Lista | Top 10 – Os Melhores Vilões dos Vingadores

Os Vingadores é uma das equipes mais relevantes do Universo Marvel, quiçá a mais, reconhecida como a primeira proteção da Terra a invasores externos e internos. Portanto, é natural que ameaças sejam rotineiras para esses personagens tão super-poderosos, precisando enfrentar inimigos de todas as frentes possíveis e impossíveis. Pensando nos mais de cinquenta anos que os Vingadores possuem como responsáveis pela segurança da nossa realidade, eis a nossa lista citando os melhores vilões da super-equipe, baseada em consequências, importância e constância.

  • E confiram, clicando aqui, o nosso Top 10 – Melhores Membros dos Vingadores.

10. Colecionador

  • Primeira Aparição: Vingadores #28 (Maio de 1966), criado por Stan Lee e Don Heck.

Mais conhecido por sua participação no longa-metragem dos Guardiões da Galáxia, onde terminou sendo interpretado por Benicio del Toro, o Ancião Colecionador é, originalmente nos quadrinhos, um interessantíssimo antagonista dos Vingadores, escolhendo como seu excêntrico hobby, em meio a sua imortalidade cansativa, a coleção de raridades, o que incluiria a Vespa até. Mesmo que não seja uma personificação do mal puro e pronto, porém, um estrategista muito esperto e poderosíssimo, possuindo o poder de previsão, Taneleer Tivan despontou como uma ameça diversas vezes aos Vingadores, simplesmente porque seus interesses ou coleções esbarraram com os Heróis Mais Poderosos da Terra. O personagem também possui papéis importantes em outros arcos, como A Saga de Korvac – que será citada e comentada mais para frente nessa lista.

9. Conde Nefária

  • Primeira Aparição: Vingadores #13 (Fevereiro de 1965), criado por Stan Lee e Don Heck.

O Conde Nefária é um desconhecido do grande público ainda – e provavelmente continuará sendo, por não ser muito promissor narrativamente para o cinema. Mas, nos quadrinhos, o personagem é um dos mais superpoderosos seres que já enfrentaram os Vingadores, pai de uma vilã do Homem de Ferro, a Madame Máscara. Mesmo rico, Luchino Nefaria cederia ao crime para tornar-se parte da organização Maggia, a versão da Máfia nos quadrinhos da Marvel, que supostamente evitaram manter o nome mais conhecido para não terminar ofendendo os mafiosos – meros rumores. Com a criação de outras super-equipes malignas, como a Legião Letal e os Homens-Animais, Nefária foi conseguindo um certo prestígio no meio do mundo criminoso, apesar de só ter ganhado mais importância e tornado-se mais perigoso em combate por meio de um experimento científico que o rendeu poderes de outros super-vilões a que se associara anteriormente, como velocidade e força.

8. Korvac

  • Primeira Aparição: Giant-Size Defenders #3 (Jan. 1975), criado por Steve Gerber e Jim Starlin.

Korvac, de acordo com o seu criador, não deveria ter retornado para uma outra história, após a sua introdução em que enfrentava os Defensores, mas retornou, por ser um oponente do futuro que casaria perfeitamente com os Guardiões da Galáxia originais – outros que não aqueles que conhecemos pelo longa da super-equipe. Depois de combater esses personagens e Thor, que estava passeando séculos posteriores ao seu, o antagonista retornaria para participar de uma saga interessante dos Vingadores: A Saga de Korvac, onde o ser desponta como uma ameaça grandiosa. Embora a clássica história em si não seja muito das melhores, Korvac é um ótimo vilão, trágico, meio homem, meio máquina, querendo ajudar a humanidade, mas sendo incompreendido demais para isso. Um personagem único, com pouquíssimas aparições, no entanto, bem marcante.

7. Loki, Deus da Trapaça

  • Primeira Aparição: Journey into Mystery #85 (Outubro de 1962), criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby.

O caso desse personagem, embora seja um dos mais amados pelos entusiastas dos Vingadores, é curioso. Iconicamente interpretado por Tom Hiddleston no MCU, Loki é, assim como sua versão cinematográfica, o antagonista original dos Vingadores, surgindo na primeira revista da equipe enquanto tentava colocar o Hulk contra os mocinhos. O mais irônico seria o personagem unir esses outros heróis – Homem de Ferro, Homem-Formiga e Vespa, assim como o seu próprio irmão Thor, Deus do Trovão – acidentalmente. Depois disso, o vilão, porém, tornou-se presença extremamente esporádica, tornando-se verdadeiramente marcante apenas no arco Atos de Vingança, do começo dos anos 1990, e um pouco em O Cerco. Uma das justificativas para isso reside no personagem possuir uma moralidade ambígua e, ora ou outra, se portar mais como anti-herói que um real vilão.

6. Norman Osborn

Essa sexta colocação pode ser uma enorme surpresa para quem não acompanhou os quadrinhos dos anos 2000. Norman Osborn é mais conhecido por ser às vezes o icônico Duende Verde, um dos principais arqui-inimigos do Homem-Aranha, porém, ganhou um ar próximo ao de Lex Luthor com uma repaginação mais contemporânea sua. Depois de uma passagem pelos Thunderbolts, o personagem, o mesmo que outrora “assassinara” covardemente Gwen Stacy, namorada de Peter Parker, ganhou status no interior do governo dos Estados Unidos, virando o Secretário de Defesa.

Reinado SombrioO Cerco foram o seu auge de antagonização aos Vingadores, manipulando as peças ora pelos bastidores, por ter transformado-se em herói nacional ao terminar com a ameaça de Invasão Secreta, saga envolvendo os skrulls. Esse Norman Osborn, entretanto, não seria nada bonzinho, permanecendo um vilão à altura, a ponto de criar os seus próprios Vingadores. Essa formação seria composta por antagonistas assumindo o manto dos heróis que conhecíamos. Osborn em si assumiria uma identidade, no caso, uma armadura:   Patriota de Ferro.

5. Skrulls

Entre os Kree e os Skrulls, os Vingadores já estiveram inúmeras vezes. Os Skrulls devem, no entanto, ser os antagonistas dos Vingadores e do Universo Marvel mais amedrontadores e ricos para exploração de enredos complexos, por serem capazes de se transformar em qualquer um dos membros do time. Essa raça, mostrando sua relevância por muitas e muitas revistas, possuiu papel verdadeiramente proeminente para os Vingadores em dois arcos importantíssimos para a história do querido super-grupo. Entre junho de 1971 e março de 1972, a clássica Guerra Kree-Skrull, quando a Terra esteve em meio a um enfrentamento histórico entre esses povos, aconteceu. Já nesse século, é saga Invasão Secreta que marcou. Pois os curiosos Skrulls já se revelaram como sendo alguns dos membros mais importantes da super-equipe, causando transtornos no Universo Marvel para além da origem que tiveram no Quarteto Fantástico, antagonistas também recorrentes.

4. Barão Zemo e os Mestres do Terror

  • Primeira Aparição: Vingadores #4 (Março de 1964), criado por Stan Lee e Jack Kirby.

O primeiro Zemo, Heinrich Zemo, décimo-segundo de sua linhagem, enfrentou o Capitão América durante a Segunda Guerra Mundial, embora o personagem só tenha sido criado na revista dos Vingadores, como um retcon. Um importantíssimo retcon, no caso, que narrou a última aventura de Steve Rogers antes de ser congelado no mar – e que também tornaria Zemo responsável pela suposta morte de Bucky, um acontecimento que, anos depois, seria igualmente retconado. Quando o Capitão América ressurgiu vivo, nos anos 60, Heirinch, que tinha exilado-se na América do Sul, criou os Mestres do Terror originais, usando-os como contrapartes maquiavélicas dos Vingadores.

O seu destino, no entanto, terminou sendo a sua morte, contada em Vingadores #15. Esse incidente, por sinal, provocaria intenções vingativas a Helmut Zemo, o seu sucessor. Helmut tornou-se um dos grandes antagonistas dos Vingadores, conhecido principalmente por reunir uma das versões mais conhecidas dos Mestres do Terror e que provocaria consequências sérias nos Vingadores, a ponto de destruir a Mansão dos personagens e, juntamente a ela, as memórias materiais que o Capitão possuía sobre o seu passado. Helmut não parou por aí, pois também ganhou nome ao liderar os Thunderbolts –  em várias versões da equipe, casualmente anti-heroica.

3. Kang, o Conquistador

Esse é um personagem que precisa ganhar uma adaptação cinematográfica, por ser imensamente rico e importante para o cânone clássico dos Vingadores. Um viajante do tempo, Kang já assumiu inúmeras identidades em vários espaço-tempos, mais conhecido, porém, por ter sido originalmente Nathaniel Richards, nascido no século XX. Tanto que surgiu em Quarteto Fantástico como Rama-Tut, apesar de ter debutado como o Conquistador apenas em uma edição dos Vingadores. Mesmo que futuramente desistisse de ser um terrorista temporal, ganhando mais sabedorias e tornando-se menos agressivo sob a alcunha de Immortus, o tempo é um inimigo para os Vingadores, pois Kang sempre estará retornando e causando confusões, quase imortal por estar associado diretamente com essa sua existência ser, agora, uma coisa abstrata quase. A Madona Celestial, dos meados dos anos 70, é um dos arcos mais interessantes da super-equipe e conta com Kang no seu cerne.

2. Thanos

O Titã Louco, Thanos pode não ter aparecido tanto nas revistas dos Vingadores quanto outros citados por aqui, mesmo aparecendo consideravelmente, mas sempre que despontou provocou grandes questões aos personagens e aventuras interessantes. O quadrinista Jim Starlin é o nome mais significativo a pensar esse personagem. Os anos 70 introduziram o déspota, culminando em sua morte, ao custo da vida de Adam Warlock. Os anos 80, consequentemente, seriam mais parados para o antagonista, até que Jim Starlin, o seu próprio criador, começou uma empreitada com este personagem: a clássica Trilogia do Infinito, um imensurável marco dos anos 90 à Marvel.

Duas fases são responsáveis pela sua adaptação cinematográfica, vivida por Josh Brolin. O mais icônico dos eventos envolvendo esse antagonista, obcecado pelos vários rostos da Morte, consiste em Desafio Infinito, narrativa onde Thanos termina conseguindo, com o poder das Joias do Infinito, eliminar metade dos seres vivos do universo em um estalar de dedos, assim como matar vários dos Vingadores sobreviventes – e das maneiras mais terríveis possíveis. Já a mais recente Infinito também pode se caracterizar como uma saga grandiosa e importante para a construção do mito por trás de Thanos, relacionando-o mais objetivamente com os Vingadores, em carne e em ossos.

1. Ultron

  • Primeira Aparição: Vingadores #54 (Julho de 1968), criado por Roy Thomas e John Buscema.

Ultron é o antagonista dos Vingadores que conversa com os próprios Vingadores, principalmente com um dos seus membros-fundadores mais importantes, por possuir uma personalidade parecida, tão instável e complexa quanto. O personagem, que mostrou ser extremamente recorrente ao longo dos anos, surgiu da mente imensamente questionável de Hank Pym, o Homem-Formiga, criando-o por meio de suas ondas cerebrais. Quem o criou no cinema foi Tony Stark, com anseio de paz global. Os objetivos fracassariam nestes dois casos, passando a ser o fim da humanidade. O primeiro passo: voltar-se contra os Vingadores. Isso aconteceu a partir de um cameo, em que, com a identidade de Manto Rubro e ainda sem rosto, guiou os Mestres do Terror para enfrentar a super-equipe. Tudo isso movendo-se também por um vínculo curioso com o seu pai, Pym, e com sua “mãe”, a esposa de Hank na época, Janet Van Dyne. A Vespa, portanto, tornar-se-ia desejada pelo vilão tão intensamente que terminaria sendo vista como um molde para a criação de Jocasta.

O Autômato Vivo possui o conhecido Complexo de Édipo e essa sua condição psicológica viria a reverberar por inúmeras encarnações e aparições do personagem. Jocasta, porém, também voltaria-se contra o robô, tornando-se uma Vingadora. O mais curioso é que Visão, um dos mais importantes Vingadores, é outro personagem, mas que surgiu anteriormente, criado pelas mãos de Ultron e que terminou renegando-o, em prol de se juntar logo aos Heróis Mais Poderosos da Terra. A mesma coisa acontece na adaptação cinematográfica onde o vilão é vivido por James Spader. Habilidoso e constante à equipe, Ultron é um nome comum no panteão dos grandes antagonistas dos Vingadores. Mas Ultron também é, em um outra instância, um dos grandes antagonistas não apenas dos Vingadores, como do Universo Marvel em si, até mesmo interrompendo casamentos, como o de Mercúrio com Cristalys, onde precisou do Quarteto Fantástico como ajuda para ser vencido, e provocar eventos apocalípticos, como é a gigantesca saga Era de Ultron, dessa década.

Hor Concors

Os Vingadores

  • Primeira Aparição: Vingadores #1 (Setembro de 1963), criados por Stan Lee e Jack Kirby.

O primeiro colocado da nossa lista, o Ultron, já é uma piscadinha para esse Hors Concors mais que esperado e igualmente merecido, por uma quantidade quase que incontável de razões. Quem o criou, nos quadrinhos e no cinema, era um Vingador. Pois, ao longo dos anos, os maiores problemas desses super-heróis vierem de si mesmos, culminando, por exemplo, no arco Os Vingadores: A Queda, onde a poderosíssima Feiticeira Escarlate terminou enlouquecendo ao descobrir de coisas que aconteceram consigo no passado e possuíram participação dos Poderosos Vingadores. A personagem, matando alguns membros deste time, até mesmo o seu amado Visão, e trazendo caos, acabou com a equipe, que ressurgiu apenas com os próximos Novos Vingadores.

Hank Pym já deu muitas dores de cabeça à super-equipe em outras oportunidades também, e os Skrulls já foram, meio que indiretamente, Vingadores. Paralelamente, é reconhecida a reputação desses personagens em aceitarem como membros antigos vilões, o que é interessante, mas mostra uma outra vertente do grupo. Sem contar os Vingadores de Norman Osborn, já citados na lista. Mas o auge dessas cisões internas é o que chamamos de Guerra Civil, presente no material original e também em uma adaptação para as telonas. O evento, contando um embate doloroso entre o Capitão América e o Homem de Ferro, oposições no famoso Ato de Registro, desconstruiu realmente o Universo Marvel como antes conhecíamos, os seus relacionamentos e os Vingadores.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.