Lista | Top 10 – Os Melhores Filmes de Yasujiro Ozu

PLANO CRITICO OS MELHORES FILMES DE YASUJIRO OZU TOP 10

A análise da filmografia de Yasujiro Ozu aqui no Plano Crítico começou em 12 de dezembro de 2018, com a crítica de Dias de Juventude. O projeto veio como mais um capítulo do “Especial Anual Com Críticas Apenas de Luiz Santiago e Ritter Fan“, que temos já há algum tempo por aqui. Juntos, eu e esta minha 666ª personalidade já desbravamos sozinhos os pântanos surrealistas de Luís Buñuel; os picadeiros oníricos de Federico Fellini; as chuvas ensanguentadas nas paisagens de Akira Kurosawa e ainda, fora do cinema, todas as viagens de Tintim.

Nesta quinta jornada em dupla, voltamos novamente o nosso olhar para o Oriente (já tínhamos feito um Especial sobre o diretor japonês favorito do Ritter, agora era a vez de fazer sobre o meu). Oito meses depois e dois adiamentos de uma semana, chegamos ao fim. Durante esse trajeto criticamos 33 filmes, dos reportados 55 que Ozu dirigiu. Dos que faltaram para a nossa lista, temos as seguintes causas numéricas: 17 deles são filmes perdidos; 2 deles são filmes incompletos (ou seja, perderam-se a maior parte dos negativos) e 3 deles não conseguimos encontrar em lugar nenhum.

A classificação que vocês veem neste TOP 10 foi feita a partir da minha lista e da lista do Ritter. Abaixo de cada lugar, deixo os pontos acumulados de cada obra, somando a colocação em ambas as listas. Para ler as críticas de cada filme, basta clicar nos links ou nas imagens. Agora é com vocês! Digam se já viram algum filme do Mestre Ozu, se gostam do diretor e quais são os seus 10 filmes favoritos dele.

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10. Munekata Kyôdai

3 pontos

plano critico AS IRMÃS MUNEKATA 1950 top 10 ozu

As ideias de que a dor não é para sempre e de que é preciso ter coragem para buscar algo que realmente nos faça feliz estão hasteadas no final de As Irmãs Munekata, encerrando as idas e vindas do pêndulo da vida com um novo olhar para fora, para as montanhas que mostram uma cor diferente, que parecem estar diferentes. Uma promessa de nova vida atravessada por uma bela trilha sonora e pelo marcante toque de deliciosa melancolia, ingrediente que sempre encontramos nos filmes do diretor, expondo a vida como ela é.

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9. Ukikusa

3 pontos

plano critico 1959 ERVAS FLUTUANTES top 10 ozu

Ervas Flutuantes é um exercício de convivência e mudanças. Nem sempre as reações das pessoas são aquilo que esperamos delas e nesta refilmagem, tal sensação fica ainda mais evidente. Emoções, compromissos e condições sociais são apenas alguns dos itens que formam a vida desses personagens, que os afetam e que são passageiros, como as ervas flutuantes do título. Como a vida de cada um de nós.

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8. Sanma no Aji

5 pontos

plano critico A ROTINA TEM SEU ENCANTO 1962 top 10 ozu

A Rotina Tem Seu Encanto fecha poeticamente a sensacional carreira de Yasujiro Ozu. Vemos um diretor completo deixando para trás um conjunto de obras que aponta para o lado bom da vida com vigor, mesmo em situações adversas. É um olhar positivo em meio a tanto horror que volta e meia precisamos para novamente achar equilíbrio e forças.

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7. Ohayô

7 pontos

plano critico BOM DIA 1959 top 10 ozu

Ozu nos expõe as relações humanas e familiares em pleno momento em que o mundo ao redor se transforma, o consumismo se torna uma “necessidade comum” e a fuga através da nova tecnologia já é um afã nacional. Com a poesia que se faz presente em todas as coisas, o diretor nos pergunta se tudo aquilo a que damos valor é realmente essencial para a nossa vida ou apenas faz parte das falsas necessidades, geradas pelo pelo fetiche de milhões produtos. Bom Dia é, acima de tudo, um filme sobre o supérfluo e o essencial.

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6. Akibiyori

10 pontos

plano critico DIA DE OUTONO 1960 top 10 ozu

Dia de Outuno pode até estender-se mais do que deveria diante de sua temática redundante, mas é impossível não sair da experiência hipnotizado pela performance da dupla feminina principal. Ozu, para nos forçar a contemplar e a desafiar a tradição, extrai de suas atrizes trabalhos irretocáveis que compensam todo e qualquer problema detectável ao longo de sua refilmagem que não é refilmagem.

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5. Kohayagawa-ke no Aki

10 pontos

plano critico também FIM DE VERÃO 1961 top 10 ozu

O ciclo natural se fecha com um tremendo respeito à vida, à decisão das mulheres sobre seu destino, aos novos tempos de dificuldades e a um sólido olhar esperançoso pelo que virá. O verão chega ao fim, mas o outono, como todos nós sabemos, também tem a sua beleza e sua marca na vida dos homens, física e simbolicamente.

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4. Sôshun

16 pontos

plano critico COMEÇO DE PRIMAVERA 1956 top 10 ozu

Começo de Primavera é uma análise da convivência a dois. Um filme que chama a atenção para a necessidade de autocrítica e para o fato de que se houver honestidade, amor e vontade de fazer diferente, as coisas realmente podem funcionar e um novo momento florir dos mesmos laços. Como é de praxe na vida.

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3. Banshun

16 pontos

plano critico também PAI E FILHA 1949 top 10 ozu

Pai e Filha passará despercebido do espectador na primeira conferida, porque ele é feito para ser assim, um filme minimalista discreto que nos faz mergulhar em seus meandros mesmo que não queiramos, somente para descobrir que, quando piscamos novamente, 108 minutos se passaram. E isso nos obriga – ou deveria, pelo menos – a revisitar a obra para olharmos com um olhar menos encantado, menos capturado pelas lentes de Ozu de forma que possamos entender como sua mágica funciona. Um filme como esse, que nos faz viver de maneira vicariante sem que sequer percebamos o que está acontecendo, simplesmente não tem preço.

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2. Tôkyô Monogatari

16 pontos

PLANO CRÍTICO ERA UMA VEZ EM TÓQUIO 1953 TOP 10 OZU

Era Uma Vez em Tóquio mantém-se como um daqueles filmes sobre a vida que impressiona pela crueza e realismo com que expõe sua problemática. Algo que todos nós conhecemos muito bem e que, depois de uma sessão dessas, nos pegamos novamente pensando a respeito.

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1. Bakushû

19 pontos

plano critico também fomos felizes 1951 top 10 ozu

Bakushû mostra um pouco o orgulho que é viver e ter experiências e disposição para aconselhar os mais jovens e lembrar-se com carinho de tudo o que já se passou ao longo da vida. E como parte deste constante ciclo, à medida que as gerações mais antigas só querem paz e descanso, as mais novas precisam batalhar para fazer com que sua colheita futura seja tão rica quanto os sonhos do presente. Até que eles se lembrem, em idade avançada, o quanto foram felizes.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.