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Crítica | A Esperança (Jogos Vorazes 3), de Suzanne Collins

por Ritter Fan
226 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

Tudo caminhava para um final apoteótico. Suzanne Collins claramente tinha um plano quando começou a escrever sua trilogia Jogos Vorazes e ela não parece ter se desviado dele, nem se deixado levar por saídas fáceis ou simplesmente hollywoodianas. Seu objetivo, ao começar a escrever Jogos Vorazes, a saga de Katniss Everdeen em um futuro distópico em que os Estados Unidos não mais existem e, em seu lugar, há um país totalitarista chamado Panem cuja Capital controla seus 12 distritos subordinados por meio de terríveis jogos em que 23 adolescentes são sacrificados brutalmente, foi cumprido honrosamente com A Esperança.

Se Katniss Everdeen, ao descumprir as “regras” dos Jogos Vorazes em sua primeira aventura, passou a ser vista como um símbolo de esperança; se ela, mesmo fazendo força para manter o status quo, foi manobrada tanto pela Capital quanto pelos revoltosos para escapar da  arena em Em Chamas, em A Esperança, a menina caçadora se torna a mulher soldado, mesmo que, para isso, tenha que lutar literalmente contra tudo e todos.

Katniss, ao escapar da arena com a ajuda dos tributos veteranos, Haymitch, seu treinador e de Plutarch Heavensbee, traidor da Capital e Mestre dos Jogos, é recrutada pela presidente do 13º Distrito, a durona Alma Coin, como símbolo da rebelião que começa de verdade. Gale, que salvara sua mãe e sua adorada irmã Primrose da obliteração do Distrito 12, está também ao lado da luta armada. Mas Peeta Melark, assim como Johanna Mason não estão. Foram capturados pela Capital ao final dos últimos jogos.

Vendo-se completamente sem saída, Katniss entra no jogo político e passa a participar de batalhas de brincadeira apenas para posar para fotos e ter sua imagem espalhada pelos distritos revoltosos como mensagem de esperança, luta e, claro, vitória. Não demora muito, porém, para Katniss cansar da palhaçada e passar a lutar de verdade pela rebelião.

Do outro lado do conflito, Peeta passa por terríveis torturas para ser utilizado como arma psicológica – e também não psicológica – contra Katniss. O Presidente Snow, acuado, é ainda mais perigoso, como fica claro do desenrolar da narrativa.

E é na narrativa que Collins mais uma vez sai vitoriosa. Em A Esperança, ela tem a coragem de desmantelar a própria estrutura dos jogos que criou, passando a tratar da guerra civil de cabeça. E os temas de manipulação da imprensa, totalitarismo e luta contra as desigualdades são fortemente salientados, exatamente como um leitor mais exigente de uma obra rotulada como sendo para “jovens adultos” esperaria. E ela ainda acrescenta uma atuação discussão sobre a tortura e seu papel – se é que se pode chamar assim – em uma guerra.

E nessa narrativa fluida, fácil de ler porque é absolutamente crível e naturalmente decorrente dos eventos anteriores, que Collins, mais para frente, dá outra guinada, saindo de vez do molde fácil estabelecido para obras do gênero. Ela começa a questionar o próprio propósito da guerra e a duvidar de sua legitimidade, seja para que lado olhemos. Se taxarmos cegamente o Presidente Snow de vilão, cometeremos um erro terrível. Collins sabe que o mundo nunca é feito de gente unidimensional e ela enriquece seus personagens com muitas camadas e várias delas surpreendentes. Nem Gale e nem a própria Katniss ficam incólumes quando Collins começa sua desconstrução. Katniss pode parecer certeira, ética e heroica, mas suas razões não são as mais puras possíveis. É razoável até mesmo dizer que são egoístas. Ela se corrói de culpa por causa de Peeta e pela destruição de seu distrito, mas será que sua luta não é uma espécie de vingança particular, sem nenhum propósito maior?

É somente mais para frente que a catarse do personagem vem, mas a um preço pessoal terrível. E é exatamente por não se esperar esse tipo de trabalho profundo de uma obra com a pecha de voltada para o público de “jovens adultos” que A Esperança e, em última análise, toda a trilogia, é algo bastante sui generis e bem vindo. O final de Katniss Everdeen não é o que todos aguardam, especialmente não o público-alvo acostumado com historietas básicas, sem discussão que vão além do que efetivamente está explicado na narrativa e jamais com algum tipo de tragédia irreparável. Isso nem pensar, não é mesmo? E, se somarmos a tudo isso questões politicas, discursos anti-belicista com uma generosa camada de crítica social, aí a coisa fica complicada demais. Ainda bem que ainda há escritoras como Collins, para atiçar a curiosidade dos jovens e, possivelmente, levá-los a ler clássicos imortais dentro dessas temáticas como 1984 e O Senhor das Moscas.

A Esperança é um excelente fechamento do círculo que começa com Katniss se voluntariando para ir aos jogos no lugar de sua irmã. É, sem nenhum trocadilho, uma verdadeira esperança para esse gênero literário tão simplificado e estragado que vemos poluir as prateleiras – virtuais ou não – de livrarias.

A Esperança (Mockingjay, EUA, 2010)
Autora: Suzanne Collins
Editora (nos EUA): Scholastic Press
Editora (no Brasil): Rocco
Páginas: 424

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57 comentários

Marcio Roberto 25 de novembro de 2015 - 23:44

Pra mim foi o melhor livro da trilogia. Mas tem uns comentários aqui que vish… Gente reclamando que a Katniss tá submissa nesse quando devia tá rebelde. Aí eu pergunto, onde é que nos livros anteriores Katniss tinha essa personalidade de pura rebeldia contra o Capitol? O mais perto disso foi quando ela disparou a flecha no segundo livro, esse mesmo livro inclusive, deixa claro o quanto Katniss teme o Capitol. Afinal no lugar dela quem não temeria? Não bastasse o fato de ser mandada duas vezes pra arena, quase morrer de fome e dividir a culpa pela morte de mais de 9.000 pessoas e o povo espera que ela esteja forte e bem? Nossa… O Capitol escraviza as pessoas, as mata de fome, manda os filhos delas para a arena e tudo que elas podem fazer é assistir. E o povo fala como se tudo fosse um filme de ação americano genérico, no qual o herói salta entre balas, desvia de carros com saltos mortais e derrota multidões sozinho! Tanto que quando eu assisto a filmes como o Capitão América 2 por exemplo, eu já sei exatamente como vai acabar e o que vai acontecer durante o filme. Bem assim com a maior parte dos filmes de ação que o povo gosta tanto.

Outra coisa que me irrita são as comparações com Battle Royale, que eu não gostei. Achei muito previsível e inverossímil. E o fato dessa trilogia sofrer comparações com outras obras adolescentes e ser julgada como igual. Pelo amor de Deus. Enfim, ótimo texto o seu!

Responder
planocritico 26 de novembro de 2015 - 16:49

A trilogia toda é muito boa e, no terceiro livro, a autora mostra coragem ao não dourar a pílula e mostrar as consequências da guerra de maneira nua e crua.

Battle Royale eu gosto e, apesar da premissa, de longe ser parecida, a proposta é bem diferente. Quem compara está sendo injusto.

Obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcio Roberto 26 de novembro de 2015 - 23:00

Vocês poderiam fazer uma análise do álbum Cry Baby da Melanie Martinez? Pessoalmente eu acho que vocês iam gostar. Melanie é uma artista muito original,sombria e divertida ao mesmo tempo. E suas músicas tem letras bastante chamativas.

Responder
planocritico 27 de novembro de 2015 - 12:08

Vou passar a sugestão ao nosso editor musical. Obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
julio césar correia 28 de janeiro de 2015 - 13:44

ps:Eu li 1984 depois dessa trilogia. vou procurar senhor das moscas

A esperança é o melhor livro dos 3 justamente por não ter o vilão e o mocinho, o herói e a donzela em perigo. Todos são seres humanos movidos pelas características mais “extintivas” da nossa raça: O egoísmo, o medo,o extinto maternal, a ambição, a paixão, o rancor, a esperança. Todos os personagens são motivados por características como essas. Ninguém é mal apenas porque é mal e ninguém defende os indefesos apenas porque é um bom herói. E isso pra mim é o ponto alto do livro, mostra como a natureza humana é e as consequências de nossos atos, as ultimas paginas quando Katnniss fica mentalmente desorientada, viciada em morfina, com traumas e até tenta o suicídio pra mim é perfeito.É a desconstrução do mito do super herói que pode salvar o mundo sem nenhum arranhão.E no fim das contas ela só queria salvar seu próprio mundo (as pessoas que ela amava)

o final mostra como a vida é e como não existem finais felizes, nem tristes. A penas finais e consequências de nossas ações.
Mesmo muita gente considerando um livro bobo eu sempre terei um respeito IMENSO principalmente pelos últimos capítulos desse livro. mal posso esperar pelo filme

Responder
planocritico 29 de janeiro de 2015 - 19:28

@juliocsarcorreia:disqus, tem gente que acha esse livro bobo? Sinceramente, não consigo imaginar isso, pois esse livro pode ser chamado de tudo, menos de bobo!

Abs,
Ritter.

Responder
julio césar correia 29 de janeiro de 2015 - 20:20

Acredite já lo muita gente dizendo dizendo que esse livro é o pior o final é novo etc (a maioria revoltados com as mortes e falta de romance) Talvez o livro de Suzanne esteja a frente do público alvo
Abs
Julio

Responder
planocritico 29 de janeiro de 2015 - 20:30

As pessoas querem algo diferente, mas, na verdade, querem mesmo é o conforto da mesmice… Uma pena!

Abs,
Ritter.

Responder
The-mrs Jozelia 16 de dezembro de 2014 - 01:39

Eu li o uultimo livro e posso dizer que gracas a ele eu mudei minha concepção de livro desses gêneros tanto e que por influencia deles eu pretendo ler clasicos como 1984 jogos vorazes minha saga favorita 🙂

Responder
planocritico 16 de dezembro de 2014 - 14:07

Que bom que ele aguçou sua curiosidade para ler 1984, @themrsjozelia:disqus ! Caso não tenha lido, sugiro ler, também, O Senhor das Moscas.

Abs, Ritter.

Responder
Marlon Nunes 28 de novembro de 2014 - 14:27

Sinceramente, eu tinha finalizado o 2º livro quando assisti o trailer do filme, comecei a ler o livro com uma expectativa enorme imaginando como se desencadearia o final da história, mas como nem tudo são rosas (rsrs) achei o final fraco demais.

Os 2 primeiros livros são realmente bons mais não gostei nem um pouco do último, penso que pra mim faltou “algo” para esse livro ser bom.

Entendo perfeitamente o que a escritora quis passar e entendi desde o começo as atitudes da presidenta do 13, mas como li em uns comentários a escritora procurou alcançar o ápice do livro, porém acabou sendo infeliz. Achei o início muito parado e no desenvolver do livro muito corrido, foi uma trilogia boa de se ler, não é algo que eu diria nossa como foi boa mas também não considero uma perca de tempo.

Responder
planocritico 29 de novembro de 2014 - 18:08

Entendo. Considero um fechamento muito digno e corajoso. Ela saiu da fórmula dos jogos em si e passou para a guerra ideológica e campal, com um final trágico, incomum para esse tipo de obra. Não me incomodei com a cadência, pois achei-a equilibrada.

Abs, Ritter.

Responder
Leonardo Masiero de Pauli 16 de janeiro de 2015 - 02:04

ATENÇÃO! SPOILER: Também não gostei do último livro, a morte da presidente Coin foi realmente justa, mas a tão esperada morte de Snow, comentada desde o início do livro, acontece de forma totalmente discreta, morrendo de rir, sem a devida importância. Eu estava tão entusiasmado com a possibilidade de um último Jogos Vorazes acontecer, pondo fim a esse massacre presidido por Snow, de acontecer alguma coisa grandiosa como vê-lo na arena participando dos jogos vorazes junto de sua neta, Caesar Flickerman e sei lá mais quem. A história tem tantas mortes injustas que disperta um sentimento de vingança irrefutável, que só pode ser saciado com Snow sendo humilhado, derrotado, morrendo com seu próprio veneno, reconhecendo sua ganância, e sem chances de se defender. E os ditadores finalmente seriam derrotados, instaurando novamente a democracia. Seria um final bem mais grandioso. Sinceramente, uma história com tamanha proporção, rica em todos os aspectos, teve um fim muito medíocre. Espero que tentem repensar isso no filme pra poder valorizar a história.

Responder
planocritico 16 de janeiro de 2015 - 19:06

@leonardomasierodepauli:disqus, compreendo seu ponto, mas eu acho que é exatamente isso que a autora quis evitar: o olho por olho. Ele morre, mas naturalmente na progressão narrativa e não com o espetáculo de horrores que ele mesmo patrocinava. Fazer o mesmo com ele seria reiniciar o ciclo de violência. Foi, para mim, um final sério e digno, completamente anti-hollywoodiano, o que realmente tirou essa trilogia literária do lugar-comum. Fazer o contrário seria muito fácil e óbvio. Se mudarem isso no filme, será um grande erro.

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Masiero de Pauli 18 de janeiro de 2015 - 03:00

Obrigado por compreender meu argumento. Na faculdade de artes cênicas, dizer que um espetáculo foi hollywoodiano é um dos elogios mais emocionantes para um artista. Também concordo com você: a autora realmente quis evitar o olho por olho, e realmente acabou criando um final completamente anti-hollywoodiano. Mas cadê a grande catarse da história? No final, não houve pavor, nem compaixão. Foram tantas vítimas, que o livro terminou com um sentimento de impunidade. Veja bem: numa última edição dos jogos vorazes, a morte de Snow no mínimo simbolizaria o fim desse massacre de horrores. Deixar de fazer isso sim é dar esperança de um futuro reinício desse ciclo, o que não saberemos, porque a trilogia chegou ao fim. Gostaria muito de compartilhar do mesmo pensamento seu, mas esse final completamente anti-hollywoodiano do livro pareceu mais sem criatividade do que sério e digno, e essa parece ser a opinião da maior parte dos fãs pelo que tenho visto na internet, inclusive do próprio Francis Lawrence, diretor do filme, que já afirmou em entrevista que “A Esperança- Parte 2” terá final diferente do apresentado no livro. Ainda mais agora com o recente falecimento do ator Philip S. Hoffman que interpretava Plutarch Heavensbee, deixando sequências não filmadas. Gosto desse efeito surpresa nas obras Hollywoodianas, que continuarão sendo motivo de elogio para meus amigos estudantes e profissionais de cênicas.

Responder
planocritico 18 de janeiro de 2015 - 15:51

O meu uso do termo “hollywoodiano” é normalmente (não sempre, claro) pejorativo quando eu o emprego para o cinema. Hollywoodiano, para mim, é fazer justamente o que as pessoas esperam, o óbvio. No caso de A Esperança, o óbvio seria matar Snow de maneira espetacular, na base do “olho por olho”. Isso é o que é fácil de pedir e esperar. Difícil é fazer o que a autora fez, que foi fugir da fórmula do bolo atual, matando Snow de maneira discreta e, ainda por cima, invertendo a lógica e matando a líder da rebelião contra a Capital e essa sim de maneira espetacular.

Sinceramente, muito ao contrário da impunidade, o livro – a trilogia – condenou a guerra como um todo, seja de que lado você lute, daí a morte dos líderes dos dois lados.

A catarse vem para Katniss exatamente como vem para Édipo. Ela era uma “maria ninguém” (Édipo era só um cara andando pela estrada), transforma-se no símbolo da rebelião e grande guerreira, tornando a vitória possível e, portanto, a morte de sua irmã (ela causa isso indiretamente pela sua “desmedida” vamos chamar assim), exatamente como Édipo que chega a rei somente para descobrir sobre sua mãe/esposa e, no final, Katniss vai para uma vida terrível (longe do amor) assim como Édipo que se cega e vai para o exílio. Vejo aí a catarse clássica em todas as suas letras e não a catarse hollywoodiana.

Abs, Ritter.

julio césar correia 28 de janeiro de 2015 - 13:49

concordo com você Leo (pode chamar assim? rs) sei que muita Gente que só assite o filme vai odiar o final, assim como muitos criticaram o parte 1. Mas eu AMEI o fato dele fugir do final ideal e perfeito .
Fazer outro jogos vorazes com o presidente ou qualquer coisa do tipo seria sem noção

Responder
Daniel Deonato 22 de março de 2015 - 22:37

Pessoas como você, tornam essa história real. Seu desejo por sangue não foi suprido e por isso você desconsidera a história como boa… É sem duvida estamos nos tornando Panem.

Responder
Deborah Silva 24 de novembro de 2014 - 22:41

Sinceramente… A ideia do livro é ótima, assim como da trilogia inteira, só que para mim podia ter sido melhor escrita.
Collins criou uma história riquíssima e teve ideias ótimas e pouco convencionais para este gênero. Nisto eu concordo com vc. Foi um grande diferencial. A ideia da crítica social e também à guerra e à mídia foi fantástica… Este foi o lado bom do livro.
O lado ruim. A história foi se atropelando em diversos momentos. Parecia em algumas partes que ela estava correndo para chegar ao clímax do livro. E pelo caminho várias coisas foram ficando corridas e meio que mal explicadas ou jogadas (por exemplo, os últimos capítulos e o epilogo). Gosto de livros fluidos e acho que isto é uma qualidade, mas neste caso, acho que a Collins em vários momentos parecia que queria fazer um thriller de ação de Hollywood: muita correria, muita morte e muita confusão. Que eu adoro! Mas tem que saber dosar, se não a história vira um samba do crioulo doido e perde em qualidade literária – o segredo de um bom contador de histórias, não é a história em si, mas saber como contá-la ;).
Por outro lado, se faltou trabalhar melhor algumas coisas, teve coisas que foram extremamente repetitivas e cansativas. Que pena!
JV é um YA bem acima da média, mas na hora de abordar seu texto propriamente dito, se limita a ser apenas regular =/
Acho que a Collins tinha uma história extremamente rica que ela poderia ter destrinchado melhor. Isto não quer dizer que o livro é ruim, é uma história incrível, mas no final, pelo menos para mim, ficou uma sensação agridoce: de adorar o que estava sendo contado, mas achar que podia ter sido contado de um jeito bem melhor. Não sou escritora, crítica literária nem nada, mas acredito sinceramente que a Collins tinha capacidade para mais. Talvez eu tenha tido muitas expectativas…
Talvez no filme (já que são 2 partes) consigam trabalhar isto melhor. Até pq esta seria a única utilidade de dividir a história (além de encher o bolso dos produtores de dinheiro kkkk)

Responder
planocritico 25 de novembro de 2014 - 15:02

Entendo o que você diz, @disqus_c7QmFY3HVd:disqus . Acho sim que Collins queria, propositalmente, fazer um livro cinematográfico para ser eventualmente “comprado” por Hollywood, como aconteceu, mas não sei se concordo completamente com você sobre ela ter corrido com algumas partes e deixado questões sem explicação. Acho que isso também foi algo proposital.

Collins não queria fazer um livro (ou uma trilogia de livros) que trouxe as respostas, mas sim que fizesse as perguntas. Com isso, não vi grandes falhas no texto dela, mas, novamente, acho que consigo entender perfeitamente seus comentários.

E sobre ela ter capacidade para mais, também acho que ela tem sim. Talvez se ela se desvencilhar de “livro de gênero” ou seja, se ela conseguir sair da pecha de livros para o público “young adult”, que é coisa de marketeiro, há potencial de sair muita coisa interessante. Vamos ver se em algum próximo lançamento ela faz algo diferente e surpreendente.

E obrigado por seu comentário e por prestigiar o site!

Abs, Ritter.

Responder
Deborah Silva 25 de novembro de 2014 - 16:35

Oi Ritter,

Também entendo o seu ponto de vista e respeito 😉
E concordo que vai ser muito legal ler algo diferente da Collins.

Abs e parabéns pelo site.

Responder
planocritico 26 de novembro de 2014 - 15:11

Obrigado, @disqus_c7QmFY3HVd:disqus!

Volte sempre!

Abs, Ritter.

Responder
jcesarfe 18 de novembro de 2014 - 22:42

Neste final, Collins finalmente abandona o tema de adolescentes e se foca no drama, corrupção e decadência de duas sociedades que travam uma guerra por poder a qualquer custo.
Chega ser poético em como começou a luta da moça e o que o desfecho lhe devolveu a estaca 0. Na prática eu não vi esperança alguma, tudo pelo que ela lutou pareceu que foi em vão.

Responder
planocritico 19 de novembro de 2014 - 15:53

Isso, @jcesarfe:disqus. Collins amadureceu a narrativa ao longo dos três livros e esse desfecho é realmente muito bom.

Acho que a esperança do título é a porta aberta para a possibilidade de um futuro melhor, talvez ainda para a geração seguinte da de Katniss e Peeta.

Abs, Ritter.

Responder
jcesarfe 20 de novembro de 2014 - 19:28

Acho que a esperança é a mesma que todos nós temos de um dia o mundo será melhor para alguém, mesmo que não pareça que tal ato extraordinário irá ocorrer.

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 21:19

Sim, concordo!

Abs, Ritter.

Responder
kvothe 17 de novembro de 2014 - 15:49

E um otimo livro… pra uma copia descarada de Battle Royal…

Responder
planocritico 17 de novembro de 2014 - 16:29

@disqus_bpQrorrUxu:disqus, apenas o conceito geral de “jovens em uma arena” foi tirado de Battle Royale, sendo que Battle Royale certamente se baseou também em O Senhor das Moscas e outros clássico livros semelhantes muito anteriores (até The Running Man, de Stephen King usa o conceito geral, mas não com jovens). Na arte, nada se cria, tudo se copia. Se você emprestar o seu jeito e inserir suas ideias, as obras podem ser bem diferentes, como é o caso aqui.

Abs, Ritter.

Responder
jcesarfe 18 de novembro de 2014 - 22:43

Acho que Battle Royal, escolhe um foco bem diferente de ação.

Responder
planocritico 19 de novembro de 2014 - 15:54

Também acho, @jcesarfe:disqus. – Ritter.

Responder
Rosana Andrade 21 de outubro de 2014 - 01:04

Faz mais ou menos 30 minutos que terminei de ler o livro a esperança. Apesar de já ter uma certa noção da verdadeira intenção da autora, pelo menos na minha opinião, com o desenrolar da história esperava um outro final para Katniss, mas analisando toda a situação, percebemos que a autora na realidade finaliza o livro em comum acordo com a trilogia, não era possível a Katniss, um final que não fosse ao lado do Peeta, pois eles construíram uma história juntos, nos momentos de crise ambos necessitavam um do outro, onde ficaria Gale nessa história? Até porque a autora sai do tradicionalismo de histórias com finais perfeitos, que não cabe nesse trilogia, eles foram felizes sim mas na medida do possível, quem na nossa real realidade vive 100 porcento feliz? Gosto muito dessa trilogia pelo fato de que não é uma história qualquer de mera ficção s autora nos traz a realidade social, a ser analisada sob um outro ângulo, travestida de personagens onde cada um deles tem o papel que lhe cabe. E a luta entre as classes sociais, a capital, no papel da burguesia, e os distritos no papel dos subalternos. Katniss representou para eles o momento em que finalmente tomam consciência da condição de explorados, e passam a lutar por melhores condições de vida, pois lhes era um direito, assim como aconteceu na nossa realidade, quando os trabalhadores foram a luta pelos seus direitos. A história tem todo um discurso político, fiel a nossa realidade social, mostrando que nem todos aqueles que almejam o poder são bonzinhos, pois são seres humanos falhos e imperfeitos facilmente corronpiveis pelo próprio poder, como no caso de Coin. Assim espero que os jovens ao ler esta trilogia, não se atente somente ao romance existente na história, acho que sua intenção é fazer com que os jovens desenvolvam seu pensamento critico, ao analisar a mensagem que a trilogia traz.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2014 - 01:30

É bem por aí, @disqus_sp5j5btcje:disqus! Collins elegeu fazer algo diferente, mais difícil de um leitor que espera final feliz aceitar e, por isso mesmo – dentre outros aspectos que você bem levantou – ela retira essa obra da “vala comum” de romances para “jovens adultos”.

Obrigado por seu super-comentário!

Abs, Ritter.

Responder
Joanice Oliveira 11 de setembro de 2014 - 19:15

Eu adoro ler. Leio os mais diversos livros, principalmente os acadêmicos já que quero ajudar a humanidade e tudo o que mais eu puder fazer. Pensei que Jogos Vorazes era mais uma “modinha”maluca dos adolescentes e não li os livros quando comprei há uns 2 anos atrás. Resolvi ler essa semana e ADOREI!
Em 3 dias li os 3 livros.
Chorei muito e tudo mais…fiquei com raiva da autora,mas depois de ver uns vídeos dela e tudo mais…ler livros que são similares ao dela, mudei meu ponto de vista.
A história dos Distritos e do Governo que são a drama principal e não o romance ou melhor triângulo amoroso entre Katniss,Peeta e Gale.
Eles evoluem com os acontecimentos inesperados em sua vida.
Tudo tem relação com nossa realidade e como não só os EUA, mas quase em maioria os países trabalham seus governos,
Mostra-se a Sobrevivência da HUMANIDADE. Com Peeta aprendemos que não importa o estado de caos que o mundo esteja a morte não é justifica e que a bondade é algo ensinável e não que nasce com o homem.
Com Katniss aprendemos a lutar…sacrificar nosso comodismo em prol da Humanidade e também aprendemos que os Fins não justificam os meios. Que não devemos nos tornar torturadores só porque um dia formos torturados e que sempre precisaremos retornar ao que aprendemos para não perdemos os valores morais e familiares, por isso Kat é tão encantada por Peeta, por que ele quer ser quem Ele é e não quem os outros querem que ele seja.

Responder
planocritico 12 de setembro de 2014 - 15:19

Concordo, @joaniceoliveira:disqus! Obrigado pelo comentário. Abs, Ritter.

Responder
Iris Fyrigos 21 de agosto de 2014 - 16:41

Adorei os livros e toda a discussão política, social e de guerra, sobre a devassidão humana que isso tudo provoca. Gale revela muito sobre a
guerra e o soldado, tudo o que pode incentivar um soldado a acreditar
que ele é fundamental sem medir consequencias. Muito a falar sobre isso. Inclusive chorei com ele por conta do andamento do personagem que segue
apenas instintos de ódio… Peeta é o pacifista e a inteligência, porém, o que a autora escolheu para o personagem, para mim foi muito chocante e pessimista. O que acontece quando ele fica sozinho com suas idéias, acabando engolido pelo sistema político e da guerra. Bom, de todo modo Peeta é cheio de bravura todo tempo, mostrado no que ele se empenha em resgatar a si próprio. Bastante realista e ainda não sei se consegue ser inspirador…Quanto a Katness parecer fria quando assume seu amor, não achei assim. Ela diz que não seria mesmo diferente toda vez que se lembra da praia. Ambos são traumatizados e abusados, precisavam realmente de um tempo para acreditar que desta vez seria possível não se separarem. Ela, para mim, representou bem o que a insistência por uma postura mais alienada ou ingênua pode facilmente te deixar manipulado. O livro é bastante duro e, fiquei sem ar com a frase final. Mas, amei! Muito incrível o que podemos pensar com ele!

Responder
planocritico 22 de agosto de 2014 - 14:56

@irisfyrigos:disqus, obrigado pelo comentário! Concordo integralmente com sua ótima análise. Essa frieza da Katniss é realmente fruto de seu distanciamento traumático, mas ela desde o começo é um pouco assim, separada da “realidade” daquele mundo. Abs, Ritter.

Responder
Iris Fyrigos 22 de agosto de 2014 - 16:27

Obrigada! Adorei participar e o site também! Vou divulgar mais!!!

Responder
planocritico 22 de agosto de 2014 - 19:21

Eu é que agradeço o prestígio! Abs, Ritter.

Responder
Iris demetrios fyrigos 21 de agosto de 2014 - 13:09

Adorei os livros e toda a discussão política, social e de guerra, sobre a
devassidão humana que isso tudo provoca. Gale revela muito sobre a
guerra e ser soldado, tudo o que pode movimentar um soldado a acreditar
que ele é fundamental sem medir consequencias. Muito a falar sobre isso.
Inclusive chorei com ele por conta do andamento do personagem que segue
apenas instintos de ódio… Peeta é o pacifista e a inteligência,
porém, o andamento do personagem para mim foi muito chocante e
pessimista. Deu para ver o que lhe acontece quando fica sozinho com sua
idéias, acabando engolido pelo sistema político e da guerra. Bom, ele é
cheio de bravura todo tempo, mostrado no que ele se empenha em resgatar a
si próprio. Bastante realista e ainda não sei se consegue ser
inspirador…Quanto a Katness parecer fria quando assume seu amor, não
achei assim. Ela diz que não seria mesmo diferente toda vez que se
lembra da praia. Ambos são traumatizados e abusados, precisavam
realmente de um tempo para acreditar que desta vez seria possível não se
separarem. Ela, para mim, representou bem o que a insistência por uma
postura mais alienada ou ingênua pode facilmente te deixar manipulado. O
livro é bastante duro e, fiquei sem ar com a frase final. Mas, amei!
Muito incrível o que podemos pensar com ele!

Responder
Joelma Bobinski 7 de agosto de 2014 - 13:51

ontem terminei de ler A Esperança em prantos, consegui sentir tudo o que Katniss estava sentindo. adorei o livro 1 e o 2, mais o 3 apesar de conseguir sentir a emoção da protagonista fiquei um pouco decepcionada, gostaria de Gale tivesse sido o amante(amor) dela, mais endenti o pq eles nao poderiam ficar juntos e que Peeta Seria o melhor par pra ela por tudo que SOFRERAM juntos. achei tbm que o A Esperança ficou com pontas soltas e que poderia ser melhor trabalhado, tbm me pareceu que foi escrito a pressa, o rumo que levou a guerra tbm achei fraco, pra 75 anos de vamos dizer escravidao principalmente da maioria dos distritos, acabar com o arsenal da capital principalmente a força area, pareceu facil demais. tbm achei que as armadilhas forçaram demais a barra, e a morte de Finnick achei injusta, sem propósito. mais o resultado da Guerra foi bem marcante, pois achei que mostrou uma realidade que as guerras realmente são.CRUEIS. desculpe o texto nao sou boa com letras ou em me expressar com elas. gostei mt da sua critica. obrigada

Responder
planocritico 7 de agosto de 2014 - 19:16

@joelmabobinski:disqus, obrigado pelo comentário. Acho que você se expressou muito bem. Acho que você compreendeu muito bem a intenção da autora ao fazer o que ela fez no final. Ela percorreu o caminho mais difícil, menos palatável e menos “aceitável” no sentido tradicional de livro com “final feliz”. E é por isso que gostei tanto da trilogia.

Entendo que você preferiria que Gale acabasse com Katniss, mas já fica claro desde o começo dos outros livros que isso não seria possível. Os dois são diametralmente opostos e todo o jogo político tem que ser levado em consideração. Sobre as pontas soltas, acho que elas só parecem pontas soltas. O que a autora quis fazer é deixar muita coisa para nossa imaginação, meio que deixando a entrever que o futuro é incerto, mas que há esperança.

Ah, e fico feliz que tenha gostado da crítica!

Abs, Ritter.

Responder
Ricardo Eletron 31 de julho de 2014 - 15:14

Não gostei do livro, preferia ver a Katiniss morrer do que nua irmã mais nova e diversos personagens

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planocritico 1 de agosto de 2014 - 02:30

@nosouningum:disqus: você tem todo direito de não gostar do livro e de achar que a Katniss é que deveria ter morrido. Acho tudo isso ótimo, ainda que você não tenha explicado a razão e talvez não tenha entendido o objetivo da autora ao matar Prim.

No entanto, o que você não tem direito é de fazer o que você tem feito nos outros comentários aqui no site, mandando os críticos para o inferno, xingando e tudo mais. A internet não é uma latrina para gente desequilibrada ficar falando besteira. Muitos acham que é, mas NÃO é. É um lugar onde as regras da boa educação continuam valendo.

Você é um cara que ou é muito novo e ainda não tem vivência o suficiente ou já é adulto e teve e tem uma péssima experiência de vida. Tente melhorar seus hábitos. Aprovei esse seu comentário, pois ele é civilizado, mas não aprovarei os demais, a não ser que você mande outro comentário para a Melissa e mais um para o Guilherme nas respectivas postagens onde você deu piti (vou ajudar: é em Transformers 4 e na Trilogia Divergente) e peça desculpas.

Caso contrário, por favor, vá procurar outro site para infernizar, como, aliás, você tem feito por aí, com exatamente os mesmos comentários, sem nem mudar palavras, mostrando que você só parece querer encher a paciência das pessoas.

Pois é, conseguiu. Parabéns. Continue assim.

Abs, Ritter.

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Isabella 20 de julho de 2014 - 13:50

Quem já leu A Esperança pode me dizer oque aconteçe no final ? Katniss casa com o Peeta,fica tudo bem,ou acaba mal mesmo ?

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Isabella 20 de julho de 2014 - 13:48

Quem já leu A Esperança pode me dizer oque aconteçe no final ? Katniss casa com o Peeta,fica tudo bem,ou acaba mal mesmo ?

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planocritico 20 de julho de 2014 - 14:42

SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS

Isabella, Katniss fica sim com Peeta, mas esse não é exatamente um final feliz. Há uma certa conveniência e acomodação nesse casamento, algo como a única alternativa dos dois. Eles vivem razoavelmente felizes, considerando todos os horrores que viveram. Espero ter ajudado. – Ritter.

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John 5 de julho de 2014 - 22:15

Só parei pra ler a trilogia agora, vi o filme na TV e fiquei curioso pra saber o final. Achei bastante interessante, principalmente considerando o público alvo e ela te segura na leitura, consegue estimular a curiosidade e a leitura flui. Li os 3 livros em uma semana, o último terminei às 4 e meia da manhã lutando contra o sono rs.

Mas não achei o terceiro livro tão bom quanto o segundo, que foi meu preferido. O final é muito bem construído, mas da guerra em si eu não gostei. Me parece que a autora quis forçar a semelhança da guerra com os jogos pra sustentar sua analogia e ficou um pouco forçado. As batalhas não eram críveis, a explosão da montanha foi muito fácil, o sumiço repentino da imensa força aérea excessivamente conveniente, as armadilhas espalhadas pela cidade me pareceram meio viagem… Sei lá, não me convenceu muito.

Mas como um todo é uma ótima leitura. Sou fã de livros como 1984 e, de fato, achei essa uma obra excelente pra leitores iniciantes; bem acima da média dos livros feitos pra adolescentes.
E parabéns pela crítica, só fiz o comentário pra tentar dar uma outra opinião e enriquecê-la como posso.

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Maria Elisa Cananéa 21 de maio de 2014 - 00:25

Terminei a trilogia ontem e ainda estou pasma com o final, mas no bom sentido. Comecei a ler a saga como pura forma de passatempo sem grandes expectativas e me surpreendi positivamente com a história. É claro que depois de toda guerra/revolução nada volta a ser como era antes. Queriam que a Katniss casasse com um o Peeta em uma festa linda tendo o Gale como padrinho? Depois de tudo que eles passaram, os traumas e a depressão são inevitáveis.
Ótima livro para adolescentes que estão se iniciando no mundo da literatura.

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planocritico 22 de maio de 2014 - 02:41

Concordo, Maria Elisa. Há muito material interessante para jovens por aí, mas Jogos Vorazes é, definitivamente, um destaque pela forma madura como trata assuntos tabu. Espero que o livro sirva de trampolim, para esses jovens, para que eles fiquem curiosos por verdadeiros clássicos da literatura. – Ritter.

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Jonathan Kaizer 19 de maio de 2014 - 22:15

Foi um final nada tradicional, concordo, mas tive a impressão que a autora fez o livro às pressas, não explorou personagens carismáticos como johanna mason, haymitch pouco participativo, muitas pontas soltas, muitas páginas lendo sobre uma katnis egoísta e drogada, o que ela fez com peeta não tem explicação, e que raios de missão suicida foi aquela?sem contar finick, o terceiro livro me fez desgostar da série.

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planocritico 20 de maio de 2014 - 08:47

Entendo o que você diz, Jonathan. Para mim, porém, esses elementos funcionaram. Os personagens que você citou tinham uma função narrativa que foi, no meu entendimento, esgotada. Mais do que isso seria forçado. O foco é mesmo em Katniss e em suas decisões e em como ela é manipulada. Abs, Ritter.

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Michelle 12 de dezembro de 2013 - 09:54

Terminei de ler o terceiro livro ontem, e sinceramente não fiquei assim tão satisfeita. Quando li Jogos Vorazes e Em chamas imaginei Katiness Everdeen como Um John Connor do sexo feminino, mas ao ler A esperança percebi que ela se transformou em um Neo de Matrix! Concordo contigo em relação a mensagem política que deseja passar, mas a desconstrução completa dos personagens?! Não sei! Katiness é transformada em uma fotografia apenas, em alguns momentos imaginei que ela fosse se tornar realmente a rebelde que se mostrou nos volumes anteriores, mas de repente este papel é substituido pelo fantoche dos rebeldes! E o fim! Onde está Gale, que a todo momento a acompanhava, sua mãe e tantos outros personagens que pareciam fazer parte da trama! A explicação dada pelo sumiço de Effie, achei um tanto falha. Talvez eu precise ler novamente para olhar com outros olhos! Finais não tradicionais são excelentes, mas até que ponto devemos modificar os personagens? O que mais me agradou neste último volume, foi o fato dela nos mostrar que nem todos são completamentes maus ou bons! Isso foi fantástico. Enfim, foi somente um desabafo, afinal, quem sou eu para criticar. Um grande abraço e parabéns pelo trabalho!

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planocritico 12 de dezembro de 2013 - 12:03

Michelle, sua análise está 100% correta. Particularmente, é justamente por essa manipulação dos personagens, especialmente Katniss, que a autora conseguiu tirar essa trilogia do lugar comum. Katniss é uma menina comum, com algum talento para a caça graças ao seu pai, mas ela não é uma revolucionária. Fez o que fez muito mais por instinto e aí foi usada pelos dois lados do conflito como fantoche. Sobre Gale, ele cresce e se afasta de Katniss quando ele descobre o que ele é: um soldado. Katniss é só uma menina que cresceu rápido demais. Abraço e volte sempre! – Ritter.

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Wellington Rodrigo Quitério 7 de dezembro de 2013 - 22:22

Parabéns pela análise. Terminei o 3° livro semana passada, e como era de se esperar, fiquei pasmo com o final nada tradicional. Isso foi muito positivo, as críticas sociais estão ainda mais fortes, e a carga emocional dos personagens também. Essa série é sem dúvidas um tesouro, em tempos tão podres. Vai deixar saudade.

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planocritico 8 de dezembro de 2013 - 00:11

Obrigado, Wellington. A série é muito boa mesmo. – Ritter.

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Anônimo 30 de novembro de 2013 - 15:18
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planocritico 30 de novembro de 2013 - 18:29

Obrigado pelos elogios, Tabita. Fico feliz que tenha gostado. Eu, já com mais (mas só um pouco) de 40 anos, me surpreendi com o que encontrei no trabalho de Collins. Ela se utiliza de clássicos anteriores e trabalha em cima deles construindo uma narrativa atraente e acessível. Abraço e volte sempre! – Ritter.

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