Lista | The Handmaid’s Tale – 3ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Nota da Temporada

Aqui está a minha lista classificando os episódios desta 3ª Temporada de The Handmaid’s Tale. Um ano cheio de muitas promessas mas que só trouxe momentos realmente sólidos em seu início e em seu fim. O desenvolvimento da temporada foi marcado muito um arco ruim e pequenas outras linhas narrativas que simplesmente nada traziam de novidade ou avançavam de maneira coesa os eventos. Ainda terminamos com um saldo bastante positivo, mas não sem muitos percalços no meio do caminho. E agora, a classificação. Não deixe de comentar com a sua lista também!

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13º Lugar: Unfit

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Unfit foi um episódio difícil e que me deixou estranhamento confuso em relação a como avaliá-lo. Penso que o flashback para Tia Lydia foi decepcionante e que o bloco em Gilead trouxe uma June muito descaracterizada. Ela já se mostrou badass na série sem ser cruel com outras mulheres vítimas dessa sociedade. E eu não gosto dessa nova versão da protagonista. Devemos temer pelo que vem pela frente?

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12º Lugar: Heroic

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A planificação desse episódio é algo tão bem pensado, que mais uma vez me trouxe lembranças do glorioso Household, até aqui, o melhor capítulo da temporada e um dos melhores de toda a série. Mesmo com uma primeira metade filler, não dá para ignorar a excelente direção de Daina Reid (que também assinou um dos melhores do ano passado, Holly). A cada intervalo de mais ou menos 5 minutos a diretora muda o ângulo de enquadramento para June, partindo de um olhar opressivo, distanciado, indiferente, para um caloroso close-up com direito ao retorno da personagem à sua própria essência — se alguém, por algum motivo obscuro, havia ignorado a fala de Janine, de Serena e do médico, ouvir da boca da própria protagonista o que ela diz na cena final certamente fechou a questão. Isso e o fato de coroar a segunda metade desse episódio, que diferente da primeira, é maravilhosa.

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11º Lugar: Under His Eye

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Neste episódio nós vemos claramente o lado irresponsável e absurdamente egoísta de June vir à tona, fazendo coisas que colocam muita gente em perigo e manipulando pessoas para intuitos particulares, sem medir as consequências de suas ações. A parte final do episódio, tanto em relação Eleanor Lawrence quanto em relação à Martha, provam isso. E o que mais se destaca aí é que ela própria poderia ter sido enforcada, se Tia Lydia não tivesse mandado Ofmatthew ficar de olho e denunciasse qualquer “anormalidade”. Longe de mim demonstrar qualquer simpatia por Ofmatthew, uma aia totalmente vendida ao sistema, mas sinceramente, ela salvou June com sua denúncia — a prova de que as coisas não são mesmo preto no branco no dia a dia… Há algo bem interessante se levantando aqui e eu estou curioso para ver onde isso irá desaguar, nessa segunda metade da temporada.

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10º Lugar: Mary and Martha

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Mary and Martha traz ótimas cenas de suspense, inteligente uso de fotografia noturna e um pouco mais de informações sobre outros lugares de Gilead, sobre o que acontece na periferia dos bairros dos Comandantes, sobre o que se fala e planeja à vista de todos, mas que “ninguém” vê. No que diz respeito à ação das personagens, temos aqui mais um largo passo, uma  confirmação do novo tom da série. Nesse ritmo, chegaremos ao final da temporada com Gilead bastante abalada. Ou não. Vai saber.

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9º Lugar: Unknown Caller

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Ao fim deste Unknown Caller meu coração estava em disparada e eu não consegui evitar a estranha sensação que também senti nos muitos passos para trás que o episódio The WordFinaleda 2ª Temporada, nos trouxe. Embora sejam situações bem distintas e originadas de diferentes contextos, o problema, no fim das contas, é o mesmo: o roteiro dá corda para um avanço considerável na série, abrindo as portas para que a trama cresça e visite outros espaços, mas ao cabo, corta praticamente todo o ganho conseguido. Como lidar com isso? O que foi que você fez, Marissa Jo Cerar?

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8º Lugar: Sacrifice

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E aí temos June, agora em uma mais uma (compreensível e esperada) ação moralmente impactante. Fred deu a letra certinho para Luke sobre como June está agora. De fato, Gilead transforma uma pessoa e June (olha só como é bom empreender uma mudança de maneira orgânica, justificável, narrativamente lógica dentro da série, da temporada e para a jornada da personagem… dá vontade, não é Unfit?) vem passado por remodelações intensas nessa temporada, sendo essa guinada final a que mais se encaixa coerentemente na personagem. E é esta mulher que está organizado uma fuga de crianças de Gilead, prestes a enfraquecer abertamente o sistema. A cena dela com Rita foi uma das coisas mais belas e delicadas do episódio e June está realmente assumindo o seu lugar de liderança. Que mulher, minha gente, que mulher! Que venha agora o final.

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7º Lugar: God Bless the Child

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Embora eu não tenha gostado muito da montagem na primeira parte do episódio (o ritmo é bem estranho nas cenas em Gilead) e o flashback de June, apesar de lindamente dirigido e fotografado, parecer meio preguiçoso e carente de mais coisas acontecendo, God Bless the Child foi realmente um bom episódio. E mais dois medos se somam à minha longa lista com essa série: a nova companheira de caminhada de June e, em outra camada, Luke. Uma, pelo que pode representar de revés para as aias e outro, porque me deu a impressão que Gilead está de olho nele, o que não é uma coisa boa. O que isso pode representar para ele e para a série?

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6º Lugar: Night

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Ao iniciar a temporada criando um bom trampolim para ações e não uma reafirmação do sofrimento e das perdas pura e simplesmente, Bruce Miller consegue virar a chave de perigo no show para mais um ano inteiro de excelentes possibilidades. Se souber aproveitar bem essa deixa criada, podemos esperar mais uma jornada de tirar o fôlego.

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5º Lugar: Useful

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As possibilidades de mudança na trama geral desta série ganhou um novo fôlego nessa temporada, algo ainda melhor do que no ano anterior, simplesmente porque divide a opressão com um pouco mais de vitórias e paz. Isso já acalanta um pouco o nosso coração e mostra todo o trabalho dramático com essas mulheres dando frutos. Se o que vier a seguir estiver nessa linha de mudanças, excelente fotografia, direção e dramaturgia destes três episódios iniciais, então teremos mais uma grande temporada em mãos. Que o Senhor Possa Abri-la.

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4º Lugar: Bear Witness

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Com uma direção muitíssimo elegante de Daina Reid, que sabe exatamente o quê e como mostrar as coisas a ponto de deixar fúria, curiosidade e outras emoções no espectador, Bear Witness é, em andamento e exposição de personagens, o que essa temporada inteira deveria ter sido. Como disse antes, a rusga do episódio está apenas na motivação direta para a inspeção de Winslow, mas isso é algo que logo se ajusta no propósito do capítulo e resulta em um inteligente concatenador de temáticas. É aquela história: bons roteiros fazem milagres, não descaracterizam personagens ou inserem arcos inúteis na temporada. Será maravilhoso se os três capítulos seguintes seguirem por este mesmo caminho de boas abordagens. Bendito seja o fruto.

p.s.: Janine! Janine! Janineeeeeeeeee!!!

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3º Lugar: Liars

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Embora caminhem em ritmos diferentes, com tratamentos estéticos opostos e tendo diferentes consequências para a série, ambos carregam algo de suma importância em termos de ação. A prisão de um lado e um belíssimo assassinato do outro. June agora está lutando exatamente contra quem ela deveria lutar: o sistema. E quando isso resulta em algo positivo… ah, o prazer é todo nosso. A cena do assassinato é uma das mais fortes e mais libertadoras que eu já vi na série e, mesmo que todo o elenco esteja incrível, não dá para não exaltar (mais uma vez!) a grande Elisabeth Moss.

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2º Lugar: Mayday

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Por um lado, este episódio tem total a cara de Series Finale, e não apenas de Season Finale. Por outro, é curioso imaginar uma “sequência definitiva” para para tudo isso. Agora eu realmente espero que a 4ª Temporada seja a última da série. Mas deixemos isso de lado. Cruzaremos esta ponte quando chegarmos lá. Fiquemos agora com o nosso coração aquecido e a felicidade de saber que mais de 50 crianças escaparam do horror de Gilead. Uma vitória estupenda. Viva as mulheres! Viva June!

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1º Lugar: Household

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Cenas terríveis e dolorosas como o castigo das aias com as argolas nos lábios e a discussão entre Serena e June no Memorial Lincoln, mais a tocante cena entre June e Tia Lydia colocaram ainda mais lenha na fogueira das nossas dúvidas ou raiva. Além disso, temos uma visão geral a respeito dos caminhos que a temporada pode tomar, sempre com interessantes surpresas como a abertura para o passado de Nick, algo que provavelmente deve retornar no próximo episódio. Não tenho certeza se vou curtir tanto o desenvolvido da temporada em torno do dilema de Nichole, mas uma coisa é certa: já temos o episódio candidato a primeiro lugar na lista de melhores deste ano. Bendito seja.

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.