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Lista | Smallville: As Aventuras do Superboy – As Temporadas Ranqueadas

Relembrando e balanceando.

por Felipe Oliveira
8.506 views (a partir de agosto de 2020)

Este ano de 2021 tem sido interessante para muitas séries que marcaram a entrada de vários ao mundo dos seriadores. Em maio deste ano, Smallville – As Aventuras do Superboy completou dez anos desde o fim, e mais recentemente, em outubro, a produção da WB Television totalizou vinte anos de sua estreia na TV. Mas claro, não é só mais um ano sendo lembrado pela data que a consagrou, e sim, pelo legado e lugar especial que acompanha o público. Por isso, é a vez de ranquearmos as dez temporadas desta saga memorável.

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10º Lugar: 9ª Temporada

Estava mais próximo do fim, e o cartaz da temporada ilustrava ainda mais o destino de Clark como salvador de Metrópolis, mas Smallville parecia sempre se desviar desse caminho. Por isso, a penúltima temporada da série se encontra aqui na décima posição desta lista. O lugar poderia ser um ciclo anterior, do início da atração, mas chegar numa fase de conclusão da série e senti que se andava numa corda bamba entre o comodismo e entregar momentos mais desafiadores sem a sequela de enrolação narrativa, era o maior vilão da série.

Mesmo com participações de vilões abrangentes como Metallo (Brian Austin Green) e sacadas surreais como o duplo episódio Absolute Justice, nem sempre a série parecia estar alinhada com essa gama que trazia de ser acertadamente maravilhosa e encantar. 

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9º Lugar: 8ª Temporada

A essa altura, a série estava mais do que avançada e segura do caminho que estava traçando, e às vezes até demais e apesar de momentos divertidos, a temporada optou por escolhas que mantinham a narrativa com uma sensação de estar andando em círculos, ou que não pareciam fazer jus aos personagens, como o arco envolvendo Chloe (Allison Mack) e Apocalipse (Sam Witwer).

Por outro lado, o desenvolvimento mais contido entre Clark (Tom Welling) e Lois (Erica Durance) como um casal no Planeta Diário, preenchiam e davam um tom singular para a temporada, bem como os plots individuais que desenhavam as futuras personalidades e responsabilidades dos personagens para essa história de nascimento do Superman: Clark, no dilema entre aceitar sua identidade como herói, e Lois abraçando ainda mais sua bravura persistente de explorar todas as lacunas e não deixar pontas soltas, neste caso, se aproximando ainda mais da sua relação com o Superboy.

Bem como o cartaz ilustra, o tema da temporada e foco seriam no lado jornalístico e investigativo da parceria contagiante de Lois e Clark no Planeta Diário.

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8º Lugar: 6ª Temporada

Talvez seja aqui que muitos que se aventuram em rever a série ou ver pela primeira vez, larguem o barco. De fato, o sexto ano de Smallville foi um dos ciclos mais difíceis de acompanhar. E olha que a atração da WB Television já colecionava muitos acertos e erros, o que passou a traçar o seu perfil, mas aqui foi uma daquelas fases promissoras que bateu num ponto que decidiu ser quase um completo desastre.

No primeiro ponto, a temporada se encarregava da introdução de Oliver Queen (Justin Hartley), apostando numa sequência de vários episódios abrangendo a origem e linha presente do personagem, isso porque o Arqueiro estava ganhando um espaço no elenco regular da série. A execução disso tudo se resumia a um efeito enfadonho para o personagem, mas que ganha força graças a performance de Hartley com o personagem, além desse funcionar muito bem nos arcos envolvendo Clark, Lois e Chloe.

Já no segundo ponto, ficou um pouco mais pesado de relevar as escolhas questionáveis da série, neste caso, Lana (Kristin Kreuk) e a péssima ideia de elevar a vilania de Lex num abusivo relacionamento. O que bem, era esperado que em algum momento o triângulo amoroso entre a dupla e Clark se chocaria, espatifando também as camadas de amizade de Lex e Clark, mas a forma planejada, acabou não sendo promissora no final. Se unindo a isso, ainda tinha a sobra, o chove e não molha de quando Lana descobriria a identidade Clark contrariando o andar da narrativa, onde deveria ter um salto de evolução.

Com erros do que acertos, Smallville entregava uma inconsistente e irritante temporada que pedia muita paciência para seguir adiante e chegar até o seu final, muito mais proveitoso.

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7º Lugar: 7ª Temporada

Apostando ainda mais na expansão do leque dos personagens do universo do Superman, o sétimo ano da série marcava a entrada oficial de Kara/Supergirl (Laura Vandervoort). Embora essa introdução tenha sido decepcionante por nunca explorar a personagem muito além da sombra de Clark, o saldo da temporada foi bem animador, afinal.

Na verdade, a impressão era de que o desenvolvimento de Kara para um efeito mais relevante que fosse digno para a heroína, foi abandonado no meio do caminho, a deixando em segundo plano e retomando sua introdução apenas quando o foco se direcionava para Krypton e seu passado. Nesse quesito, a temporada promoveu um dos melhores acertos ao destrinchar a mitologia do planeta real do Superman, os mistérios que o envolvia atrelado a uma abordagem que funcionava muitíssimo para a proposta da série. E tendo ainda mais êxito, foi alinhar esse escopo com o abraço definitivo de Lex (Michael Rosenbaum) com sua vilania.

E a título de curiosidade, o ator contou em entrevista ao EW que gostaria que os produtores desenhassem melhor o desfecho para Lex, que se deu na season finale da temporada, no 7X20, Arctic. Rosenbaum comenta que imagina que a equipe não acreditou muito na sua prevista saída da série, por isso tal encerramento. Para quem não lembra, o episódio terminava com ar de despedida com um breve retorno, mas para quem continuou, viu que a aparição do ator não se fez mais presente como de costume.

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6º Lugar: 1ª Temporada

Brega e peculiar, a primeira temporada de Smallville sempre será memorável e apaixonante. Foi difícil manter a linha de impacto após o piloto arrasador, mas a série foi conquistando um lugar de apreço e aceitação ao encorpar muitos clichês adolescentes numa narrativa procedural que desenhava o uso e descoberta de habilidades do vindouro Superman.

Ponto de rejeição para muitos, o primeiro ano da série conseguiu estabelecer como um retrato único e de exatidão na forma que caracterizava seu universo. Com um tempo, Tom Welling foi ganhando prestígio por sua interpretação como o jovem Clark, firmando ainda mais seu lugar como um acerto para dar vida a abordagem adolescente do Superman, e ainda melhor, contar com Annette O’Toole e John Schneider nas peles de Martha e Jonathan Kent, cada um concretizando um papel de impacto como figura materna e paterna de Clark.

No mesmo espaço, Rosenbaum arrepiava e conquistava com seu Lex Luthor, bem como, Lionel Luthor (John Glover). Assim, o ano de estreia do torcer a cara, contudo, se mostrou promissora e digna de um voto de esperança para sua premissa.

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5º Lugar: 4ª Temporada

Mais um salto de avanço em Smallville se via necessário, e nada melhor do que a edição de Lois Lane na série, algo que se mostrou promissor sem dificuldade, levando em consideração de que em quase 70 episódios acompanhávamos os impasses de Lana e Clark em se relacionarem, a jornalista impulsiva vinha como ponto de equilíbrio e freio para uma narrativa que precisava se desprender.

Certo que a temporada teve lá seus momentos questionáveis para sua qualidade, como quando o elenco feminino se viu num arco aleatório e desproporcional onde se tornavam bruxas. Contudo, sendo Smallville, claro que mais uma peculiaridade não seria totalmente um descaso para a série, o que fez ser divertido e interessante ver o Superboy tendo os limites de suas habilidades testadas com o uso de poderes sobrenaturais, além de que o plot também se moldava à mitologia desenvolvida na série sobre o prometido salvador, Kal-El.

Entre os passos de Lois que buscava se firmar na série, o quarto ciclo das Aventuras do Superboy evoluía satisfatoriamente Lex e a contraposição da amizade com Clark, sendo este, o ponto alto desde a temporada inicial.

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4º Lugar: 5ª Temporada

Ponto de definição não só para a mudança de tom e abordagem da série, mas também do que viria a ser explorado para a jornada de Clark como Superman, a quinta temporada de Smallville chegava com altas expectativas para o que seria feito.

O quinto ciclo marcava a transição de Clark do fim do ensino médio para Metrópolis, e sua efetivação no icônico local que seria intermediário das suas aventuras heroicas pela cidade: o Planeta Diário. Era só o começo que vinha a ficar cada vez mais forte nas próximas temporadas, com Lois, Chloe e Jimmy Olsen (Aaron Ashmore) preenchendo o corriqueiro cenário do jornal, mas também, na abrangente interação dos personagens.

Enquanto o show trazia ainda mais consequências no trajeto de Clark assumir suas habilidades e responsabilidades, a trama entregava de forma arrasadora a despedida de um dos personagens tão bem representado, este, a figura paterna física do herói, Jonathan Kent. De muitas enrolações narrativas que ainda surgiam inúmeras vezes, era imprevisível pensar que este momento de virada para Clark viria tão rápido.

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3º Lugar: 2ª temporada

Após a conquista da temporada de estreia, o ano seguinte de Smallville se mostrava ainda mais solto para explorar toda cafonice que revelava potencial e características fortes do show. A proposta da série era contar a transição do Superman na adolescência e como surgiram todas as virtudes que incorporaram sua maturidade e aceitação como herói, e a atração criada por Alfred Gough e Miles Millar acertava ao misturar clichês de narrativas românticas e teens americanas com as habilidades do herói que emergiam. E o ponto de interrogação era esse: “Como deve ser um adolescente com habilidades sobrehumanas?”

Os frutos dessa abordagem se confirma com a dupla se tornando roteirista de um dos melhores filme solo de super-herói já produzido: Homem-Aranha 2. Em cima dessa indagação, de como seria para o Superman possuir habilidades em meio ao ensino médio, a série abrangia o que deu certo ainda com um pouco de rejeição inicial, nesse caso, o “lenga, lenga” de Clark e Lana, a forte contraposição de amizade e vilania entre Lex e Clark, e os esboços de um triângulo amoroso. Tudo isso se completando para o legado da série.

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2º Lugar: 3ª Temporada

Uma das temporadas mais emocionantes e de desenvolvimento imprescindível de Lex e Clark, o terceiro ano de Smallville falava sobre passado, remorso e consequências de muitas maneiras, a começar com a inaugural abertura apresentando um Clark nível hard sob efeito da kryptonita vermelha, abraçando seu lado mais contraditório como forma de negação para os impactos de suas escolhas no ciclo anterior. O ápice disso, foi a série fortalecer outra indagação para o conflito do Superman, de quem ele é com suas habilidades longe das virtudes que o humanizava.

Em um duo sobre descobertas e lapsos do passado, a série ia a fundo na expansão da figura vilanesca de Lex, que sempre um acerto exemplar, e a escolha de Rosenbaum para desempenhar este papel só valorizava ainda mais a construção do show de entregar um vilão completo.

Após muitos conflitos, a temporada não poderia encerrar de maneira melhor, trazendo para o centro ainda mais o dilema de Clark em realizar seu treinamento como salvador da humanidade.

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1º Lugar: 10ª Temporada

O símbolo gritava e não poderia ser mais adiado. O encerramento também estava chegando, e Smallville não poderia se dar mais ao luxo de enrolar um adeus a uma série de 10 anos que já tinha provado sua premissa de muitas formas.

Tendo isso em mente, a temporada final de Smallville entregava o último passo de evolução e aceitação de Clark Kent e sua identidade como herói, o futuro Superman. E já que o limite não passaria dele correndo enquanto ficaríamos com um pequeno vislumbre do seu uniforme, o décimo ano da série entregou um misto de homenagem ao que desempenhou por mais de 200 episódios, e também, com algumas escolhas criativas que nos dariam uma prévia de como seria Clark e Lois estabelecidos como parceiros legítimos e cúmplices da união icônica dessa trajetória.

Com 217 episódios de altos e baixos, o fim veio, de forma completa e satisfatória, podendo estampar no peito um legado especial de uma abordagem singular de um herói.

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