Home FilmesCríticas Crítica | Esquadrão Suicida: Hell to Pay

Crítica | Esquadrão Suicida: Hell to Pay

por Luiz Santiago
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Suicide Squad Hell to Pay (2018) plano critico esquadrão suicida

Anunciado na San Diego Comic-Con em julho de 2017, Esquadrão Suicida: Hell to Pay é uma daquelas animações que capturam tão bem a essência dos personagens representados que você não quer que acabe. O filme foi o último do veterano Alan Burnett, antes de anunciar a aposentadoria (embora ainda tenham sido lançados filmes depois deste, com o nome do roteirista, eles são textos escritos antes de Hell to Pay, que demoraram mais para serem produzidos).

Na saga, o Esquadrão Suicida é visto em duas missões e times diferentes (caraterística dos quadrinhos do grupo), ponto em que talvez esteja localizada a pequena falha de organização do roteiro. Mas vejam, isso é uma armadilha de enredo. Porque a primeira e curta missão, com cenas iniciais no Mar Adriático serve para apresentar com perfeição o tom extremamente violento do filme, assim como o comportamento de Amanda Waller (Vanessa Williams, em fria e bem realizada interpretação), às vezes tão psicopata quanto seus prisioneiros, algo que fica bastante claro nesta obra, em específico, porque estamos lidando com uma questão estritamente pessoal para a chefe.

O impasse que citei anteriormente se torna intenso porque não existe uma real ligação entre os dois blocos narrativos da fita, além do estabelecimento de uma ótima atmosfera de desesperança. No entanto, o “mal” que isso representa é apenas situacional. Isso porque cada um consegue funcionar bem isoladamente e, diante da boa “caçada ao cartão que pode te dar um passe livre para o Paraíso — salvando-te do Inferno“, o espectador esquece facilmente a lombada do início da trama. E que trama! Sempre que nos deparamos com uma animação da DC, ficamos preocupados com a possibilidade de descaracterização de grupos, personagens, vilões e até mesmo de ambientes onde as histórias se passam. Seja por roteiros ruins, seja para se enquadrar a uma certa faixa etária, seja por conta de uma reinterpretação mal feita de um arco dos quadrinhos, o fato é que já estamos saturados de longas animados da empresa que se contentam com atalhos. Pois bem, este não é o caso de Hell to Pay.

Sendo a violência livre — e não há nenhum escrúpulo para os assassinatos. Eles são apenas evitados pelo gosto volátil dos membros do Esquadrão, sem culpa ou resguardo moral do tipo “oh, não vamos matar esse pobre coitado, ele só está fazendo o serviço dele!“. Nada disso. — e a busca entrecortada pela presença de Vandal Savage e do Flash Reverso, além dos próprios membros do Esquadrão com agendas pessoais sem que o espectador saiba, o texto faz com que a psicopatia, a violência e doses altas de humor negro se misturem, sobrando até espaço para um antigo Senhor Destino sexy e vilões e pequenos exércitos de criminosos se encontrarem no mesmo caminho.

É muito bom quando algo valioso atrai a atenção de personagens com intenções “similares, mas nem tanto” e o espectador é bombardeado com surpresas no decorrer do tempo. Este é o principal sustentáculo de Hell to Pay. A manutenção da essência dos personagens fez com que a história jamais perdesse o fôlego e, mesmo que algumas sequências não sejam exatamente boas, que a luta final se estenda mais do que deveria e que o desfecho beire o melodramático, nada tira o fato de que o roteiro aqui é sólido e majoritariamente muito bem executado.

Dentre as dublagens, ganham destaque o Pistoleiro de Christian Slater; o Capitão Bumerangue de Liam McIntyre e o Zoom de C. Thomas Howell. O restante do elenco está adequado aos vilões, mas não com um grandes destaques de voz e marcação da força para cada um deles, o que é espantoso pelo menos da parte de Tara Strong, por sua larga experiência interpretando Arlequina, sem trazer nada demais aqui. Ainda bem que o filme se garante. E muito. Uma baita aventura sobre a salvação e a perda de almas em um momento de crise pessoal, com um preço a pagar pelos seus atos. Um dia, a cobrança desse preço chega e a perspectiva sempre parece bastante trágica. Não há nada a fazer. É aquilo que se diz: algumas pessoas realmente merecem o Inferno…

Suicide Squad: Hell to Pay (EUA, 27 de março de 2018)
Direção: Sam Liu
Roteiro: Alan Burnett
Elenco (vozes): Christian Slater, Vanessa Williams, Billy Brown, Kristin Bauer van Straten, Gideon Emery, Liam McIntyre, Tara Strong, David Boat, Trevor Devall, Dave Fennoy, Greg Grunberg, C. Thomas Howell, Cissy Jones, Natalie Lander, Matthew Mercer, Julie Nathanson, Jim Pirri, Dania Ramirez, James Urbaniak
Duração: 86 min.

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30 comentários

Herbert Engels 2 de janeiro de 2021 - 16:10

Animação boa pra carai véi. Espero que façam uma nova com a chegada do filme do Gunn.

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Luiz Santiago 16 de setembro de 2018 - 03:48

Nossa, nenhuma me vem à mente agora, porque o tema aqui é mais pé no chão… Acho que uma animação que trabalha BEM temáticas dessa ordem é O Contrato de Judas.

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Weslley Vieira 15 de setembro de 2018 - 21:56

Quais outras animações da DC são dignas como essa?

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Anônimo 25 de agosto de 2018 - 21:22
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Luiz Santiago 25 de agosto de 2018 - 22:26

Acertaram em cheio nessa!

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pabloREM 25 de abril de 2018 - 16:42

Igual ao filme Assalto ao Arkham mais uma ótima animação do Esquadrão Suicida, o que volta aquela questão: como puderam fazer um filme tão ruim? Será que é tão difícil para a DC/Warner olhar para suar animações. O filme do Esquadrão era o Assalto ao Arkham e pronto, não tem segredo. O mesmo vale para a Liga da Justiça. Era só pegar o primeiro arco da série animada de 2001, com os mesmos personagens. Não precisava mudar nada, está tudo lá, não precisam de mais filmes de origem, mais cenas escuras, câmeras lentas ou consultorias filosóficas a família Nolan. Os personagens da DC todo mundo conhece.

Responder
pabloREM 25 de abril de 2018 - 16:42

Igual ao filme Assalto ao Arkham mais uma ótima animação do Esquadrão Suicida, o que volta aquela questão: como puderam fazer um filme tão ruim? Será que é tão difícil para a DC/Warner olhar para suar animações. O filme do Esquadrão era o Assalto ao Arkham e pronto, não tem segredo. O mesmo vale para a Liga da Justiça. Era só pegar o primeiro arco da série animada de 2001, com os mesmos personagens. Não precisava mudar nada, está tudo lá, não precisam de mais filmes de origem, mais cenas escuras, câmeras lentas ou consultorias filosóficas a família Nolan. Os personagens da DC todo mundo conhece.

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Luiz Santiago 25 de abril de 2018 - 23:58

Pois é! É aquela relação entre ambição, insanidade, exagero e produção que interfere demais. Aí dá nisso. Os caras PRECISAM acertar na próxima.

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Adam William 22 de abril de 2018 - 23:20

Ótima crítica.

Fiquei surpreso com a presença do Zoom, principalmente pela forma como foi justificada e amarrada à outra animação (melhor não dizer, pra não dar spoilers). Foi uma grata surpresa, até onde sei essa animação não tomou base em uma HQ específica e, portanto, não sabia o que esperar. Sempre bom quando isso acontece.

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Luiz Santiago 22 de abril de 2018 - 23:51

O material original sempre corre riscos, né? Mas quando realmente sabem o que estão fazendo, vem um filmão desses. Por mais riscos assim! 😀

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thiago 16 de abril de 2018 - 01:17

dc voltou a acertar nas animacoes, gracas a rao, tava na hora

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Luiz Santiago 16 de abril de 2018 - 07:02

Se estava! Pelo menos nas animações, né? Porque no cinema, estão devendo bastante…

Responder
Allan 10 de abril de 2018 - 09:07

Amei a participação do Zoom!

Só achei que meio que esqueceram do cara que foi Doutor Destino no fim, será que mataram ele por que a última vez que apareceu foi sendo capturado pela equipe do Zoom.

Continuo achando forçadíssimo esse protagonismo que tentam empurrar para o Deadshot o cara erá o maior serial killer e adorava matar não tinha filhinha que o fizesse mudar.

Responder
Luiz Santiago 10 de abril de 2018 - 15:09

É que ele é simpático e o tipo de disposição que ele tem em relação às missões justifica o protagonismo. Eu confesso que não tenho problema com isso.

Sobre o Doutor Destino, você tem total razão. Esqueceram de amarrar essa ponta. Ficou apenas subtendido.

Responder
Luiz Santiago 10 de abril de 2018 - 15:09

É que ele é simpático e o tipo de disposição que ele tem em relação às missões justifica o protagonismo. Eu confesso que não tenho problema com isso.

Sobre o Doutor Destino, você tem total razão. Esqueceram de amarrar essa ponta. Ficou apenas subtendido.

Responder
Allan 10 de abril de 2018 - 09:07

Amei a participação do Zoom!

Só achei que meio que esqueceram do cara que foi Doutor Destino no fim, será que mataram ele por que a última vez que apareceu foi sendo capturado pela equipe do Zoom.

Continuo achando forçadíssimo esse protagonismo que tentam empurrar para o Deadshot o cara erá o maior serial killer e adorava matar não tinha filhinha que o fizesse mudar.

Responder
Ricky Lamas 9 de abril de 2018 - 22:31

Assisti essa animação semana passada e digo com toda certeza que é excelente !!!!
Eu teria ficado muito mais feliz em ter assistido essa animação no cinema do que o filme do Esquadrão Suicida, que me deu vontade de me suicidar de tão ruim que foi.
A DC está de parabéns quanto a essa animação com uma história envolvente, personagens diversificados, traços, voz e cor. O que me surpreendeu ainda mais foi a quantidade de Gore presente na animação. Realmente gostei, mas me assustei positivamente com a quantidade de violência nessa animação. A única animação que tem mais Gore que essa e que eu acompanho é Berserk.

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 23:27

Fizeram um trabalho absolutamente intrigante aqui. Com certeza uma das melhores da DC nessa safra de coisas que não vem dando muito certo para eles…

Responder
Big Boss 64 9 de abril de 2018 - 16:02

Esse Esquadrão Suicida é o mesmo do Assalto ao Arkham ou é outro universo?

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 16:27

Alguns membros se mantêm, em relação ao Assalto: Pistoleiro, Bumerangue, Arlequina e Nevasca. MAS não me parecem ser eventos do mesmo Universo não…

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 16:27

Alguns membros se mantêm, em relação ao Assalto: Pistoleiro, Bumerangue, Arlequina e Nevasca. MAS não me parecem ser eventos do mesmo Universo não…

Responder
Star_Killer 9 de abril de 2018 - 11:15

Só digo uma coisa desse filme: Show!

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 11:32

Só magia TOP!

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 11:32

Só magia TOP!

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Stella 9 de abril de 2018 - 03:20

ótima crítica.Muito foda essa animação, pelo menos não está mal desenhada, como as anteriores. O enredo está redondinho melhor que o primeiro filme. Como é que pode, a Warner fazer um filme cagado em live action, e não consegue fazer algo como está animação? pelo amor né.

Responder
Stella 9 de abril de 2018 - 03:20

ótima crítica.Muito foda essa animação, pelo menos não está mal desenhada, como as anteriores. O enredo está redondinho melhor que o primeiro filme. Como é que pode, a Warner fazer um filme cagado em live action, e não consegue fazer algo como está animação? pelo amor né.

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 03:35

A arte aqui é bem bacana, harmonia, os traços leves, as cores muuuuuuuuuuito bem escolhidas para combinar com a fotografia escura. Visualmente é bem interessante. E é bem isso que tu disse: dá até raiva quando a gente olha aqui e vê que não conseguem fazer algo bom com um orçamento sei lá quantas vezes maiores…

Responder
planocritico 8 de abril de 2018 - 18:37

Você não sabia que é proibido escrever sobre DC Comics 6 meses antes e 6 meses depois de cada lançamento da Marvel nos cinemas?

APAGA ISSO!!!

Abs,
Mar-Ritter-Vete.

Responder
Luiz Santiago 8 de abril de 2018 - 18:38

HAHAHAHHAHAHAHAHAH seu marvete LIXO!!! Sai daquilo! Xô!!! Vai ver Os Supremos, vai! 😀

LuDCiz

Responder
Luiz Santiago 8 de abril de 2018 - 18:38

HAHAHAHHAHAHAHAHAH seu marvete LIXO!!! Sai daquilo! Xô!!! Vai ver Os Supremos, vai! 😀

LuDCiz

Responder

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