Lista | Titãs – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Nota da Temporada

A primeira temporada de Titãs é uma mistura de vários acontecimentos verdadeiramente interessantes, consideravelmente divertidos, mas que não têm muito pelo que realmente falar ultimamente. Os coadjuvantes, a exemplo, foram tornado mais importantes do que certos protagonistas, como Gar, o que mostra um senso de desorientação por parte dos escritos, que não sabem como criar arcos de personagens que sejam coerentes com a narrativa central contada, parte do todo e não disperso ao todo. Uma colcha de retalhos, é o que aparenta. A série não é estafante, muito pelo contrário, pois os personagens são interessantes e a atmosfera criada é convidativa, mas o sentimento é de que pontas soltas estão sendo abertas e esquecidas, o que não é inteiramente verdade, apenas que a frustração com o término da temporada é oriunda desse desprezo dos roteiristas por nós mais firmes, cadarços competentemente amarrados – a segunda metáfora com cadarços que faço no ano, por sinal. O gancho pelo gancho, quase covarde, sem coesão alguma, encerrou o último episódio. O que irá ser contado na segunda temporada? O primeiro episódio terminará algo que já deveria estar terminado, o que é uma pena, mas a vontade de assistir continua. O roteiro é uma bagunça completa, começando coisas que não termina – alguém se lembra da policial que era parceira de Dick e que morreu sem ninguém dar falta? -, contudo, o coração da série, rebelde, angustiada, acerca de pertencimento, está no lugar correto.

11º Lugar: Dick Grayson

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O mais que curioso Dick Grayson, conclusão da temporada de um seriado que conquistou surpreendentemente o seu público, mostra, com muita incompetência, ser igualmente uma problemática redefinição do que passou a ser, enfim, a série Titãs, deixando o seu passado como construidora de uma identidade própria, caso a maior violência gráfica fosse uma das demandas por um distanciamento das outras produções cinematográficas, para se unir ao fan service da maneira mais inócua possível, sem nenhuma intenção narrativa concreta. A criação de um universo não acompanha a criação de uma narrativa. As palavras a comportarem o sentimento do espectador, após os quarenta minutos desse derradeiro episódio, são muitas, mas não variam: decepção, frustração, raiva, vazio ou qualquer outra expressão sinônima ao quão insuficiente é o capítulo para a conclusão de uma temporada.

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10º Lugar: Koriand’r

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Como eu estava enganado…: “A primeira cena de Koriand’r exemplifica perfeitamente bem um pouco da aleatoriedade do episódio da semana passada, Hank and Dawn, prontamente justificando, sem muitas frescuras, mas pouca coerência, o gancho narrativo que havia sido mostrado – os apelos da jovem Rachel (Teagan Croft) pela ajuda de seus outros amigos pássaros, enquanto estava, aparentemente, sendo esganada por Kory (Anna Diop). A questão problemática é: por que a citação a Jason Todd, última pessoa do mundo que a garota pensaria naquela situação, e por que mostrar, aqui, o pedido por assistência, que não se concretiza? Os dois últimos episódios da série provavelmente usarão esse artifício novamente, porque esse não deve ser um caso de roteiro imensamente equivocado.

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9º Lugar: Hank and Dawn

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“Os críticos do mais novo episódio de Titãs não estarão verdadeiramente equivocados: a estagnada é realmente problemática. Os capítulos podem ser até divertidos, mas coesão não é uma das virtudes da série, que, agora, pula de um gancho gigantesco, que encerrou Donna Troy, para uma examinação do passado de Hank e Dawn, completamente gratuita, mas também muito bem executada. O relacionamento ganha profundidade, ganha camadas, coisa que, mesmo assim, não necessitava de um episódio para si mesmo – em contrapartida, os conceitos estabelecidos pelo público acerca de presenças relevantes do cenário heroico apresentado são ressignificados. Os coadjuvantes que estrelam episódios mais “soltos”, aparentemente, não serão esquecidos, tornando-se mais do que meras participações especiais. Os deméritos, em termos da execução de uma narrativa, que, supostamente, não se decidiu como resolver-se de capítulo para capítulo, permanecerão para uma avaliação da temporada. Hank and Dawn é uma romântica incursão, necessária para uma série sombria e sem vergonha – o problema é a burocracia.

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8º Lugar: Titans

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Ninguém esperava muita coisa de Titãs. O resultado, porém, está longe da tragédia anunciada. Nada mais jovem que a série que encontramos em seu episódio de entrada, uma reunião entre adolescentes e jovens adultos que, aparentemente, encontrará vigor na relação entre os personagens, como aconteceu em tantas encarnações do super-grupo, culminando em uma animação baseada, realmente, apenas nisso, com doses de humor descerebrado. Por esse primeiro episódio, se auto-intitulando o nome da série, o enfoque atribuído à narrativa acaba deslocando um pouco o relacionamento do espectador com aqueles que deveriam ser o coração da obra: os Titãs. A juventude daqui é rebelde; agride policiais, tortura criminosos e foge de casa após ver sua mãe sendo assassinada; rouba lojas, come besteiras altamente calóricas e corre pelado pelas matas; veste roupas extravagantes, incendeia prédios e esquece como foi parar em um carro à beira da estrada.

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7º Lugar: Origins

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O seriado Titãs, ao seu terceiro episódio, nomeado justamente Origins, é o verdadeiro começo das origens do super-grupo retratado, trabalhado, de fato, como super-grupo – coisa que, teoricamente, teria começado a ser fomentada no primeiro episódio. Os dois capítulos passados, de certa maneira, possuem pontuações completamente desqualificadas atualmente, a favor de um prosseguimento mais natural ao verdadeiro motor de uma equipe como essa – as relações dos personagens uns com os outros. A exemplo, a morte de Rohrbach, acontecimento revelado abruptamente, é simplesmente ignorada por Dick Grayson (Brenton Thwaites), mostrando que a personagem nunca foi realmente interessante aos roteiristas, facilmente desistindo de qualquer consequência mais direta ao evento.

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6º Lugar: Hawk and Dove

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“A polêmica série Titãs, em seu segundo episódio, decide segurar os passos dispostos anteriormente – a apresentação contida de Estelar (Anna Diop) e a aparição conclusiva de Mutano (Ryan Potter) – e desenvolver apenas a narrativa envolvendo Dick Grayson (Brenton Thwaites), o Robin, e Rachel Roth (Teagan Croft), a Ravena. A repentina freagem é interessante, mas diminui ainda mais a deixa empobrecida envolvendo o personagem de Ryan Potter, oriundo de uma tentativa fracassada – diga-se, desonesta – de transportar o espectador de um episódio para o outro, no caso, do primeiro para o segundo. Hawk and Dove, ao mesmo passo, substitui-os, presenças mais protagonistas, por outros dois personagens, coadjuvantes, mas, aqui, homônimos ao título, Rapina e Columba, relevantíssimos para a trama respectiva, que, possivelmente, também dá origem à primeira casualidade significativa da temporada.

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5º Lugar: Donna Troy

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Após Columba e Rapina, a Patrulha do Destino e Jason Todd debutarem, a série Titãs novamente recorre a um personagem secundário, que ainda não havia sido apresentado, para continuar a desenvolver, paralelamente, a sua história principal. Os episódios pares parecem, até o exato momento, possuir esse enfoque no inédito, com o intuito de trabalhar, curiosamente, o passado. Donna Troy (Conor Leslie), também conhecida como Moça-Maravilha nos quadrinhos – igualmente na série, em referência esperadíssima -, é uma presença recorrente na vida de Dick Grayson (Brenton Thwaites), aparecendo em um ótimo flashback e sendo, mais para frente, reencontrada já em sua forma adulta, em que, assim como o Menino Prodígio, distanciou-se de seu status quoanterior, assumindo uma postura revigorada no seu presente. O sentimento de redundância temática é notável – o uniforme já foi jogado fora, mas, aqui, as conversas repetem o discurso de auto-descobrimento apresentado anteriormente -, contudo, as dinâmicas são interessantes.

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4º Lugar: Asylum

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O asilo é um cenário recorrente da mitologia que envolve o Batman, personagem associado com o protagonista de Titans, Dick Grayson (Brenton Thwaites), mas a localidade retratada no novo episódio da série não se encontra dentro de uma premissa argumentativa destinada a criar uma outra instituição marcante, em comparação com o icônico Asilo Arkham – que não é nem meramente mencionado. Um caráter quase genérico, em contrapartida, é recorrido para a exploração dos personagens e não da narrativa relacionada a esse ambiente qualquer, meramente impulsionador de demais desenvolvimentos dramáticos. A exemplo, respostas não são dadas aos espectadores. O que aqueles cientistas estavam fazendo e qual é o interesse deles em Rachel (Teagan Croft)? Os mistérios continuam.

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3º Lugar: Together

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O quinto episódio de Titãs é um capítulo sobre união, sobre os personagens tornando-se um verdadeiro time, algo esperado desde o começo da série pelos fãs. O enredo retorna à premissa original, sobre Rachel Roth (Teagan Croft) sendo perseguida por pessoas enormemente exóticas, interessadas em uma profecia qualquer. Os antagonistas são os mesmos de capítulos passados, porém, os roteiristas decidem encerrar a premissa da Família Nuclear – que ganha um novo pai, nos reiterando o quão estranhos eles são -, resolvendo, por conseguinte, certas pontas soltas. Um episódio que pode ser chamado de conclusivo, enquanto, paralelamente, também transitório entre um elemento de enfoque para outro, dada a chegada de um novo personagem – uma mini-digressão que, provavelmente, ressignifica em como a série intercalará a narrativa principal com a apresentação de outros personagens, como foi o caso dos pombinhos Columba e Rapina e, mais recentemente, da extraordinária Patrulha do Destino.

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2º Lugar: Doom Patrol

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O destino é um verdadeiro pregador de peças. Rachel (Teagen Croft), correndo pela mata, fugindo da sociedade após ocasionar uma explosão em St. Paul’s, concluindo o episódio passado de Titãs, encontra, entre árvores e árvores, surpreendentemente, Gar (Ryan Potter) – melhor falando, o personagem em seu estado felino -, que conhecera pouco tempo antes. Doom Patrol é um capítulo que, em muitos aspectos, trabalha o destino diretamente, criando, consequentemente, justificativas competentes para existências de coincidências narrativas, a exemplo de argumentação sobre pontuações coesas entre si. O destino, no final das contas, guiou os personagens até aquela situação, aparentemente uma decisão maior, independente deles.

Quando entramos, mais para frente, no quarto do garoto, enxergamos um pôster de Abbott e Costello Contra Frankenstein, comédia de 1948, notação preparando o terreno do espectador para as criaturas que a protagonista do episódio encontrará, não muito diferentes – extremamente parecidas, em um caso específico – dos monstros clássicos do horror britânico, transportados para o cinema norte-americano e transformados em verdadeiros ícones cinematográficos. O público conhecerá, enfim, a curiosa e interessantíssima Patrulha do Destino.”Confira a crítica completa clicando aqui.

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1º Lugar: Jason Todd

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Jason Todd é um excelente episódio que insere um personagem completamente novo dentro do cânone de Titãs, mas conhecido dos amantes dos quadrinhos, objetivando a criação de um contraste ao protagonista da série, Dick Grayson (Brenton Thwaites). O interesse não é na fomentação de mais arcos individuais, que apresentaria, nesse caso, mais uma peça de um tabuleiro já preenchido, o segundo Robin e todos os demônios que o garoto carrega em seu peito rebelde, honestamente juvenil. Jason Todd não quer estudar Jason Todd (Curran Walters), mas sim Dick Grayson principalmente. O personagem introduzido nos últimos instantes de Together, auxiliando narrativamente o seu antecessor, é um meio argumentativo, não um fim por si mesmo.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.