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Lista | Top 10: Os Melhores Personagens de Lost

por Iann Jeliel
7150 views (a partir de agosto de 2020)

A LISTA PODE CONTER SPOILERS DE TODAS AS TEMPORADAS! Leia, aqui, as críticas de todo nosso material do Universo Lost.

Falar de Lost sem seus personagens é impossível, aliás, nessa maratona o que mais venho fazendo é destrinchá-los minuciosamente dentro das mudanças estruturais e linguísticas da série. Ou seja, sempre reforçando que eles são e sempre foram o seu mote principal, o que faz Lost ser especial diante das demais séries. Diante disso, eu (Iann Jeliel) e meu companheiro (Davi Lima), para começar a apimentar o especial, trocamos horas de conversa para definir a lista dos 10 (e sim, apenas 10) melhores personagens da série.

Foi uma tarefa difícil, visto que raramente existem personagens ruins ou problemáticos na série, e até mesmo aqueles que são, de todo modo conseguem cumprir muito bem a função que lhes é dada no grande jogo emocional e filosófico dos desdobramentos da história. Selecionar os 10, no entanto, não foi tão difícil quando se tinha critérios bem estabelecidos para ajudar no recorte, o mais difícil mesmo foi chegar em um consenso para ordená-los. Sendo assim, descreverei exatamente o processo que utilizamos.

  • Cada um fez sua lista individual com 15 personagens, aqueles que se repetiram no TOP 10 de cada um automaticamente entraram (no caso, foram os 8 primeiros colocados, o que já ajudou bastante).
  • Para fechar as últimas colocações, ranqueamos os personagens não repetidos e utilizamos o sistema de pontuações somente para eles. Ainda assim, o último colocado teve pontuação repetida a Então, para fechar definitivamente essa colocação, tomamos a liberdade criativa de juntar um dos empatados a outro personagem já classificado, tendo em vista que na série a construção de ambos é praticamente inteira feita em conjunto (vocês compreenderão logo abaixo).
  • No restante das pontuações, os 5 primeiros dentre os 6 que sobraram foram considerados para as menções honrosas. Não houve empate, inclusive o último personagem de cada um foi o mesmo e acabou ficando de fora.
  • Para a ordem principal, nos 8 primeiros, foi usado um novo sistema de pontuações. Houve empate triplo entre 3º, 4º e 5º colocados, e o desempate foi feito pelo critério daquele que ocupou a melhor colocação em um dos rankings isolados.

Detalhado todo esse processo, não mostraremos os números das duas pontuações diferentes utilizadas para não confundir a cabeça de ninguém e para a lista não perder sua mágica. Lembrando, toda lista é PESSOAL, não existe nenhuma com “caráter” definitivo. Portanto, não “faltou” nenhum personagem, nenhum foi “esquecido”, porque essa é NOSSA LISTA, e vocês podem educadamente deixar a lista de vocês nos comentários, colocando suas concordâncias e discordâncias referentes a nossa. Espero que gostem das colocações e dos nossos comentários sobre cada uma delas!

Menções Honrosas

Antes da lista principal, comentários curtos sobre aqueles que quase entraram nela!

Charlie Pace (Dominic Monaghan) : o músico de rock, religioso e representação da luta contra as drogas. Entre o profano e o sagrado, entre a certeza da confiança em atitudes redentoras e a incerteza quanto às aparências da volta destrutiva às drogas, Charlie é o mártir religioso cristão que se sacrifica por opressão da anarquia, mas que é grato em reza pela morte representativa de defesa por um ato salvífico, realmente a oportunidade de salvar pessoas de maneira concreta.

Claire Littleton (Emilie de Ravin): a grávida que conserva o valor comunitário forte dos sobreviventes na ilha. O aspecto “pró-vida” e o mistério da necessidade de cuidar do filho a transformam categoricamente na ilha, como uma personagem obcecada, mas com fortes relações parentais com os heróis, formulando a irmandade como anseio de uma mãe que perde um filho.

Daniel Faraday (Jeremy Davies): o cientista e músico que torna a matemática em poesia, fazendo que seu drama torne a ilha em um fardo relacionado a sua própria origem. É o personagem que coloca em xeque as questões sobrenaturais e estruturações de viagem no tempo dentro da mudança transladada da ilha.

Richard Alpert (Nestor Carbonell): o servo fiel de algo superior na ilha, e ao mesmo tempo em que não envelhece e mais tempos são descobertos dentro da ilha, não apenas se torna o mistério encarnado como é por ele que surge a compreensão do “gênesis” da ilha e tudo que nela há em conflito.

Penelope Widmore – “Penny” (Sonya Walger): firma-se como a mulher que sabe quem é que faz um homem realmente bom. Em seu romance com Desmond ela move montanhas para encontrá-lo, o romance que é constante e ao mesmo tempo parece existe de maneira muito passageira. Por fim, é a musa heroica, porém servindo de mediadora do destino de seu parceiro, não de  inspiração exploratória. Acaba por ser apaixonante em poucos episódios por tanta profusão de amor.

10° Lugar
Mr. Eko

Interpretado por: Adewale Akinnuoye-Agbaje

O personagem mais anti-climático da série exatamente por não ser restaurado pela ilha, na verdade mostra que a ilha tanto faz milagres quanto assassina por más intenções. Ele é a revelação isolada de como a religião cristã alimenta a mitologia de Lost. Sua falta de medo e sua incompreensão de como profecias tão claras eram mal interpretadas desequilibram o heroísmo clássico, trazendo à tona princípios judaicos, de construir templo, de fazer orações, de decorar versículos, e plenitude quanto à missão de desvendar o mal que assombra a ilha.

Sua redenção é pela morte de seu irmão, pelo sacrifício imperfeito de preservar sua família longe do mal. Por isso sua narrativa na ilha é na contramão, é adversa aos aspectos mais centrais de Lost, em que a transformação de Eko não ocorre na ilha, só se revela que ele já veio transformado, mas ainda lhe faltava um ministério eclesiástico, uma comunidade que não levasse em conta seu passado desastroso, e sim sua fé como cristão.
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09° Lugar
Kate Austen

Interpretado por: Evangeline Lilly

Com flashbacks dignos de um bom filme de ação, Kate nada se parece em atitudes ou até mesmo em formação de personagem com a donzela em perigo, muito menos com a musa do romance clássico. A narrativa dela é algo muito único, de quebrar traumas, ver cavalos pretos na ilha e questionar veementemente o herói enquanto se apaixona pelo coadjuvante no caminho. O espectro valente e corajoso carrega distúrbios morais que vão não só aprendendo a torná-los habilidades de compreender o certo a se fazer, como compreender uma espécie de submissão saudável ao papel da maternidade como um crescimento de um sonho que quebra o medo da intimidade, o medo do desarme emocional para revelar segredos, erros e desvios sociais.

Exatamente no desfazimento disso, em apropriar como força sua função materna, provoca-se sororidade e questionamento ao herói moderno quanto ao equilíbrio psicológico do drama da queda e fragilização do homem. Kate se transforma por meio de romances, mas compreende sua real transformação no exercício de mãe, mesmo em meio a um disfarce de sobrevivência do acidente da ilha. Ela questiona o conserto da ilha e quem busca consertar todas as coisas sem haver autoanálise de como isso pode ser uma opressão. Assim, não há necessariamente perdão pelos pecados de Kate no passado da ilha, é uma personagem que não se categoriza e sabe seguir um homem, identificando bem seus erros e acertos.
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08° Lugar
Sun-Hwa Kwon & Jin-Soo Kwon

Interpretado por: Kim Yoon-jin & Daniel Dae Kim

A escolha por juntá-los como uma opção de personagem é coerente porque o que é contado sobre um problematiza o outro, em que há uma forte interdependência que não nega particularidades. Culturalmente, o casamento deles tem consequências violentas, em que o amor de um por outro envolvia um contrato implícito pela aceitação paternal de Sun do matrimônio. Se não bastasse isso, o fato de Sun falar inglês e Jin ter o desafio de aprender na ilha como um processo de aproximação humanística da série, faz com que o casal apresente motivações genuínas tanto de um para com outro quanto para com os heróis da trama.

Não há cinismo na construção e desenvolvimento do casal, nem mesmo pretensões grandiloquentes, exceto pela ligação amorosa em constante afirmação em meio a uma ilha que regenera casais também, contra o machismo e prisões culturais da violência empresarial. Entre eles, o anel se torna o símbolo mais precioso, e a distância temporal e consequentemente espacial tem sua conclusão à Titanic satisfatória para tornar o casal coreano muito desapegado dos empecilhos culturais, esfarelando mais ainda os limites globalizantes para a narrativa do romance heroico.
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07° Lugar
Juliet Burke

Interpretado por: Elizabeth Mitchell

A personagem incompreensível, aquela que sempre soa sem propósito, mas condena a bondade a acontecer. O seu mistério quanto às intenções é suprimido pelas ações concretamente benéficas para os heróis, e por isso há uma melancolia em sua jornada, em nunca se satisfazer por ela nunca sair da defensiva de revelar suas intenções. Na sua performance cientificista e amor ao seu trabalho em prol da fertilização independente da mulher, seu drama é exatamente ir para uma ilha e compreender por que não nascem bebês. Em geral, seu dilema maior é com a maternidade, mas de maneira mais complexa. Juliet, por não ter um filho ou dificuldades em relacionamentos amorosos em constância, ou provocar infidelidade, tem por consequência um beco sem saída em alcançar de início uma solução relacionada as suas intenções.

A transformação da ilha para ela envolve permanecer lá, em vista que a conclusão disso é descobrir sem meios científicos o milagre de crescer um feto, colocando esperança quanto à maternidade, e encontrar um amor sacrificial, sem infidelidade envolvida ou algo semelhante. No entanto, sua busca associada aos heróis de sair da ilha nasce do sem propósito que se tornou ficar nela. No fim, seu nome não só remonta a Shakespeare nominalmente por uma obra romântica e trágica na era clássica britânica. A conquista do público em meio a sua força como personagem é que sua tragédia determina um romance só seu e institucionaliza uma maternidade mais abrangente que um filho humano, uma que celebra o conserto temporal da ilha como uma natureza conserva o sistema saudável ciclicamente.
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06° Lugar
John Locke

Interpretado por: Terry O’Quinn

O “lostólogo” da série, o Indiana Jones em espírito de aventura que alavanca inspirações do criador J.J Abrams para a série. Ele não tem a pose de herói como Indy, nem a graça, muito menos a passividade conclusiva para o heroísmo. John Locke é o sábio em aprendizado e o aprendiz amadurecido. Eis a ambiguidade grandiloquente entre iconoclastia e iconização, o personagem que faz o que quer à espera da revelação sobrenatural do destino. Talvez um dos grandes diferenciais de Lost seja a abordagem religiosa como práxis, em que a cada temporada a frontalidade do misterioso é do oculto se torna o próprio jogo narrativo. E com certeza Locke é quem constantemente combate o término, combate a ilha como algo racional, colocando-a como redentora.

Pensa-se que ele é um antagonista à ciência, ou até um revolucionário insensível à saída da ilha por questões particulares, mas é exatamente por não ser isso que causa incerteza e temor quando ele exercita alguma liderança, ou faz atos bondosos demais, pois sempre parece que sua função é manipular para a crença religiosa na ilha. Nesse sentido, ele é o mártir, mas não de qualquer forma, não há símbolo heroico, há profunda tristeza na falta de fé que ele enxerga nas pessoas e na ignorância sob a qual cresceu por acreditar numa paternidade secante de seu corpo e psicológico. John Locke não é glorioso, ele é quem se deve seguir, mas sempre duvidar, é aquele em quem se confia, sem nunca o idolatrar.
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05° Lugar
Hugo Reyes – “Hurley”

Interpretado por: Jorge Garcia

Sem dúvida o personagem mais carismático, o conhecedor de cultura pop e personalizado pela frase “eu faço meu próprio destino” da maneira menos pretensiosa possível. Hurley é o coadjuvante do dilema quando a comédia e a subestimação se tornam os principais problemas para concretizar sua importância na narrativa. Ele sempre está disposto a quebrar tensões clichês, fora que suas ações sempre fazem um estouro mitológico na descoberta do tecido de realidade da ilha, seja desestruturando maldições, ou acabando por ser uma espécie de Caronte inverso da mitologia grega, contatando mortos a partir de uma dramatização quanto a sua loucura.

Ao mesmo tempo em que a caracterização física do personagem provoca preconceitos entre os espectadores, isso também é seu trunfo para ganhar cada vez mais relevância dramática, não de confrontar necessariamente preconceitos de maneira direta, mas transformando as percepções do Hurley inocente para o Hurley necessário, como presente confiança, mesmo que sua personalidade cômica e menos carregada não se altere. Difícil não torcer por ele em algum momento, seja quando ele quer mudar a história fora da ilha ainda estando dentro dela, ou fazer uma van engatar na iminência da morte como prova de fé. Ele nem é sortudo nem azarado, ele é como muitas pessoas que faltam compreender o poder de cada personalidade para fazer grandes mudanças ao seu redor de maneira prestativa.
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04° Lugar
Benjamin Linus

Interpretado por: Michael Emerson

Em compreensão da metalinguagem, Benjamin Linus é a representação do quebra-cabeças da série que, encontrando seu propósito avesso à manipulação, e sim a compreensão de que o mistério não deve ser coagido, deve ser liberto, mesmo na incompreensão. Sua jornada toda é de “descomando” ilusório para uma liderança docente, um guia perdoado pelos antes manipulados por ele ao ponto de entendimento que a manipulação não é dominar o jogo, e sim não deixar os outros jogarem. Numa representação em que o personagem é o antagonista que planta o caos humanístico nos sobreviventes do avião, ele na verdade organiza para o espectador o que de fato está em jogo durante toda a série.

Linus vai se desfazendo da metalinguagem e se tornando uma ponte que conhece a história da ilha por ter vivido nela, e sabendo muito bem que a localização e o espaço dela é transportável quando se conhece o tempo da ilha. Nessa linha, ainda que seu senso de destino a ser antagonista perdure fora da ilha, seu caminho feitor de sua história dentro dela o coloca como coadjuvante para um grande plano para salvá-la, assim como ele mesmo em humildade de salvar os “invasores” dispostos a mudar dentro dela. Em maneira geral, o “vilão” se torna a maneira de interpretação heroica relativa à ilha, em que o mistério sobrenatural não pertencia só a ele, e ela o ensina a humildade, o principal atributo de um conhecedor profunda da ilha.
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03° Lugar
James Ford – “Sawyer”

Interpretado por: Josh Holloway

O famoso contador de histórias, o ladrão de memórias e o leitor de narrativas alheias, sempre buscando sua própria mitologia heroica em meio a tantos arquétipos que observa. Não é à toa que a relação de Sawyer com a ilha é como um autor (a ilha) chamando um personagem conhecedor das narrativas para entrar no jogo da escolha e do destino. O nome característico, Sawyer, que substitui o nome bíblico James, original do personagem, incita a lembrança do personagem da literatura criado pelo escritor Mark Twain chamado Tom Sawyer. Ele e seu amigo Huckleberry Finn se envolvem em várias peripécias no Mississipi nos EUA, em que na imaginação infantil eles se tornam grandes aventureiros.

O fato desse nome ser apropriação do personagem na série para sua proposta de vingança contra uma calamidade familiar determina mais ainda a característica de uma persona de um leitor que quer se tornar narrador coadjuvante. Saywer de Mark Twain se dispunha a ser coadjuvante com seu amigo Finn, mas como um bom coadjuvante conhecedor das experiências dos protagonistas, acaba incorporando protagonismo, liderança e heroísmo como a transformação de um passado vingativo em uma criação de uma família própria na ilha. Citando Star Wars de novo, seria o Han Solo de Lost que em estrutura de roteiro clássico é o questionador, mas contribuinte com o protagonista em dinâmicas mais modernas e expansivas de uma narrativa temporal dramática, a ilha torna o coadjuvante no chefe e conhecedor agora da experiência toda.
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02° Lugar
Jack Shephard

Interpretado por: Matthew Fox

Em primeira vista, o líder, herói, médico, mas atemporalmente é mais um personagem, ou mais um ser humano no mundo que quer consertar tudo que puder, sempre criando a dúvida dentro do mistério personalista do herói moderno se as intenções são justas, coletivas ou puramente particulares. Dentro da narrativa de Lost ele é o princípio e o fim, mas sem nenhum pingo de endeusamento, tendo em vista que seu sacrifício constante é saber que não se pode consertar tudo, e muito menos depende dele para que as coisas se consertem. Dentre os arquétipos da cultura pop, desenvolvidos no cinema antes de Lost fazer sucesso, o caso de Anakin Skywalker seria o princípio de Jack, em que ambos os personagens são criados pela perda familiar e perda matrimonial.

Os flashbacks de Jack em geral são os mais dramáticos, é o personagem que nunca está satisfeito, é o que carrega a coisa que se considera mais humana: a persistência. Seja em não aceitar o sobrenatural da ilha, seja em se desfazer da escolha e de maneira ignorante abraçar a noção de destino para assumir responsabilidades, e principalmente conceber a fé na humanidade, não pela bondade das pessoas, mas crendo na esperança que muitos podem ser salvos independentemente das ações dessas pessoas na ilha ou fora dela, que no abrir e fechar de olhos uma narrativa verdadeira de volta para casa acontece, sem um conserto dependente de um ato heroico do protagonista.
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01° Lugar
Desmond Hume

Interpretado por: Henry Ian Cusick

Um dos personagens mais icônicos da série, em que sua criação está relacionada tanto a sua apresentação com música no começo da segunda temporada, como é o personagem heroico, o que tem resistência para ser uma constante e um mediador entre tempos e mundos dentro da série. Ao mesmo tempo, esse arquétipo do herói permeia a rotina da série de revelações e desenvolvimento de mistério dramático, em que a transição do personagem se assemelha aos seres que saem da Caverna de Platão e que se tornam semideuses dentro da mitologia moderna da série, mas como fontes extremamente clássicas.

Desmond é o destino e a escolha integrada, em que seu romance intimamente epopeico com Penny apresenta conflitos grandiosos para todo o percurso da série, semelhante a Odisseu que trava descobertas do mundo (a ilha) para reencontrar sua esposa. Embora isso o torne encantador pelo fato clássico de criação de personagem se incluir numa estrutura narrativa moderna, humanística, é exatamente a personalidade humilde diante dos “poderes” que a mitologia de Lost lhe concede o que faz ele ser um arquétipo grego de herói, mas também messiânico, o qual religiosamente leva todos os personagens da série para a memória restaurada dos efeitos “suprarracionais” de transformação da ilha.

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