Lista | Westworld – 3ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

Nota da Temporada

A temporada que só se salvou de uma nota abaixo da média por ter tido um bom início, ótimo desenvolvimento e seguir mostrando que ao menos os profissionais dos setores técnicos + o elenco da série sabe o que significa a frase “manter um bom trabalho“. Algum alento temos que ter, não é mesmo? Segue abaixo o meu ranking para os capítulos dessa temporada. Comente dizendo qual é o seu!
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8º Lugar: Crisis Theory

3X08

Mesmo com um baita elenco, melhor luta entre Dolores e Maeve aqui, boa direção e ótimo exercício dos setores técnicos dos episódios, chegamos ao fim do 3º ano de Westworld como mortos na praia. E pelo menos eu, passo a temer pelo que vem a seguir. Era só o que faltava…

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7º Lugar: Passed Pawn

3X07

O sonho de Serac em escrever a História do mundo não poderia ser “apenas” com direta manipulação bélica, monetária e política, não é mesmo? E cá estamos nós, amargando o medo e a tristeza de ver que, guardadas as devidas proporções, o mundo em que a gente vive funciona exatamente sob essa dinâmica. Eis uma das coisas que nem é bom pensar muito, para não enlouquecer.

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6º Lugar: The Absence of Field

3X03

É aplaudível a maneira totalmente pé no chão com que os roteiros estão trabalhando situações complicadas e sugestões sobre o andamento da problemática central, considerando o papel diferente de cada personagem, a dúvida sobre QUEM são e como suas realidades se encaixam. Como imaginávamos, o desenvolvimento dos grandes temas começariam a partir deste terceiro episódio e não fomos decepcionados. Claro que o enredo demora um pouco mais para engatar, mas no fim, compensa com gosto o início. Ninguém segura mais Dolores!

Bom, como se não bastassem as notícias ruins da atualidade, descobrimos agora que em 2058 não existirão mais elefantes. E é com essa frase animadora que eu começo a falar sobre o interessante episódio de Westworld nesta semana, que trouxe diversas perguntas e, tenho certeza, fez a festa na cabeça dos espectadores que adoram dissecar possibilidades e pensar em inúmeras teorias sobre o que assistem, o que definitivamente não é o meu caso. Mas o que foi apresentado pela série até aqui é, de fato, um bom cenário de preparação de guerra. Sigo entre curioso e animado pelo desenrolar desse conflito. Plano Crítico.

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5º Lugar: Decoherence

3X06

A maneira inteligente como a sequência foi filmada, seu conteúdo, as atuações e o link que esse momento tem com a realidade são as melhores coisas de Decoherence, que termina numa nota grave, daquelas de deixar a gente com o queixo caído e ainda lançar um olhar embasbacado para a Charlotte-Dolores-Terminator saindo da explosão. Agora ela e Maeve têm um impulso passional bem mais forte que outros ideais pelo que lutar. Se a junção desse princípio com o tema da temporada não se render ao lado demasiadamente íntimo da questão, estou topando. Logo mais saberemos!

O avanço e as ameaças ao sistema de Serac mostrados de forma mais intensa em Genre certamente teriam um revés notável, e eis aqui as coisas se tornando ainda mais caóticas em Decoherence. De cara, gostaria de tirar de cena o único ponto de que não gostei e seguir adiante trabalhando os elementos do restante do episódio.

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4º Lugar: Genre

3X05

A estrutura desse episódio foi bem diferente do que estamos acostumados na série, dando uma cara mais épica para a trama, algo um tanto estranho no começo (no estabelecimento da saga de Serac) mas imensamente compensador quando o roteiro foca em seu tema principal e nos entrega de perseguição de carros até quebra de um sistema vigente. Parece que os três capítulos restantes serão mesmo de tirar o fôlego. E só em pensar que a temporada já está acabando começa a bater aquela tristeza. Já dá pra esperar o contra-ataque com Maeve reconstruída chutando bundas?

O contexto para Genre é bem preciso, pois dá continuidade, sem nenhum tipo de salto temporal, ao plano de Dolores com duas equipes em jogo: ela com Liam e Caleb de um lado e ela (Martin) com Bernard de outro. Para quem esperava mais explicações sobre o processo de identificação dos padrões, a forma de "agir" do sistema e como ele manipulava as pessoas, o episódio dá todas as respostas necessárias. E não só isso. Temos aqui uma exploração da história de Serac e seu irmão, de um momento que parece a explosão de uma bomba em Paris até o ponto em que ele coloca em prática o sonho molhado de todo fascista miserável: controlar a vida dos outros sob os seus próprios padrões morais, a fim de criar uma utopia narcísica que combine com o que ele acredita ser um "mundo ideal". Mais podre, impossível. Plano Crítico. Westworld.

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3º Lugar: The Winter Line

3X02

A elegância da direção de Richard J. Lewis (dos maravilhosos Journey Into Night e Virtù e Fortuna) termina fazendo a passagem por todos os cenários de maneira extremamente fluída, mesmo com linhas narrativas tão distintas. Agora que as principais peças do tabuleiro da temporada foram apresentadas, vamos vê-las em ação. Será que rola um Maeve vs. Dolores no Finale?

Eu não sei se a escolha dos showrunners na montagem da grade de episódios para esta temporada pensaram em fazer uma jogada de pontos de vista por capítulo (cada semana um degrau avançado num dos mundos, seja o mundo real ou o simulado), mas ver a grande diferença e a excelência de abordagem para dois diferentes espaços, entre Parce Domine e este The Winter Line, me deixou extremamente feliz. Plano Crítico.

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2º Lugar: Parce Domine

3X01

A dualidade entre o as “criaturas dos Parques” versus o mundo de seus criadores, a construção de um trampolim social para se conseguir controle das pessoas (de certa forma me trouxe Continuum à memória) e, já de cara, a nova exposição da farsa em torno do termo “livre arbítrio” aparecem aqui como excelentes ingredientes, num episódio diferente de tudo o que vimos na série antes, mas definitivamente bem realizado. A gente não mensura muito bem a saudade de alguma coisa até ter contato de novo com ela, não é mesmo? Como essa série fazia falta!

É um exercício e tanto voltar para Westworld depois de todo esse tempo. Muitas dúvidas sobre personagens, sobre quem é quem, sobre onde está cada um e quais são as intenções gerais desses indivíduos acabam vindo à mente e bate aquele pequeno desespero que temos no retorno de séries mais complexas, pois o medo de "ter se esquecido de tudo" é uma constante inevitável. Para nossa nossa sorte, Jonathan Nolan e Lisa Joy fazem deste Parce Domine um retorno fácil de se acompanhar, no sentido de ligação com o que aconteceu antes na série e a nova safra de episódios, ao mesmo tempo olhamos para tudo e pensamos... "calma aí, Westworld acabou na temporada passada e eu estou vendo um spin-off?". Plano Crítico.

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1º Lugar: The Mother of Exiles

3X04

A impressão que eu tenho agora é que esses 4 capítulos iniciais foram um grande preâmbulo temático e que o contra-ataque de Serac ou o avanço ainda maior de Dolores é que trarão os elementos mas duradouros da 3ª Temporada, em termos de camadas secundárias. Se for mantido o fantástico nível de ação que tivemos aqui, mais um coeso entrelaçamento dos fatos, estamos em boas mãos. Que venha, então.

Foi Emma Lazarus em seu soneto The New Colossus (1883) que chamou a Estátua da Liberdade de "A Mãe dos Exilados". Título de um monumento que simbolizava uma Nova Era, o primeiro olhar para o lugar da promessa de uma vida diferente, The Mother of Exiles aparece aqui em Westworld como um farol para uma narrativa que parece temer demasiadamente sair dos trilhos e está se pautando de aberturas e fechamentos em pequenos ciclos, inclusive com respostas muito importantes já no meio da temporada. Plano Crítico.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.