imprime suas principais ideias de vida. Contando a odisseia do deprimido Harry Haller, espécie de alter-ego de Hesse, o livro é uma jornada para o autoconhecimento do próprio autor. Ao beber da fonte da literatura romântica (excepcionalmente na obra de Goethe), Hesse constrói um universo bucólico, que expressa a decrépita mente de seu protagonista Harry. Explorando, também, elementos da psicanálise freudiana, O Lobo da Estepe é, sobretudo, uma alucinógena viagem pelo grande Teatro Mágico que é a cabeça de Hermann Hesse. 

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A Peste

La Peste | Albert Camus | 🇫🇷 1947

A modernidade literária é um movimento regido pelo pessimismo e críticas ao futuro da humanidade. Cioran, Sartre e, antes deles, o próprio Nietzsche, são pilares dessa vertente de pensamento. Contudo, Albert Camus e a filosofia do suicídio vão em além. Aqui, em A Peste, o autor deixa de lado o puro pessimismo e constrói uma elaborada crítica social contra as posições da França perante os horrores do holocausto na Segunda Guerra Mundial. Trabalhando essa ideia a partir de uma suposta peste negra na Argélia, Camus desenvolve um universo caótico e de histeria coletiva – repleto de ratos e política.

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Bestiário

Bestiario | Julio Cortázar | 🇦🇷 1951

PLANO CRÍTICO BESTIÁRIO LIVRO

A Argentina é o berço dos grandes autores de ficção da América Latina, tendo Cortázar como grande destaque. Em Bestiário, o autor reúne seus mais intrigantes contos, como Carta à uma senhorita em Paris e Ônibus. Utilizando-se de seu gênero usual, o realismo fantástico, Cortázar abusa de simbolismos e, ainda mais, de seres e situações surrealistas. Explorando sempre o desconforto psicológico de seus personagens, o escritor argentino destaca-se por estudar tais condições por meio do surreal. No primeiro conto citado, o narrador, sufocado por coelhos que ele próprio vomitou, simboliza o abafamento da personalidade humana durante a modernidade da cidade de Buenos Aires durante a modernidade.

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O Uivo

The Howl | Allen Ginsberg | 🇺🇸 1956

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Se As Veias Abertas da América Latina é o livro síntese da história da América Latina, O Uivo é um grande escárnio sobre os Estados Unidos da América. Em sua épica coletânea de poemas, Allen Ginsberg aponta ao leitor tudo aquilo que o governo de seu país omite. Durante o macartismo, Ginsberg ousa em declamar publicamente poemas sobre nudez, drogas e homossexualidade. Sem buscar nenhum primor métrico em seus versos, o autor preocupa-se muito mais com seu acelerado ritmo e sua poderosa mensagem. Allen Ginsberg, como disse em uma entrevista à TV Globo, afirma em O Uivo e seus outros poemas, que sua arte é a vida; e sua vida é a própria arte. Por isso, surge, no livro, uma poesia contrária àquilo que prega o American Way of Life.

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Um Parque de Diversões da Cabeça

A Coney Island to Mind | Lawrence Ferlinghetti | 🇺🇸 1958

PLANO CRÍTCO A Coney Island to Mind _ Lawrence Ferlinghetti

O editor dos beatniks, Lawrence Ferlinghetti, é um sujeito ímpar na cultura estadunidense. A Coney Island to Mind é a grande coletânea de poemas do autor, reunindo suas obras primas. Descrevendo sua frenética vida, regida de jazz e benzedrina, Lawrence Ferlinghetti é capaz de transportar o leitor para os bares que frequentava e, também, para o topo do El. Não obstante, o livro ainda contém poemas que desafiavam as normas do período pós-guerra dos EUA – tendo sido considerado uma obra que ataca as grandes corporações. Hoje, Ferlinghetti beira os 100 anos e ainda é dono de sua livraria, City Lights Bookstore; mas sua poesia continua jovem e efervescente.

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As Veias Abertas da América Latina

Las Venas Abiertas de América Latina| Eduardo Galeano | 🇺🇾 1971

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A América Latina é um continente amaldiçoado; invadido por outros que, sem piedade, abriram suas veias e derramaram seu próprio sangue em sua terra. O ícone uruguaio Eduardo Galeano é o responsável por defender que nada neste continente surgiu sem o sangue de milhares de nativos. Em As Veias Abertas da América Latina, o escritor passa por toda a história do continente latinoamericano desde a colonização ao início do turbulento período ditatorial. Proclamando um discurso anti-capitalista – costumeiro na obra de Galeano, principalmente em O Teatro do Bem e do Mal – o autor descreve que, em se tratando de América Latina, o estrangeiro, de Pizarro aos Estados Unidos, é sempre um colonizador em busca de terras.

RODRIGO PEREIRA

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O Jogador

Игрок | Fiódor Dostoiévski | 🇷🇺 1867

PLANO CRÍTICO JOGADOR

Esse foi um que li e pensei ‘por que demorei tanto para ler algo do Dostoiévski?’”. Isso foi uma parte do que coloquei ao descrever minha experiência com o livro na postagem de melhores leituras de 2019 para o site. Não tenho muito mais o que acrescentar. O russo é um dos gigantes da literatura e não é por acaso.

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Dom Casmurro

Machado de Assis | 🇧🇷 1899

Um dos maiores clássicos da literatura brasileira e considerado por muitos como a principal obra de Machado de Assis não fica de fora da minha lista de favoritos. Responsável por gerar intermináveis discussões acerca da traição de Capitu para com Bentinho, Dom Casmurro é encantador do início ao fim e é impossível largar o livro antes de terminar a leitura. E Capitu não traiu Bentinho.

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A Metamorfose

Die Verwandlung | Franz Kafka | 🇩🇪🇨🇿 1915 

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Clássicos são clássicos. Eu, particularmente, tenho um interesse enorme por eles. Descobrir porque algo escrito às vezes mais de um ou dois séculos atrás continua relevante nos dias de hoje é algo que muito me interessa. Fora que a qualidade, quase sempre, é alta. A Metamorfose não é diferente. Após começar a leitura, devorei a história em pouquíssimo tempo, algo de poucas horas, e finalmente compreendi a razão pela qual Kafka teve seu sobrenome transformado em adjetivo.

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O Hobbit

The Hobbit | J.R.R. Tolkien | 🇬🇧 1937

PLANO CRÍTICO O HOBBIT LIVRO

Como escrevi na publicação sobre os diretores favoritos aqui do Plano Crítico, mundos fantásticos me encantam, seja qual for o formato do conteúdo. Imaginem, então, o quanto fiquei encantado com as personagens e o universo criado por J.R.R. Tolkien ao ler O Hobbit. Assim como Futebol ao Sol e à Sombra e História da Sua Vida e Outros Contos, esse foi um livro que li no transporte público durante as idas e vindas do trabalho. Minha única decepção é a adaptação cinematográfica de Peter Jackson não chegar sequer vinte mil léguas próximo à qualidade da obra original.

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Vidas Secas

Graciliano Ramos | 🇧🇷 1938

O quanto fiquei encantado com a escrita de Graciliano Ramos quando li Vidas Secas é imensurável. A forma como ele conduz a história, além de sua descrição dos fatos e acontecimentos, faz com que quase consigamos sentir o calor do sertão e depois a chuva torrencial que lava tudo pela frente. É uma obra dura e que retrata uma difícil realidade, mas igualmente encantadora e bela.  

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Crônica de Uma Morte Anunciada

Crónica de una Muerte Anunciada | Gabriel García Márquez | 🇨🇴 1981 

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Se bem me lembro, esse foi o primeiro livro que li por conta de uma matéria na universidade. A matéria era sobre língua portuguesa e faríamos uma prova sobre essa obra de Gárcia Márquez. Agradeço à minha professora até hoje por possibilitar esse primeiro contato com a bibliografia de Gabo. Sua escrita leve faz com que a história, meio tragicômica, nos prenda do início ao fim e nos desperte a curiosidade não por um final mirabolante (já que o título entrega o maior acontecimento), mas para descobrir as razões que levaram até essa morte e porque ninguém tentou impedi-la. Simplesmente maravilhoso.

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O Conto da Aia

The Handmaid’s Tale | Margaret Atwood | 🇨🇦 1985

Assim como alguns outros livros dessa lista, O Conto da Aia foi uma leitura recente, de 2019, e que entrou para a minha seção de favoritos automaticamente após a leitura. Os 35 anos que separam o nosso tempo do ano de publicação da obra de Atwood parece ter sido o tempo quase necessário para alcançarmos o futuro distópico idealizado pela autora. Claro, não vivemos tempos exatamente iguais ao do livro, mas é possível identificarmos vários pontos em comum entre nosso mundo real e a ficção da canadense. De qualquer forma, é uma história incrível.

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Futebol ao Sol e à Sombra

El Fútbol a Sol y Sombra | Eduardo Galeano | 🇺🇾 1995

PLANO CRÍTICO Futebol ao Sol e à Sombra El Fútbol a Sol y Sombra _ Eduardo Galeano _

Esse livro me acompanhou durante algumas viagens de idas e vindas para o trabalho alguns anos atrás. O primeiro que li de Eduardo Galeano é também um de seus mais famosos escritos, talvez somente atrás de As Veias Aberta da América Latina, e é uma das obras literárias que mais me identifico até hoje. Toda a sua visão romântica e nostálgica sobre o futebol, algo cada vez mais raro nos dias dos super atletas e cumpridores de função sem grande capacidade cognitiva, é um deleite completo para qualquer um que ame o esporte.

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História da Sua Vida e Outros Contos

Stories of Your Life and Others | Ted Chiang | 🇺🇸 2002

PLANO CRÍTICO Stories of Your Life and Others _ Ted Chiang

Essa coletânea de oito textos do autor possui o conto que originou A Chegada, meu filme favorito da vida, e somente por isso merece figurar entre meus livros preferidos. No entanto, a obra é muito mais, contendo histórias tão incríveis e maravilhosas que, enquanto me deliciava com a leitura, pensava: Denis Villeneuve, adapte para o cinema tudo o que está aqui, por favor. É um prato cheio para quem gosta de ficção científica.

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Hibisco Roxo

Purple Hibiscus | Chimamanda Ngozi Adichie | 🇳🇬 2003

PLANO CRÍTICO HIBISCO ROXO CHIMAMANDA

Outro livro que foi leitura recente e entrou para minha lista de favoritos. Chimamanda era uma autora que há muito desejava conhecer. Depois de ler seu Sejamos Todos Feministas, minha vontade de ler mais suas obras só aumentou. Dentre suas aclamadas obras, Hibisco Roxo foi uma recomendação de uma conhecida que falou tão bem do livro que fui obrigado a ir atrás. Zero arrependimento. Uma história cheia de contradições, intolerâncias e ódio, mas também de amor, felicidade e crescimento. .

PEDRO PINHO

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Crime e Castigo

Преступление и наказание | Fiódor Dostoiévski | 🇷🇺 1866

Estou positivamente convencido de que esse é o maior livro de todos os tempos. Maior no sentido de que revela maior complexidade todas as vezes em que volta a minha cabeça. E Crime e castigo volta a minha cabeça mais do que qualquer outro resultado da criatividade humana, seja em filosofia, literatura ou cinema. Assisto a um filme, isso é Dostoiévski! Leio um livro, isso é Dostoiévski! A literatura russa do final do século XIX foi algo sem igual, e continua sendo até então.

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Um Inimigo do Povo

En Folkefiende | Henrik Ibsen | 🇳🇴 1882

PLANO CRÍTICO Um Inimigo do Povo En Folkefiende _ Henrik Ibsen 

Não só o melhor Ibsen que já li (apesar de não ter lido muitos), bem como a melhor peça teatral também. É engraçado, enervante e incrivelmente a frente de seu tempo. Ibsen institui aqui um debate que se tornaria, ele mal imaginava, incrivelmente mais complexo, entretanto que já encontrava aí as suas raízes fundamentais. É sobre preservação ambiental, mas também é sobre anarquia, democracia e as dificuldades da ciência em atingir a sociedade.

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A Morte de Ivan Ilitch

Смерть Ивана Ильича | Liev Tolstói | 🇷🇺 1886

plano crítico A Morte de Ivan Ilitch

Recentemente eu li Anna Karenina, um romance de suas intimidadoras oitocentas páginas e que, porém, é apenas tão profundo quanto essa novela modesta que Tolstoi escreveu após terminar seus livros mais amplamente celebrados como cânones da literatura ocidental. É sucinto, mas ao mesmo tempo angustiante. Sua relação entre brevidade e força narrativa, conquistada principalmente pela sua brilhante abordagem da morte, são alvos de inspiração para escritores até os dias de hoje. Ele me incentivou a mergulhar ainda mais profundamente na literatura russa, um universo que hoje me sinto simultaneamente confortável e hesitante: afinal, Ivan Ilitch surpreende a qualquer desavisado que vá esperando uma novela prosaica, inclusive a mim.

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Contos de Imaginação e Mistério

Tales of Mistery and Imagination | Edgar Allan Poe | 🇺🇸 1919

Morella plano crítico edgar allan poe

Poe foi responsável por me apresentar a literatura. Acho que a maioria das pessoas lembra do momento em que começou a trilhar seu caminho pelos livros de maneira autônoma. No meu caso, foi o momento em que li esse livro. Cheguei em Poe por sua notoriedade como mestre do horror e da fantasia, e continuei a revisita-lo com o passar do tempo pela sua profunda dimensão humana.

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Ficções

Ficciones | Jorge Luis Borges | 🇦🇷 1944

Até hoje minha referência máxima de um livro de contos. É claro, não só por isso que Borges é grandioso, mas principalmente por que, de fato, não há nada formalmente semelhante às coisas que esse argentino escreveu. As curtas narrativas que compõem Ficções e outros de seus livros são as histórias mais citáveis dentro da literatura: são simples, breves e sobretudo fantásticas, no entanto, incrivelmente associáveis. Além de tudo, é a mais rica imaginação dentro do realismo fantástico latino-americano, composta por autores que também significam muito pra mim, o que demonstra seu poder como escritor, assim como de Ficções, sua Magnum opus.

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O Complexo de Portnoy

Portnoy’s Complaint | Philip Roth | 🇺🇸 1969

Philip Roth_Portnoy’s COMPLEXO PLANO CRÍTICO

A literatura norte-americana produziu muitos clássicos que protagonizam jornadas de crescimento/amadurecimento. Tom Sawyer e Huckleberry Finn são verdadeiros patrimônios culturais. Mas nenhum deles consegue combinar erudição e entretenimento como consegue Philip Roth no que eu diria ser seu livro mais autoral. É o livro mais engraçado que já li, ao mesmo tempo em que é o mais cru apresentando os problemas da juventude de quem não consegue se encaixar. Sem nunca apelar, importante dizer, para qualquer sombra de vulgaridade formal, como o faz alguns dos romances que se identificam por essa proposta.

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As Cidades Invisíveis

Le Città Invisibili | Italo Calvino | 🇮🇹 1972

AS CIDADES INVISÍVEIS PLANO CRÍTICO

Talvez o livro mais único dessa lista. Nunca voltei a encontrar algo semelhante, nem na própria obra de seu autor – o que não é algo necessariamente bom. Marco Polo, o famoso viajante veneziano, relata e descreve suas visitas às inacabáveis cidades do império tártaro, para o próprio imperador Kublain Khan. A premissa não promete muita coisa, contudo, a prosa de Calvino a engradece com uma abordagem incomum. A sua construção narrativa intermitente, serena, sem qualquer pretensão de arco dramático ou coisa que o valha, estabelece aos poucos analogias extremamente significativas: as cidades são aqui símbolos complexos e inesgotáveis da existência humana.

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Ruído Branco

White Noise | Don DeLillo | 🇺🇸 1985

Ao escrever essa lista, quis adotar como critério livros que me marcaram pontualmente em determinados aspectos. Seja uma escrita única e inovadora, uma história bem estruturada, não-ficções que apresentam informações de maneira orgânica, etc. Em Ruído Branco, encontrei o protagonista exemplar. Todos os aspectos de sua vida refletem o tema da história. E o tema principal de Delillo, não só nesse livro como em sua obra em geral, é a morte e o medo de morrer. É importante saber o mínimo sobre esse romance – recomendo que nem ao menos leiam a sinopse. Mas posso dizer que se identificar com Jack é um caminho sem volta de autorreflexão.

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História do Cinema: Dos Clássicos Mudos ao Cinema Moderno

The story of Film – From Silent Classics to Modern Movies | Mark Cousins | 🇬🇧 2004

PLANO CRÍTICO HISTÓRIA DO CINEMA

Esse é uma joia rara! A coisa mais fácil de encontrar atualmente são cursos e livros sobre a história do cinema que, ou são enciclopédicos demais para possuírem uma visão propositiva e apresentarem algo significativo, ou são apenas comentários esparsos sobre o encontro dessa arte com a sociedade, com a política, etc. Mark Cousins vai muito além disso, e escolhe o liame ideal para se contar a história de uma arte: suas inovações através do tempo. Não é só um livro de história, é também uma aula de linguagem cinematográfica, orquestrada através da sua desconstrução total – Cousins nos leva conscientemente até a data em que os fundamentos do cinema ainda não existiam. Todo mundo deveria ler esse livro logo que começa a se interessar por cinema, e eu dei a sorte de ter feito isso.

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Em Busca do Real Perdido

À la Recherche du Reél Perdu | Alain Badiou | 🇫🇷 2015

PLANO CRÍTICO Em Busca do Real Perdido À la Recherche du Reél Perdu _ Alain Badiou

O manifesto não oficial do que se poderia chamar atualmente de uma new left. Ao escrever sobre a busca pelo real na política, Badiou acaba por sintetizar o ethos da atual geração de intelectuais de esquerda: as influências de Jacques Lacan, o legado do materialismo histórico, as indispensáveis críticas ao capitalismo, etc. A multidisciplinariedade não fica apenas no título (uma óbvia alusão a Proust), passeia também por toda a prosa do autor, principalmente em seus exemplos didáticos que tornam o raciocínio claro e pedagógico, e ainda sim não menos complexo. Para mim, foi um importante norteador para as principais discussões da nossa época, assim como um essencial convite para me aprofundar nas diferentes abordagens possíveis. A forma como toma, no último capítulo, o poema de Pasolini emprestado é algo de gênio.


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189 comentários

Kevin Rick 16 de janeiro de 2021 - 11:53

“mais um monte de outras continuações e prelúdios escritos por outro autor que nunca tive coragem – ou vontade – de ler.”

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Responder
Luiz Santiago 16 de janeiro de 2021 - 11:55

HAUUAHUAHAUHAUAHAUAHUAA

O MUNDO CAPOTA!!!

Responder
planocritico 16 de janeiro de 2021 - 21:38

A CULPA É SUA. UNICAMENTE SUA.

– Ritter.

Responder
Luís Vicente 25 de abril de 2020 - 02:26

Sou sincero em dizer que não leio muitos livros diferentes, me resumo mais a sagas, e quadrinhos quando se trata de leitura, mas vou tentar citar livros q gosto:

– Frankenstein
– Pequeno Príncipe
– Saga harry potter (acho injusto citar só um livro, mas se fosse o caso, seria enigma do príncipe)
– saga percy jackson (talvez contenha aqui meus livros favoritos, gosto de mais dessa saga, se fosse para escolher um seria maldição do titã)
– Sherlock Holmes: o cão dos baskerville
– assassinato no expresso do Oriente
– auto da compadecida
– odisseia de omero
– É fácil matar
– morte no nilo

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 25 de abril de 2020 - 02:36

Quando você fala de “livros diferentes” você se refere a autores, gêneros, o que exatamente?

Responder
Luís Vicente 25 de abril de 2020 - 14:09

Tanto autor quanto gênero, mas autor principalmente, costumo geralmente pegar muitos livros do mesmo autor, e qse sempre leio livros de fantasia ou mistério, então fica difícil fazer uma lista mais variada, já q geralmente elas envolvem só livros do riordan ou da Agatha Christie kkkkk, então tenho q puxar livros do fundo da memória p poder fazer uma lista do gênero.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 25 de abril de 2020 - 16:18

O importante é ler, não importa o quê. Se você mantém o prazer a leitura dentro de um gênero ou um autor específico, vá em frente. Mas segue um conselho adicional a este: permita-se, ao menos de vez em quando, desafiar-se. Você sempre poderá voltar para o coloco confortável dos seus gênero ou autores favoritos. Mas sair um pouco desse colo, nem que seja uma vez por ano, é saudável para seu exercício como leitor e para sua própria experiência com a literatura…

Responder
Vinicius Maestá 19 de abril de 2020 - 14:06

Caraca, esses “Favoritos” passou despercebido por mim. Vou fazer um top 5, pois ainda não tenho bagagem para um top 10.

1 – 1984: não importa quando você o ler, esse livro sempre será atual.
2 – Mayombe: poucos diálogos me marcaram tanto quanto os de Sem Medo e o Comissário
3 – Sagarana: que maneira linda de se representar a cultura de um lugar. Tu és um gênio Guimarães Rosa!
4 – Crime e Castigo: é um livro-filme, tu não sabe se vira a página ou se rói as unhas.
5 – O Cortiço: obra que apresenta inúmeras questões sociais e muito bem trabalhadas. Além de ser um delícia de ler.

Logo mais, volto para atualizar. Abraços.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de abril de 2020 - 16:31

Só de ver o Rosa na lista meu coração já pula!

Responder
Otávio de Lima Pontes 18 de abril de 2020 - 19:25

Eu simplesmente não consigo, ainda não! Só os três primeiros são formados pra mim:
1 – A Divina Comédia
2 – O Mestre e Margarida
3 – As Flores do Mal

Responder
Diego 2 de abril de 2020 - 10:35

Olha, confesso que precisarei de mais uma vida para ler tantos livros que me instigaram nestas listas a julgar que em cada uma delas há pelo menos um livro que já li e que gostei muito.

Do primeiro autor destaco “O Velho e o Mar” do eterno Hemingway e “A Origem das Espécies” de Darwin – fenomenal encontrar esses dois exemplares numa mesma lista!. Aliás este primeiro autor foi o que eu achei mais curioso, pela sua narrativa parece ser alguém que tem muito a ensinar, a dialogar. Pena que ainda não inventaram o boteco online, pois imagino que seria divertido beber com o Ritter que já deve ter ouvido muito trocadilho com seu nome em sua infância, acredito eu.
O Luiz parece ser mais aventureiro. Ele nos traz clássicos de nossa literatura que nos remonta parte da adolescência. Ler e gostar de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa e “Cem Anos de Solidão” de García Márquez, não é para qualquer um. Aliás ele é o rapaz que fez uma excelente crítica de um filme que assisti recentemente, está explicado!
O Leonardo, apresentou dois de grandes autores, entre meus preferidos, ao citar os livros “Vidas Secas” de Graciliano Ramos e “Crime e Castigo” de Dostoiévski.
O Frederico apontou os excelentes “Notas do Subsolo” de Dostoiévski e “As Veias Abertas da América Latina” de Galeano – uma excelente reflexão da nossa realidade latina feita pelo autor, mas o que achei mais distinto em sua lista foi um livro que não esperava encontrar por aqui, “O Uivo” de Ginsberg, este autor foi muito corajoso, coragem que hoje parece nos faltar e tempos tão conservadores e fundamentalistas.
O Rodrigo aborda os excelentes “O Jogador” de Dostoiévsk, “Dom Casmurro” de Machado de Assis e “A Metamorfose” de Kafka.
O Pedro apontou alguns que já mencionei e trouxe o excelente “A Morte de Ivan Ilitch” de Tolstói.

Enfim, vou precisar ampliar minha lista de livros a ler. Parabéns a toda a equipe pela sistematização.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de abril de 2020 - 14:56

Muita coisa boa por aqui. Sempre que fazemos essas listas eu também pego várias dicas e fico bem feliz com as listas dos colegas. É algo difícil de montar, mas a gente fica bem feliz com o resultado depois. Que bom que pegou várias dicas de leitura!

Responder
Missael Lindolfo 21 de março de 2020 - 01:12

Lá vão os meus dez favoritos:

Caim – José Saramago
O Lobo da Estepe – Hermann Hesse
Rumo ao Farol – Virginia Woolf
Ciranda de Pedra – Lygia Fagundes Telles
Jane Eyre – Charlotte Brontë
A elegância do ouriço – Muriel Barbery
Revolução dos bichos – George Orwell
O homem do castelo alto – Phillip K. Dick
O Conto da Aia – Margaret Atwood
A consciência de Zeno – Italo Svevo

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 21 de março de 2020 - 02:06

Tenho a maior curiosidade de ler Caim! Li bem pouca coisa do Saramago…

Responder
Anônimo 20 de março de 2020 - 09:45
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de março de 2020 - 11:03

Sim!!!

Responder
Anônimo 20 de março de 2020 - 10:01
Responder
alfonses 19 de março de 2020 - 19:32

e a lista de desejos da amazon vai aumentando…

Responder
Hegon Tavares 19 de março de 2020 - 18:49

Grandes indicações pra mim, listas muito boas.
Meu top 10 sem ordem de preferência (só o primeiro lugar):

1 Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
2 Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)
3 Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)
4 A Arte da Guerra (Sun-Tzu)
5 O Beijo no Asfalto (Nelson Rodrigues)
6 O Mundo Assombrado por Demônios (Carl Sagan)
7 Duna (Frank Herbert)
8 On The Road (Jack Kerouac)
9 A Metamorfose (Franz Kafka)
10 O Asno de Ouro (Apuleio)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 18:50

Livro do Desassossego abala a alma. Você colocou em 1º lugar porque fez um ranking ou a numeração é só pra organização mesmo?

Responder
Hegon Tavares 19 de março de 2020 - 19:08

Livro do Desassossego é meu preferido, dele pra baixo fica sem ordem específica rsrs

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 19:21

Saquei!

Responder
alfonses 19 de março de 2020 - 19:32

Livro do Desassossego, tai um livro que eu odeio

Responder
Hegon Tavares 19 de março de 2020 - 23:42

Rapaz, que blasfêmia rsrs Por quê?

Responder
alfonses 21 de março de 2020 - 20:15

500 paragrafos que a maiora nao fala nada com nada

Responder
Wies e thal 19 de março de 2020 - 18:33

Top 16 sem ordem de preferência

1- Germinal
2- cem anos de solidão
3- crime e castigo
4- memórias póstumas de bras cubas
5- Hollywood do Bukowski
6- dracula
7- nada de novo no front
8- as relações perigosas
9- antologia poética de cd Andrade
10- ensaio sobre a cegueira
11- a sangue frio
12- a elegância do ouriço
13- as veias abertas da América latina
14- o velho e o mar
15- chamado selvagem
17- o processo

Responder
Wagner 19 de março de 2020 - 18:33

Uma listagem rápida (com 11 porque sim) para não me obrigar a fazer um ranking e ficar mal com isso depois

– Matadouro 5 (Kurt Vonnegut)
– Frankenstein (Mary Shelley)
– Laranja Mecânica (Anthony Burgess)
– It, a Coisa (tio King)
– O Cão dos Baskerville (Arthur Conan Doyle)
– O Assassinato de Roger Ackroyd (Agatha Christie)
– O Labirinto do Fauno (Cornelia Funke e Guillermo del Toro). Sou fanboy do filme e com o livro não poderia ser diferente
– Kindred – Laços de Sangue (Octavia Butler)
– A Revolução dos Bichos (George Orwell)
– Senhor das Moscas (William Golding)
– Dracula (Bram Stoker)
– O Conde de Monte Cristo (que sequer terminei e se tornou uma das leturas mais proveitosas que já tive)
——-

Da lista de vocês, tenho “A Ilha do Tesouro” e “… E não sobrou nenhum” ainda para ler. Dom Casmurro, O Alienista e O Conto da Aia também estão entre os meus favoritos.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 18:49

Sensacional! E tô de olho nesses livros aí gerando novas leituras, hein!

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 18:14

Meu Deus, que loucura!!! Acessando o site pelo atalho dos comentários do Discus – via email – abre, bem lentamente, toda a matéria com as escolhas (também) do gado escola Santiago. No meu provedor, só a lista do Ritter…sério, é gopi! O que está acontecendo?
P.s: Dos demais também, mas a navegação é terrivelmente lenta.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 18:33

É VÍRUS É VÍRUS

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 19:20

Pior que assim eu não consigo ver de modo adequado as sugestões dos demais escribas, pegar sugestões de leitura… (já que a lista do Ritter é francamente imprestável), rsrsrs

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 19:21

Ritter não presta pra nada. Desiste desse homem!

Responder
Fórmula Finesse 20 de março de 2020 - 08:43

É que ele me diverte! ahahahahah

planocritico 19 de março de 2020 - 18:33

Ué, é a única lista que importa, oras… Até a Internet reconhece isso…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 19:21

#gopi – e nem pelo telefone abre a lista completa.

Responder
TheDarkCartmanReturns 19 de março de 2020 - 17:52

Meus 10 sem ordem de preferência.
Matadouro 5
Senhor das Moscas
Eu Robô
1984
Encontro com Rama
Androides Sonham com Ovelhas Eletricas?
A Cor que Caiu do Espaço
Revolução dos Bichos
O Exorcista
Admiravel mundo Novo

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 18:07

Só livrão!!!

Abs,
Ritter.

Responder
nuwgott 19 de março de 2020 - 17:45

Para mim:

1 – Irmãos Karamazov (Dostoiévski)
2 – Crime e Castigo (Dostoiévski)
3 – Contra o Dia (Pynchon)
4 – Pós-Guerra (Tony Judt)
5 – Os Demônios (Dostoiévski)
6 – Lolita (Nabokov)
7 – A Insustentável Leveza do Ser (Kundera)
8 – Perfume (Suskind)
9 – No Caminho de Sawnn (Proust)
10 – A Menina que Roubava Livros (Zusak)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 17:53

Lolita!!!

Responder
Hegon Tavares 14 de maio de 2020 - 20:25

Por que acha que Svidrigáilov se matou?

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 15:57

Lista pessoal é uma coisa tão efêmera, ao menos para mim (rsrsrsrs).
Bem, estando eu e a Paola de Oliveira numa ilha (ainnn, macho escroto), a lista dos livros seria mazomenos assim, sem ordem de qualquer tipo:
– Moby Dick (meu Deus que aventura, que livro!!!!!!!!!!)
– Cem Anos de Solidão
– O Tempo e o Vento (e têm gente que nunca leu, né redator, hein, hein???)
– A Coisa
– Nas Montanhas da Loucura
– Biografias feitas pelo Ruy Castro
– Cântico para a última viagem
– A Revolução dos Bichos
– Don Quixote
– Revival, de S.King, só pelo final mais desolador, lascado, infinitivamente perverso e louco que uma história de terror poderia ter – rsrsrsrs
Amanhã sai livro e entra outro, certamente…

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 15:58

É a característica das listas de favoritas, elas são, por excelência, efêmeras. Ou pelo menos alguns itens dela…

“Biografias feitas pelo Ruy Castro”: TÁ ROUBANDO, TÁ ROUBANDO, TÁ ROUBANOOOOOOO

HUAUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUHAUAHUAHUAHAUAHUAHAUHUAHUAHAUAHAUAHUA

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 16:02

“Biografias feitas pelo Ruy Castro”: TÁ ROUBANDO, TÁ ROUBANDO, TÁ ROUBANOOOOOOO” é que chegar a 10 livros é tão difícil…:(

E se eu comentar que minha leitura de cabeceira é ULYSSES em inglês original, vocês vão me chamar de PEDANTE!!

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Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 16:42

Mano, eu não consigo passar da página 2 desse livro. Não dá. Eu sou burro demais pra James Joyce… O sono do inferno bate em mim, eu realmente não consigo ir adiante.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 17:21

E para dificultar, eu leio ele como um mangá japonês….(caiam por terra, como fulminados por um raio, depois dessa! ahahahahahah)

Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 18:14

Ah, Amin – figuraça!! ahaha

planocritico 19 de março de 2020 - 18:34

Não entendi, não quero entender, e tenho raiva de quem entendeu!

Abs,
Ritter.

planocritico 19 de março de 2020 - 17:09

@frmulafinesse:disqus , cara, esse livro está na minha cabeceira há 10 anos. Já consegui ler 12 páginas!

HAHHHAHAHAHAHAHAHAAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 17:09

FRACO!!! Eu dou aula de literatura comparada com ele, ênfase no inglês castiço…(rsrsrsr, soa bonito, hein?)

planocritico 19 de março de 2020 - 18:07

SOCORRO!!! Minha narcolepsia é ativada no modo “with a vengeance” toda vez que penso em abrir esse livro… Até tirando a poeira dele já dá sono…

HAHAHHAHAAHAHAHAAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 18:14

#confesso que nunca vi esse livro ao vivo – rsrsrsrs

planocritico 19 de março de 2020 - 16:02

Não tinha ideia quem era Paola de Oliveira e fui pesquisar…

RAPAAAAAAAAZ…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 16:24

AFFEEEE, SEO NERD!!! Paola é vida, é o sol, é o sal da terra…

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 16:35

Se brincar, Ritter acordar vários dias achando que ainda estamos na adolescência dele (vulgo ano 13 a.C.)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 16:35

Se brincar, Ritter acordar vários dias achando que ainda estamos na adolescência dele (vulgo ano 13 a.C.)

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 17:09

Ah, os anos 10 a.C. Aquilo é que era vida boa!

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 19 de março de 2020 - 17:21

ahahaha, meo dels! Libertem-no da Matrix!!!!

Cahê Gündel 🇦🇹 19 de março de 2020 - 13:32

Coisa linda! Só livraços na lista de vocês. O Mestre e Margarida é espetacular mesmo! Lá vai a minha:

A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera)
O Lobo da Estepe (Hermann Hesse)
O Apanhador no Campo de Centeio (JD Sallinger)

Esses 3 são meus favoritos absolutos, releio todo ano.

O Tempo e o Vento (Erico Verissimo)
Anna Kariênina (Tolstoi)
Moby Dick (Herman Melville)
Os Irmãos Karamázov (Dostoievski)
O Estrangeiro (Albert Camus)
O Mestre e Margarida (Mikhail Bulgakóv)
O Sol é Para Todos (Harper Lee)

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 14:28

Que coisa maravilhosa ver O Mestre e a Margarida em outra lista!!! 🎉

Responder
dulce alves 19 de março de 2020 - 13:32

Meu top 5.

1- Lolita ( vladimir Nabokov), li na minha adolescência e me marcou muito.
2 – Memorial de Maria Moura ( Rachel de Queiroz) outro que tb me marcou.
3 – Anna Karenina ( Tolstói) Obra Prima
4 – Jane Eyre (Charlotte Brontë) Lindo
5 – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Amo d+

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 14:28

Está pensando nos outros 5 da lista?

Responder
Luiz 19 de março de 2020 - 12:43

Excelente matéria, já adicionei muitos livros em minha lista.
Poderiam fazer também um top 10 séries favoritas, o que acham?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 12:45

Já está na agulha, Luiz! Será uma das listas dessa maratona que pretendemos fazer pelos próximos meses!

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 14:27

Teremos de séries e MUITO mais. A única coisa que emperra um pouco o andamento dessas listas é a LERDEZA inacreditável do @luizsantiago:disqus …

HAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 19 de março de 2020 - 12:09

Meu TOP 10:

Édipo Rei – Sófocles
Legal que o Ritter também gosta, um dos motivos de eu adorar o filme Incêndios é por ser quase uma releitura da história.

Hamlet – Shakespeare
Incrível como essa peça consegue deixar tudo ambíguo. Ninguém sabe se Gertrudes traiu o rei, se ela participou do assassinato com o Claudius, se o Hamlet realmente viu o fantasma ou se estava ficando louco.

1984 – George Orwell
É um livro de terror, completamente pessimista e deprimente. O final me deixou muito mal. Um livro relevante para os dias de hoje.

A Revolução dos Bichos – George Orwell
Tem nem o que falar. Orwell era um gênio.

Escrito nas Estrelas – Sidney Sheldon
Sei que muita gente não gosta do Sheldon por ele ser meio noveleiro (e eu também acho que era) mas eu não conseguiar parar de lê-lo, o nível de envolvimento que tive nesse livro foi surreal demais. Esse livro com a Lara Cameron e Phillip Adler foi muito marcante pra mim.

Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie
Uma pena que um livro tão bom e envolvente tenha caído na mão do egocêntrico do Kenneth Branagh que tirou tudo que o livro tinha de bom. O filme não é ruim, mas poderia e deveria ser bem melhor. Ficava muito pilhado com os depoimentos e todas as revelações sobre o Ratchett, apesar de o desfecho ser previsível.

A Casa do Penhasco – Agatha Christie
Esse livro tem uma das personagens mais legais criada pela autora que é a Nick Buckley, que deitou e rolou pra cima do maior detetive do mundo assim como Irene Adler fez com Sherlock Holmes. Nesse livro vemos um Poirot até melancólico de certa forma por conta de sua “velhice” e é bem legal ver o personagem ganhando outras camadas.

Um Estudo em Vermelho – Arthur Conan Doyle
Apesar de eu achar Christie infinitamente melhor como escritora de romances policiais, esse primeiro romance com Sherlock Holmes traz toda uma atmosfera fascinante no mistério e com a segunda parte do livro só melhora. Claro que é chato o leitor não poder solucionar o mistério por si (como a Christie permite) mas o foco do Doyle sempre foi mais na construção do que no desfecho.

A Espada do Destino – Andrzej Sapkowski
Um dos dois livros de contos do universo de The Witcher. Destaco o conto “Um Pequeno Sacrifício” que é praticamente o que aconteceria se Lovecraft escrevesse uma comédia romântica.

Dom Quixote – Miguel de Cervantes
Ainda sonho que algum diretor maluco tipo Iñarritu ou Villeneuve façam uma adaptação desse livro que não seja uma releitura. Quero ver aceitarem o desafio.

Menção honrosa:
E Não Sobrou Nenhum – Agatha Christie

Não entrou no TOP 10 porque eu odeio o desfecho do livro. Mas a leitura foi uma das mais prazerosas que já tive, fiquei preso ao livro e aquela atmosfera aterrorizante criada e com os personagens absolutamente fascinantes. É bem diferente de tudo que a Christie já escreveu.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 12:45

Minha felicidade em ver uma das minhas escritoras favoritas citada mais de uma vez nessa lista! 😀 Adorei! E olha, Sidney Sheldon estava na minha base de leituras quando eu comecei a virar rato de biblioteca! Se não conferiu, passa depois lá no meu texto pessoal de introdução à minha lista! Hehehehehehehehehe

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 14:27

Oba, mais um fã de Édipo Rei!!! Obra inesquecível que releio sempre que posso.

E MUITO legal ver Hamlet em sua lista. É uma das peças mais sensacionais que já li!

Sobre Sheldon, bem, a coleção dele era a “coleção de cabeceira” de minha mãe e eu acabei lendo tudo do sujeito!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 19 de março de 2020 - 18:49

Gente, eu não sei como eu fui feio de bobo em A Casa do Penhasco. Véi, eu comecei já na sinopse pensando “hahaha já sei quem foi”. Metade do livro e eu nem suspeitava mais da Nick. Até agora não acredito como eu fui tapeado

Responder
Anônimo 19 de março de 2020 - 12:09
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 12:45

Espero que com essas indicações você consiga aumentar! E tem uns livros excelentes e curtinhos para ir compondo sua base de leitura também, depois se quiser posso fazer umas indicações!

Responder
Anônimo 19 de março de 2020 - 14:27
Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 14:28

5 curtinhos (menos de 200 páginas):

Os Elefantes Não Esquecem – Agatha Christie
A morte de Ivan Ilitch – Tolstói
Crônica de uma morte anunciada – Gabriel Garcia Márquez
Sono – Haruki Murakami
Vidas Secas – Graciliano Ramos

Bônus: a maioria dos livros da Coleção Vaga-Lume.

Responder
Anônimo 19 de março de 2020 - 15:57
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 15:58

Pra você também! Cuide-se!

Pedro Hennrique 19 de março de 2020 - 10:36

Vou fazer um TOP 10 aqui também hehe

1 – Os irmãos Karamázov (Fiódor Dostoiévski) : Para mim a obra prima de Dostoiévski, nesse livro ele consegue trazer um compilado de todos os sentimentos que podemos sentir em outros livros da sua imensa e absurda obra.

2 – Pilares da Terra (Ken Follett) : primeiro livro da trilogia sobre a idade média que Follett escreveu de maneira tão imersiva que você se vê naquele período, com personagens tão cativantes e uns tão cruéis e insuportáveis que colocam Joffrey Baratheon no chinelo. Era o meu favorito até ler os Irmãos karamazov.

3 – O Nome do Vento e O Temor Do Sábio (Patrick Rothfuss) : Coloquei dois livros nesse caso, porque fazem parte de uma trilogia que não foi concluída ainda. Para os amantes da fantasia, LEIAM esses livros, são muito bons. Vocês não irão se arrepender, tenho certeza disso.

4 – Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski) : Não precisa falar nada né, depois de tudo que já disseram aqui, concordo com tudo, clássico atemporal

5 – Duna (‎Frank Herbert) : Também já falaram bastante dele aqui, não tenho mais o que acrescentar, simplesmente sensacional o mundo criado por Herbert, ensina tantas coisas em tantos aspectos, apenas leiam.

6 – Depois de Auschwitz (Eva Schloss) : Denso, pesado, comovente, doloroso, é impossível não se emocionar ao ler esse livro.

7 – Mundo sem Fim ( Ken Follett) : Continuação de Pilares da Terra, se passa no mesmo local, porém cerca de 200 anos depois, com os descendentes dos personagens do livro anterior, se passa no período da guerra dos cem anos, peste negra, assim como Pilares da Terra mescla personagens reais e fictícios, gerando uma gama de personagens densos e extremamente carismáticos. Obs: Existe um terceiro livro (Coluna de Fogo, excepcional também) e esse ano ele irá lançar um prequel, que irá se passar antes de Pilares da Terra, por volta do ano 1.000, numa pequena aldeia anglo-saxónica, quando a Inglaterra estava a ser invadida pelos vikings e estava prestes a ser conquistada pelos normandos, originários do norte da atual França., Hype elevadíssima HAHAHAHAH

8 – Memórias do Subsolo (Fiódor Dostoiévski) : Sou fã do tio Dosto mesmo kkkkkkkk, já falaram muito bem aqui, só leiam.

9 – O Último Reino (Bernard Cornwell) – Toda a saga é espetacular, conta a história dos vikings, especificamente acompanhamos principalmente o personagem principal, Uthred, tem uma série baseada nessa saga, que se não me engano também se chama O Último Reino, sobre a série não sei dizer pois não assisti, mas os livros são muito bons.

10 – A Trilogia o Século ( Ken Follett também) : 3 livros gigantescos que se passam durante o século XX, acompanhamos o desenrolar de famílias comuns em meio a um perído turbulento de Primeira Guerra, Revolução Russa, Crise de 29, Ascenção do Nazismo, Segunda Guerra, Guerra Fria. Uma pincelada geral sobre esse período com personagens incríveis e super bem desenvolvidos que apenas o Follett consegue fazer nesse tipo de livro, e misturando uma gama de personagens reais e famosos também, imperdível.

OBS: Acompanho muito o site, vocês são simplesmente incríveis

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 10:45

Fantástico TOP 5, meu caro! Essa nova versão da lista é um TOP 10, então sinta-se à vontade para indicar os outros 5, caso queira! 😀

Obrigado pela companhia e prestígio! Abraço!

Responder
Pedro Hennrique 19 de março de 2020 - 11:01

Opa, vou pensar direito aqui pra completar a lista, esses cinco (6 na realidade pela indicação dupla kkk) já tinha de certeza na cabeça, acho difícil superar, vou tentar completar aqui e editar o comentário.

Fico com uma dor no coração de colocar Pilares da Terra em segundo, mas Irmãos Karamázov é tipo The Godfather dos livros pra mim!!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 12:43

Ah, eu não fiz um ranking por causa disso. OU eu faço uma lista de favoritos OU um ranking, os dois eu tenho um ataque de ansiedade e não saio mais de baixo da cama HAUAHUAHAUAHUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUHUAAHU

Responder
Pedro Hennrique 19 de março de 2020 - 14:38

HUAHUAHUAHUAHUAHA verdade kkkkk, desse jeito mesmo!!!

planocritico 19 de março de 2020 - 16:09

PILARES DA TERRA!!!

Nossa!!!

Li essa maravilha quando o Follett nem sonhava ainda em fazer uma trilogia…

Abs,
Ritter.

Pedro Hennrique 19 de março de 2020 - 18:11

MUITO BOM NÃO É???

Quando descobri esse livro eu fiquei tipo: “Como não li isso antes????”

Tem tantos personagens ótimos que não da nem pra descrever, e a história é sensacional !!!

Verdade, não era programada a trilogia né!!

Abs

Pedro Hennrique 19 de março de 2020 - 10:36

Melhor site sobre cinema, tv e literatura!!!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 10:45

❤️

Responder
Pablo Eckstein 19 de março de 2020 - 10:08

É difícil, porque não li muitos livros assim, mas vamos lá (lembrando que não está em ordem de preferência, apenas fui elencando os que eu mais gosto):

1. A Droga da Obediência (Pedro Bandeira): Esse livro me marcou bastante, eu era adolescente na época, mas até hoje a simplicidade da história me fascina. E o Brasil precisa de uma (boa) adaptação para o Cinema para ontem.

2. A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak): Adoro a ideia do livro ser narrado pela Morte. É um livro divertido e emocionante.

3. 1984 (George Orwell): Esse foi o único que li do Orwell, quero ler mais coisa dele porque achei 1984 fascinante. Mesmo tendo sido lançado há um certo tempo, a história continua absurdamente atual.

4. Morte Súbita (J. K. Rowling): Muitos não gostam desse livro. “É como se a J. K. Rowling escrevesse um livro sobre a Tia Petúnia e o Tio Valter” – li isso em algum lugar. Discordando veementemente, acho o livro muito bom, povoado por personagens fascinantes e uma narrativa que traz vários pontos de vista de uma maneira única.

5.O Enigma do Príncipe (J. K. Rowling): o sexto é o meu preferido da saga do menino bruxo. Todo o contexto onde Harry e Dumbledore investiga o passado de Tom Riddle é muito bom.

6. A Batalha do Labirinto (Rick Riordan): Li a saga há alguns anos e adorei o tratamento que o Rick Riordan deu à Mitologia Grega. Recentemente reli toda a saga e encontrei diversos problemas na narrativa, mas ainda continua divertida. Acho uma ótima porta de entrada para crianças e jovens que estão entrando no universo fantástico da Literatura. Se fosse para escolher um favorito, “A Batalha do Labirinto” tem mais momentos que me marcaram.

7. O Chamado do Cuco (Robert Galbraith): todos os livros escritos por Robert Galbraith são bons, mas o primeiro tem um lugar no meu coração. A ambientação em Londres, o submundo da moda e da fama e, principalmente, o detetive Strike e sua parceira Robin, tudo contribui para que o leitor tenha uma experiência fantástica.

8. Carbono Alterado (Richard Morgan): adoro ficção científica. E achei o universo criado por Richard Morgan muito rico, sendo futurista, mas ao mesmo tempo plausível.

9. Inferno (Dan Brown): podem me xingar aqui, mas adoro os livros de Dan Brown. E estou ciente de que muitos de seus livros têm basicamente a mesma estrutura, o que deixa a história bastante previsível. Porém, como “Inferno” foi o primeiro que li do autor, não foi previsível. E todo o trabalho com simbologia, lugares turísticos na Itália, referência à “O Inferno de Dante”, de Dante Alighieri, realmente me fascinou.

10. A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin): não consegui terminar a saga, mas li os três primeiros e comecei o quarto. E o terceiro é fantástico. Quando terminei o capítulo envolvendo o “Casamento Vermelho” fiquei uns 10 minutos boquiaberto, sem saber o que fazer. E isso diz muito sobre o livro.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 10:45

Que bacana! Adorei os comentários em cada indicação. E também fiquei impressionado em ver o 6º livro listado! O meu favorito da saga é O Cálice de Fogo!

Responder
Pablo Eckstein 19 de março de 2020 - 11:08

Fiquei em dúvida entre esse e o “Prisioneiro de Azkaban”, que eu gosto muito, principalmente por envolver viagem no tempo. Mas o sexto ganhou. Gosto muito de “O Cálice de Fogo”, mas o acho cansativo em alguns momentos. Um dos melhores momentos pra mim do quarto livro é a discussão entre Dumbledore e Fudge.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 12:45

Nossa, Azkaban é MARAVILHOSO!!! O livro E o filme! Meu segundo favorito da saga literária!

Responder
Pablo Eckstein 19 de março de 2020 - 20:13

No caso de Azkaban, embora o livro seja fantástico, prefiro o filme. Acho talvez que é o meu filme preferido da saga. Alfonso Cuarón é sensacional. Quem assistiu “Filhos da Esperança” e “Gravidade” sabe que Cuarón adora plano-sequência. Se em “Filhos da Esperança” há aquela brilhante sequência dos personagens em um carro, em “Prisioneiro de Azkaban” há um momento que eu adoro: na primeira aula de Lupin, quando a câmera “invade” o espelho, mas assim que faz isso, era como se estivesse apontando o tempo todo para os alunos. Tudo sem corte. Pode não fazer diferença nenhuma para a trama, mas eu achei lindo.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 21:37

Eu te entendo!

Wagner 19 de março de 2020 - 18:34

Concordo sobre “A Droga da Obediência”. Creio ser um livro que faz parte de praticamente toda a infância/adolescência brasileira kkk

Sobre “O Chamado do Cuco”, discordo em partes rsrs. O meu favorito é “Vocação para o Mal”. Meu Deus, é 10/10 e nem sei porque não coloquei na minha lista.
Mas todos os três primeiros livros foram de meu gosto. Ainda não li o quarto.

Responder
Diário de Rorschach 19 de março de 2020 - 08:42

Só pedrada!!!
Meus 10:
– Ensaio Sobre a Cegueira
– Laranja Mecânica
– O Silmarillion
– Admirável Mundo Novo
– O Iluminado
– Fahrenheit 451
– Eu sou a Lenda
– Dom Casmurro
– O Cortiço
– Neuromancer

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 10:45

Bota pedrada nisso! Adorei a tu lista, com Neuromancer, Fahrenheit 451 e Eu sou a Lenda!

Responder
Diário de Rorschach 19 de março de 2020 - 11:23

Que bom que gostou cara. Alguns livros citados por vocês eu preciso ler urgentemente.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de março de 2020 - 11:49

Essa é uma das melhores coisas de listas. Vocês pegam indicações, eu pego indicações e assim vamos passando essa coisa dos livros hehehehehe

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 14:28

Neuromancer é um que eu ainda preciso ler. Já entrou e saiu da minha lista de prioridades uma dezenas de vezes… Pelo visto, vai voltar…

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 19 de março de 2020 - 14:38

Leia cara, é de f*der com o cerébro. Mas não recomendo muito se não tiver acostumado com ficcção científica, pode ser difícil para algumas pessoas, o que não acho que seja seu caso.

Responder
planocritico 19 de março de 2020 - 16:09

Adoro sci-fi! Duna e O Fim da Infância estão na minha lista, afinal de contas! E Neuromancer sempre ficou ali na minha linha de tiro, mas sempre enrolei para começar…

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 19 de março de 2020 - 16:23

Dois livros que preciso ler urgente! Mas esse é meu género favorito, e o que mais tenho livros na minha estante

Pablo Eckstein 19 de março de 2020 - 12:42

É difícil, porque não li muitos livros assim, mas vamos lá (lembrando que não está em ordem de preferência, apenas fui elencando os que eu mais gosto):

1. A Droga da Obediência (Pedro Bandeira): Esse livro me marcou bastante, eu era adolescente na época, mas até hoje a simplicidade da história me fascina. E o Brasil precisa de uma (boa) adaptação para o Cinema para ontem.

2. A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak): Adoro a ideia do livro ser narrado pela Morte. É um livro divertido e emocionante.

3. 1984 (George Orwell): Esse foi o único que li do Orwell, quero ler mais coisa dele porque achei 1984 fascinante. Mesmo tendo sido lançado há um certo tempo, a história continua absurdamente atual.

4. Morte Súbita (J. K. Rowling): Muitos não gostam desse livro. “É como se a J. K. Rowling escrevesse um livro sobre a Tia Petúnia e o Tio Valter” – li isso em algum lugar. Discordando veementemente, acho o livro muito bom, povoado por personagens fascinantes e uma narrativa que traz vários pontos de vista de uma maneira única.

5.O Enigma do Príncipe (J. K. Rowling): o sexto é o meu preferido da saga do menino bruxo. Todo o contexto onde Harry e Dumbledore investiga o passado de Tom Riddle é muito bom.

6. A Batalha do Labirinto (Rick Riordan): Li a saga há alguns anos e adorei o tratamento que o Rick Riordan deu à Mitologia Grega. Recentemente reli toda a saga e encontrei diversos problemas na narrativa, mas ainda continua divertida. Acho uma ótima porta de entrada para crianças e jovens que estão entrando no universo fantástico da Literatura. Se fosse para escolher um favorito, “A Batalha do Labirinto” tem mais momentos que me marcaram.

7. O Chamado do Cuco (Robert Galbraith): todos os livros escritos por Robert Galbraith são bons, mas o primeiro tem um lugar no meu coração. A ambientação em Londres, o submundo da moda e da fama e, principalmente, o detetive Strike e sua parceira Robin, tudo contribui para que o leitor tenha uma experiência fantástica.

8. Carbono Alterado (Richard Morgan): adoro ficção científica. E achei o universo criado por Richard Morgan muito rico, sendo futurista, mas ao mesmo tempo plausível.

9. Inferno (Dan Brown): podem me xingar aqui, mas adoro os livros de Dan Brown. E estou ciente de que muitos de seus livros têm basicamente a mesma estrutura, o que deixa a história bastante previsível. Porém, como “Inferno” foi o primeiro que li do autor, não foi previsível. E todo o trabalho com simbologia, lugares turísticos na Itália, referência à “O Inferno de Dante”, de Dante Alighieri, realmente me fascinou.

10. A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin): não consegui terminar a saga, mas li os três primeiros e comecei o quarto. E o terceiro é fantástico. Quando terminei o capítulo envolvendo o “Casamento Vermelho” fiquei uns 10 minutos boquiaberto, sem saber o que fazer. E isso diz muito sobre o livro.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de agosto de 2018 - 21:45

Se é da Netflix a gente já pode começar a chorar ou esperamos estrear?

Responder
Flavio Batista 3 de agosto de 2018 - 09:30

Dificil saber. Se bem q pelo historico, pode ser um riso de nervoso? ao melhor estilo do riso do Herr Starr

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de agosto de 2018 - 09:48

Pode sim! Já comecei o meu!

Responder
Flavio Batista 2 de agosto de 2018 - 17:44

Off topic: me deparei com esse topico aqui hj e vi essanoticia agora a pouco

https://www.omelete.com.br/filmes/a-revolucao-dos-bichos-andy-serkis-dirigira-adaptacao-da-netflix

Responder
Adilson 20 de janeiro de 2018 - 00:03

Muito boa iniciativa de vocês. É difícil elencar livros e filmes, mas vou tentar fazê-lo de acordo com os que me marcaram mais em determinados momentos da vida. Um exercício interessante, pois tem livros que li há mais de 20 anos.

O Cristo Recrucificado (Nikus Kazantzakis): é de uma genialidade terrível a maneira como o autor recria a estória da paixão de cristo a partir de uma encenação em que os personagens do livro vão assumindo os contornos dos personagens bíblicos.

O Processo (Franz Kafka): O universo kafkaniano já me tinha sido introduzido em “A Metamorfose”, mas “O Processo” fundiu minha mente ao vislumbrar as profundezas absurdas da maquinaria da sociedade.

A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera): o melhor romance que já li. A ligação de estórias e personagens permeadas por questões filosóficas e existenciais em um contexto político de invasão da Tchecoslováquia é feita de uma maneira tão sublime, que busquei outros títulos do autor, apesar de não terem me envolvido tanto.

As Intermitências da Morte (José Saramago): sou fã da leitura de Saramago, mas imaginar um mundo onde ninguém morre pra mim foi o ápice de suas realidades fantásticas, permitindo questionamentos às diversas instituições que nos governam, principalmente a religião.

Uma Estranha Realidade (Carlos Castaneda): pra mim a obra-prima de Castaneda, permitindo compreender o universo e a vida a partir de outros prismas que escapam a racionalidade ocidental. A espiritualidade ancestral indígena é apresentada de uma maneira a nos fazer questionar se a realidade que vivemos é mesmo única, ou apenas uma que criamos pra acreditar neste mundo, mas que nos cerceia de “ver” o que está além do que os olhos exergam .

Menção Honrosa: A Cidade do Sol (Khaled Hosseini): apresenta no contexto de seguidas invasões ao Afeganistão e suas consequências irracionais em uma sociedade antes em equilíbrio, a perspectiva de duas mulheres que, em um ambiente extremamente patriarcalista, têm seus destino cruzados de uma maneira, a princípio, conflituosa, mas que se identificam na dor, na opressão e na busca por liberdade.

Responder
Luiz Santiago 20 de janeiro de 2018 - 00:28

Tenho muita vontade de ler A Insustentável Leveza do Ser. Vi o filme e fiquei imaginando como seria aquilo no material fonte…

Responder
Adilson 20 de janeiro de 2018 - 09:58

Massa cara, não vi o filme, você gostou? Da sua lista, O Grande Sertão Veredas é daqueles que não quero morrer sem ler. É fiquei bem curioso com O dia do Curinga. Abraço

Responder
Luiz Santiago 20 de janeiro de 2018 - 13:08

Gostei do filme. É bom, apesar de algumas falhas narrativas. Mas o peso do drama, os conceitos políticos e pessoais são tão legais que me despertaram a curiosidade para ver como isso funcionaria no livro.

Grande Sertão é minha paixão. Eu simplesmente AMO esse livro.

E O Dia do Curinga é de uma lindeza filosófica sem tamanho. Quando puder, dê uma chance.

Responder
Francci Kelvin 4 de janeiro de 2018 - 10:00

O post é antiga, mas me interessei por ele, e quero dar a minha contribuição a quem queira, assim como eu, conhecer novos livros por meio de indicações. Prefiro não colocar uma ordem para não dar ideia de que um livro é melhor do que o outro:

1984 – George Orwell: foi um livro inesquecível e o li duas vezes, pretendo relê-lo novamente

1Q84 – Haruki Murakami : livro que me introduziu ao universo desse escritor japonês contemporâneo que não cansa de ser indicado para o Nobel de literatura (mas nunca ganha, uma pena) e é CLARAMENTE uma referência ao livro do Orwell. O final não agradou a muitos, mas o autor é “cult” e deixa muitas pistas para interpretar o final, inclusive uma frase intrigante, “se você não é capaz de entender uma coisa sem receber explicações, significa que continuará não entendendo, apesar das explicações”

O Retrato de Dorian Gray: livro que me mostrou o poder que um clássico tem na nossa mente, acho que foi o primeiro clássico que cheguei a ler.

Noites Brancas – Dostoiévski: um dos primeiros livros do autor, que me introduziu à sua prosa.

Olhai os Lírios do Campo – Érico Veríssimo: apesar de não ser considerado o melhor livro do autor, tenho boas e tristes recordações dessa leitura.

Menções honrosas: Crime e Castigo (Dostoiévski), Norwegian Wood (Haruki Murakami) e o Evangelho Segundo Jesus Cristo (Saramago)

OBS: como na lista só pode 5 escolhi o melhor de cada autor, mas já li vários livros de um mesmo autor.

Responder
Luiz Santiago 4 de janeiro de 2018 - 22:04

Muito obrigado pela contribuição e indicações! Sempre fico feliz em ver novas listas por aqui. E tenho uma enorme vontade de ler “1Q84”. Fiquei muito feliz em vê-lo na sua lista e seu comentário sobre ele. Esse eu acho que vai furar algumas posições na minha fila de livros…

Responder
Francci Kelvin 4 de janeiro de 2018 - 10:00

O post é antiga, mas me interessei por ele, e quero dar a minha contribuição a quem queira, assim como eu, conhecer novos livros por meio de indicações. Prefiro não colocar uma ordem para não dar ideia de que um livro é melhor do que o outro:

1984 – George Orwell: foi um livro inesquecível e o li duas vezes, pretendo relê-lo novamente

1Q84 – Haruki Murakami : livro que me introduziu ao universo desse escritor japonês contemporâneo que não cansa de ser indicado para o Nobel de literatura (mas nunca ganha, uma pena) e é CLARAMENTE uma referência ao livro do Orwell. O final não agradou a muitos, mas o autor é “cult” e deixa muitas pistas para interpretar o final, inclusive uma frase intrigante, “se você não é capaz de entender uma coisa sem receber explicações, significa que continuará não entendendo, apesar das explicações”

O Retrato de Dorian Gray: livro que me mostrou o poder que um clássico tem na nossa mente, acho que foi o primeiro clássico que cheguei a ler.

Noites Brancas – Dostoiévski: um dos primeiros livros do autor, que me introduziu à sua prosa.

Olhai os Lírios do Campo – Érico Veríssimo: apesar de não ser considerado o melhor livro do autor, tenho boas e tristes recordações dessa leitura.

Menções honrosas: Crime e Castigo (Dostoiévski), Norwegian Wood (Haruki Murakami) e o Evangelho Segundo Jesus Cristo (Saramago)

OBS: como na lista só pode 5 escolhi o melhor de cada autor, mas já li vários livros de um mesmo autor.

Responder
Alvaro Viana Batista 5 de agosto de 2017 - 01:17

A lista é meio antiga,mas ainda sim acho que posso dar minha pequena contribuição,bem vamos lá:
– O Nome da Rosa – Umberto Eco: É o que li mais recentemente da lista, e fui completamente fisgado por toda a trama detetivesca de Eco, e ainda com uma absurdo pano de fundo mundo medieval e ótimas discussões filosóficas e teológicas. A cena de Adso e da camponesa é encantadora.
– O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna: Uma das mais belas representações do nordeste, além de adaptável pra qualquer outra forma de arte.
– Contos de Piratas – Arthur Conan Doyle e Eduardo San Martin: O velho Doyle é ainda mais que Sherlock Holmes, nele está também um dos vilões que mais amei odiar. Capitão Sharkey.
– Odisséia – Versão adaptada pela Ruth Rocha: Me apaixonei por este livro ainda criança e posso voltar a ele outras mil vezes e ainda sim me fascinarei.
– Onde as Árvores Cantam – Laura Gallego Garcia: Li este no ensino médio, recomendado por um amigo, seu toma aventuresco me fascinou.

Responder
Luiz Santiago 5 de agosto de 2017 - 01:50

Sempre é bom termos novas adições de listas aqui! E sua lista é muito interessante. Ainda não li “Onde as Árvores Cantam”. Vou procurar!

Responder
Marcelo Cirino 29 de junho de 2016 - 15:47

Excelentes listas e bem ecléticas.
Escolher tão poucos assim, fica muito difícil como vários aqui disseram, mas esses são alguns dos que mais gostei:

O Vermelho e o Negro – Stendhal
O Cristo Recrucificado – Nikos Kazantzákis
As Viagens de Gulliver – Jonathan Swift
O Nome da Rosa – Umberto Eco
Dom Quixote – Miguel de Cervantes

hors concours: A Bíblia

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2016 - 18:11

É o tipo de escolha que coloca a gente contra a parede mesmo. Mas no final a lista fica divertida…

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2016 - 18:11

É o tipo de escolha que coloca a gente contra a parede mesmo. Mas no final a lista fica divertida…

Responder
Marcelo Cirino 29 de junho de 2016 - 15:47

Excelentes listas e bem ecléticas.
Escolher tão poucos assim, fica muito difícil como vários aqui disseram, mas esses são alguns dos que mais gostei:

O Vermelho e o Negro – Stendhal
O Cristo Recrucificado – Nikos Kazantzákis
As Viagens de Gulliver – Jonathan Swift
O Nome da Rosa – Umberto Eco
Dom Quixote – Miguel de Cervantes

hors concours: A Bíblia

Responder
Marcelo Cirino 29 de junho de 2016 - 01:25

Excelentes listas e bem ecléticas.
Escolher tão poucos assim, fica muito difícil como vários aqui disseram, mas esses são alguns dos que mais gostei:

O Vermelho e o Negro – Stendhal
O Cristo Recrucificado – Nikos Kazantzákis
As Viagens de Gulliver – Jonathan Swift
O Nome da Rosa – Umberto Eco
Dom Quixote – Miguel de Cervantes

hors concours: A Bíblia

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Marcelo Cirino 29 de junho de 2016 - 01:25

Excelentes listas e bem ecléticas.
Escolher tão poucos assim, fica muito difícil como vários aqui disseram, mas esses são alguns dos que mais gostei:

O Vermelho e o Negro – Stendhal
O Cristo Recrucificado – Nikos Kazantzákis
As Viagens de Gulliver – Jonathan Swift
O Nome da Rosa – Umberto Eco
Dom Quixote – Miguel de Cervantes

hors concours: A Bíblia

Responder
Daniel Plainview 20 de junho de 2016 - 23:07

Mt interessante as listas que vi e parabéns ao site pela iniciativa.
Quanto à minha lista, como apreciador de uma boa história de ficção e fantasia, aqui vai minha lista.
1 – O senhor dos Anéis.
2 – O Conde de Monte Cristo.
3 – 1984.
4 – Memórias Póstumas de Brás Cubas.
5 – Contos Amazônicos (Inglês de Souza, que, apesar de ler por obrigação para o vestibular, me surpreendeu positivamente).
Tenho ainda vários na agulha, como Os miseráveis, Os três mosqueteiros, Fundação (Asimov), o que falta é tempo eheheheh

Responder
Luiz Santiago 22 de junho de 2016 - 05:44

Obrigado, @Eduardo1993:disqus!
Legal ver O Conde de Monte Cristo! E mais legal ainda ver um livro de vestibular que tenha agradado tanto a ponto de entrar para uma lista de favoritos. 😀

Responder
Daniel Plainview 22 de junho de 2016 - 16:25

Luiz Santiago, se vc ainda nao leu o Conde de Monte Cristo eu recomendo mt. A imersão que o Dumas proporciona com o livro é algo incrível. Nos faz conhecer a sociedade francesa da época, com a futilidade da nobreza e sem falar que é uma livro sobre vingança, o q sempre rende boas histórias. E ainda o capitulo em q o Edmond foge da prisão foi uma das passagens mais incríveis que ja vi em um livro. A versão que eu comprei tem mais de 1600 paginas e demorou um tempão pra concluir, mas valeu a pena cada minuto gasto.

Responder
Luiz Santiago 22 de junho de 2016 - 16:52

Esse é um dos que eu tenho na minha ista de livros para ler antes de morrer. Um amigo meu já tinha dado um toque sobre o calhamaço e sobre o conteúdo, é ótimo receber essa lufada de boa indicação. O ruim é ter coragem para começar, mas ela vai vir!

Responder
Luiz Santiago 22 de junho de 2016 - 16:52

Esse é um dos que eu tenho na minha ista de livros para ler antes de morrer. Um amigo meu já tinha dado um toque sobre o calhamaço e sobre o conteúdo, é ótimo receber essa lufada de boa indicação. O ruim é ter coragem para começar, mas ela vai vir!

Responder
Daniel Plainview 22 de junho de 2016 - 16:25

Luiz Santiago, se vc ainda nao leu o Conde de Monte Cristo eu recomendo mt. A imersão que o Dumas proporciona com o livro é algo incrível. Nos faz conhecer a sociedade francesa da época, com a futilidade da nobreza e sem falar que é uma livro sobre vingança, o q sempre rende boas histórias. E ainda o capitulo em q o Edmond foge da prisão foi uma das passagens mais incríveis que ja vi em um livro. A versão que eu comprei tem mais de 1600 paginas e demorou um tempão pra concluir, mas valeu a pena cada minuto gasto.

Responder
Luiz Santiago 22 de junho de 2016 - 05:44

Obrigado, @Eduardo1993:disqus!
Legal ver O Conde de Monte Cristo! E mais legal ainda ver um livro de vestibular que tenha agradado tanto a ponto de entrar para uma lista de favoritos. 😀

Responder
Fernando de Moraes 1 de fevereiro de 2016 - 20:30

Boa noite a todos vocês do Plano Crítico, em especial ao Ritter e ao Matheus. E esse especial tem um porquê. Sendo vocês fãs de Duna e Admirável Mundo Novo, respectivamente, gostaria de saber o porquê ainda não tem crítica desses livros aqui no site? Hein? Podem me dizer? Bom, seja qual for a desculpa de vocês, é inaceitável! Tratem de providenciar as críticas desses dois livros fantásticos. 🙂

Brincadeiras a parte, falando sério agora, por favor, assim que possível, façam sim a crítica dessas obras maravilhosas, assim como vocês sou fã delas.

Parabéns pelo site e obrigado por nos fornecer tamanho conteúdo, em termos de quantidade de críticas e em termos de qualidade também, nós, leitores e fãs, agradecemos imensamente.

Portanto, mais uma vez, Parabéns e Obrigado!

Responder
Luiz Santiago 2 de fevereiro de 2016 - 19:28

Esse Matheus e esse Ritter são dois fanfarrões, viu, @fernandodemoraes:disqus! Sem comentários! hahahaha

Darei o recado para eles. Creio que em uma oportunidade futura, a crítica será possível sim, mas por hora não posso prometer nada. Como disse, esses dois são fanfarrões!

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2016 - 02:51

@Fern@fernandodemoraes:disqus, valeu! Adoro Duna. O grande problema é que li o livro há muitos anos, em uma galáxia muito, muito distante… Para fazer uma crítica, eu teria que reler e eu tenho problema com releitura de livros (tento, mas não consigo) e, nesse caso, meu TOC determinaria que eu teria que reler não só o primeiro, mas a série toda…

Mas quem sabe um dia?

Abs e obrigado pelo elogios!
– Ritter.

Responder
Fernando de Moraes 4 de fevereiro de 2016 - 19:26

Desse jeito, Ritter, você me leva a acreditar no que nosso colega Luiz Santiago disse. 🙂

Brincadeiras a parte, tudo bem. Eu também tenho uma certa dificuldade em reler algumas obras, dá para contar nos dedos de uma mão os livros que reli (na verdade, por hora não lembro de nenhum, rsrsrs).

Seja como for, espero que esse “quem sabe um dia” possa realmente acontecer, vou torcer por isso.

Abraço.

Responder
Luiz Santiago 4 de fevereiro de 2016 - 20:17

Eu avisei da fanfarronice!!! Eu avisei!

Luan Morosini 21 de dezembro de 2015 - 10:38

Realmente é difícil fazer uma lista com apenas cinco títulos, mas está aí a minha:

1. Terra Sonâmbula – Mia Couto
2. O Senhor das Moscas – William Golding
3. 1984 – George Orwell
4. Confissões de uma Máscara – Yukio Mishima
5. O Vale do Issa – Czeslaw Milosz

Outra coisa impressionante é a qualidade das listas do pessoal que comentou. Não faltam livros bons, meu deus! hehe

Responder
Luiz Santiago 21 de dezembro de 2015 - 11:40

Tem muita lista legal nos comentários mesmo! Dá o maior orgulho dos nossos leitores! hehehehe
E você tem um dos livros mais fantásticos do Mia Couto como favorito. Sensacional, hein! Adoro esse autor!

Responder
Luan Morosini 21 de dezembro de 2015 - 11:56

Mia Couto é excelente mesmo e Terra Sonâmbula foi uma leitura sem igual para mim. Agora, a lista que você fez é demais! Só tem livrão.

Responder
Luiz Santiago 21 de dezembro de 2015 - 12:04

Valeu, Luan Morosini! Como você percebeu, fazer uma lista apenas com 5 favoritos é bem difícil, mas um exame de alma ajuda a gente olhar as coisas que realmente nos tocaram.

A propósito, fiz a crítica para “Antes de Nascer o Mundo” e “A Confissão da Leoa” do Mia Couto, além do filme “O Último Voo do Flamingo”. Se leu ou assistiu, dá uma passada lá! Ou nas nossas outras listas de favoritos para você fazer sua listinha e trocarmos umas ideias também. Deixarei os links aqui abaixo. Abraço!

Listas de Favoritos do PC:https://www.planocritico.com/tag/favoritos-do-plano-critico/

Mia Couto: https://www.planocritico.com/tag/mia-couto/

Responder
Dan 9 de outubro de 2015 - 11:11

1. Contato – Carl Sagan
2. Frankenstein – Mary Shelley
3. Tio Tungstenio – Oliver Sacks
4. Os Próprios Deuses – Isaac Asimov
5. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Responder
Luiz Santiago 10 de outubro de 2015 - 12:33

E olha só o sci-fi aqui de novo! Caramba!

Responder
Ruth Aparecida 30 de agosto de 2015 - 12:44

O meu (sem ordem de preferência): Memórias de um sargento de milícias, O homem que calculava, O segundo suspiro (que deu origem ao filme Os Intocáveis), A menina do cabelo azul e O caso dos dez negrinhos (meu 1º livro que eu li da Agatha C.)

Responder
Luiz Santiago 30 de agosto de 2015 - 14:22

O meu primeiro da Agatha Christie foi “O Homem do Terno Marrom”, que amo até hoje. Aliás, ela é uma das minhas escritoras favoritas. Se tivesse uma lista maior de livros favoritos, com certeza um dos livros dela entraria!

Responder
Alexandre Marcello de Figueire 8 de agosto de 2015 - 19:47

Ninguém citou “A Revolução dos Bichos” de George Orwell.

Responder
Luiz Santiago 8 de agosto de 2015 - 20:36

É por que não estava nos favoritos de ninguém. Mas é um excelente livro, por sinal. Como quase toda a bibliografia do George Orwell.

Responder
Carlos 10 de julho de 2015 - 14:40

Sempre difícil fazer listas.
Comecei a ler na infância, odiava educação fisica e ficava na biblioteca haha

Tentando não demorar muito pensei em 05 livros:

01) O Diário de Anne Frank – Sempre leio de 5 em 5 anos e acho que devia ser obrigatório nas escolas
02) Longe da Árvore – Andrew Solomon – A definição de amor e família. Perfeito!
03) A elegância do Ouriço – Muriel Barbery – Uma experiência sensorial e marcante essa leitura
04) Conversas com Woody Allen – Eric Lax – Amo cinema e Woody é meu diretor preferido
05) Formas de Voltar para Casa – Alejandro Zambra. A grande descoberta de 2015, autor maravilhoso!

Responder
Luiz Santiago 10 de julho de 2015 - 15:09

Olha só, o livro do Eric Lax em uma lista de favoritos! Que surpresa!
Gostei bastante dessa compilação de entrevistas do jornalista com o Woody Allen. Eu devo ter lido em uma semana o livro, e periodicamente volto a reler partes, sempre que vou escrever uma crítica para um filme do diretor que ainda não temos aqui no Plano Crítico.

Responder
Carlos 10 de julho de 2015 - 15:15

Gosto muito da biografia que ele escreveu do Woody , Bem difícil de achar, comprei pelo estante virtual

Responder
Gustavo Esteves 10 de julho de 2015 - 11:31

que bom ter visto “precisamos falar sobre o kevin” nas listas, adoro esse livro, e não tenho muita simpatia pelo filme, ainda que reconhecendo as boas atuações. Mas ficou uma dúvida, será que só eu gosto de livros de romances inafo juvenis do Álvaro Cardoso Gomes…., e os de minstério da Coleção Vagalume, tipo “O fantasma que falava espanhol”, ou “O rapto do menino dourado”? Poxa, adoro Amor de Verão, mesmo depois de 15 anos continua entre meus favoritos.. ainda que atrasado segue minha lista, que foi muito difícil fazer, mas coloquei os que sempre olho com saudade da leitura e releio algumas partes:
1º O Pequeno Princípe – Antoine de Saint-Exupéry;
2º Amor de Verão – Álvaro Cardoso Gomes;
3º Precisamos Falar Sobre o Kevin – Lionel Shriver;
4º O Senhor dos Anéis – As Duas Torres – J. R. R. Tolkien;
5º O Jogador – Fiódor Dostoiévski
Abraços…

Responder
Luiz Santiago 10 de julho de 2015 - 13:42

É uma lista bastante heterogênea, que legal! Eu ainda não li o “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, talvez por isso tenha gostado do filme.

Responder
Claudinei Maciel 29 de junho de 2015 - 00:45

Minha mãe e eu sempre tivemos uma ótima relação com os livros. Éramos sócios do Clube do Livro nos anos 70 e por isso desde cedo adoro ler…
Minha humilde contribuição:
1º – O Caso da Borboleta Atíria – foi o primeiro que li e reli, e reli, e reli na minha infância
2º – Moby Dick marcou a adolescência
3º – … E O Vento Levou, pelo desafio das 800 páginas e valeu a pena!!!
4º – Frankenstein de Mary Shelley o clássico dos clássicos!!!
5º – A Última Tentação de Cristo, do Nikos Kazantzakis um salto de fé num momento delicado do início de minha vida adulta.

E minha menção honrosa vai para muitos dos que vocês listaram, pois em algum momento da minha vida li a grande parte deles e uns dois ou três vou procurar conhecer…
Abraços

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2015 - 01:21

…E O Vento Levou! UAU! Uma dia eu leio!

Responder
Tiago Lima 27 de junho de 2015 - 01:00

Minha relação com a literatura ( ou dramaturgia ) é algo muito interessante por que sempre foi incentivada pela minha mãe, tanto que quando completei 13 anos e estava de bobeira em uma tarde, minha mãe chegou, sentou e disse:

– Tó, acho que tá na hora de você ler isto aqui. Vc já esta crescendo e precisa saber como as coisas funcionam.

E me deu um exemplar que é o numero 1 da minha lista:

1- Eu, Christiane F: 13 anos Drogada e Prostituída (Autores: Kai Hermann e Horst Rieck. Editora: Círculo do Livro, 1984).

2- O Prédio, O Tédio e O Menino Cego (Autor: Santiago Nazarian. Editora: Record, 2009)

3- Musica Para Cortar os Pulsos (Autor: Rafael Gomes, Editora: Leya,2010)

4- Feriado de Mim mesmo (Autor: Santiago Nazarian, Editora: Planeta, 2005)

5- Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Autor J.K. Rowling, Editora: Rocco,1999)

Responder
Luiz Santiago 27 de junho de 2015 - 01:28

OMG!!! Achei sensacional a forma como você foi apresentado à literatura!!! Sua mãe realmente se superou! 😀

Responder
Tiago Lima 27 de junho de 2015 - 02:03

Confesso que nessa minha se superou. Dai ela quis dividir os livros da Zíbia Gaspareto, e eu disse:

– Obrigado, mas não! Ai já é demais mãe.

Responder
Luiz Santiago 27 de junho de 2015 - 13:10

Hahahaaha, ia tomar uma surra de Zibia! hahahahahaha

Responder
Mah 11 de maio de 2015 - 20:37

Boom, meu gosto pra livros é todo voltado pra romances adolescentes o que torna minha lista completamente diferente de qualquer outra aqui praticamente, mas ainda sim, vamos lá! O problema vem de: São, tantos! Fica difícil pra caramba escolher só cinco, ou uma posição realmente exata pra cada um, mas tentar é o que conta então, vamos lá! Podem não ser exatamente do gosto de muitas pessoas por aqui, mas cada um tem algo que fez eu me apaixonar, sendo assim, porque não tentar passar esse “algo” pra cá neh?

1 – Peter Pan (J.M. Barrie) – É apaixonante. Peter Pan foi a história que eu já conhecia mas nunca tinha realmente lido, e quando li foi… Mágico, realmente. O garoto que não queria crescer, eu o via de forma completamente diferente e no final do livro eu já estava chorando. Eu pensava ser uma história feliz simplesmente, do menino que nunca quis crescer e buscava amigos pra ficar com ele, mas quando li aquele final, o final de Peter foi.. Uau. Depois de ler esse livro, admito que fiquei esperando com minha janela aberta pra ver se poderia ir com ele pra Terra do Nunca.

2 – Desastre Eminente (Jamie McGuire) – É o segundo livro da série. Não tem muito o que falar sobre, mas foi um livro que completamente prendeu minha atenção do começo ao fim. Eu o li em um dia, sem parar nenhum segundo quase nem pra respirar de tão dentro da história que eu me sentia, pelo enredo, personagens, enfim… Tudo?

3 – Divergente (Verônica Roth) – A história e o mundo distópico que ela trás fazem você pensar, todo o sistema de facções além das próprias crises da personagem principal fazem você sentir cada coisa que ela passa na história como se você realmente fosse ela. O enredo te prende demais ao livro! Eu só queria descobrir toda aquela história e gritar: AUDÁCIA, ME LEVA!

4 – Entre o agora e o nunca (J.A. Redmerski) – Esse romance tem um jeito de começar completamente diferente de tudo que eu já tinha visto. Não é nada clichê e é completamente divertido o modo como eles se encontram e começam a se relacionar! Não é rápido, nem irreal, pelo contrário, se assemelha muito ao real e não ao fictício (aquela amor que a pessoa se encontra na rua e já quer casar, sabe?). A história e o casal principal, é tudo completamente divertido e gostoso de ler que te deixa com vontade de mais a cada frase.

5 – Sangue Quente (Isaac Marion) – Eu li esse livro devido ao filme “Meu namorado é um zumbi” e olha… Eu me apaixonei por um zumbi. O modo como o autor descreve R e seus “pensamentos” é tão bom e tão engraçado que eu lia e ria sozinha, várias e várias vezes. Existem muitos livros e filmes por ai contanto do lado dos humanos, mas esse cara mostra toda a sociedade dos zumbis, e por incrível que pareça é mais parecido com a nossa do que pensamos, com religião, casamento, filhos… Mas de um modo zumbi. O que torna tudo bem engraçado e completamente bom de se ler!

Difícil e demorado mas foi hahaha

Responder
Luiz Santiago 12 de maio de 2015 - 00:20

Imagino que tenha sido difícil montar uma lista. Para quem não tem muito costume, é complicado mesmo! Mas saiu, hein! E ficou bem bacana!

Responder
Dehoul 29 de abril de 2015 - 18:48

São muitos, mas esses são muito queridos (os três primeiros, livros que moldaram meu gosto literário, os dois últimos, minha visão de mundo):
#1 O Nome da Rosa – Umberto Eco;
#2 O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë;
#3 O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde;
#4 A Dialética da Natureza – Friedrich Engels;
#5 A Construção Social da Mente – Lev S. Vygotski.

Responder
Luiz Santiago 29 de abril de 2015 - 20:54

O Nome da Rosa é sensacional, excelente escolha.
Legal ver uma obra do Vygotski entre os escolhidos na lista principal de alguém. Não é muito comum. Hehehe

Responder
Karam 29 de abril de 2015 - 16:59

Matheus também colocou Huxley na lista 😀

Admirável Mundo Novo é genial.

Responder
Davenir Viganon 27 de abril de 2015 - 13:42

Ah bem, minha lista de agora. A de amanhã ou a de ontem poderiam ter outros títulos…

1# O homem do Castelo Alto – Philip DIck
2# Veias Abertas da América Latina- Eduardo Galeano
3# O RIso – Henry Bergman
4# Ser Escravo no Brasil – Kátia Mattoso
5# A Linha de sombra – Joseph Conrad

Responder
Luiz Santiago 28 de abril de 2015 - 10:46

Que lista curiosa! Você é historiador ou sociólogo, @davenir_viganon:disqus?

Responder
Davenir Viganon 28 de abril de 2015 - 11:53

Historiador. Tentei mesclar um pouco de livros acadêmicos com literatura de ficção, mas se já é dificil colocar 5 de só ficção imagina 5 livros de tudo hehehehe

Ficou de fora livros de ficção do H.P. Lovercraft, Guy de Monstapssant, Wiliam Gibson,Ray Bradburry e Franz Kafka e também os mais acadêmcios “A Sagrada Família” do Marx, “Era dos Extremos” do Hobsbawm, “Cibercultura” do Pierre Levy…

…por isso disse que minha lista de outro dia seria diferente.

Responder
Luiz Santiago 28 de abril de 2015 - 14:50

Sim, sim, é sempre um tormento fazer essas escolhas, mas o exercício é bem válido e não deixa de ser um exercício (auto)crítico, não? Eu QUASE coloquei “A Era dos Extremos” na minha lista! Quase!

Responder
Davenir Viganon 30 de abril de 2015 - 10:58

Um tormento bem divertido

Gabriella Da Silva Lemos 23 de abril de 2015 - 21:05

deixe me ver minha lista…
1 – O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones
sabe aquele livro que vc lê todo ano e não se cansa?
2 – O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
precisa falar?
3 – O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman
Uma história que toca criança que não tem muito amigos tem que ler.
4 – Hora da Estrela, de Clarice Lispector
O quanto somos insignificantes e ao mesmo tempo importantes demais no universo
5 – Farenheit 451, de Ray Bradbury
depois de ler,comecei a valorizar tudo o que eu lia…

Responder
Cristiano de Andrade 19 de abril de 2015 - 13:05

Pensei , pensei e não consegui escolher meus livros favoritos, então vou falar os 5 primeiro que vierem a minha cabeça:

Harry Potter e o cálice de fogo: lembro de ter lido os 3 primeiros livros do bruxinho em sequencia e não ter me empolgado. O quarto me surpreendeu pois finalmente a historia começa a ficar mais sombria, o vilão aparece e tem uma morte bem significativa.Sinto que a historia amadureceu alí.

Eldest: segundo livro da quadrilogia Eragon. Gosto muito de como a historia é contada, sendo dividida em duas aventuras diferentes. Acho injusto quem julga Eragon apenas conhecendo aquele filme grotesco, a saga nos livros é muito épica.

O Xangô de Baker Street: de onde o Jô Soares tirou essa historia maluca do Sherlock Holmes investigar um caso de roubo de violino no Brasil? Acho que foi o livro mais engraçado que li na minha vida.É Genial a mistura de ficção com os fatos reais históricos. A historia de invenção da caipirinha,do cavalo filho da puta, watson possuído por um exû, tantos momentos malucos, mas geniais!

Capitães da Areia: na minha escola tinha um projeto onde cada sala gravava um filme caseiro sobre um livro e a minha ficou com capitães da areia, lembro de ter lido e amado o livro, na leitura já pensava em qual dos meus amigos de classe poderia ser cada personagem, montei o roteiro, ensaiamos e nosso filme ficou muito bacana. era o favorito da galera. uma pena que na premiação que rolou no final do ano ( era tipo um Oscar mesmo) não ganhamos nenhuma estatueta, mas todos que vinham falar comigo diziam que acharam injusto e nós merecíamos ter ganhado,fomos os campeões do povo, os campeões morais. Essa pra mim foi a maior vitoria. Uma pena que eu não tenho mais a cópia do filme e o único cara que tinha se mudou e não tenho mais noticias dele, Mas até hoje tenho guardado os primeiros rascunhos que fiz quando estava montando o roteiro do filme.
Eu fiz o papel do Sem-Pernas.

Garra de Campeão: sério que ninguém citou livros da coleção Vaga-lume? Podemos dizer que meu gosto por leitura foi despertado pelos livros dessa coleção, principalmente os romances policiais do Marcos Rey. Garra de campeão não é romance policial e não é o melhor livro do Marcos Rey, mas foi o primeiro que eu lí e lembro de ter relido inúmeras vezes. é o primeiro livro que vem a minha mente quando indico um livro a um jovem que não tem costume de ler.

Tem tantos outros livros, 5 é muito pouco.

Responder
Luiz Santiago 20 de abril de 2015 - 05:51

Os livros da coleção Vagalume fizeram a minha infância e adolescência, mas não vejo nenhum deles como meus livros favoritos não, apenar de adorar a maioria! 😀

Responder
Bettina Gomes 18 de abril de 2015 - 00:39

Assim fica meio injusto, depois de ver essa lista com tantos títulos interessantes e autores peculiares, me sinto uma leiga hahah E aquela vontade de ir na Saraiva simplesmente me tomou agora. Bom… Não li tantos livros quanto esse pessoal, porém vai minha listinha:

#1 – Olhai Os Lírios Do Campo – Erico Verissimo
#2 – O Discurso Do Amor Rasgado – Poemas, cenas e fragmentos de William Shakespeare
#3 – O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald
#4 – Freud Com Os Escritores – J. B. Pontalis e Edmundo Gómez Mango
#5 – As Vantagens De Ser Invisível – Stephen Chbosky

Depois dessa lista recheada de livros, a programação para Julho já está completa hahah que venham mais livros para ocupar minha listinha 😀

Responder
Luiz Santiago 18 de abril de 2015 - 00:58

Sua lista é ótima!
Ah, esse negócio de descobrirmos coisas novas e furaram a nossa programação, hein? hahahaha Mas são surpresas boas! 😀

Responder
Pedro Duzzi 17 de abril de 2015 - 10:42

Eu AMO essas listas de favoritos de vocês. Por favor, continuem fazendo sempre, por favor! Não tá faltando gente nessa lista não?

Responder
Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 16:21

Obrigado, @pedroduzzi:disqus! Vamos continuar fazendo sim! Uma lista de favoritos por mês!

Sim, sim, faltam 2 membros da equipe que não pudera participar por motivo de força maior.
Abs!

Responder
Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:17

Olha só! É difícil encontrar alguém que tenha lido A Pedra do Reino! Caramba!

Responder
Cristiano de Andrade 16 de abril de 2015 - 23:15

Desde o ano passado eu coloquei uma meta em minha vida de ler pelo menos um livro por mês e até agora estou conseguindo cumprir esse objetivo. Essa matéria me mostrou muitos livros legais que eu não conhecia que com certeza entraram na minha lista de próximos livros para ler. Obrigado pelas dicas.

Sobre meus 5 livros favoritos, é dificil. Vou pensar um pouco e depois eu comento aqui.

Responder
Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:20

Fiquei curioso para saber os seus favoritos, ainda mais com essa meta ótima de ler um por mês!

Pergunta: você usa alguma técnica especial?

Responder
Cristiano de Andrade 19 de abril de 2015 - 12:40

ah, tipo eu pesquiso um livro, leio a sinopse, se eu curtir eu leio. Para ler em um mês geralmente pego livros de no máximo 400 paginas e tento ler 100 por semana ( eu só consigo ler nas viagens de trem para o trabalho.).

Responder
abacatemortífero 16 de abril de 2015 - 20:51

Considero uma tarefa impossível enumerar os 5 melhores livros que li. São tantas obras fantásticas. Mas confesso que os livros de Jorge Amado e Monteiro Lobato estão entre os que mais reli. Noites Brancas é fenomenal, também já reli algumas vezes “Drácula” e “E o vento levou…”.

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:19

A ideia aqui era trabalhar apenas com favoritismo mesmo, já para não cair na lista de melhores. MELHORES já lidos torna a tarefa impossível, porque a gente lê muita coisa boa. Mas FAVORITOS é outra história. Não necessariamente são os melhores que você leu, mas te tocaram e te marcaram de uma forma que, às vezes, nem o MELHOR romance lido tenha feito. Por isso temos chamados essas listas de FAVORITOS DA EQUIPE DO SITE. Porque uma lista de melhores faria todos quererem me matar. ahhahahahhaha

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daniel alves 16 de abril de 2015 - 16:54

Aí vai a minha lista de favoritos:

1 – 1984 (George Orwell)
2 – Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (Ariano Suassuna)
3 – O Senhor das Moscas (William Golding)
4 – O Alienista (Machado de Assis)
5 – O Encontro Marcado (Fernando Sabino)

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Augusto 16 de abril de 2015 - 16:52

Plano Critico revelando segredos de sua equipe hehehe, muito bom.

Não sou um leitor fanático, mas lá vai a lista:

1- A Revolução dos Bichos – tudo bem que a obra-prima do George Orwell é 1984, mas eu não fui com a cara do livro do Grande Irmão. Já a Revolução dos Bichos é fantástico, pode parecer simples (e bobo, até porque são animais falantes) à primeira vista, mas é genial. (Prometo que ainda lerei 1984).

2- 20000 Léguas Submarinas – adoro os livros do Verne, e esse provavelmente é o melhor, amo a história do Capitão Nemo e do Nautilus. Mas não posso esquecer de mencionar Viagem ao Centro da Terra e A Volta ao Mundo em 80 Dias.

3- O Guia do Mochilero das Galáxias – que saga fantástica, mas meu preferido é o primeiro (e o segundo, mas só posso escolher um. É curioso, o livro que eu menos gosto da saga é A Vida, o Universo e Tudo Mais, que está na lista do Guilherme).

4- O Alienista – adorei ver esse livro na lista, quando se pensa em Machado de Assis é raro falarem desse livro, é uma pequena pérola na obra desse gênio.

5- As Duas Torres – trilogia ótima, mas, de novo, como só posso colocar um, vai ser o que eu mais gostei (também adorei o Retorno do Rei, já A Sociedade do Anel é, no máximo, divertido).

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:16

Se eu tivesse feito essa lista uns 10 anos atrás, com certeza “A Revolução dos Bichos” entraria. Eu gosto muito desse livro, muito mesmo.

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jcesarfe 16 de abril de 2015 - 13:57

Grande lista, para min Noites Brancas é insuperável, me cativou com o primeiro parágrafo.
Já li “todas” essas obras, apesar de terem esquecido de “A batalha do Apocalipse”, para mim a melhor ficção brasileira, concordo que a lista é mesmo fantástica. A aspas em todas é que “Morte súbita” me matou de tédio no meio do livro e até hoje ele junta poeira na minha estante sem ter terminado de ler, achei horrível, um romance fraco e desconexo.

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:16

Noites Brancas é realmente muito bom, gostei de ver isso na lista do Anthonio.

Agora, uma dúvida, ainda mais porque você colocou entre aspas: você já leu todas as obras indicadas nas listas?

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jcesarfe 18 de abril de 2015 - 19:29

Sim, com exceção de “Morte súbita”, que como disse não consegui ultrapassar a metade.

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Leonardo Sette Pinheiro 16 de abril de 2015 - 10:16

Eu nunca gostei de ler na adolescência… nem os livros de vestibular eu lia…

Passado um tempo, voltei a ler algumas obras que me despertaram o desejo de ler. minha lista do top 5 é:

#1 Tormenta de Espadas
#2 O guia do Mochileiro das Galáxias (afinal temos a resposta para vida, o universo e tudo mais)
#3 Inferno de Dan Brown (parece um livro bobo, porém o recado passado pelo “vilão” mexeu com alguns conceitos que eu tinha)
#4 Até mais e obrigado pelos peixes! (temos a mensagem de Deus sobre a criação do mundo)
#5 O Hobbit e Guerra dos Tronos (ambos recentemente me acenderam uma vontade repentina de comprar e ler livros).

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:13

Bacana é ver que você acabou se familiarizando com a literatura de aventura e fantasia. 😀

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Rilson Joás 16 de abril de 2015 - 05:30

Minha relação com os livros nem sempre foi tao amistosa. Depois de uma ávida infância em que lia sem parar, pegava almanaques, admirava histórias em minha Bíblia Ilustrada, mostrava pra todo mundo minhas coleções de gibis, fui encontrando a literatura “adulta” muito chata, sentia dificuldades em ler muitas páginas, linhas e mais linhas, sem ilustrações e com palavras que me faziam correr pra um dicionário. Durante esse período lembro de O Peregrino, clássico de John Bunyan, que tinha várias ilustra coes na versão que meu pai tinha em sua biblioteca. Quando eu quis partir pra uma literatura mais séria, me deparei com textos insossos, com vários tecnicismos, o gosto foi ficando amargo, e continuei a ler apenas revistas e jornais.

Durante minha adolescência aquela chispa de amor pelos livros foi substituída pelas facilidades da TV e da internet. No colégio me faziam ler Lope de Vega, García Lorca, Pérez Galdós, eu na minha pequenez mental lia apenas por obrigação. Nesse período apenas dois autores conseguiram romper meu jejum de livros, que foi C.S. Lewis e um escritor de livros para jovens cristãos chamado Ciro Zibordi. Depois de haver assistido as adaptações de Narnia pela Walden Media, me encontrei na internet com um grupo de fans da obra e suas citações constantes dos livros me remorderam por muito tempo até que eu resolvi ler o livro que seria em dois anos adaptado, mas entrar no livro é como entrar num mundo encantado e daquele eu não quis sair mais, li todos os 7 livros e fui buscar outras obras do C.S. Lewis.

Aquilo foi em 2010, daí pra frente, eu li dois ou três livros até que aquela menina chamada Bi (ou Bibliofilia) voltasse a roubar meu coração, enquanto eu ainda não sabia o que sentia por ela, ela veio de pontinha do pé e me beijou a bochecha com Ortodoxia de G.K. Chesterton, naquele momento não havia como negar que havia química, mas se ela realmente queria algo sério comigo?

Naquela época eu tinha redescoberto o mundo espetacular do cinema com The Dark Knight Rises, que me fez buscar informações sobre o filme no YouTube, que me levou ao Omelete e ao Jovem Nerd, que tinham um bagulho chamado podcast mas que eu não tinha ideia do que era, resolvi nem investir. Um dia desses, vendo um vídeo da Lully de Verdade ela diz que participou de um Rapaduracast sobre a Pixar, dei o play, e daí o trem não parou mais, escutei horas e horas de podcast e num desses o Thiago Siqueira (que agora faz o Basically Run) faz a recomendação de um livro do Neil Gaiman chamado O oceano no fim do caminho. Bem, eu já conhecia o Neil Gaiman por Doctor Who e me inquietava o sentimento de que eu tinha que olhar finalmente pra ela olho no olho e tomar minha decisão.

Ela me inebriou, depois daquela experiência inesquecível em que as estrelas mostraram que ela e eu tínhamos tudo em comum e que eu precisava dela pra me sentir completo, eu me entreguei a ela completamente. 1984, Bíblia, Guia do mochileiro das galáxias, Dom Quixote de la Mancha, A Metamorfose, Sobre a Brevidade da vida, Discurso do método e muitos outros compuseram a base de quem eu sou hoje.

Leio desde que era pequeno, ainda assim sou leitor novato, minhas aventuras começaram há pouco, mas não posso imaginar minha vida sem ela.

TOP 5

1 – As Crônicas de Nárnia: O sobrinho do mago (C. S. Lewis) – eu amo A Batalha Final, e creio que suas últimas páginas estão entre as minhas favoritas, sensacional, mas como livro eu ainda tenho um carinho maior pelo primeiro capítulo da história de Nárnia.

2 – Ortodoxia (G. K. Chesterton)

3 – Dom Quixote (Miguel de Cervantes)

4 – Cristianismo Puro e Simples (C.S. Lewis)

5 – Guerra e Paz (Liev Tolstói) – Termino de ler ele agora, e não consigo parar de pensar no livro. Creio que o Luiz já deve ter lido ou pelo menos ouvido falar, já que Tolstói desenvolve praticamente uma filosofia da história com suas indagações.

Será que posso fazer menções honrosas?
Terei que mencionar Confissões de Agostinho que ainda não termino mas já me marcou muito, Sobre a Brevidade da vida do Sêneca que deveria ser leitura obrigatória nas escolas, As Seis Lições de Ludwig Von Mises que me introduziu ao pensamento econômico austríaco (e também poderia ser obrigatório nas escolas, rsrsrs) e Cidades Invisíveis do Ítalo Calvino (gente, tem muito livro bom na terra dos bípedes). Não coloquei a Bíblia na lista porque ela já é all-concur,
mas se tivesse que escolher apenas um livro da Bíblia seria o de Jó.

A lista que vocês fizeram me fazem querer ler mais ainda alguns desses títulos, a começar pelo Grande Sertão: Veredas, A Origem das Espécies, Crime e Castigo, Seis Personagens em Busca de um Autor e a obra do Tolkien. Muito obrigado pelas vossas recomendações.

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 04:13

Sensacional sua história de leitura! É engraçado que, em alguns casos, como aconteceu com você, a pessoa se distancia um pouco e depois volta com uma sede enorme por ler e ler cada vez mais.

Sobre Guerra e Paz, eu comecei mas não segui a leitura. Era demais para mim, na época. Mas voltarei, é um dos planos de leitura, com certeza.

Grande Sertão: Veredas é meu livro favorito. Para mim, a melhor coisa já escrita por um autor brasileiro, e sim, eu sei o risco enorme dessa afirmação, mas é o que eu penso. ahahahahaha. O livro tem uma história poderosa e de caráter humano que é, em uma palavra inacreditável, especialmente para a época em que foi escrita. E mistura mitologia sertaneja, religiosidade, existencialismo, realismo, surrealismo, naturalismo, modernismo… Além de ter os diálogos mais gostosos e mais engraçados dentro de um cenário que normalmente não permite esse tipo de abordagem. Guimarães Rosa era um gigante. De verdade. É meu escritor brasileiro favorito também, seguido de perto pelo Machado de Assis. Ele (o Rosa) experimentava com neologismos. É como ler um livro em um português mítico. É simplesmente sensacional!

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Rilson Joás 17 de abril de 2015 - 15:32

Se Deus quiser eu leio ainda esse ano. Eu estou fraco de autores nacionais, o interesse é baixo, mas depois de uma descrição dessas não tenho como correr mais, quer dizer, agora sim vou correr, mas é pra livraria buscar esse livro.

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Luiz Santiago 17 de abril de 2015 - 16:21

Me diga o que achou do livro, quando acabar!

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