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Sagas Marvel | Guerras Secretas (2015)

por Ritter Fan
874 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3,5

Obs: Apesar de a crítica não conter spoilers da saga em si, ela contém spoilers dos eventos que a desencadearam. Portanto, leia sob sua conta e risco. Crítica originalmente publicada em 18 de janeiro de 2016, logo depois do final da saga nos EUA.

Obs 2: Leiam as críticas dos tie-ins da saga, aqui.

O título Guerras Secretas é bastante apropriado para o que a Marvel quis fazer com essa mais nova saga. Ele evoca, lógico, a terrível saga homônima de 1984/5 que tem como mérito ser a efetiva primeira saga desse porte nos quadrinhos, além de sua continuação pior ainda de 1985/6, ambas lidando com um ser mais do que super-poderoso chamado Beyonder. Apesar de serem dois exemplos de como não se fazer sagas, o fato é que, por serem o “começo de tudo”, nada como “acabar tudo” usando o mesmo título, não é mesmo?

Afinal, a nova super-mega-saga Guerras Secretas é, sem ficar pisando em ovos, exatamente o que Crise nas Infinitas Terras representou para a DC Comics em 1985/6: o fim do multiverso. E é interessante notar que, simultaneamente à Guerras Secretas, a DC Comics lançou Convergência que tem como objetivo justamente restabelecer completamente seu multiverso. As duas editoras caminhando na mesma estrada, só que em caminhos opostos. Só o tempo dirá se as empreitadas darão certo.

guerras_secretas_2015_thors_plano_critico

O exército de Thors de Deus Destino.

De toda sorte, a mais recente encarnação de Guerras Secretas transporta o conceito da primeira encarnação da saga para um contexto que mimetiza Crise nas Infinitas Terras. São histórias diferentes, claro, mas com o mesmo objetivo final e com a mesma estrutura editoral de uma linha mestra (objeto da presente crítica) composta de nove números (12, no caso da DC) e a “contaminação” de toda a linha editorial, com tie-ins aos borbotões. Aliás, o que a Marvel fez foi um passo além dos meros tie-ins, que normalmente são histórias dentro das publicações normais de cada herói ou grupo de heróis que são afetadas em maior ou menor grau pelo evento principal. A editora, na verdade, paralisou a publicação de sua linha editorial normal e passou a publicar uma pletora de mini-eventos paralelos que refazem outras sagas, eventos e universos paralelos. Assim, temos novas versões de Guerra CivilDesafio Infinito, Cerco, Zmbis Marvel, Era de Ultron, O Velho Logan, Era de Apocalipse, Dinastia M, Planeta Hulk, Aranhaverso, além de uma infinidade de outras e isso sem contar com edições inéditas como Howard the Human, Hail Hydra, M.O.D.O.K. Assassin, Weirdworld e Esquadrão Sinistro, tudo dentro das linhas paralelas Guerras Secretas: Battleworld (Mundo Bélico, como traduzido por aqui) e Guerras Secretas: Warzone (Zona de Guerra). Em poucas palavras, Guerras Secretas é uma espécie de reboot do Universo Marvel em que a editora aproveitou a oportunidade para trabalhar completamente sem as rédeas impostas pela continuidade para, depois, aproveitar do que deu certo para efetivamente partir desse ponto.

Mas então vem a inevitável pergunta: o que é preciso saber para mergulhar nesta saga?

Apesar do fim do multiverso Marvel ser o ápice de um plano que começou com Jonathan Hickman ainda em 2013, quando o autor passou a encabeçar os títulos Vingadores e Novos Vingadores dentro do projeto Nova Marvel, a grande verdade é que Guerras Secretas não é lá muito complicado de se entender. Só parece que é e o primeiro número pode assustar, mas, se o leitor tiver conhecimentos gerais sobre o Universo Marvel, não precisará ter lido todo o trabalho anterior de Hickman, que inclui também a saga Infinito, para entender perfeitamente os conceitos e as consequências (ainda que o trabalho seja muito bom e recomendável por si só). Mas, só para não deixar o leitor muito preocupado, o plano de Hickman é o seguinte: criaturas super-poderosas chamadas Beyonders (que apareceram no mini-evento que se convencionou chamar de Guerras Secretas III), que literalmente criaram todo o multiverso, resolveram “descriá-lo”, colocando Terras de dimensões diferentes em colisão com outras, em uma sucessão infinita de destruições de universos inteiros. A chave é o Homem-Molecular, personagem importante da primeira saga Guerras Secretas, que, como aprendemos, é igual em todos os universos e funciona como uma espécie de bomba aniquiladora.

guerras_secretas_2015_castelo_destino_plano_critico

O castelo de Destino em Battleworld, construído em volta de Yggdrasil, que também serve de trono ao deus-tirano.

Quando Guerras Secretas começa, o Doutor Destino e o Doutor Estranho, junto com o Homem-Molecular da Terra-616 (o Universo Marvel  normal) encontram-se com os Beyonders. Enquanto isso, as duas últimas Terras encontram-se em choque – a Terra-616 e a Terra-1610 (o Universo Marvel Ultimate), com seus respectivos heróis em pleno combate, já que, se uma Terra for destruída, a outra sobrevive. Corta para o número dois da saga e o status quo já mudou completamente. Estamos em Battleworld, uma versão amálgama da Terra, com elementos e personagens pinçados de diferentes realidades, com o Doutor Destino – agora um deus de armadura, capa e capuz brancos – no epicentro. Trata-se não de uma realidade alternativa, mas sim de um construto criado por Destino para salvar o que ele podia salvar da realidade depois de seu misterioso encontro com os Beyonders. O leitor logo conclui que ele, de alguma forma, roubou os poderes daqueles seres, ainda que a explicação verdadeira – que vem aos poucos – seja apenas um pouco mais complexa.

Em Battleworld, o mundo é dividido em baronatos controlados por personagens como Senhor Sinistro, Hipérion, James Braddock (o irmão mais velho do Capitão Britânia), Madeleine Pryor, Apocalipse e outros que normalmente vivem em paz, mas volta e meia têm contendas que são decididas pelo Xerife Estranho, braço direito de Deus Destino que tomou Susan Storm como esposa, tendo os filhos Valéria e Franklin Von Doom (vale salientar que ninguém, a não ser Destino e Estranho, se lembra dos eventos pré-Battleworld). Como seu exército, Destino tem Os Dignos, formados por Thors de realidades diferentes. Esse mundo artificial é todo cercado por um altíssimo muro chamado de Escudo que impede que os Zumbis Marvel invadam o mundo dito civilizado. Toda essa delicada estrutura, então, é sacolejada quando duas naves “salva-vidas” da realidade pré-Batteworld chegam: uma contendo Reed Richards, Pantera Negra, Homem-Aranha (Peter Parker), Capitã Marvel, Senhor das Estrelas, Cíclope como Fênix e Thor (Jane Foster) e outra contendo a Cabala, grupo formado por Thanos, Cisne Negro, Terrax, Namor, Proxima Midnight, Maximus, Corvus Glaive e a versão Ultimate de Reed Richards, conhecido como Criador, além de Miles Morales, o Homem-Aranha Ultimate como um passageiro clandestino.

Logo, cada um desses heróis e vilões começa a fazer ruir a criação de Destino e a pancadaria em escala titânica começa, em números e mais números escritos e desenhados muito mais para deslumbrar do que para efetivamente avançar a história, que poderia ter sido muito mais curta. Afinal, a trama não é nada complexa e o que poderia ser trabalhado com mais vagar – o que é ser um deus, as responsabilidades, etc. – ficam para comentários perdidos, pouco desenvolvidos e que abrem espaço para “revelações” surpreendentes (ou pelo menos em tese surpreendentes) e para mais pancadaria. Mal comparando, o trabalho de Hickman lembra o de Brian Michael Bendis em Dinastia M, onde a Feiticeira Escarlate usou seus poderes descontrolados para criar sua própria realidade utópica. Lá, como aqui, há um ser todo-poderoso controlando tudo. Lá, como aqui, há um grupo de heróis que começa a perceber que as coisas não deveriam ser assim. Lá, como aqui, a resolução é bastante simplista, rápida mesmo, ainda que as consequências ao Universo Marvel sejam potencialmente muito maiores em Guerras Secretas.

guerras_secretas_2015_pancadaria_plano_critico

Não falta pancadaria!

Digo potencialmente, pois, ainda que a narrativa tenha um efetivo fim, ele deixa portar abertas para a Marvel continuar experimentando com a mescla de universos, agora todos concentrados em apenas um local. O que isso pode significar a longo prazo, só os deuses – ou Destino – sabe. Assim como a DC Comics voltou com seu multiverso anos depois, pode ser que a Marvel também desfaça os acontecimentos em Guerras Secretas, mas também pode ser que não, tudo dependerá dos números de venda dos títulos pós-Guerras Secretas.

Os nove números que compõem o evento principal contam com a arte do croata Esad Ribic. Quem não o conhece precisar ler os primeiros volumes de Thor: O Deus do Trovão da Nova Marvel desenhados por ele, pois ele exibe artes deslumbrantes pintadas que dão um tom incrivelmente épico à jornada de Thor. Em Guerras Secretas, porém, muito provavelmente pela velocidade em que os números tiveram que ser desenhados e pela complexidade em se juntar a vasta quantidade de personagens que aparecem, suas habilidades artísticas não são utilizadas em todo seu potencial. Há páginas visivelmente ainda sem arte-final, dando aspectos mal-acabados para diversos momentos. Mas não se enganem: ainda é uma beleza apreciar o trabalho de Ribic, que traz majestade a todos os personagens que desenha, com especial destaque, claro, para o perturbado Victor Von Doom.

Guerras Secretas, como a maioria das sagas dessa magnitude, é mais marketing do que substância, mais fogos de artifício do que discussões relevantes. A ideia de ela ser uma “saga de sagas” é divertida, mas, no evento principal, esse aspecto não tem muita relevância. Há uma construção lenta da estrutura de Battleworld e uma finalização rápida demais, fácil demais criada apenas para colocar seres super-poderosos contra seres super-poderosos em combates cada vez mais extravagantes que por vezes lembram a mediana saga Vingadores vs X-Men (mais conhecida como Rinha de Galo Super-Heroística).

A nova Guerras Secretas poderia ser inesquecível. Poderia ser realmente algo diferente para “acabar” com o Universo Marvel como prometido. Mas, no final, das contas, é só mais uma saga…

Guerras Secretas (Secret Wars, EUA – 2015/6)
Contendo: Guerras Secretas #1 a #9 (saga principal)
Roteiro: Jonathan Hickman
Arte: Esad Ribic
Cores: Ive Svorcina
Letras: Chris Eliopoulos, Clayton Cowles
Editora original: Marvel Comics
Datas originais de publicação: julho de 2015 a março de 2016
Editora no Brasil: Panini Comics
Data de publicação no Brasil: em publicação no Brasil a partir de agosto de 2016
Páginas: 24 (cada número)

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79 comentários

Lucas Casagrande 17 de janeiro de 2020 - 13:38

Olha para eu que não morro de amores por sagas até que gostei dessa, achei a melhor da Marvel nos últimos anos que li ( li merdas como Era de Ultron, Vingadores x Xmen e Guerra Civil 2 ) mas dava pra ter feito tranquilamente em 6 edições

Li alguns Tie In, Thors, Ghost Racers, Civil War e Renew your Vows, gostei de todos

O de Civil War eu achei melhor que a propria saga principal

Concordo bastante com sua critica ainda assim vejo mais coisas positivas nessa saga do que negativas

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2020 - 14:51

Gostei da saga, mas os tie-ins em geral são bem melhores. Diria até que, em termos de tie-in, o conjunto desses é o melhor que já vi.

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 21 de outubro de 2019 - 11:50

Gostei. Bem melhor do que a antiga. Tem seus problemas no final, mas no geral é muito boa. A arte é espetacular.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2019 - 14:52

Não dá nem para comparar com a antiga!

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 21 de outubro de 2019 - 11:50

Gostei. Bem melhor do que a antiga. Tem seus problemas no final, mas no geral é muito boa. A arte é espetacular.

Responder
Leonardo Azevedo 29 de agosto de 2019 - 17:02

Outra coisa, onde o ciclope conseguiu um ovo da fenix? A cena dele lutado contra o Destino (apesar de curta), eu achei sensacional.

Responder
Leonardo Azevedo 29 de agosto de 2019 - 17:02

Alguém sabe me dizer em qual HQ dos X-Men acontece esse trecho?

Ciclope viajou ao ponto da incursão em Manhattan, onde os heróis da Terra-616 estavam enfrentando as forças reunidas da Terra-1610. O ovo finalmente chocou, e Ciclope, mais uma vez ligado com a Força Fênix, agora completamente no controle de seu imenso poder, o usou para destruir os Filhos do Amanhã e o resto das forças da Terra-1610. Ciclope foi transportado para o bote salva-vidas dos Illuminati pelo Dobra, permitindo que ele e a Fênix sobrevivessem ao fim do multiverso.[114]

Responder
Reed Maligno 21 de junho de 2019 - 13:40

MAL POSSO ESPERAR PRA LER ESSA BELEZINHA
Espero até hj o encadernado pela Panini…… Alguem sabe algum site q eu possa ler?

Responder
ReidasSombras ¤ 7 de janeiro de 2017 - 21:18

Gostei da saga

Responder
ReidasSombras ¤ 7 de janeiro de 2017 - 21:17

Eu gostei da Saga. Possui uns problemas mais é muito boa. Doutor Destino estava fantástico e acho que essa foi a melhor participação dele em uma saga da Marvel. O modo como exploraram o mundo bélico também foi demais. Acho que merecia mais que a nota da crítica.

Os Tie Ins também foram bons no geral.

Responder
ReidasSombras ¤ 7 de janeiro de 2017 - 21:17

Eu gostei da Saga. Possui uns problemas mais é muito boa. Doutor Destino estava fantástico e acho que essa foi a melhor participação dele em uma saga da Marvel. O modo como exploraram o mundo bélico também foi demais. Acho que merecia mais que a nota da crítica.

Os Tie Ins também foram bons no geral.

Responder
planocritico 7 de janeiro de 2017 - 23:07

Eu gostei também. Só não gostei tanto quanto você. Faz parte.

Achei vários tie-ins bem melhores que a saga em si. Aliás, temos a crítica de até agora 27 tie-ins, bem aqui: https://www.planocritico.com/tag/guerras-secretas-tie-in/

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 11 de dezembro de 2016 - 14:57

SPOILERS!!!!

Acabei de ler por esses dias, e gostei bastante. Porém, algumas coisas me incomodaram:
– Algumas situações são resolvidas rápido demais e mal exploradas como a luta do Coisa com o Galactus, a questão do Profeta, o Groot gigante, a invasão dos zumbis, etc
– Muita coisa “off pannel” que fez falta: o encontro dos Reeds, a parte em que Thanos está do lado de fora do Escudo, explicar melhor a transformação da Capitã Marvel…
– A saga começa muito bem escrita e desenvolvida com muita calma (até demais), ai da edição 6 pra frente, ela se torna bastante corrida.

Enfim, vale a leitura, a arte é linda e Destino é fabulosamente escrito nessa saga, mas achei ela um pouco inconstante, e poderiam ter usaqdo melhor alguns como tie-ins complemento à história principal…

Responder
Gabriel 11 de dezembro de 2016 - 14:57

SPOILERS!!!!

Acabei de ler por esses dias, e gostei bastante. Porém, algumas coisas me incomodaram:
– Algumas situações são resolvidas rápido demais e mal exploradas como a luta do Coisa com o Galactus, a questão do Profeta, o Groot gigante, a invasão dos zumbis, etc
– Muita coisa “off pannel” que fez falta: o encontro dos Reeds, a parte em que Thanos está do lado de fora do Escudo, explicar melhor a transformação da Capitã Marvel…
– A saga começa muito bem escrita e desenvolvida com muita calma (até demais), ai da edição 6 pra frente, ela se torna bastante corrida.

Enfim, vale a leitura, a arte é linda e Destino é fabulosamente escrito nessa saga, mas achei ela um pouco inconstante, e poderiam ter usaqdo melhor alguns como tie-ins complemento à história principal…

Responder
planocritico 12 de dezembro de 2016 - 14:41

@disqus_nozl3pNmZg:disqus , vale a leitura, sem dúvida. Mas realmente é uma saga com diversos probleminhas. Os tie-ins são, no geral, melhores do que a saga em si.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 12 de dezembro de 2016 - 14:41

@disqus_nozl3pNmZg:disqus , vale a leitura, sem dúvida. Mas realmente é uma saga com diversos probleminhas. Os tie-ins são, no geral, melhores do que a saga em si.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Silva 21 de novembro de 2016 - 16:36

É só uma saga, tudo bem, concordo. Porém, que é muuuuito melhor que “Convergência” isso é… e olha que isso posto por um DCnauta que nem eu não é pouca coisa! Foi mais bem planejada, foi melhor dividida, foi melhor desenhada! Enfim, saga é sempre mais do mesmo, dificilmente aparece um divisor de águas como foi “Crise nas Infinitas Terras” ou “Guerra Civil”, mas ainda sim, tá valendo.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 17:24

@disqus_xJIIARtq6r:disqus , com certeza! Guerras Secretas é realmente bem superior à Convergência. E Guerras Secretas é uma saga boa. Não é aquela maravilha, mas tem mais aspectos positivos do que negativos.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de novembro de 2016 - 17:24

@disqus_xJIIARtq6r:disqus , com certeza! Guerras Secretas é realmente bem superior à Convergência. E Guerras Secretas é uma saga boa. Não é aquela maravilha, mas tem mais aspectos positivos do que negativos.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 9 de setembro de 2016 - 12:37

Já fazia quase 20 anos que não lia Marvel (tenho 35), mas a ascenção do UCM e a descoberta do Plano Crítico me jogaram de volta às HQs.
Comecei lendo algumas publicações atuais e outras antigas, que encontrei na internet. Incrível como minha memória ainda guardava as imagens das capas daqueles gibis cujo formato você ojeriza (mas eu adorava!)!
Encontrei 2 problemas: nas HQs antigas, a pobreza do texto me fez pensar como eu pude me divertir tanto com aquilo, certamente porque era “jovem e inexperiente”, como costumava dizer um atigo chefe meu. Por sua vez, nas HQs novas, a mudança em relação ao que eu conhecia era tão gigante e as histórias eram tão imbricadas que eu não consegui me identificar nem me divertir.
Respirei fundo e pulei então para a grande saga que me marcou na pré-adolescência: Guerras Secretas I. Ah, como eu adorava ler aqueles gibis!… E qual não foi a minha surpresa que eu não consegui passar do segundo volume, tão chato me pareceu aquilo tudo. “Vou partir então para a Guerra Secreta atual, talvez ali encontre algo que me fascine”, mas nada feito… continuei achando tudo muito diferente do que eu estava acostumado, e complexo demais essa história de multiverso, esse monte de thor, de aranha, de zumbi.

E talvez eu seja o único cara no mundo que goste mais da versão UCM da Guerra Civil do que da HQ.

É, acho que eu perdi o timing para voltar às HQs….vou ficar só no UCM que eu ganho mais! rs

PS: em tempo, as Guerras Secretas do Deadpool foi a saga que me acertou em cheio! Fácil de ler e com um humor que conseguiu agradar tanto o adulto como aquele menino marvete dos anos 80/90.

Responder
planocritico 9 de setembro de 2016 - 19:07

@rodrigopatini:disqus , gostei muito de seu relato e posso dizer que tive experiência parecida, que gostaria de compartilhar com você. Eu lia absolutamente todos os quadrinhos publicados no Brasil (super-heróis Marvel, DC e Disney – nunca gostei da Turma da Mônica de verdade) durante os anos 80 inteiros, de cabo a rabo. Sabia de tudo, gostava de uns menos do que outros, mas devorava tudo igualmente, sem preconceito. Com o começo da faculdade no começo dos anos 90, larguei esse hábito e só fui retomar já nos anos 2000, com a chegada da Marvel Ultimate. Mas eu só lia o que era Ultimate. Só voltei mesmo uns 5 ou 6 anos depois e, mesmo assim, talvez parecido com você, não encontrei nada que realmente me abrisse os olhos, que me agradasse além do básico. E estou falando tanto da DC e da Marvel, sendo que a Marvel sempre foi meu xodó.

Sim, tive a chance de ler coisas fantásticas como o começo da série Ultimate e o run do Ed Brubaker no Capitão América, até coisas mais recentes como Matt Fraction e David Aja na pegada realista do título solo do Gavião Arqueiro. Mas foram exceções honrosas.

Quer saber onde fiz a festa? Onde realmente reencontrei minha paixão pelos quadrinhos? Na produção fora do eixo Marvel e DC. Primeiro na Vertigo, com títulos como Fábulas, Preacher, Sandman, Lúcifer, Monstro do Pântano e outros e, depois – e até hoje – na imbatível Image, com títulos como The Walking Dead, Black Science, The Fade Out, Fatale, East of West, Manhattan Projects, Ody-C, Low, Paper Girls, We Stand on Guard e a FENOMENAL Saga.

E a Image serviu de trampolim para que eu passasse para quadrinhos realmente independentes tanto clássicos de cair o queixo como Maus e obras de Will Eisner, passando por Mouse Guard, American Born Chinese e mais um MONTE de outros.

E, claro, nem estou falando aqui dos quadrinhos europeus, pois esses são capítulos a parte, com Moebius encabeçando a lista.

Eu continuo lendo Marvel e DC, mas eles são como o “feijão com arroz” de todo o dia, enquanto os demais são as iguarias mais raras que você só come de vez em quando ou às vezes só pode ver pela vitrine da delicatessen.

Bem, fica a dica, se você quiser ainda tentar se enfronhar em quadrinhos.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 20 de setembro de 2016 - 17:18

Caramba! Falei com o próprio sommelier das HQs! kkkk
Bom, é claro que vou tentar, seguindo o caminho indicado. Vou primeiro na Vertigo e na Image (lembro de ter aquele preconceito bobo em relação a elas na época que lia Marvel…), e depois pras independentes.
E voltarei aqui para dar minhas primeiras impressões.
Mais uma vez muito obrigado, ó inefável guru! rsrsrsrsrs

Responder
Rodrigo Patini 20 de setembro de 2016 - 17:18

Caramba! Falei com o próprio sommelier das HQs! kkkk
Bom, é claro que vou tentar, seguindo o caminho indicado. Vou primeiro na Vertigo e na Image (lembro de ter aquele preconceito bobo em relação a elas na época que lia Marvel…), e depois pras independentes.
E voltarei aqui para dar minhas primeiras impressões.
Mais uma vez muito obrigado, ó inefável guru! rsrsrsrsrs

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 18:25

@rodrigopatini:disqus , é um prazer ajudar. Vá lá na Vertigo e Image para ver se encontra algo bacana. Da Vertigo eu sugeriria Fábulas ou Y: O Último Homem e, da Imagem, Saga e Manhattan Projects.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 18:25

@rodrigopatini:disqus , é um prazer ajudar. Vá lá na Vertigo e Image para ver se encontra algo bacana. Da Vertigo eu sugeriria Fábulas ou Y: O Último Homem e, da Imagem, Saga e Manhattan Projects.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 26 de setembro de 2016 - 12:55

Ritter, comecei semana passada com Fábulas, pois eu já tinha espiado suas críticas e tinha ficado curioso.

E então aconteceu o que eu queria e, ao mesmo tempo, temia: não consigo parar de ler!!! Já estou na edição 33, quase 5 edições por dia.

É simplesmente fantástico! Vou deixar meus comentários para as críticas específicas de cada arco, mas desde já agradeço pela recomendação!
Talvez eu precisasse mesmo de novos heróis para torcer (não tem heroína na Marvel que ganhe de Branca), vilões para odiar (o que é aquela cachinhos dourados!?) e anti-heróis para ferver o cérebro (Encantado tem alguma coisa do Ward de MAoS, e suspeito que Bigby, apesar de toda abnegação e atos de heroísmo, ainda esconde algo…).

Rodrigo Patini 26 de setembro de 2016 - 12:55

Ritter, comecei semana passada com Fábulas, pois eu já tinha espiado suas críticas e tinha ficado curioso.

E então aconteceu o que eu queria e, ao mesmo tempo, temia: não consigo parar de ler!!! Já estou na edição 33, quase 5 edições por dia.

É simplesmente fantástico! Vou deixar meus comentários para as críticas específicas de cada arco, mas desde já agradeço pela recomendação!
Talvez eu precisasse mesmo de novos heróis para torcer (não tem heroína na Marvel que ganhe de Branca), vilões para odiar (o que é aquela cachinhos dourados!?) e anti-heróis para ferver o cérebro (Encantado tem alguma coisa do Ward de MAoS, e suspeito que Bigby, apesar de toda abnegação e atos de heroísmo, ainda esconde algo…).

planocritico 26 de setembro de 2016 - 15:11

@rodrigopatini:disqus , você não imagina como um comentário desses me deixa feliz! Muito, mas MUITO legal mesmo saber que você está gostando de Fábulas. É, realmente, uma obra sensacional que não dá vontade de parar.

E isso me lembra que tenho que continuar a criticar os volumes, pois parei no 10º!

Abs,
Ritter.

planocritico 26 de setembro de 2016 - 15:11

@rodrigopatini:disqus , você não imagina como um comentário desses me deixa feliz! Muito, mas MUITO legal mesmo saber que você está gostando de Fábulas. É, realmente, uma obra sensacional que não dá vontade de parar.

E isso me lembra que tenho que continuar a criticar os volumes, pois parei no 10º!

Abs,
Ritter.

planocritico 9 de setembro de 2016 - 19:07

@rodrigopatini:disqus , gostei muito de seu relato e posso dizer que tive experiência parecida, que gostaria de compartilhar com você. Eu lia absolutamente todos os quadrinhos publicados no Brasil (super-heróis Marvel, DC e Disney – nunca gostei da Turma da Mônica de verdade) durante os anos 80 inteiros, de cabo a rabo. Sabia de tudo, gostava de uns menos do que outros, mas devorava tudo igualmente, sem preconceito. Com o começo da faculdade no começo dos anos 90, larguei esse hábito e só fui retomar já nos anos 2000, com a chegada da Marvel Ultimate. Mas eu só lia o que era Ultimate. Só voltei mesmo uns 5 ou 6 anos depois e, mesmo assim, talvez parecido com você, não encontrei nada que realmente me abrisse os olhos, que me agradasse além do básico. E estou falando tanto da DC e da Marvel, sendo que a Marvel sempre foi meu xodó.

Sim, tive a chance de ler coisas fantásticas como o começo da série Ultimate e o run do Ed Brubaker no Capitão América, até coisas mais recentes como Matt Fraction e David Aja na pegada realista do título solo do Gavião Arqueiro. Mas foram exceções honrosas.

Quer saber onde fiz a festa? Onde realmente reencontrei minha paixão pelos quadrinhos? Na produção fora do eixo Marvel e DC. Primeiro na Vertigo, com títulos como Fábulas, Preacher, Sandman, Lúcifer, Monstro do Pântano e outros e, depois – e até hoje – na imbatível Image, com títulos como The Walking Dead, Black Science, The Fade Out, Fatale, East of West, Manhattan Projects, Ody-C, Low, Paper Girls, We Stand on Guard e a FENOMENAL Saga.

E a Image serviu de trampolim para que eu passasse para quadrinhos realmente independentes tanto clássicos de cair o queixo como Maus e obras de Will Eisner, passando por Mouse Guard, American Born Chinese e mais um MONTE de outros.

E, claro, nem estou falando aqui dos quadrinhos europeus, pois esses são capítulos a parte, com Moebius encabeçando a lista.

Eu continuo lendo Marvel e DC, mas eles são como o “feijão com arroz” de todo o dia, enquanto os demais são as iguarias mais raras que você só come de vez em quando ou às vezes só pode ver pela vitrine da delicatessen.

Bem, fica a dica, se você quiser ainda tentar se enfronhar em quadrinhos.

Abs,
Ritter.

Responder
Walt Simonson 15 de outubro de 2016 - 22:07

Olá Rodrigo estou quase na sua situação, tenho 33 e me acabava naqueles formatinhos da ed abril. Como só fui ter dinheiro aos 14 anos tive de ir revirando os sebos da cidade em busca de heróis da tv (td por causa dos vingadores e Thor), X-Men, hulk e outros. Também comprei a edição encadernada de guerras secretas e tive a mesma impressão que vc rsrsrs…estou voltando a Comprar e por conta de vários lançamentos clássicos. Comprei tbm futuro imperfeito dessa guerras secretas e passei aqui pra ver se entendo algo antes de ler rsrsrs abs.

Responder
Walt Simonson 15 de outubro de 2016 - 22:07

Olá Rodrigo estou quase na sua situação, tenho 33 e me acabava naqueles formatinhos da ed abril. Como só fui ter dinheiro aos 14 anos tive de ir revirando os sebos da cidade em busca de heróis da tv (td por causa dos vingadores e Thor), X-Men, hulk e outros. Também comprei a edição encadernada de guerras secretas e tive a mesma impressão que vc rsrsrs…estou voltando a Comprar e por conta de vários lançamentos clássicos. Comprei tbm futuro imperfeito dessa guerras secretas e passei aqui pra ver se entendo algo antes de ler rsrsrs abs.

Responder
planocritico 16 de outubro de 2016 - 15:20

@waltsimonson:disqus (escolheu o nome a dedo, hein?), que legal seu relato. Se precisar de alguma coisa, é só vir aqui perguntar ou comentar, ok?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 16 de outubro de 2016 - 15:20

@waltsimonson:disqus (escolheu o nome a dedo, hein?), que legal seu relato. Se precisar de alguma coisa, é só vir aqui perguntar ou comentar, ok?

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 9 de setembro de 2016 - 12:37

Já fazia quase 20 anos que não lia Marvel (tenho 35), mas a ascenção do UCM e a descoberta do Plano Crítico me jogaram de volta às HQs.
Comecei lendo algumas publicações atuais e outras antigas, que encontrei na internet. Incrível como minha memória ainda guardava as imagens das capas daqueles gibis cujo formato você ojeriza (mas eu adorava!)!
Encontrei 2 problemas: nas HQs antigas, a pobreza do texto me fez pensar como eu pude me divertir tanto com aquilo, certamente porque era “jovem e inexperiente”, como costumava dizer um atigo chefe meu. Por sua vez, nas HQs novas, a mudança em relação ao que eu conhecia era tão gigante e as histórias eram tão imbricadas que eu não consegui me identificar nem me divertir.
Respirei fundo e pulei então para a grande saga que me marcou na pré-adolescência: Guerras Secretas I. Ah, como eu adorava ler aqueles gibis!… E qual não foi a minha surpresa que eu não consegui passar do segundo volume, tão chato me pareceu aquilo tudo. “Vou partir então para a Guerra Secreta atual, talvez ali encontre algo que me fascine”, mas nada feito… continuei achando tudo muito diferente do que eu estava acostumado, e complexo demais essa história de multiverso, esse monte de thor, de aranha, de zumbi.

E talvez eu seja o único cara no mundo que goste mais da versão UCM da Guerra Civil do que da HQ.

É, acho que eu perdi o timing para voltar às HQs….vou ficar só no UCM que eu ganho mais! rs

PS: em tempo, as Guerras Secretas do Deadpool foi a saga que me acertou em cheio! Fácil de ler e com um humor que conseguiu agradar tanto o adulto como aquele menino marvete dos anos 80/90.

Responder
Jonatas Araújo 28 de agosto de 2016 - 11:59

Oi, Ritter.

Pode me indicar uns 2 tier ins bons dessa saga?

Responder
planocritico 28 de agosto de 2016 - 19:45

Com prazer, @jonatas_ara_jo:disqus ! Até agora, os dois melhores que li foram Guerra Civil e Velho Logan. Acho que você vai se divertir.

Temos as críticas de alguns tie-ins bem aqui:

https://www.planocritico.com/tag/guerras-secretas-tie-in/

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de agosto de 2016 - 19:45

Com prazer, @jonatas_ara_jo:disqus ! Até agora, os dois melhores que li foram Guerra Civil e Velho Logan. Acho que você vai se divertir.

Temos as críticas de alguns tie-ins bem aqui:

https://www.planocritico.com/tag/guerras-secretas-tie-in/

Abs,
Ritter.

Responder
Jonatas Araújo 28 de agosto de 2016 - 11:59

Oi, Ritter.

Pode me indicar uns 2 tier ins bons dessa saga?

Responder
curiosa gospel 19 de agosto de 2016 - 16:05

os tie in forma um porre, pra que mesclar trocentas realidades paralelas

Responder
planocritico 20 de agosto de 2016 - 00:56

Não são realidades paralelas. É uma realidade só, a mesma criada por Deus Destino.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de agosto de 2016 - 00:56

Não são realidades paralelas. É uma realidade só, a mesma criada por Deus Destino.

Abs,
Ritter.

Responder
curiosa gospel 19 de agosto de 2016 - 16:05

os tie in forma um porre, pra que mesclar trocentas realidades paralelas

Responder
Bruno 11 de agosto de 2016 - 22:09

Essa saga é um exemplo evidente de como menos é mais, em seis edições dava pra contar a história e o resultado teria sido melhor.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2016 - 22:55

@disqus_JUyBBpDbfh:disqus , concordo plenamente! Um roteiro mais enxuto eliminaria muitos dos problemas da saga. Mas ainda é um bom trabalho de Hickman.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2016 - 22:55

@disqus_JUyBBpDbfh:disqus , concordo plenamente! Um roteiro mais enxuto eliminaria muitos dos problemas da saga. Mas ainda é um bom trabalho de Hickman.

Abs,
Ritter.

Responder
ReidasSombras ¤ 7 de janeiro de 2017 - 21:08

Eu gostei

Responder
planocritico 7 de janeiro de 2017 - 21:11

Ótimo que tenha gostado @reidassombras:disqus . Só uma coisa, porém: seu outro comentário mal-educado não será aprovado…

– Ritter.

Responder
Bruno 11 de agosto de 2016 - 22:09

Essa saga é um exemplo evidente de como menos é mais, em seis edições dava pra contar a história e o resultado teria sido melhor.

Responder
Herbie: O Único 11 de agosto de 2016 - 19:06

queria sugerir uma critica de os supremos pelo mark millar e bryan hitch,e talvez eu possa ser um cara insistente e chato perguntando isso mas vai demorar pra critica de dc a nova fronteira sair?não quero apressar vcs,é que já faz um tempo que eu sugeri.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2016 - 19:19

@disqus_gWrGR1BRr8:disqus , Os Supremos (os 3 volumes) está comigo para fazer. As críticas (uma para cada volume) sairão, prometo.

Sobre A Nova Fronteira, realmente você sugeriu tem um tempinho e colocamos em nossa lista. Mas é uma empreitada enorme, considerando que são 500 páginas… Mas o nosso @guilhermecoral:disqus disse que fará para breve.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de agosto de 2016 - 19:19

@disqus_gWrGR1BRr8:disqus , Os Supremos (os 3 volumes) está comigo para fazer. As críticas (uma para cada volume) sairão, prometo.

Sobre A Nova Fronteira, realmente você sugeriu tem um tempinho e colocamos em nossa lista. Mas é uma empreitada enorme, considerando que são 500 páginas… Mas o nosso @guilhermecoral:disqus disse que fará para breve.

Abs,
Ritter.

Responder
Herbie: O Único 11 de agosto de 2016 - 20:33

caraca,500 paginas!!!!
bom,não precisam ter nem um pouco de presa kkkk
valeu pelo aviso!

Responder
Herbie: O Único 11 de agosto de 2016 - 20:33

caraca,500 paginas!!!!
bom,não precisam ter nem um pouco de presa kkkk
valeu pelo aviso!

Responder
planocritico 12 de agosto de 2016 - 16:28

E o pior é que eu já li há alguns anos. Teria que reler para escrever a crítica e me deu uma preguiça enorme… Por isso pedi ao Guilherme, que nunca leu e adora a DC, para escrever!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2016 - 16:28

E o pior é que eu já li há alguns anos. Teria que reler para escrever a crítica e me deu uma preguiça enorme… Por isso pedi ao Guilherme, que nunca leu e adora a DC, para escrever!

Abs,
Ritter.

Responder
Herbie: O Único 11 de agosto de 2016 - 19:06

queria sugerir uma critica de os supremos pelo mark millar e bryan hitch,e talvez eu possa ser um cara insistente e chato perguntando isso mas vai demorar pra critica de dc a nova fronteira sair?não quero apressar vcs,é que já faz um tempo que eu sugeri.

Responder
Diogo Amorim 26 de fevereiro de 2016 - 01:45

Meu caro Ritter, sabe que eu acompanho o site de vocês e geralmente sempre costumo concordar com suas críticas mas tive que discordar dessa, gostei muito dessa saga, mas muito mesmo. Essa fase do Hickman ja vinha durando durante um bom tempo e teve essa conclusão que na minha opinião foi muito satisfatoria. A saga cumpriu muito bem o seu papel, e não houve um reboot propriamente dito, não foi como a DC fez com Os Novos 52 que simplesmente apagou toda a cronologia e começou tudo do zero, aqui todo o canon dos personagens continuou válido, a única incoerência foi com o Demolidor que eu não entendi como ele apareceu com identidade secreta na nova fase agora mas espero que isso seja explicado mais na frente. O Reed refez todo o Multiverso e agora o Quarteto Fantástico acabou de vez(uma pena né) e vários personagens do Ultimate foram pro normal como o Milles Morales por exemplo, e se iniciou essa nova fase da Marvel do All New All Different que por sinal ta muito boa, to gostande muito de ler com algumas poucas excessões, mas a maioria dos números como Invencível Homem de Ferro, Doutor Estranho, Demolidor, etc, estão muito bons e ta valendo a pena ler. Só por curiosidade, quando vocês pretendem fazer críticas das HQs dessa nova fase da Marvel do All New All Different aqui no site?

Responder
Diogo Amorim 26 de fevereiro de 2016 - 01:45

Meu caro Ritter, sabe que eu acompanho o site de vocês e geralmente sempre costumo concordar com suas críticas mas tive que discordar dessa, gostei muito dessa saga, mas muito mesmo. Essa fase do Hickman ja vinha durando durante um bom tempo e teve essa conclusão que na minha opinião foi muito satisfatoria. A saga cumpriu muito bem o seu papel, e não houve um reboot propriamente dito, não foi como a DC fez com Os Novos 52 que simplesmente apagou toda a cronologia e começou tudo do zero, aqui todo o canon dos personagens continuou válido, a única incoerência foi com o Demolidor que eu não entendi como ele apareceu com identidade secreta na nova fase agora mas espero que isso seja explicado mais na frente. O Reed refez todo o Multiverso e agora o Quarteto Fantástico acabou de vez(uma pena né) e vários personagens do Ultimate foram pro normal como o Milles Morales por exemplo, e se iniciou essa nova fase da Marvel do All New All Different que por sinal ta muito boa, to gostande muito de ler com algumas poucas excessões, mas a maioria dos números como Invencível Homem de Ferro, Doutor Estranho, Demolidor, etc, estão muito bons e ta valendo a pena ler. Só por curiosidade, quando vocês pretendem fazer críticas das HQs dessa nova fase da Marvel do All New All Different aqui no site?

Responder
planocritico 26 de fevereiro de 2016 - 15:53

Olá, @disqus_1xfUk6Tw8e:disqus! Discordar faz parte do dia-a-dia. Não tenho a menor pretensão que alguém concorde comigo sempre.

Sobre essa Guerras Secretas, bem, você pode ver que eu gostei da saga, apenas não gostei tanto quanto você. Preferi infinitamente (com trocadilho) mais a saga Infinito de Hickman. Essa foi só outra do tipo “Elseworlds” que, na verdade, não muda muita coisa. Vem o Morales para a Terra-616 enquanto Peter Parker roda o mundo como magnata, vem o Reed-mal para tocar terror e substituir o Reed “perdido no espaço”, vem o Velho Logan para substituir o finado (enquanto dure) Wolverine e assim por diante. Acho legal essa movimentação de peças e estou curioso para ver o que vai acontecer, mas a saga em si foi meio “chover no molhado”, muito simplista para algo enorme. Confesso que tenho o mesmo tipo de problema com Crise nas Infinitas Terras…

Sobre a nova fase da Marvel, não temos uma previsão muito concreta. Provavelmente focaremos primeiro em alguns tie-ins mais importantes de Guerras Secretas e então partiremos para a nova fase, mas ainda não temos um plano traçado, pois está tudo muito no começo e as histórias não estão sendo ainda publicadas por aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de fevereiro de 2016 - 15:53

Olá, @disqus_1xfUk6Tw8e:disqus! Discordar faz parte do dia-a-dia. Não tenho a menor pretensão que alguém concorde comigo sempre.

Sobre essa Guerras Secretas, bem, você pode ver que eu gostei da saga, apenas não gostei tanto quanto você. Preferi infinitamente (com trocadilho) mais a saga Infinito de Hickman. Essa foi só outra do tipo “Elseworlds” que, na verdade, não muda muita coisa. Vem o Morales para a Terra-616 enquanto Peter Parker roda o mundo como magnata, vem o Reed-mal para tocar terror e substituir o Reed “perdido no espaço”, vem o Velho Logan para substituir o finado (enquanto dure) Wolverine e assim por diante. Acho legal essa movimentação de peças e estou curioso para ver o que vai acontecer, mas a saga em si foi meio “chover no molhado”, muito simplista para algo enorme. Confesso que tenho o mesmo tipo de problema com Crise nas Infinitas Terras…

Sobre a nova fase da Marvel, não temos uma previsão muito concreta. Provavelmente focaremos primeiro em alguns tie-ins mais importantes de Guerras Secretas e então partiremos para a nova fase, mas ainda não temos um plano traçado, pois está tudo muito no começo e as histórias não estão sendo ainda publicadas por aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
curiosa gospel 7 de fevereiro de 2016 - 19:29

Não entendo o que tem de maravilha nessa saga, uma infinidade de revistas e misturas sem graça, só a revista guerras secretas foi interessante, os tie ins pessimos. ainda assim a explicação pro poder dado ao destino não faz sentido
nem mesmo o dr estranho ter aceitado isso

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2016 - 18:43

Mas eu não a achei uma maravilha…

– Ritter.

Responder
Anônimo 21 de janeiro de 2016 - 00:32
Responder
planocritico 21 de janeiro de 2016 - 00:46

Bem, eu sempre parto da premissa que não existem opiniões erradas, apenas opiniões com as quais alguém pode não concordar. Sobre os pontos que você levanta, eles estão lá escondidos em um canto perdido em um emaranhado de coisas acontecendo no pano de fundo e que não são exploradas pois a Marvel precisa vender os tie-ins. Essa saga é boa, mas não está no nível das melhores da editora, como Guerra Civil, essa sim bem escrita do começo ao fim e auto-contida o suficiente para não ser tão necessária a leitura dos penduricalhos.

Eu não procurava um livro de filosofia, mas eu procurava algo de qualidade equivalente à importância dada ao evento, mas talvez eu seja apenas um leitor desiludido com o caminho dessas sagas da Marvel e da DC. No final das contas, foi uma pancadaria glorificada, com algumas poucas tiradas boas aqui e ali e uma arte muito bonita, mas menos sensacional do que poderia ser, considerando o artista.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 23 de janeiro de 2016 - 09:10
Responder
planocritico 23 de janeiro de 2016 - 13:15

@disqus_LYRjUKya2j:disqus, boa a review da IGN do último número. Até fui atrás das reviews dos números anteriores e notei que os comentários e as notas foram bem menos empolgantes de no último número, com as avaliações oscilando em 8,5, chegando a 7,5, o que é uma visão bem mais razoável da saga como um todo. Afinal, assim como você gostou de Guerra Civil, eu gostei de Guerras Secretas, apenas acho que a série, somando suas partes e considerando o grau de ambição que tem, é bem inferior a Guerra Civil cuja crítica eu fiz aqui para o site e expliquei o porquê de eu a considerar a melhor saga de editora mainstream já feita.

Abs,
Ritter.

Responder
Will ☺⭐ 3 de novembro de 2016 - 14:33

Perfeito, sem mais 🙂

Responder
Will ☺⭐ 3 de novembro de 2016 - 14:33

Perfeito, sem mais 🙂

Responder
Matheus Popst 19 de janeiro de 2016 - 09:31

Ritter, queria falar contigo sobre algo que venho pensando sobre o UCM e creio que se postasse na crítica do filme você não leria. Você leria?

Vingadores: a era de ultron nunca teve a intenção de ser um blockbuster! Ta, há uma hipérbole aqui, porém o que eu quero dizer é que este filme tem como objetivo nos apresentar a uma equipe estabelecida, de amigos que vivem suas aventuras juntos. Vingadores é como um revisitar e é claro, para nos pôr a par de tudo que acontece nesta parte do mundo.

Isto fica claro na escolha do vilão, Barão Von Strucker, que morre logo no começo (foi este o motivo dos vingadores se ajuntarem, lembra?). O outro vilão, Ultron, é apenas mais uma faceta das relações destes personagens (foi o Stark e o Banner que criaram) e embora até poderia ter sido ameaçador, ao acabar com o Ultron duas cabeças não nasceriam no lugar nem haveria uma vingança ou qualquer coisa do tipo.

Se não tivesse a obrigação de ser um blockbuster (e assim ter cenas de luta, briga, explosões, clímax, etc) o filme poderia ter ficado apenas na festa. No dia seguinte eles iriam, encontrariam os gêmeos. O Thor poderia sugerir que eles dessem um jeito na joia da mente e criar algo semelhante ao visão. E no lugar das cenas de luta, o roteiro desenvolveria ainda mais as relações para que na Guerra Civil, elas existam para serem rompidas.

O que acha Ritter?

Responder
planocritico 21 de janeiro de 2016 - 14:20

Acho que Era de Ultron foi construído desde o início para ser um blockbuster. Não tinha escapatória. O problema foi que Whedon se desentendeu com a Marvel no meio do caminho e erraram na forma como a subtrama ridícula do Thor foi inserida. Acho que Strucker foi mal utilizado e Ultron, um grande vilão, poderia ter sido ainda melhor se a trama não fosse tão exagerada. Mas, no final das contas, é um filme divertido.

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Bicigo 19 de janeiro de 2016 - 00:17

POSSIVEL SPOILER
No final, apesar da linha de histórias principal ser um tanto quanto arrastada, eu gostei da forma como mesclaram vários elementos, como o Galactus,o Coisa no escudo, os thors e a Manopla, além do merecido destaque ao quarteto.A saga cumpriu muito bem seu papel e vou comprar quando chegar aqui.
Mas uma coisa é certa: as histórias do Battlewolrd são bem mais interessantes de se ler.

Responder
planocritico 19 de janeiro de 2016 - 00:24

Sim, concordo. Os vários elementos conhecidos do Universo Marvel usados de forma diferente são sacadas geniais. Mas a coisa para por aí…

Sobre as histórias de Battleworld e Warzone serem melhores que a própria saga, sim, em alguns casos, mas isso mostra que a Marvel focou menos no principal e mais no acessório só para vender mais revistas. É uma pena…

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus 18 de janeiro de 2016 - 23:49

Eu devo ser provavelmente a unica pessoa que odeia essas mega sagas, por dois motivos, o primeiro que normalmente elas se resumem a pancadaria desenfreada e uma trama que eu sempre tenho a impressão de ter sido terminada de forma apressada, apesar disso eu dei uma chance a essa saga, os primeiros numeros são realmente muito empolgantes, mas depois o nivel cai de forma absurda, sendo o que me deixou mais frustrado foi a luta contra um ser onipotente ser resolvida na pancadaria.
Mas enfim eu acredito que vale a pena ler, principalmente por causa de alguns tie-ins, como foi o Renove seus votos do aranha, Guerra Civil e Velho Logan.

Responder
planocritico 19 de janeiro de 2016 - 00:13

SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER SPOILER

Pelo menos nas duas vezes que Destino sai não mão com alguém, primeiro com o Pantera, depois com Reed, há justificativas: T’Challa está usando a manopla do infinito, que iguala a luta e, depois, o Homem-Molecular tira o poder divino de Doom.

Mas, de toda forma, você tem razão: na grande maioria das vezes, tudo se resume a desculpas para pancadarias. Uma pena.

Ainda trarei uns tie-ins de Guerras Secretas aqui para o site, especialmente Velho Logan.

Abs,
Ritter.

Responder
Disqus 7 de março de 2016 - 11:06

sobre tie-ins gostaria de ver uma critica do plano critico sobre renove seus votos

Responder
Disqus 7 de março de 2016 - 11:06

sobre tie-ins gostaria de ver uma critica do plano critico sobre renove seus votos

Responder
planocritico 7 de março de 2016 - 12:34

Vou colocar aqui na lista!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de março de 2016 - 12:34

Vou colocar aqui na lista!

Abs,
Ritter.

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