Home Colunas Plano Polêmico #2 | Chega de Séries de TV de 22 Episódios!

Plano Polêmico #2 | Chega de Séries de TV de 22 Episódios!

por Ritter Fan
263 views (a partir de agosto de 2020)

Diz a verdade: você, amante de séries de TV, tem total consciência de que não há roteiro que sustente uma temporada de 22, 23 ou 24 episódios não é mesmo? Pare para pensar. Mas pense com calma. E me diga que série realmente merece tantos capítulos assim? Sim, sei que você provavelmente poderá listar suas favoritas e que, dessas, você veria não 22 episódios por temporada, mas 365, tipo novela da Globo.

Mas você sabe, lá no fundo, que isso não é verdade, não é mesmo? Que você está dizendo isso só para ser turrão e “do contra”. Séries de TV longas assim e que valem o esforço são raras e normalmente são sitcoms, pois essas têm formato diferente, entre 22 a 25 minutos por episódio. E essas eu até perdoo mesmo, pois cada episódio vive sozinho na maioria das vezes e depende de um timing de piadas que faz cada segundo contar. Mesmo as sitcoms, porém, eu conto nos dedos as que eu levaria para uma ilha deserta (imaginando que a ilha seja aquela do Sr. Roarke – o avião, o avião! – e que ela tenha um pequeno home theater, claro, de preferência com uma pipoqueira na porta).

fantasy island

Posso ser pequeno, mas tenho muito mais carisma!

Opa, divaguei um pouquinho…

Voltando ao assunto, a questão é que a estrutura comum de séries de TV não se sustenta mais. Acabou-se a época em que as séries continham, em sua integralidade, episódios soltos, desconectados entre si. Lembram de Casal 20? Magnum? Perdidos no Espaço? Pois é, não se fazem mais séries assim e não estou pregando que façam. O público – eu incluído – quer continuidade, moda essa que começou a pegar de verdade com a mais do que estendida Arquivo X, que continha episódios soltos (a maioria) intercalados de episódios de narrativa continuada, contando uma história maior.

E, nessa esteira, as séries acabaram se tornando filmes serializados, com cada episódio sendo relevante para a narrativa, sem exceções. Essa é a tendência atual já bastante sedimentada e que, convenhamos, faz muito mais sentido do que a estrutura de “caso da semana”, “monstro da semana” ou “qualquer coisa da semana” que era onipresente até meados da década de 90.

Mas é claro que, se olharmos bem para trás, já perceberemos que as séries de TV passaram por intensas transformações. Sem entrar em muitos detalhes históricos, vale lembrar que, originalmente, as temporadas de séries hoje consideradas clássicas eram compostas de 30 a 40 episódios, todos normalmente mais curtos do que o padrão atual de 42-43 minutos (a minutagem é assim pois conta-se uma hora menos os intervalos comerciais). Mas a “regra” de 30 a 40 episódios era válida durante as décadas de 50 e 60 nos EUA, com séries famosas como I Love Lucy com temporadas de 31 a 35 episódios, The Andy Griffith Show com 32, Além da Imaginação com 36 (na primeira temporada) e Jornada nas Estrelas com 29 na primeira temporada, 26 na segunda e, finalmente, 24 na terceira. A lógica por trás dessas temporadas enormes era que existia muito poucas oportunidades para reprises nessa época e a temporada se mantinha no ar literalmente durante o ano inteiro, com um episódio por semana. Além disso, novamente, há que se lembrar a independência de cada episódio que ajuda na manutenção da história.

lost bear

Mas é CLARO que vai ter explicação!!!

Mais para frente, as temporadas passaram a adotar o formato de piloto, ou seja, de um episódio original produzido para testes que, se aprovado pelas TVs, era então encomendado como série, com um pedido inicial de 13 episódios. Dependendo dos ratings, mais nove (os chamados back nine, expressão retirada do golfe) eram encomendados, fechando a temporada. Essa estrutura é a que se mantém até hoje na televisão aberta americana. A razão para ela é que, em seu nascimento, o verão americano era considerado época de vazante para possíveis espectadores de séries novas. Com isso, os lançamentos acontecem no outono deles (começando em final de agosto e durante setembro) e vão até o verão do ano seguinte (maio), com hiato para a época de festas (Dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo). Se vocês fizerem os cálculos, verão que esse período é composto de mais ou menos 23 semanas.

Só que essa estrutura não mais se sustenta. Mesmo em séries pensadas com uma construção dessas na cabeça como 24 Horas, a coisa desanda. Até os mais ferrenhos defensores de Jack Bauer reconhecerão a quantidade absurda de fillers não relacionados com a trama principal que os roteiristas passaram a inserir para manter a estrutura intacta. Afinal de contas, aturar a insuportável filha dele fugindo do leão da montanha sem que, no final, ela seja destroçada pelo animal, é pedir demais da paciência de qualquer um! E tanto é assim que, surpresa surpresa, a recém-encerrada temporada nova da série – Live Another Day – teve só 12 episódios.

O mesmo vale para séries mais recentes, como Lost. Não sei se era intenção do showrunner ao batizar a série, mas ele e a equipe de roteiristas literalmente se perderam com o sucesso da primeira temporada e a necessidade de se manter a mesma dose de episódios nas temporadas seguintes. Não há reviravolta, flashback, flashforward e flash sideway que aguente! Querem exemplo mais recente ainda? Que tal então Agents of S.H.I.E.L.D.? A temporada é tão arrastada que, na verdade, o que se vê são duas temporadas em uma. Na primeira, um monte de episódios soltos que são um suplício. Na segunda, a coisa engata de verdade e a estrutura de uma narrativa só começa. Aí fica a pergunta muito claramente perante o espectador: eram mesmo necessários 22 episódios?

baywatch 2

Essa série sim merece temporadas de pelo menos 50 episódios!!!

E então temos que olhar para a televisão a cabo americana e para o ano 2000, com o nascimento, talvez, da mais importante – não necessariamente a melhor – série já produzida na “era moderna”: Família Soprano. Literalmente sozinhos, os mafiosos lixeiros liderados por Tony Soprano mostraram como se fazer uma série de TV que pode ser vista como um filme prolongado. Estrutura de 13 episódios de 45 minutos cada contando uma história só. Tudo coeso, amarrado, com personagens engajantes e sem (muita) enrolação.

E não venham dizer que isso só acontece porque, na televisão a cabo, as regras limitadoras de violência, profanação e sexo são mais relaxadas. Sim, elas são, mas o que isso tem a ver com a duração de uma temporada? Olhem para Hannibal, série de 13 episódios em TV aberta e reparem que tudo pode ser feito com elegância (e muitos litros de sangue) sem se apelar para nudez e bacanais “True Bloodianos“.

A grande verdade é que as TVs a cabo tem uma vantagem sobre as TVs abertas, mas não é mais latitude de produção. O grande diferencial é que o público a ser atingido pode ser diferenciado. Não há preocupação em se atingir a grande massa que a TV aberta precisa alcançar, para fins de rating. E talvez aí esteja o problema. Como escrever uma série de alto nível tendo que agradar a gregos e troianos? Mas novamente chego ao ponto, com a mesma pergunta acima: em que isso se relaciona com o tamanho da temporada? Em nada, não é mesmo?

24 - 2

Esse leão da montanha é muito mané mesmo…

Além disso, há o fator binge watching, que é o hábito cada vez mais presente de se assistir temporadas ou, ao menos, vários episódios de uma temporada de uma tacada só, por horas a fio. Fazer isso com séries longas é um desafio à paciência e torna ainda mais evidente a fraqueza de diversas séries atuais, como o que acho de Once Upon a Time, que insiste em contar uma história só interligada, com a introdução sem fim de personagens novos e a transformação da premissa em um Lost no País das Maravilhas. A estratégia do Netflix, muito ao contrário, é focar sua produção própria em séries curtas de até 13 episódios, para extrair o máximo possível de uma narrativa fechada dentro de cada temporada, aí sim completamente livre de enrolações novelescas.

Afinal de contas, pensem rapidamente e tentem lembrar das séries mais adoradas e faladas por aí? O que vem à cabeça? Muito provavelmente Breaking Bad, Game of Thrones e House of Cards, todas elas exemplos perfeitos para tudo o que falei acima.

binge 2

Um imagem que vale por mil palavras… (arte: http://youfail.com/)

E ainda tem os britânicos, como poderia me esquecer deles? Séries de TV, lá do outro lado do Atlântico em uma pequena ilha são, normalmente, ainda mais modestas (em tamanho, não em qualidade, que fique bem claro!), com temporadas entre 6 e 10 episódios, além de um especial de Natal. E isso quando a estrutura não é literalmente a de filmes, como no caso da sensacional Sherlock.

Portanto, creio que esteja na hora de mudar completamente o jogo, com a decretação do fim de séries com mais de 13 episódios por temporada (com a exceção de sitcoms, talvez). Chegou a hora de filmes de 13 horas contados em 13 partes e não de novelas perdidas no ego dos showrunners e presas à uma agenda que não faz mais sentido.

A bola foi levantada. Agora está na hora de vocês, leitores, cortarem!

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81 comentários

Marcelo Farias 2 de novembro de 2019 - 12:05

Na minha opinião, não existe essa de história série da mais de vinte episódios serem ruins porque tem muitos episódios.
Exemplo disso é Agents of Shield que quando tinha 22 episódios era simplesmente incrível mas depois que passou a ter 13 episódios apresentou a pior temporada de todas…..quantidade tanto pra mais quanto pra menos não é sinal de qualidade.
Arrow continua ruin mesmo com um temporada de 10 episódios, mas sexta temporada foi “boa” apesar de ter tido 23 episódios.
Isso pra mim não é desculpa pra ser ruin, a culpa de verdade é do roteiro que tem preguiça de trabalhar de verdade em uma trama envolvente (ABC pisa na CW nesse ponto) que prende nossa atenção do começo ao fim!!

Um abraço!!

Responder
planocritico 4 de novembro de 2019 - 08:42

No final das contas, você está certo mesmo. No entanto, o que você aponta como exemplos são, na verdade, exceções. A regra é que séries de muitos episódios acabam não tendo roteiros à altura. É quase que como se séries de 20 e tantos episódios já carregassem o estigma de ser para um público extremamente amplo e, portanto, precisam ser niveladas por baixo.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Farias 4 de novembro de 2019 - 12:29

Mudando um pouco de assunto o que vc achou do tema da redação do enem??
DEMOCRATIZAÇÃO DO CINEMA NO BRASIL!!
Sei que não tem nada a ver com o assunto do site mas quando falam em cinema vcs são os especialistas🤣🤣…
Se não quiser responder tudo bem!!

Responder
planocritico 4 de novembro de 2019 - 19:24

Sendo curto e grosso, diria para você que há temas socialmente mais relevantes do que esse para servir de tema de redação do ENEM.

Mas, sobre o tema em si, a questão é o “como”. Eu li a prova e os textos-base são até interessantes, mas embutem um dirigismo que me irrita. Quem paga essa conta? Os contribuintes com a construção de cinemas “públicos” deficitários ou quem vai ao cinema com eventual obrigação de empresas de cinema construírem cinemas onde não dá dinheiro que aumentarão o preço dos ingressos de outras salas para pagar a sala nova? Afinal, o preço do ingresso do cinema já carrega embutido as meias entradas desregradas para meio mundo por aí.

Não é fácil um país continental como o Brasil criar uma infraestrutura de cinemas que efetivamente “democratize” o acesso sem uma interferência estatal de um estado que sequer consegue resolver o problema da saúde. Além disso, construa UM cinema em uma cidade pequena e eu garanto que esse cinema SÓ passará Transformers ou filme de super-herói. Filmes de efetivo valor cultural nem chegarão perto. Se essa já é a realidade em cidades grandes, com dezenas ou centenas de salas, imagine no interior?

Diria mais. ANTES do cinema, que tal a democratização da alfabetização VERDADEIRA, que tal a democratização ao acesso à literatura, com a construção de bibliotecas públicas de qualidade nas cidades de menor porte do país? Que tal o incentivo público à publicação de livros em formatos e preços mais acessíveis e a aquisição desses livros na base da tiragem inteira pelo estado para a distribuição para as bibliotecas por todo o país?

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Farias 5 de novembro de 2019 - 12:29

Concordo com você em quase tudo!
Mas bem que seria bom ter aqui na minha cidadezinha um cinema nem que seja pra passar Transformers!!
🤣🤣
Obrigado ritter vc é incrível!!

planocritico 5 de novembro de 2019 - 17:27

@disqus_fq16yFb0v7:disqus , muito obrigado!

O grande problema mesmo, que está efetivamente por trás de tudo, é que o Brasil tem uma concentração urbana gigantesca em poucas cidades e, quem não está em uma cidade dita “grande” acaba sofrendo pelo desinteresse das empresas, pois provavelmente não há mercado para determinadas atividades. É algo bem mais profundo do que a democratização do cinema, que é um sintoma de uma doença mais grave e que, considerando nossos políticos (e não falo somente dos de agora, que fique claro), infelizmente não vejo solução.

Abs,
Ritter.

planocritico 14 de dezembro de 2018 - 19:07

Sim, depende da produtora, do canal e do modelo de negócio, sem dúvida. Canal aberto americano é que é pródigo em usar a estrutura clássica de 22 a 24 episódios.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de dezembro de 2018 - 19:06

Cara, acho que a última novela que assisti foi Roque Santeiro…

Abs,
Ritter.

Responder
Fabio Gomes 14 de dezembro de 2018 - 19:30

Vc ganhou ahahahha

Responder
planocritico 14 de dezembro de 2018 - 19:05

Sitcoms têm duração menor de 20 e poucos minutos, pelo que ter 22 episódios é bastante razoável.

Abs,
Ritter.

Responder
Fabio Gomes 14 de dezembro de 2018 - 19:29

Saquei.

Responder
Fabio Gomes 12 de dezembro de 2018 - 23:28

Nessa questão de número de episódios, acho que ainda pesa o tipo da empresa produtora – pensando, claro, no mercado norte-americano. A Netflix (que eu nem considero uma emissora de TV, e sim uma produtora de web-séries, mas sei que isso é polêmico! rsrs) tem usado esse padrão de 13 episódios (não sei em função de quê, por que não 10 ou 12 ou 15?), porém entrega a vc todos eles juntos, vc vê na velocidade que quiser, e sem intervalos comerciais. Já a TV aberta já tem os comerciais, e busca ocupar com a série toda a temporada mencionada no texto – do final do verão até a mesma época do ano seguinte, com os hiatos festivos.

Claro que o fator orçamento pesa nos dois modelos, mas considero que é muito mais fácil a Netflix dar liberdade criativa para seus produtores que uma ABC, por exemplo. O episódio precisa ter uma duração X para se adequar na grade da rede, possibilitar a exibição dos comerciais, e ser um programa que esteja na programação da emissora durante X meses. Se cada showrunner começar a fazer episódios com tamanhos variados, e cada série tiver um número diferente de episódios, isso pode levar uma rede do porte da ABC ao caos. Quanto maior a estrutura de uma empresa, menos criativa tende a ser a sua produção.

Responder
planocritico 7 de agosto de 2018 - 18:17

@andrsinqueira:disqus , seria um sonho, mas duvido que um dia aconteça!

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 7 de agosto de 2018 - 16:56

As series americanas deviam se espelhar um pouco mais nas britanicas, não importa o sucesso ou a audiência, elas sempre terão de 6-10 ep. Em alguns casos até chegam a ter 3 ou 4 ep por temporada

Responder
Vilmar de Azeredo 24 de abril de 2018 - 19:28

Grandes observações relatadas, com tudo evoluindo cada vez mais rapido a tv previsa se adaptar a esta nova realidade produzindo mais conteudo com melhores qualidades e com menos episodios para um resultado final.

Responder
planocritico 29 de abril de 2018 - 18:39

Exato!

– Ritter.

Responder
planocritico 29 de abril de 2018 - 18:39

Exato!

– Ritter.

Responder
Vilmar de Azeredo 24 de abril de 2018 - 19:28

Grandes observações relatadas, com tudo evoluindo cada vez mais rapido a tv previsa se adaptar a esta nova realidade produzindo mais conteudo com melhores qualidades e com menos episodios para um resultado final.

Responder
Jean Joaquim 2 de janeiro de 2017 - 22:08

O ótimo exemplo de série nesse estilo é Stranger Things. Sem enrolação e com poucos mas ótimos episódios.

Responder
Jean Joaquim 2 de janeiro de 2017 - 22:08

O ótimo exemplo de série nesse estilo é Stranger Things. Sem enrolação e com poucos mas ótimos episódios.

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2017 - 22:10

Sim, concordo! Tem vários outros exemplos recentes também. É série que diz o que tem que ser dito e pronto. Não fica esticando o assunto indefinidamente…

Abs,
Ritter.

Responder
João Henrique Fonseca 19 de outubro de 2016 - 13:01

confesso que vc está certo, mas quando a série tem 22 episódios a emoção e a ansiedade pelo season e series finale são muito maiores

Responder
João Henrique Fonseca 19 de outubro de 2016 - 13:01

confesso que vc está certo, mas quando a série tem 22 episódios a emoção e a ansiedade pelo season e series finale são muito maiores

Responder
planocritico 19 de outubro de 2016 - 14:57

@disqus_e0764rfoIT:disqus , não sei… Como elas em sua maioria são não mais do que medianas, acaba que não fico ansioso por nada…

Abs,
Ritter.

Responder
João Henrique Fonseca 5 de novembro de 2016 - 20:24

verdade, vendo the flash, LOT, supergirl e arrow não da nem de longe a ansiedade que prison break, lost, jericho e flashforward davam

Responder
João Henrique Fonseca 5 de novembro de 2016 - 20:24

verdade, vendo the flash, LOT, supergirl e arrow não da nem de longe a ansiedade que prison break, lost, jericho e flashforward davam

Responder
planocritico 6 de novembro de 2016 - 13:27

@disqus_e0764rfoIT:disqus , não dá nem para comparar!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 6 de novembro de 2016 - 13:27

@disqus_e0764rfoIT:disqus , não dá nem para comparar!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2016 - 14:57

@disqus_e0764rfoIT:disqus , não sei… Como elas em sua maioria são não mais do que medianas, acaba que não fico ansioso por nada…

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Souza 9 de março de 2016 - 12:34

Eu acho que o problema maior é a qualidade da serie, eu não me importaria de assistir a uma serie com 50 episódios se ela se mantivesse de alto nível em todos(ou quase todos), da mesma forma que me sinto desconfortável ao ver uma serie ruim com 13 episódios apenas.

Responder
planocritico 9 de março de 2016 - 12:48

Sim, claro, mas a questão é que uma série de 20 e tantos episódios, justamente por ter que manter a história acesa por tanto tempo, tem mais chances de ser ruim do que uma menor, com 6, 10 ou 13 episódios.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Souza 9 de março de 2016 - 12:59

Nisso você esta coberto de razão, a chance de uma catástrofe é muito maior!!!! Porém limitar o autor em “X” (é xis mesmo heheheh) episódios também pode levar a catástrofe, o bom seria dar liberdade criativa e co-autores pra não deixar a serie cair na mesmice ou no fiasco, independente de quantos episódios serão. Assim mesmo que so tenha chegado a 6 episodios e os autores perceberam que vai dar merda encerra logo.

Responder
planocritico 9 de março de 2016 - 15:23

É mais complicado fazer isso em séries em razão do orçamento. Acontece, mas é raro (a mais recente foi The Bastard Executioner…).

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 9 de março de 2016 - 15:23

É mais complicado fazer isso em séries em razão do orçamento. Acontece, mas é raro (a mais recente foi The Bastard Executioner…).

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Souza 9 de março de 2016 - 12:59

Nisso você esta coberto de razão, a chance de uma catástrofe é muito maior!!!! Porém limitar o autor em “X” (é xis mesmo heheheh) episódios também pode levar a catástrofe, o bom seria dar liberdade criativa e co-autores pra não deixar a serie cair na mesmice ou no fiasco, independente de quantos episódios serão. Assim mesmo que so tenha chegado a 6 episodios e os autores perceberam que vai dar merda encerra logo.

Responder
planocritico 9 de março de 2016 - 12:48

Sim, claro, mas a questão é que uma série de 20 e tantos episódios, justamente por ter que manter a história acesa por tanto tempo, tem mais chances de ser ruim do que uma menor, com 6, 10 ou 13 episódios.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Souza 9 de março de 2016 - 12:34

Eu acho que o problema maior é a qualidade da serie, eu não me importaria de assistir a uma serie com 50 episódios se ela se mantivesse de alto nível em todos(ou quase todos), da mesma forma que me sinto desconfortável ao ver uma serie ruim com 13 episódios apenas.

Responder
Danilo Pereira 22 de fevereiro de 2016 - 23:55

Assino embaixo.

Responder
Cristiano de Andrade 8 de fevereiro de 2016 - 22:29

Mais de 20 episódios só funciona pra sitcons! Não tem roteiro que sustente esse monte de episódios.

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2016 - 09:40

Sim, só sitcoms consegue manter-se vivas constantemente com mais de 20 episódios e mesmo assim tem umas que começam bem e, depois, ficam repetitivas.

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Amorim 9 de janeiro de 2016 - 23:41

Continuo na minha exploração pelo site de vocês e vi esse plano polêmico aqui e achei interessante. Depois que eu assisti Demolidor esse ano eu já comprovei com 100% de certeza que é muito melhor que a série tenha apenas 13 episódios por temporada. O que eu mais gostei em Demolidor foi que a série se desenvolveu inteiramenteao longo desses 13 episodios, o vilão, o próprio personagem e os outros, sem aquele negócio chato de vilão da semana que falando sério, já enjoou faz tempo. Esse negócio de 23 episódios é ruim demais, porque além de ser bem longo e cansativo ainda faz a série ser obrigada a acrescentar alguns episódios que simplesmente não adicionam nada a trama, descartáveis e que servem apenas pra enrolar já que a série tem necessidade de ter 23 episódios, e ficar enrolando com aqueles vilões da semana que todas as vezes são descartados e pronto. Por mais series como Demolidor, torço por isso

Responder
planocritico 10 de janeiro de 2016 - 03:43

@disqus_1xfUk6Tw8e:disqus para se sustentar por 20 e tantos episódios, uma série precisar recorrer a artifícios que, hoje, simplesmente não suporto. Infelizmente, porém, ainda é uma prática antiga que se mantém pela inércia. Mas prevejo mudanças na forma como séries são oferecidas e uma redução drástica dessas séries gigantes.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo 27 de março de 2015 - 20:18

Concordo plenamente, séries com 13 episódios no máximo normalmente não tem aquela enrolação e sem contar que tem todo um cuidado na produção pra tudo sair perfeito como num filme. Vide, Dexter, Breaking Bad, The Walking Dead, Nation Z, Orange is the New Black e Better call Saul… a única exceção nessa lista fica por conta de Prison Break que tem 22 episódios por temporada e as duas primeiras temporadas são fodasticas!!! Obvio que na terceira já acontece o mesmo mal de “Lost” com enrolações pra série durar mais algumas temporadas.

Responder
planocritico 28 de março de 2015 - 04:22

@disqus_shrDzdNNFM:disqus, também gostei de Prison Break, mas mesmo a primeira temporada teria se beneficiado de alguns cortes de episódios. Acho que qualquer coisa melhora quando o roteirista é obrigado a trabalhar de maneira mais econômica e objetiva.

Abs,
Ritter.

Responder
Danilo Pereira 22 de fevereiro de 2016 - 23:51

“The Walking Dead” e “não tem aquela enrolação” não se encaixam na mesma frase. E ela tem 16 ep.

Responder
Thatiane Abrahão 6 de março de 2015 - 12:15

Ritter desculpe minha minha colocação mais acho que faltou vc falar de The 4400, ela se encaixa bem no quesito de serie que não segue padrão dos showrunners, inclusive no tempo dos episódios, se não me engano tinha episódio com 15m e outros com mais de 1 hora.

Responder
planocritico 7 de março de 2015 - 14:57

@thatianeabraho:disqus, se não me engano, o que The 4400 tinha de diferente é que cada temporada tinha uma quantidade diferente de episódios. Mas não me lembro de haver variação na duração de cada episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
Thatiane Abrahão 20 de março de 2015 - 10:45

Ritter não sei se estou me esquivocando na informação, mais foi esse um dos motivos na época para a Rede Record não comprar a serie, pois os episódios não se encaixavam na grade.

Responder
planocritico 20 de março de 2015 - 16:55

Pode ser, @thatianeabraho:disqus. Realmente não me lembro. Essa não foi uma série que me marcou o suficiente…

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Sette Pinheiro 14 de novembro de 2014 - 13:40

Sabe o que é foda…. muitas series com 22,23 episódios por temporada e o George RR Martin e produtores da seria de Game of Thrones implorando pra HBO para deixar a temporada de GoT com 12 episódios….

Uns com tanto e outros com tão pouco.

PS.: 2 episódios a mais iria, ao meu ver, abrir espaço pra melhor detalhamento da trama e até acabar com algumas cenas fillers do show, haja vista que existem cenas na serie que ele joga na cara do povo e no livro é uma baita jornada nas entrelinhas até você ficar com quase certeza =P.

Responder
planocritico 14 de novembro de 2014 - 21:28

Você tem razão, @leonardosettepinheiro:disqus. É triste constatar isso. E também concordo que Game of Thrones se beneficiaria de uns dois episódios a mais por temporada. Não ficaria tudo tão corrido. Isso ou eles poderiam aumentar um pouquinho a duração de cada episódio.

Abs, Ritter.

Responder
Danilo Pereira 22 de fevereiro de 2016 - 23:54

A desculpa que a HBO dá é que eles prezam por não ter mais de um ano entre as temporadas, e que o acréscimo de episódios, devido ao tamanho da produção, tornaria isso impossível.

Responder
Wagner Pires 16 de setembro de 2014 - 12:20

Eu sempre pensei nisso também, depois dessa última temporada de Beauty and the Beast então, mas enrolação impossivel…. 2 séries que assisti a pouco tempo que são curtas, com uma hitória que se fecha no tempo certo foram Witches of East End e Bitten, não são as melhores series de sempre, mas o simples fato de não chegarem ao ponto de encher linguiça já animam!

Responder
planocritico 16 de setembro de 2014 - 15:19

É isso mesmo, @disqus_3W9nqfEt0z:disqus. Ainda estou para encontrar uma série loga que me satisfaça e que não peque justamente pelo fato de ser longa, por mais interessante que sua premissa e alguns episódios possam ser. Mas a coisa está mudando e o caminho, daqui para frente, será mesmo de séries menores. Vamos ver, vamos ver!

Abs, Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 21 de agosto de 2014 - 18:29

Assino em baixo.

Pelo fim de séries de Drama com mais de 22 eps.

Responder
planocritico 22 de agosto de 2014 - 14:54

Valeu pelo comentário, @disqus_Tl2miZUbzS:disqus! – Ritter.

Responder
Fabio Gomes 12 de dezembro de 2018 - 22:50

Só de drama? Pq não de qualquer espécie?

Responder
Jorge Miguel 17 de agosto de 2014 - 16:22

Concordo com o fim das séries com 22,23 episódios. Mas há exceções como por exemplo Arrow, série que, mesmo nesse formato, conta um arco amarradinho em suas 2 temporadas até aqui. Queria mencionar The Walking Dead que começou com 6 depois foi pra 13 e agora se mantém nos 16 episódios e assim sendo um bom exemplo de poucos episódios com bons arcos. No caso de Lost, os produtores programaram de fazer apenas 4 temporadas mas a ABC pediu mais duas, devido ao sucesso, acredito então que se não fosse por isso, a narrativa não ia se perder tanto como foi na 3ª e 4ª temporada. Novelas são difíceis de colocar nesse contexto pois, na minha opinião, são para um público mais “dona-de-casa” por assim dizer.

Responder
planocritico 17 de agosto de 2014 - 22:25

@disqus_WJNjQk2Mon:disqus, obrigado pelo comentário.

Sim, sempre haverá exceções. Mas, mesmo no caso das exceções, acredito piamente que uma temporada boa de 22 episódios poderia ficar substancialmente melhor com a redução. Estou assistindo Arrow no momento (ainda a 1ª temporada – crítica em breve) e o que começou muito bem (justamente o contrário de Agents of SHIELD) já está ficando repetitivo. Vamos ver como vai acabar…

Sobre Lost, os showrunners têm culpa no cartório também. Duvido – duvido MUITO – que eles tivessem planejamento efetivo mesmo para só 4 temporadas…

Abs, Ritter.

Responder
Letícia 16 de agosto de 2014 - 22:51

Excelente texto. É um exagero temporadas enormes, atualmente não há um seriado nessa estrutura que se possa elogiar todos os episódios. 12/13 episódios seriam o ideal pra uma temporada boa, coesa e sem fillers. Um exemplo de serie com uma temporada menor é Teen Wolf, que começou totalmente bobinha, mas com um enredo bem contado em 12 episódios conseguiu crescer. A única temporada que causou desgosto aos fãs foi justamente a 3ª que teve 22 episódios. Enfim, chega dessas series intermináveis que se perdem cada vez mais de suas essências.

Responder
planocritico 17 de agosto de 2014 - 22:26

Obrigado, @disqus_aYbkSV6iO6:disqus! Teen Wolf eu até tenho curiosidade de começar a ver. Vou até colocar aqui na minha lista. Abs, Ritter.

Responder
Vinicius Barros 22 de agosto de 2015 - 18:04

Mas, Letícia, a terceira temporada de Teen Wolf foi a mais adorada pelos fãs! É só vc perguntar por aí. E não teve 22 episódios, teve duas temporadas em uma! São dois arcos de 12 episódios separados. Realmente não entendo pq juntaram tudo em uma temporada só, mas o sentimento de assistir é o mesmo que duas temporadas isoladas com arcos diferentes.

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jcesarfe 16 de agosto de 2014 - 13:56

Apoiado, acrescento que devemos abolir seriados que passam todo dia, (incluindo novelas)

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planocritico 16 de agosto de 2014 - 14:46

Especialmente novelas!!! – Abs, Ritter.

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Fabio Gomes 12 de dezembro de 2018 - 23:17

Realmente é dureza nos dias de hoje vc se dispor a ver um programa todo dia no mesmo horário (sendo que o horário nem sempre vai ser o mesmo, por culpa da própria TV, ou pq tem eleição, Copa, Olimpíada ou qualquer outra coisa) por meses a fio – “Segundo Sol”, que acabou mês passado, teve 155 capítulos (pouco mais de 5 meses), sendo até curta para os padrões do gênero/horário – “Amor á Vida” teve nada menos de 221 capítulos, iniciando em maio de 2013 e acabando só em janeiro de 2014!! A última novela que me dispus a acompanhar foi ‘Cheias de Charme’, a das Empreguetes, em 2012, que passava às 19h, e mesmo assim não conseguia ver todos os dias.

Afora a questão do tamanho oceânico das tramas, em nada justificado pelas histórias que se propõem a contar, para mim pesa também o próprio tipo de história contada, sempre com tramas rocambolescas, que denunciam a origem melodramática do nosso principal gênero narrativo televisivo. Para mim não fazia o menor sentido a protagonista de “O Outro Lado do Paraíso” se descobrir rica, dona de uma fortuna de 125 milhões de dólares, e só pensar em usar o dinheiro para se vingar de quem a prejudicara no passado. OK lutar pela guarda do filho, mas que sentido tem a vingança em si??

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Rafael Gardiolo 16 de agosto de 2014 - 02:52

Tenho que discordar do Ritter. Não, eu não prefiro o formato vinte e tantos episódios descartáveis. Tenho que discordar de que este é um “plano polemico”. Acho que não tem como discordar do que esta escrito, e se alguém discordava provavelmente mudou de ideia depois de ler. Excelente texto, aliás.

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planocritico 16 de agosto de 2014 - 14:47

He, he, é verdade, @rafaelgardiolo:disqus! Achei que fosse dar um mínimo de polêmica, mas parece que o pessoal está mesmo sem paciência para séries intermináveis! – Abs, Ritter.

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danimoes 16 de agosto de 2014 - 01:13

Ótimo texto!
São poucas séries que gosto de acompanhar no número de 22 ou 23 episódios por temporada, atualmente somente Person of Interest, mas que ficaria entre as melhores caso tivesse essa diminuição de 16 episódios por ano.
A única série do meu top 5 com essa quantidade de capítulos é Lost (embora você odiando).

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planocritico 16 de agosto de 2014 - 14:49

Obrigado, @disqus_nv7dATCVyA:disqus! Lost tem seus momentos, mas eu não a coloco nem dentro do meu top 200… 😀 E Person of Interest é uma que gostaria de ver, mas pelo fato de ter um caminhão de episódios, desisti… – Abs, Ritter.

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Melissa Andrade 15 de agosto de 2014 - 23:26

Texto excelente…mas porque a imagem do House?

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planocritico 16 de agosto de 2014 - 14:50

Não é necessariamente o House, mas sim o THE END atrás, a quebra da bengala significando uma quebra de paradigma e, claro, ajuda o fato de House ser uma das séries de 22 episódios que poderia ter sido mais curta…

– Ritter.

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Luiz Santiago 15 de agosto de 2014 - 19:47

Véi, que texto sensacional é esse! Séries loooooooooooongas acabam sendo um problema para elas mesmas e é patético que as emissoras ainda invistam nesse tipo de formato. Vamos traduzir e mandar esse texto para todos os chefões da TV e vamos ver se esses caras acordam!!!

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planocritico 15 de agosto de 2014 - 19:50

Valeu, @luizsantiago:disqus! Aos poucos a coisa vai mudando, especialmente diante da concorrência forte de players novos como Netflix. – Abs, Ritter.

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Maria Elisa Cananéa 15 de agosto de 2014 - 19:14

Tenho nada a acrescentar ao texto! Só quero dizer que concordo em número, gênero e grau!!

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planocritico 15 de agosto de 2014 - 19:34

Obrigado pelo comentário, @mariaelisacanana:disqus! Abs, Ritter.

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Rilson Joás 15 de agosto de 2014 - 18:02

Totalmente de acordo!
Espero mesmo que as séries diminuam essa estrutura totalmente desnecessária.

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planocritico 15 de agosto de 2014 - 19:06

Essa é tendência. Estou fazendo minha parte e me concentrando em séries curtas. Só vejo uma do estilo antigo, mas muito mais por dever de ofício, que é Agents of SHIELD. Abs, Ritter.

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Handerson Ornelas. 15 de agosto de 2014 - 18:40

Sensacional, concordo em tudo, mas acho que, além das sitcoms, algumas séries de investigação como CSI e Law & Order, que tem uma história diferente a cada episódio, podem ter mais de 13 episódios. 🙂

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planocritico 15 de agosto de 2014 - 19:07

Obrigado, @handersonornelas:disqus! De fato, talvez séries como essas duas que você citou, justamente por terem muito pouca “continuidade” entre episódios, possam ter mais do que 13 episódios. Mesmo assim, acho que um roteiro bem enxuto poderia torná-las melhores e mais significativas.

Abs, Ritter.

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Filipe Monteiro 15 de agosto de 2014 - 18:08

Cara, o que você falou é tão verdade, mas tão verdade que eu não consigo acrescentar nada que agregue valor! Excelente tema, excelente texto.

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planocritico 15 de agosto de 2014 - 19:06

Valeu, @disqus_yBkkDXCw1i:disqus! Abs, Ritter.

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