Home Colunas Lista | Top 25: Os Melhores Episódios de Lost

Lista | Top 25: Os Melhores Episódios de Lost

por Iann Jeliel e Davi Lima
1916 views (a partir de agosto de 2020)
  • SPOILERS DE TODAS AS TEMPORADAS! Leia, aqui, as críticas de todo nosso material do Universo Lost.

Para finalizar nosso especial de Lost em grande estilo, não podíamos deixar de listar os nossos episódios favoritos! Afinal, o que não faltam nessa série são episódios inesquecíveis, daqueles que nos emocionam para uma vida inteira, daqueles que nos deixaram completamente viciados naquele universo, na ponta da cadeira da sala com cada acontecimento que várias vezes explodiram nossas cabeças ao final. Se já era uma tarefa árdua listar os melhores personagens e os melhores cliffhangerslistas que você encontra clicando aqui – esta de episódios era completamente inviável de ser apenas 10, especialmente considerando uma opinião conjunta (minha, Iann Jeliel, e do meu parceiro Davi Lima, a nova dupla dinâmica do Plano Crítico!).

Foram horas e horas de chamada para enfim – suando muito – chegar em 25 nomes, que não representam nem a metade da metade de episódios incríveis que esta série tem, ou seja, já adianto, vai faltar MUITO episódio bom. Lógico, queríamos evitar ao máximo isso e tentamos, por meio de alguns critérios simples, filtrar o melhor do melhor, mesmo dentro de um recorte relativamente grande e que facilitasse a tarefa. Vamos a eles:

  • Primeiro fizemos um Top 6 de cada temporada, cada um de nós, a fim de gerar um em conjunto sobre cada temporada. Os episódios repetidos entrariam automaticamente, o restante sairia por eliminação dividida (ex.: sobraram 4 de 2 episódios a se escolher, Iann eliminava um, Davi eliminava o outro e se tivesse mais um para eliminar, esse era decidido primeiro por Iann, depois pelo Davi, na seguinte rodada);
  • Selecionados os 6 episódios em conjunto de cada temporada, esses eram ordenados segundo a melhor posição ocupada nos rankings. Primeiro, entre os episódios repetidos, depois entre os citados somente uma vez. Para empates, a mesma regra anterior, um escolhia quem iria para frente, depois o outro, na mesma ordem.
  • Ordenado o Top 6 de cada temporada, começaríamos a lista de fato, em ordem crescente (do 1° ao 25°), onde o primeiro e próximo a entrar só poderiam ser os primeiros da lista separada de cada temporada. Ou seja, o primeiro da lista só poderia ser um dos Top 1 das listas separadas por temporada, e o próximo, a mesma coisa, só que agora com o Top 2, que assumiu o lugar de Top 1 na lista individual, quando o antigo Top 1 foi selecionado para a lista principal;
  • Era preciso ao menos 2 episódios por temporada entrarem na lista. E, obviamente, no máximo 6 de uma mesma temporada. Assim, a lista ficaria a mais equilibrada possível;
  • Por serem 25 episódios, optamos por não haver menções honrosas. Decisão para ambos passarem raiva igualmente pela ausência de alguns de nossos favoritos pessoais de que o outro não gostava, e eventualmente ficaram de fora nos desempates.

Lembrando, esta é a NOSSA LISTA, e você pode concordar ou discordar à vontade nos comentários, deixando a SUA LISTA de forma respeitosa e harmônica. Como bônus, antes de iniciarmos, abaixo segue nosso ranking pessoal das temporadas de Lost, como outro elemento complementador de nossa maratona. Até por conta desse caráter, Davi Lima será o responsável por todos os comentários abaixo, já que ele não ficou com os textos principais, aqui, ele complementará sua visão. É isso, espero que gostem de relembrar esses capítulos com a gente!

.

Avaliações Individuais das Temporadas

Posição
Iann Jeliel
Davi Lima
1° Lugar
3ª Temporada

3ª Temporada

2° Lugar
2ª Temporada

1ª Temporada

3° Lugar
6ª Temporada

5ª Temporada

4° Lugar
4ª Temporada

2ª Temporada

5° Lugar
1ª Temporada

4ª Temporada

6° Lugar
5ª Temporada

6ª Temporada

.

.

25° Lugar: Numbers

1X18

Foi quando a série colocou a comédia misteriosa de Hurley em ativa direta, em que o espectador passou anos pensando em números da sorte e do azar como mais uma camada que a série abordava entre a fé e a ciência, destino e escolha. Só os flashbacks deste episódio, que detalha melhor a importância de Hurley já na primeira temporada, fazem com que ele mereça estar nesta lista. Quem não se pegou tenso com a imprevisibilidade da incerteza se os números eram de fato amaldiçoados? Um dos grandes episódios por ser um centro de narrativa de mistério em um personagem centralmente cômico e dramático. É o ponto de partida para muitas teorias, mas também para como a série trataria muito da linguagem do seu mistério ao longo das temporadas seguintes, especialmente com Hurley.
.

24° LugarAb Aeterno

6X09

Independentemente de uma certa subestimação quanto a este episódio de origem do personagem Richard, inegável que ele é icônico. Cada frase de Jacob metaforizando o mal e a garrafa de vinho, o encontro com o Fumaça e o contexto histórico das Grandes Navegações diferenciam tudo. Até mesmo Hurley é colocado à prova quanto a seu medo e suas dúvidas sobre a morte, sobre seu dom que o considerou maníaco, é a chave para uma cura do personagem central. Por alguns pode ser considerado um episódio explicativo de uma série que estava acabando e precisava se explicar, mas na real era um reforço mitológico da série com flashbacks de um dos personagens mais misteriosos. Ele não é explicado, ele é dramatizado com seu episódio, com sua trilha sonora temática que o compositor Michael Giacchino cria. Se aparentemente não deveria estar nesta lista por qualidade, ele merece estar pelo seu significado em como Lost nunca se entregou a fáceis explicações ou resoluções que não carregavam o drama essencial da série.
.

23° Lugar: Collision

2X08

Quem conhece a série Lost sabe de seu caráter cinematográfico, que pressupõe trabalhos de diretores de episódios mais enfáticos em estilo e proposta alinhada à série. Este episódio estar na lista não apenas comprova o bom trabalho do diretor Stephen Williams em seus dramas de olhares, seus dramas estáticos, em que cada plano de conversa tornava os diálogos mais afiados, como também um valor da série: desenvolver personagens. Nesse em específico há os primeiros flashbacks da personagem Ana Lucia, enquanto os outros sobreviventes da ilha se encontram com os antigos e clássicos sobreviventes do começo da série, mas como um digno episódio de Lost, determinante das posições progressivas e retroativamente dramáticas que efetivamente causam no público, o que marca é a trilha sonora e o silêncio de uma boa série além do plano televisivo. Só pelo olhar de Jack para Ana Lucia e o reencontro de Jin e Sun, por exemplo, dão vida indecisa a personagens como Jack e Kate que se afinam, e também é conclusão posterior de uma morte de Shannon. Pode não ser o melhor episódio em aparência, mas é o preparo praticamente agridoce para uma das mais dolorosas cenas de Lost.
.

22° Lugar: “?”

 2X21

Se não bastasse ser um episódio com flashback de um personagem antitético na ilha, o tal Mr. Eko, ele é a concretização de que Lost usa o seu mistério de maneira objetiva, não como um além milagroso, mesmo quando preserva a fé de Eko. Por isso a clareza da incógnita para desbravar mais a ilha, saber mais da Dharma, ao mesmo tempo em que a série persiste em dramatizar. Libby é o centro disso, é o episódio central para compreender como o universo dos sonhos e as visões na ilha têm efeitos, assim como a personagem era o amor inesperado de Hurley, o tratado como doido. Nesse processo é que a narrativa frontaliza a dúvida descoberta, o ponto de interrogação, ao tempo em que John Locke perde a fé por essa frontalização. Esse é um dos episódios mais importantes para entender a linguagem de Lost, a série realista com uma ilha mitológica que nunca deixa seus personagens com respostas que não sejam os próprios dramas deles.
>

21° Lugar: Dr. Linus

6X07

Muitos podem até estranhar este episódio na lista e nesta colocação, mas ele está aqui pela contínua insistência de não tão fácil compreensão em quão cinematográfica é Lost e muito menos televisa em ser gravada. Aqui se vale pela técnica, pela montagem e escolha precisa de planos para dramatizar progressivamente o antagonista principal: Ben Linus. O roteiro escreve momentos mais icônicos, como o momento tenso, tanto escrito quanto gravado, dentro da estrutura sequencial de fatos no episódio que Jack e Richard protagonizam quanto à fé na ilha, mas toda a “heroização” equivalente a Linus em seu episódio, rivalizando com os flashsideways em que ele é um professor bondoso, talvez aleatoriamente tenha um dos trabalhos audiovisuais de mais esmero da série. Ao perceber como o diretor de filmes de cinema Mario Van Peebles usa os zooms, diferenciação de ângulos sutis para dramatizar, é o cuidado que poucas séries podem presenciar pela estrutura cinematográfica que Lost apresenta desde o primeiro episódio com J.J Abrams.
>

20° Lugar: There Is No Place Like Home

4X12 / 4×13 / 4×14

Uma das conclusões de temporada mais dolorosas de Lost. A dor sentida é a reversão de não querer sair da ilha, não mais a compreensão do porquê disso, e sim a evidência do futuro, que na progressão de quem não conhece esse tal futuro, além do público, é empurrado para o anseio dos sobreviventes finalmente saírem da ilha no momento em que alguns querem ficar e outros perderam o que queriam levar. Como Iann escreveu em sua crítica da quarta temporada, é como um reduzido Exodus, mais uma porta aberta que revela um mistério, mas não mais de profundidade sobre o desconhecido, e sim a revelação de que o conhecido não deu certo pelo ser mais fiel à ilha de todos: John Locke. Se os títulos dos episódios de Lost são criativos, o título da finalização da temporada soa até como uma ironia, a tal ironia dolorosa e dramática.
.

19° Lugar: White Rabbit

1X05

Por ser o episódio que estreia os tons sonoros da futura trilha temática da série, Life and Death já merece estar na lista, porém é o episódio que coloca de vez a brincadeira sobrenatural na série. O drama do pai de Jack Shepard é o ponto contínuo do protagonista, pois é a única coisa que ele não pode consertar. A ilha nunca seria mais a mesma depois da aventura de crença de Jack pela floresta em busca do seu pai defunto que aparecia para ele. A beleza de tal episódio está tanto na conclusão da impossibilidade humana de Jack como na descoberta do essencial para a vida: a água. São daqueles episódios em que John Locke é o sábio para um descrente como Jack, e também é o episódio que define quem é o líder dramático de toda a série, o herói moderno.
.

18° Lugar: Man of Science, Man of Faith

2X01

“You’ve gotta make your own kind of music

Sing your own special song

Make your own kind of music

Even if nobody else sings along.”

Essa música de Mama Cass Elliot presente na grande introdução do personagem Desmond já seria o comentário suficiente que justificaria este episódio na lista de melhores episódios de Lost, no entanto não nos veríamos na próxima vida, certo? Brincadeiras à parte, é mais um dos grandes episódios em que o suspense é o drama que a vida de Jack aparentemente estava destinada a se reencontrar com seu passado. A fé e a ciência aplicadas na vida do protagonista são ainda mais confrontadas pelo arquétipo de messias que é Desmond.
.

17° Lugar: What Kate Did

2X09

Como já foi citado, muitos dos grandes episódios de Lost se baseiam no desenvolvimento dos dramas de específicos personagens, e um deles que sempre criou películas de defesa quanto ao seu passado de filme de ação e fuga constante é Kate. Neste episódio fantástico sobre vulnerabilidade saudável da personagem e seu cavalo preto é que a ilha mistifica seu drama, é também quando as medidas dos mistérios da série são recalibradas em descoberta e erro. Assim como Kate descobre o amor na ilha, ou a familiaridade que ela nunca teve, esse mesmo termo “família” seria o ponto de ignição para um dos grandes mistérios da série no tal computador.
.

16° Lugar: Pilot

1X01 / 1X02

A série de mistério, essa é sua apresentação, é como transforma a ilha em um personagem a partir do olhar desesperado de sobreviventes de uma queda de avião. São episódios ensurdecedores, em que o drama contido nos estilhaços na praia vão se permeando com a direção de J.J Abrams. É um grande filme “spielberguiano” moderno nos quesitos emocionais, como cada personagem apresentado é facilmente interconectado, e o terror do contexto, do extracampo, do que não se vê remete até a Jurassic Park. Embora seja o princípio do que seria a primeira temporada de mistérios amontoados que criavam um grande drama, é inescapável não fixar na memória a grande dúvida inabalável sobre onde os sobreviventes estavam, o que era a ilha? Que animais eram aqueles? Por que não morreram? Definitivamente um dos melhores pilotos da história da TV americana, premiado no Emmy.
.

15° Lugar: The Brig

3X19

Foi aqui que os flashbacks foram acabando, foi aqui que várias teorias foram colocadas abaixo quando na verdade criaram mais teorias sobre o purgatório, sobre o inferno. Torna-se o expurgo triste de Sawyer e a recompensa aparente de John Locke se ligar completamente à ilha quando o verdadeiro Sawyer morre. Este episódio cresce ainda mais compreendendo o que os dois personagens significam para a ilha posteriormente, assim como é a quebra da caixa de mistérios que J.J Abrams havia criado no começo da série. Não é apenas um episódio importante para delimitar os dramas subsequentes, como é o que demonstra que a linguagem de Lost era muito mais que suspense e flashbacks, era verdadeiramente sobre pessoas e o que elas iriam fazer com a ilha.
.

14° Lugar: Exodus

1X23 / 1X24 / 1X25

Se alguns ainda não acreditavam que Lost poderia ser vista no cinema, a trilogia de episódios Exodus tem todas as composições que ajudam alguém a crer na cinematografia da série. Um verdadeiro passeio pela ilha e jornada para fora dela, com suspense, aventura e muita trilha sonora. Este episódio é a comprovação da importância do compositor Michael Giacchino para a emoção da série, em que o uso de temas e motifs para engrenar a caminhada dos heróis da ilha é de encher os ouvidos e os olhos em como dar vida à floresta. Entretanto, Exodus define o porquê de nos importarmos com esses personagens, esses desconhecidos que anseiam pelo desconhecido. Qualquer espectador que viu Lost teve algum êxtase em alguns desses três em um. Até o fim, a fé e a ciência, o destino e a escolha se tornam um grande buraco para o qual Jack e John Locke olham como amigos rivais.
.

13° Lugar: Raised By Another

1X10

Lost é uma série que sempre propôs medo quanto à vida de seus personagens, especialmente Claire por sua situação de gravidez. Este é um dos grandes episódios, especialmente pelo seu final, em como a complementação de segurança é a insegurança interna entre os sobreviventes da ilha. Soa como um filme de terror, não apenas um suspense, algo que figurativamente fica exposto pela problemática do flashback quanto a querer ou não o bebê. Se até o final, um mínimo de tensão raiz de Lost não for sentida por quem o assiste, seria interessante rever este episódio.
.

12° Lugar: Happily Ever After

6X11

Como um episódio focado em Desmond, é a certeza de mudanças de rumo na série e um dos melhores episódios escritos. O uso de flashsideways na série foi o mistério narrativo e paralelizado durante toda a temporada, mas só um salvador conseguiria transpor flashs. Por isso não estar nesta lista seria um pecado para um capítulo final da grandiosidade do personagem Desmond para toda a estrutura da série, sempre com muito amor e emoção, e uma parcela necessária de ficção científica de Daniel Faraday. Quando o olho se abre na primeira cena, especialmente de Desmond, já se pode preparar para um episódio incrível.
.

11° Lugar: The Man From Tallahasse

3X13

“Quebrando a caixa misteriosa de J.J Abrams” poderia ser o nome alternativo deste episódio. O mais distante passado do personagem mais complexo, quanto a suas crenças na ilha, é demonizado ao extremo no episódio em que é entregue à morte. John Locke e seus flashbacks com seu pai mostravam sua humanidade e fragilidade, algo inversamente proporcional ao que acontecia na ilha em que Locke tinha cada vez mais certeza de que nenhum sobrevivente deveria sair, tanto por ele se libertar de sua condição física de cadeira de rodas como pela crença na magia da ilha. Mas se antes J.J fomentou isso como um mistério do passado, depois deste grande episódio nenhuma conexão fora da ilha é estática.
.

10° Lugar: The Incident

5X16 / 5X17

O final apoteótico de uma penúltima temporada em que o drama ascende com fervor e tira lágrimas certas do público mais envolvido com a série. Na temporada que mais submete os personagens a mudanças temporais e mitológicas da ilha, surge um sacrifício que antes apenas é um acidente. Os finais de temporada de Lost categoricamente estão nesta lista, mas a abertura do Top 10 necessitava deste episódio que encerra qualquer linha temporal comum e qualquer romance apaixonado. O grande incidente na ilha não equivale à destruição, e sim ao drama intenso da personagem Juliet.
.

09° Lugar: La Fleur

5X08

Se Sawyer era um personagem que sempre soava secundário como um Han Solo no Star Wars de Lost, este episódio merece estar no 9º lugar porque é por aqui que se vê como alcança o desenvolvimento de um coadjuvante ser pertencente à ilha, ter seu romance de herói e ser chefe respeitado pela Dharma. Se a série conhecida como misteriosa aos poucos se revela um drama para o público, imagina isso transposto para os personagens na mudança de tempo. Este é o grande episódio em que os protagonistas decisivos da série se portam impressionados, assim como a série evolui através de Sawyer.
.

08° Lugar: Tricia Tanaka is Dead

3X10

Se você chegou ao 8º lugar desta lista, significa que se importa com o processo, não apenas com o final, pois você pularia para o óbvio final da série como melhor episódio. Sim, exatamente a potência deste episódio quanto a saber precisamente a conclusão do quebra-cabeça em que Hurley comicamente com momentos absurdos vai chegar, mas o que importa mesmo é como ele vai chegar à conclusão. Esse foi o ensinamento, dentro dos parâmetros de mistério e aspectos sci-fi em que Hurley é o personagem central do episódio, que os roteiristas Edward Kitsis e Adam Horowitz exercitam em boa parte dos episódios que escrevem na terceira temporada como mote central, e o que Lost poderia apresentar de novo e emocionante. A vitória de Hurley com seu furgão é um ato de fé, que é a certeza do que há de vir. Um grande episódio que simboliza a grande narrativa da série..
.

07° Lugar: Live Together, Die Alone

3X22 / 3X23

Quem são os Outros? Quem é Desmond? Em uma segunda temporada de recálculo de perseverança da série, esses dois pontos movem este final atordoante, intenso como um bom final de temporada deve ser. O grande diferencial é que Lost utiliza iscas, agora nessa segunda temporada, como fundamento, não apenas mistério, e por isso a frase icônica de Jack vira título, pois a individualidade que mata também salva, mas realmente quem vive é quem permanece unido até o fim. Com esse final de temporada, muitos dos ideais concretizados no futuro começaram, e como uma série cíclica, seus começos dramáticos e heroicos merecem boa colocação na lista.
.

06° Lugar: Walkabout

1X04

O milagre é o mistério da transformação do passado. Parece impossível não se admirar com o cuidado de esconder para revelar como apoteose dramática o drama físico de John Locke. Ao se atentar para cada segundo deste episódio, nem mesmo os “desvendadores” de filmes e séries saberiam da grande revelação. Mais que um plot twist, é a quebra de expectativa imersiva, quando não se pode negar nem afirmar, apenas se assustar com tamanha capacidade como John Locke foi introduzido na série.
.

05° Lugar: Flashes Before Your Eyes

3X08

Quem é fã de Doctor Who ama este episódio, não por parecer Doctor Who, e sim por parecer o melhor episódio de Doctor Who que não pertence à série. Se você não entendeu nada, pense em viagens temporais e bugs entre destino e escolha centralizados no grande personagem Desmond. Este é o episódio, uma perfuração na trama escrita pelos showrunners para pegar qualquer espectador da linear terceira temporada. Se tem Desmond no episódio, algo incrível vai acontecer, e ainda escrito pelo roteirista Drew Godard, de Cloverfield, e dirigido pelo melhor diretor de episódios da série, Jack Bender, mais uma vez se percebe como Lost consegue administrar seus melhores dramas com grandes histórias de dimensões temporais. Não sci-fi, por isso não é Doctor Who, é Lost no seu jeito de enxergar a viagem no tempo por meio de um ser humano e sua mente.
>

04° Lugar: The Candidate

6X14

Se você se emocionou em Titanic provavelmente vai adorar este episódio. Lost é essencialmente um drama, e esta 4ª colocação é pela potencialidade dramática com que empurra o público para o momento de choro. Não é apelativo, é apenas a conclusão de que a ilha é uma realidade… E há perdas incorrigíveis. Jin e Sun são o casal de personagens que constantemente na série buscam manter sua aliança de casamento, e é neste episódio que a série entrega esse esforço em carga máxima. O candidato se refere a Locke, mas como sempre Lost dá mais um episódio para Jack em sua jornada de heroísmo pesaroso. Do início ao fim, um capítulo em que o espectador fica com o coração não mão pelo conflito de realidades, o auge desse conflito antes do grande final da série.
>.

03° Lugar: The Constant

4X05

A grande história de amor que Lost conta é sobre um viajante do tempo e uma mulher que o procura incessantemente. Com Desmond e Penny a constante sempre foi essa, e por isso este 3º lugar faz jus a um média-metragem dentro de Lost que contém a ligação telefônica mais empolgante da qual quem assistiu à série vai se lembrar. Há neste episódio todas as composições de grandes filmes hollywoodianos: o natal, o exército, a viagem no tempo mental de Desmond, um cientista e um romance. Com um drama tão bem-feito, uma frase piegas se torna a conexão constante com o espectador, e é exatamente o que acontece quando não há como não torcer por Penny e Desmond, não se sabe quem o ajuda no tal barco e o que significaria tão bem Desmond ser definido como a constante da série. É selado aqui o maior personagem da série.

.

02° Lugar: Through the Looking Glass 

3X22 / 3X23

Quando se chega ao Top 2 não há mais justificativas racionais. Porque, por mais que se fale como essa finalização da grande e melhor temporada da série termina concluindo a tristeza máxima de saber sobre o futuro antes de acontecer ao menos em duas instâncias, com Desmond, Charlie e os flashforwards, o que resta é a emoção da experiência de um banho sonoro de Michael Giacchino para narrar uma morte sacrificial, como o grito que precisa voltar para algo que não se sabe aonde chegou. “We have to go back” persevera porque nunca se pode consertar tudo sozinho e no tempo determinado pelo homem imperfeito.
.

01° Lugar: The End

6X17 / 6X18

Se você chegou ao 1º lugar desta lista acompanhando os comentários, é presumível que goste de Lost, o que provavelmente indica que você aprecia o final da série. Não gostar do processo de um conteúdo audiovisual é comum, mas reclamar por respostas de uma mitologia para um final corajoso e alegremente desolador é ignorar muitos dos aprendizados que cada episódio nesta lista – você concordando ou não – ensinou como processar Lost. O final é o primeiro lugar porque Lost é isso, os olhos que abrem e se fecham, seguindo em frente mesmo após disso, não ficar preso a racionalidades que ignoram o sobrenatural revelado em Lost. Ver o avião partindo após o início dele caindo é ver Hurley tomando uma grande posição dentro das linhas sacerdotais da série, é ver um épico que mistura basicamente tudo o que já se viu na série num grande especial de duração.

Não há como ter indiferença a este grande último episódio, não há fotografia ou frase que vá deixar o público confortável, porque os que muito elevavam a ilha como o maior personagem se deparam com a coletividade dos personagens como grande centro dramático, reunidos no ambiente eclesial. Seja por imposição de efeito exponencial, seja por agregar tudo imperfeitamente na entrega emocional dos showrunners em conjunto com a trilha sonora que se estende sem limites até o suspiro aliviante. Não há algo semelhante a este final, se até este último episódio você não havia compreendido como Lost era um universo único e cinematográfico, sem dúvidas, gostando ou não, será convencido de que não há nada parecido com Lost, seja na TV ou no cinema.

Confira nosso artigo em defesa do final aqui.

Você Também pode curtir

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais