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Crítica | Lost – 6ª Temporada

por Ritter Fan
1179 views (a partir de agosto de 2020)

Eu tinha esperanças que Lost seria encerrada de uma forma minimamente competente e que seus roteiristas iriam usar toda a última temporada, formada por 17 episódios, sendo que o último duplo e mais um epílogo curto, de 11 minutos, para criar alguma coesão à série. O que vi, porém, apesar da razoavelmente boa quinta temporada, foi um fracasso total de uma fórmula que começou bem, desandou no meio e se dilui completamente em seu último capítulo.

Lost tem como foco os mistérios da ilha. É bem verdade que as histórias de cada personagem são igualmente tratados em flashbacks, até o ponto de conhecermos cada um deles na vida que tiveram antes de chegar à ilha. As temporadas posteriores continuaram usando a técnica de flashback para equilibrar entre novos mistérios apresentados e personagens. Acontece que novos personagens iam sendo apresentados e novos flasbacks se tornavam necessários.

Aí chegou o momento dos flashforwards, inteligente jogada dos roteiristas que acabou dando nova vida à série que já estava confusa demais, ampla demais, diria, até, arrastada demais. Na quinta temporada, os roteiristas trataram de misturar flashbacks com flashforwards, brincando razoavelmente bem com o principal elemento daquela temporada: a viagem no tempo.

Assim, o pessoal da produção de Lost, especialmente os roteiristas, devem ter achado que era obrigação deles apresentar alguma coisa nova na sexta e última temporada. A grande jogada deles foi, então, criar o que eles batizaram de flashsideways (ou sideflash), em que dois universos paralelos são mostrados ao mesmo tempo: um é o universo que já estávamos acostumados na ilha e o outro é o universo do que aconteceria se o voo Oceanic 815 nunca tivesse caído. Esse universo paralelo é resultado direto do final da temporada anterior e até faria algum sentido se ele impulsionasse de verdade a história e se fosse menos utilizado como uma forma de esticar a última temporada até o limite.

No final das contas, o foco da sexta temporada é a misteriosa “fumaça negra” e ela serve de linha mestra para a tentativa de resolução de vários mistérios, especialmente quem é Jacob e o homem de preto, esse último apresentado brevemente no final da temporada anterior.

Mas os roteiristas fracassaram vigorosamente, pois passaram a não só apresentar novos personagens (Dogan, por exemplo), como novos locais (o templo, por exemplo) e novos mistérios (a luz, por exemplo). Além disso, passam a simplificar determinados mistérios sem explicá-los. Apenas dizem que é assim e pronto, sem maiores detalhes. De ficção científica, que achei que seria o caminho em vista do que acontece na quinta temporada, eles pulam para a total fantasia, sem maiores cerimônias e quase que inteiramente negam a utilidade das viagens no tempo que vimos antes.

E no gênero fantasia, vale tudo mesmo, muito mais do que na ficção científica que, por mais absurda que seja, deve ter algum pé na realidade e seguir uma lógica interna. No gênero fantasia, fica fácil dizer que é por que é e pronto, ninguém discute. É basicamente isso o que acontece nessa temporada em que a tal “luz” – que, aliás, é introduzida bem lá na frente, quase que como um último desespero para arrumar um fiapo de explicação para as propriedades especiais da ilha – é apenas uma luz, sem que ninguém se digne nem a inventar alguma coisa sobre ela.

Daí em diante, a coisa passa a ser metafísica e cheia de simbolismos furados, exatamente para permitir que os roteiristas se safassem da confusão que eles criaram desde a primeira temporada. Basta ver que, apesar de calcada fortemente em mistérios até bem interessantes em seu começo, eles são em tese todos resolvidos na base da preguiça: é tudo metáfora, o que vale é a jornada, não a explicação e balelas do gênero.

Senti-me completamente enganado por esse final fraco, chato e arrastado que exige que basicamente esqueçamos tudo que veio antes. É uma temporada para rever os personagens que morreram (todos reaparecem no tal universo paralelo) para o deleite dos fãs que, depois de ficarem seis anos amarrados na TV, sentem vergonha de dizer que a temporada final é um lixo.

Quem não viu a sexta temporada pare de ler, pois, a partir daqui, há SPOILERS. Pule para o último parágrafo se não quiser saber nada.

Eu avisei.

Outra coisa que me deixou muito chateado foi a ginástica do roteiro para provar ao telespectador que tudo havia sido pensado dessa maneira desde o inicio. O exemplo mais cretino disso foi o episódio 15, Across the Sea, em que finalmente vemos, em flashback, a origem de Jacob e do homem de preto. Os dois nascem de uma náufraga que é subsequentemente morta pela guardiã da ilha. A guardiã cuida dos dois meninos como se mãe deles fossem, preparando-os para que um deles um dia a substitua na tarefa.

No entanto, a guardiã não sabe o que guarda (além de ser uma luz) e o roteiro ignora completamente coisas como: de onde vem o poder de imortalidade e outros da guardiã. Como Jacob ganha os vários poderes que viria a mostrar mais tarde? O que exatamente é a fumaça negra? Seu irmão, o homem de preto ou a encarnação do mal puro? De onde vêm as construções da ilha como a estátua com quatro dedos e o farol que localiza pessoas? Isso tudo é convenientemente deixado de lado, pois simplesmente não há explicação e os produtores de Lost, então, passaram a vender para o público bobão que a explicação não é importante, ao passo que, lá no começo da série, cansaram de dizer que tudo seria explicado.

Mas nesse episódio, os roteiristas fazem questão de colocar cenas que se remetem diretamente aos primeiros episódios da primeira temporada, em que Jack acha dois esqueletos lado a lado e um saquinho contendo duas pedras. A impressão que passa para o espectador que quer muito gostar da série é de “Uau, os roteiristas são gênios”. O que aconteceu na verdade, porém, foi que os roteiristas viram o que fizeram, inventaram uma história tresloucada, completamente sem pé nem cabeça e deram um jeito de encaixar no que vimos no começo da série.

E o que é aquela pedra que serve de rolha para o poço de onde sai a luz misteriosa. O coitado do Desmond vai para lá como se soubesse o que faz e quase destrói a ilha no processo. Aí, é só colocar a rolha de novo no lugar que tudo se resolve? WTF?

E, como se isso não bastasse, depois, já no finalzinho do último episódio, temos aquela explicação do pai de Jack no sentido de que não havia um passado, presente ou futuro na capela da igreja onde eles estavam, que foi “construída” para todos se encontrarem ali, pois o tempo em que os personagens passaram juntos foi o mais importante da vida deles. Raios. O que isso pode significar? Eu sei! Que nós, espectadores, somos muito otários mesmo…

É meio que aquela velha história da Roupa Nova do Rei, em que o tal costureiro real fala para o rei que a inexistente roupa que costura para sua excelência é magnífica, ao ponto de o rei e seus súditos acreditarem. O rei está nu!

FIM DOS SPOILERS

A última temporada teria sido melhor se tivesse apenas cinco ou seis episódios, talvez menos ainda. Com 17 (18, na verdade), cada episódio foi um suplício, a arte da enrolação em sua manifestação máxima, sendo os sideflashes o ponto alto dessa nefasta arte. Se era para nos enganar, pelo menos poderiam ter sido cavalheiros o suficiente fazendo isso rapidamente, sem muito sofrimento.

Lost – 6ª Temporada (Idem | EUA, 2009-2010)
Criador(es):
 Damon Lindelof, Jeffrey Lieber, J. J. Abrams
Diretores: Jack Bender, Stephen Williams, Paul Edwards, Tucker Gates, Bobby Roth, Mario Van Peebles, Daniel Attias, Stephen Semel
Roteiristas: Damon Lindelof, Carlton Cuse, Edward Kitsis, Adam Horowitz, Elizabeth Sarnoff, Graham Roland, Melinda Hsu Taylor, Greggory Nations
Elenco: Matthew Fox, Terry O’Quinn, Evangeline Lilly, Jorge Garcia, Naveen Andrews, Josh Holloway, Daniel Dae Kim, Yunjin Kim, Michael Emerson, Ken Leung, Henry Ian Cusick, Emilie de Ravin, Jeff Fahey, Nestor Carbonell, Elizabeth Mitchell, Dominic Monaghan, Jeremy Davies, Ian Somerhalder, Rebecca Mader, Harold Perrineau, Cynthia Watros, Michelle Rodriguez, Maggie Grace, L. Scott Caldwell, Sam Anderson, Alan Dale, Sonya Walger,  Mark Pellegrino, Titus Welliver, John Terry
Duração: 43 min. (em média) cada episódio – 18 episódios na temporada.

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60 comentários

IGOR RAFAEL SILVA DE SOUZA 28 de junho de 2020 - 01:01

Ah, sem falar do pioneirismo dessa série também e, como ela foi utilizada como inspiração para outras obras que se repetiram ao longo desses anos todos..
Vamo ver como Dark por exemplo vem contar uma história diferente usando temas idênticos. hahaah bora vê se eles conseguem contar uma história minimamente legal.

Responder
IGOR RAFAEL SILVA DE SOUZA 28 de junho de 2020 - 00:53

Eu fui ler os comentários dessa crítica e vi que não vale a pena tentar convencer o Ritter a gostar da série mesmo. kkk
Mas de qualquer forma vou expor minha opinião e corrigir alguns pontos da tua crítica do Ritter, porque seria uma tremenda injustiça eu ler esses pontos e não dizer pra ti que tu estais errado em tuas análises. sem falar que tua análise é um tanto superficial, haja vista que tu faz uma crítica apenas das temporadas finais, deveria fazer de todas as temporadas, tal como nosso amigo Iann. mas enfim.
Primeiro que o foco de lost não é nos mistérios na ilha como tu havias dito, é nos personagens, e isso fica evidente logo na primeira temporada quando a gente vê os flashbacks, e com o passar da série a gente vê um ótimo desenvolvimento desses personagens. e posteriormente nas últimas temporadas, os plot twist’s.
Acho que a sacada dos diretores de usar no final os sideflashes foi genial e, vou dizer mais pra frente o porquê.
Segundo, quem que se preocupa se todas as questões levantadas na série foram respondidas? kk. As principais foram, e isso é o que importa. Até porque os criadores da série deixaram muito claro desde a primeira temporada que iria se tratar de ficção científica, religião e fantasias/misticismos. A 2 temporada então, é um prato cheio desses aspectos. A série nunca negou as viagens no tempo, muito pelo contrário, foi de suma importância para entender os futuros acontecimentos na ilha relacionados ao espaço/tempo. Não é uma série arrastada, mas concordo que 6 temporadas tendo 20 poucos episódios de 40 min.. pesa na hora de se escolher uma série para assistir, mas no final da contas, é igual o irlandês, magnífico, vale a pena aquelas 3 horas de filme.
E como eu disse, parece que solucionar questões como estátua, farol, não é tão importante assim, não faz diferença na qualidade da obra. Pelo menos essas não.
E por último, como eu disse no inicio, a serie é sobre os personagens, você acompanha bem de perto a construção de cada um, as decisões que eles tomaram, quem eles foram, com se sentiam, como se sentem na ilha, como a vida deles era uma droga e etc. A relação entre a vida de cada um deles, entre eles mesmos e a ilha é espetacular, por isso a 6 temporada se faz necessário perfeitamente como foi criada, inclusive no que se refere aos sideflashes, pois no decorrer da série você cria um apego tão forte com os personagens, que aquela cena final entre jack e o pai dele explicando tudo, é como um orgasmo de… sei lá, 5 minutos kkk
Enfim, tem tanta coisa para falar mas já chega, basta dizer que a obra é, fantástica.. Aborda tantas questões interessantes, física, eletromagnetismo, filosofia, os nomes que foram dados aos personagens e a relação deles com a realidade como o Daniel Faraday por exemplo, jonh Locke e outros. Parte da história sendo criada e contada utilizando como base, outras referências grandiosas de livros, artistas e etc. Tudo Tudo é quase perfeito.
Uma das melhores que já vi e amo demais. ahh.. o pior episódio pra mim é o ”exposed” Tenho que concordar que esse ponto de incluir novos personagens não foi muito bom e se mostrou ser um problema as vezes.. Simplesmente não teve nada a ver incluírem o Rodrigo Santoro e aquela mulher lá tal de Nikkie.

Enfim, lamento pelos que não gostaram do final..

Abraço e sucesso.

Responder
Lucas Casagrande 25 de maio de 2020 - 19:27

Excelente critica, concordo demais com vc, esse foi o meu sentimento

Lost foi uma das maiores decepções da minha vida se tratando de séries hahhhaa, GOT vem logo depois

Responder
planocritico 25 de maio de 2020 - 20:37

He, he. Essa minha crítica é velhinha, coitada. De uma época em que eu ainda usava caneta tinteiro. Nosso crítico Iann está trazendo críticas mais completas da série e ele tem uma visão radicalmente contrária da minha sobre Lost!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Casagrande 26 de maio de 2020 - 07:40

Minha opinião sobre Lost é bem formada já tem tempo, acompanhei a série em tempo real desde a quarta temporada ( as 3 primeiras eu maratonei assim que a quarta saiu ao ar ) mas vai ser legal ler outro ponto de vista

Responder
planocritico 26 de maio de 2020 - 14:59

Minha opinião também é bem formada e estabelecida sobre Lost. Eu mesmo estou curioso para ver a opinião do Iann na medida em que as temporadas vão passando.

Abs,
Ritter.

Responder
SUPRAMATY 4 de maio de 2020 - 20:21

Entendo que muitos se sentiram enganados. Eu assisti na sequência depois que o hype da série baixou e veio Game of Thrones. Maratonar ela te dá aquela sensação de “Tem seu pontos positivos, e seu negativos. Mas não é de toda ruim como falam”.

‘Across the Sea’ foi para mim o pior episódio. Já não gostava da introdução do Jacob, e de repente vão lá e colocam um povo escondido que não faz mais sentido -no fim não tiveram muita serventia só para dar aquela sensação momentânea de que iria comer o cool do Sawyer.

E como escrito, a quinta é razoavelmente boa, mas infelizmente todos os personagens tomam decisões erradas a temporada inteira. O único personagem em que os roteiristas acertaram foi no Jack, pois esse sempre dizia que já tinha tomado as mesmas escolhas que os outros e deu no que deu. No fim se percebe que os produtores estenderam para chegar na sexta e última.
A season finale dessa última poderia ter encerrado legal com aquela referência do Jack no Ep.Piloto, mas ainda estragam com a cena da capela -é cafona demais.
Ao todo eles não deveriam ter introduzido Jacob e nem ter feito essa temporada.

Responder
planocritico 4 de maio de 2020 - 21:08

@supramaty:disqus , a partir do dia 23/05, começaremos a trazer novas críticas por temporada de Lost, para substituir essas antigas que fiz quando eu ainda usava caneta tinteiro e polainas. Mas será outro redator, um que tem a tendência de gostar da série, ou seja, o contrário da minha pegada! Só aguardar!

Abs,
Ritter.

Responder
Wander Santos 21 de maio de 2019 - 23:45

Terminei agora de rever a série, que eu amava, e como essa temporada é sofrido! Aliás, já vi em muitos lugares isso é é a verdade, as temporadas ímpares do show são as melhores l! A primeira é sensacional, a terceira é o ápice e a quinta com o lance de viagem no tempo é muito boa! Prefiro fingir que acabou ali! Assim como Got acabou na sexta

Responder
planocritico 29 de maio de 2019 - 19:19

O grande problema de Lost para mim é seu tamanho. Uma série interminável, com episódios demais por temporada. E esse final é frustrante, de fato.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de maio de 2018 - 03:49

Pois é…

– Ritter.

Responder
Gabriel 9 de novembro de 2017 - 22:24

Cara, que serie chata. A primeira temporada foi um horror de enrolação, 24 episódios pra que? Black Mirror, Game of Thrones, Vikings, tudo serie de muita qualidade e com poucos episódios que compensam. Parei de ver no inicio da segunda temporada, não aguentei mais a tortura :(. Enquanto The Walking Dead foi uma serie que me cativou muito e fez eu ver 90 episódios em menos de um mês, até ver episodio de novo eu vejo, Lost não me cativou, só me fez perder tempo. Bom, é a vida…

Link de minha web serie escrita (Ainda não finalizada): https://gabrielfirmino.blogspot.com.br/2016/09/missoes-episodio-1.html

Responder
サイラス 26 de outubro de 2017 - 13:42

Pra mim, foi a pior de todas

Responder
luan 28 de outubro de 2017 - 08:17

Blz Cada um com seu gosto que pena que vc não aproveitou a série como os que gostaram

Responder
Joaquim Filho 15 de junho de 2017 - 15:57

Foi bem isso aí mesmo. Eu comecei a acompanhar a série desde 2005 e, à medida que a história ia “progredindo”, eu ia percebendo que eles não iam dar uma explicação coerente pra nada. Mas uma coisa me mantinha apaixonado pela série: os personagens. Todo ano eu revejo a série todinha, só pra rever os personagens. E cada vez que eu revejo, eu descubro novos furos na história. Mas aqueles atores e as histórias dos personagens são fascinantes. Se tivessem colocado aqueles atores e aqueles personagens nas mãos de alguém que não fosse tão enrolado e sem comprometimento com a lógica quanto Lindelof, teríamos tido a melhor série de todos os tempos.

Responder
planocritico 15 de junho de 2017 - 17:37

@joaquim_filho:disqus , realmente tem uns personagens muito bons e muito bem explorados. Acho que o grande problema com a série foi seu sucesso quase que imediato, que acabou alterando os planos inciais e expandindo a série para além do que deveria ir…

Abs,
Rtiter.

Responder
Anônimo 22 de abril de 2017 - 19:17
Responder
planocritico 22 de abril de 2017 - 20:03

@disqus_ZMtFC1obwd:disqus , eles tinham um plano mais ou menos alinhavado. Aí o negócio fez um sucesso estrondoso e eles expandiram a série até não poder mais e não sobrou muita coisa no final… Uma pena…

Abs,
Ritter.

Responder
JC 18 de agosto de 2016 - 00:32

Tava lendo a crítica do Night Of e parei aqui…exatamente o mesmíssimo pensamento que eu tive de Lost. Lembro de ver o último episódio e ir dormir COM RAIVA do final pavoroso que foi.
Muito fácil jogar uma porcarada de mistérios para nunca serem desvendados.
O episódio de Desmond na quinta temporada, me fez ter esperança que ia tudo melhorar…mas acabaram até com ele.
Seira fantásticos se seguissem aquela ideia.

Final pavoroso, série que nunca mais quero ver na vida.

Responder
planocritico 18 de agosto de 2016 - 12:27

@JCnaWEB:disqus , assim como você, eu cheguei realmente a ter esperanças de um final minimamente coerente. Mas o resultado foi esse, infelizmente…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de agosto de 2016 - 12:27

@JCnaWEB:disqus , assim como você, eu cheguei realmente a ter esperanças de um final minimamente coerente. Mas o resultado foi esse, infelizmente…

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Moreira 23 de maio de 2018 - 18:14

exatamente o que fiz me xinguei pelo tempo que perdi assistindo os episodio anteriores que por sua vez eram ate bons

Responder
JC 18 de agosto de 2016 - 00:32

Tava lendo a crítica do Night Of e parei aqui…exatamente o mesmíssimo pensamento que eu tive de Lost. Lembro de ver o último episódio e ir dormir COM RAIVA do final pavoroso que foi.
Muito fácil jogar uma porcarada de mistérios para nunca serem desvendados.
O episódio de Desmond na quinta temporada, me fez ter esperança que ia tudo melhorar…mas acabaram até com ele.
Seira fantásticos se seguissem aquela ideia.

Final pavoroso, série que nunca mais quero ver na vida.

Responder
luan 2 de julho de 2016 - 02:13

Lost de todas as séries que eu assisti foi uma das melhores, e vc reclama de perguntas que a série não respondeu sendo que são perguntas sem importancia que em nenhum momento iriam favorecer a série por exemplo o carro que eles encontram foi explicado mas depois ele foi usado para fins importantes, e se parassem para explicar essas coisas estariam reclamando da enrolação que foi exatamente o que aconteceu na 5 temporada que pra mim foi a pior justamente por usar um episódio inteiro para responder coisas e se esquecendo do entretenimento. não é justo dizer que nos fizeram de otário pq é uma das únicas séries que trata o telespectador com respeito pq hoje em dia muitos filmes e séries vc só coloca piadas e explosões e as pessoas batem Palma para tela, e não tinha como dar mais explicações científicas para o que estava acontecendo mais, justamente pq os únicos que tinham capacidade para responder já tinham morrido na série então o foco acaba se tornando sair da ilha, lost foi criativo e provou que podemos criar estórias sem limites do que a mente pode oferecer e que sempre terá pessoas que preferem o clichê ou apenas começam a entrar numa crise onde só assistem coisas que tenham explicações científicas.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:50

Acho simplesmente muito conveniente não esperar nenhum tipo de explicação, por mais simplista que seja, para varrer para debaixo do tapete os diversos problemas desta série. Os showrunners introduziram linhas e elementos narrativos que simplesmente desaparecem sem maiores comentários e sem efetivamente fazer a trama maior andar. Se pegarmos Lost como um todo, dá para resumir a série em 15 episódios. O resto é pura enrolação com a inserção de “mistérios” para enganar o espectador. Não espero explicação para tudo, mas espero coerência. Lost não me entregou isso.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:50

Acho simplesmente muito conveniente não esperar nenhum tipo de explicação, por mais simplista que seja, para varrer para debaixo do tapete os diversos problemas desta série. Os showrunners introduziram linhas e elementos narrativos que simplesmente desaparecem sem maiores comentários e sem efetivamente fazer a trama maior andar. Se pegarmos Lost como um todo, dá para resumir a série em 15 episódios. O resto é pura enrolação com a inserção de “mistérios” para enganar o espectador. Não espero explicação para tudo, mas espero coerência. Lost não me entregou isso.

Abs,
Ritter.

Responder
luan 2 de julho de 2016 - 17:48

Que pena que vc não pode aproveitar a série como eu, eu encontrei coerência no que vi, lldlost é uma arte pq faz pensar e sentir, pequenos detalhes que poucos perceberam e só notaram depois de pesquisar sobre eles não tiram sua qualidade, e uma das poucas coisas que vc pode falar de lost é que ela enrola pq cada episódio é importante para trama tanto da estória da ilha quanto para os personagens em si, enrolar em séries é típico de sobrenatural (desculpa pra quem gosta) um jogo de faz pensar, um livro de faz interpretar uma série é a mesma coisa. Recomendo lost mas respeito sua opinião.

Responder
luan 2 de julho de 2016 - 17:48

Que pena que vc não pode aproveitar a série como eu, eu encontrei coerência no que vi, lldlost é uma arte pq faz pensar e sentir, pequenos detalhes que poucos perceberam e só notaram depois de pesquisar sobre eles não tiram sua qualidade, e uma das poucas coisas que vc pode falar de lost é que ela enrola pq cada episódio é importante para trama tanto da estória da ilha quanto para os personagens em si, enrolar em séries é típico de sobrenatural (desculpa pra quem gosta) um jogo de faz pensar, um livro de faz interpretar uma série é a mesma coisa. Recomendo lost mas respeito sua opinião.

Responder
planocritico 3 de julho de 2016 - 18:05

Lost não faz pensar tanto assim. Séries que fazem pensar de verdade são: Sopranos, The Killing, Mad Men, Breaking Bad, House of Cards, Orange is the New Black e outras desse naipe…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 3 de julho de 2016 - 18:05

Lost não faz pensar tanto assim. Séries que fazem pensar de verdade são: Sopranos, The Killing, Mad Men, Breaking Bad, House of Cards, Orange is the New Black e outras desse naipe…

Abs,
Ritter.

Responder
luan 2 de julho de 2016 - 02:13

Lost de todas as séries que eu assisti foi uma das melhores, e vc reclama de perguntas que a série não respondeu sendo que são perguntas sem importancia que em nenhum momento iriam favorecer a série por exemplo o carro que eles encontram foi explicado mas depois ele foi usado para fins importantes, e se parassem para explicar essas coisas estariam reclamando da enrolação que foi exatamente o que aconteceu na 5 temporada que pra mim foi a pior justamente por usar um episódio inteiro para responder coisas e se esquecendo do entretenimento. não é justo dizer que nos fizeram de otário pq é uma das únicas séries que trata o telespectador com respeito pq hoje em dia muitos filmes e séries vc só coloca piadas e explosões e as pessoas batem Palma para tela, e não tinha como dar mais explicações científicas para o que estava acontecendo mais, justamente pq os únicos que tinham capacidade para responder já tinham morrido na série então o foco acaba se tornando sair da ilha, lost foi criativo e provou que podemos criar estórias sem limites do que a mente pode oferecer e que sempre terá pessoas que preferem o clichê ou apenas começam a entrar numa crise onde só assistem coisas que tenham explicações científicas.

Responder
Saul 19 de fevereiro de 2016 - 12:28

Só para deixar claro, tu não pensou que todos estavam mortos o tempo todo, né?
Tudo que aconteceu entre a primeira e quinta temporada aconteceu, no plano real, o “mundo paralelo” criado na sexta temporada seria o purgatório, onde todos se reencontraram para “seguir em frente” juntos, alguns morreram na ilha, outros saíram da ilha como Kate e Sawyer e viveram suas vidas, até que um dia morreram.

Responder
planocritico 19 de fevereiro de 2016 - 14:29

Não faz muita diferença, na verdade, pois, se todos estavam mortos desde o começo ou se só a partir de determinada temporada, o fato é que, para mim, a série perdeu qualquer nesga de sentido com seu fechamento…

Abs,
Ritter.

Responder
Saul 22 de fevereiro de 2016 - 13:36

Eles não estiveram mortos em nenhum momento da série, apenas nos ‘flashes” da ultima temporada, onde seria o purgatório. Bom, cada um tem seu gosto e opinião, para mim foi o melhor desfecho de uma temporada.

Abraço.

Responder
planocritico 22 de fevereiro de 2016 - 16:37

Purgatório, outra dimensão, cérebro dos showrunners, pouco faz diferença. Lost se perdeu ao tentar parecer mais inteligente do que realmente é e ao se esticar por mais temporadas do que deveria. É uma lição de como escrever roteiros sem pensar de verdade em como a história vai acabar. Uma pena, pois tinha potencial. Mas que bom que você gostou!

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Neves 7 de outubro de 2015 - 16:11

concordo com você, para mim eles fizeram assim : agora vcs vão esquecer tudo que aconteceu da primeira temporada ate a quinta. a gente vai mostra para vc um mundo imaginario onde todo mundo ta morto no final e no mundo real a briga dos sobrevivente contra fumaça preta ja que nao temos mais ideia do que fazer com o final.

Responder
planocritico 9 de outubro de 2015 - 15:37

Exatamente o resumo dessa temporada, @disqus_smzrULvqGO:disqus!

Abs,
Ritter.

Responder
Saul 22 de fevereiro de 2016 - 13:37

Felipe,

Não precisa esquecer o que passou, tudo realmente aconteceu. O pai do Jack explica tudo muito bem no ultimo episodio, sugiro quer veja novamente esta cena.

Abraço.

Responder
AleCassia Aguiar 12 de agosto de 2015 - 12:32

Sabe quando você está deliciando o seu prato favorito e no final encontra algo tão nojento que te faz vomitar?

Foi assim que me sentir quando terminou esta série que tinha tudo para estar entre as top 10. Como citado nesta crítica, não passou de uma fantasia. E uma fantasia espírita maquiada, que no final de tudo se tornou mal idealizada, e a pior série em meu conceito.

Ass.: Alexandre Aguiar

Responder
planocritico 12 de agosto de 2015 - 16:20

Exatamente o que achei, caro @alecassiaaguiar:disqus! Uma pena que os criadores tenham caminhado na direção dessa esparrela.

Abs,
Ritter.

Responder
Danilo 10 de agosto de 2015 - 02:49

Pelo visto o autor dessa crítica não captou a essência do que era Lost. O autor deve ser um nerd que gosta de ficção científica. Sendo que desde o começo a série abordava o tema misticismo, religiosidade, espiritualidade. A ciência era representada pela Dharma – cuja a função era controlar e usar de alguma forma toda aquela energia, que eles chamavam de eletromagnetismo. No fim, a Dharma não tem um papel crucial na trama, mas sim a fantasia.
Em Lost, assim como no nosso mundo, não há respostas para todas as perguntas, qual o problema disso?
A mãe do Jacob não sabe de tudo, tem uma explicação fantasiosa, Jacob também.
Richard Alpert também, Linus também. Quem vai dar as respostas?? Sendo que a maioria delas foram respondidas.
No fim, Jack cumpriu o seu objetivo, se reencontrou consigo mesmo, deixou de estar perdido e conseguiu salvar quem restou.
Na realidade paralela, ou qual seja o nome disso, todos se reencontraram após a morte no plano real e alcançaram o que desejavam : a paz.

Responder
planocritico 10 de agosto de 2015 - 03:42

@disqus_aoihbnVRAE:disqus, cara, você conhece a expressão americana “cop out”? Desculpe usar o inglês, mas é que não consegui arrumar uma outra forma de descrever exatamente o que eu acho que os criadores dessa série fizeram aqui: uma espécie de desculpa esfarrapada para fugir da responsabilidade de escrever algo que tenha lógica interna. Ou seja, eles começaram de uma maneira e, no lugar de realmente fechar uma história, vieram com essa de misticismo que não, não estava presente da maneira como o assunto é apresentado nas últimas duas temporadas lá pela primeira temporada, por mais que os fãs da série queiram dizer que estava.

Eles entulharam a série de mistérios e, então, arrumaram a saída que, no final das contas, é equivalente a “foi tudo um sonho”, algo que é costumeiramente usado por roteiristas que não sabem sair do imbróglio em que se meteram ou que ainda acham que isso “surpreende” alguém.

Se eu queria uma explicação científica para tudo que vi, não não queria. Apenas queria lógica interna. Lógica interna é o encadeamento de acontecimentos de maneira que o que veio antes não seja derrubado por acontecimentos posteriores. E a série é uma cadeia de acontecimentos que se negam constantemente.

E sim, sou nerd (mas que não gosta só de ficção científica). Só espero que, com esse rótulo, você não esteja querendo dizer que “nerds que gostam de ficção científica” não têm capacidade de entender o que os grandes e sensacionais criadores de Lost escreveram para mostrar seu “misticismo de botequim” ao mundo…

Abs,
Ritter.

Responder
Marcio Scheibel 2 de dezembro de 2019 - 21:12

Exato Danilo, apesar de todos os porblemas a série é genial. Gostei quando vi pela primeira vez e revendo agora só vi ainda mais emoção e genialidade. O sobrenatural está presente desde o início, sutilmente como seria no “mundo real” inclusive na paranormalidade do personagem de Walt, confirmada mais tarde.
A única coisa que não gosto na série, mas que está presente desde os tempos de Star Trek, é inserir coadjuvantes do nada com o único propósito de morrer.
Seria interessante tratar todos os sobreviventes também pra não ficar aparecendo gente do nada.
Espero que um dia o Plano Crítico reveja essa avaliação da sexta temporada…. ou quem sabe até, de todas as temporadas.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2019 - 18:20

Se um dia formos rever essa série para escrever, pode ter certeza que eu não serei o redator. Não vejo essa série novamente nem amarrado. São dezenas e dezenas de infindáveis e cansativos episódios que poderiam ser facilmente ser cortados pela metade. E só isso já mostra que a série não é isso tudo.

Abs,
Ritter.

Responder
Claudinei Maciel 26 de junho de 2015 - 00:59

Perfeito!!! Palmas!! Finalmente achei uma crítica que revela exatamente o que eu acho! Fui enganado por todos esses anos em uma série que eu me esforcei para acompanhar e cuja última temporada me tratou como um otário. Por anos, eu me apoiei na velha máxima que criei, onde argumento que 90% das produções hoje não sabem ser encerradas, seja por covardia, seja por preguiça, seja por total falta de escrúpulos. Vejo isso no cinema, onde raros filmes recentes sabem ser finalizados, pois sempre tem que ter ganchos para uma suposta continuação ou “trilogia”, “quadrilogia” ou o escambau. Lost me deixou frustrado sim, pelas grandes possibilidades abertas e a completa falta de coragem de fazer o que deveria ser feito. Largar tudo na definição de um limbo espiritual foi “phoda”. Desde lá tenho muito cuidado com as séries que acompanho, para não cair na mesma cilada. Atualmente ando acompanhando com muita atenção Penny Dreadful, Orphan Black, The Last Ship que por enquanto estão dando show, diferentemente de uma série que comecei a ver e se tornou uma Lost de segunda divisão: Under the Dome. Mas assim é a vida de um maníaco por séries e cinema, curtir e penar às vezes, ser surpreendido e desapontado muitas outras, mas, ficar embasbacado por ver essas coisas acontecerem na teve e muito irritado por não vermos produções nacionais no mesmo estilo. Agradeço pelas excelentes críticas do site… muito bom!!!

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planocritico 26 de junho de 2015 - 19:02

@claudineimaciel:disqus, quem bom ver você por aqui novamente! Essa série foi um grande desapontamento na minha vida e uma das razões para eu, hoje em dia, abominar séries com mais de 13 episódios por temporada.

Volte sempre!

Abs,
Ritter.

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Rilson Joás 4 de maio de 2015 - 03:48

Nunca vi o Ritter com tanto ódio no coração. Concordo com que o final foi muito aquém do que se esperava da série, mas acredito que tem muita coisa no caminho que dá pra se aproveitar, muitos elementos sensacionais, os caras sabiam construir mistérios, o que não sabiam era dar respostas. Com muitas ressalvas estou assistindo pela terceira vez (ou quarta, não me lembro) a série e tentando analisar ao máximo onde falhou e onde acertou, estou bem na segunda temporada no arco do Mr. Eko, que parece ser onde começam os problemas, desde essa época deu pra perceber o tom mais místico da série, mas uma coisa que não posso deixar de aplaudir de pé é a trilha sonora, eu me desfruto todos os dias escutando trilhas sonoras, e a de Lost é uma das minhas favoritas, escutar Giacchino sincronizado com as cenas só confirma mais minha admiração pelo compositor. Vou fazer anotações e quando chegar na sexta temporada eu vou passar de volta por aqui.

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planocritico 4 de maio de 2015 - 23:09

@disqus_fYzC6RP299:disqus, fiz essa crítica há muito, muito tempo. Nem me lembrava dela, na verdade… Eu só sei que até hoje não aguento nem ouvir falar dessa série… 🙂

Abs,
Ritter.

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Rilson Joás 25 de maio de 2015 - 21:50

Como prometido, aqui estou eu pra atazanar a vida do Ritter. Rsrsrsrs.

Sim, a série tem diversos erros gigantescos. Em relação a narrativa os principais foram:

– Introduzir elementos fantásticos que não poderiam ser explicados de maneira alguma. Ex: Gente falando com mortos.

– Gastar tempo criando mais elementos muito tarde na história.

– A relação Jacob/Richard. Se Jacob tinha feito um tratado com o Richard pra que ele fosse o porta-voz aos que ele trazia a ilha. Porque diabos Richard não se questionou quando apareciam outras pessoas dizendo que eram enviadas pelo Jacob? (Ex: Christian) E porque o Jacob não dizia a ele (seu bendito porta-voz) que aquele não era de verdade seu enviado? O MIB ficava mandando a bel prazer o que quisesse aos Outros, assim como antes do Richard ter seu cargo.

– E o principal erro: Deixar que o público pense que a série era de ficção-científica quando na verdade era uma fantasia sincretista (pois mesclava elementos de várias doutrinas e credos e também tinha uma predileção a mostrar aspectos científicos por linguagem mística, evidente nos detalhes da igreja do “The End”) e maniqueísta (não no sentido dos dois lados muito evidentes, mas na equivalência e dependência dos dois lados).

Eu ainda tenho perguntas, sim, mas não me irrito com a falta de respostas destas, pois a mitologia central já for satisfatoriamente respondida.

A “luz” que você parece não entender é uma das respostas em tom mitológico que a série dá, quando poderia dar em tom científico. Vou fazer um esforço:

Em “Man of Faith, Man of Science” somos apresentados a escotilha, dela sabemos que existe um imenso bolsão de eletromagnetismo na ilha. Sabemos que a instabilidade causada por energia eletromagnética acumulada é liberada em forma de radiação, seres expostos a essa radiação pode ser chegar a ser destruída e até alterada. A ilha, carregada dessa energia causa alterações no corpo humano, destruindo células cancerígenas, aumentando níveis de testosterona, ou até causando distorções no espaço-tempo. No passado, como as pessoas que chegavam na ilha não entendiam isso, passaram a atribuir-lhe significados religiosos. Essa energia, que interferia com o tempo, poderia causar saltos temporais, ou causar viagens no tempo foi meio da consciência (Como em The Constant ou como as “profecias” em sonhos).

Existiam, portanto, maneiras de se interferir fisicamente com essa energia e liberar parte dela, como a escotilha, a roda, e por último a tao odiada “rosca” (rsrsrs). Sabemos da relação entre a lava e o eletromagnetismo, e no momento em que Desmond tira a rosca por ser ileso ao eletromagnetismo (talvez por sua exposição anterior ao explodir a escotilha), nós vemos uma espécie de lava passando embaixo do buraco. Nesse momento a energia é liberada, todo esse sobrecarrego inicia uma instabilidade na placa-tectônica abaixo da ilha que causa terremotos capazes de afundarem tudo junto. E a energia anteriormente passada a pessoas ou seres na ilha começa a ficar oscilante no meio dessa explosão (por isso o MIB perde suas capacidades fantásticas).

Sobre os flashsideways, não existe explicação científica pra isso, é simples e puramente um desejo dos roteiristas de fazer um final em que todos os personagens (ou quase, Michael, Mr. Eko e outros nem mostraram as caras) tivessem um final feliz e unidos. Fazendo um contraponto com o “Live Together, Die Alone”, muitos morreram sozinhos, mas agora “morreram juntos” num certo sentido.

Bem, espero que eu tenha ajudado um pouco.

Responder
planocritico 27 de maio de 2015 - 17:29

Nossa, @disqus_fYzC6RP299:disqus, que comentário sensacional! Confesso que não tenho muita resposta para ele, pois você apontou as fraquezas da série e deu sua interpretação aos pontos nublados que salientei. Tenho para mim, porém, que, no final das contas, por mais que seus comentários façam sentido, os showrunners se perderam demais e acabaram fazendo algo com ar pretensioso, mas sem profundidade para combinar.

Abs,
Ritter.

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Rilson Joás 27 de maio de 2015 - 20:15

Queria pedir desculpas pelos erros de gramática do meu texto, eu tava numa maratona de Kubrick e me atropelei diversas vezes.

Concordo com você sobre a maneira que escolheram pra fechar a trama. Parece que largaram a peteca na última temporada e se entregaram de vez as ambiguidades.

https://www.youtube.com/watch?v=twHXrNtG-7c

Uma coisa que não posso deixar passar é a trilha-sonora. Tanto as variações de Life and Death (Moving on, Parting Words, There’s no place like home, etc.) como as trilhas de cada personagem eram muito bem trabalhadas, antes de Star Trek e de Up, Michael Giacchino me conquistou em Lost. Algumas das minhas favoritas:

https://www.youtube.com/watch?v=6aIvbg91Hvg

https://www.youtube.com/watch?v=JiQX2JwYliI

https://www.youtube.com/watch?v=2wlAzCtm5sA

https://www.youtube.com/watch?v=F0NJsW3y02s

https://www.youtube.com/watch?v=s8Ur_xEQjAo

Eu fico fazendo playlist de filme e série, sou desses loucos. Escute quando puder. 😉

planocritico 28 de maio de 2015 - 15:04

@disqus_fYzC6RP299:disqus que desculpas que nada! Comentário sensacional.

E sobre a trilha, você tem razão, já era o Giacchino mostrando todo seu potencial!

Abs,
Ritter.

Bambino - Croche pro Bebe 23 de fevereiro de 2015 - 21:08

Eu gostei. É só diversão mesmo. Não precisa de muita lógica nem de explicações. Só diversão…..Fiz muitos enxovais de bebê nestes últimos meses assistindo todas as temporadas. Trabalho e me divirto ao mesmo tempo!

Responder
planocritico 25 de fevereiro de 2015 - 17:08

Não funcionou comigo nem como diversão. Eu só fiquei irritado…

Abs,
Ritter.

Responder
João Victor 6 de setembro de 2014 - 19:29

A série é ruim demais. Acho que o autor pensou: “nossa, tive uma ideia genial: vamos criar uma série sobre pessoas que sofrem um acidente de avião e ficam presos em uma ilha cheia de mistérios”, e fez esta bosta kkkk

Responder
planocritico 7 de setembro de 2014 - 00:28

Ajudado pela ABC, que “obrigou” os showrunners a inventar moda e ampliar os mistérios para esticar a série, o resultado final foi realmente péssimo… Uma pena…

Abs, Ritter.

Responder
João Victor 8 de setembro de 2014 - 21:59

Comecei a assisti-la online. A série tem uma história tão bacana que cria em você uma expectativa enorme, aí quando chega o final….e depois tem gente que reclama de novela.

Responder
planocritico 9 de setembro de 2014 - 17:08

Exato. Começa bem, cativante, mas aí, depois, é ladeira abaixo. Uma gigantesca perda de tempo… – Ritter.

Responder
RCN VIDEOS Portal RCN 27 de junho de 2014 - 11:25

Acabei de assistir pela NET HD no canal claro vídeos, fiquei chateado, concordo plenamente com sua crítica, felizmente não tive que esperar 6 anos pra me decepcionar, a decepção veio em 2 semanas, até a 4 temporada foi muito boa, após isso foi um fiasco, parecia novela da Glória Perez.

Responder
planocritico 27 de junho de 2014 - 13:08

Boa comparação, meu caro. Só de pensar em Lost eu já fico com urticária… 🙂 – Ritter.

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