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Plano Polêmico #9 | A Vergonhosa Fase da Música Pop Atual

por Handerson Ornelas
427 views (a partir de agosto de 2020)

“A música pop atual é muito superficial. É divertido ouvir quanto se está no trânsito, mas não acrescenta em nada. Não tem sentido ou significado e eu não estou dizendo isso como um músico do rock de 45 anos e sim como um humano normal.”

Dave Grohl

“O mundo da música anda mal.” Esta é uma afirmação que se escuta constantemente, assim como a clássica “não se faz mais música como antigamente”. Em um cenário mainstream onde nos vemos cercados por muitos cantores sem talento, músicas que transcendem a imbecilidade humana e um limbo de falta de originalidade fica difícil discordar de tais afirmações. E já vou dizendo que não tratarei de sertanejos universitários, pagodes melosos ou o funk carioca, pois acho que não vale a pena e já estaria fugindo um pouco dos alvos aqui. O fato é que fazer música nunca foi tão fácil, e isso trouxe benefícios, mas MUITOS males. Atualmente o estilo mais presente universalmente é o Pop. Então, antes de começar esse primeiro Plano Polêmico sobre música, melhor definirmos esse estilo tratado aqui, visto que é um conceito um tanto complicado…
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 O conceito e um breve histórico

Música Pop se entende basicamente por músical com conteúdo bastante comercial. Geralmente direcionada para o público jovem, possuindo melodias simples, duração curta e normalmente algumas características eletrônicas. Se trata de um estilo com um conceito sempre questionado, visto que “pop” nada mais era do que um termo usado antigamente para designar música popular, conceito esse que ainda é usado e por isso causa confusão. Surgiu com maior uso na década de 60 com o estouro dos The Beatles, The Beach Boys, Abba, The Byrds, entre outros. Com o passar do tempo também passou a ser usado para sons bastante harmônicos do Soul e Disco da década de 70, mas foi na década de 80 que adquiriu um modelo mais sólido, se tornando um estilo musical. Nessa década surgiram os primeiros artistas a moldarem um estilo de música pop que se seguiria até hoje, cantores como Madonna, Michael Jackson, Cyndi Lauper e outros que atingiram o auge da popularidade com a ajuda do advento de uma certa emissora chamada MTV. Tudo mudou com o surgimento desse canal, e nisso me refiro a coisas boas e ruins. O fato é que o que você vê na música de hoje começou naquela década, ainda que em sua maioria fosse em um bom nível de qualidade. As coisas começaram a desandar na década de 90, mas isso fica pra nosso próximo tópico…
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Os Primeiros Sinais de Desordem

A década de 90 foi responsável por trazer muita coisa ruim ao mundo da música. Enquanto aqui no Brasil o cenário já começava a ser dominado pelo sertanejo (o que é dominado quase por completo atualmente), nos EUA começavam a surgir a febre das boybands e girlbands. Na verdade, ela já começava na década de 80 com o sucesso de bandas como Menudo, mas a coisa só recebeu um tom maior na década seguinte. Surgiram aqui Backstreet Boys, Spicy Girls, N Sync, entre outras. Você pode querer se defender caso essas bandas fizeram parte de sua juventude/infância, mas o fato é que pertencem a um limbo de falta de criatividade e constitui uma ofensa a músicos que se dedicam a seu trabalho. Boybands/girlbands nada mais são que grupos de jovens com melodias simples e pegajosas, letras medíocres e um apelo a imagem maior que à música. Vai dizer que se o N Sync fosse um bando de barbudos no estilo do ZZ Top eles conseguiriam a mesma fama? Não. Isso porque eles conseguiram conquistar mais da metade de seus fãs (que eram garotas no auge da juventude) apenas pela beleza e pelas melodias extremamente melosas e letras infanto-juvenis. O mesmo serve para as girlbands, pelo lado dos meninos, estes babavam pelas cantoras, enquanto para as meninas, aquelas eram verdadeiras heroínas e modelos do consumismo.

Junto desses grupos começaram a surgir “divas” do pop de qualidade duvidosa. Entre essas divas estavam Cher, Mariah Carey e a rainha desse pop picareta: Britney Spears. Estava se formando uma indústria da música que não ia cansar de usar a MESMA fórmula que funciona até hoje. O que dizer do hit …Baby One More Time da Britney? A cantora é uma das maiores piadas que a indústria da música já fabricou. Sim, digo “fabricou” pois ela e metade das cantoras pop atuais seguem a ordem de produtores, fazem uso de Auto-Tune e dificilmente tem uma verdadeira liberdade criativa dentro de suas músicas, sendo nada mais que fantoches. Infelizmente, o que uma cantora pop atual mais precisa ser é: sexy, jovem, polêmica e que siga a tendência. Tudo isso ganhou dimensões maiores a partir de Britney Spears.
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As Evidências

Certo, mudemos para um outro tópico. Vamos evidenciar os erros e motivos pela qual a música pop vem se tornando de péssima qualidade. Bem, vamos começar citando uma coisa: inovação. Não caia nessa, muita gente já veio com a ideia de “Messias da música pop” (Lady Gaga enganou milhares com essa), mas a verdade é que – com algumas poucas excessões – não houve ousadia de inovar no mundo do pop. As letras continuam falando de romantismo barato e com o mesmo papo materialista e cheio de imbecilidades egocêntricas com letras “tirando onda”. Quanto a melodias, elas continuaram as mesmas, abandonando cada vez mais a música mais orgânica e utilizando efeitos e batidas eletrônicas pra tudo.

Bem, para os céticos que acham que esse papo é mentira, o periódico Nature Scientific Report publicou um estudo que corrobora com tais afirmações dizendo que a música pop está cada vez mais alta e mais repetitiva. O estudo liderado por Joan Serra do Conselho Nacional de Pesquisas da Espanha usou um arquivo chamado Milion Song Dataset, que analisa letras e áudio de músicas, pra computar canções de 1955 a 2010. O resultado constatou que a música aumentou de intensidade e se tornou mais pobre em termos de acordes, melodias e arranjos, diminuindo a diversidade e se tornando cada vez mais parecida.

A respeito do que foi citado sobre a música ter ficado mais alta, isso é perceptível quando se olha para o electropop, por exemplo, onde os artistas tem procurado deixar suas canções com as batidas mais pesadas possíveis, claramente em um tom maior com o objetivo de impactar o ouvinte. O fato é que isso vem sendo pauta de discussão da famosa “guerra dos sons” que as gravadoras vem travando, deixando a música cada vez mais alta, artificial, menos autêntica e mais danosa aos ouvidos. Veja no vídeo a seguir uma interessante explicação sobre essa “Loudness War”.

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Auto-Tune: Um Passo Pra Trás No Mundo da Música

Nenhum modo melhor de começar esse tópico do que explicando o que é, de fato, o Auto-Tune. Bem, o Auto-Tune é um programa que “ajuda” cantores a chegar ao tom certo, lançado em 1997 pela empresa Antares. Seu uso pode ser desde discreto – com o objetivo de enganar o ouvinte escondendo notas erradas e desafinações – ou como um efeito ostensivo, como você costuma ver nas vozes do Daft Punk ou do Black Eyed Peas. O programa foi reconhecido pelo mundo em 1998, quando Cher o usou pela primeira vez na canção Believe (o que rendeu ao aplicativo o apelido de “Efeito Cher”). Um ano depois, Britney Spears lançava o hit que a faria se tornar uma estrela, além de uma das maiores usuárias do Auto-Tune. Além da cantora, muitos outros artistas já passaram vergonha interpretando canções ao vivo sem essa “ajudinha” e demonstrando como são péssimos cantores. A lista de “trapaceiros” sem dons vocais que se beneficiaram dele é enorme, entre eles estão Ke$ha, Katy Perry, Justin Bieber e muitos outros que mostraram o quanto são incapazes de se apresentar dignamente ao vivo.

Esse tema atingiu proporções épicas desde que uma adolescente chamada Rebecca Black totalmente desprovida de talento musical lançou em 2011 aquele que pode ser chamado de um dos piores hits da história, abusando ao máximo do programa. Uma verdadeira piada pronta. Involuntariamente, Rebecca fez uma sátira aos rumos que a música pop tomava.

O mais triste da indústria musical é que ela vem tentando enganar seus consumidores e transformando os artistas em produtos facilmente controláveis. Seja Myley Cyrus que possui um timbre de voz totalmente diferente de sua gravação de Party In The U.S.A. (confira a versão ao vivo, aqui) ou Lady Gaga e Rihanna, que precisam recorrer a playback pra cantar algumas músicas em seus shows visto que suas vozes foram totalmente editadas nessas faixas do estúdio. Vale ressaltar que ambas as cantoras possuem talento vocal, o problema é que viraram brinquedos da indústria.

Isso porque estamos falando de cantores e Auto-Tune. Se expandirmos um pouco mais essa discussão podemos falar de alguns DJs “malandros” da música pop. Apenas pra citar um exemplo: David Guetta. É triste ver como pessoas desembolsam muito pra assistir a apresentações de DJs que simplesmente sobem ao palco e deixam sua playlist tocar. David não possui nenhum processo criativo ou conquista musical de que mereça verdadeiros méritos. O DJ já passou vexames por isso, como em sua apresentação em Recife, onde esbarrou em seu suposto pen drive com o repertório de músicas do show, sem nenhuma interferência ou mixagens feitas por David ao vivo. O resultado foi que a apresentação parou e o DJ sumiu do palco procurando seu pen drive. Vale afirmar que existem muitos DJs de qualidade, entretanto, muitas farsas também. E, definitivamente, David Guetta é uma delas.

Importante dizer que atualmente existem diversos programas com a mesma finalidade do Auto-Tune, além de outros que facilitam demais a vida do músico, como Pro-Tools e o recente ATG-6, um Auto-Tune pra guitarras (sim, existe até isso). Confira abaixo uma matéria internacional sobre o funcionamento do Auto-Tune e um vídeo sobre alguns artistas que precisam e artistas que não precisam do programa (vale dizer que sempre depende da canção).

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O mercado e sua demanda

Lembra quando falei acima que o que uma cantora pop mais precisa atualmente é ser sexy, jovem e polêmica? Bem, vamos analisar o mercado por esse ponto de vista. Lá nos anos 80, a rainha do pop já era ousada dançando sensualmente com santos e aprontando outras polêmicas mais. E isso não mudou nesse aspecto, mas pelo contrário, se intensificou. Pare pra pensar nas últimas cantoras pop a dominarem o mercado e nas polêmicas que provocaram. Tudo bem, vamos limitar um curto período e analisá-lo. Esqueça Britney Spears, Lindsey Lohan, entre outras, e vamos analisar apenas cantoras que surgiram nos últimos 5 anos.

Vamos começar com Lady Gaga. A cantora surgiu com ideias um tanto interessantes, mas errou apresentando um pop que só era novo no papel, pois na prática vinha seguindo o mesmo fluxo e mesma sonoridade. A verdade é que a cantora se tornou muito mais famosa por suas bizarrices (quem vai se esquecer daquela roupa de carne?) e polêmicas do que por alguma mudança no pop, algo que de fato não existiu (Gaga possui as mesmas características de outras cantoras pop). Pegue a imagem de Lady Gaga nesse seu auge e segure por um momento.

Acho que a próxima que poderíamos falar é Myley Cyrus. O que passou na cabeça da ex-Hannah Montana é uma pergunta que permeia a mente de todos, penso eu. O truque que a cantora usou em 2013 pra atrair os holofotes ao lançar seu quarto álbum é um dos fatos mais embaraçosos do gênero. Todo um falso visual bad ass, clipes onde se encontra nua, performance mais que bizarra no MTV Awards, além de discursos mais que polêmicos foram as cartadas da cantora pra se manter na mídia sem que o público desse atenção a sua péssima música. Isso te lembra algo do parágrafo acima?

Agora vamos para o recente 2014. Taylor Swift – a queridinha do pop country – resolveu mudar também! Mas que coincidência! Taylor usou a mesma estratégia de marketing pra divulgar seu álbum, 1989, bancando a menina má e se tornando mais uma cópia de um modelo de pop. Hoje, Taylor Swift não apresenta nada que a diferencie do resto do pop fabricado. Por sorte, a menina tem bom senso e não entra em polêmicas como as anteriormente citadas, conseguindo se destacar com suas músicas até mais que a maioria do cenário atual.

Entre outras palavras, o mercado tem uma demanda a suprir, visto que o retorno vem sendo grande e todos esses artistas vem vendendo milhões e parando no topo da Billboard. Também não se engane culpando apenas os artistas, os verdadeiros vilões aqui são as gravadoras, que verdadeiramente ditam as ordens do mercado (que, por sinal, somos nós que consumimos).
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Existe salvação?

É preciso ressaltar que existe muita coisa boa no mercado pop, basta procurar e usar discernimento. Um ponto importante a se tratar é que a industria vem buscando recuperar sonoridades de anos dourados da música. Um dos grandes exemplos é o Random Access Memories do Daft Punk que fez a leva no Grammy de 2014. O álbum é uma visita retrô ao soul e dance music da década de 70 e 80. Esse passo dado pela dupla francesa fez com que muitos outros DJs como Duck Sauce e Mark Ronson embarcassem na mesma vibe retrô e ainda inserindo com estilos mais modernos da música pop eletrônica, oxigenando bastante o estilo. Isso sem contar artistas do mainstream como Justin Timberlake e Kanye West que já vinham fazendo isso e não deixam morrer a melhor sonoridade do pop.

Quanto as divas do pop, sim, existe muita coisa boa que o público poderia dar mais atenção. Seja La Roux com seu synthpop com uma aura que moderniza o melhor do pop oitentista de Madonna, as irmãs californianas do Haim e seu excelente indie pop (que poderiam servir de modelo pra girlbands)o soul com tonalidade pop da sempre sensacional Adele, a voz impecável de Beyoncé, ou o pop genuíno e simples de Sara Bareilles.

A música modernizou, e isso trouxe muita coisa boa, mas também um lado ruim que parece se sobressair mais. Isso é parte da deturpação da arte como um todo, que vem sofrendo em suas demais áreas. Em uma sociedade onde o dinheiro passou a valer mais que originalidade e autenticidade, a coisa ficou difícil de fluir. Mudanças estão acontecendo, quem sabe a situação não fica melhor no futuro? O grande ponto é que, por enquanto, a culpa é de todos nós que mantemos essa indústria, você querendo ou não.

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58 comentários

Beatriz Lynch 6 de maio de 2020 - 03:41

Isso de elogiar os que usaram o estilo “retro” não pegou bem, pois se a musica não esta boa ou evoluindo positivamente, não é resgatar um estilo antigo que da grandes meritos a um artista, o que pode ter é a qualidade sonora de volta bem brevemente, pois o cenario da musica não vai mudar com isso, alem de que muita reciclagem acaba cansando, até para os saudosistas.

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Joel Ritzel 12 de junho de 2018 - 15:00

Tenho que discordar apenas do que falou sobre Lady Gaga e Bruno Mars, porque ambos possuem a faceta visual e sonora dos anos 80. Me fazem lembrar Michael Jackson e Madonna, e quem trouxe os anos 80 de volta foi a Lady Gaga!

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Gabriel 8 de março de 2018 - 18:19

Detesto músicas que abusam de sons abusadamente e insuportavelmente eletrônicos, com pouca letra, sem uma melodia que seja agradável para a cabeça e desnecessariamente altas. Quem canta e quem produz músicas deve ter a mínima noção do que se deve fazer para uma música ser boa. A indústria contratar noobs e completos aproveitadores é algo completamente imbecil. Esse programa de Auto Tune nem deveria ser usado pra poder safar esses artistas sem talento, muito pelo contrário, mas ajudar em algumas ocasiões, eu digo algumas pois antes disso existir a música já estava em sua alta qualidade. Apesar de eu gostar de Umbrella, Rihanna deveria encontrar um outro trabalho, é uma artista que está com um amontado de músicas ruins, Work é repetitivo demais e esquisito. Felizmente ainda temos excelentes artistas, mas um amontado de pessoas estão ganhando dinheiro para serem artistas fingindo estarem cantando, esse dinheiro deveria ser pago pra excelentes pessoas que entram nesses reality shows e cantam demais com vozes de extrema excelência. Eu vi uma menina cantando em um reality qualquer que não me lembro qual é, a voz dela é maravilhosa, se ela não é uma artista agora, é mais um sinal de que o mundo é injusto. A garota nem se compara a Rihanna cantando ao vivo em seu show a música Umbrella….

Responder
Gabriel 8 de março de 2018 - 18:19

Detesto músicas que abusam de sons abusadamente e insuportavelmente eletrônicos, com pouca letra, sem uma melodia que seja agradável para a cabeça e desnecessariamente altas. Quem canta e quem produz músicas deve ter a mínima noção do que se deve fazer para uma música ser boa. A indústria contratar noobs e completos aproveitadores é algo completamente imbecil. Esse programa de Auto Tune nem deveria ser usado pra poder safar esses artistas sem talento, muito pelo contrário, mas ajudar em algumas ocasiões, eu digo algumas pois antes disso existir a música já estava em sua alta qualidade. Apesar de eu gostar de Umbrella, Rihanna deveria encontrar um outro trabalho, é uma artista que está com um amontado de músicas ruins, Work é repetitivo demais e esquisito. Felizmente ainda temos excelentes artistas, mas um amontado de pessoas estão ganhando dinheiro para serem artistas fingindo estarem cantando, esse dinheiro deveria ser pago pra excelentes pessoas que entram nesses reality shows e cantam demais com vozes de extrema excelência. Eu vi uma menina cantando em um reality qualquer que não me lembro qual é, a voz dela é maravilhosa, se ela não é uma artista agora, é mais um sinal de que o mundo é injusto. A garota nem se compara a Rihanna cantando ao vivo em seu show a música Umbrella….

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Bruno Ferreira 20 de janeiro de 2018 - 06:55

Aquele post que a gente termina perplexo (nossaaa isso é tão black mirror! kkk). Realmente abriu meus olhos, aprendi muito, não sabia sobre a existência do auto tune..agora vi monte de vídeo sobre o assunto. Muito boa a critica e bem embasada.
O pop trabalha sobre a sexualização do feminino em sua essência, na máxima quanto mais gostosa e sensual melhor. A voz , a letra ficam num segundo plano.
Eu sempre gostei por exemplo das musicas do Black Eyes Peas mas na verdade sempre soube que era das batidas, do clipes mas a letra sempre deixou a desejar (”Where is the love?” talvez uma das poucas que tem letra boa).

Bom esse foi meu primeiro comentário no plano crítico…eu que cheguei aqui faz um
tempo, talvez um ano, pelas resenhas de The Walking Dead e fui me admirando com o
trabalho de vocês, li a critica do Better Call Saul de todos episódios e agora aqui lendo o plano polêmico (:.

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Handerson Ornelas. 20 de janeiro de 2018 - 20:37

Opa, obrigado e continue conosco! Tem muita coisa pra você descobrir por essa caverna chamada Plano Crítico! E confira nossa coluna de música sempre!

Grande abraço!

Responder
Iago Andrade 30 de novembro de 2017 - 19:37

Pra sacar a diferença da música eletrônica de antigamente pra a futilidade atual, basta ouvir Blue Monday do New Order e depois ouvir alguma música do novo cd da Demi Lovato, sem mais.

Responder
Samuel Aurélio 15 de setembro de 2017 - 23:21

Conheci Haim depois de ler esse texto e me apaixonei por esse grupo, seja pelo som orgânico e a simplicidade das irmãs (roupa e cabelo, principalmente)… desde então perdi um pouco do apreço por muitos artistas “plastificados” com carreiras bombásticas que, apesar de divertidos, são quase que completamente irrelevantes e esquecíveis artisticamente. Britney Spears marcou minha infância, assim como Lady Gaga marcou minha adolescência (essa eu ainda aprecio até hoje), porém algumas de suas músicas me dão preguiça de ouvir atualmente pela estranheza que me causam. Gosto muito mas de rock do que de pop, mas a história da música pop sempre me encantou igual à do rock. É uma pena que os artistas se tornaram “robôs” e o público se transformou num “zumbi”, ambos favorecendo o consumo tão predominante em nossa época. Bauman tenha piedade de nossa alma!!

Responder
Samuel Aurélio 15 de setembro de 2017 - 23:14

Rage Against the Machine

Responder
Nicolas Dias 12 de fevereiro de 2017 - 03:09

Como não vi esse artigo antes? Ele é fantástico e concordo com tudo. Artistas como Kesha, Katy Perry e Lady Gaga surgiram durante a minha adolescência, gosto delas, hoje muito mais pela nostalgia é claro (embora eu ache a Lady Gaga talentosa, pena que ela raramente explora esse talento). Elas ofereciam músicas vibrantes que embalavam as festinhas que eu frequentava, e nesse sentido, elas são competentes.

Essas artistas oferecem músicas dançantes e de alto astral, para se ouvir de forma despretensiosa em uma festa por exemplo, o problema é quando deixam de ser despretensiosas e são levadas a sério, ganham um monte de Grammy’s, e artistas como Miley Cyrus e Taylor Swift são vendidas como o que há de melhor no pop.

Responder
Nicolas Dias 12 de fevereiro de 2017 - 03:09

Como não vi esse artigo antes? Ele é fantástico e concordo com tudo. Artistas como Kesha, Katy Perry e Lady Gaga surgiram durante a minha adolescência, gosto delas, hoje muito mais pela nostalgia é claro (embora eu ache a Lady Gaga talentosa, pena que ela raramente explora esse talento). Elas ofereciam músicas vibrantes que embalavam as festinhas que eu frequentava, e nesse sentido, elas são competentes.

Essas artistas oferecem músicas dançantes e de alto astral, para se ouvir de forma despretensiosa em uma festa por exemplo, o problema é quando deixam de ser despretensiosas e são levadas a sério, ganham um monte de Grammy’s, e artistas como Miley Cyrus e Taylor Swift são vendidas como o que há de melhor no pop.

Responder
Guest 18 de maio de 2018 - 16:51

Cara, leva a mal não… mas achar que a Lady Gaga é superior àquela vadia da Miley Cyrus é o mesmo que achar que um Monza “tubarão” é superior à um Verona. Tudo lixo!!!

Responder
Luiz Santiago 18 de maio de 2018 - 19:34

Lady Gaga é uma grande cantora!

Responder
Beatriz Lynch 6 de maio de 2020 - 03:41

Exagerou bastante em rapaz.

Responder
Vladimir Putin 4 de agosto de 2020 - 13:04

Gaga é muito talentosa, sim.

Responder
Iris Fyrigos 22 de outubro de 2016 - 00:37

Olá! Somente agora que eu li este texto e vou dizer, você é bastante mas bastante corajoso e adorei! Faz jus ao nome da coluna: Polêmico! Concordo com tudo! Isso aí, muitos cantores(as) que de fato possuem este talento, mas como artistas com a sua produção artística, a desejar! Questionável e lamentável. E a partir da data desta matéria até hoje, não vi mudanças. Passa e a gente já esquece, só não esquece o Instagram e as colunas de fofoca! E a música? E essa produção artística? Como personalidade, gosto da Myllie Cyrus, creio que ela é assim mesmo, com essa identidade jovem que pode ser livre como quiser. Ela pode usar desse poder, né! Hoje em dia, do setor Divas, penso que a Beyoncé começa dar sinais de esgotamento. Seu último trabalho, na minha opinião, ela pesou além da conta nessa da supremacia feminina. Já está mais para o Poderoso Chefão, senta aí e cala o bico, senão mando te executar! 😀 Bom, e, para mim, quem se fixou como clássico recente do pop music, foi o Justin Timberlake. Obrigada pela reflexão! Abraço!

Responder
Iris Fyrigos 22 de outubro de 2016 - 00:37

Olá! Somente agora que eu li este texto e vou dizer, você é bastante mas bastante corajoso e adorei! Faz jus ao nome da coluna: Polêmico! Concordo com tudo! Isso aí, muitos cantores(as) que de fato possuem este talento, mas como artistas com a sua produção artística, a desejar! Questionável e lamentável. E a partir da data desta matéria até hoje, não vi mudanças. Passa e a gente já esquece, só não esquece o Instagram e as colunas de fofoca! E a música? E essa produção artística? Como personalidade, gosto da Myllie Cyrus, creio que ela é assim mesmo, com essa identidade jovem que pode ser livre como quiser. Ela pode usar desse poder, né! Hoje em dia, do setor Divas, penso que a Beyoncé começa dar sinais de esgotamento. Seu último trabalho, na minha opinião, ela pesou além da conta nessa da supremacia feminina. Já está mais para o Poderoso Chefão, senta aí e cala o bico, senão mando te executar! 😀 Bom, e, para mim, quem se fixou como clássico recente do pop music, foi o Justin Timberlake. Obrigada pela reflexão! Abraço!

Responder
Guest 18 de maio de 2018 - 16:59

A Miley Cyrus tem o que? Identidade jovem que pode ser o que quiser? Bom, felizmente nem todas as mulheres são vagabundas como ela. Canta mal e para suprir essa deficiência tem de apelar para performances de gosto duvidoso, mais propícias para prostitutas que dançam no pole dance.
Divas fabricadas pela mídia, das velharias tipo Barbra Streisand pelo menos a múmia da Cher tem algum estilo e talento.
Eu gostava das Spice Girls, elas tinham alguma classe pelo menos.
Quanto às gay bands, sorry… boy bands, desde o tempo dos Menudos, passando por New Kids on The Block – que foram os precursores do gênero – Backstreet Boys e N’Sync, não há nada de novo no front a não ser a velha e desgastada fórmula de se reunir rapazes alegres para dançar e cantar como sapos coaxantes.

Responder
Beatriz Lynch 6 de maio de 2020 - 03:41

Se exalta não rapaz.

Responder
Junior Oliveira 21 de junho de 2016 - 16:40

Acho que o indie-pop de muitas bandas pouco comentadas têm mais qualidade do que muito desses cantores que não tem nenhuma história, sendo apenas crias de estúdios e produtores com intenção apenas de lucrar.

O Phoenix, por exemplo, seus dois últimos álbuns são fenomenais, O Still Coners tem um quê bem psicodélico no seu synthpop e não esqueçamos da Lorde que deve vim com algo muito bom em seu próximo álbum — seja lá quando ele vem.

Responder
Handerson Ornelas. 23 de junho de 2016 - 16:38

Sim, concordo totalmente, o indie pop tem se mostrado muito produtivo e vem ganhando até mais destaque no mainstream. Quero acreditar que ele é o futuro do pop.

Grande abraço!

Responder
Handerson Ornelas. 23 de junho de 2016 - 16:38

Sim, concordo totalmente, o indie pop tem se mostrado muito produtivo e vem ganhando até mais destaque no mainstream. Quero acreditar que ele é o futuro do pop.

Grande abraço!

Responder
Junior Oliveira 21 de junho de 2016 - 16:40

Acho que o indie-pop de muitas bandas pouco comentadas têm mais qualidade do que muito desses cantores que não tem nenhuma história, sendo apenas crias de estúdios e produtores com intenção apenas de lucrar.

O Phoenix, por exemplo, seus dois últimos álbuns são fenomenais, O Still Coners tem um quê bem psicodélico no seu synthpop e não esqueçamos da Lorde que deve vim com algo muito bom em seu próximo álbum — seja lá quando ele vem.

Responder
Clau 12 de março de 2016 - 14:53

Ah, sim, e tem mais esses caras que agora tocam “vitrola”! Se pensarmos bem, a cultura pop sempre foi meio que uma enganação, com muitas caras e bocas, mas agora a coisa atingiu um nível de esgoto abaixo de qualquer crítica.

Responder
Clau 12 de março de 2016 - 14:53

Ah, sim, e tem mais esses caras que agora tocam “vitrola”! Se pensarmos bem, a cultura pop sempre foi meio que uma enganação, com muitas caras e bocas, mas agora a coisa atingiu um nível de esgoto abaixo de qualquer crítica.

Responder
Clau 12 de março de 2016 - 14:44

Os antigos sábios gregos colocavam o autocontrole e a disciplina como essenciais para a dignidade do homem/ser humano. Sem isso, elemento básico da boa educação, seres humanos não diferem muito de vermes.
Música pop nada mais é que o esforço de gravadoras para vender a qualquer custo e, como o nível da sociedade está muito baixo, agora já não tem mais limites para o vale tudo, promovem o pior tipo de lixo.
Aí, mesmo que o “artista” saiba cantar, pela própria idade e baixo nível de educação, apela para uma baixaria tão explícita que chega a doer os olhos pelo extremo mau gosto e vulgaridade. Todos esses ditos “artistas” populares chegam ao cúmulo da baixeza de quererem “seduzir” seus fãs no palco, descontrolados no palco pelo excesso de assanhamento próprio da idade sem os freios da boa educação, numa sociedade ignorante sobre a importância de limites, abusam da fama fácil para bulinar, apalpar pênis de fãs e grosserias inacreditáveis que estamos vendo nesses tempos desorientados de vale tudo.
Comportam-se como verdadeiros animais, como se fossem cachorros no palco. E isso vale tanto para Kate Perry como para as Ludmillas e Anitas da vida, tão representativas da miséria a que a chamada “cultura popular” chegou.

Responder
Clau 12 de março de 2016 - 14:44

Os antigos sábios gregos colocavam o autocontrole e a disciplina como essenciais para a dignidade do homem/ser humano. Sem isso, elemento básico da boa educação, seres humanos não diferem muito de vermes.
Música pop nada mais é que o esforço de gravadoras para vender a qualquer custo e, como o nível da sociedade está muito baixo, agora já não tem mais limites para o vale tudo, promovem o pior tipo de lixo.
Aí, mesmo que o “artista” saiba cantar, pela própria idade e baixo nível de educação, apela para uma baixaria tão explícita que chega a doer os olhos pelo extremo mau gosto e vulgaridade. Todos esses ditos “artistas” populares chegam ao cúmulo da baixeza de quererem “seduzir” seus fãs no palco, descontrolados no palco pelo excesso de assanhamento próprio da idade sem os freios da boa educação, numa sociedade ignorante sobre a importância de limites, abusam da fama fácil para bulinar, apalpar pênis de fãs e grosserias inacreditáveis que estamos vendo nesses tempos desorientados de vale tudo.
Comportam-se como verdadeiros animais, como se fossem cachorros no palco. E isso vale tanto para Kate Perry como para as Ludmillas e Anitas da vida, tão representativas da miséria a que a chamada “cultura popular” chegou.

Responder
Daia 1 de março de 2016 - 19:16

Achei esse texto opinativo demais. Você rebaixa totalmente alguns artistas e enaltece outros, ignorando que artistas passam por fases na carreira. Você apenas destaca a que lhe é conveniente e deixa o leitor pensar que o artista se resume em um pobre limitado, sem possibilidade de se reinventar.

Na salvação do pop, que você coloca, entra algo como músicas que remetam ao passado (“década de 70 e 80”, “vibe retrô”, “pop oitentista”), dando pra mim a impressão de saudosismo e opinião de gosto musical. Se é a sonoridade que é importante, então é isso que deveria ter sido destacado. Fora que você coloca Beyoncé no meio dessa “salvação”, só por ela ter uma boa voz, mas descarta Lady Gaga. Sendo que as duas se utilizam dos mesmos artifícios para permanecer na mídia, inclusive em performances no palco também não têm muita diferença na fórmula.

Fora que não se pode colocar determinados artistas como salvação, ignorando totalmente a capacidade dos outros, sendo que a culpa da decadência da música passa bem longe de ser somente destes últimos. Tem também os donos da indústria fonográfica, esses sim são os mais interessados na “fórmula de artista fabricado”, porque é isso que vende e eles não vão abrir mão. Muitos artistas acabam aceitando ser vendidos como produto, porque é a única oportunidade que têm de se lançar na carreira. Só depois, se conseguirem se consolidar, é que começam a ter mais liberdade. Tem também os consumidores, que somos nós. Do que adianta reclamar de letra e sonoridade da música se, na próxima sexta, sai pra dançar um créu da vida em um show (um exemplo).

Você acabou dando mais ênfase nos seus gostos musicais e favoritismos, do que nos problemas e soluções propriamente ditos.

Responder
Handerson Ornelas. 2 de março de 2016 - 16:50

Olá, Daiane! Então, em relação ao texto ser opinativo essa já é a intenção da coluna Plano Polêmico, não há como escapar disso. Acho muito justo os pontos que não te agradou, mas acho que faltou uma leitura mais cuidadosa do texto. Eu disse exatamente o que você citou, os grandes vilões aqui são as gravadoras, ou “os donos da indústria fonográfica”, como você prefere dizer. Quanto a Beyoncé, defendi a voz dela pois, dentre todas essas cantoras pop, ela é uma das que praticamente não usa auto-tune, algo que Lady Gaga já abusou várias vezes. E ressaltei também no texto que Gaga e outras cantoras que citei tem, sim, boas vozes, meu ponto foi apenas o uso exagerado de auto-tune que algumas usam. E citei outros artistas pop como ” salvadores” que não possuem sonoridades antigas. O próprio indie pop, que vem se mostrando bem produtivo e parece ser o futuro do pop, é um exemplo.

Mas agradeço o ponto de vista! Grande abraço!

Responder
Handerson Ornelas. 2 de março de 2016 - 16:50

Olá, Daiane! Então, em relação ao texto ser opinativo essa já é a intenção da coluna Plano Polêmico, não há como escapar disso. Acho muito justo os pontos que não te agradou, mas acho que faltou uma leitura mais cuidadosa do texto. Eu disse exatamente o que você citou, os grandes vilões aqui são as gravadoras, ou “os donos da indústria fonográfica”, como você prefere dizer. Quanto a Beyoncé, defendi a voz dela pois, dentre todas essas cantoras pop, ela é uma das que praticamente não usa auto-tune, algo que Lady Gaga já abusou várias vezes. E ressaltei também no texto que Gaga e outras cantoras que citei tem, sim, boas vozes, meu ponto foi apenas o uso exagerado de auto-tune que algumas usam. E citei outros artistas pop como ” salvadores” que não possuem sonoridades antigas. O próprio indie pop, que vem se mostrando bem produtivo e parece ser o futuro do pop, é um exemplo.

Mas agradeço o ponto de vista! Grande abraço!

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Daia 1 de março de 2016 - 19:16

Achei esse texto opinativo demais. Você rebaixa totalmente alguns artistas e enaltece outros, ignorando que artistas passam por fases na carreira. Você apenas destaca a que lhe é conveniente e deixa o leitor pensar que o artista se resume em um pobre limitado, sem possibilidade de se reinventar.

Na salvação do pop, que você coloca, entra algo como músicas que remetam ao passado (“década de 70 e 80”, “vibe retrô”, “pop oitentista”), dando pra mim a impressão de saudosismo e opinião de gosto musical. Se é a sonoridade que é importante, então é isso que deveria ter sido destacado. Fora que você coloca Beyoncé no meio dessa “salvação”, só por ela ter uma boa voz, mas descarta Lady Gaga. Sendo que as duas se utilizam dos mesmos artifícios para permanecer na mídia, inclusive em performances no palco também não têm muita diferença na fórmula.

Fora que não se pode colocar determinados artistas como salvação, ignorando totalmente a capacidade dos outros, sendo que a culpa da decadência da música passa bem longe de ser somente destes últimos. Tem também os donos da indústria fonográfica, esses sim são os mais interessados na “fórmula de artista fabricado”, porque é isso que vende e eles não vão abrir mão. Muitos artistas acabam aceitando ser vendidos como produto, porque é a única oportunidade que têm de se lançar na carreira. Só depois, se conseguirem se consolidar, é que começam a ter mais liberdade. Tem também os consumidores, que somos nós. Do que adianta reclamar de letra e sonoridade da música se, na próxima sexta, sai pra dançar um créu da vida em um show (um exemplo).

Você acabou dando mais ênfase nos seus gostos musicais e favoritismos, do que nos problemas e soluções propriamente ditos.

Responder
Gabriel 20 de fevereiro de 2016 - 16:28

Apesar de concordar com algumas coisas que disse, discordo da parte que diz respeito as vozes de determinados artistas.

Katy Perry já provou que canta – e muito bem – ao vivo. O maior problema da mesma é o fôlego. Quando ela canta acústico, ela arrasa. Justin Bieber canta bem também, mesmo não sendo excelente e Lady Gaga sem dúvida é um talento a parte com sua voz. Concordo que o POP de qualidade está indo embora, mas eu até que gosto desse POP da Perry a Beyonce.

Responder
Handerson Ornelas. 20 de fevereiro de 2016 - 21:07

Faaala, @@disqus_Kl3XkcNRYW:disqus!

Então, cara, eu até mencionei que muitas dessas cantoras tem talento vocal mesmo, principalmente a Lady Gaga. O problema maior que vejo é que muitas vezes elas não cantam no tom delas, tentam cantar de uma maneira prejudicial à performance delas, e aí, muitas delas recorrem a auto-tunes horríveis. Quando não recorrem a auto-tunes acabam passando vergonha em algumas performances ao vivo. Isso não é culpa só delas, mas das gravadoras e produtores tentando força-las a cantar músicas em tons não condizentes com suas vozes.

Muito obrigado! Abração, cara!

Responder
Leon 15 de outubro de 2015 - 22:29

Welcome to the Machine…

Responder
Carlos Sousa 1 de outubro de 2015 - 20:00

Concordo com quase tudo que você escreveu. Não sei se você gosta mesmo ou se citou alguns como Kanye West, as irmãs Haim, Sara Bareilles, enfim, só pra ser um pouco complacente. Acho difícil gostar de Dark side of the moom e desses aí ao mesmo tempo. A verdade é que eu tento, tento, tento, mas meus neurônios e meu coração encontram quase nada na música pop plastificada contemporânea.

Responder
Handerson Ornelas. 4 de novembro de 2015 - 00:43

Olá, @Carlos@disqus_wBp25G55aZ:disqus! Eu realmente curto esses artistas, acho o pop das irmãs Haim de nível altíssimo (principalmente porque é algo orgânico), assim como acho sensacionais os trabalhos de Kanye West, Susanne Sundfor, Adele, Duck Sauce, e outros artistas pop que fazem um ótimo trabalho. Se der uma olhada nos meus textos aqui no site vai ver o quanto sou eclético (o que acho essencial pra escrever sobre música): avaliaria 5 estrelas seja “21” da Adele ou “The dark side of the moon” do Pink Floyd.

Grande abraço!

Responder
Adam 8 de fevereiro de 2015 - 18:59

Favorecendo a Beyoncé.. A dona da base pré-gravada e que usa a bunda como instrumento tanto quanto as funkeiras brasileiras. (Sério, um exemplo: veja a performance dela no VMA 2014. Em dado momento, toda a tela de TV é preenchida por um numero espantoso de bundas viradas para cima, pintadas de prateado, abrindo e fechando. Apenas um exemplo da “suposta” criatividade maquiada.)

Concordo com o artigo em partes. 80% do que foi dito é realidade, concordo. Os outros 20 são puro preconceito ou falta de informação. Todos os artistas tem o lado bom e o ruim, e alguns foram representados apenas como um lixo num todo, e aí entra a falta de informação [ou a ignorância, não sei]. Alguns desses artistas que foram utilizados para representar o “lado ruim” já se rebelaram contra suas próprias gravadoras por um ponto certo que você falou, o “controle de fabricação”. Nem sempre deu certo, mas alguns já chegaram perto de ter um certo controle e fazer um trabalho artístico de qualidade. Auto-tune realmente é um problema, gravíssimo, tal como a ignorância das gravadoras em subestimar os consumidores e se considerarem visionárias, cientes do que o público supostamente quer, fazendo com que a música chegasse a tal estado catastrófico. A questão é a imagem, o que é cool, o que se populariza. Indie pop é o novo pop [Taylor Swift está se apoiando nisso em seu novo álbum] e daqui a pouco já estará gasto e repetitivo. O certo seria a questão ser a reinvenção, a criatividade e a qualidade, mas não é bem isso o que acontece. Polêmica vende. Sempre vendeu. Seja com Spears e sua cabeça raspada, Madonna e a igreja, Michael mudando de cor, Beatles e suas controvérsias, os dramas na carreira de Elvis.. A internet e os novos meios de comunicação só expandiram isso e tornaram mais fácil de nós enxergarmos e analisarmos. Mas não é novo. Nada é só preto ou branco.

Responder
Handerson Ornelas. 13 de fevereiro de 2015 - 19:52

Você tem razão em parte do que disse. Escrevi esse texto misturando fatos e opiniões. Quanto as opiniões você escolhe concordar ou não comigo. Quanto a um fato fica difícil…

Mas gostaria de ressaltar que tento sempre procurar falar apenas sobre o que conheço, pra não entrar em solos desconhecidos. Tanto que não comentei sobre alguns artistas que não conheço muito bem. E quanto ao caso de causar polêmica é verdade o que afirmou, mas causar polêmica proposital pra atrair a mídia não foi o caso de alguns que você citou. Isso vem crescendo muito mais na última década.

E sobre a Beyoncé, não acho que ela seja inovadora, na verdade vejo defeitos nela também. O que ressaltei é que ela é de longe a que tem maior talento vocal entre essas cantoras, disso não tenho dúvidas.

Abraço!

Responder
Franklin 15 de fevereiro de 2015 - 09:06

Gostaria de saber onde exatamente falar sobre sexo é sinônimo de falta de talento. Sexo é tão natural quando o amor, o ódio, etc… O que você viu no palco do VMA de 2014 foi uma apresentação do álbum inteiro da Beyoncé, álbum esse que fala sobre suas inseguranças, sobre seus amores, sua filha, critica a sociedade e até as gravadoras. Tem sexo no álbum? Sim, e muito, mas por que não teria? Só porque ela é mulher?

Fala que ela usa a bunda como instrumento tanto quanto as funkeiras brasileiras é no mínimo ridículo. aconselho você a ouvir (e assistir) o mais recente álbum dela. Você vai encontrar sexo? Sim, e muito, mas tente não focar só nisso se não continuará olhando uma mulher talentosa como Beyoncé igual olha para uma funkeira (e convenhamos o talento vocal dela fala por si só)

Responder
Adam 19 de fevereiro de 2015 - 19:31

hahahahahahahh Migo, eu apenas questionei o porquê de a favorecer no sentido de que ela faz a mesma coisa que tantas outras. Não sendo machista, apenas questionando.
Então é ok enaltecer a Beyoncé das bundas prateadas no VMA 2014, mas não a Spears com o bodysuit nude em 2000 -na mesma premiação-? Porque a Beyoncé montou um conceito [com as bundas prateadas] e a Spears só queria aparecer, não?!?
Spears, aliás, que está entre os inúmeros artistas (como Eminem, Madonna e diversas bandas de rock bem conceituadas, como U2) que se rebelaram contra seu selo pelo chamado “controle de fabricação”. O resultado foi um álbum cancelado, mas com traços incríveis que chegaram ao público por meio de vazamento (Sério, procure por uma canção chamada “Baby Boy”. É incrível e reflete bem a questão criativa do assunto).
“Ah, mas o talento vocal da Beyoncé é mil vezes superior.” -Ok, concordo. Mas de que adianta o talento vocal se usa base pré-gravada do mesmo jeito que as outras? Pra enfeite? Pra dizer quem tem? Ah gente, por favor! Deixemos de visão 2D. Que isso! Se é pra levar em conta a cantora e apenas isso, que ponha um microfone no meio do palco e cante. Eu apenas tentei ser mais abrangente e falar dessas personalidades como ARTISTAS, como legado, como performers (ou chame do que quiser), o que diz respeito à vários outros artifícios e habilidades.

P.S.: Sim, eu ouvi o álbum da Beyoncé ma íntegra tal como vi a performance e não foquei apenas no sexo. Inclusive, achei incrível o que ela fez com o lançamento do álbum. Apenas a usei como exemplo de que nem tudo é apenas preto ou branco.

Responder
Filipe Isaías 2 de fevereiro de 2015 - 22:36

Vi uma notícia recentemente sobre uma colaboração entre Sir Paul McCartney e Kanye West. Até aí tudo bem, mas eu vi alguns comentários e twits dizendo: ”Who the hell is Paul McCartney?”, “this is why i love Kanye for shining light in unknown artists”, “Paul MacCarthy”(???). Não sei se choro ou dou risada da ignorância dessas pessoas. Caras como Paul McCartney fizeram (alguns ainda fazem) história e serão para sempre lembrados, ao contrário dos artistas que você citou. Gostei bastante do texto e espero que façam mais desses Planos Polêmicos.

Abs.

Responder
Handerson Ornelas. 13 de fevereiro de 2015 - 19:40

Cara, “não sei se choro ou se dou risada”, você resumiu bem.
E, aliás, gostei bastante dessa colaboração entre os dois.
Obrigado e grande abraço!

Responder
Augusto 1 de fevereiro de 2015 - 20:56

Concordo com tudo que foi dito, hoje os artistas não tem mais trabalho para alcançar o sucesso, todos eles são iguais, só muda o nome, claro que antigamente existiam artistas ruins, o problema é que hoje os ruins fazem sucesso e os bons ficam “escondidos”, e eu adorei o vídeo da Loudness War, muito bom. Parabéns pelo ótimo texto.

Responder
Handerson Ornelas. 14 de fevereiro de 2015 - 02:40

Muito obrigado! Grande abraço!

Responder
anthoniodelbon 31 de janeiro de 2015 - 21:25

Mandou bem demais cara, parabéns pelo texto! Esse resumão histórico recente dá uma ótima ideia do rumo que a coisa tomou e das “falsas messias” por aí. E concordo com o Dave Grohl também, só acho – pra polemizar um pouquinho mais – que ele poderia cuidar melhor do rock dele, porque às vezes sinto exatamente o que ele disse ouvindo Foo Fighters, hahahaha

Isso à parte, o jeito é também procurar fora do mainstream né…tenho ouvido bastante Little Dragon, que até abusa do som eletrônico, mas acho uma música salvadora comparada com o que tá nas rádios todos os dias.

Responder
Handerson Ornelas. 1 de fevereiro de 2015 - 17:37

Hahahahaha obrigado, Anthonio! E concordo sobre o Dave Grohl, pensei o mesmo!
Comecei a escutar Little Dragon pois eles estão concorrendo ao Grammy na categoria de Música Eletrônica, mas ainda não escutei o suficiente pra formar uma opinião.
Grande abraço!

Responder
Melissa Andrade 31 de janeiro de 2015 - 18:55

E essa imagem de capa? Ficou show hein? Pode falar hahahaha

Brincadeiras a parte agora eu vou poder realmente me tornar uma artista pop pq o auto-tune vai me lançar para o mundo musical de vez. Enquanto isso não acontece, vou ali abraçar os meus queridos cds das Spice Girls, Backstreet Boys, Britney Spears e ser feliz com meu estimado pop chiclete 😉

Ótimo texto, só não concordei com a parte de que “é uma ofensa aos músicos que se dedicam ao seu trabalho.” Achei preconceituoso de uma certa forma. Todos os artistas criticados se dedicam ao que eles acham que é o melhor trabalho deles. Se é bom ou não, se vai vender ou não, são outros quinhentos. Mas, não se pode julgá-los de preguiçosos apenas por isso. Pois, mesmo com criatividade baixa, a carreira de muitos aí já dura anos. E com isso, ninguém mais contesta a qualidade musical, conseguiram superar esse problemão.

Responder
Handerson Ornelas. 1 de fevereiro de 2015 - 17:53

Essa foto ficou excelente, quem fez está de parabéns hahahaha

Obrigado, Melissa! Sobre o que comentou, talvez até seja um pouco de preconceito de minha parte. Mas o ponto é que conheço tanto artista que rala pra fazer seu álbum, tem toda uma preocupação com inovar, manter-se afinado, explorar diferentes temas, procurar a melodia certa, e toda uma preocupação que sinceramente não vejo em muitos desses artistas pop. Na verdade, para a maioria deles o maior trabalho dos álbuns ficou para o produtor. Mas acho válido seu argumento, eles tem lá seus méritos por dedicação.
E discordo só do final do comentário, sobre a carreira de alguns já durar muito e ninguém constestar a qualidade. Na verdade muita gente contesta, acho que quase ninguém da crítica leva boybands e girlbands a sério. Aliás, as vezes, péssimos trabalhos são mais lembrados que bons trabalhos. Está aí o Metallica e seu “St. Anger” que não me deixam mentir. Tem fã xingando até hoje… hahaha
Beijão! 🙂

Responder
jcesarfe 31 de janeiro de 2015 - 12:11

Fantástico. Realmente eu nunca tinha parado para ver os efeitos dessa “eletronização” da música através dos Ranges, (o vídeo é bem simples e instrutivo).

Quanto a famigerada música Pop, acho que esta fazendo o que o nome diz estourando (no pior sentido da coisa). Esse termo para um tipo de música é uma evidência de como se mata uma arte para transformar em um comércio (olhemos o que fizeram com o futebol).

Mas um fato que eu defendo como o maior responsável pela ruína da música atual é a supervalorização do “lixo auditivo”, muitas pessoas lotando shows de cantores com péssima voz e criatividade irrisória (valorizando o barulho e o movimento ao invés da música).
Observe que a maior parte das músicas mais tocadas na atualidade se resume a sons eletrônicos ou modificados unidos a letras insignificantes, resumidas e sem qualquer contexto, (até o rap parece que se esqueceu das origens). Eu vejo que o mundo esta fazendo com a música em geral o mesmo que os brasileiros fizeram com a palavra Funk (basta dizer que James Brown é considerado o pai do Funk).

Ainda existe o fato terrível de que as bandas atuais não construírem a carreira, isso é péssimo para quem quer possuir uma identidade musical única. A grande maioria dos músicos que conhecemos como geniais passaram por muitas dificuldades, quase nunca eram aceitos inicialmente, tiveram que abrir mão de muita coisa sem sequer 1% de certeza sobre o fato de que iriam fazer algum sucesso, basta olhar a biografia de alguns para verem problemas que a música ou a tentativa de ser um músico lhes trouxeram. É importante apoio, mas sofrer para conquistar algo valorizar muito o trabalho. Hoje o mercado cria a maior parte dos cantores, quase todos com músicas e sonoridade pronta, quase sempre com o sucesso, mesmo que limitado, garantido.

Responder
Handerson Ornelas. 31 de janeiro de 2015 - 19:57

Excelente ponto! Você resumiu bem a ideia. A música está perdendo sua origens – seja o estilo Funk que foi deturpado ao ser usado pra designar esse “Funk carioca”, o rap que se esqueceu de suas raízes ou o pop cada vez menos ousado musicalmente – esse é um grande problema.

Obrigado pelo comentário! Grande abraço!

Responder
Denis Kellar Tarantino 31 de janeiro de 2015 - 12:06

Dave Grohl sempre humilde e certeiro, e ótima matéria não poderia discordar disso nunca.

Responder
Handerson Ornelas. 31 de janeiro de 2015 - 19:50

Dave Grohl não tem papas na língua haha
Obrigado!

Responder
Alex Da Silva Duarte Melo 31 de janeiro de 2015 - 08:49

Concordo plenamente com você! É importante frisar quanto ao uso do auto-tune, que acho uma bobeira imensa. Muitos artistas não tem capacidade vocal tão grande, mas conseguem um som de qualidade. Mas acho que isso passo muito também pela escassez de uso de instrumentos ao invés de batidas eletrônicas como você disse também no artigo. Nenhuma batida eletrônica vai conseguir me impactar, como o baixo do red hot chili pepers me impactou em otherside! E como complemento, me intriga ver alguém que tem uma ótima capacidade vocal, como a Miley, fazendo isso (não consigo chamar de música).

Responder
Handerson Ornelas. 31 de janeiro de 2015 - 20:00

Pois é, a indústria está se esquecendo cada vez mais de ser mais “orgânica” e se tornando mais e mais “eletrônica”. A tecnologia virou solução pra tudo, e uma arte tão humana como a música com certeza acabou sendo bastante afetada.

Grande abraço!

Responder
Gabriel T 31 de janeiro de 2015 - 02:42

Cara, meus parabéns!!! Tava esperando há seculos um texto que abordasse tal tema de maneira simples, direta, ampla e bem escrita. A citação inicial do Dave Grohl não poderia ser melhor; como você disse, existem alguns pops que se salvam, mas a música mesmo sumiu e virou tudo um produto comercial — uma indústria propriamente dita, como nos habituamos a chamar aquilo que é “música” hoje em dia. Confesso que o pop quebrou algumas barreiras, como a Madonna e o Michael Jackson, que fizeram mudanças na música e na própria maneira de pensar da sociedade (quão perturbador era Like a Virgin na época em que foi lançado?), mas parou neles. Depois disso virou tudo igual, tudo do mesmo, como produtos de uma indústria fordista, mesmas batidas, hits que são esquecidos depois de um tempo, a necessidade de atenção da mídia, a incitação ao consumo, reforçar conceitos antiquados e conservadores e por aí vai. É extremamente decepcionamente o caminho que a música tomou; e não estou dizendo que não existem músicos talentosos por aí, pelo contrário: eles existem e são desvalorizados por não se encaixarem nesse padrão ditado pela música pop. E sobre os DJs: ainda sonho por um mundo sem “música” eletrônica. Ahhh você falou tudo muito bem!! E aos revoltadinhos: isso não é ser chato; é só conhecer um pouco de música e da sociedade em que vivemos pra ficar triste com o cenário que é valorizado na música atual.

Responder
jcesarfe 31 de janeiro de 2015 - 12:14

“Música Eletrotônica” não é música é ruído. Pode até servir de acompanhamento, mas jamais como som próprio (caso contrário uma britadeira ou uma chaleira seriam instrumentos musicais).

Responder
Gabriel T 31 de janeiro de 2015 - 18:08

Hahaha, exato!!

Responder
Handerson Ornelas. 31 de janeiro de 2015 - 20:03

Ótimo comentário, Gabriel! Muito obrigado!
Quanto a música eletrônica, deixo de recomendação bandas que sabem unir o eletrônico e o orgânico muito bem, como Metronomy e Anamanaguchi. Acho que pode gostar…

Abração!

Responder

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