Lista | The Twilight Zone (2019) – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

PLANO CRITICO ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Nota da Temporada

Não escondi minha animação quando este revival foi anunciado. A série clássica criada por Rod Serling no fim da década de 1950 é uma das melhores coisas que já passaram pela televisão, e mesmo quando tinha seus pontos baixos não perdia o charme por conta da experiência de participar das histórias de Serling. Nesta nova versão conseguiram trazer Jordan Peele para o comando, o que chamou a atenção do público. Mesmo não sendo o showrunner (assumindo o posto de produtor e narrador de todos os episódios), Peele foi uma das melhores partes dessa temporada. Com alguns episódios que dividiram os fãs e tiveram um sério problema de tom, Além da Imaginação terminou seu primeiro ano de maneira inesperada e a possibilidade de uma mudança na abordagem para sua segunda temporada.

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10º Lugar: The Wunderkind

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Espero ansioso para o verdadeiro retorno triunfal de Além da Imaginação. Este episódio não só me decepcionou por conta de todas as oportunidades perdidas mas por esquecer que o público não precisa que todos os pensamentos dos personagens sejam verbalizados ou repetidos constantemente para que entendamos. É uma pena ver um série como essa virar uma paródia de si mesma, sem saber aonde ir e tentando demais ser moderna e corajosa, mas sem atitude alguma. Pelo menos a música da campanha de Oliver é chiclete o suficiente para ser a única coisa na sua cabeça sobre esse episódio depois de um tempo.

plano critico The Wunderkind além da imaginação

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9º Lugar: A Traveler

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A Traveler é a primeira grande decepção da temporada, que até agora teve episódios bons, mas nada que faça deste revival uma experiência diferente. Além da Imaginação sempre contou com grandes revelações e reviravoltas, mas elas eram sempre precedidas de bons personagens e um drama envolvente, o que não foi encontrado neste episódio. Vamos torcer por uma melhorada nos próximos episódios.

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8º Lugar: The Comedian

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Mesmo com a boa atuação de Nanjiani, que é facilmente a melhor parte do episódio, e Diarra Kilpatrick, uma de suas concorrentes, The Comedian sofre com os próprios elementos que introduz. O primeiro deles sendo a figura misteriosa de JC Wheeler, que não é apenas interpretada por um Tracy Morgan caricato, como entrega rapidamente que tipo de história teremos. Pequenas piadas visuais são inseridas, mas poucas são engraçadas ou contribuem para a construção daquele mundo. Talvez o maior desperdício seja o mal entendido envolvendo o nome do clube de comédia e a falta de um apóstrofo. Parece uma grande piada com uma excelente preparação, mas que vai a lugar nenhum. Com um enredo interessante apenas até metade do episódio, ficando previsível rapidamente, a série pode ter começado com um pé esquerdo, mas as coisas podem mudar.

plano critico the comedian além da imaginação

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7º Lugar: Point Of Origin

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Eu admito ter olhado para o relógio uma ou duas vezes durante a exibição do episódio, o que fica pior considerando sua duração média de quarenta minutos, uma das menores da temporada. Point Of Origin não sabe bem o que fazer com tudo que tem e conclui sua história de maneira abrupta, mas pelo menos se esforça o suficiente para tentar algo novo. Não merece muitos elogios, mas foge da surra que outros episódios sofreram.

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6º Lugar: The Blue Scorpion

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Fica clara aqui a intenção do episódio em abordar um dos debates mais polêmicos da América, o porte de armas de fogo. E pela primeira vez nesta temporada, tivemos uma abordagem um pouco menos óbvia do assunto principal. Não vamos nos animar, continua visível a intenção do roteiro, mas em The Blue Scorpion o verdadeiro foco está na maneira como atribuímos valor ao inanimado, ou como damos vida aos nossos medos.

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5º Lugar: Blurryman

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Com isso a série começa a questionar sua própria existência e o relacionamento com os fãs. Arriscado, mas necessário. Infelizmente, a trama se desenvolve de forma preguiçosa, dando mais foco ao homem borrado – um mistério bem previsível. E é durante a reviravolta que temos um momento de pura nostalgia e a indicação da direção que a segunda temporada (já confirmada) deve tomar. Rod Serling, recriado digitalmente (nada nível Blade Runner 2049 ou os personagens dos filmes da Marvel), surge das sombras e carrega Sophie para além da porta, revelando várias realidades. Os dois conversam e finalmente entendemos a intenção deste revival e onde ele pretende habitar, em uma zona onde a diversão não precisa ser deixada de lado para que o público possa apreciar a parte crítica.

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4º Lugar: Nightmare At 30,000 Feet

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Nightmare At 30,000 Feet entrega uma nova versão de um clássico e tem sua própria voz. Esse é um exemplo mais próximo do tom único de Além de Imaginação, com ênfase na paranoia e um pé na insanidade. O roteiro aqui é melhor aproveitado, apresentando a ansiedade de Sanderson logo nos primeiros minutos, e revelando informações sobre o voo e alguns passageiros aos poucos.

The Comedian e Nightmare At 30,000 Feet plano critico the twilight zone alem da imaginação

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3º Lugar: Replay

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Replay é uma história arriscada, mas necessária. É uma pena ver a reação negativa de uma parcela do público com um episódio que fala tanto com o fã de Além da Imaginação, ficção científica e principalmente, com o nosso cotidiano. Não só afeta a recepção e a visibilidade da delicada direção de McMurray e a excelente atuação de Sanna Nathan, que deram de tudo para uma das poucas narrativas da série onde o presente vindo além da imaginação não traz benefício algum, apenas mostra as várias vertentes temporais onde a personagem não consegue vencer. No fim, descobrimos que ela tinha a ferramenta certa, só não sabia como usar. Não é sempre que podemos voltar ao passado e resolver um obstáculo, às vezes a melhor solução é enfrentar o desafio de frente. Por mais episódios como este, não importa se tivermos que deixar a sutileza de lado por um tempo, o que Serling tentou nos ensinar há muito tempo.

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2º Lugar: Six Degrees Of Freedom

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Um dos pontos altos está nos personagens. E é curioso notar como essa é a primeira vez neste revival que temos um elenco menos conhecido do público, o que prova como um bons atores e um roteiro decente podem fazer a diferença. Há várias sequências onde você pode sentir a mesma ambientação de filmes como Alien: O Oitavo Passageiro ou o menos aclamado, Sunshine – Alerta Solar, com toda a equipe interagindo naturalmente, com bons diálogos e descontração. Assim como nestes filmes, o episódio chega a aprender com esses filmes como construir uma sequência perfeita onde vamos de alívio cômico e celebração para um momento de tensão e desespero. A fotografia ajuda bastante nesse aspecto, tendo êxito em usar muito bem as sombras e o piscar de luzes para aumentar o suspense.

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1º Lugar: Not All Men

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Este episódio é o mais próximo que temos de algo dirigido por Jordan Peele, tendo um pouco da atmosfera de Corra!, tomada pelo suspense do imprevisível. Mas apenas comparar Campbell com Peele não seria justo, ela tem sua própria maneira de fazer com que aquele mundo não seja apenas um espelho do nosso, servindo para representar muito bem o tipo de pesadelo coletivo que encontramos na zona além da imaginação. Sua direção preza por enquadramentos abertos, mesmo quando temos apenas interações entre dois personagens. É engraçado como assim ela consegue intensificar uma sensação de paranoia e claustrofobia. Por mais episódios como este.

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ROBERTO HONORATO . . . Criado pela TV, minha família era o programa dos Muppets e minha segunda casa era a locadora (era fácil de chegar, só precisava atravessar a rua). Não me incomodava rebobinar todas as fitas, e nem podia, já que assistia o mesmo filme várias vezes. E quando não é cinema, o cheiro de quadrinhos me chama de longe e preciso gastar dinheiro que não tenho. E nunca esqueça: #sixseasonsandamovie