Veredito Cinéfilo #18.3 | As 100 Melhores Séries da Década – Parte 3

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Acharam que a gente tinha parado de caçar briga com as listas do final do ano passado? Pois acharam errado! Listas, briga sobre listas, passar mal fazendo lista, passar nervoso comparando lista e gastar energia psíquica com quem não entende o princípio e o caráter pessoal de se fazer listas é praticamente a nossa vida nesse site obscuro e de nicho  😉

Mas antes de entrarmos na lista oficial de séries (composta pelas indicações pessoais de Luiz Santiago, Ritter Fan e Fernando Annunziata), vamos comentar sobre uma coisinha numérica, uma coisinha específica sobre datas, sobre início e sobre o fim de um certo período de tempo…

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TENS O NECESSÁRIO PARA ESMAGARES A MINHA DÉCADA?

Cara Legião dos Beremiz Samir,

É internacionalmente conhecido o esforço que vossas senhorias empregam para tornar o mundo um lugar teoricamente perfeito, onde todos os habitantes usam termos e expressões de diversas áreas corretamente, tendo vocês, ó sábios e científicos, como os grandes corretores e denunciadores daqueles que usam termos errados. Há exatas 666 Luas, presenciamos a belíssima Jornada Internacional Pelo Uso Correto dos Termos “Tóxico” e “Venenoso” que vocês fizeram em Tonga, assim como o Cisma Pela Compreensão do Que São “Lei, Hipótese e Teoria”, o Referendum Sobre a Noção Humana do que é “Meteoro, Meteorito e Asteroide”, as 95 Teses Pelo Uso Correto de “Anos-Luz”, a Missão Planetária Pela Definição Precisa da Palavra “Fascismo” e agora, a Manifestação Internauta Para a Lembrança de Quando Começa e Quando Termina Uma Década, ou, como a gente diz lá em Paulo Afonso, “ai, que bicho chato da gota!“.

Através desta cartinha, afirmamos que nós temos pleno conhecimento de que uma década (e também os séculos e os milênios, com seus respectivos acréscimos de zero) sempre começam no 1 e sempre terminam no 0. Ou seja, nós sabemos que 2020 é o matemático fim da década de 2010 e que a década de 2020 começa apenas em 2021. Gostaríamos porém, de pedir licença a vós, ó preciosos, para que usemos “DÉCADA” aqui no senso comum, no sentido de “ANOS TAL” (nesse caso, anos 2010). Nós temos plena noção do que estamos fazendo. A propósito, o ISO 8601 mandou saudações respeitosas. E aquele vídeo em má qualidade de vocês preocupados com o bug do milênio de 1999 para 2000… também.

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NOSSO SITE, NOSSAS REGRAS

  1. São elegíveis apenas séries que estrearam entre 2010 e 2019 (esta é uma lista de séries dos anos 2010, vocês estão cientes, certo?), portanto, os senhores não encontrarão Breaking Bad ou Mad Men em nossas listas, por exemplo. “Por que?“, alguém sem neurônios poderá perguntar. Ora, ora, ora, porque como eu literalmente escrevi acima, pelas nossas regras, só são elegíveis séries que estrearam nos anos 2010. Ficou claro? Mais explicado do que isso, impossível. 

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ADVERTÊNCIA

Se você ficou muito triste porque a sua série favorita da década não está na lista, considere primeiro se ela se encaixa nas regras expostas acima, mas independente de qualquer coisa, peço que use e abuse do espaço de comentários nessa postagem para você mesmo criar a sua versão! Não adianta chorar, espernear, xingar ou dizer que “parei de ler quando…” porque a nossa lista não mostra exatamente o que você queria que ela mostrasse — e na colocação que você sempre sonhou. Entre também na brincadeira, componha seu próprio ranking e aí, na #pas dos season finale, vamos falar sobre nossas escolhas, sobre concordâncias e discordâncias diante delas, sobre as séries da década como um todo e… batata frita pra todo mundo!

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AS 100 MELHORES SÉRIES DA DÉCADA (2010 – 2019) – PARTE 3

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50º Lugar: Game of Thrones

🇺🇸🇬🇧 2011 – 2019 / Criadores: David Benioff, D.B. Weiss

Uma prova de que a série é uma inteligente e extremamente bem feita reprodução do conteúdo do livro foi minha conversa com um amigo quando eu acabei de ler o primeiro livro, mas antes de eu assistir a série. Ele não havia lido o livro, apenas visto a série mas, mesmo assim, eu e ele pudemos ter uma conversa de igual para igual sobre cada detalhe do que havia acontecido. Fiquei impressionado com isso ao mesmo tempo que desconfiado da qualidade da série, o que se dissipou logo no primeiro episódio.

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49º Lugar: The Boys

🇺🇸 2019 – / Criadores: Eric Kripke, Evan Goldberg, Seth Rogen

Ainda que seja difícil fazer uma comparação justa em razão da diferença das mídias, é muito raro encontrar adaptações audiovisuais que conseguem ser melhores do que o material fonte e essa tarefa consegue ser ainda mais difícil quando a obra original já é muito boa. Mas, pelo menos no que se refere a essa 1ª temporada, com a 2ª já autorizada pela Amazon, o showrunner Eric Kripke conseguiu superar a divertidamente violenta HQ de Garth Ennis e Darick Robertson, publicada entre 2006 e 2012.

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48º Lugar: Vikings

🇮🇪🇨🇦 2013 – / Criador: Michael Hirst

A história se baseia em eventos verídicos e se passa na Escandinávia do século VIII, onde hoje se situam Suécia, Dinamarca e Noruega. Acompanhando a trajetória de Ragnar Lothbrook (Travis Fimmel), um viking ambicioso que veio a se tornar rei do seu povo, a série retrata o período no qual se iniciava o auge da era viking e as primeiras incursões a oeste do continente europeu eram realizadas, lugares que até então eram terras inexploradas para os escandinavos.

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47º Lugar: Patrulha do Destino

Doom Patrol 🇺🇸 2019 – / Criador: Jeremy Carver

Em fevereiro de 2018, um ano antes da estreia de Doom PatrolGeoff Johns falava à Entertainment Weekly sobre o quarto episódio da série Titans, que ele mesmo escrevera e que estrearia no segundo semestre. Ali estavam lançadas as sementes para o que seria o “spin-off” de Titans, a Patrulha do Destino, grupo bizarro de heróis criados por Arnold Drake e Bob Haney (roteiro) e Bruno Premiani (arte), na edição #85 da revista My Greatest Adventure. Os meses finais de 2018 e o início de 2019 serviram para que a DC fizesse a divulgação do show, este, mais um projeto arriscado dessa nova fase da empresa, numa tentativa firme (e tardia, se comparada aos concorrentes) de marcar território com séries próprias em seu serviço de streaming, o DC Universe, sob tutela da DC Entertainment juntamente com a Warner Bros. Digital Networks.

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46º Lugar: Luther

🇬🇧 2010 – / Criador: Neil Cross

São raras as séries dramáticas policiais que focam de verdade no protagonista. É muito mais comum encontrar por aí uma enorme preocupação com o caso ou casos sendo investigados, relegando o investigador a segundo plano, como se fosse apenas o fio condutor da história que aconteceria de toda forma, apesar dele.

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45º Lugar: Euphoria

🇺🇸 2019 – / Criador: Sam Levinson

Um grupo de estudantes do ensino médio lida com diferentes situações típicas da idade como drogas, sexo, busca pela identidade, traumas, comportamento nas redes sociais e amizade.

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44º Lugar: Demolidor

🇺🇸 2015 – 2018 / Criador: Drew Goddard

Demolidor é uma série de TV policial em um primeiro momento, um thriller dramático em um segundo momento e, só depois, uma obra baseada em quadrinhos de super-herói. E, de maneira distante, é, finalmente, uma série inserida em um contexto maior conhecido como o Universo Cinematográfico Marvel. Em outras palavras, há vários níveis em que o espectador pode apreciar Demolidor e nenhum deles é necessariamente inferior ao outro.

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43º Lugar: Sense8

🇺🇸 2015 – 2018 / Criadores: J. Michael Straczynski, Lana Wachowski, Lilly Wachowski

O Amor Vence Tudo. Ou… O Amor Tudo Conquista. Com esse verso dos Éclogas do poeta romano Virgílio, os produtores de Sense8 e sua co-criadora e diretora Lana Wachowski colocam um fim à série, num episódio de 2h30 feito sob medida para desidratar metade da população mundial. Depois do intenso, mas desequilibrado Finale da 2ª TemporadaYou Want a War?, e da notícia de que a série não seria renovada para um terceiro ano, os fãs entraram em parafuso. A possibilidade de não ter um encerramento real para um show com essa magnitude e excelente proposta, era não só um desserviço para a Netflix, como também um grande desrespeito para com os fãs, que sabiam que a série havia sido pensada para 5 Temporadas e que muita coisa ainda precisava ser dita e mostrada. O clamor e forte insistência do público trouxe resultados. A rede anunciou a produção de mais um episódio, um longo capítulo que fecharia todas as janelas, amarrarias as pontas dramáticas de todos os núcleos e colocaria um ponto final na série. Sob direção de Lana Wachowski, que também escreveu o roteiro, ao lado de David Mitchell e Aleksandar Hemon, nasceu Amor Vincit Omnia.

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42º Lugar: Sherlock

🇬🇧🇺🇸 2010 – / Criadores: Mark Gatiss, Steven Moffat

Protagonizada pelos excelentes Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes) e Martin Freeman (Dr. John Watson), a série alcançou um nível de excelência invejável, e alta aceitação do público, algo mais impressionante se levarmos em conta que não lidamos com uma história nova, desconhecida e pouco popular; mais ainda, conta-se aqui com o alto risco de uma descaracterização da personagem original, porque a história foi adaptada para o século XXI. Mas os temores se mostram infundados após assistirmos ao primeiro episódio, Um Estudo em Rosa (adaptado de Um Estudo em Vermelho, na obra original). Ver a Baker Street no século XXI e Sherlock Holmes usando GPS, computador e celular é um impulso a mais para gostar de série.

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41º Lugar: Dark

🇩🇪🇺🇸 2017 – / Criadores: Baran Bo Odar, Jantje Friese

O tom da primeira produção alemã do Netflix é estabelecido logo na primeira cena do primeiro episódio, em que vemos um homem de feições graves deixar uma carta para ser aberta em um dia e hora específicos e, ato contínuo, enforcar-se. Esse evento serve de trampolim para um thriller sobrenatural sci-fi sombrio e significativamente pesado, muito diferente da  leveza presente em Stranger Things, série normalmente usada comparativamente a Dark.

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40º Lugar: Barry

🇺🇸 2018 – / Criadores: Alec Berg, Bill Hader

Barry, um matador de aluguel com depressão, é contratado para assassinar um aspirante a ator. Ao perseguir seu alvo até uma aula de atuação, Barry acaba atraído pelo grupo e decide mudar de carreira, mas seu passado no crime não vai deixá-lo.

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39º Lugar: Succession

🇺🇸 2018 – / Criador: Jesse Armstrong

Acompanhe a história da família Roy, composta por Logan e seus quatro filhos, que controla um dos maiores conglomerados de meios de comunicação e entretenimento do mundo.

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38º Lugar: Boneca Russa

Russian Doll 🇺🇸 2019 – / Criadores: Leslye Headland, Natasha Lyonne, Amy Poehler

Reduzir Boneca Russa a uma série que faz com que sua protagonista revisite o mesmo dia toda vez que morre, em um loop temporal aparentemente interminável é um desserviço à série criada por Natasha LyonneAmy Poehler e Leslye Headland, com Lyonne estrelando no papel de Nadia Vulvokov. É bem verdade que o artifício serve para fisgar o espectador que por acaso não tiver sido fisgado pela atuação de Lyonne, mas a grande verdade é que ele é apenas um gatilho para um grande estudo de personagens.

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37º Lugar: The Americans

🇺🇸 2013 – 2018 / Criador: Joseph Weisberg

Dois espiões da KGB se fazem passar por um casal americano vivendo no subúrbio de Washington. Eles tem como missão controlar a rede de informações entre os espiões que operam no país.

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36º Lugar: Westworld

🇺🇸 2016 – / Criadores: Lisa Joy, Jonathan Nolan

Baseados no roteiro de Michael Crichton para o filme Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (1973), Jonathan Nolan e Lisa Joy Nolan trouxeram para a HBO uma ideia de série que novamente explora o pathos humano em relação aos robôs, não só em sua criação, mas no estabelecimento de leis de comportamento para eles ou em hipóteses comportamentais para nós, sempre que os vemos (eu abordo rapidamente esse conceito do vale da estranheza no 5º parágrafo deste texto). Assim como na premissa do roteiro original, Westworld – A Série se passa em um parque de “vivência real” à moda do Velho Oeste. Um lugar feito para gente com bastante dinheiro aventurar-se, fazer apostas, beber, transar e eventualmente matar alguns bandidos. Ou inocentes. Os balizadores sociais do “mundo real” são abolidos aqui.

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35º Lugar: House of Cards

🇺🇸 2013 – 2018 / Criadores: Beau Willimon

Começando discretamente com Lilyhammer, a Netflix rapidamente alcançou maturidade na produção própria de séries de TV com House of Cards, baseada na minissérie britânica homônima, de 1990, baseada por sua vez em romance de Michael Dobbs, que conta os esquemas políticos do chief whip (literalmente “chicote chefe”, que é quem faz tudo para que os membros do partido votem de acordo com os interesses do partido) do Partido Conservador britânico para se tornar Primeiro Ministro. A Netflix, vendo futuro nessa série e colocando a bordo como produtor executivo o próprio Kevin Spacey, que protagoniza a nova série e David Fincher, grande diretor, conseguiu criar um drama político denso, bem escrito e viciante.

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34º Lugar: Downton Abbey

🇬🇧 2010 – 2015 / Criador: Julian Fellowes

A tragédia do naufrágio do Titanic molda o cenário de incertezas causadas pelas tradições em que a família Crawley está inserida. O fato histórico serve como premissa para o desvelar da trama baseada na questão da herança machista da aristocracia inglesa, passada para o homem com parentesco mais próximo e jamais para uma mulher. Contudo, a propriedade Downton Abbey, é habitada e administrada com a ajuda de empregados, como era regra à época. A hierarquia é o que equipara de certa forma os papéis nesses dois mundos, o acima da escada da cozinha e o abaixo dela.

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33º Lugar: Atlanta

🇺🇸 2016 – / Criador: Donald Glover

Donald Glover começou sua carreira bem cedo, colaborando na sala de roteiristas para a série cômica 30 Rock. Logo depois entrou para o elenco recorrente de Community, onde conseguiu chamar bastante atenção com seu personagem, Troy Barnes. Mesmo com uma audiência baixa, a série deu mais visibilidade para seus outros projetos envolvendo a carreira como comediante stand-up e músico, nesta última usando o pseudônimo Childish Gambino, com o qual recebeu aclamação crítica e popular.

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32º Lugar: Justified

🇺🇸 2010 – 2015 / Criador: Graham Yost

Raylan Givens é um policial que age como os xerifes do velho oeste, tentando fazer justiça a qualquer preço. Após causar problemas para seus superiores, ele é transferido para o distrito de Kentucky, onde ele cresceu.

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31º Lugar: Watchmen

🇺🇸 2019 – / Criador: Damon Lindelof

Assim como na obra original, a série começa com uma investigação de um cenário no início da fervura e com uma morte que deve servir de fio condutor para a linha principal de eventos — o sangue na smiley face do Comediante torna-se o sangue no distintivo do policial enforcado. As coisas definitivamente começarão a mudar para Angela Abar/Sister Night (Regina King), Looking Glass (Tim Blake Nelson), Adrian Veidt/Ozymandias (o sempre classudo Jeremy Irons) e a Sétima Kavalaria (7K/7th Kalvary). E claro, dependendo do alcance desses acontecimentos, o longo governo do Presidente Robert Redford também sofrerá os devidos chacoalhões. Definitivamente estamos em Watchmen.

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30º Lugar: The Handmaid’s Tale

🇺🇸 2017 – / Criador: Bruce Miller

Lançado em 1985, o livro O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), uma ficção especulativa de Margaret Atwood, nos apresentava a República de Gilead, lugar onde um dia fora os Estados Unidos. Nessa sociedade, ambientada em um possível futuro de nossa História, existe um nível considerável de contaminação e poluição atmosféricas; um certo desprezo por religiões e, acima de tudo isso, uma condição de infertilidade que fez com que a taxa de natalidade da população caísse a níveis próximos de zero. Após um ataque manufaturado que varreu o governo democrático americano e colocou um grupo de supostos salvadores da pátria no poder (os que, na verdade, conspiraram para que os ataques acontecessem e tivessem a oportunidade de “criar uma nova nação“), os Estados Unidos passaram a ter uma divisão em castas, uma teocracia cristã e um absoluto massacre da mulher como indivíduo, cabendo a ela, a partir deste momento, o status de servir ao Comandante e parir filhos.

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29º Lugar: The Young Pope

🇮🇹🇫🇷🇪🇸🇬🇧🇺🇸 2016 / Criador: Paolo Sorrentino

Isso significa, em suma, que leitores de Dan Brown e Richard Dawkins se decepcionarão. Se você procura preconceito crítico – pueril, leia-se – contra a Igreja Católica, não vai entender uma vírgula do contraditório Lenny Belardo, o papa Pio XIII interpretado brilhantemente por Jude Law. Existe uma aparente opção pela agonia em The Young Pope que aponta, diferentemente de discussões irrelevantes e teorias da conspiração – sempre envolvendo a Ordem dos Templários, fetiche dos diletantes lights – para uma renúncia àqueles que levaram a sério Ivan Karamazov: Mata-se o pai – Deus, a tradição – para que a fé divirja até alcançar as ilusões de perfectibilidade da Modernidade.

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28º Lugar: American Crime Story

🇺🇸 2016 – / Criadores: Scott Alexander, Larry Karaszewski, Tom Rob Smith

O julgamento do então jogador de futebol americano O.J. Simpson, acusado de assassinar sua ex-esposa Nicole Brown e o garçom Ronald Lye Goldman, é sem dúvida um dos eventos mais marcantes e controversos da História Judicial americana. Um caso apetitoso para que o irreverente e completamente imprevisível Ryan Murphy comece sua nova promissora série com Scott Alexander e Larry Karaszewski, American Crime Story, que promete seguir a linha de antologias de seu American Horror Story e dramatizar um crime diferente durante cada temporada.

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27º Lugar: The Good Place

🇺🇸 2016 – / Criador: Michael Schur

Alguém precisa estudar a cabeça do Michael Schur para, quem sabe, encontrar a fonte secreta de tantas boas ideias. Analisemos brevemente os pontos altos sua carreira até o momento: após escrever para o Saturday Night Live por seis anos, em 2004 ele se tornou co-produtor da versão americana de The Office, além fazer algumas pontas no seriado como o estranho primo do Dwight, o Mose. Em 2008 ele co-criou Parks and Recreation, considerada pela crítica uma das grandes comédias dos últimos tempos, na qual permaneceu como produtor e roteirista por sete temporadas. Em 2013, Schur deu à luz mais uma comédia de sucesso, a ótima Brooklyn Nine-Nine. Em 2015 passou a atuar também como co-produtor da premiada Master of None. Baita currículo, não? Como se isso tudo já não fosse o bastante, no ano seguinte o produtor nos presenteou com sua primeira criação solo, uma das mais criativas e originais séries de comédia dos últimos anos: The Good Place.

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26º Lugar: Taboo

🇬🇧 2017 – / Criadores: Chips Hardy, Tom Hardy, Steven Knight

A trama principal está localizada em Londres, em 1814. O misterioso James Keziah Delaney (Hardy) chega à cidade no dia da morte de seu pai e espanta a todos, pois imaginavam que este herdeiro do Sr. Delaney estava morto há anos, após seu navio ter naufragado na costa da África. Em dez anos, James não havia sido visto por ninguém na região, desde a sua partida. E agora, de volta, ele parece determinado em fazer dos negócios de seu pai uma sólida iniciativa comercial. Além de manter a todo custo as terras de Nootka Sound, na costa do atual Canadá.

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Melhores Séries da Década – Parte 4

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.