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Sagas Marvel | Infinity

por Ritter Fan
283 views (a partir de agosto de 2020)

Escrever sobre a mais recente saga da Marvel com alguma profundidade é, sem dúvida alguma, uma tarefa hercúlea, uma que tentei adiar ao máximo possível. O grande problema – ou qualidade, depende – dessa saga é que Jonathan Hickman, seu criador, provavelmente sofre de megalomania e ele talvez tenha conseguido fazer a narrativa de maior escopo que já vi até hoje, talvez com exceção de Crise nas Infinitas Terras, da DC.

Se você não vem acompanhando o semi-reboot da Marvel conhecido como Marvel NOW! conforme publicado originalmente nos EUA, mas somente pela publicação da Panini no Brasil, que acabou de começar, saiba que a crítica que segue conterá inevitáveis SPOILERS. Nada muito gigantesco, pode ficar tranquilo, mas, mesmo assim, se você preferir entrar em estado virginal na leitura do trabalho de Hickman, sugiro parar de ler agora e ficar com esse resumo: essa saga, apesar de alguns soluços aqui e ali, realmente vale a pena e tem potencial de ser game changer no Universo Marvel 616 (o normal), diferentemente da fraca Era de Ultron.

Mas por que eu chamei Hickman de megalômano? Bom, para começar, ele, em preparação à saga, escreveu histórias levemente cruzadas dos dois títulos mais importantes dos Vingadores desde seu recomeço: Avengers, Vol. 5 e New Avengers, Vol. 3.

Em relação ao primeiro título, Hickman saiu enlouquecidamente escrevendo mês a mês, ampliando absurdamente o escopo de atuação e a formação dos Vingadores. Essa preparação levou “meros” 13 números (Avengers, Vol. 5, # 1 a 13), com mais quatro prelúdios propriamente ditos (Avengers, Vol. 5, # 14 a 17).

Em relação a New Avengers, Hickman trabalhou um pouquinho mais devagar, produzindo, ao todo, sete números (New Avengers, Vol. 3, # 1 a 7), entrando em Infinity a partir do oitavo número. É, em poucas palavras, muito material e todo ele de certa forma muito interligado um com o outro.

Assim, para facilitar a vida dos leitores, resolvi contar, em brevíssimas linhas, o que acontece nesses vários números dos dois títulos para, então, entrar na saga propriamente dita. Se você já os conhece, então pule diretamente para o capítulo em que falo sobre Infinity.

Vingadores, Vol. 5, # 1 a 17

Em complicados 17 números, Hickman parte de uma premissa básica: Tony Stark, em conversas com Steve Rogers, conclui que os Vingadores precisam expandir, indo além da formação básica de cinco ou seis heróis. Usando vários exemplos, Stark mostra que o grupo de heróis mais poderoso da Terra passou por um triz em vários momentos, ameaçando nosso planeta desnecessariamente no processo.

Mas, em narração em off, Hickman também deixa evidente que essa mesma sugerida expansão dos Vingadores levaria à derrocada da Terra. Fica essa mensagem apocalíptica permeada por todos os números.

Obviamente, que, não demora muito e a teoria de Stark é colocada a teste. Seres desconhecidos começam a terraformar Marte e os Vingadores partem para lá em sua formação básica: Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Gavião Arqueiro, Viúva Negra e Hulk. Chegando por lá, eles encontram os responsáveis pelas mudanças no planeta vermelho: Ex Nihilo, Aleph e Abyss.

Se um ponto de interrogação se formou sobre sua cabeça, não se espante. São todos genuínas criações de Hickman que está literalmente com a macaca em termos de expansão da lista de vilões e aliados dos Vingadores.

O que acontece? O de praxe: os Vingadores apanham que nem condenados e apenas o Capitão consegue voltar para a Terra. O resultado é evidente: ele chama um exército de super-heróis, muitos deles que já foram Vingadores, outros não. Entram, então, Wolverine, Homem-Aranha (o Superior mesmo), Capitã Marvel, Mulher-Aranha, Falcão, Shang-Chi, Mancha Solar, Míssil, Manifold, Smasher, Capitã Universo e Hyperion.

Eles todos, juntos, conseguem reverter o quadro, mas Ex Nihilo acaba conseguindo contaminar a Terra com catalisadores planetários e os heróis têm, então que se dividir em grupos que se espalham por toda a superfície do planeta. Depois de um longo processo, que envolve até o Alto Evolucionário, a Terra Selvagem, a criação de novas raças em nosso planeta e a I.M.A., além do nascimento de Night Mask e da reutilização de Starbrand, herói oriundo do New Universe, de Jim Shooter, criado por ocasião dos 25 anos da Marvel, tudo mais ou menos fica sob controle.

A moral da história é que Ex Nihilo e Abyss representam a vida e a morte e Aleph é um robô muito poderoso que tem como missão manter os dois na linha. No entanto, os três foram criados pela raça mais antiga do universo, filhos diretos da entidade Universo (que povoa o corpo da Capitã Universo), chamados de Builders, ou Construtores, que se dividem entre Creators (Criadores) e Engineers (Engenheiros). Night Mask é uma criação de Ex Nihilo, uma espécie de filho que descobre que sua missão é ajudar os terráqueos e Starbrand é uma espécie de arma de defesa planetária. Entenderam? Nem eu, mas isso não importa muito. O que vale é o cenário geral que determina que o universo está morrendo.

Novos Vingadores, Vol. 5 # 1 a 7

Os Novos Vingadores são formados pelos Illuminati, ou seja, os auto-intitulados mais importantes heróis do Universo Marvel: Professor X (falecido, pelo momento, em Vingadores vs X-Men), Doutor Estranho, Senhor Fantástico, Pantera Negra, Raio Negro, Namor e Homem de Ferro. O Capitão América também faz parte do grupo no início, mas sua moral inabalável acaba sendo premiada com uma memória devidamente apagada pelos demais e sua substituição pelo Fera, que literalmente entra de gaiato no navio. Cada um deles é detentor de uma Joia do Infinito que, juntas, formam o poder maior do universo.

Mas a grande razão da nova reunião do grupo, que é convocada por T’Challa, o Pantera Negra, é que ele dá de cara com um outro universo (sim, isso mesmo!) se chocando com o nosso, tendo como ponto focal, claro, nosso pequeno planeta azul. No processo, ele tem que enfrentar seres que querem liquidar com a Terra liderados por uma bela mulher albina chamada Cisne Negro (não, nenhuma relação com Aronofsky), outra criação de Hickman, que fala na misteriosa ameaça de Rabum Alal.

Devidamente capturada e com os Illuminati convocados, ela passa a ser interrogada e, aos poucos, vamos entendendo que esse choque de universos só pode ser retardado se uma das Terras que estiverem para se destruir seja explodida antes. Em outras palavras, os Illuminati, para salvar nosso planeta, têm que repetidamente cometer genocídios dimensionais. Haja peso para esses ombros, não?

Ao tentar cometer o primeiro genocídio com as Joias do Infinito, os Illuminati são bem sucedidos, mas perdem as joias, pois elas aparentemente se autodestroem, com exceção de uma, a Joia do Tempo. A alternativa às joias, então, passa a ser bombas de antimatéria que os heróis, então, não tardam a construir, tornando-se, literalmente, a maior ameaça que a Terra pode ter.

Infinity

Ufa! Conseguiram me acompanhar até aqui?

Pois bem.

Reunindo as duas linhas narrativas, Hickman, então, monta a saga Infinity tendo como linha mestra uma publicação própria, de seis números, que precisa ser lida de forma intercalada com os outros dois títulos. A ordem exata é:

Infinity # 1, Avengers # 18, New Avengers # 9, Infinity # 2, Avengers # 19, New Avengers # 10, Infinity # 3, Avengers # 20, Infinity # 4, Avengers # 21, New Avengers # 11, Infinity # 5, Avengers # 22, Avengers # 23, Infinity # 6 e, finalmente, New Avengers # 12.

Trata-se, assim, de um legítimo crossover em que as três publicações são absolutamente essenciais para o entendimento do que está acontecendo. Há, ainda, os famosos tie-ins, mas esses são completamente inúteis para a saga e podem ser literalmente ignorados (e serão, na presente crítica).

Tudo começa a 60 mil anos-luz da Terra, na Galáxia Dourada, no planeta Galador, lar dos Cavaleiros Espaciais (lembram deles?). Os Builders soltam “jardineiros” (seres como Ex-Nihilo) e Alephs contra o planeta e mesmo a defesa dos Cavaleiros não conseguem impedir a destruição de seu lar. Corta para a Terra e vemos o Capitão e o Gavião Arqueiro enfrentando Skrulls na Terra, disfarçados em Palermo, Itália. Eles estão fugindo da mesma ameaça que levou ao fim de Galador.

Aos poucos, os Vingadores vão percebendo que alguma raça vem sistematicamente aniquilando sistemas planetários inteiros. Ajudados por Ex-Nihilo, os Vingadores, então, partem para o espaço para tentar deter a ameaça que parece rumar para a Terra.

Como se a aniquilação do Universo já não fosse o suficiente, entra Thanos. Sim, o titã louco que tem como amante a própria Morte volta para a Terra – agora sem a proteção dos Vingadores – para descobrir, entrando na mente de Raio Negro, onde estão as Joias do Infinito. Começam a perceber com Hickman faz as narrativas convergirem?

Em termos galácticos, temos os Vingadores juntando-se ao Império Sh’iar, ao Império Skrull, ao Império Kree e ao Aniquilador em uma gigantesca campanha interplanetária contra os todo-poderosos Builders. Em termos terráqueos, temos Thanos atrás de suas Joias do Infinito e de um misterioso “tributo”, tendo como ponto chave o Rei dos Inumanos, Raio Negro que, por sua vez, também tem um plano misterioso em conluio com seu irmão maluco Maximus.

Assim, cada título desenvolve sua própria linha narrativa – galáxia de um lado, Terra do outro – enquanto que o título Infinity reúne e alavanca as duas linhas ao mesmo tempo. Tudo funciona muito bem, mas o entendimento completo do que está acontecendo tanto de um lado quanto de outro exige paciência e, talvez, Ph.D em astrofísica, duas qualidades que me faltam.

De toda forma, é refrescante ver uma ameaça intergaláctica que efetivamente retire os Vingadores de seu trabalho na Terra e coloque-os ao lado de ex-inimigos e aliados também super-poderosos. As últimas duas sagas intergalácticas, Aniquilação e Aniquiliação: Conquista eram, as duas, muito fechadas em si mesmo e envolvendo apenas os heróis cósmicos da Marvel (Nova, Guardiões da Galáxia, Adam Warlock e outros). Infinity, por seu turno, envolve um grande número de Vingadores, mas não os heróis cósmicos, o que é estranho, mas compreensível.

Com isso, Hickman consegue seu objetivo, que parece ser restabelecer os Vingadores como seres de atuação intergaláctica, claramente caminhando em linha com o raciocino de expansão que Tony Stark menciona no primeiro número de Vingadores, Vol. 5.

Mas a saga tem seu problemas, claro.

O primeiro deles se chama motivação. Tanto a motivação dos Builders como a motivação de Thanos não ficam claras, pelo menos não dentro da própria saga.

Os Builders querem destruir a Terra para impedir a destruição do universo, mas, aparentemente, no processo, precisam também destruir uma penca de outros mundos, matando trilhões. É esporte? Diversão? Ou eles querem mesmo irritar o maior número possível de impérios e seres super-poderosos para terem menos chance de ganhar? Afinal, se eles fossem direto para a Terra, duvido que os Skrulls ou mesmo os Sh’iar se opusessem.

Thanos usa as Joias do Infinito como engodo, pois seu objetivo primário é achar e matar esse tal “tributo”. Vou revelar aqui quem ele é, mas aviso, novamente, que é SPOILER dos grandes. Trata-se de seu último filho, um meio-inumano chamado Thane. Um médico pacato que salva vidas até que as Névoas Terrígenas soltas por Raio Negro no mundo todo o transforme na encarnação da morte.

Acontece que não fica claro o porquê de Thanos querer matar seu último filho. Ele apenas quer e ponto final.

Outro problema está justamente nas Névoas Terrígenas. Raio Negro tem um plano mirabolante, que inclui a destruição completa de Attilan (que cai sobre Nova Iorque) e o fingimento de sua morte. Por que ele solta as Névoas por todo o mundo, catalisando alterações genéticas nos humanos que têm um pouco de DNA inumano? Também não fica claro.

A razão editorial para isso, porém, é muito clara: os direitos cinematográficos dos mutantes não estão com a Marvel, mas sim com a Fox. Assim, a Marvel não pode fazer filmes com mutantes e a saída clara é usar algo parecido, os Inumanos.

Onde é que isso vai dar em termos narrativos e cinematográficos, não faço ideia, mas a questão é que Infinity, apesar de seu gigantesco tamanho, escopo e ambição, parece ser apenas a ponta do iceberg para planos muito maiores da Marvel, planos esses que já engataram na próxima saga, batizada de Inhumanity, que lidará com as transformações iniciadas pelas Névoas Terrígenas. Fica aqui meu desejo nerd de ver uma ligação próxima com a clássica trilogia de sagas X – Terra X, Universo X e Paraíso X – que trata justamente desses efeitos.

De outro lado, provavelmente também teremos uma sensível expansão no alcance dos títulos dos Vingadores, com a formação de diversas equipes diferentes com atuação tanto dentro como fora da Terra.

É, Hickman e a Marvel definitivamente têm um plano e um plano capaz de modificar a dinâmica do Universo Marvel. Infinity parece ser um teaser de vindouros eventos. Normalmente gosto de mudanças quando elas fazem sentido e esse parece ser um desses casos. Mas só o tempo dirá se estou certo.

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11 comentários

Lucas Casagrande 17 de janeiro de 2020 - 13:59

Essa saga é meio que um prepara terreno pra Guerras Secretas de 2015 né ?

Não li ela mas pergunto pq li o começo de Novos Vingadores e lá serve demais também para o que eu li em Guerras Secretas

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2020 - 14:51

De certa forma, sim.

Abs,
Ritter.

Responder
pabloREM 3 de julho de 2019 - 13:50

Gosto muito do trabalho do Hickman, desde Guerreiros Secretos. Essa saga chegou a sair encadernada no Brasil? Já li mas quero tê-la completa num pacote só.

Responder
planocritico 4 de julho de 2019 - 17:30

O Hickman é sensacional.

Sobre encadernado da saga aqui no Brasil, sim, saiu um em 2017 pela Panini.

Abs,
Ritter.

Responder
Ms. Marvel – Nada Normal: Novo encadernado da Panini | 2 de fevereiro de 2016 - 16:53

[…]   A nova Ms. Marvel é uma adolescente muçulmana e americana, que mora em Nova Jersey nos Estados Unidos. Ela adquire seus poderes após uma Bomba Terrígena ser destruída pelo Raio Negro ao final da saga Infinito. […]

Responder
Sara Graciana 26 de janeiro de 2016 - 01:48

Olá! Você poderia me tirar uma dúvida? Sou leitora iniciante de hqs e quero muito ler essa saga. Mas não entendi uma coisa: eu devo ler Vingadores Vol 5 e novos vingadores vol 5 antes de iniciar a leitura da saga?
E outra coisa, a ordem que vo e disse que devem ser lidas (intercalando com outros dois volumes). Seriam esse volumes já citados? Por que se sim, não entendi rs tanto Vingadores vol 5 como Novos Vingadores vol 5 não vão somente até o #13 e #17, respectivamente?

Obrigada

Responder
planocritico 26 de janeiro de 2016 - 11:31

@saragraciana:disqus, como vai? Se você é leitora iniciante e se interessou por Infinito, sugiro fortemente que leia:

Vingadores Vol. 5 #1 a 17
Novos Vingadores Vol. 5 # 1 a 7

Depois, leia a saga na ordem que mencionei.

Os números devem estar te confundindo, pois usei a ordem de publicação nos EUA, pois, quando fiz a crítica, as revistas não haviam sido publicadas no Brasil. Por aqui, os “mixes” de revistas volta e meia reúnem um, dois ou até mais números das publicações originais.

Tem que pesquisar bem antes de começar, para ler os números corretos. Apenas lembre-se que esses dois títulos – Vingadores e Novos Vingadores – são os escritos pelo Jonathan Hickman.

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Navarro 28 de março de 2015 - 21:54

Que quadrinho antecede os acontecimentos de infinity ??

Responder
planocritico 29 de março de 2015 - 04:17

@disqus_jD924gOpsb:disqus, está lá na crítica em detalhes: Vingadores, vol. 5 #1 a 17 e Novos Vingadores, vol. 5 #1 a7.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Faria 9 de maio de 2014 - 00:37

Acabei de ler a saga e tenho duas coisa para dizer. Primeiro, estou bastante cansado… foi muita coisa. O que me deixou um pouco chateado sair caçando a cronologia e ler tantas hqs… muitas hqs. Aí entra a segunda coisa que tenho a dizer…

Uau! Foi uma história envolvente. Fiquei sempre me perguntando o que acontecerá na próxima revista, o que me levou a devorar uma hq atrás da outra. Li um conjunto de tudo que curto na Marvel. Inumanos, Thanos, o Conselho Galáctico (!!!). Foi realmente uma história bastante empolgante. Faz tempo que não leio uma saga grande e “bem escrita”. Com cenas que ficarão na minha cabeça por algum tempo. ^^

Agora precisa comentar o “bem escrita”. De fato, a crítica tocou em pontos realmente peculiares dessa saga maneira. Não ocorreu muito esclarecimento da motivação dos antagonistas. Ok… Thanos não precisa realmente de motivação… mas preparar toda uma invasão para matar o filho e no momento que possui a oportunidade, prefere ficar regozijando diante dos tapas entre os vingadores e seus subalternos. Éééééé… é… ele é Thanos. Eu até aceito esse comportamento dele… mas não consigo imaginar como diabos ele conseguiu fazer filhos com a mesma faixa de idade – suponho eu, devido ao ‘tributo’ revelado lá diante do Raio Negro, e demonstrado que foi solicitado em outros mundos também – e em vários cantos do universo! Nossa… é o verdadeiro p**a das galáxias.

Agora sobre os Builders me ocorreu três incômodos. O primeiro foi sobre a controvérsia disputa de divino x científico. Tudo pareceu SOMENTE científico, enquanto em outros pontos do universo Marvel, a criação parece ser algo muito mais divino (One Above All, por exemplo). Mas já estou acostumado ao “cientificamento”. Isso nem é de fato algo ruim… só importa quando o assunto é coerência.
O segundo incômodo foi o fato deles parecerem muito BURROS! Sei lá… seres com a idade mais antiga que a posição certa de defecar não conseguem lidar com simples estratégias. Por que diabos esperar TODOS do universo se unirem e preparar um contra-ataque em massa? Ah, porque nós queremos ensinar algo. A aula de hoje é sobre como vencer uma guerra: Concentre-se no seu objetivo! Até no sexo isso funciona!!! Mas aí entramos no terceiro incômodo… Por que a Terra? Eles consideraram a Terra um câncer e precisava ser destruída. Vamos ver… que tal mandar um Ex Nihilii discretamente, sem ninguém perceber (teleporte?), fazer uma daquelas paradas que fizeram na segunda edição da Infinity, naquele planeta com uns “Skrulls azuis e magrelos”. A terra seria destruída. E os builders poderia voltar a jogar Age of Empires em paz. ^^

De qualquer forma… eu ADOREI essa saga. Muito boa, com consequências fabulosas (espero) e os personagens estavam bem representados (CAPITÃO!!!). Agradeço pela sugestão, Ritter. Foi uma ótima leitura.

Valeu pela crítica. Como você avisou dos spoillers, decidi ler somente depois que terminasse, e vim comentar o que achei. =D

P.S.: lembrei agora de outro coisa que achei doideira… Anão Negro? Próxima Meia-Noite? Supergigante? Que diabos de nomes horríveis. XD

Responder
planocritico 9 de maio de 2014 - 10:02

Uau, Leandro, você é MUITO rápido! Não é à toa que está cansado. Essa saga é pesada, talvez a mais densa que já tenha lido. Mas que bom que você gostou. E realmente, é a primeira saga efetivamente relevante em muito tempo e que dá papéis de destaque para heróis sem muitos super-poderes, como o Capitão América.

Mas é claro que ela é cheia de “não-explicações” que, suspeito, virão agora, com os títulos galácticos dos Vingadores, como Avengers World e também em Inhumanity. Teremos que esperar para ver se o plano de Hickman é mesmo redondo.

Agora, você está absolutamente certo sobre os nomes. São terríveis mesmo. Supergigante eu tive que deixar de ler por um tempo para parar de rir… :- )

Abraços e até a próxima saga! – Ritter.

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