Veredito Cinéfilo #18.4 | As 100 Melhores Séries da Década – Parte 4

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Acharam que a gente tinha parado de caçar briga com as listas do final do ano passado? Pois acharam errado! Listas, briga sobre listas, passar mal fazendo lista, passar nervoso comparando lista e gastar energia psíquica com quem não entende o princípio e o caráter pessoal de se fazer listas é praticamente a nossa vida nesse site obscuro e de nicho  😉

Mas antes de entrarmos na lista oficial de séries (composta pelas indicações pessoais de Luiz Santiago, Ritter Fan e Fernando Annunziata), vamos comentar sobre uma coisinha numérica, uma coisinha específica sobre datas, sobre início e sobre o fim de um certo período de tempo…

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TENS O NECESSÁRIO PARA ESMAGARES A MINHA DÉCADA?

Cara Legião dos Beremiz Samir,

É internacionalmente conhecido o esforço que vossas senhorias empregam para tornar o mundo um lugar teoricamente perfeito, onde todos os habitantes usam termos e expressões de diversas áreas corretamente, tendo vocês, ó sábios e científicos, como os grandes corretores e denunciadores daqueles que usam termos errados. Há exatas 666 Luas, presenciamos a belíssima Jornada Internacional Pelo Uso Correto dos Termos “Tóxico” e “Venenoso” que vocês fizeram em Tonga, assim como o Cisma Pela Compreensão do Que São “Lei, Hipótese e Teoria”, o Referendum Sobre a Noção Humana do que é “Meteoro, Meteorito e Asteroide”, as 95 Teses Pelo Uso Correto de “Anos-Luz”, a Missão Planetária Pela Definição Precisa da Palavra “Fascismo” e agora, a Manifestação Internauta Para a Lembrança de Quando Começa e Quando Termina Uma Década, ou, como a gente diz lá em Paulo Afonso, “ai, que bicho chato da gota!“.

Através desta cartinha, afirmamos que nós temos pleno conhecimento de que uma década (e também os séculos e os milênios, com seus respectivos acréscimos de zero) sempre começam no 1 e sempre terminam no 0. Ou seja, nós sabemos que 2020 é o matemático fim da década de 2010 e que a década de 2020 começa apenas em 2021. Gostaríamos porém, de pedir licença a vós, ó preciosos, para que usemos “DÉCADA” aqui no senso comum, no sentido de “ANOS TAL” (nesse caso, anos 2010). Nós temos plena noção do que estamos fazendo. A propósito, o ISO 8601 mandou saudações respeitosas. E aquele vídeo em má qualidade de vocês preocupados com o bug do milênio de 1999 para 2000… também.

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NOSSO SITE, NOSSAS REGRAS

  1. São elegíveis apenas séries que estrearam entre 2010 e 2019 (esta é uma lista de séries dos anos 2010, vocês estão cientes, certo?), portanto, os senhores não encontrarão Breaking Bad ou Mad Men em nossas listas, por exemplo. “Por que?“, alguém sem neurônios poderá perguntar. Ora, ora, ora, porque como eu literalmente escrevi acima, pelas nossas regras, só são elegíveis séries que estrearam nos anos 2010. Ficou claro? Mais explicado do que isso, impossível. 

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ADVERTÊNCIA

Se você ficou muito triste porque a sua série favorita da década não está na lista, considere primeiro se ela se encaixa nas regras expostas acima, mas independente de qualquer coisa, peço que use e abuse do espaço de comentários nessa postagem para você mesmo criar a sua versão! Não adianta chorar, espernear, xingar ou dizer que “parei de ler quando…” porque a nossa lista não mostra exatamente o que você queria que ela mostrasse — e na colocação que você sempre sonhou. Entre também na brincadeira, componha seu próprio ranking e aí, na #pas dos season finale, vamos falar sobre nossas escolhas, sobre concordâncias e discordâncias diante delas, sobre as séries da década como um todo e… batata frita pra todo mundo!

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AS 100 MELHORES SÉRIES DA DÉCADA (2010 – 2019) – PARTE 4

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25º Lugar: Orphan Black

🇨🇦 2013 – 2017 / Criadores: Kim Coghill, Andrew De Angelis, Jeff Detsky

Concebida pelo diretor Jonh Fawcett (Xena: A Princesa Guerreira) e pelo roteirista Graeme Manson (Flashpoint), Orphan Black estreou em março de 2013 no Canadá e nos EUA pelos canais Space e BBC América, respectivamente. A trama tem início quando a protagonista Sarah Manning (Tatiana Maslany), ao desembarcar em uma estação de metrô encontra uma mulher idêntica a ela. Após olharem uma para a outra, a mulher pula da plataforma e comete suicídio. Sarah, buscando reconstruir sua vida e quitar suas dívidas para, assim, reconquistar a guarda da filha Kira (Skyler Wexler), rouba a bolsa da detetive Beth Childs, a suicida.

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24º Lugar: O Cristal Encantado: A Era da Resistência

The Dark Crystal: Age of Resistance 🇬🇧🇺🇸 2019 – / Criadores: Jeffrey Addiss, Will Matthews

A entrada de novos canais de produção e distribuição de conteúdo no mercado a partir do Netflix trouxe o fenômeno da multiplicação exponencial das séries de televisão, com uma espécie de corrida atrás de ideias, roteiros e material para adaptação. Uma das fontes mais ricas de novas séries e que espelha a estratégia de Hollywood em focar em continuações e reboots, é, sem dúvida alguma, obras que já carregam um fandom embutido. E, nesse aspecto, os anos 80 têm sido garimpados febrilmente pelos caçadores de conteúdo, com o mais novo resultado dessa procura incessante sendo O Cristal Encantando: A Era da Resistência, prelúdio em forma de série do clássico filme de 1982 dirigido por Jim Henson e Frank Oz e produzido inteiramente com o uso de fantoches.

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23º Lugar: Bojack Horseman

🇺🇸 2014 – 2020 / Criador: Raphael Bob-Waksberg

Criada pelo comediante americano Raphael Bob-Waksberg, a série oferece uma premissa engajante, mas que não se realiza completamente, pelo menos não nessa primeira temporada. Em um mundo em que seres humanos vivem lado-a-lado com animais antropomorfizados, o personagem título (voz de Will Arnett, o Gob Bluth de Arrested Development), um cavalo (literal e figurativamente) ator de 40 e poucos anos que ficou milionário e conhecido por viver apenas um personagem em uma série de TV há 20 anos (a fictícia Horsin’ Around, que é uma versão de Três É Demais), resolve trabalhar com uma ghost writer humana (Diane Nguyen, voz de Alison Brie) para escrever sua biografia como forma de reiniciar sua carreira.

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22º Lugar: The Expanse

🇨🇦🇺🇸 2015 – / Criadores: Raphael Bob-WaksbergMark Fergus, Hawk Ostby

Começarei a crítica com um comentário pessoal até para agradecer aos leitores aqui do site que pediram a crítica de The Expanse, série que, confesso, apesar de não ter passado exatamente em branco, não tinha intenção específica de abordar. E o agradecimento é devido, pois, desde que o fenomenal reboot de Battlestar Galactica acabou, eu não me sentia tão satisfeito com um série de ficção científica no estilo realista (ou hard sci-fi), que extrapola de maneira crível a tecnologia hoje conhecida. E isso com base apenas nesta 1ª Temporada, pois evitei ver as seguintes antes de redigir a presente crítica. Foi uma surpresa e um prazer descobrir que, apesar dos problemas, a série, baseada na coleção de romances e contos ainda sendo escritos por James S. A. Corey (nom de plume da dupla Daniel Abraham e Ty Franck), cria um fascinante universo com que o espectador pode identificar-se facilmente.

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21º Lugar: The Marvelous Mrs. Maisel

🇺🇸 2017 – / Criador: Amy Sherman-Palladino

Em 2017 chegou ao Brasil o serviço de streaming da Amazon, e eu admito que assinei assim que vi Community e Seinfeld no catálogo (sou apenas um mortal). Mas uma série aparentemente pouco comentada também estava me chamando a atenção. Comecei a assistir sem pretensão alguma, interessado apenas na premissa, bastante convidativa. Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan) é uma jovem com a vida perfeita, vivendo no Upper East Side ao lado de seu marido e filhos. Mas tudo começa a dar errado quando segredos são revelados e ela não sabe mais o que fazer. Neste momento de desespero inesperadamente encontra uma nova paixão: a comédia stand-up. E é na Manhattan da década de 50 que seguimos a jornada de Midge, que não vai ter sossego tão cedo.

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20º Lugar: Black Sails

🇿🇦🇺🇸 2014 – 2017 / Criadores: Robert Levine, Jonathan E. Steinberg

Vikings e piratas comumente exercem grande fascínio no imaginário popular. Os primeiros, que permaneceram muito tempo fora do meio audiovisual, ganharam uma celebrada série de TV em 2013 que deu vida a uma história baseada em fatos reais. Os piratas, depois da péssima (com exceção do primeiro filme), mas bem sucedida franquia cinematográfica Piratas do Caribe, a partir de 2003, ganharam vida na TV duplamente em 2014, primeiro com Black Sails e, alguns poucos meses depois, com Crossbones. Enquanto a segunda naufragou antes que a temporada inaugural chegasse ao fim, a primeira perseverou e, ainda que não seja uma série tão discutida por aí, realmente mereceu sua manutenção no ar.

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19º Lugar: Broadchurch

🇬🇧 2013 – 2017 / Criador: Chris Chibnall

Com oito episódios que funcionariam perfeitamente como uma minissérie, Broadchurch foca nos acontecimentos de uma pequena cidade de mesmo nome. Um menino de onze anos, Daniel Latimer, foi encontrado morto na praia, no pé de um precipício – a princípio tudo indica um suicídio, mas evidências logo provam o contrário: trata-se do assassinato de uma criança. Ao mesmo tempo, DS (Detetive Sargento) Ellie Miller (Olivia Colman) volta de suas férias e descobre que seu desejado cargo de DI (detetive inspetor) foi dado para Alec Hardy (David Tennant), um recém chegado à pequena cidade.

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18º Lugar: Peaky Blinders

🇬🇧 2013 – / Criador: Steven Knight

A gangue conhecida como Peaky Blinders realmente existiu em Birmingham, Inglaterra, ao final do século XIX e primeira década do século XX e seu nome e o uso quase folclórico de uma navalha como adereço de suas características boinas serviram de inspiração para Steven Knight desenvolver uma série de TV que se apropria desses traços, mas recoloca o grupo como uma bem organizada família estendida logo após o final da Primeira Guerra Mundial.

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17º Lugar: Chernobyl

🇺🇸🇬🇧 2019 / Criador: Craig Mazin

Lembro-me muito claramente, apesar da tenra idade, de ter ficado extremamente assustado com filmes como Síndrome da China e O Dia Seguinte, o primeiro literalmente prevendo o acidente de Three Mile Island que aconteceria 12 dias depois de sua estreia e o segundo deixando às escâncaras os efeitos devastadores de uma explosão atômica. Quando as notícias do acidente de Chernobil começaram a aparecer de maneira errática na televisão, fiquei várias noites sem dormir.

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16º Lugar: The Knick

🇺🇸 2014 – 2015 / Criadores: Jack Amiel, Michael Begler

Os primeiros minutos do primeiro episódio de The Knick já dão o tom da série: o cirurgião-chefe do hospital Knickerbocker, J.M. Christiansen (Matt Frewer), auxiliado pelo seu pupilo John “Thack” Thackery (Clive Owen), fazem uma cirurgia de placenta prévia em uma mulher, tentando salvar sua vida e a do bebê. É um momento grotesco, medieval, de afastar qualquer um da televisão. O sangue jorra sem parar e, apesar da confiança dos cirurgiões, cuja sala de operações é uma espécie de estádio em que eles têm que narrar o que estão fazendo, com diversos “olheiros” ao redor, a operação fracassa fragorosamente, com a morte da mãe e da criança. Mas essa é a 15ª vez que isso acontece com eles e o Dr. Christiansen não aguenta mais seu fracasso e, ato contínuo, se mata, o que torna o Dr. Thackery o novo cirurgião-chefe.

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15º Lugar: Ray Donovan

🇺🇸 2013 – / Criadora: Ann Biderman

O personagem título, vivido por um soturno Liev Schreiber, é o equivalente hollywoodiano de Mr. Wolf, o mítico personagem vivido por Harvey Keitel em Pulp Fiction. Ele é um fixer, ou seja, alguém que conserta os mais variados problemas dos ricos e famosos de Hollywood, como parte de seu contrato com o escritório de advocacia comandado por Ezra Goldman (Elliot Gould) e Lee Drexler (Peter Jacobson). Sua capacidade de lidar com a vida sexual desregrada de astros do cinema e de jogadores profissionais é inversamente proporcional à sua capacidade de dar um jeito em sua própria vida pessoal.

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14º Lugar: Legion

🇺🇸 2017 – 2019 / Criador: Noah Hawley

Se as séries baseadas em super-heróis do Netflix elevaram o padrão pelo qual séries de TV deste gênero devem ser medidas, a julgar pelo episódio piloto, Legion tem potencial para mais uma vez “subir o sarrafo”. E não é surpresa, considerando que quem está no comando do espetáculo é ninguém menos do que Noah Hawley, o showrunner responsável pela excepcional adaptação televisiva de Fargo, clássico filme dos Irmãos Coen.

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13º Lugar: VEEP

🇺🇸 2012 – 2019 / Criador: Noah Hawley

Veep foi criada por Armando Iannucci, o mesmo da desbocada série The Thick of It e de seu filme spin-off com mais palavras “fuck” por página de roteiro do que podemos imaginar, Conversa Truncada. A série estreou na HBO em abril de 2012 e em pouco tempo conquistou o público ao mostrar a impagável Julia Louis-Dreyfus (que também é uma das produtoras da série) em seu dia a dia como Vice-presidente dos Estados Unidos.

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12º Lugar: Hannibal

🇺🇸 2013 – 2015 / Criador: Bryan Fuller

A produção de conteúdo televisivo nunca esteve tão saturada. Os roteiros originais se perdem em meio a tantas adaptações, remakes, reboots e afins. Eis que a NBC aparece com a mais ousadas das propostas, o resgate de Dr. Hannibal Lecter, desta vez como personagem de uma série de TV. Trazer de volta um dos psicopatas mais icônicos da história do cinema era uma ideia que por melhor ou pior que fosse, não passaria despercebida.

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11º Lugar: Orange is the New Black

🇺🇸 2013 – 2019 / Criador: Jenji Kohan

Mais uma série produzida pelo canal de streaming Netflix, Orange is the New Black, baseada em um livro de memórias de mesmo nome escrito por Piper Kerman, é uma refrescante visão de “drama de prisão” sob o ponto de vista feminino. Composta de 13 episódios, cada um com duração que varia entre 51 e 60 minutos, a série mistura fortes pitadas de comédia com personagens cativantes.

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10º Lugar: Homeland

🇺🇸 2011 – 2020 / Criadores: Alex Gansa, Howard Gordon

Sem ficar rodeando o óbvio, Homeland é uma série que parte de uma premissa genial: um soldado americano, considerado como desaparecido em ação no Iraque, é achado pela CIA em um buraco da al-Qaeda depois de oito anos de brutal cativeiro. Nicholas Brody (Damian Lewis) é recebido nos EUA como herói nacional, mas a oficial da CIA, Carrie Mathison (Claire Danes), começa a desconfiar que ele pode ser um espião da organização terrorista infiltrado em solo americano.

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9º Lugar: Halt and Catch Fire

🇺🇸 2014 – 2017 / Criadores: Christopher Cantwell, Christopher C. Rogers

Como começar a escrever sobre Halt and Catch Fire? Talvez a melhor maneira seja bastante óbvia e, ao mesmo tempo, paradoxalmente, bastante ousada. A série é para a década de 80 e para o cenário do desenvolvimento dos computadores pessoais o que a espetacular Mad Men, da mesma produtora, foi para os anos 60 e para o ambiente da evolução da publicidade comercial. E digo isso em termos de valores de produção, qualidade do elenco e, especialmente, a coesão dos roteiros.

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8º Lugar: Fargo

🇺🇸 2014 – / Criador: Noah Hawley

Bemidji, Minnesota. Uma cidade fria, com neve o tempo todo e onde nada de relevante realmente acontece. Um encontro casual coloca em movimento uma engrenagem de muito sangue que deixa evidente o que está logo abaixo da superfície da natureza humana.

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7º Lugar: The Leftovers

🇺🇸 2014 – 2017 / Criadores: Damon Lindelof, Tom Perrotta

O Arrebatamento é um evento que faz parte da doutrina cristã e consiste, basicamente, no seguinte: Jesus Cristo resgataria todas as pessoas que “o aceitaram” e seguiram seus ensinamentos durante toda a vida, levando-as para o céu, ou seja, para a “Nova Jerusalém” ou “o paraíso”. As pessoas que não fizessem parte desse grupo de “escolhidos”, ficariam na Terra e sofreriam as consequências de não ter aceitado Jesus como seu salvador. O Arrebatamento é, em muitas religiões, um dos sinais do Apocalipse.

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6º Lugar: Boardwalk Empire

🇺🇸 2010 – 2014 / Criador: Terence Winter

Diante de uma verdadeira era de ouro da televisão encontramos inúmeras séries que se reinventam a cada temporada. São poucas, contudo, que conseguem realizar tal feito de forma bem sucedida, como é o caso de Homeland ou Doctor Who. Nas mãos de Terence Winter, que despontou em A Família SopranoBoardwalk Empire é uma dessas produções que se recusam a se manter no status quo e, apoiada pela História, sempre move em frente, trazendo novos cenários e situações para seus personagens. No fim, o que vemos em uma temporada muito nos distancia daquilo que vimos naquele primeiro episódio dirigido por Martin Scorsese.

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5º Lugar: Fleabag

🇬🇧 2016 – 2019 / Criadora: Phoebe Waller-Bridge

Quando criou Fleabag, em 2016, Phoebe Waller-Bridge tinha no currículo o trabalho como produtora e escritora da fantástica série Crashing (2016) e uma pequena passagem pelos roteiros de Drifters (2013 – 2016), além de seus trabalhos como atriz, claro. Fleabag, no entanto, foi um ponto de virada em sua carreira, em termos de amadurecimento e temáticas que ela traz para o público, nunca deixando de jogar pesado, abordar situações constrangedoras ou tensas e ainda fazer graça nos momentos mais estranhos possíveis.

Phoebe-Waller-Bridge-Fleabag plano crítico season 2 temporada 2

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4º Lugar: The Crown

🇬🇧🇺🇸 2016 – / Criador: Peter Morgan

Normalmente, a adjetivação excessiva em textos, especialmente críticos, tendem a disfarçar a falta de rigor técnico do redator e depõe contra a qualidade geral do que se quer comunicar. No entanto, às vezes, por mais que o crítico se esforce, determinadas manifestações artísticas exigem uma adjetivação maior, talvez até mesmo exagerada para quem ainda não tiver saboreado a obra sob comento.

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3º Lugar: Better Call Saul

🇺🇸 2015 – / Criadores: Vince Gilligan, Peter Gould

Uno e Mijo, os dois episódios iniciais da aguardada série Better Call Saul, spin-off da aclamadíssima Breaking Bad focada na “origem” do advogado malandro Saul Goodman, criam e estabelecem a base para uma vigorosa história que tem contornos próprios, sem, porém, trair o que veio antes (ou depois, tecnicamente falando). Gilligan nos apresenta uma narrativa bem construída, bem pensada, engajante e que nos faz salivar por mais, de maneira parecida, mas diferente, se é que vocês me entendem, com o que ele fez conosco ao longo de cinco temporadas de seu triunfo anterior.

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2º Lugar: The Deuce

🇺🇸 2017 – 2019 / Criadores: George Pelecanos, David Simon

Há muito o que falar de The Deuce e talvez seja mais justo começar com seu pedigree. Em primeiro lugar, trata-se de uma produção da HBO, canal conhecido pelo esmero de seu material próprio que, em matéria de séries de TV, praticamente reinventou o conceito em 1997 com Oz e, dois anos depois, com Família Soprano. Em segundo lugar, mas de forma alguma menos importante, The Deuce é o mais novo fruto das mentes de David Simon e George Pelecanos.

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1º Lugar: Mr. Robot

🇺🇸 2015 – 2019 / Criador: Sam Esmail

Mr. Robot manteve-se fiel à sua essência até o final, e a série inteira foi a jornada de preparação do mundo para que o nosso protagonista pudesse estar em um lugar melhor, depois de uma vida tão amargurada e desgraçada… A série termina com uma mensagem de esperança, mas não ignora as perdas, não ignora o egoísmo e os erros cometidos pelas pessoas. Todavia, o autor escolhe olhar para frente e trazer o verdadeiro Eu do protagonista à tona, agindo como uma espécie de pagamento inestimável para esse jovem tão complexo: ele enfim tem a oportunidade de ser ele mesmo. Que jeito mais lindo de finalizar um show! Que linda viagem foi essa que fizemos aqui! Muito obrigado por tudo, Sam Esmail! Goodbye, friend.

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.