Crítica | Introdução à Análise da Imagem, de Martine Joly

Publicado na França em 1994 e aqui no Brasil pela editora Papirus em 2012, Introdução à Análise da Imagem, de Martine Joly, é um daqueles livros que nos ajudam a reforçar as estruturas sobre o que entendemos de conceitos aparentemente bem cobertos por nossa visão crítica. Nesse caso, a autora nos traz as sementes da semiologia, da semiótica, da retórica e de figuras de linguagem para introduzir um saber mais apurado sobre o que é a imagem e como analisá-la. Ou seja, um livro que teoriza sobre aquilo que vemos, sobre nosso entendimento disso e os muitos significados que a imagem pode ter, dependendo da manipulação do artista ou do analista sobre ela. Plano Crítico.

estrelas 4

Palavra e imagem são como cadeira e mesa: se você quiser se sentar à mesa, precisa de ambas

Jean-Luc Godard

Publicado na França em 1994 e aqui no Brasil pela editora Papirus em 2012, Introdução à Análise da Imagem, de Martine Joly, é um daqueles livros que nos ajudam a reforçar as estruturas sobre o que entendemos de conceitos aparentemente bem cobertos por nossa visão crítica. Nesse caso, a autora nos traz as sementes da semiologia, da semiótica, da retórica e de figuras de linguagem para introduzir um saber mais apurado sobre o que é a imagem e como analisá-la. Ou seja, um livro que teoriza sobre aquilo que vemos, sobre nosso entendimento disso e os muitos significados que a imagem pode ter, dependendo da manipulação do artista ou do analista sobre ela.

Fugindo um pouco daquele vício de trabalhar um conceito amplo sob um único ângulo, Joly estuda a imagem não apenas no cinema ou nas artes plásticas, mas passeia pela publicidade e por elementos literários de caráter imagético, defendendo uma relação imediata entre um e outro, visando sempre uma relação de completude e nunca de exclusão.

O livro fala pouco sobre cinema, na verdade. Seu foco é a imagem como fator universal. A organização da obra passeia um pouco pelas principais teorias de diversas áreas afins, para dar conta de abarcar um bom conteúdo introdutório sobre o tema proposto. Talvez o único problema dessa questão sejam as diversas idas e voltas, os adendos e acréscimos que a autora vai fazendo no decorrer das páginas, às vezes se distanciando demais de seu foco “apenas” para introduzir um novo contexto para um novo tipo de imagem. Embora essenciais para o volume, a organização desses conceitos, a apresentação das diversas teorias e principalmente o fechamento das ideias nos parecem… cansativos. A despeito disso, o livro como um todo é de fácil leitura, apenas nos enjoar as “figas” da autora: “mas antes de falarmos disso, vamos ver isso aqui…”.

Para os interessados em entender melhor a construção, os modelos básicos de leitura e possíveis interpretações das mais diversas imagens, esse livro pode se mostrar um bom passo inicial. Para os já ligeiramente habituados ao tema, esta introdução pode ser cansativa. De minha parte, posso afirmar que a leitura foi bastante válida. Os exemplos escolhidos pela autora, a análise da tela Fábrica em Horta de Ebro (1909), de Pablo Picasso, e da propaganda da Marlboro são muito ricas em elementos e nos chamam a atenção para diversas coisas que já podiam ser observadas por nós, mas que tinham nome e não sabíamos. Mesmo com algumas ressalvas sobre sua organização, temos aqui um bom livro de um tema pouco explorado ou conhecido pelos cinéfilos brasileiros. Com certeza vale a pena  a leitura.

Introdução à Análise da Imagem (França, 1994)
Autora: Martine Joly
Tradução: Marina Appenzeller
Revisão técnica: Rolf de Luna Fonseca
No Brasil: Editora Papirus, 2012
152 páginas

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.