Home Diversos Crítica | Misery (Louca Obsessão), de Stephen King

Crítica | Misery (Louca Obsessão), de Stephen King

por Kevin Rick
529 views (a partir de agosto de 2020)

Às vezes eu acho introduções superestimadas, especialmente quando obras caem num didatismo exacerbado para apresentar a premissa ao leitor. Claro que vai de cada obra, mas sempre acho interessante quando romances jogam o leitor na narrativa sem qualquer cuidado mesmo, até nos assustando pela velocidade que somos absorvidos na história. Não sei se é por causa das minhas experiências literárias, mas raramente topei com livros com essa abordagem mais, digamos, imediatista. Misery definitivamente enquadra-se nesse estilo direto de narrativa, no qual o mestre Stephen King toma a atenção do leitor na primeira página ao nos situar do pesadelo de Paul Sheldon, um escritor famoso que sofreu um acidente de carro e foi salvo por Annie Wilkes, sua fã número um… perigosamente louca.

Misery, como a própria tradução brasileira do título da adaptação cinematográfica – e de algumas versões do livro – expõe, é uma leitura obsessiva, independente do ponto de vista. Seja a busca por sobrevivência do protagonista, a obsessão de Annie com o artista, ou até mesmo a nossa impossibilidade de largar a leitura, a obra de King não apenas mergulha o leitor com rapidez no abismo, como também nunca deixa ninguém sair. Nosso protagonista quebrou as duas pernas no acidente de carro, e sua salvadora, uma enfermeira completamente biruta, mantém Paul como seu prisioneiro, iniciando uma sórdida jornada de cárcere privado. Dois personagens, um quarto e 328 páginas não parece uma receita de sucesso, mas King faz dar certo, muitíssimo certo.

A grande qualidade da narrativa está na maneira como o autor constrói conflito, pois o ambiente limitado poderia restringir o desenvolvimento da história, especialmente pensando no tamanho do livro, mas King cria uma estrutura sem espaço para pausa ou respiro narrativo. Chega a ser estressante a maneira como o escritor cadencia a história, proporcionando uma experiência sempre em alerta ou receosa da nossa parte, no qual a dor de Paul fica em evidência a todo momento, realmente a todo momento. Aliás, sempre que o autor diminui o ritmo um pouco, muitos desses momentos para humanizar a Annie ou trazer um pouco de contexto do passado de Paul, a história pausa o terror físico para trazer o psicológico, na disciplinada experiência claustrofóbica e segmentada de King.

Para compor isso, dois grandes elementos estão sempre em evidência na história: a ambientação e a dinâmica dos personagens. O primeiro é resultado do já citado espaço limitado da trama, o qual King utiliza a seu favor, dando um significado a cada objeto. Uma máquina de escrever demoníaca, uma cama que esconde objetos, um grampo libertador, o remédio que alivia a dor, entre outros, cada pedacinho do quarto ou componente de sobrevivência de Paul é potencializado, quase se tornando personagens, proporcionando um belo cenário de enclausuramento e terror psicológico com o medo da morte, vício, obsessão e tortura trocando turnos no sofrimento de Paul.

Falando do nosso protagonista, primeiramente senti o personagem como um “papel branco” na obra. Ele está ali sofrendo, e essa angústia é muito bem transposta, mas a idealização do personagem era muito mais de uma ferramenta para o horror do que um protagonista propriamente dito. Contudo, à medida que a narrativa avançava, o personagem foi ficando mais interessante além da dor, pois ele acaba sendo um exercício pessoal e artístico de King. Além de funcionar como um olhar interno do escritor, grande parte do arco do personagem, se é que podemos chamar de arco, gira em torno da literatura. Bloqueios criativos, visão da indústria, vícios pessoais, disciplina literária, entre outros temas sobre a Arte de King, num belo olhar metalinguístico crítico do autor para si mesmo e para a Literatura como um todo.

Dito isso, todos os holofotes são de Annie. Uma personificação da obsessão, da loucura e da malignidade, a personagem é, talvez, o melhor “monstro” de história de horror que tive o prazer de consumir. O fato dela ser humana, e bastante “humanizada” em alguns momentos, torna sua caracterização ainda mais horripilante. Seja nos momentos de carnificina ou em diálogos malucos sobre seu amor, compaixão e cuidado para com Paul, até humorísticos em determinados segmentos, a maneira como King cria Annie, respaldado por um horror possível e consequentemente real, proporciona uma dimensão para além do maníaco à personagem, o que torna o tom da história ainda mais aterrorizante.

Misery é a jornada dolorosa de Paul Sheldon nas mãos da terrível Annie, uma das mais icônicas personagens de King, e do gênero do horror por completo, tanto literário como também no Cinema. Cheia de camadas, desde a psicopatia a solidão, Annie é o livro, roubando a cena em uma das melhores obras do autor. King, acima de tudo, demonstra controle do seu ambiente, sabendo como segmentar e absorver o leitor num terror físico e psicológico em um ritmo frenético e estressante, o qual é difícil digerir muitos momentos da história, em uma experiência trágica, obsessiva e, acima de tudo, violentamente memorável.

Misery (Louca Obsessão) – EUA, 1987
Autor: Stephen King
Editora original: Viking
Data original de publicação: 8 de junho de 1987
Editora no Brasil: Suma; 1ª edição
Data de publicação no Brasil: 22 de abril de 2014
Tradução: Elton Mesquita
Páginas: 328

Você Também pode curtir

20 comentários

Rafael Lima 16 de abril de 2021 - 04:42

Tá ai um dos livros do King que sempre tive vontade de ler, mas por um motivo ou outro, acabo adiando. Não chega a ser surpresa para mim (até pela fama do livro) que o King trabalhe bem a questão do confinamento, já que ele posteriormente trabalharia isso de forma maravilhosa em “Jogo Perigoso”, mas é bom ter a confirmação. E interessante como você observa que King incorpora os medos de escritor na narrativa. É algo já deixado subentendido na brilhante adaptação cinematográfica, mas que deve ser ainda mais presente no campo literário.

Grande resenha, como de hábito, Kevin.

Responder
Kevin Rick 16 de abril de 2021 - 18:12

Muito obrigado, meu amigo! Quero muito ler Jogo Perigoso, ainda mais depois de Misery. E isso da incorporação dos medos e vícios de King, é algo que estamos acostumados né? hehehe Alcoolismo em O Iluminado, o Paul Sheldon aqui, a culpa que ele tem por ignorar bullying enquanto era professor em Carrie, e por aí vai… Mas, cara, o que eu mais gosto é como ele não apenas fala sobre si como artista, mas também expõe sua visão da Literatura. Muito bacana mesmo, acredito que vai adorar!

Responder
Giovanni Filoni 15 de abril de 2021 - 14:19

Misery para mim foi uma obra impactante a todo momento, e uma que teve bastante efeito em especial nas longas passagens em que a escrita do Paul é o principal ponto. A Annie Wilkes é um monstro (só dá pra tratar ela assim, acredito kkkkkkk) sensacional… e, pra mim, o melhor está em como há uma crescente tão bem construída, ainda que seja um livro tão confinado. É talvez o maior brilho da obra, que me faz ter vontade de voltar a ela mais uma vez, ainda mais depois dessa excelente crítica.

Agora fico ansioso para saber qual o próximo livro do King a dar as caras por aqui…

Responder
Kevin Rick 16 de abril de 2021 - 02:49

Sim! O livro vai crescendo e te mergulhando de um jeito maravilhoso! Certamente retornarei a ele futuramente. Já sobre o próximo do King, bem, eu quero ler A Dança da Morte (The Stand), um tijolão que vou demorar a terminar hehehe Mas o Rafael sempre lança algo, então vamos ver. E você, qual o último e/ou próximo livro do King que leu/vai ler?

Responder
Giovanni Filoni 16 de abril de 2021 - 06:25

Dança da Morte é um que eu tenho receio de encarar ainda hahahaha… ainda mais nessa época, acho que um livro sobre um vírus que acaba com tudo é o tipo de história que vai ficar de escanteio.
Mas o último livro que eu li foi o Belas Adormecidas, que tem uma premissa de ameaça a humanidade e afins, também. É um bom livro, mas eu acho que ele se perde muito por ser muito longo… sei lá, ele começa bem, tem bons momentos, mas chega um ponto em que tudo o que eu queria era que a trama andasse e novas tramas parassem de surgir. Faz algum tempo que eu estou sem ler King, mas dois que estou de olho a algum tempo são A Metade Sombria e a Pequena Caixa de Gwendy. O primeiro em particular porque lembro de ter curtido de ler e reler os primeiros capítulos quando passava nas livrarias.

P.S: alias, Belas Adormecidas tem justamente o problema que Misery não tem: personagens. Se em Misery o King consegue por dois personagens para durarem ótimas 300 páginas, em Belas Adormecidas os mais de vinte personagens apenas vão se desgastando durante as 700.

Responder
Kevin Rick 16 de abril de 2021 - 22:23

É, a trama do livro certamente terá um “sabor” mórbido… Mas em paralelo, pode até potencializar o horror da obra. Vamos ver o que sai dessa experiência hehe

Isso que você expôs em Belas Adormecidas é um problema que tenho com King (apesar de só ter dado nota alta até agora, mas só peguei coisa boa também), e junto ao tamanho exagerado às vezes, ele sofre com clímax e esse controle de múltiplos personagens em algumas obras. Acho que isso acontece pela metodologia dele, já que parte de uma premissa e vai escrevendo, sem ter uma ideia da obra como um todo – ele mesmo afirma isso.

E esse A Metade Sombria ein, só aqui nesses comentários três pessoas citaram ele. Fiquei curioso!

Responder
Giovanni Filoni 17 de abril de 2021 - 00:58

O Metade Sombria para mim me interessa muito pelo lado da metalinguagem. Acho que deve ser bem interessante a maneira como o King trabalha com isso.

E Belas Adormecidas, dos livros que li do King, é o que mais sofreu com isso que você comentou (e o que menos gostei, também). Não achei uma leitura desagradável, bem longe disso mas é um tanto cansativa. Essa metodologia do King, que eu mesmo acabo adotando de maneira muito similar na minha escrita, é o tipo de coisa que pode gerar frutos maravilhosos, mas que é fácil de se perder as mãos. E acho que um pouco desse controle é o que mais explica como o King tem habilidade com histórias com poucos personagens… ele passa muito tempo junto de cada personagem e, no caso de Belas Adormecidas que realmente tem uns vinte personagens, é algo que mais arrasta a história do que ajuda.

Kevin Rick 17 de abril de 2021 - 17:27

Opa, tu escreve ficção? Conta mais disso aí hehe

Giovanni Filoni 18 de abril de 2021 - 00:22

Escrevo, sim! A maior parte do que eu escrevo são histórias de fantasia na qual eu gosto de brincar bastante com a presença disso em nosso próprio mundo, e a obra do King acabou sendo uma grande inspiração para isso.
Ano passado, inclusive, eu cheguei a lançar um livro chamado “Sonhos Perpétuos”, onde justamente eu busco trabalhar com a mescla entre nossa realidade e o sobrenatural dentro uma investigação (resumindo bastante kkkkkkkkk).
Vou até aproveitar aqui o espaço e deixar o link para ele na Amazon… se acabar se interessando, espero que goste bastante!

https://www.amazon.com.br/Sonhos-perpétuos-Giovanni-Filoni/dp/8594552947/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&dchild=1&keywords=Sonhos+Perpétuos&qid=1618719447&sr=8-1

Kevin Rick 19 de abril de 2021 - 09:58

Que bacana cara! Vou dar uma conferida sim! Adorei a premissa.

Kevin Rick 19 de abril de 2021 - 09:58

Que bacana cara! Vou dar uma conferida sim! Adorei a premissa.

Starr-Lord 14 de abril de 2021 - 13:05

Eu gosto muito desse livro do King. No geral, gosto muito dessas histórias contadas em um ambiente só e com poucos personagens, quando bem feitas, claro, pois dá uma sensação de claustrofobia inigualável e o escritor trabalha bem mesmo para criar uma situação tensa, até porque a situação do Sidney, digo, Paul Sheldon é levemente plausível na realidade. A Anne é uma antagonista sensacional, adoro a imprevisibilidade dela, até por ficar na dúvida se ela vai reagir normalmente ou de maneira mais psicótica, o que torna instigante acompanhar toda a situação. O medo do desconhecido sempre é efetivo e, apesar dele ser mais fácil de executar em histórias sobrenaturais, pela imprevisibilidade da Anne, ele está presente aqui. Eu não tenho nem palavras para descrever o quão fácil é odiar essa antagonista.

Citação genial dos objetos terem vida, é um fator que gosto muito por tornar cada detalhe importante. Outra coisa muito legal é o uso do King de metalinguagem, tanto aqui quanto em A Metade Sombria. Acho que toda celebridade acaba tendo algum fã maluco e deve ser um medo genuíno do autor, até por supostamente um atirador ter lido um dos livros dele, o Rage, com o pseudônimo de Bachman. Enfim, ótima crítica!

Responder
Kevin Rick 14 de abril de 2021 - 22:15

Obrigado, meu amigo! Temos opiniões bem similares da obra. Uma baita experiência tensa! Ainda não li A Metade Sombria, mas fiquei interessado!

Responder
Wagner 14 de abril de 2021 - 11:32

Quem é Pennywise perto de Annie, não é mesmo?

Eu me senti muito bem servido com esse livro. Meu único porém é o início muito corrido, em que Paul parece tomar ciência dos fatos muito rapidamente, além do vício em Novril ser evidenciado algumas vezes sem parecer ser desenvolvido (e quando a gente conhece o modus operandi Agatha Christie de substâncias químicas, a gente espera um pouco mais)

Fora isso, esse livro é perfeito até o fim e é o meu segundo favorito do King (não que eu tenha lido muito do autor).
Apesar de não parecer, esse livro é repleto de personagens. Paul, Annie, a máquina de escrever, a cadeira de rodas, o machado e (o maior de todos eles) o quarto. É incrível como King sabe dar autenticidade e vivacidade para objetos, cidades e demais localidades como se fosse um personagem humano.

Falando neles, que prazer em sentir raiva da Annie, pqp. Você simplesmente ESCUTA a criatura chegando perto, causando tensão e aflição, suando frio pela sua simples presença.
Véi, melhor momento do livro é quando o Paul solta o TÁ AQUI O SEU LIVRO
CARAIO!
Quero dizer, MELECA!

Também acho o final desse livro incrivelmente bom, com tanta tensão quanto o restante do livro.
Vale destacar Misery também. A história contada no livro é sensacional e eu de fato parecia estar lendo outra obra ali no meio.

A respeito de cárcere privado, deixo como sugestão “O Colecionador” (citado no livro), de John Fowles, com um dos melhores desenvolvimentos a respeito do sequestrador; “O Que terá acontecido a Baby Jane?” (também citado em Misery), de Henry Farrell, em que o último parágrafo faz você ver todo o livro passando na sua cabeça após finalizar a leitura; e “Entre Quatro Paredes”, de B.A Paris, que é um “O Colecionador” genérico, mas ótimo pra passar o tempo porque se prende no óbvio.

Adorei as citações referentes ao Xeroque (meu detetive preferido) e Senhor das Moscas, o qual me deixou com a garganta entalada de choro no final.

Ótima crítica, Vavá. Só uma correção no primeiro parágrafo: está Annie Walkes ao invés de Wilkes (o que acarreta menos 50 páginas na sua contagem final da Corrida Literária, tá no regulamento).
Também daria 4,5.

Responder
Kevin Rick 14 de abril de 2021 - 11:03

Na onde foi que você leu Walkes, só vejo WILKES ali!! HAHAHAHAHA Valeu por notar. E já anotei as indicações!

Soooobre essa maravilha, tentei fugir dos spoilers no texto, mas o momento de queima do livro… QUE SATISFATÓRIO E isso vindo do King, ein? Que costuma ser sofrível em desfechos e clímax!!

E cara, eu fiquei mais aterrorizado com Annie do que com o Pennywise! Até agora olho para os meus pés com agonia Que personagem sensacional! Ela personifica tantos elementos ruins e malignos, mas o King deixa ela tão humana também, o que torna tudo MUITO mais horripilante.

No mais, tivemos experiências extremamente similares. Também amo como o King dá “vida” à objetos e localidades, desde aqui como nós dois citamos, até em Salem, o Hotel de O Iluminado, e por aí vai… É um artifício perfeito para a literatura de horror! Só que gostei do início. Como disse no texto, eu adoro quando o livro já te absorve desse jeito abrupto mesmo, ainda que entendo sua crítica!

Mas chega aqui, seu MELEQUENTO, depois podia ler The Stand ein? Meu próximo do King, e depois quero ler Novembro de 63 também.

Responder
Kevin Rick 14 de abril de 2021 - 11:03

Na onde foi que você leu Walkes, só vejo WILKES ali!! HAHAHAHAHA Valeu por notar. E já anotei as indicações!

Soooobre essa maravilha, tentei fugir dos spoilers no texto, mas o momento de queima do livro… QUE SATISFATÓRIO E isso vindo do King, ein? Que costuma ser sofrível em desfechos e clímax!!

E cara, eu fiquei mais aterrorizado com Annie do que com o Pennywise! Até agora olho para os meus pés com agonia Que personagem sensacional! Ela personifica tantos elementos ruins e malignos, mas o King deixa ela tão humana também, o que torna tudo MUITO mais horripilante.

No mais, tivemos experiências extremamente similares. Também amo como o King dá “vida” à objetos e localidades, desde aqui como nós dois citamos, até em Salem, o Hotel de O Iluminado, e por aí vai… É um artifício perfeito para a literatura de horror! Só que gostei do início. Como disse no texto, eu adoro quando o livro já te absorve desse jeito abrupto mesmo, ainda que entendo sua crítica!

Mas chega aqui, seu MELEQUENTO, depois podia ler The Stand ein? Meu próximo do King, e depois quero ler Novembro de 63 também.

Responder
Kevin Rick 14 de abril de 2021 - 11:03

Na onde foi que você leu Walkes, só vejo WILKES ali!! HAHAHAHAHA Valeu por notar. E já anotei as indicações!

Soooobre essa maravilha, tentei fugir dos spoilers no texto, mas o momento de queima do livro… QUE SATISFATÓRIO E isso vindo do King, ein? Que costuma ser sofrível em desfechos e clímax!!

E cara, eu fiquei mais aterrorizado com Annie do que com o Pennywise! Até agora olho para os meus pés com agonia Que personagem sensacional! Ela personifica tantos elementos ruins e malignos, mas o King deixa ela tão humana também, o que torna tudo MUITO mais horripilante.

No mais, tivemos experiências extremamente similares. Também amo como o King dá “vida” à objetos e localidades, desde aqui como nós dois citamos, até em Salem, o Hotel de O Iluminado, e por aí vai… É um artifício perfeito para a literatura de horror! Só que gostei do início. Como disse no texto, eu adoro quando o livro já te absorve desse jeito abrupto mesmo, ainda que entendo sua crítica!

Mas chega aqui, seu MELEQUENTO, depois podia ler The Stand ein? Meu próximo do King, e depois quero ler Novembro de 63 também.

Responder
Wagner 14 de abril de 2021 - 13:39

SEM PALAVRAS FEIAS AQUI!

Mesmo It tendo um final modesto (mas ainda bom), Misery sem a menor sombra de dúvidas tem o melhor desfecho pra mim.
Eu gelei mesmo quando tudo termina, seja pela tensão ou por ter achado que o King tinha cagado o final com o retorno da Annie. Ainda bem que não.

Sobre A Dança da Morte, acho que vou passar. Ainda tenho uns calhamaços em prioridade (Os Miseráveis e Os Irmãos Karamazov), então acho que nesse ano não rola. Também pretendo ler A Metade Sombria futuramente, mas senti um tom autobiográfico (o que não curto). Ainda está em avaliação.

Sóbre Novembro de 63, sem querer jogar um balde de água fria, não tá me empolgando. Voei nas primeiras 200 páginas e nas 200 seguintes achei muito sem foco. Espero que o restante me agrade.

Responder
Wagner 14 de abril de 2021 - 17:39

SEM PALAVRAS FEIAS AQUI!

Mesmo It tendo um final modesto (mas ainda bom), Misery sem a menor sombra de dúvidas tem o melhor desfecho pra mim.
Eu gelei mesmo quando tudo termina, seja pela tensão ou por ter achado que o King tinha cagado o final com o retorno da Annie. Ainda bem que não.

Sobre A Dança da Morte, acho que vou passar. Ainda tenho uns calhamaços em prioridade (Os Miseráveis e Os Irmãos Karamazov), então acho que nesse ano não rola. Também pretendo ler A Metade Sombria futuramente, mas senti um tom autobiográfico (o que não curto). Ainda está em avaliação.

Sóbre Novembro de 63, sem querer jogar um balde de água fria, não tá me empolgando. Voei nas primeiras 200 páginas e nas 200 seguintes achei muito sem foco. Espero que o restante me agrade.

Responder
Kevin Rick 14 de abril de 2021 - 18:42

Covarde… Vai me falar que Dostoiévski é melhor que Stephen King? Tsc tsc tsc.

Espero que Novembro de 63 melhore! É triste um investimento gigante desse ser decepcionante.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais