Lista | Top 10 – As Melhores Super-Heroínas da Marvel Comics

Se eu tivesse que fazer um Top 10 de listas difíceis de fazer, várias delas seriam compostas de “melhores ou piores personagens de quadrinhos”. São tantos e tão variados, que limitar a apenas 10 é uma tarefa árdua. Mas o exercício é muito divertido, mesmo sabendo – e sofrendo – pelas ausências que fatalmente ocorrerão.

A proposta da lista de hoje é escolher as 10 melhores super-heroínas da Marvel Comics. Apesar de a lista ser substancialmente minha – Ritter “Jones” Fan – decidi, em um arroubo democrático, pedir ajuda aos universitários Luiz “Invisível” Santiago, Gabriel “Pryde” Carvalho e Giba “LeBeau” Hoffman, que contribuíram com as cinco super-heroínas Marvel favorita deles. Mas, que fique claro, democracia é um sistema falho, pelo que eu a apimentei com doses maciças de meu suave e benevolente despotismo. Afinal de contas, ficar somando votos somente para descobrir que quem eu quero não ficou na posição que eu quero na minha própria lista é inconcebível!

Só umas regrinhas, antes de começarmos:

  • As escolhas foram feitas a partir de nossas leituras dos quadrinhos e não com base em séries de TV ou os filmes do Universo Cinematográfico Marvel;
  • Só entraram super-heroínas da Marvel que atuam constantemente com tais, ou seja, personagens femininas como Mary Jane Watson e outras, mesmo que porventura, algum dia, tenham vestido algum uniforme para uma ação esporádica, não foram consideradas;
  • Só entraram personagens do universo padrão Marvel, o chamado Terra-616, pois ele já é grande o suficiente;
  • Isso aqui não é uma competição para listar as mais obscuras super-heroínas da editora, então não adianta esperar a presença da heroína que aparece de costas no oitavo quadro da 11ª página da edição perdida e nunca publicada de Fabulosos X-Men. Ela provavelmente não estará aqui.

Vamos lá?

10º Lugar:
Carol Danvers

Primeira aparição: Carol Danvers – Marvel Super-Heroes #13 (março de 1968); Miss Marvel – Ms. Marvel #1 (janeiro de 1977); Binária – The Uncanny X-Men #164 (dezembro de 1982); Warbird – The Avengers #4 (maio de 1998); Capitã Marvel – Avenging Spider-Man #9 (julho de 2012)
Criada por: Roy Thomas e Gene Colan (Carol Danvers)

Carol Danvers compete com Hank Pym pelo posto de personagens da Marvel que mais personas super-heroísticas adotaram. Surgindo como coadjuvante nas histórias do Capitão Marvel em 1968 e ganhando super-poderes e o codinome Miss Marvel em título solo entre 1977 e 1979, depois mudando para Binária, Warbird, novamente Miss Marvel e, finalmente, Capitã Marvel, a personagem sempre esteve presente no tecido narrativo da Marvel Comics a partir de sua entrada efetiva para o mundo super-heroístico no final dos anos 70. É bem verdade que foi só a partir dos anos 2000 que ela realmente agarrou com força o posto de uma das mais largamente utilizadas personagens femininas da editora, mas ela definitivamente fez por onde.

9º Lugar:
Vespa (Janet Van Dyne)

Primeira aparição: Tales to Astonish #44 (junho de 1963)
Criada por: Stan Lee, Ernie Hart, Jack Kirby

Vespa é uma das fundadoras dos Vingadores, sendo responsável pela nomeação do grupo, e uma das personagens de presença mais constante nas variadas formações, apesar de poucas vezes ter sido brindada com publicações solo. Seja como for, de um mero interesse romântico de Hank Pym, a super-heroína chegou a ser líder do super-grupo por anos, além de ter feito parte também dos Vingadores da Costa-Oeste.

8º Lugar:
Viúva Negra (Natasha Romanova)

Primeira aparição: Tales of Suspense #52 (abril de 1964)
Criada por: Stan Lee, Don Rico, Don Heck

A Viúva Negra tem uma história de origem fascinante. Treinada e condicionada duramente na União Soviética – por meio de tortura e até mesmo esterilização – e transformada em uma das mais letais espiãs e assassinas do Universo Marvel, Natasha Romanova foge para os EUA e tem sua história costurada com a do Homem de Ferro, Gavião Arqueiro, S.H.I.E.L.D. e até mesmo Capitão América e Wolverine. Apesar de ser uma das mais antigas super-heroínas da editora ela, assim como a Vespa, ganhou relativamente poucas publicações solo, mas sempre esteve presente nos grandes arcos e eventos da editora.

7º Lugar:
Mulher-Hulk (Jennifer Walters)

Primeira aparição: Savage She-Hulk #1 (fevereiro de 1980)
Criada por: Stan Lee, John Buscema

Bruce Banner não tem escolha e faz uma transfusão de seu sangue para Jennifer Walters, sua prima, em uma emergência. Nasce, assim, a inesquecível Mulher-Hulk, personagem que, se no início foi retratada como mais uma derivação de super-herói clássico, ganhou personalidade própria ao tornar-se advogada e assumir a persona esmeralda com orgulho. Último personagem relevante criado por Stan Lee, a Mulher-Hulk pode não ter constantemente a selvageria de seu primo mais famoso, mas ela certamente abriu seu espaço nas páginas da mitologia Marvel.

6º Lugar:
Elektra Natchios

Primeira aparição: Daredevil #168 (janeiro de 1981)
Criada por: Frank Miller

Uma ninja assassina. Pronto, isso é o suficiente para justificar a presença de Elektra nessa lista. Utilizada como antigo interesse amoroso do Demolidor e costurada à mitologia do herói, sua morte pelas mãos do Mercenários usando uma de suas adagas sai é uma das mais chocantes e lembradas pelos leitores de quadrinhos. Sua ressurreição em uma edição especial luxuosa e histórias como Elektra Assassina garantiram sua perenidade no Universo Marvel.

5º Lugar:
Tempestade (Ororo Munroe)

Primeira aparição: Giant-Size X-Men #1 (maio de 1975)
Criada por: Len Wein, Dave Cockrum

Ororo Munroe controla o tempo, um poder mutante que sempre considerei muito estranho. Mas, diante da evolução da personagem pelo trabalho de Chris Claremont a frente da segunda – e provavelmente mais famosa – formação dos X-Men, abordando-a como uma deusa primeiro, depois como alguém que faz de tudo para proteger a vida e, aos poucos, transformando-a em uma das mais icônicas líderes da equipe e, mais para a frente ainda, já traindo seus princípios por questões de necessidade, também dos Morlocks, Tempestade é uma das mais inesquecíveis personagens da Marvel Comics.

4º Lugar:
Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff)

Primeira aparição: The X-Men #4 (março de 1964)
Criada por: Stan Lee, Jack Kirby

A natureza dos poderes e a paternidade da Feiticeira Escarlate (e de seu irmão Mercúrio) é extremamente confusa hoje dia,  quase que motivo de chacota pelos mandos e desmandos editorais da Marvel. No entanto, se esquecermos esses “detalhes” e focarmos na evolução da personagem desde que fazia parte da Irmandade dos Mutantes, passando a compor os Vingadores em sua segunda formação, depois apaixonando-se pelo androide Visão e casando-se com ele (não tem como não ficar admirado com a coragem dessa linha narrativa!) e, mais para a frente, seu enlouquecimento que leva à eliminação de quase todos os mutantes e à criação de uma utopia, fica impossível concluir que sua influência no Universo Marvel – para o mal ou para o bem – é impressionante e duradoura.

3º Lugar:
Kitty Pryde

Primeira aparição: Uncanny X-Men #129 (janeiro de 1980)
Criada por: Chris Claremont, John Byrne

Kitty Pryde é um caso curioso de super-heroína que, apesar de ter tido alguns codinomes (Sprite, Ariel, Lince Negra e até mesmo Senhora das Estrelas), nenhum deles “pegou” de verdade e ela perenizou-se no panteão Marvel como Kitty Pryde mesmo, com seu nome completo sendo Katherine Anne Pryde. Criada por Chris Claremont, ela passou a fazer parte dos X-Men ainda adolescente e, como o autor notabilizou-se em fazer, ganhou forte desenvolvimento ao longo dos anos, além de mais poderes do que meramente atravessar paredes e, claro, um dragãozinho roxo, Lockheed. De menina apaixonada por Colossus, Kitty graduou e tornou-se líder dos X-Men anos depois e uma das mais respeitadas mutantes de todos os tempos.

2º Lugar:
Jessica Jones

Primeira aparição: Alias #1 (novembro de 2001)
Criada por: Brian Michael Bendis, Michael Gaydos

Falem o que quiserem de Brian Michael Bendis, mas Jessica Jones é uma das joias da coroa dos anos 2000 da Marvel Comics, sendo um dos poucos personagens (de qualquer sexo) da editora criados a partir do novo milênio que não é derivado de algum outro já estabelecido. Um feito e tanto só por isso. Mas Jessica Jones é mais do que só isso. Ela é uma super-heroína que não liga e não quer ser uma super-heroína, que faz sexo causal com quem bem entender, que fica frequentemente bêbada, que tem boca suja e que sofre de depressão. É uma personagem que simplesmente não tinha lugar em uma editora mainstream de quadrinhos de super-heróis, mas que por alguma conjunção astral rara foi brilhantemente retconada como se “sempre tivesse existido” no Universo Marvel a partir de sua aclamada publicação solo Alias. Minha vontade era colocá-la em primeiro lugar, mas ganhou a senioridade, como vocês podem ver abaixo.

1º Lugar:
Jean Grey

Primeira aparição: The X-Men #1 (setembro de 1963)
Criada por: Stan Lee, Jack Kirby

Sim, Jean Grey – a Garota Marvel, ou Fênix, ou Fênix Negra – é o 1º lugar da lista. Sua evolução de mutante com poderes telecinéticos para uma das entidades mais poderosas de todo o Universo Marvel, com um inesquecível fim trágico – hoje um dos arcos mais queridos de tudo o que já foi publicado pela editora – e suas diversas voltas à vida com é marca de seu mais famoso codinome, além de sua participação em um triângulo amoroso interessantíssimo que tem como outros dois vértices Ciclope e Wolverine simplesmente garantem sua presença aqui no topo da lista.

Menções honrosas:

Mulher Invisível, Mulher-Aranha e Vampira.

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E então, quais são as suas 10 super-heroínas preferidas da Marvel Comics? Mandem suas listas nos comentários!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.