Lista | Star Wars: Os Filmes Ranqueados (2019)

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Nós já mexemos neste vespeiro em 2017, com um pouco menos de obras para considerar e bem menos barulho, teorias e talvez certezas em relação às colocações em que se colocariam as obras do Universo Star Wars num lista como essa. Agora, com o fim de mais uma trilogia da saga (2019), voltamos ao dilema e apresentamos o nosso ranking das obras deste Universo. Participaram desta lista os seguintes wookies: Ritter Fan, Luiz SantiagoIann JelielRoberto HonoratoGilba HoffmannMichel GutwilenHanderson Ornelas.

Agora é com vocês! Deixem nos comentários as suas classificações, o que acham desse Universo e o que gostariam de ver em filmes futuros da saga. Que a Força esteja com todos vocês!

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11º Lugar: A Ameaça Fantasma

Tenho plena consciência que reclamar da Trilogia Prelúdio de Star Wars tornou-se lugar-comum e algo muitas vezes até visto como coisa de “nerd chato que não tem mais o que fazer”. Mas o que poucos realmente param para fazer é analisar os filmes com frieza e claridade de pensamento. O nerd chato (sim, sou um deles e não tenho vergonha disso) não pode ser apenas isso e tem que ir além e entender se esses filmes realmente merecem o escárnio de boa parte dos fãs.

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10º Lugar: Ataque dos Clones

Ataque dos Clones, mesmo com o desleixo narrativo de George Lucas, que parece jogar na tela tudo que lhe vem à cabeça sem se preocupar com foco narrativo, consegue ser minimamente superior ao episódio anterior, mas nada que nem de longe o torne um sucessor (ou seria antecessor?) digno da Trilogia Original. Uma pena.

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9º Lugar: A Ascensão Skywalker

A Ascensão Skywalker sofre de problemas profundos de roteiro que se fazem sentir especialmente no contexto em que o filme se encontra: não apenas fechando uma trilogia desconcertada e mal-planejada, mas tentando se passar por fechamento de um conjunto narrativo muito maior e mais rico do que a produção consegue alcançar em qualquer momento. Não seria uma tarefa fácil para o time criativo, nem que dentre esses filmes que o antecedem não estivessem alguns dos maiores fenômenos da cultura pop até hoje. Que esse seja o caso acabou sendo um agravante ainda maior para o grande deslize da produção que, nos melhores momentos, pelo menos consegue divertir em meio à tanta tensão interna. Mas seria isso o suficiente para ficar à altura da conclusão de toda a saga? Para ficar à altura de Star Wars?

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8º Lugar: Han Solo

É certo que os ares de aventura retrô funcionam muito bem aqui e conseguem se servir do universo do filme mais do que servir ao universo em que ele se ambienta, o que por si só já coloca o resultado a vários parsecs de distância do que conseguiria uma tentativa auto-indulgente de romantizar e revestir de caráter forçosamente “épico” o passado de personagens queridos e já bem estabelecidos. Trata-se não apenas de um filme possível para Han Solo, mas do que parece ser a melhor possibilidade de realização da proposta dentro do panorama atual da franquia.

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7º Lugar: A Vingança dos Sith

A Vingança dos Sith é o filme-prelúdio que mais deixa entrever o potencial dramático da origem de Vader e, apesar de, com isso, ser o melhor dos três, deixa um gosto amargo na boca. É um gosto de ver algo que poderia ter sido a salvação, mas que, na verdade, é só um sinal de que a Força realmente já havia abandonado a produção há muito tempo.

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6º Lugar: O Despertar da Força

Star Wars: O Despertar da Força é um eficiente retorno à forma para a saga espacial que fez (e faz) parte da vida de uma gigantesca legião de fãs. Pode sim se apegar demais à nostalgia, mas é uma continuação digna que ainda oferece um caminho promissor para o futuro. A Força é forte nessa nova franquia.

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5º Lugar: O Retorno de Jedi

O Retorno de Jedi é o filme mais fraco da trilogia? Talvez. Mas provavelmente não é. Não se o entendermos como o resultado da hercúlea tarefa de se fechar uma saga familiar de sci-fi/fantasia com perfeita circularidade sem, porém, perder em ousadia, construção de novos e fascinantes (e também fofos) personagens e momentos que arrancam emoções fortes mesmo depois de múltiplas conferidas. Um marco por seus próprios méritos, O Retorno de Jedi é o encerramento de trilogia que muita trilogia gostaria de ter.

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4º Lugar: Os Últimos Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi tem todos os benefícios de um filme escrito e dirigido por alguém que teve muito mais liberdade criativa para trabalhar do que qualquer um de nós esperava. O resultado é algo que, apesar de bater na mesma tecla algumas vezes, não deixa de ser muito interessante porque é novo na saga e porque nos tira da zona de conforto e nos leva para outros lugares, acenando para situações que podem ter uma meia dúzia de destinos diferentes. Trata-se de um filme que marca uma importante fase de mudança dentro e fora da série, colocando na Galáxia uma geração da Resistência que tem a realidade e a lenda como partes de uma mesma bandeira que levam no coração. A Força ainda segue forte com esta saga.

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3º Lugar: Rogue One

Rogue One é Star Wars em seu coração, mas algo completamente novo em sua execução. A obra de Gareth Edwards faz extenso uso de uma biblioteca de clichês cinematográficos e de referências ao universo criado por George Lucas em um pacote de narrativa cirúrgica repleta de personagens interessantíssimos, ação, drama, momentos inesquecíveis e, sim, um profundo – diria inigualável – senso de respeito a tudo o que veio antes, que consegue apenas ampliar a urgência da Trilogia Original, visto que agora o sacrifício de todos que vieram antes de torna mais palpável.

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2º Lugar: Uma Nova Esperança

Se é possível reduzir e resumir Guerra nas Estrelas em uma frase, seria algo assim: é um filme independente que encapsula toda a mágica da Sétima Arte em um grande, mas íntimo universo que se transformou, instantaneamente, no padrão que a Indústria passou a perseguir, sem nunca verdadeiramente alcançar. Hiperbólico? Talvez, mas vejam lá meus dois primeiros parágrafos e que a Força esteja com vocês, sempre!

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1º Lugar: O Império Contra-Ataca

O Império Contra-Ataca consegue, por seus próprios méritos, ser outro marco da ficção científica/fantasia na Sétima Arte. Em quase todos os aspectos, é uma obra superior à original, o que, por si só, é um feito quase inacreditável. É a continuação que toda a continuação quer ser, mas que quase nenhuma consegue ser. E que a Força esteja com vocês, sempre!

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.