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Crítica | Chicago Med: Atendimento de Emergência – 5ª Temporada

Quinto ano continua com os dramas profissionais e pessoais de uma equipe hospitalar em Chicago.

por Leonardo Campos
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A quinta temporada de Chicago Med: Atendimento de Emergência, produção criada por Dick Wolf, marca um capítulo significativo na narrativa do drama médico, trazendo mudanças notáveis ao elenco e temas profundos que ressoam com o público. Esta temporada é a última a contar com a presença dos personagens Dr. Connor Rhodes e Dra. Ava Bekker, interpretados por Colin Donnell e Norma Kuhling, respectivamente, que deixaram a série logo no primeiro episódio. A despedida de Rhodes, um personagem que cativou os fãs ao longo de várias temporadas, é tratada com sensibilidade e profundidade, completando um ciclo importante na trama. Em contrapartida, a inserção do Dr. Crockett Marcel, vivido por Dominic Rains, traz novas dinâmicas para a equipe médica, prometendo um novo foco e uma abordagem refrescante para os desafios enfrentados no hospital. A produção desta temporada foi marcada por um contexto desafiador devido à pandemia de COVID-19. A suspensão da produção em março de 2020 resultou em uma temporada reduzida, com apenas 20 episódios.

No entanto, o drama médico conseguiu, de maneira marcante, adaptar-se às circunstâncias e continuar a explorar temas que vão muito além dos desafios médicos rotineiros. A capacidade da série de evocar emoções, abordando o luto e a perda, é um dos pontos altos desta temporada. Os personagens enfrentam a dor de maneira diferente, refletindo sobre como a perda impacta suas vidas e relacionamentos, tanto nos bastidores hospitalares como em suas vidas pessoais. Essa humanização dos profissionais da saúde e suas lutas fazem do enredo um campo fértil para debates importantes sobre saúde mental e resiliência. Maggie, interpretada por Marlyne Barrett, se destaca como uma personagem que exemplifica força e vulnerabilidade. A revelação de que ela está lidando com câncer de mama traz uma nova camada de profundidade à sua história. Curiosamente, Maggie se recusa a aceitar tratamento no Chicago Med, optando por buscar assistência em outro hospital, o que revela sua luta interna contra o estigma associado à fragilidade no ambiente de trabalho.

Em um momento em que muitos poderiam se deixar abater, Maggie se recusa a ser vista como uma vítima, permanecendo firme em sua resoluta determinação de manter sua imagem de força e altruísmo. Essa ousadia não apenas reforça a relevância de sua personagem na narrativa, mas também traz à tona questões de gênero e a pressão que as mulheres enfrentam em ambientes profissionais, especialmente em situações de vulnerabilidade. Além do luto e da força, a temporada também apresenta cenas de alta intensidade que testam a resiliência da equipe médica. Momentos de caos, como a noite tempestuosa em Chicago que causa a interrupção da energia elétrica, criam um cenário de tensão, levando os personagens a agir rapidamente diante de muitas pressões. A trama se intensifica com a interrupção da lua de mel do Dr. Charles (Oliver Platt), que enfrenta a complexidade de tratar uma paciente com potencial esquizofrenia.

Este episódio não só aborda os desafios técnicos e emocionais da medicina, mas também destaca a responsabilidade moral dos médicos em situações de emergência. Outro personagem enfrenta uma situação crítica ao atender uma paciente que realizou o próprio parto, mostrando o quão imprevisíveis podem ser as emergências. Além disso, as histórias dos pacientes foram entrelaçadas com temas sociais mais amplos, como o surto de bactérias carnívoras que levanta questões sobre terrorismo e saúde pública, impactando a população de Chicago de forma devastadora. Em suma, a quinta temporada de Chicago Med: Atendimento de Emergência não apenas entrega momentos emocionantes e intrincados dentro da emergência médica, mas também explora temas complexos e relevantes que refletem a realidade das experiências humanas. Apesar dos desafios impostos pela pandemia, a série conseguiu manter sua força narrativa, introduzindo novos personagens e encerrando histórias de forma satisfatória.

A dedicação dos roteiristas em retratar os desafios do luto, a força inevitável do ser humano em face da adversidade e as nuances da prática médica em tempos turbulentos contribuem para tornar esta temporada tanto relevante quanto impactante.  A temporada reafirma a posição de Chicago Med como uma das principais séries do gênero, conseguindo chocar e emocionar seu público com maestria, deixando uma marca duradoura não apenas sobre o que é ser um médico, mas sobre o que significa ser humano. Ao longo deste ano, a equipe médica enfrenta uma série de desafios intrigantes e situações que testam suas habilidades e ética. Além dos já mencionados, outro dos casos mais notáveis envolve um paciente que acredita ser um vampiro, refletindo as nuances das crenças pessoais que os profissionais de saúde devem considerar. A história também apresenta um influenciador digital que utiliza sua vasta base de seguidores para tomar decisões médicas, levantando questões sobre a responsabilidade e a influência das redes sociais na saúde.

A equipe ainda experimenta um aplicativo pouco convencional para tratar um paciente com ataques de pânico e lida com a trágica descoberta de um bebê deixado sozinho em um carro congelante, que posteriormente é revelado como filho da diretora de operações em meio a um divórcio tumultuado. Outros casos desafiadores incluem o atendimento a duas crianças vítimas de um acidente de ônibus escolar, onde decisões difíceis precisam ser tomadas para salvar vidas. A equipe também investiga a situação de uma criança com hematomas graves em suas mãos, levantando preocupações sobre possíveis abusos. Além disso, um paciente que caiu de um viaduto é tratado, com a suspeita de que ele tenha tendências suicidas, exigindo uma abordagem sensível e cuidadosa. Outro dilema surge quando um médico descobre que seu paciente está usando uma identidade falsa para acessar tratamento médico após uma reação alérgica grave, ressaltando as complexidades éticas do atendimento na emergência. Esses casos não apenas ilustram a intensidade do trabalho hospitalar, mas também as profundas decisões emocionais e morais enfrentadas pela equipe em seu dia a dia.

Chicago Med: Atendimento de Emergência – 5ª Temporada (Chicago Med, Estados Unidos/2019-2020)Criação: Matt Olmstead, Dick WolfDireção: VáriosRoteiro: VáriosElenco: Nick Gehlfuss, Yaya DaCosta, Torrey DeVitto, Brian Tee, Marly Barrett, S. Epatha Merkerson, Oliver Platt, Colin DonnellDuração: 43 min. (Cada episódio – 20 episódios no total)

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