Lista | The Flash – 5ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Nota da Temporada

Ficamos no aguardo para a prometida Crise do arrowverse que, com sorte, atuará de forma semelhante ao que foi esse capítulo em relação à série como um todo: um fechamento digno e empolgante, quem sabe? Melhor do que acabar na total decadência…

Aqui estão classificados todos os episódios da temporada, com os links para as críticas completas e um trecho delas em cada colocação. Não deixe de comentar sobre quais foram os seus episódios favoritos!

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22º Lugar: Goldfaced

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O outro elemento que por vezes acaba sendo interessante é a introdução de uma Srta. Adler para o Sherloque de Tom Cavanagh, subtrama que acaba atuando como um show à parte do sempre inspirado ator. A ideia é divertida e tem potencial ao menos para servir como um alívio cômico interessante, mas acaba igualmente mal executada ao pesar a mão nos roteirismos e por fim se degenerar em “Nora West-Allen (Jessica Kennedy Parker) oferece conselhos românticos a Sherloque Wells”. Quando nem Cavanagh salva, é porque a coisa está feia, mesmo!

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21º Lugar: The Flash & The Furious

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Preguiçoso e redundante, The Flash & The Furious comete os crimes de desperdiçar o ótimo título em um episódio no qual o personagem titular mal aparece e de sub-utilizar um aparente protótipo do batmóvel que consiste em uma fusão entre uma caranga setentista, decoração em neon anos 2000 e um tablet genérico chinês. Isso sim deveria ter sido o foco de todo o episódio, ao invés da jornada de Nora em direção ao ponto de partida!

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20º Lugar: Godspeed

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No todo, Godspeed não nos revela nada de adicional a respeito do passado de Nora, fazendo a opção curiosa de revisitar um ponto que já foi bastante comentado em meio ao diálogo expositivo… com uma narrativa repleta de diálogo expositivo! Mais um velocista ruim para a galeria e uma morte sem sentido de uma personagem introduzida aos pára-quedas depois, acabamos com o único ponto empolgante da coisa toda sendo o confronto entre Barry (Grant Gustin) e Thawne. Mais do mesmo, só que cada vez menos…

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19º Lugar: The Icicle Cometh

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O que poderia ser visto ao menos como uma tentativa de fazer alusão à continuidade frequentemente mal trabalhada da personagem acaba apenas explicitando os ares forçados do roteiro em “amarrar” uma subtrama que, após muitos e muitos capítulos como assunto secundário, recebe aqui um desenvolvimento corrido. Se Geada se tornar um big bad de respeito (e, ao menos na atuação de Secor, não vi muitos problemas no contexto do programa), terá que ser através de uma exploração mais dramática e menos expositiva do que essa.

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18º Lugar: Gone Rogue

5X20

Como tem sido tradicional na temporada, o que salva Gone Rogue da total excrescência são algumas das cenas de ação e a virada empolgante do Team Flash sobre o assalto mal sucedido da Galeria Jovem. Com os personagens centrais sendo arrastados na lama por um dramalhão desinspirado, resta apenas curtir os elementos mais bacanas da ação em tela e torcer pelo menos por um embate satisfatório contra o Flash Reverso no final de temporada. A coisa desandou feio, e a cena final do episódio encerra de forma tão absurda quanto a abertura esse capítulo de mais um momento de baixa para The Flash: quando achávamos que estávamos livres da mastigação de cenário de Chris Klein, o cara volta como ilusão para nos dar a graça de mais uma entrega terrível de linhas. É chorar pra não rir!

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17º Lugar: Snow Pack

5X19

No balanço geral, Snow Pack não é dos episódios menos assistíveis de The Flash na memória recente — a parte mais aventuresca funciona razoavelmente bem e as subtramas dos personagens ficam a uma execução um pouquinho melhor delineada de realmente chegar lá. No entanto, para as alturas em que nos encontramos na temporada, a falta de um centro narrativo minimamente sólido torna a coisa toda um show de redundâncias sem fim, sabotando até mesmo o que poderia funcionar melhor.

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16º Lugar: Failure is an Orphan

5X16

Failure is an Orphan tinha a oportunidade de encaminhar o conflito com o primeiro Cicada de forma bombástica e envolvente, mas alinhou suas peças por tempo demais em torno de uma “guerrilha dos pep talks“. A ameaça da nova Cicada empolga por ser um desenvolvimento bom da narrativa, ou simplesmente porque, em contraste com o fraco encaminhamento da história recentemente, finalmente temos algo que melhor se assemelha a um senso de urgência envolvendo nosso bigbad da temporada?

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15º Lugar: The Girl With The Red Lightning

5X21

Apostando tudo em cartas marcadas, insistindo nos mesmos erros e perdendo tempo demais brincando de gato e rato e caçando bugigangas, The Girl With The Red Lightining é sobre tudo, menos sobre a garota dos relâmpagos vermelhos. Para falar a verdade, ele não é sobre nada: é mais uma parada obrigatória da temporada antes de chegar ao desfecho, que não parece ter muitas chances de amarrar muito bem as coisas de forma satisfatória. O “melhor” que o espectador tem a esperar a essas alturas é algum teaser a respeito da Crise da CW…

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14º Lugar: Elseworlds, Parte 1

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Embora promissoras, essas peças encontram-se claramente sobressalentes na trama geral, e empolgam mais pela perspectiva em ver o encontro dos personagens do que por qualquer uso narrativo que valha a pena (ao menos com Barry e Oliver eles tentaram!). A dúvida que fica a respeito da parte seguinte é: será que a introdução de Gotham seguirá essa mesma sina? Por mais legal que seja ver elementos dos quadrinhos sendo traduzidos de forma “fiel” para a televisão, fazê-lo por fazê-lo, sem uma narrativa concreta em mente, vale tanto a pena assim? Vejamos na próxima parte de Elseworlds!

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13º Lugar: Nora

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Ainda sabemos muito pouco sobre as temáticas e encaminhamentos possíveis da temporada — o que por si só já é um mau sinal, já que o propósito deste episódio seria ao menos nos fisgar com alguma novidade interessante. Desaparecimento de Barry e vilão com voz distorcida sob a máscara nos já tivemos para além da conta! Tomara que nas próximas semanas tenhamos a introdução de elementos o suficiente para carregar a coisa à frente…

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12º Lugar: Memorabilia

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Memorabilia tem lá seus momentos, e consegue até mesmo avançar a trama de Cicada de maneira surpreendente. Porém, ao executar ideias promissoras de forma desinspirada, o episódio acaba ficando aquém do próprio potencial, mostrando novamente que os problemas de The Flash se encontram muito além da sala de roteiristas.

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11º Lugar: O Come, All Ye Thankful

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O Come, All Ye Thankful é majoritariamente um episódio totalmente na média para The Flash, que ganha pontos pelos momentos em que acerta seus alvos de maneira mais contundente. Se não falhasse nos pontos de sempre, poderia-se dizer que era um exemplo de como “enrolar” a trama da temporada sem recair no marasmo. No geral, a temporada tem conseguido se manter no nível da anterior — mas ainda há bastante espaço para melhorar. Veremos se o crossover vindouro não injeta novos ânimos na produção!

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10º Lugar: Blocked

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Com o episódio passado tendo sido a estreia de temporada de The Flash que menos me empolgou até hoje, foi um certo alívio constatar nessa semana alguns passos na direção certa, ainda que a série siga se repetindo mais do que deveria. Fazendo um inusitado bom uso de uma supervilã completamente descartável, Blocked empolga o suficiente e mostra como esses personagens divertem mais quando conseguem funcionar fora das amarras de um roteiro burocrático.

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9º Lugar: King Shark vs. Gorilla Grodd

5X15

Nem mesmo um roteiro que consegue a façanha de transformar uma proposta que tinha tudo para não dar em nada em uma trama super-heroica envolvente e divertida consegue atenuar o desencontro e a falta de planejamento explícita a respeito de nosso elenco principal. Com rumores de saídas de atores e com a vindoura Crise pintando no horizonte, é muito pouco provável que a situação melhore a tempo de termos ao menos um desfecho digno dos pontos altos da produção. Enquanto tivermos sequências bacanas como a batalha titular, pelo menos, vamos nos divertindo!

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8º Lugar: Seeing Red

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Mas isso não significa que ele seja de todo inocente: convenhamos você não torna um personagem do elenco principal paraplégico e depois o cura milagrosamente a tempo de impedir o pai de cometer um assassinato em vingança sem perder uns pontinhos de respeitabilidade.

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7º Lugar: Time Bomb 

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A virada da Cicada futurista sobre o atual não empolga tanto quando a imagem deste último já foi totalmente arrastada na lama pelo pega-pega sem fim. O segredo de Nora vem à tona quando já não é mais novidade, assim como o xeque-mate de Thawne perderá muito do momentum por tomar tempo demais nos ensaios. Ainda assim, fica a expectativa que a partir dessas mudanças a história retome o fôlego para sua reta final!

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6º Lugar: What’s Past Is Prologue

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Com o combate contra Cicada servindo apenas de desculpa para a viagem nostálgica, a resolução acaba redundando em uma anticlimática descoberta de que a linha do tempo foi posta em xeque por nada (de novo!), seguida de um empolgante ataque de Nevasca (Danielle Panabaker) dando pistas dos encaminhamentos seguintes do arco de Cicada. Mas, antes disso, o crossover Elseworlds vem adicionar mais uma camada de loucura às vidas de nossos herois. E que venham os próximos 100 episódios de The Flash!

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5º Lugar: Cause and XS

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O atalho cobra seu preço: embora seja certamente uma das entradas mais divertidas e memoráveis da temporada, é um roteiro que tem dificuldade para sobreviver a alguns questionamentos básicos, vendendo a morte repetida dos membros do Team Flash de forma um tanto superficial e telegrafando desde o início a possível resolução da situação. Infelizmente, acaba sendo a mesma de sempre: Cicada vai embora à la “Desculpe Mario, mas a princesa está em outro castelo!”. Um pouquinho de consequência não iria mal — mas afinal de contas ainda é “cedo”, já que são 23 episódios para se preencher…

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4º Lugar: The Death of Vibe

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The Death of Vibe consegue ser o melhor episódio da temporada até agora, equilibrando muito bem suas várias subtramas e mantendo o ritmo e tonalidade de narrativa quadrinhescos que tanto combinam com a série. Melhorando em praticamente todos os aspectos em relação aos episódios anteriores, finalmente vemos esboçar algo realmente interessante para o serial. Para ficar perfeito, só faltava fechar todo esse arco antes mesmo do crossover de dezembro!

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3º Lugar: News Flash

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News Flash é um bom episódio que combina muito bem o formato “vilão da semana” com o desenvolvimento de personagens e com o arco principal da temporada. Trazendo respostas instigantes sobre alguns dos mistérios até aqui, a série não deixa de entregar uma aventura auto-contida que diverte por si só, e continua se esforçando em tornar o casal West-Allen um par de protagonistas mais interessantes. Se continuar assim, quem sabe?

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2º Lugar: Legacy

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Uma grata surpresa após uma sequência especialmente ruim de episódios, Legacy conseguiu se tornar, para mim, o segundo melhor finale da série até aqui, perdendo apenas para Fast EnoughNo entanto, nem que fosse um episódio perfeito (o que certamente não é), o capítulo não escaparia de carregar consigo o peso de uma temporada arrastada e com momentos fracos demais, sabotando em grande parte os desenvolvimentos de uma trama que tinha tudo para divertir e empolgar muito mais de maneira orgânica.

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1º Lugar: All Doll’d Up

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Tendo sucesso em conceder os holofotes aos dramas pessoais de Iris e milagrosamente saindo vitorioso do outro lado, All Doll’d Up é um ótimo episódio de The Flash, e indica uma abordagem promissora para ser seguida no futuro pela produção. Drama, poderes absurdos, super-heroísmo clássico e uma penca de auto-referências a uma cronologia conturbada: todos os ingredientes de um bom quadrinho do subgênero estão presentes aqui.

GIBA HOFFMANN . . Graduado em Ciências Mutantes pelo Instituto Xavier Para Estudos Avançados, realizou trabalho de pesquisa em Historiografia Mutagênica sob orientação do Prof. Charles Xavier. Mestrado interrompido em Transmutação Humana sob orientação do Prof. Doutor Van Hohenheim. Doutorado em Transcendência Dimensional de Cômodos sob orientação do Professor Doutor John Smith. Atualmente realiza curso por correspondência (escrita) sobre Combate a Vampiros com o uso de Stand, pelo Instituto Speedwagon.