Crítica | A Bronx Morning

estrelas 4

Jay Leyda é um dos ícones-criadores do cinema. Não apenas como realizador, mas também como crítico, historiador e professor dessa sétima arte. Tendo sido aluno de Eisenstein, e trabalhado em Moscou durante um tempo, não é de se espantar a sua capacidade “humanista” de retratar o povo e o seu meio social, como faz em seu curta-metragem A Bronx Morning (1931).

A câmera do diretor faz o exercício sequencial “macro-micro-mix”, mostrando primeiro alguns panoramas do bairro, travellings de algumas ruas, grandes planos gerais feitos do alto de edifícios (tomada usada à exaustão no Primeiro Cinema, especialmente o americano), para passar em seguida ao comércio local das pomposas vitrines às lojas dos judeus e os vendedores ambulantes, e sorveteiros. Em seguida, são mostradas casas, prédios, janelas, roupas penduradas em varais que ligam uma calçada à outra, as brincadeiras e as brigas das crianças do bairro, para ao fim, todas as partes serem abordadas. Como ligação de cada uma dessas sequências, temos planos de detalhe de pés, rodas, telhados, placas, céu, mãos, rostos.

Os ângulos de câmera de Leyda são sempre muito precisos, criadores de uma “ansiedade visual”, quando propositalmente focam apenas metade do objeto. Para quem gosta de ver lugares retratados em outros tempos, A Bronx Morning é um exercício estético-documental (infelizmente com doses artificiais), que certamente irá alimentar esse gosto pelo passado de regiões do mundo.

A Bronx Morning (Estados Unidos, 1931)
Direção: Jay Leyda 
Roteiro: Jay Leyda
Duração: 11min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.